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Educação ambiental: 4 livros que refletem sobre como cuidar do meio ambiente

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Foto: Reprodução/iStock

Para cuidar do meio ambiente é preciso ter conhecimento e responsabilidade. Na Amazônia, maior bioma do Brasil, os cuidados são ainda maiores para quem habita. Cada ação reflete em um consequência e cuidar do lixo, da água, e do consumo geral no dia a dia é imprescindível para a manutenção do meio ambiente, garantindo acesso às próximas gerações.

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Como parte das ações de conscientização, livros também ajudam a conhecer mais sobre o meio ambiente, contribuindo para uma educação ambiental atenta e segura. O jornalista e especialista em jornalismo ambiental Gabriel Ferreira afirma que, além da educação básica sobre os cuidados com o meio ambiente, faz-se necessário valorizar os saberes tradicionais e fazer uma autoanálise sobre o consumo diário e como ele impacta na sociedade.

A visão cosmológica dos povos indígenas nos ensina muita coisa importante que perdemos ao longo do tempo: o encantamento pelo mundo. Pra isso, eu vejo que olhar para o meio ambiente como parte nossa, seja espiritual, filosófica existencial e corpórea, é primordial e um passo importante se a gente for pensar em educação ambiental. Nós aprendemos o básico quando criança como não jogar o lixo na rua, e ao longo do tempo vamos ficando indiferentes. Então vale uma auto reflexão e o entendimento de o quanto é importante nos reeducarmos. De olhar por meio ambiente como nossa casa comum. Se destruir, não tem pra onde ir”, reflete Ferreira.

Leia também: DIA D: Consciência Limpa terá dia dedicado à serviços, educação ambiental e descarte sustentável no Acre

Confira quatro livros que contribuem para essas reflexões:

Educação ambiental: 4 livros que refletem sobre como cuidar do meio ambiente
Foto: Divulgação

‘Educação Ambiental – Princípios e Práticas’, de Genebaldo Freire Dias (2010)

Este livro reúne as informações básicas conceituais sobre a Educação Ambiental. É recomendado para quem não possui muito entendimento na área e está buscando conhecimento.

A obra faz um histórico de suas atividades pelo mundo, sugere mais de cem atividades para sua prática, fornece subsídios para a ampliação dos conhecimentos sobre o conhecimento ambiental e expõe as diferentes formas legais de ação individual e comunitária que possibilitam um exercício de cidadania, visando uma melhor qualidade de vida.

No livro, se encontra normas e possíveis responsabilidades a serem tomadas para melhorar a convivência com a natureza.

Onde encontrar: Amazon

Foto: Divulgação

‘A queda do céu’, de Davi Kopenawa e Bruce Albert (2010)

Escrita pelo antropólogo francês Bruce Albert e o xamã indígena Yanomami, Davi Kopenawa, essa obra combina filosofia, cosmologia e crítica à destruição ambiental.

Apresenta o entendimento dos povos indígenas sobre o mundo e a floresta. A obra faz uma analogia a destruição da floresta, pois também é a destruição do mundo espiritual e humano.

Trata-se de um livro que traz uma reflexão de que o ser humano está ligado ao meio ambiente em corpo e espírito.

Onde encontrar: Amazon

Foto: Divulgação

‘Ideias para adiar o fim do mundo’, de Ailton Krenak (2019)

Se você procura por livros que trazem reflexões filosóficas e lições de como preservar a natureza, essa obra é ideal.

‘Ideias para Adiar o Fim do Mundo’ é um ensaio filosófico e crítico que questiona a forma como a sociedade atual se relaciona com a natureza, com o progresso e com a própria ideia de humanidade.

A obra é baseada em uma palestra do pensador indígena Ailton Krenak, realizada em uma universidade em Portugal, e apresenta uma reflexão profunda a partir da perspectiva indígena.

Krenak faz uma análise política na obra, que separa o ser humano da natureza e trata o planeta como um recurso a ser explorado. Ele escreve em sua obra que é preciso haver um ‘reencantamento’ do mundo. Do Homem entender que sua relação com a natureza precisa ser harmoniosa, de bem viver e com isso, pode adiar o fim do mundo.

Onde encontrar: Amazon

Foto: Divulgação

‘Reflexões e Práticas em Educação Ambiental – discutindo consumo e geração de resíduos’, de Juscelino Dourado e Fernanda Belizário (2012)

‘Reflexão e Práticas em Educação Ambiental’ discute questões atuais envolvendo ensino e meio ambiente, abordando também a questão de consumo de bens, geração e descarte de resíduos, políticas públicas e pedagogia.

Além de ser um manual instrutivo sobre boas ações para o meio ambiente, esta obra busca o despertar da sensibilização ambiental por meio de diálogos, reflexões e práticas capazes de potencializar o engajamento e fortalecer os discursos sobre as questões ambientais.

