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“Foi o boi que me escolheu”: Carnaboi marca expectativa para Festival de Parintins 2026

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Foto: Dayson Valente/Portal Amazônia

Resgate de tradição, emoção e muita festa azul e vermelha. Esse foi o tom que ditou a noite de sábado (21) no Centro de Convenções Professor Gilberto Mestrinho, o Sambódromo de Manaus (AM), com a segunda e última noite do Carnaboi 2026.

O evento, que marca a transição do carnaval para a temporada bovina, empolgou mais de 40 mil pessoas que voltaram a prestigiar a grande festa dos bois Caprichoso e Garantido nos dois dias do evento.

O retorno ao Sambódromo foi uma das principais novidades deste ano. Tradicional palco da festa bovina, o espaço recebeu na programação do evento a apresentação dos bois de Manaus, Garanhão e Brilhante, que resgataram a brincadeira histórica vivida pelos bois bumbás na capital amazonense, na abertura da segunda noite.

Leia também: Carnaboi reforça valorização do artesanato indígena e elementos da cultura amazonense

carnaboi 2026
Foto: Edley Oliveira/Amazon Sat
Foto: Edley Oliveira/Amazon Sat

Já em cima do palco, as atrações comandaram a festa das cores azul e vermelha com as apresentações dos artistas do Caprichoso e Garantido.

Grupo Toada de Roda e Robson Jr., Luiz Carlos Kboclos e Jardel Bentes, além de Carlos Batata e Black Marialva empolgaram os torcedores dos bois com toadas clássicas e atuais.

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A rivalidade saudável protagonizada pelos bois também foi sentida no público. Milhares de torcedores azulados e vermelhos dançaram juntos os principais hits que marcaram gerações, como foi o caso do casal de amigos Eveny Braga e Gabriel Façanha. Torcedores de bois diferentes, a dupla contou que a paixão pelo boi-bumbá surgiu na infância, por influência dos pais.

“A minha mãe trabalhava num navio que levava turistas para o Festival de Parintins, ficava cerca de 15 dias e toda vez ela voltava com indumentárias, acessórios, roupas, muitas coisas do Garantido. Então, desde pequena eu sempre gostei do boi vermelho”, conta Eveny, de 23 anos.

Foto: Dayson Valente/Portal Amazônia

“Também foi a minha mãe, porque ela ia todos os anos para Parintins e aí ela conseguiu trazer essa cultura de gostar de boi bumbá para minha família. Então, eu cresci com esse envolvimento com o Boi Caprichoso, que foi o boi que me escolheu”, conta Gabriel, que também foi prestigiar o namorado dançar no Carnaboi.

A noite seguiu com apresentações que mantiveram o público em ritmo de festa com Paulinho Viana, Prince do Caprichoso. Carlinhos do Boi, Leonardo Castelo e Edilson Santana.

União de Caprichoso e Garantido é a marca do Carnaboi

O momento mais esperado, no entanto, foi o show conjunto dos bois Caprichoso e Garantido. Primeiro, o Caprichoso levou a torcida azulada à euforia, para depois o Garantido incendiar a galera vermelha, elevando a energia do público ao ápice. Itens oficiais dos dois bois empolgaram as galeras dos dois bois.

O encerramento simbólico aconteceu com a tradicional entrega da chave aos bois-bumbás Caprichoso e Garantido pela corte carnavalesca, das mãos da Kamélia, marcando oficialmente o fim do Carnaval e a abertura da temporada bovina.

Foto: Dayson Valente/Portal Amazônia

A noite foi finalizada em clima de celebração com as apresentações de Tony Medeiros e P.A. Chaves, Patrick Araújo e Arlindo Neto, Sebastião Jr. e Márcia Siqueira, culminando no encerramento com Mara Lima e Luanita Rangel, que fecharam o evento sob aplausos.

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Carnaval Amazônico

O projeto Carnaval Amazônico é uma iniciativa do Grupo Rede Amazônica que conecta o público com a essência do Carnaval da região Norte, com o apoio do Governo do Estado do Amazonas.

Carnaboi reforça valorização do artesanato indígena e elementos da cultura amazonense

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Foto: Edley Oliveira/Amazon Sat

O Carnaboi 2026, em Manaus (AM), realizado nos dias 20 e 21 de fevereiro, não se resume à celebração da festa de boi-bumbá, protagonizada pelos bois Caprichoso e Garantido, de Parintins. A valorização do artesanato local e a expansão dos saberes tradicionais também fazem do evento, que marca a transição do período carnavalesco para a temporada bovina, relevante para a difusão cultural.

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Durante as duas noites de evento, o Centro de Convenções Professor Gilberto Mestrinho – Sambódromo de Manaus – contou com espaços voltados para a exposição de produtos feitos pelos povos indígenas do Amazonas.

Cerca de 10 artesãos das etnias Baré, Hixkaryana, Kokama, Kambeba, Sateré-Mawé e Tikuna puderam apresentar adereços e acessórios para o público em geral com inspiração nos bois de Parintins e em suas culturas.

Itens como biojoias, cestarias, artigos decorativos para casas, peças produzidas com matérias-primas naturais e técnicas tradicionais da medicina indígena repassadas entre gerações foram alguns dos produtos comercializados no Carnaboi.

