Parque de Exposições Dandãezinho. Foto: Reprodução/Secom RR
O Parque de Exposições Dandãezinho sedia grandes eventos em Roraima, como a 44ª edição da Expo-Feira Agropecuária de Roraima, a Expoferr Show. Localizado na região de Monte Cristo, no sentido Norte da BR-174, área rural de Boa Vista, o espaço sedia há mais de 30 anos a principal feira agropecuária do estado roraimense.
O nome do parque é uma homenagem à João Alves dos Reis, conhecido popularmente como Dandãezinho, um dos fazendeiros de maior destaque de Roraima que também está entre os pioneiros do desenvolvimento agropecuário do estado.
Mas quem foi Dandãezinho? Porque recebeu esse apelido? Baseado em registros históricos disponíveis na internet, o Portal Amazônia conta a história desse personagem que consolidou seu nome no maior evento do agronegócio roraimense.
Quem foi Dandãezinho?
Nascido no interior de Roraima, João Alves dos Reis (1907-1992) foi um dos maiores criadores de cavalo de Roraima. Apesar de ser filho de pais cearenses, João foi criado pelo tio, o fazendeiro João Evangelista de Pinho, o “Velho Dandãe”, que era uma das figuras mais respeitadas do estado.
Velho Dandãe ao lado do filho Ubirajara Pinho. Foto: Facebook-Boa Vista de Antigamente
Ao lado do tio, João percorria diversas fazendas do “Velho Dandãe” espalhadas no interior do estado. Sua companhia acabou gerando um apelido de família, Dandãezinho, batizado pelo próprio Evangelista. Agora batizado, o sobrinho não só herdou o apelido do tio como também seguiu os seus passos: tornou-se dono de várias propriedades e chegou a administrar, segundo relatos, cerca de 10 mil cabeças de gado e dezenas de cavalos.
A exemplo do tio, Dandãezinho se tornou uma referência do agronegócio em Roraima e também uma das pessoas mais influentes da região, onde apoiou campanhas políticas de personalidades e teve papel fundamental na defesa da população roraimense.
Dandãezinho faleceu em 30 de outubro de 1992 e, após a morte, o Governo de Roraima o homenageou batizando o Parque de Exposições Dandãezinho com seu apelido. Um gesto de reconhecimento em prol da sua atuação no cenário agropecuário do estado.
Com uma área de aproximadamente 240 mil m², o Parque de Exposições Dandãezinho é um complexo multiuso projetado para grandes eventos, principalmente a Expoferr Show. Suas instalações conta com palcos para shows, arenas para rodeio, parque de diversões, espaços para estandes e até auditório, onde suporta públicos que ultrapassam 70 mil pessoas.
O parque moderno sedia, há mais de 30 anos, a maior feira agropecuária de Roraima, que a cada ano vem crescendo em números e importância para o setor do agronegócio da região Norte.
O Parque de Exposições Dandãezinho sedia diversos eventos em Roraima e, entre eles, há 30 anos, recebe a Expoferr Show. Foto: Reprodução/Secom RR
Os taironas foram um conjunto de sociedades pré-colombianas que se desenvolveram nas encostas e planícies da Sierra Nevada de Santa Marta, no atual território da Colômbia, entre os departamentos de Magdalena, Cesar e La Guajira. A ocupação da região por populações sedentárias ou semissedentárias remonta a milênios, mas a formação cultural conhecida como “Tairona” apresenta evidências arqueológicas consistentes a partir do primeiro milênio e maior densidade populacional entre os séculos VIII e XVI depois de Cristo.
As primeiras referências escritas sobre os indígenas taironas surgiram nos relatos coloniais do início do século XVI d.C., mas as evidências arqueológicas mostram ocupações sistemáticas em áreas costeiras e, posteriormente, em povoados montanhosos.
As populações taironas se organizaram em dezenas, possivelmente centenas de assentamentos, que iam desde a zona costeira até altitudes superiores a 1.200 metros. A redescoberta arqueológica de sítios como Pueblito e Teyuna, no século XX, reforçou a importância histórica dessa civilização.
Os vestígios mais conhecidos atribuídos aos taironas incluem centros com arquitetura de pedra, terraços agrícolas e sistemas hidráulicos. Entre os sítios arqueológicos destacados está a chamada Ciudad Perdida (Teyuna, também conhecida como Buritaca-200), descoberta por moradores locais na década de 1970.
A cidade é datada aproximadamente entre os séculos VIII e XVI e é considerada mais antiga que Machu Picchu. Outras localidades costeiras e enseadas com ocupação prolongada, como Chengue, Neguanje e Buritaca, também concentram importantes achados cerâmicos e de metalurgia.