Onde encontrar: Amazon

Consciência Limpa

O Consciência Limpa é uma realização da Fundação Rede Amazônica (FRAM), com apoio da Energisa, Secretaria de Estado do Meio Ambiente (SEMA AC), Governo do Acre e apoio institucional daOrganização em Centros de Atendimento (OCA), Secretaria de Estado de Administração do Acre (SEAD AC), Life Show Produções e Eventos, Instituto Descarte Correto e Duque Sustentabilidade.

Restaurante conquista visitantes com vitória-régia cenográfica em Santarém

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A cerca de cinco minutos de lancha, trajeto também faz parte da experiência. Foto: Divulgação

Os empreendimentos sobre as águas do Igarapé-Açu consolidam-se como atrativos que tem sido mais procurados por visitantes em Santarém (PA). Na região, um restaurante tem chamado atenção por conta de uma vitória-régia cenográfica que virou ponto disputado para fotos.

O administrador da atração é Argemiro Ferreira Pimentel, conhecido como ‘Seu Jacaré’, que desde 2021 aposta na valorização hospitalidade ribeirinha no Jacaré Bar e Restaurante. O local busca reunir gastronomia regional, bebidas autorais, como o Drink de Mari, e a experiência com a vitória-régia.

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“O turismo é tudo para mim. Não é apenas uma fonte de renda, mas um refúgio que proporciona qualidade de vida. Em cinco minutos de lancha chego à cidade, resolvo o que preciso e retorno para casa, onde desfruto da calmaria e do contato com a natureza. Muitos visitantes vêm com esse mesmo propósito, desacelerar. Aqui eles contemplam a paisagem, relaxam e fazem novas amizades. Não tem coisa melhor”, destaca.

vitoria-regia cenografica seu jacare santarem foto divulgacao
Foto: Divulgação

Além da culinária, o anfitrião preserva a tradição oral ao narrar lendas e histórias de visagens, elementos que despertam curiosidade e enriquecem a vivência cultural de quem chega.

Leia também: Verdade ou mito: A vitória-régia é capaz de carregar uma pessoa?

O percurso até o local já integra o passeio. A saída ocorre do Terminal da Praça Tiradentes e o trajeto de lancha, com cerca de cinco minutos, revela o encontro das águas dos rios Amazonas e Tapajós, além da presença de garças, minguás, botos e outras espécies típicas da várzea.

A construção, com teto de palha, harmoniza-se com a paisagem. Casas de joão-de-barro espalham-se pelo entorno, que é decorado com pinturas, cestos artesanais e plantas regionais. A estrutura também utiliza energia proveniente de placas solares, reforçando o compromisso com práticas sustentáveis.

Entre as opções do cardápio estão tambaqui assado, caldeirada, filé de pirarucu, tucunaré ao molho especial e galinha caipira, além de bebidas preparadas com ingredientes da Amazônia.

Acesso à vitória-régia

No jardim, a vitória-régia cenográfica produzida em fibra e polietileno tornou-se um dos pontos mais fotografados. Disponível aos fins de semana, o acesso ao cenário custa R$ 10 por pessoa.

O funcionamento ocorre aos sábados, domingos e feriados, mediante agendamento prévio. O transporte de ida e volta custa R$ 30 por visitante. Menores de 10 anos não pagam a travessia. As reservas podem ser feitas pelo telefone (93) 99151-0013 ou pelo Instagram @casadojacarestm, onde também estão disponíveis informações sobre horários e cardápio bilíngue.

Leia também: Por que a vitória-régia tem esse nome?

Entre março e julho, no período de cheia, o cenário se transforma e amplia ainda mais a experiência de quem escolhe conhecer o destino.

O secretário municipal de Turismo, Emanuel Júlio Leite, destaca a localização estratégica do atrativo como um dos principais diferenciais.

“É uma experiência incrível, porque o Igarapé-Açu fica muito próximo do centro urbano. Essa facilidade de acesso estimula as pessoas a fazerem a travessia e vivenciarem um estilo de vida ribeirinho, com um modo de morar e de viver diferente da dinâmica das cidades. É um passeio que sempre recomendamos para quem visita Santarém, inclusive para conhecer um dos três restaurantes existentes na área, entre eles o Jacaré Bar e Restaurante”.

*Com informações da Prefeitura de Santarém

Mapeamento de vírus em morcegos em Mato Grosso busca prevenir futuras zoonoses

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A coleta das amostras terá captura temporária dos morcegos e análise laboratorial. Foto: Reprodução/Acervo Amazon Sat

Uma pesquisa desenvolvida no Programa de Pós-Graduação em Ciências Ambientais (PPGCAM) da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) no Câmpus de Sinop busca identificar vírus, fungos e bactérias que circulam em morcegos da região da transição Cerrado-Amazônia e que podem representar riscos à saúde humana. O objetivo é subsidiar políticas públicas de vigilância e prevenção de futuras zoonoses.