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Raquel Wosayme, da etnia Hixkariana, é uma das expositoras que faz parte do grupo participante desta edição do evento. Da aldeia Kassawa, no município de Nhamundá, ela conta que usa material natural para suas produções de biojoias, como as miçangas morototó com açaí.

“Morototó, a gente colhe no mato, lavando, secando pra trabalhar”, revela a artesã, que levou cerca de 500 peças para o espaço dedicado à economia criativa, como colares, gargantilhas, pulseiras e brincos. “E tomara que dê certo pra todos nós aqui!”, desejou.

Carnaboi reforça valorização do artesanato indígena e elementos da cultura amazonense
Foto: Edley Oliveira/Amazon Sat

Cachaça artesanal

Quando se fala em artesanato é possível que a primeira imagem seja mesmo alguma das que fazem parte da galeria acima, mas não para por aí. Um exemplo é a ‘Cachaça do índio’, uma bebida alcóolica artesanal apresentada por Yuri Magno, da etnia Sateré Mawe.

Foto: Edley Oliveira/Amazon Sat

“A cachaça do índio é preparada de forma natural, a base do caldo de cana, o mirantão, o xixuá, o manacâmara, o puamo e o guaraná, que são as raízes mais afrodisíacas da Amazônia. A cachaça do índio, a diferença dela na preparação, é que ela não vai no fogo, a fermentação dela é de forma natural, então essa é uma diferença”, conta.

Segundo o produtor, com apoio do Governo do Estado, a bebida é apresentada em diversos eventos realizados no Amazonas e, claro, todos os anos está presente em Parintins. “Hoje tem uma faixa de umas 15, 20 mil garrafas já preparadas. E a cachaça do índio não vem sozinha, ela traz também o artesanato indígena de vários povos do Amazonas”, comenta.

Segundo Magno, o grupo produtor conta com cerca de 30 artesãos. “Pra nós é muito importante, a gente já se prepara o ano todo pro Carnaboi, pro festival de Parintins, pras férias”, afirma.

Valorização

Para o diretor-presidente da Fundação Estadual dos Povos Indígenas do Amazonas (Fepiam), Nilton Makaxi, a presença de expositores reforça a valorização cultural e o fortalecimento dos povos indígenas do Amazonas.

“Foi uma verdadeira vitrine estratégica para evidenciar que o artesanato indígena carrega arte, memória e resistência. Ao promovermos esses espaços, asseguramos visibilidade, geração de renda e respeito às nossas comunidades, além de impulsionar a autonomia dos artesãos”, ressaltou Nilton.

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Carnaval Amazônico

O projeto Carnaval Amazônico é uma iniciativa do Grupo Rede Amazônica que conecta o público com a essência do Carnaval da região Norte, com o apoio do Governo do Estado do Amazonas.

Bailarino cadeirante e família de outro estado: torcedores dos bumbás de Parintins animam Carnaboi 2026

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Torcedores dos bumbás de Parintins se destacaram durante o Carnaboi 2026 em Manaus. Fotos: Hector Muniz/Portal Amazônia e Thiago Costa de Oliveira/Acervo pessoal

Considerada a cor da coragem, o vermelho está associado a sentimentos como força, paixão e coragem. No mundo dos bois bumbás de Parintins, representa o Garantido. E foi nesse contexto que o amazonense Thiago Costa de Oliveira uniu a força de vontade com o amor pelo boi da Baixa do São José para superar preconceitos na dança e realizar o sonho de poder atuar pelo boi do coração.

O dançarino, que é cadeirante, esteve pela primeira vez no palco do Carnaboi este ano, que ocorreu no Sambódromo de Manaus e marcou o fim do Carnaval e o início da temporada bovina. Thiago contou que a experiência inédita de atuar pelo grupo de dança Garantido Show o surpreendeu.

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Conhecido no meio artístico como ‘Thiago, o Bailarino’, o jovem de 21 anos está no meio da dança desde a infância, mas sempre enfrentou resistências por ser cadeirante. Tal discriminação, inclusive, levou o artista a cogitar desistir da dança.

“Há anos, eu vinha sofrendo preconceito na sociedade e até por parte das pessoas desse meio por ser alguém com deficiência dentro da dança. Ano passado, cheguei no meu limite, cogite até a largar faculdade e me aposentar da dança. Senti um desânimo muito grande, até eu saber da audição do Garantido Show”, contou Thiago, que cursa o 7º período da licenciatura de dança.

Foi na oportunidade de compor o grupo do boi do coração que Thiago reencontrou a vontade de dançar. Em setembro de 2025, o dançarino decidiu participar de uma seletiva para compor o grupo de dança do Garantido Show, e o final foi positivo.

“Foi entrando no Garantido Show que eu consegui me libertar da depressão que eu estava. Pensei muito no início se tentaria, tive apoio de algumas pessoas que falaram para eu tentar, que eu ia conseguir por ser esforçado, e felizmente consegui passar. Quando me perguntam como está sendo a minha vida dentro do boi, sempre aproveito para dizer às pessoas que foi o boi que me salvou e hoje eu estou aqui feliz fazendo os eventos pelo Garantido”, contou o artista.