Cultura material: cerâmica, ouro e arquitetura
Foto: Rolf Müller/ Wikimedia Commons
A produção material tairona é marcada por cerâmica, complexos trabalhos em pedra e notável ourivesaria. Os artesãos trabalharam ligas de ouro e cobre (tumbaga) e produziram pendentes, máscaras e adornos corporais com a técnica da “cera perdida”.
O tratamento de superfície destacava o dourado do metal, conferindo grande valor simbólico e social aos objetos. As cronologias cerâmicas e metálicas mostram fases que vão de períodos anteriores a 200 a.C. até o final da presença pré-hispânica, com intensificação entre 900 e 1600 d.C.
Fontes arqueológicas e registros coloniais indicam que os taironas viviam em redes de povoados e chefias, com forte integração econômica regional. A ocupação incluía agricultura em terraços, cultivando milho, mandioca e outros produtos, além do manejo de recursos costeiros e rotas de trocas. O contato com os espanhóis no século XVI foi marcado por conflitos, levando parte da população a se refugiar em áreas mais altas da Sierra Nevada e ao abandono de muitos centros.
Descendentes e presença atual
Os povos que hoje habitam a Sierra Nevada de Santa Marta — Kogi, Arhuaco (Iku), Wiwa e Kankuamo — são considerados descendentes diretos das sociedades taironas. Essas comunidades vivem em territórios tradicionais, falam línguas do tronco chibcha e preservam práticas rituais, agrícolas e cosmologias próprias.
Foto de indígenas do povo Arhuaco (Iku) tirada em 2017. Foto: Kelly Tatiana Paloma/ Wikimedia Commons
Muitos sítios arqueológicos são vistos como sagrados, e há esforços conjuntos para preservar tanto o patrimônio cultural quanto o equilíbrio ambiental da região.
Costumes e aspectos rituais conhecidos
Estudos indicam que a vida tairona combinava práticas agrícolas, rituais ligados à natureza e produção de bens cerimoniais. A ourivesaria, os adornos corporais e representações simbólicas revelam papéis sociais diferenciados, com destaque para líderes rituais ou xamânicos.
As populações atuais herdeiras dessa tradição mantêm cosmologias que valorizam a proteção do território, os ritos de cuidado ambiental e a visão integradora entre humanos, montanha e mar.
Situação de preservação e arqueologia contemporânea
Desde a redescoberta de importantes sítios, foram criados parques nacionais e projetos de conservação. Ao mesmo tempo, problemas como o saque de peças, pressões econômicas e mudanças ambientais ameaçam a preservação do patrimônio. Pesquisas científicas e iniciativas de turismo controlado buscam conciliar proteção cultural e natural, além de respeitar os direitos dos povos descendentes.
A Expoferr Show 2025, realizada entre os dias 4 e 8 de novembro, chegou em sua 44ª edição com a promessa de ser a mais inovadora e tecnológica já realizada. A maior feira de agronegócios da Região Norte, promovida pelo Governo de Roraima, por meio da Seadi (Secretaria de Agricultura, Desenvolvimento e Inovação) e da Secult (Secretaria de Cultura e Turismo), reúne produtores, investidores, instituições financeiras, empreendedores e o também crianças, jovens estudantes e universitário em meio ao público em geral por proporcionar uma programação diversificada e interativa.
A feira acontece no Parque de Exposições Dandãezinho, localizado na BR 174, Zona Rural de Boa Vista, entre 4 e 8 de novembro.
Em 2025 o tema é ‘Colhendo o Progresso, Semeando o Futuro’, destacando o potencial e a diversidade do agronegócio roraimense. Confira algumas curiosidades sobre esta edição da Expoferr Show:
O projeto Expofeira na Rede é uma realização da Fundação Rede Amazônica (FRAM), com apoio de Amatur, Dois90, Secretaria de Agricultura, Desenvolvimento e Inovação (Seadi) e Governo de Roraima.
Governo do Amapá e CBM se mantém vigilantes para evitar e combater incêndios florestais. Foto: Divulgação/SEMA
As ações integradas de combate e prevenção às queimadas no Amapá resultaram em uma expressiva redução no número de focos de incêndios registrados em 2025. De acordo com levantamento realizado pelo Corpo de Bombeiros (CBM-AP), com base em dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), foram contabilizados 387 focos até o dia 29 de outubro de 2025. Em 2024 o ano fechou com 2.014 focos e, em 2023, foram 2.552 registros.
Para o Governo do Amapá, os resultados de 2025 refletem o comprometimento das forças de segurança e dos órgãos ambientais com a preservação do patrimônio natural do estado. resultando no fortalecimento das estratégias de monitoramento, fiscalização e sensibilização realizadas em todo o estado.
″Amapá Verde″ deve acontecer até dezembro, quando geralmente ameniza o período de estiagem. Foto: Divulgação/CBM-AP
“Esse avanço é fruto do trabalho conjunto entre nossas equipes de campo. Estamos mostrando que investir em prevenção, tecnologia e conscientização gera resultados concretos e protege vidas, comunidades e o meio ambiente”, afirmou Cézar Vieira, gestor da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp).