O trabalho é da mestranda Francisca Linalva Ferreira Braga orientada pelo professor Rafael Arruda, que é coordenador do Laboratório de Quiropterologia Neotropical do Campus Sinop. De acordo com a pesquisadora, o projeto parte da premissa de que entender a circulação de patógenos em morcegos é um passo essencial para antecipar surtos e criar estratégias de resposta rápida a possíveis emergências sanitárias.

A coleta das amostras será feita de forma ética, com captura temporária dos animais e análise laboratorial por meio de técnicas moleculares e microbiológicas.

Leia também: Contagem Anual de Morcegos é realizada por universidade em parque florestal em Mato Grosso

A região foi escolhida pela alta biodiversidade e intensa interação entre fauna silvestre, áreas urbanas e atividades humanas. Entre os patógenos que a equipe espera encontrar estão os respiratórios como Coronaviridae, Paramixovírus e Adenovírus, além de entéricos (relacionado ao intestino) como Rotavírus e Calicivírus já associados a morcegos em estudos anteriores realizados no Brasil.

“Mato Grosso representa uma imensa lacuna desse conhecimento”, aponta Francisca.

 Foto: Linalva Braga, Tais Braga e Vitória Matheus

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Dados sobre saúde dos morcegos pode gerar políticas públicas

Financiado por recursos do PPSUS, uma parceria entre Ministério da Saúde, Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e Fundação de Amparo a Pesquisa do Estado de Mato Grosso (FAPEMAT), os dados podem servir para gerar políticas públicas por parte da Secretaria Estadual de Saúde e do próprio SUS. Para Linalva, que é servidora da Secretaria de Saúde de Sorriso, a qualificação no PPGCAM é o caminho para uma gestão pública mais eficiente.

O trabalho da mestranda também é o de desmistificar a figura do morcego. Apesar de hospedeiros de diversos patógenos, esses animais são vitais no controle de pragas agrícolas, para a reprodução de espécies vegetais nativas e de cultivo através dos serviços de polinização e dispersão de sementes.

“Morcegos desempenham um papel essencial na manutenção dos ecossistemas nativos e também são relevantes para a manutenção das atividades humanas. Ao gerar conhecimento científico sobre os morcegos e desmistificar sua relação com doenças, o projeto apoia políticas de conservação e promove uma convivência mais equilibrada entre seres humanos e fauna silvestre”, afirma Francisca Linalva Ferreira Braga.

*Com informações da UFMT

Estudante de Manaus transforma jogo que criou sobre extinção dos dinossauros em livro

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Foto: Divulgação

Dono de uma criatividade singular e apaixonado pelo período mesozoico (a Era dos Dinossauros), o estudante Lucas de Abreu Rocha criou uma nova versão para a história sobre a extinção dos dinossauros e a transformou no jogo que recebeu o nome de ‘O Último Rugido’, em 2024.

Agora, Lucas decidiu transformar a história de ficção científica que deu origem ao jogo, em um livro infanto-juvenil.

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“Tudo aconteceu quando eu e meus amigos tivemos a ideia de fazer um jogo para a Mostra Tecnológica da escola Manaós Tech. Daí, depois de um tempo, meu pai e eu achamos que seria legal transformar essa ideia em um livro e o nome veio porque tinha a ver com dinossauro e eu achei legal”, explica Lucas.

Lucas revela que, no livro ‘O Último Rugido’, o enredo se expande para além da plataforma do jogo e que a ideia, tanto a do livro quanto do jogo, é de inverter a história que se sabe até hoje sobre a explicação para a extinção dos dinossauros.

“No jogo, um humano viaja no tempo até a Era Mesozoica, porém, ao chegar na terra dos dinossauros, esse humano se transforma em um dinossauro. Só que aí ele encontra algo meio inesperado: Os dinossauros vivem numa sociedade super evoluída e, assim como a gente (humanos), eles estão destruindo o meio ambiente deles simplesmente por ganância. Já no livro, a história fica ainda mais emocionante e com mais detalhes”, conta Lucas.

Livro 'O Último Rugido' foi escrito por estudante de Manaus.
Foto: Divulgação

Leia também: 3 jogos que levam a Amazônia para a telinha dos celulares

Lucas Rocha revela que o objetivo com o livro e com o game é o de conscientizar as pessoas sobre a urgência em cuidar do planeta para que a raça humana não tenha o mesmo destino que os dinossauros.

“O meu objetivo é fazer com que as pessoas percebam que temos que cuidar do nosso planeta pra gente sobreviver porque senão, vamos ser extintos que nem os dinossauros. E olha que nós estamos na Terra há pouco tempo”, assimila o pequeno autor.