Na segunda noite do Carnaboi em Manaus este ano, sábado (21), Thiago subiu no palco principal do evento para dançar toadas clássicas do Boi Garantido. Após realizar o sonho, o artista deixou um recado para quem quer superar a discriminação no meio artístico:

“Sinceramente, eu nunca enxerguei a minha deficiência como algo que fosse me impedir. E as pessoas deveriam ter esse mesmo pensamento porque somos capazes de fazer o que elas quiserem. Ser feliz dançando, atuando ou qualquer outra coisa. Acredite em você”.

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Mãe, filha e nenhuma barreira geográfica

torcedores dos bumbás de Parintins
Adriane Figueiredo e Maria Eduarda Vieira são integrantes da Raça Azul, torcida oficial do Caprichoso. Foto: Hector Muniz/ Portal Amazônia

Natural de Santarém, município do Pará, Adriane Figueiredo sempre foi torcedora do Caprichoso. Ao conseguir um emprego em Manaus, ela constituiu família e pôde ficar mais próxima das apresentações do boi azul e branco.

A proximidade dos estados na Amazônia revela como o amor pela cultura popular não conhece a geografia e nenhuma barreira que não possa ser vencida.

“Sempre gostei do Caprichoso desde que eu vivia em Santarém. O meu marido é torcedor do Caprichoso e naturalmente minha filha também se tornou. Mas foi por vontade dela. Ela que quis assim. E há pouco mais de um ano, eu fui chamado para a ‘Raça Azul’ que é a torcida oficial do Caprichoso. Então participar dessa torcida e contribuir com o meu boi, que é a minha paixão, é uma alegria muito grande pra mim. E tendo minha filha aqui comigo é melhor ainda”.

A filha de Adriane Figueiredo, Maria Eduarda Vieira, viu também a Raça Azul como uma forma de contribuir com as apresentações do boi Caprichoso, erguendo e balançando grandes bandeiras no meio do público para abrilhantar as apresentações do bumbá parintinense e chamando a atenção dos demais torcedores pela animação e dedicação.

“Gosto muito de participar com a minha mãe. Foi um convite feito pela amiga dela e é assim que a gente se diverte com o Caprichoso”, disse a jovem de 15 anos.

O amor pelos bois Caprichoso e Garantido, e pelo Festival Folclórico de Parintins, revela que há superação, tradição viva e reconhecimento por parte dos torcedores, que tem tido cada vez mais destaque nos eventos.

Carnaval Amazônico

O projeto Carnaval Amazônico é uma iniciativa do Grupo Rede Amazônica que conecta o público com a essência do Carnaval da região Norte, com o apoio do Governo do Estado do Amazonas.

Empreendedora reutiliza material do Carnaval no Amapá e transforma em decoração

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A empreendedora Carmo Matos iniciou seu negócio reaproveitando fantasias descartadas no Carnaval. Foto: Reprodução/Instagram-carmosoficial

Anualmente, toneladas de fantasias e adereços usados pelas escolas de samba no Carnaval do Amapá são jogados fora. Foi nesse cenário, no Sambódromo de Macapá, que a empreendedora Carmo Matos viu uma chance de criar um negócio: reaproveitar os descartes e transformá-los em decoração para festas.

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Sem dinheiro para investir, Carmo começou recolhendo os materiais abandonados após os desfiles. Com criatividade, passou a transformar o que seria lixo em peças de ornamentação para eventos.

“Eu comecei sem acervo, sem capital para investir, eu não tinha um centavo para investir, então no início eu precisava desenvolver algo que o dinheiro não compra, visão e criatividade. Enquanto muitos viam os restos de carnaval, eu enxergava a matéria-prima”, disse Carmo.

Empreendedora reutiliza material do Carnaval no Amapá e transforma em decoração
Foto: Reprodução/Instagram-carmosoficial

Segundo Carmo, a reutilização não é apenas uma prática sustentável, mas também uma estratégia de negócio. Com essa visão, ela já atua há mais de 10 anos no mercado, sempre apostando no reaproveitamento.

“O que começou como necessidade acabou se tornando estratégia e hoje eu entendo que sustentabilidade no setor de evento não é apenas uma questão ambiental, é também inteligência de negócio. Eu utilizo material caro por poucas horas e quando a gente reaproveita com criatividade, a gente consegue reduzir custos, aumentar a margem de lucro e ainda diminuir o desperdício”, disse a empreendedora.

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Carnaval no Amapá

A Boêmios do Laguinho é a grande campeã do grupo especial do Carnaval 2026 no Amapá com a nota 180,8. Do grupo de acesso, quem levou o título foi a Império da Zona Norte, com 180 pontos.

As conquistas foram divulgadas na apuração no Sambódromo de Macapá na tarde da quarta-feira (18). A apuração aconteceu após horas de atraso devido a imposições de recursos.

A Boêmios do Laguinho, do grupo especial, levou para a Avenida Ivaldo Veras o enredo: ‘Sodoma e Gomorra – do Pecado à Redenção’. A agremiação abordou valores como justiça e hospitalidade, destacando a capacidade humana de errar, cair e renascer mais sábio e forte.

Já a escola do grupo de acesso, Império da Zona Norte levou o enredo: “Amazonas, o que diz a tua Foz? Da preservação ao progresso!”, que destacou os impactos e expectativas da exploração de petróleo.