Ainda segundo os dados de 2025, foram registradas 265 ocorrências de combate direto a incêndios florestais e 1.214 ações preventivas, como palestras, instruções e atividades educativas. As iniciativas alcançaram um público estimado em 21.365 pessoas, ante 13.990 no ano passado.
Foram contabilizados 387 focos até o dia 29 de outubro de 2025. Número é considerado baixo comparado com os dados de 2023 e 2024. Foto: Divulgação/CBM-AP
De acordo com o comandante do Corpo de Bombeiros, coronel Pelsondré Martins, a ampliação das atividades de educação ambiental, investimentos e a atuação da Operação Amapá Verde têm sido os principais fatores para a redução dos focos, especialmente em áreas de maior vulnerabilidade.
“O Governo do Amapá tem trabalhado de forma integrada e permanente para proteger o meio ambiente e garantir a segurança da população. Os resultados alcançados são fruto de investimentos contínuos, do fortalecimento das ações educativas e da presença constante das equipes da Operação Amapá Verde em todo o estado. Essa atuação conjunta tem sido essencial para reduzir os focos de queimadas, principalmente nas áreas mais vulneráveis”, destacou o comandante do CBM-AP.
Operação Amapá Verde
A “Amapá Verde”, que iniciou em 21 de agosto e segue até dezembro deste ano, ou até o fim do período de estiagem, objetiva fortalecer a presença dos militares em campo, reforçando tanto o combate quanto a conscientização das pessoas das localidades, de forma a proteger vidas, propriedades e o meio ambiente. Ao todo, a operação será composta por 12 ciclos, com trocas de equipes a cada 10 dias.
O período de estiagem e o calor do verão amazônico aumentam o risco de queimadas e incêndios florestais. Foto: Divulgação/SEMA
A operação conta com bases instaladas em Laranjal do Jari, Mazagão, Ferreira Gomes, Pedra Branca, Tartarugalzinho, Amapá e Itaubal, cobrindo áreas estratégicas onde há maior incidência de queimadas.
Cuidados no período da estiagem
O período de estiagem e o calor do verão amazônico aumentam o risco de queimadas e incêndios florestais, além de intensificar problemas respiratórios causados pela fumaça. Para proteger a saúde das pessoas, o meio ambiente e a segurança das comunidades, o Corpo de Bombeiros Militar do Amapá orienta:
Evite atear fogo em lixo, terrenos baldios ou áreas de vegetação;
Em propriedade urbana ou rual, não faça queimadas para limpeza de terrenos. A prática é proibida e pode gerar multas e responsabilização criminal;
Procure meios seguros e legais para descarte de resíduos. Evite jogar vidro e metal em vias públicas, pois com o calor intenso, esses materiais podem concentrar a luz solar e iniciar focos de fogo;
Não jogue bitucas de cigarro às margens de rodovias e terrenos;
Hidrate-se bastante e mantenha os ambientes arejados;
Proteja crianças, idosos e pessoas com problemas respiratórios, pois são os mais afetados pela fumaça;
Em caso de fogo ou fumaça suspeita, ligue imediatamente para o 193.
Prêmio AgroInventores de Roraima tem como objetivo principal dar visibilidade a quem desenvolve soluções criativas voltadas ao setor agropecuário. Foto: Divulgação/Seadi Roraima
O estado de Roraima marca a estreia da iniciativa Prêmio AgroInventores em 2025. A 1ª edição da premiação pretende reconhecer ideias, soluções e invenções voltadas ao fortalecimento do agronegócio local e integra oficialmente a programação da 44ª Expoferr Show, realizada entre os dias 4 a 8 de novembro de 2025, no Parque de Exposições Dandãezinho, em Boa Vista.
As inscrições gratuitas do prêmio AgroInventores foram abertas para produtores rurais, estudantes, professores, pesquisadores, empreendedores ou inventores em geral que tenham desenvolvido soluções práticas para o campo, conforme os critérios definidos pelo regulamento da iniciativa.
O prêmio Prêmio AgroInventores de Roraima é organizado pela Secretaria de Agricultura, Desenvolvimento e Inovação (Seadi) de Roraima, em parceria com a Fundação de Amparo à Pesquisa de Roraima (Faperr) e a Federação da Agricultura e Pecuária de Roraima (Faerr).
A ideia central da iniciativa é estimular o desenvolvimento de tecnologias, protótipos ou processos inovadores que possam ser aplicados no meio rural, contribuindo para a produtividade, sustentabilidade e logística do agronegócio em Roraima.
De acordo com o regulamento, as invenções devem estar em fase de desenvolvimento ou teste, indicando que existem protótipos funcionais, porém ainda não disponíveis comercialmente.