Lançamento do livro

O livro ‘O Último Rugido’ será lançado no dia 26 de fevereiro, às 16h30, na escola Manaós Tech for Kids, localizada na Rua Wilson de Castro, 36A, Conjunto Eldorado, Parque Dez de Novembro, Zona Centro-Sul de Manaus.

Estudo técnico será realizado no Parque do Cantão para exploração do ecoturismo

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Foto: Fernando Alves/Governo do Tocantins

Com a finalidade de abrir o Parque Estadual do Cantão (PEC) para atividades de ecoturismo, contribuindo para o desenvolvimento da região, o Governo do Tocantins fará um estudo técnico para revisão do Plano de Manejo do parque de competência do Instituto Natureza do Tocantins (Naturatins), órgão responsável pela gestão da unidade.

A iniciativa para desenvolvimento da prática turística e do PEC foi proposta pelo governador Wanderlei Barbosa após visita ao parque.

Leia também: 5 curiosidades sobre o Parque Estadual do Cantão e suas riquezas naturais quase intocadas

Segundo o governador, a diversidade da fauna e da flora do parque é um importante fator de atração de turistas que gostam de observar a natureza.

“Estamos fazendo um estudo técnico para o manejo do Cantão. Não queremos que seja cometida nenhuma agressão ambiental na área, mas precisamos pensar no ecoturismo para essa região, alavancando o desenvolvimento da prática turística e do estado, que possui roteiros atrativos que encantam turistas e a população do Tocantins”, destaca.

O secretário de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Marcello Lelis, ressalta que o plano vigente não permite a exploração ecoturística na área, porém o governador Wanderlei Barbosa já solicitou ao presidente do Naturatins, Cledson da Rocha Lima, a contratação de uma consultoria especializada para a revisão do documento. “O governador Wanderlei Barbosa está determinado a dar visibilidade ao Cantão para o Tocantins, para o Brasil e para o mundo”, afirma.

Ainda de acordo com Marcello Lelis, a decisão de revisar o Plano de Manejo do Parque Estadual do Cantão representa um passo estratégico e responsável.

“A atualização permitirá a definição de critérios técnicos, ambientais e operacionais para viabilizar o ecoturismo sustentável, com atividades como pesca esportiva controlada, trilhas aquáticas, observação de aves, turismo científico e ações de educação ambiental, sempre em consonância com os princípios da conservação”,  reforça.

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ariranhas registradas no parque do cantão, no tocantins
Foto: Divulgação/Naturatins

Parque Estadual do Cantão

Com aproximadamente 90 mil hectares, o  Parque Estadual do Cantão (PEC) é considerado um dos principais paraísos para o ecoturismo no Tocantins. Localizado em uma região de transição de biomas, onde o Cerrado encontra a Floresta Amazônica, o parque abriga mais de 800 lagoas e apresenta elevada biodiversidade. O local oferece trilhas terrestres e aquáticas, observação de aves, pesca esportiva e, durante o período de estiagem, praias de rio.

O PEC foi escolhido como a primeira área a receber o projeto Tocantins Restaura, iniciativa que prevê investimentos de R$ 120 milhões para a recuperação de cerca de 10 mil hectares de áreas degradadas, principalmente as afetadas por incêndios florestais. O projeto é resultado de uma Carta de Intenções assinada pelo governador Wanderlei Barbosa, em 2025, durante uma missão internacional na Suíça.

Leia também: 31 ariranhas são registradas no Parque Estadual do Cantão durante monitoramento

Criado em 14 de julho de 1998, o Parque Estadual do Cantão foi a primeira unidade de conservação de proteção integral instituída pelo Governo do Tocantins. A criação do parque representou um marco histórico na política ambiental estadual, tornando-se referência na implementação do Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza (Snuc) e, posteriormente, do Sistema Estadual de Unidades de Conservação (Seuc).

*Com informações do Governo do Tocantins

Ribeirinhos do Marajó investem no ‘vinho tinto’ de açaí

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Foto: Divulgação

Com o apoio do escritório local da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Pará (Emater) em Afuá, no Marajó (PA), ribeirinhos assentados da reforma agrária estão investindo em uma novidade do mercado amazônico: vinho tinto de açaí

Leia também: Açaí é reconhecido por lei como fruta nacional

A iguaria é uma proposta da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) para mais um aproveitamento sustentável e lucrativo da principal cadeia produtiva das ilhas do município. O papel da Emater é de divulgação, mobilização e orientação sobre diversificação de atividades.  

“Nós colaboramos e estimulamos para que os atendidos pela Emater na sua vivência típica consigam ampliar e aprofundar possibilidades de trabalho, renda e valorização cultural. Para tanto, dispomos de ferramentas históricas, operacionais e de efetividade de políticas públicas, a exemplo de capacitação contínua, presença em eventos até internacionais, acompanhamento científicos dos processos e crédito rural”, explica o chefe do escritório local da Emater em Afuá, o engenheiro agrônomo Alfredo Rosas, especialista em Manejo Ambiental de Solos.