A Piratas da Batucada, escola campeã de títulos do Amapá foi rebaixada e vai desfilar no grupo de acesso pela primeira vez desde sua fundação em 1962. Com a movimentação, a campeã do grupo de acesso, Império da Zona Norte, ganha uma vaga no grupo especial em 2027.

A escola Solidariedade, do grupo de acesso, foi desclassificada e não esteve entre as escolas pontuadas. A escola do grupo especial Piratas Estilizados foi penalizada e teve perda de décimos.

*Por Luan Coutinho, da Rede Amazônica AP

Veja detalhes do segundo dia do Carnaboi 2026 em Manaus; fotos

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Foto: Edley Oliveira/Amazon Sat

A segunda e última noite da 25ª edição do Carnaboi em Manaus, neste sábado (21), mostrou a potência da cultura amazônica, reunindo milhares de pessoas no Centro de Convenções Professor Gilberto Mestrinho, o Sambódromo.

As galeras dos bois de Parintins, Caprichoso e Garantido, pularam, cantaram, choraram e sorriram muito ao som das toadas mais famosas do Festival Folclórico. Foram 40 atrações em dois dias da festa que celebra o início da temporada bovina.

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Feira de artesanato, espaço gastronômico, áreas instagramáveis e outras atrações também compõem a festa, que retornou ao seu local de origem em 2026. E para quem não pôde ir pessoalmente curtir o Carnaboi, transmissões ao vivo foram realizadas pelas mídias do Grupo Rede Amazônica por meio do projeto Carnaval Amazônico.

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Confira alguns detalhes da segunda noite do Carnaboi em Manaus:

Veja detalhes do segundo dia do Carnaboi 2026 em Manaus; fotos
Foto: Heloise Bastos/Portal Amazônia
Foto: Heloise Bastos/Portal Amazônia
Foto: Edley Oliveira/Amazon Sat
Foto: Edley Oliveira/Amazon Sat
Foto: Edley Oliveira/Amazon Sat
Foto: Edley Oliveira/Amazon Sat
Foto: Edley Oliveira/Amazon Sat
Foto: Edley Oliveira/Amazon Sat

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Carnaval Amazônico

O projeto Carnaval Amazônico é uma iniciativa do Grupo Rede Amazônica que conecta o público com a essência do Carnaval da região Norte, com o apoio do Governo do Estado do Amazonas.

Funai aprova relatório de identificação e delimitação da Terra Indígena Nawa, no Acre

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Foto: Elvio Pankararu/Funai

A Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) aprovou, no dia 13 de fevereiro, as conclusões do Relatório Circunstanciado de Identificação e Delimitação (RCID) da Terra Indígena (TI) Nawa, de ocupação tradicional indígena Nawa/Kapanawa, localizada nos municípios de Mâncio Lima e Rodrigues Alves, no Acre.

A aprovação se deu por meio da assinatura do Despacho Decisório pela presidenta da autarquia indigenista, Joenia Wapichana, com a presença online de lideranças e representantes do povo Nawa/Kapanawa.

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O RCID tem por objetivo identificar e delimitar a TI, de forma a promover os direitos constitucionais territoriais e culturais do povo indígena. Após a assinatura, o Despacho Decisório, bem como o resumo do Relatório Circunstanciado de Identificação e Delimitação e o mapa da delimitação da TI, serão publicados no Diário Oficial da União (DOU) e no Diário Oficial do Estado do Acre.

Com a medida, a Terra Indígena deixa o status administrativo de reivindicação fundiária indígena “em estudo” e passa a ser reconhecida como terra indígena de ocupação tradicional delimitada.

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A presidenta da Funai, Joenia Wapichana, reforçou que os processos de identificação e delimitação, demarcação física e regularização fundiária de terras indígenas são prioridades nesta gestão.

“A terra indígena é a vida dos povos indígenas, é a garantia das futuras gerações, é a forma como os povos indígenas têm resistido ao longo de todos esses anos no Brasil. A gestão indígena veio para retomar a demarcação das terras indígenas. Este ato é mais um resultado dos trabalhos técnicos dos nossos servidores e, em especial, dos povos indígenas Nawa, que souberam resistir e nunca desistiram”, afirmou.

A presidenta ainda enfatizou que o relatório identifica e delimita cerca de 65 mil hectares da terra indígena, que possui uma população indígena de mais de 300 pessoas, distribuídas em 96 famílias, marcando o avanço de um processo iniciado há mais de duas décadas.

A liderança indígena e professora Lucila da Costa Moreira Nawa agradeceu a toda a equipe técnica da Funai e reforçou que “são mais de 20 anos para esse reconhecimento. É uma luta centenária do nosso povo e nunca baixamos a cabeça. Sempre corremos atrás dos nossos direitos. Hoje ficamos alegres e satisfeitos porque saiu o nosso primeiro relatório assinado. Agora é dar continuidade à nossa luta”, explicou.

Ilson Carneiro Nawa, conhecido como Railson, é cacique do povo e disse que a assinatura representa um marco aguardado por gerações.

“São mais de 20 anos de luta para conquistar o território. É um momento histórico que tanto esperamos ao longo dos anos. É uma luta do povo. Sou grato por este momento, aos parceiros, ao grupo de trabalho e à presidenta”, complementou.