Os projetos inscritos são apresentados no espaço denominado Hub Seadi de Inovação. A avaliação é realizada por uma banca técnica e votação pelo público presente. A pontuação máxima é de 100 pontos.
A premiação para os três melhores projetos é de R$ 5.000,00 para o 1º lugar, R$ 3.000,00 para o 2º lugar e R$ 2.000,00 para o 3º lugar.
Conexão com a Expoferr e estrutura da feira
O Hub Seadi de Inovação se destaca como um espaço dentro da Expoferr voltado para dar visibilidade às tecnologias aplicadas ao setor agropecuário.
Expoferr. Foto: Divulgação
Dessa forma, a iniciativa está estrategicamente vinculada à Expoferr, aproveitando a visibilidade da feira, o público especializado e as oportunidades de negócios para fortalecer a cadeia do agronegócio roraimense.
A programação da feira permite a interação entre inventores, produtores, empreendedores e instituições de pesquisa, compondo um ambiente favorável ao surgimento de soluções aplicáveis e novos negócios. Por meio desse prêmio, o agronegócio de Roraima ganha uma vitrine de inovação que, nas próximas edições, tende a se consolidar como um dos principais impulsionadores do desenvolvimento rural no estado.
O impacto esperado inclui o fortalecimento da cultura de inovação no agronegócio de Roraima, aumento da produtividade, mitigação de desafios como irrigação, manejo de solo, armazenamento e logística, além da potencial geração de novos negócios a partir das invenções apresentadas.
Premiados
Os premiados desta primeira edição foram:
1º lugar: Francisco Edivan – criador de uma máquina para debulhar feijão verde, equipamento que promete agilizar o processo de colheita, ainda feito de forma manual.
2º lugar: startup Agramas de Desenvolvimento e Tecnologia – representada pelo CEO Carlos Coutinho, que desenvolveu um equipamento para colher açaí diretamente do pé, eliminando a necessidade do produtor subir nas árvores.
3º lugar: estudante de Agronomia Ana Ferreira – autora do projeto Biomissomos, que propõe o uso de ovos de crisopídeos no controle biológico de pragas no feijão-caupi.
Expofeira na Rede
O projeto Expofeira na Rede é uma realização da Fundação Rede Amazônica (FRAM), com apoio de Amatur, Dois90, Secretaria de Agricultura, Desenvolvimento e Inovação (Seadi) e Governo de Roraima.
Animais tem encantado as crianças que visitam a 44ª Expoferr Show este ano em Boa Vista (RR). Muito além dos leilões e competições esportivas, os bichos tem chamado atenção dos pequenos, bem como sua relação com o cotidiano do roraimense.
Jovens também tem participado de projetos como o ‘Juventude na Expoferr’, da Fundação Rede Amazônica (FRAM), que tem como objetivo aproximar e estimular o interesse dos estudantes para as diversas oportunidades que a Expoferr proporciona na educação, cultura, tecnologia e negócios.
Animais expostos na Expoferr tem conquistado o público. Foto: Willame SousaFeira está em sua 44ª edição. Foto: Willame SousaCentenas de famílias tem aproveitado para conhecer um pouco de cada setor da feira. Foto: Willame SousaEstudantes participam do projeto Juventude na Feira, da FRAM. Foto: Willame SousaComércio local também tem ganhado destaque na feira, com diversos artesãos entre os cerca de 300 expositores. Foto: Willame SousaAtrações como touro mecânico tem feito a alegria da criançada. Foto: Willame SousaRainha da Expoferr e princesas passeiam pela feira. Foto: Willame SousaDistribuição de damurida era esperada para a penúltima noite. Foto: Divulgação/Secom RR Penúltimo dia contou como Manu Bahtidão como atração nacional. Foto: Fernando Oliveira/Secom RROutra atração nacional foi João Gomes, que levou centenas de visitantes para a área dedicada a música. Foto: Fernando Oliveira/Secom RR
Expofeira na Rede
O projeto Expofeira na Rede é uma realização da Fundação Rede Amazônica (FRAM), com apoio de Amatur, Dois90, Secretaria de Agricultura, Desenvolvimento e Inovação (Seadi) e Governo de Roraima.
A Expoferr Show 2025 movimenta Roraima com atrações que unem conhecimento, oportunidades e experiências únicas para o público visitante. O Circuito Rota do Agro é um dos atrativos que contam com um percurso interativo revelando a produção rural local.
E muito além de Roraima, a feira também revela, no Pavilhão Internacional, produtos e tecnologias de outros países amazônicos vizinhos. Além disso, as competições da Arena Rodeio começaram com muita emoção.