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Desde o segundo semestre de 2025, uma oficina com distribuição de kits encaminhou pelo menos 20 famílias dos assentamentos federais Ilha Araraman e Ilha Charapucu para começarem a fermentar alcoolicamente a polpa de açaí, com resultado da bebida nas versões “suave” e “seco”. 

O produto engarrafado e rotulado, com 750 ml, é comercializado por encomenda e em feiras da região, a R$ 60 a unidade. O lucro estimado ultrapassa 50%. 

“Pra gente, é uma excelente oportunidade de negócio. Quando a remessa tá pronta, já tá quase tudo com comprador certo. É um trabalho artesanal e elaborado. Pretendemos avançar limites, divisas e fronteiras”, indica Kátia Pantoja, de 48 anos, secretária da Associação do Desenvolvimento Intercomunitário dos Rios Corredor, Furo dos Chagas, Maniva e Outros (Adincocma). 

Leia também: Vinho de açaí criado no Pará une biotecnologia e saberes amazônicos

Ribeirinhos do Marajó investem no 'vinho tinto' de açaí
Foto: Divulgação

Vinho de açaí expande possibilidades de renda

Na comunidade São José do Rio Maniva, Kátia, o marido Giovanhi Fagundes, de 46 anos, e as duas filhas do casal, Rita de Cássia, de 18 anos, e Geovanna, de 22 anos, estão na terceira safra de vinho de açaí: cada vez é de cerca de 28 litros.

O fruto nativo é colhido no próprio lote, atravessado pelo igarapé Aruãs, a 15 minutos de viagem de rabeta de Macapá, capital do Amapá, estado vizinho. Inclusive, Rita de Cássia estuda Engenharia Florestal e Geovanna, Engenharia de Pesca, na Universidade Estadual do Amapá (Ueap). 

“Aqui produzimos na coletividade e acreditamos que o pensamento tem que ser de contribuição comunitária, vivência integrada e participação múltipla. A descoberta de mais um potencial do açaí agrega valor às nossas tradições de povo da floresta”, diz a matriarca. 

Pela Adincocma, o vinho de açaí já faz parte da marca Art-Mani: um catálogo de óleos, pomada, sabão e xarope medicinais de sementes de andiroba e pracaxi, entre outras.

*Com informações da Agência Pará

Drive-Thru vai recolher resíduos durante o projeto Consciência Limpa no Acre; saiba como participar

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Uma das empresas que fará o Drive-Thru de materiais descatados é a Descarte Correto, que recondiciona materiais eletrônicos. Foto: Reprodução/Instagram-Descarte Correto

Como parte da programação do projeto Consciência Limpa 2026, da Fundação Rede Amazônica (FRAM), será promovido em Rio Branco (AC), um Drive-Thru voltado à coleta de resíduos que necessitam de destinação ambientalmente adequada. A ação está marcada para o próximo sábado (28), a partir das 15h, na Praça do Amor, e vai receber materiais como eletroeletrônicos, pilhas, baterias e óleo de cozinha usado.

Esses itens não devem ser descartados em lixeiras convencionais devido ao potencial de contaminação do solo e da água, podendo causar impactos ambientais significativos quando destinados de forma incorreta.

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Durante o evento, a população poderá entregar diretamente esses resíduos no ponto de coleta montado no local, contribuindo para que passem por processos de reaproveitamento sustentável realizados por empresas parceiras da iniciativa.

A atividade contará com a atuação de duas instituições especializadas na gestão de diferentes tipos de materiais: a Duque Sustentabilidade, responsável pela coleta e reciclagem de óleos e gorduras residuais (OGRs), e a Descarte Correto, que trabalha com o gerenciamento de resíduos tecnológicos, como computadores, televisores e outros equipamentos eletrônicos.

A proposta é estimular práticas responsáveis de descarte e ampliar o acesso da população a alternativas seguras para a destinação desses produtos.

De acordo com o coordenador de Projetos da FRAM, Matheus Aquino, a realização do Drive-Thru representa uma oportunidade de aproximar a comunidade de ações educativas voltadas à preservação ambiental.

“O projeto Consciência Limpa tem como objetivo despertar a consciência ambiental na população por meio de iniciativas práticas. Levar essa ação para Rio Branco, especialmente em um contexto de eventos climáticos extremos enfrentados nos últimos anos no Acre e em toda a Amazônia, contribui diretamente para ampliar o entendimento sobre os impactos do descarte inadequado e sobre a importância de práticas sustentáveis no dia a dia”, destaca.