Além da presidenta da Funai, participaram presencialmente as diretoras de Proteção Territorial, Janete Carvalho; de Gestão Ambiental e Territorial, Lucia Alberta Baré; e de Administração e Gestão, Mislene Metchacuna, além de técnicos da Diretoria de Demarcação de Terras Indígenas (Didem) e da Diretoria de Direitos Humanos e Políticas Sociais (DHPS).

De forma remota, além do povo indígena Nawa/Kapanawa, estiveram presentes o diretor da Didem, Manuel Prado, e o coordenador-geral da Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (Coiab), Toya Manchineri.

Funai aprova relatório de identificação e delimitação da Terra Indígena Nawa, no Acre
Foto: Elvio Pankararu/Funai

TI Nawa

A Terra Indígena Nawa, com superfície de 65.159,27 hectares e perímetro de 138.810,45 metros, está localizada nos municípios de Mâncio Lima e Rodrigues Alves, no estado do Acre, e é de ocupação tradicional do povo Nawa/Kapanawa.

O termo provém da língua Pano e pode ser traduzido como “gente” ou “povo”. Kapanawa, por sua vez, refere-se à origem ancestral . O povo descende da indígena Kapanawa Mariruni, conhecida como a “última sobrevivente Náua”. Kapa significa “quatipuru”, um esquilo amazônico. Eles se reconhecem como pertencentes ao clã Awa, que significa anta.

Com a aprovação do relatório, a TI avança para as próximas fases administrativas do processo de demarcação, consolidando mais um passo na política de reconhecimento e proteção dos territórios indígenas no país.

*Com informações da Funai

Peças europeias dos séculos 18 e 19 são encontradas durante obras em praça no Amapá

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Arqueólogos encontram peças em escavações na Praça Barão do Rio Branco. Foto: Aog Rocha/GEA

Arqueólogos encontraram peças históricas durante as obras na Praça Barão do Rio Branco, no Centro de Macapá (AP). Os objetos, vindos da Europa, revelam aspectos do cotidiano amapaense entre os séculos 18 e 19. A praça é considerada uma das mais antigas do Amapá.

As escavações fazem parte do Programa de Gestão do Patrimônio Arqueológico da praça. O material será analisado por pesquisadores da Universidade Federal do Amapá (Unifap). Entre os achados estão um cachimbo de caulim, cerâmicas indígenas e louças importadas.

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Segundo o arqueólogo Kleber Souza, coordenador do projeto, os objetos ajudam a entender a formação da sociedade amapaense. Eles também revelam traços da escravidão e do contato entre populações negras e indígenas.

“Encontramos um repertório variado de louças importadas de Portugal e Inglaterra. São louças decoradas, outras finas. Além de cachimbos importados da Inglaterra e Holanda. A gente sabe a origem desse material através das marcas de fabricação, e eles são de caulim, uma matéria-prima específica”, explicou o arqueólogo.

Também foram encontrados pingentes e objetos que podem ter sido usados como amuletos de proteção, reforçando a dimensão simbólica e espiritual da época.

“É uma particularidade da história de Macapá. Temos poucas informações do século 19, e aqui há evidências da ocupação e da materialidade da sociedade colonial […] Era uma sociedade escravista, mas o mesmo tempo, é um grupo de pessoas que estava vindo aqui, forçados por esse processo de escravidão, mas também de resistência e fortalecimento de identidade”, disse Kleber.

O arqueólogo lembra que a área central de Macapá foi construída sobre um centro histórico. A região guarda objetos que ajudam a contar a história da antiga Vila de São José, nome inicial da cidade.

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Peças europeias dos séculos 18 e 19 são encontradas durante obras em praça no Amapá
Peças foram encontradas durante escavações em praça. Foto: Francisco Pinheiro/Rede Amazônica AP

As escavações também revelaram vestígios estruturais, como esteios de madeira de antigas construções da vila.

“Havia aqui uma ocupação anterior à Praça Barão. As fotos antigas mostram parte disso, mas encontramos uma quantidade bem maior de vestígios”, afirmou Kleber.

Peças preservadas

Pesquisadores acreditam que parte das peças veio dos navios regatões, comuns na época colonial. Essas embarcações chegavam ao Amapá com produtos que eram vendidos ou usados como moeda de troca.

Por causa das descobertas, o projeto da obra foi ajustado. A profundidade das fundações foi reduzida de 1 metro para 20 centímetros, para preservar a camada arqueológica.

A expectativa é que as escavações avancem para outras áreas da praça. Todo o material será analisado e registrado pelo Centro de Estudos e Pesquisas Arqueológicas do Amapá (Cepap).

Achados históricos

Em 2025, arqueólogos encontraram uma moeda de 20 réis de 1775. O achado ocorreu nas obras de reforma e ampliação da antiga Residência Oficial do Governo do Amapá, no Centro de Macapá, e próximo à orla do rio Amazonas.

Peças são raras. Foto: Francisco Pinheiro/Rede Amazônica AP

Ao todo, foram encontrados mais de 30 itens dos séculos 17 e 18, como anéis, ossos de animais e cachimbos de origem holandesa.

A residência fica localizada no que é considerado um Platô, um local plano e elevado. Evidências apontam que, mesmo antes da presença dos portugueses, comunidades dos povos indígenas já habitavam a região.

A data da moeda é anterior ao fim das obras da Fortaleza de São José de Macapá e da criação da política cambial brasileira que só começou em 1808.