Área gastronômica da Expoferr tem sido bastante movimentada, com o público buscando aproveitar a culinária local. Foto: Willame SousaNo Circuito Rota do Agro o percurso interativo mostra detalhes da produção rural de perto. Foto: Willame SousaA Fazendinha da Expoferr também encanta crianças e adultos como uma mini fazendo em meio ao evento. Foto: Willame SousaDiversos locais foram montados pensando em proporcionar ao público a chance de produzir registros diferentes pela feira. Foto: Willame SousaJogos típicos de feiras também foram montados para a diversão dos visitantes. Foto: Willame SousaDezenas de shows locais também fazem parte da programação. Foto: Willame SousaO Pavilhão Internacional conta com a presença da delegação da Guiana, com o objetivo de ampliar as conexões comerciais e culturais. Foto: Fernando Oliveira/Secom RRE a emoção tomou conta da Arena do Rodeio com o início das competições da Expoferr Show 2025. Foto: William Roth/Secom RRPelo menos 30 peões de Roraima e de outros estados estão inscritos na competição, que distribuirá R$ 33 mil em premiações. Foto: William Roth/Secom RRA banda de forró Anjo Azul foi a atração nacional da terceira noite. Foto: Neto Figueredo/Secom RR
Expofeira na Rede
O projeto Expofeira na Rede é uma realização da Fundação Rede Amazônica (FRAM), com apoio de Amatur, Dois90, Secretaria de Agricultura, Desenvolvimento e Inovação (Seadi) e Governo de Roraima.
Crateras cheias de água abertas em área de garimpo na Terra Yanomami. Foto: Divulgação/HAY
Imagens inéditas registradas por indígenas mostram áreas destruídas pelo garimpo ilegal na Terra Indígena Yanomami e aviões sobrevoando a região. Elas denunciam que a atividade garimpeira continua, quase três anos após o decreto de emergência no território.
Um vídeo gravado em outubro deste ano mostra a destruição causada por garimpeiros na região de Marauiá, próxima a fronteira entre Brasil e Venezuela. No local, há crateras cheias de água abertas no solo.
“Essa área é destruída pelo garimpo, tá vendo aí olha como está […] tudo é destruído”, afirma um dos indígenas que filma o local.
A Terra Yanomami é o maior território indígena do Brasil com quase 10 milhões de hectares entre os estados do Amazonas e Roraima, e parte da Venezuela. Garimpeiros atuam na região desde, ao menos, a década de 1970.
Registros também mostram aviões e barcos usados por garimpeiros. Dados do Sistema de Alertas ‘Wãnori’, ferramenta de monitoramento operada por indígenas, apontam que 41 alertas foram registrados no primeiro semestre de 2025, a maioria relacionadas a questões territoriais, como invasões e ataques.
Segundo o líder indígena Dário Kopenawa, vice-presidente da Hutukara Associação Yanomami (HAY), a mais representativa do povo, os garimpeiros estão presentes, principalmente, onde a fiscalização é menor.
“Os garimpeiros sabem onde tem bases fortes e aonde não têm bases. Então isso, aonde tem os buracos, [é porque] os garimpeiros estão entrando na Terra Yanomami”, diz Dário.
Regiões com alertas de garimpeiros
Entre 6 de agosto e 29 de outubro, ao menos oito alertas de aeronaves suspeitas. Aviões e helicópteros, foram registrados sobre as regiões de Apiaú e Xitei, em Roraima, e Marauiá, no Amazonas.
No dia 8 de setembro, um avião pousou em uma pista conhecida como Pupunha, na região de Xitei, em Alto Alegre (RR). Garimpeiros chegaram ao local com munição, que teria como destino o garimpo. No dia 13, outro avião vindo da Venezuela pousou na mesma área com mais pessoas.
Outro registro foi feito no dia 12 de outubro, quando dois barcos abastecidos com insumos para o garimpo foram vistos no rio Uraricoera, na região de Palimiú. As lideranças informaram que há uma tentativa de retorno dos garimpeiros à região, conforme o monitoramento.
Área degradada pelo garimpo ilegal na Terra Indígena Yanomami. Foto: Divulgação/HAY
O rio Uraricoera, em Palimiú, é usado como rota pelos garimpeiros para chegar às áreas de garimpo através de barcos. Em 2021, comunidades da região foram atacadas a tiros. Confrontos entre invasores e agentes federais também foram registrados na região.
A Terra Yanomami está em emergência de saúde pública desde janeiro de 2023. Desde então, o governo tem realizado ações para melhorar o atendimento aos indígenas e combater o garimpo ilegal.
Em outubro, lideranças elaboraram a Carta de Surucucu durante o VI Fórum de Lideranças Yanomami e Ye’kwana. O documento reconhece os esforços do governo federal contra o garimpo e na recuperação da saúde, mas cobra medidas urgentes, como:
A implementação Bases de Proteção Etnoambiental e apoio ao Plano de Vigilância Indígena da TIY;
Manutenção da Casa de Governo e das operações de desintrusão até que todos os garimpeiros sejam retirados;
Criação de Forças-Tarefa Judiciais para garantir que o Poder Judiciário conclua tanto inquéritos de investigação quanto processos abertos de garimpeiros e financiadores do garimpo;
Aprovação do Projeto de Lei 3.776/2024, que prevê aumento de penas para o crime de garimpo ilegal.