Lago do amor em rio branco terá serviços do consciência limpa
Foto: Reprodução/Google Maps

Reutilização dos materiais coletados

Segundo o fundador e CEO da Descarte Correto, Alessandro Dinelli, o descarte de equipamentos eletrônicos em locais inadequados ainda é uma prática comum, o que reforça a necessidade de iniciativas como o Consciência Limpa, voltadas à orientação da população

“Recebemos o convite da Fundação Rede Amazônica para participar da ação do Consciência Limpa no Acre, o que também está alinhado ao nosso projeto de expansão. E nesta ação em Rio Branco vamos coletar esses materias eletrônicos descartados, fazer uma triagem técnica e, sempre que possível, recondicioná-los para reutilização”, conta.

“O Descarte Correto tem este papel social de recondicionamento desses materiais, tanto que já conseguimos reaproveitar diversos equipamentos e que posteriormente foram doados a comunidades indígenas e ribeirinhas em diferentes regiões da Amazônia, contribuindo assim também com a inclusão digital. Aquilo que não pode ser recuperado segue para processos de manufatura reversa e desfabricação, permitindo que seus componentes retornem como matéria-prima para novos produtos”, explica.

Leia também: Projeto Consciência Limpa promove educação ambiental e sustentabilidade no Acre

A gestora da Duque Sustentabilidade no Acre, Katiucya Manfredini, ressalta que um dos resíduos mais comuns nas residências também pode causar danos quando descartado de maneira inadequada: o óleo de cozinha usado.

“Muitas pessoas ainda jogam o óleo no lixo comum ou até mesmo no ralo da pia, o que pode provocar sérios prejuízos ao meio ambiente. Durante o Drive-Thru, a população poderá entregar esse material e também conhecer mais sobre as formas corretas de armazenamento e descarte. Esse resíduo pode ser reaproveitado e transformado em biocombustível em outros estados. Em Rio Branco, parte do óleo coletado também é utilizado na produção de sabão artesanal pela própria Duque Sustentabilidade”, afirmou.

A iniciativa estimula a participação ativa da comunidade no processo de reciclagem e contribui para o fortalecimento da gestão adequada de resíduos sólidos no estado, mas também conta com diversas outras ações no sábado, como imunização e atendimentos de cidadania.

Leia também: DIA D: Consciência Limpa terá dia dedicado à serviços, educação ambiental e descarte sustentável no Acre

Consciência Limpa

O Consciência Limpa é uma realização da Fundação Rede Amazônica (FRAM), com apoio da Energisa, Secretaria de Estado do Meio Ambiente (SEMA AC), Governo do Acre e apoio institucional daOrganização em Centros de Atendimento (OCA), Secretaria de Estado de Administração do Acre (SEAD AC), Life Show Produções e Eventos, Instituto Descarte Correto e Duque Sustentabilidade.

Medidas adotadas no Amapá buscam impedir avanço da praga vassoura-de-bruxa

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Governo do Amapá anunciou que está intensificando barreiras fitossanitárias nos municípios. Foto: Divulgação/GEA

As ações de controle e prevenção contra a vassoura-de-bruxa, doença causada por fungo e considerada praga quarentenária, estão sendo intensificadas no Amapá. A praga já foi identificada em 10 dos 16 municípios do estado, o que levou à decretação de emergência fitossanitária para conter seu avanço.

Leia também: O que é vassoura-de-bruxa?

Segundo a Agência de Defesa e Inspeção Agropecuária do Amapá (Diagro), equipes da Unidade de Sanidade Vegetal estão posicionadas em barreiras estratégicas, como a instalada no município de Cutias.

Durante as abordagens, fiscais interceptam materiais vegetais que podem estar contaminados, como folhas, hastes utilizadas para plantio e raízes com casca — mesmo quando não apresentam sintomas visíveis.

vassoura-de-bruxa
Foto: Adilson Lima/Embrapa

Sobre a vassoura-de-bruxa

A vassoura-de-bruxa foi inicialmente diagnosticada em regiões com áreas indígenas e se espalhou principalmente pelo transporte de material vegetal infectado. A doença é considerada altamente destrutiva, provocando a morte da planta de cima para baixo e inviabilizando o cultivo nas áreas atingidas.

As ações de fiscalização devem continuar com reforço das barreiras e campanhas de conscientização junto a produtores rurais e comunidades locais.

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Estudos

O Instituto de Pesquisas Científicas e Tecnológicas (Iepa) está clonando mudas de variedades já cultivadas no Amapá. A técnica permite recuperar plantas livres da praga, garantir maior produtividade, preservar a diversidade genética e a manter características conhecidas pelos agricultores.

A iniciativa melhora a raiz da mandioca, que passa a crescer mais forte e resistente à praga. Na prática, isso significa lavouras mais saudáveis, menor perda e uma alternativa concreta para conter o avanço da doença.