*Por Mariana Ferreira e Raylana Dantas, da Rede Amazônica AP

Caprichoso e Garantido reforçam união do boi-bumbá na primeira noite do Carnaboi 2026 em Manaus

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Caprichoso e Garantido se encontram no palco do Carnaboi. Foto: Patrick Marques/Rede Amazônica AM

De volta ao Centro de Convenções Professor Gilberto Mestrinho, o Sambódromo de Manaus (AM), o Carnaboi 2026 começou na sexta-feira (20) e reuniu artistas e torcedores dos bois-bumbás Caprichoso e Garantido na primeira noite de programação. Tradicionalmente, o Carnaboi marca o início da temporada bovina, que culmina no Festival Folclórico de Parintins, em junho.

E o evento vai além, pois mostra a união dos bois rivais, em prol da cultura popular amazônica e para reforçar a força do folclore regional.

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Na primeira noite, subiram ao palco nomes como David Assayag, Sebastião Júnior, Edilson Santana, Prince do Caprichoso, Márcia Siqueira e Carlinhos do Boi, além da participação de levantadores de toadas, outros itens oficiais e grupos coreográficos das duas agremiações.

A abertura contou ainda com apresentações dos bois de Manaus, Tira Prosa e Corre-Campo, que antecederam os shows principais.

Carnaboi das galeras

Durante a noite, as galeras organizadas de Caprichoso e Garantido dividiram o Sambódromo em um “mar” azul e vermelho, levando bandeiras, adereços e coreografias características das torcidas bovinas. A estrutura montada incluiu reforço na segurança, equipes de saúde e esquema especial de trânsito no entorno do Centro de Convenções.

O show dos bois de Parintins, com repertório formado por toadas conhecidas do público e composições recentes, possui uma dinâmica diferente à do Festival Folclórico, adaptada ao formato carnavalesco.

Imagem colorida mostra mãe e filha cadeirante pousando para foto. Atrás delas o palco do Carnaboi durante apresentação do Garando
Mãe e filha chegaram cedo para assistir a apresentação do Garantido no Carnaboi 2026. Foto: Hector Muniz/ Portal Amazônia

Silvia Maria levou a filha, Jéssica Kelly, que é uma pessoa com deficiência (PcD) para acompanhar de perto a apresentação do Boi Garantido. Elas chegaram cedo, antes da maior parte do público, para assistir a apresentação próximas do palco.

“Ela gosta muito do Garantido desde pequena. Então com essa condição dela, eu prefiro chegar cedo até pra ela conseguir ver tudo de pertinho”, disse a mãe da jovem torcedora.

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Imagem colorida mostra casal de torcedores do Caprichoso no Carnaboi 2026
O casal Eliana Fonseca e Alan Cruz matam a saudade de Parintins e do Caprichoso através do Carnaboi. Foto: Hector Muniz/ Portal Amazônia

Torcedores do Boi Caprichoso, o casal Alan Cruz e Eliana Fonseca foram ao Carnaboi em Manaus este ano para se divertir. Nascidos em Parintins, eles dizem que estar no Carnaboi é uma forma de aliviar a saudade da cidade.

“Todos os anos a gente tenta vir. O Caprichoso é a nossa alegria, é o boi que a gente sempre acompanhou desde quando vivíamos em Parintins. Acaba sendo uma ligação até com a nossa infância”, afirma Eliana Fonseca.

Assim, o Carnaboi simboliza a união das torcidas para celebrar a cultura, abrir a temporada bovina e mostrar que a rivalidade dos bois pertence ao Festival Folclórico de Parintins.

Foto: Clarissa Bacellar/Portal Amazônia

Carnaval Amazônico

O projeto Carnaval Amazônico é uma iniciativa do Grupo Rede Amazônica que conecta o público com a essência do Carnaval da região Norte, com o apoio do Governo do Estado do Amazonas.

Chef Débora Valente ensina receita de pirarucu uarini ao limonete de maxixe

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Pirarucu Uarini da chef Débora Valente no programa Sabores da Amazônia. Foto: Reprodução/Amazon Sat

A temporada 2026 do programa Sabores da Amazônia, do canal Amazon Sat, explora muito mais que ingredientes e receitas. Agora, o programa se aprofunda na trajetória dos chefs e ensina, com mais detalhes e alguns segredos, as receitas selecionadas.

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A chef Débora Valente, em Manaus (AM), é uma das convidadas que mostrou que a gastronomia tem o poder de contar a histórias de recomeço e superação.

Isso porque Débora descobriu na cozinha um recomeço de vida e, diferente de muitas histórias que começam com receitas de família, o primeiro aprendizado veio da necessidade. 

Lá pelos meus 30 anos, quando eu me vi desempregada, eu descobri que eu sabia fazer o básico bem feito. Começou com docinhos tradicionais, aquele nosso conhecido brigadeiro. Aí, depois, passei a preparar, por exemplo, um lagarto ao molho de mostarda, que fica uma delícia”, contou Débora. 

Leia também: Sabores da Amazônia estreia nova temporada: aprenda a receita de pirarucu ao molho de camarão do Chef Manoel Brelaz

Chef Débora Valente no programa Sabores da Amazônia, do Amazon Sat. Foto: Reprodução/Amazon Sat

Quando surgiu, em Manaus, o primeiro curso superior de Tecnologia em Gastronomia, Débora não pensou duas vezes: prestou vestibular, ingressou na faculdade e, ainda durante a formação, recebeu o convite para dar aulas de Confeitaria e Panificação. Mesmo não sendo sua área de preferência, aceitou o desafio e se tornou professora.