O documento também cobra que a Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai) transforme os recursos aplicados no território em resultados concretos. As lideranças pedem ainda uma educação diferenciada, com Territórios Etnoeducacionais que garantam o acesso a escolas bilíngues e interculturais.
“A gente espera a pós-desintrusão. Isso significa que não há mais retorno dos garimpeiros, é isso que o governo federal tem que decretar. E quando você fala desintrusão, você pede licença, isso significa que vai voltar. Então, como nós, Yanomami, precisamos, é fato: os invasores não podem voltar mais na Terra Yanomami”, disse Dário Kopenawa.
“É uma pós-desintrusão, é isso que o governo federal tem que fazer, outro plano rígido, bem forte, para os garimpeiros não entrarem mais na Terra Yanomami”, ressaltou Kopenawa.
O que dizem os órgãos
A Casa de Governo informou que as ações de combate ao garimpo ilegal coordenadas pelo órgão no território são permanentes e “não há qualquer previsão de que sejam interrompidas”. Segundo o órgão, o plano integrado envolve atividades de comando e controle, monitoramento aéreo e atuação conjunta com órgãos federais de segurança, defesa e proteção territorial.
Em nota, o Ministério da Saúde informou que os números das ações de assistência à saúde indígena “são robustos e demonstram uma transformação estrutural”. Segundo a pasta, deste a decretação da emergência, foram investidos mais de R$ 596 milhões na recuperação e melhoria da infraestrutura de saúde.
O número de profissionais atuando no território aumentou de 600 para 1.855, elevando em 72,6% os atendimentos médicos. O ministério destacou ainda a reabertura de polos de saúde, o aumento de testes de malária e a inauguração do primeiro Centro de Referência em Saúde Indígena do país, em Surucucu.
Comunidade indígena na Terra Yanomami. Foto: Bruno Mancinelle/Arquivo/Casa de Governo
O Senado informou que o projeto de lei que aumenta as penas para crimes relacionados ao garimpo ilegal recebeu parecer favorável do relator, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), na forma de substitutivo, na Comissão de Meio Ambiente (CMA). O texto agora segue para decisão final na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), onde aguarda a designação de relator.
Em nota, o Ministério da Educação informou que lançou, em julho deste ano, a Política Nacional de Educação Escolar Indígena nos Territórios Etnoeducacionais (PNEEI-TEE), que busca garantir uma educação indígena de qualidade, multilíngue e intercultural.
A iniciativa estabelece 52 Territórios Etnoeducacionais em todo o país e será executada de forma descentralizada, com comissões gestoras formadas por representantes das próprias comunidades indígenas.
Ressaltou ainda que estados e municípios têm autonomia sobre a oferta do ensino e que mantém diálogo com os povos Yanomami e Ye’kwana, e com demais povos indígenas, “em prol da construção coletiva de uma educação que respeite e valorize suas identidades, línguas e saberes”.
O Conselho Nacional de Justiça (CNJ), a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) e o Ministério da Justiça também foram procurados sobre os pedidos e o Grupo Rede Amazônica aguarda o retorno.
Com quase 10 milhões de hectares, a Terra Yanomami é o maior território indígena do Brasil em extensão territorial. Localizado no Amazonas e em Roraima, o território abriga cerca de 32 mil indígenas, que vivem em 392 comunidades.
O povo Yanomami é considerado de recente contato com a população não indígena e se divide em seis subgrupos de línguas da mesma família, designados como:
Yanomam,
Yanomamɨ,
Sanöma,
Ninam,
Ỹaroamë
e Yãnoma.
A região está em emergência de saúde desde janeiro de 2023, quando o governo federal, a partir da posse de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), começou a criar ações para atender os indígenas.
Por Marcelo Marques, Lucas Wilame e Yara Ramalho, da Rede Amazônica RR
Indígena Akroá-Gamella segurando projétil. Foto: Ana Mendes
No dia 30 de abril de 2017, o povoado de Bahias, localizado no município de Viana, interior do Maranhão, foi cenário de um dos ataques mais violentos daqueles que buscam o lucro contra aqueles que lutam por identidade: “O Massacre dos Akroá-Gamella”.
O conflito entre indígenas dessa etnia e fazendeiros daquela região resultou em mais de 20 feridos, alguns em estado grave, e deixou uma ferida histórica nesse povo que segue aberta até hoje.
O povo Akroá-Gamella é um grupo indígena que habita, historicamente, a região da baixada maranhense que envolve os municípios de Viana, Matinha e Penalva. Documentos datados do século XVIII, pertencentes à Coroa Portuguesa, apontam que os indígenas Gamella são donos legítimos de uma área correspondente a 14 mil hectares.