*Por Josi Paixão, da Rede Amazônica AP

Rodolpho Guimarães Valle: Sereníssimo grão-mestre entre 1974-1977

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Foto: Abrahim Baze/Acervo pessoal

Por Abrahim Baze – literatura@amazonsat.com.br

Como um cometa que risca o céu com a luz da sabedoria, foi assim que viveu o Sereníssimo Grão-mestre Rodolpho Guimarães Valle, que por apenas três meses conduziu o malhete de Coando da GLOMAM. Mesmo com tão pouco tempo a frente da GLOMAM, ele imprimiu sua marca nas páginas da história da maçonaria amazonense.

Suas obras ‘Centenário Maçônico’, sobre os cem anos da Grande Benemérita Loja Simbólica Esperança e Porvir, e ‘Efeméride Maçônica’, sobre o centenário da Grande Benemérita Loja Simbólica Amazonas são referências.

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O irmão Rodolpho Guimarães Valle foi iniciado na Maçonaria no dia 2 de junho de 1956 pela Grande Loja Simbólica Rio Negro. Merece destaque em sua trajetória maçônica os mandatos que teve de Venerável Mestre na Loja Simbólica Amazonas 1963-1969 e 1970-1974. Nesta Loja filiou-se em 1963.

Em seu Grão-mestrado, Rodolpho Guimarães Valle teve como Grão-mestre Adjunto Cândido Honório Soares Ferreira.

Rodolpho Guimarães Valle: Sereníssimo grão-mestre entre 1977-1977
Foto: Abrahim Baze/Acervo pessoal

A criação da Escola Rodolpho Guimarães Valle foi propositura de minha autoria em sessão econômica do dia 10 de julho de 1981, na venerança do irmão Paulino Bittencourt Cardoso e foi inaugurada no dia 3 de agosto de 1981, tendo sido seu primeiro diretor o irmão e professor Agnaldo Pereira da Silva.

A professora Maria de Fátima Ribeiro Muniz, em seu livro Escola Municipal Rodolpho Valle – Um pouco da sua história, destaca:

Rodolpho Guimarães Valle nasceu em Manaus no dia 11 de março de 1923. Filho de Éneas Valle Júnior e Dolores Guimarães, teve como irmãos Nozor, Sadi, Joel e Luiz Felipe, pelo lado paterno Clóvis, Sylvio, Syllas. Bacharelou-se em Direito na Faculdade de Direito do Amazonas em 1948.

Ingressou na política quando jovem. Membro dos seguintes partidos: PTB, PSD e ARENA.

Foi deputado, vereador e também presidente da Câmara Municipal de Manaus, em ocasiões ocupou o cargo de prefeito interino.

Desde 1950 foi casado com Consuelo Campelo de Medeiros, com quem teve seis filhos. Pelo seu desempenho na sociedade amazonense, a Câmara Municipal de Manaus instituiu a Medalha do Mérito Cultural Rodolpho Valle.

Em 1956 ingressou na Grande Benemérita Loja Simbólica Rio Negro n°. 4 e mais tarde na Grande benemérita Loja Simbólica Amazonas n°. 2 onde foi eleito venerável em 1974 e mais tarde ao cargo de Sereníssimo Grão mestre da Grande Loja do Amazonas.

O patrono foi professor de história do Colégio Dom Pedro II e orador de bela cultura humanística. Em sua extensa carreira for servidor e membro da Academia Amazonense de Letras e Instituto Geográfico e Histórico de Manaus.

Ocupou o cargo de consultor jurídico da Comissão de Abastecimento e Preços COAP, Procurador do Departamento Rodoviário Municipal, Procurador Jurídico, Presidente dom Instituto Municipal de Previdência Social IMPAS.

Como professor de História teve diversos trabalhos publicados em jornais e revistas. Foi autor de diversos livros como: Aspectos Jurídicos e Sociais da Adoção de 1948, Centenário Maçônico 1972 e Efeméride Maçônica 1975. Enfrentou inúmeros obstáculos na vida e no trabalho, mas sempre demonstrou sr um homem com anseios de paz, respeito e moral.

Faleceu em 4 de novembro de 1977 em Manaus. Seu nome emprestado e homenageado a Escola Rodolpho Valle. Que os alunos vejam em seu patrono o exemplo edificante dentro dos princípios democráticos em que vivemos.