No entanto, com a reformulação do curso para o modelo tecnológico, ela decidiu começar novamente e buscou sua segunda graduação na área.

“Eu achava que era simplesmente cozinhar. Cozinhar não é isso. Eu trabalho com cozinha quente, cozinha fria, cozinha internacional, cozinha francesa, italiana, árabe e, principalmente, a cozinha amazônica, que é o meu xodó. Cozinhar é técnica, é nunca mais parar de pesquisar, de aprender, de procurar conhecimento”, explicou a chef. 

Além disso, a chef destaca a responsabilidade de trabalhar com produtos da maior biodiversidade do planeta e de manter vivas as referências culturais ligadas à alimentação.

“Todo mundo vem para cá atrás dos nossos ingredientes incríveis, que contam a história, as raízes caboclas, indígenas e quilombolas. E essa é a nossa responsabilidade”, afirmou. 

Leia também: Sabores da Amazônia: aprenda a fazer uma deliciosa farofa de tucumã

Chef Débora Valente no programa Sabores da Amazônia, do Amazon Sat. Foto: Reprodução/Amazon Sat

A receita apresentada por Débora é ‘Pirarucu uarini ao limonete de maxixe’. De acordo com a chef, o prato é uma combinação que surpreende. Confira:  

Rendimento:

5 porções (filés de aproximadamente 100 g)

Ingredientes

  • 500 g de filé de pirarucu fresco (pode ser lombo)
  • 5 g de sal refinado (1 colher de chá rasa)
  • 2 g de pimenta-do-reino moída (½ colher de chá)
  • 4 dentes de alho amassados
  • 5 g de páprica defumada (1 colher de chá)
  • 10 ml de suco de limão (1 colher de sopa)
  • 150 g de farinha de trigo
  • 2 ovos
  • 200 g de farinha Uarini (filé ou ovinha)
  • 1 litro de óleo de soja

Pré-preparo

Corte o pirarucu em 5 pedaços iguais (ou no tamanho desejado, mas mantendo espessura parecida para fritar por igual). Tempere e em uma tigela com a mistura de: sal, pimenta-do-reino, alho amassado, páprica e suco de limão. Espalhe bem essa mistura sobre todos os pedaços de peixe.

Tampe a tigela e leve à geladeira por 30 minutos. Pode deixar até 2 horas para sabor mais intenso.

Empanamento (sequência correta)

Prepare 3 recipientes separados:

  • Recipiente 1: farinha de trigo
  • Recipiente 2: ovos levemente batidos com um garfo (adicionar 2 col de sopa de água para diluir os ovos)
  • Recipiente 3: farinha Uarini

Agora siga essa ordem obrigatória para cada pedaço de peixe:

  • Passe na farinha de trigo (retire o excesso)
  • Passe no ovo batido (cubra bem)
  • Passe na farinha Uarini, pressionando levemente para fixar

Coloque os filés empanados em um prato e não empilhe para não tirar a crocância.

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Fritura

  • Coloque o óleo em uma panela pequena e funda.
  • Aqueça até 180 °C (se não tiver termômetro: jogue um pouquinho de farinha, se borbulhar na hora, está pronto).
  • Frite poucos pedaços por vez para não esfriar o óleo.
  • Frite por cerca de 3 a 5 minutos, virando se necessário, até ficar bem dourado e crocante.
  • Retire com uma escumadeira.
  • Coloque os filés fritos sobre: peneira de aço ou papel-toalha para manter o peixe sequinho e crocante.

Limonete de maxixe

Rendimento:

Aproximadamente 4 porções (como acompanhamento)

Ingredientes

  • 200 g de feijão de praia (de corda ou fradinho)
  • 2 folhas de louro
  • 150 g de maxixe verde (limpo e firme)
  • 100 g de cebola roxa
  • 4 pimentas-de-cheiro verdes (com sementes)
  • 8 tomates grape (ou similares)
  • 1 maço pequeno de cheiro-verde misto (cebolinha, chicória e coentro)
  • 10 ml de suco de limão
  • 20 ml de azeite de oliva extra-virgem
  • 2 g de sal refinado (ajustar depois)
  • 1 g de pimenta-do-reino moída

Modo de Preparo:

Coloque o feijão de praia em uma panela com água suficiente para cobrir. Adicione as folhas de louro e um pouco de sal e cozinhe até que o feijão fique al dente (cozido, porém firme). Escorra a água e deixe esfriar. Reserve.

Preparar os vegetais

Maxixe:

  • Raspe levemente os espinhos (se houver).
  • Lave bem.
  • Corte em cubos de aproximadamente 1 cm, mantendo as sementes.

Cebola roxa:

  • Corte em cubos do mesmo tamanho do maxixe.

Pimentas-de-cheiro:

  • Pique bem miudinho, com sementes.

Cheiro-verde (cebolinha, chicória e coentro):

  • Pique finamente.

Tomates grape:

  • Corte cada um em 4 partes.