Atualmente, eles ocupam apenas 552 hectares dessa área e essa perda territorial começou na década de 1970, quando fazendeiros e grupos empresariais locais iniciaram um forte processo de invasão, grilagem e degradação daquele povo. Uma dessas ações foi a fraude na escritura do registro de posse dessas terras em favor de empresários locais no cartório da cidade.
Mapa identifica a “Terra dos Índios”, do povo Akroá-Gamella, de 1765, na região de Viana, no Maranhão. Foto: Domínio Público do Acervo da Biblioteca Nacional
Outra medida contra o povo Akroá-Gamella foi a tentativa de extinguir o grupo da sociedade. No final do século XX, eles chegaram a ser classificados como extintos, sob argumento de que já teriam se misturado com brancos e negros, passando a ser chamados de “descendentes de índios”. Tal iniciativa tinha o objetivo de tornar o povo invisível, consequentemente, o grupo não teria direito a terras.
Buscando o reconhecimento étnico e a remarcação do seu território tradicional, o povo Gamella tomou, em 2013, duas decisões importantes: a luta pela existência do “Povo Akroá Gamella” e o início do processo de demarcação de sua área junto à então Fundação Nacional do Índio (Funai).
O primeiro objetivo foi conquistado logo no ano seguinte, quando 1.200 indígenas da etnia se autodeclararam como Povo Akroá-Gamella. Hoje, estão distribuídos em seis aldeias da zona rural de Viana: Taquaritiua, Centro do Antero, Nova Vila, Tabocal, Ribeiro e Cajueiro-Piraí.
Já no final de 2015, o povo Gamela iniciou uma série de retomadas pelo município, voltando a ocupar áreas tradicionais e propriedades instaladas dentro do seu território original. Em dois anos, foram oito ocupações recuperadas, sendo quatro fazendas, cujos donos, segundo os indígenas, seriam empresários ligados à autoridades políticas do Maranhão.
Quando se preparavam para a nona retomada, o grupo foi surpreendido com um dos ataques mais violentos da sua história.
Era por volta das 16h daquele domingo – 30 de abril de 2017. Um grupo de indígenas da etnia Gamella acabara de retomar uma propriedade rural instalada dentro de Taquaritiua. A alguns metros dali, acontecia paralelamente uma manifestação de donos de terras nas regiões de Viana, Penalva e Matinha. Eles protestavam sobre as ações de retomadas do povo indígena, num evento intitulado “Marcha Pela Paz”.
Relatos da época contam que o caseiro da propriedade retomada pelos Gamella, ao se deparar com a ocupação, saiu rapidamente do local e foi até aquela reunião, que contava com a presença de um deputado federal. Com ânimos exaltados e falas inflamadas, segundo testemunhas, uma multidão marchou em direção ao grupo.
Portando armas de fogo, pedaços de pau e facões, um grupo de aproximadamente 200 pessoas atacaram cerca de 30 indígenas Akroá-Gamella, ato que resultou em 22 feridos. Dois indígenas tiveram as mãos quase decepadas e outros tiveram as peles rasgadas por tiros. O episódio violento repercutiu na imprensa mundial, marcando aquele 30 de abril de 2017 como o dia do “Massacre dos Akroá-Gamella”.
Indígenas do povo Akroá-Gamella. Foto: Ana Mendes
Desdobramentos
Após a tragédia, o povo Akroá-Gamella ocupou o prédio da Funai por quase um mês para cobrar o início do processo de demarcação de sua área, algo solicitado desde 2014. A pressão deu certo e, em 2017, a autarquia instaurou um grupo de trabalho para dar início aos estudos, porém, o procedimento segue tramitando a passos lentos.
Indígenas do povo Akroá-Gamella em ocupação à sede da Funai, em São Luís (MA). Foto: Andressa Zumpano
Em nota, a Funai afirmou que os estudos ainda estão na primeira fase do procedimento demarcatório e que ainda deverão passar pelas etapas de delimitação, declaração, homologação e regularização.
“A reivindicação fundiária do povo indígena Akroá-Gamella encontra-se em fase de estudos de identificação e delimitação. Houve progressos recentes nos estudos, com a apresentação de uma versão preliminar do Relatório Circunstanciado de Identificação e Delimitação (RCID). Atualmente, está em planejamento a realização do levantamento fundiário das ocupações não indígenas incidentes sobre a área de estudo”, cita a autarquia.
Já sobre a barbárie, as responsabilizações acerca dos ataques ainda seguem indefinidas. Até 2019, dois anos após o conflito, o inquérito policial aberto para investigar a autoria e circunstâncias ainda não havia sido finalizado, de acordo com o Ministério Público Federal e a Polícia Federal no Maranhão.