Leia também: Desembargador Felismino Francisco Soares: Sereníssimo Grão-Mestre 1961 a 1962

Sobre o autor

Abrahim Baze é jornalista, graduado em História, especialista em ensino à distância pelo Centro Universitário UniSEB Interativo COC em Ribeirão Preto (SP). Cursou Atualização em Introdução à Museologia e Museugrafia pela Escola Brasileira de Administração Pública da Fundação Getúlio Vargas e recebeu o título de Notório Saber em História, conferido pelo Centro Universitário de Ensino Superior do Amazonas (CIESA). É âncora dos programas Literatura em Foco e Documentos da Amazônia, no canal Amazon Sat, e colunista na CBN Amazônia. É membro da Academia Amazonense de Letras e do Instituto Geográfico e Histórico do Amazonas (IGHA), com 40 livros publicados, sendo três na Europa.

*O conteúdo é de responsabilidade do colunista

Agro paraguaio impulsionado por capital brasileiro

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Foto: Reprodução/Acervo Agência Brasil

Por Osíris M. Araújo da Silva – osirisasilva@gmail.com

De acordo com estudos da FEAGRO – Federação dos Engenheiros Agrônomos do Mato Grosso, a migração de produtores e indústrias brasileiras para o Paraguai está ganhando importante ritmo escalar. Justifica: com um sistema tributário mais leve, custo operacional reduzido e incentivos fiscais estruturados, crescem os investimentos no país vizinho em busca de mais competitividade e acesso facilitado a mercados externos.

Um dos principais atrativos desse novo modelo de negócios diz respeito ao regime Maquila (Lei 1064/97), por meio do qual empresas instaladas no Paraguai pagam apenas 1% de imposto sobre o valor agregado, além de isenção de tributos nacionais, municipais e aduaneiros sobre insumos e máquinas importados para produção com fins de exportação.

Além da redução de custos frente à carga tributária brasileira, o benefício permite elevar consideravelmente a margem de competitividade frente a mercados globais. Cerca de 67% das operações sob o regime de Maquila no Paraguai são de capital brasileiro, e esse número segue crescendo ano a ano, com projetos industriais e logísticos cada vez mais robustos no Alto Paraná e arredores.

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No campo logístico, salienta o estudo, “o Paraguai tenta dar um salto decisivo”. O governo de Santiago Peña recolocou o tema ferroviário no centro da agenda, com projetos de mobilidade e de integração de cargas que dialogam com a Rota Bioceânica, corredor que ligará o Atlântico ao Pacífico. Há tratativas de cooperação técnica com os Emirados Árabes Unidos, por meio da Etihad Rail, para modernização do sistema ferroviário paraguaio, movimento que pode reduzir custos de transporte e fortalecer o país como plataforma de exportações e importações para toda a América do Sul.

O projeto, de US$ 450 milhões, conectará Assunção a Ypacaraí com 11 trens elétricos e 12 estações, visando movimentar 40 mil passageiros/dia. A modernização ferroviária do país é um sinal de alerta e oportunidade. A competitividade do agro agora passa pela saída para o Pacífico. Como dizem os matogrossensos, “quem tem visão global já atravessou a fronteira”.

O Paraguai, é voz corrente no Centro Oeste brasileiro, de fato não compete em escala nem de perto com o Brasil, mas se destaca pela combinação de custo operacional mais baixo, carga tributária simples, logística eficiente para exportação e um ambiente regulatório historicamente favorável ao produtor. A área agricultável é menor, porém ainda há espaço para ganho de produtividade e expansão em regiões consolidadas. Quanto à estabilidade, é um ponto de atenção, mas o país mantém há décadas uma política macroeconômica conservadora, baixa dívida pública e forte dependência do agro, o que tende a sustentar previsibilidade. Certamente, a eficiência de custos é central — e nesse ponto o Paraguai acaba funcionando como laboratório de gestão mais enxuta.

O agronegócio brasileiro tem presença massiva no Paraguai, controlando cerca de 75% a 80% das terras agricultáveis e introduzindo tecnologias que tornaram o país uma potência na produção de soja e milho. Atraídos por menores impostos, facilidade de crédito e registro desburocratizado de insumos, os “brasiguaios” e investidores do centro-oeste/sul do Brasil impulsionam o setor, que representa 25% do PIB paraguaio.

O país oferece um ambiente de negócios favorável, com menor burocracia para insumos, impostos reduzidos (IVA de 10% e imposto de renda de 10%) e estabilidade econômica. Por essa razão, as empresas de capital brasileiro dominam o mercado de defensivos e a comercialização de grãos, com grande investimento em tecnologia e maquinário. O Paraguai caminha para recordes de produção, com a safra de soja podendo superar 10 milhões de toneladas. O cenário também atrai o agronegócio paranaense e de outras regiões do Brasil, que veem no Paraguai uma “nova fronteira agrícola” com condições logísticas facilitadas, apesar de desafios ambientais e conflitos fundiários na região.

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Sobre o autor

Osíris M. Araújo da Silva é economista, escritor, membro do Instituto Geográfico e Histórico do Amazonas (IGHA) e da Associação Comercial do Amazonas (ACA).

*O conteúdo é de responsabilidade do colunista