Finalização

Chef Débora Valente no programa Sabores da Amazônia, do Amazon Sat. Foto: Reprodução/ Amazon Sat

Em uma tigela grande, coloque o Maxixe, a Cebola, a Pimenta-de-cheiro, o Tomate e o Cheiro-verde, adicione suco de limão, Azeite, Sal e Pimenta-do-reino. Misture bem para envolver todos os ingredientes.

Acrescente o feijão já cozido e frio à mistura temperada e mexa delicadamente para não amassar os grãos. Prove e corrija o sal, limão ou azeite, se necessário.

Armazenamento

Sirva imediatamente ou mantenha em recipiente fechado sob refrigeração até a hora de servir. Dica: Fica excelente como acompanhamento para peixes grelhados, assados ou fritos.

Para servir

Sirva o peixe imediatamente com:

  • Limonete de maxixe ou
  • Molho de pimenta amazônica ou
  • Arroz branco e vinagrete

Dicas importantes da chef (segredo do sucesso)

  • Peixe gelado empana melhor
  • Não fure o peixe na fritura (perde suculência)
  • Óleo frio = peixe encharcado
  • Óleo quente demais = queima por fora e fica cru por dentro.

Dicionários Multimídia para Línguas Indígenas do Museu Goeldi recebem certificação de tecnologia social

Com a tecnologia social, indígenas podem criar seus próprios dicionários. Foto: Ana Vilacy/MPEG

Os Dicionários Multimídia para Línguas Indígenas, desenvolvidos pelo Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG), em parceria com pesquisadores da Universidade do Novo México e comunidades indígenas, receberam a certificação de tecnologia social da Fundação Banco do Brasil.

Com metodologia replicável e com comprovado impacto positivo em comunidades, o projeto concorre ao 13° Prêmio Fundação BB de Tecnologia Social, edição especial de 40 anos, que ocorrerá em maio. A iniciativa – uma das sete desenvolvidas pelo Museu Goeldi – também passa a integrar a plataforma Transforma FBB, rede digital que reúne soluções sociais de diversos países. 

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Coordenadora do projeto, a pesquisadora do Museu Goeldi, Ana Vilacy, afirma que a certificação é importante porque atesta a demanda dos povos indígenas que lutam para preservar suas línguas ameaçadas.

“Ficamos muito felizes com a certificação porque ela reconhece os dicionários como uma resposta para a demanda social, que é a questão das línguas indígenas ameaçadas. Ao mesmo tempo, o certificado reconhece a ação política das comunidades indígenas falantes dessas línguas tradicionais, que querem retomar o aprendizado e a transmissão no seio das suas próprias comunidades”.

Para Ana Vilacy, o certificado de tecnologia social dá maior visibilidade aos Dicionários Multimídia para Línguas Indígenas: “Com essa certificação, a tecnologia fica mais acessível em larga escala, torna-se mais conhecida dentro e fora do país, aumenta a visibilidade e o escopo de atuação desse trabalho”.

Desenvolvido com software livre, a nova tecnologia social do Museu Goeldi foi elaborada com o objetivo de favorecer a apropriação da metodologia de criação dos dicionários por quaisquer comunidades interessadas. “Utilizamos softwares livres de amplo acesso, que podem ser aplicados por qualquer grupo interessado em desenvolver seus próprios dicionários”, reforçou a pesquisadora.

Coordenadora do projeto de dicionários indígenas no MPEG, Ana Vilacy comemora certificação
Foto: Janine Valente/MPEG

Leia também: Tecnologia social: conheça a plataforma com sete Dicionários para Línguas Indígenas

Dicionários disponíveis

As línguas Kanoé, Oro Win, Puruborá, Sakurabiat, Salamãi e Wanyam já possuem dicionários elaborados a partir da metodologia desenvolvida pelo Museu Goeldi, disponibilizados no portal do projeto.

Também está disponível o dicionário temático “Lugares sagrados dos Medzeniakonai”, desenvolvido pelo pesquisador indígena Artur Baniwa.

De acordo com Ana Vilacy, outros quatro dicionários estão sendo desenvolvidos, com previsão de lançamento este ano: das línguas Makurap, Wayoró, Kujubim e Djeoromitxí.

“Também estamos trabalhando a metodologia com professores e alunos indígenas do curso intercultural indígena da Universidade Federal do Maranhão para produzir vocábulos, pequenos dicionários das suas próprias línguas, como atividades curriculares”, acrescentou.

Ao todo, 148 tecnologias sociais foram certificadas pela Fundação Banco do Brasil este ano. Todas concorrem ao 13° Prêmio Fundação BB de Tecnologia Social que, nesta edição, irá premiar iniciativas em duas categorias: Novas Tecnologias Sociais e Desafio Fundação BB 40 Anos.

O total do investimento é de até R$ 6 milhões em premiação e certificação. As finalistas serão anunciadas na segunda quinzenas de fevereiro e a cerimônia de premiação está prevista para o dia 29 de maio. 

Das sete iniciativas do Museu Goeldi, mapeadas pelo Observatório de Tecnologias Sociais da instituição, outras duas, além dos Dicionários Multimídia para Línguas Indígenas, também foram certificadas pela Fundação Banco do Brasil: as Olimpíadas de Ciências de Caxiuanã e o projeto Replicando o Passado, ambas em 2024.

*Com informações do MPEG