O Portal Amazônia entrou em contato com órgãos para saber atualizações sobre o caso, mas até o momento desta publicação não obteve retorno e mantém o espaço aberto para esclarecimentos.
Vista aérea da Companhia Docas de Santana, que pertencia a ALC de Macapá-Santana. Foto: Reprodução/Arquivo/CDSA
A região de Macapá-Santana, no Amapá, desempenha papel estratégico no cenário econômico do estado. Instituída como Área de Livre Comércio (ALC), a localidade foi criada com o objetivo de fortalecer a integração da Amazônia Oriental ao restante do país, incentivar a permanência da população e atrair investimentos produtivos.
Macapá concentra a maior parte da atividade empresarial cadastrada na ALC, enquanto Santana se destaca por sua posição geográfica, abrigando o principal porto do estado. Juntos, os dois municípios respondem por mais de 80% do Produto Interno Bruto (PIB) do Amapá.
Santana, localizada a cerca de 20 quilômetros da capital, é considerada a segunda maior cidade do estado. Sua economia é fortalecida por setores de comércio, serviços e exportações, com destaque para o Porto de Santana, que possibilita o escoamento de grãos e outros produtos para diferentes mercados.
Apesar do potencial, desafios como infraestrutura deficiente, gargalos logísticos e necessidade de maior divulgação dos incentivos fiscais ainda limitam o pleno aproveitamento das oportunidades na região de Macapá-Santana.
Macapá concentra empresas e comércio ativo
Foto: Divulgação/Prefeitura de Macapá
Na parte voltada a Macapá, o levantamento mostra que havia 1.189 empresas cadastradas até 2013. Destas, 87% atuavam no setor de comércio, 10% em serviços e apenas 1,77% na indústria sem projeto aprovado. Esse cenário confirma a predominância das atividades comerciais na capital, sustentadas pela demanda interna e pelo papel de centro administrativo do estado.
As compras no mercado nacional por empresas da capital reforçam essa concentração da área de Macapá-Santana. Em 2012 e 2013, mais de 95% do volume total foi direcionado ao comércio. Já a indústria sem projeto aprovado representou menos de 1% do total, revelando a pouca participação do setor industrial na economia de Macapá.
Em relação às exportações da região, Macapá aparece com menor representatividade. Em 2012, o município respondeu por 3,9% do total exportado pelo estado. Em 2013, essa participação subiu para 6,75%, ainda com baixo impacto diante do volume movimentado por Santana.
Santana: logística e exportações em destaque
Santana possui cerca de 109 mil habitantes e apresentou um PIB de R$ 1,2 bilhão em 2010, equivalente a 15% do PIB estadual. O município abriga o Distrito Industrial do Amapá e o Porto Público da Companhia Docas de Santana, considerado estratégico para exportações.
A vocação logística da cidade se confirma nos números das exportações. Nos três primeiros trimestres de 2013, Santana exportou mais de US$ 58 milhões, quase o dobro do registrado no ano anterior. Entre os principais produtos enviados ao exterior estão madeira em partículas, óleo de soja, bagaços da extração de soja e derivados do açaí.
Outro destaque é a atuação de empresas voltadas exclusivamente à exportação, como a Sambazon, que trabalha com produtos oriundos do açaí. Além disso, companhias de fora do estado, especialmente de Mato Grosso, já investem na instalação de silos no porto, visando ao escoamento de grãos.
Desafios estruturais e perspectivas do comércio
Apesar dos avanços, a ALC de Macapá-Santana enfrenta entraves. Entre os principais estão a precariedade da infraestrutura portuária, deficiências no abastecimento de energia elétrica e limitações de internet. Também são apontadas questões fundiárias e a ausência de políticas consistentes de divulgação dos incentivos fiscais disponíveis.
No caso de Santana, há ainda o abandono de áreas destinadas ao Distrito Industrial e a necessidade de regulamentação da chamada Zona Franca Verde, que prevê incentivos para produtos com matérias-primas regionais.
As propostas em discussão incluem a criação de fóruns empresariais, ampliação da parceria entre Suframa, governos locais e entidades como o Sebrae, além da melhoria logística no porto e no distrito industrial. Tais medidas visam transformar o potencial estratégico da região em desenvolvimento efetivo e comércio seguro.
Papel estratégico para o Amapá
O conjunto Macapá-Santana permanece como eixo central da economia amapaense. Com participação majoritária no PIB estadual e localização privilegiada às margens do Rio Amazonas, os dois municípios reúnem condições de expandir atividades industriais, comerciais e logísticas.
Se superados os gargalos de infraestrutura, a região poderá consolidar-se como porta de entrada e saída de produtos amazônicos para mercados internacionais, além de fortalecer o comércio local. A continuidade de políticas públicas voltadas à ALC é decisiva para garantir que os benefícios se traduzam em crescimento sustentável e oportunidades para a população.