Sentada na cadeira, amapaense Laura Nunes, de apenas 20 anos, fará sua estreia nacional nos cinemas com o filme ‘Mensagem no Funeral’. Foto: Laura Nunes/Arquivo pessoal
A atriz amapaense Laura Nunes, de 20 anos, faz sua estreia no cinema nacional. Natural de Santana (AP), ela participa das gravações do filme ‘Mensagem no Funeral’, dirigido por Breno Ferreira. A produção reúne nomes conhecidos da atuação, como Suzy Lopes — que esteve em ‘Bacurau’ (2019) e ‘O Agente Secreto’ (2025) — e Renato Góes, que integrou o remake da novela ‘Vale Tudo’.
Laura recebeu o convite após uma amiga indicar seu nome ao diretor, dizendo que ela tinha o perfil da personagem Doroty. Inicialmente, a atriz acreditou que não seria chamada, mas acabou sendo confirmada oficialmente no elenco.
Gravação do filme Mensagem no Funeral. Foto: Laura Nunes/Arquivo pessoal
“É uma lembrança muito legal. Eu tava na praia quando ela me ligou e falou sobre o filme. Surgiu a ideia de que eu faria a personagem. Achei que não ia acontecer, mas no final deu certo e foi assim que aconteceu”, contou Laura.
A atriz disse que foi bem recebida pelo elenco, apesar de ter ficado assustada no início por ser sua primeira experiência no audiovisual.
Segundo ela, os colegas deram dicas e a ajudaram a se sentir mais segura.
“Eles foram pessoas maravilhosas na minha trajetória. Muito gentis, prestativos e parceiros em cena. Criamos uma amizade muito bonita. Trabalhar com eles foi maravilhoso. Aprendi muita coisa, tanto no profissional quanto no pessoal. São pessoas de quem criei um apego muito bonito”, afirmou.
Laura se apaixonou pelas artes ainda na adolescência. Aos 14 anos, ingressou em uma escola de teatro em Macapá e começou a atuar em peças infantis. Em 2023, mudou-se para São Paulo para continuar os estudos.
“Eu sempre fui apaixonada por arte. Quando soube que inauguraria a escola de teatro Casa de Cena, em Macapá, fiquei super animada. Falei com a minha mãe e fui a primeira aluna a me matricular lá”, lembrou.
O filme ‘Mensagem no Funeral’ segue em gravações no Maranhão e tem estreia prevista para o segundo semestre de 2026.
Polo Industrial de Manaus (PIM) acumula o quarto crescimento nos últimos cinco anos. Foto: Divulgação/Suframa
Pelo quarto ano consecutivo, o Polo Industrial de Manaus (PIM) registrou, em 2025, o maior faturamento da história, alcançando R$ 227,67 bilhões entre janeiro e dezembro. Segundo os dados, divulgados pela Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) na última sexta-feira (30), o valor representa um crescimento de 11,02% em comparação ao antigo recorde de 2024, quando o polo faturou R$ 205,07 bilhões.
Em dólares, o faturamento global do PIM no ano passado chegou a US$ 40,90 bilhões, alta de 8,68% em relação a 2024, que havia somado US$ 37,63 bilhões. Este é o quarto crescimento registrado nos últimos cinco anos. No comparativo com o faturamento em 2021, houve um aumento de cerca de 42%.
Dados do faturamento do Polo Industrial de Manaus nos últimos cinco anos. Foto: Suframa
As exportações também apresentaram crescimento. Ao longo de 2025, o PIM exportou US$ 663,92 milhões, um aumento de 7,07% na comparação com o ano anterior, quando o volume foi de US$ 620,10 milhões.
O desempenho positivo também refletiu ainda na geração de empregos. As fábricas do polo encerraram dezembro com uma média mensal de 131.401 trabalhadores diretos, número 5,92% maior do que a média registrada em 2024, que registrou 124.056 postos de trabalho.
Segundo o superintendente da Suframa, Bosco Saraiva, os resultados reforçam a importância do PIM e da Zona Franca de Manaus (ZFM) para a economia regional e nacional.
“O Polo Industrial de Manaus finalizou o ano com 553 empresas em operação e mais 170 novos projetos aprovados para serem implantados nos próximos anos. O faturamento foi além das expectativas, nos aproximamos muito dos R$ 230 bilhões, e a mão de obra ficou beirando os 132 mil trabalhadores no chão de fábrica”, destacou.
Destaques do faturamento recorde
Em 2025, os subsetores com maior participação no faturamento do PIM foram os de Bens de Informática, com 21,17%, seguido por Duas Rodas (19,69%) e Eletroeletrônico (16,86%). Também tiveram destaque os setores Químico (9,94%), Mecânico (9,16%), Termoplástico (8,79%) e Metalúrgico (8,05%).
Faturamento pim teve maior participação de bens de informática. Foto: Suframa
Entre os principais produtos fabricados no polo industrial, as motocicletas, motonetas e ciclomotos lideraram a produção, com 2.135.175 unidades fabricadas — aumento de 16,57% em relação a 2024. A produção de relógios de pulso e de bolso somou 8.625.070 unidades, crescimento de 25,57%.
Outros segmentos que apresentaram desempenho positivo foram os aparelhos de barbear, com 1.971.521 unidades produzidas (alta de 9,23%); os condicionadores de ar do tipo split system, com 6.349.577 unidades (crescimento de 7,47%); e os monitores com tela LCD, que chegaram a 3.234.598 unidades fabricadas, aumento de 3,19%.
Desde o fim de 2025, os indicadores mensais do Polo Industrial de Manaus vinha apresentando números positivos, desde a produtividade até a geração de empregos diretos e indiretos. Para Saraiva, os resultados pontua que o faturamento recorde espelha a confiança do setor produtivo no maior modelo econômico e sustentável do planeta.
“Isso é resultado da confiança do setor produtivo no modelo e da segurança jurídica proporcionada pelo Governo Federal. Fechamos 2025 de forma muito positiva, isso demonstra a maturidade e importância do Polo Industrial de Manaus para a economia tanto do nosso estado quanto do Brasil”, reforçou o superintendente da Suframa, autarquia responsável pela administração de um dos principais parques industriais do território brasileiro.
O carnaval está chegando e com ele, as tradicionais bandas do Carnaval de Rua. Em Macapá, capital do Amapá, as bandas reúnem todos os anos moradores e visitantes em diferentes pontos da cidade, levando alegria para a população da cidade.
Em Macapá, quatro ligas organizam as bandas de carnaval de rua: o Clube dos Blocos Carnavalesco do Amapá (Abocla), o Circuito Centro Folia, o Carnaval Beira Rio e a Liga Independente dos Blocos Carnavalescos do Amapá (Liba).
O historiador e professor em Macapá, Celio Alício, que dedica seu trabalho aos estudos do carnaval na capital amapaense, conta que as principais bandas se apresentam de desde a década de 1940.
“O Carnaval no Amapá começa ainda na época que o Amapá era um estado federal. Ainda na época do governador Janary Nunes, que durou de 1944 até 1955, surgiram os primeiros blocos. Consta nas pesquisas que o bloco mais antigo se chamava “Bandoleiros da Orgia”, que era composto por trabalhadores da Construção Civil no estado do Pará e que vieram para Macapá. E daí surgiram agremiações e bandas”, explicou.
Foto mostra pessoas que participavam dos Bandoleiros da Orgia, por volta da década de 50 em Macapá. Foto: Reprodução/ blog porta retrato AP
Dentre as principais bandas de rua de Macapá e que se mantém em apresentações há muitos anos está “A Banda” que, segundo Célio Alício, é realizada pela Associação de Brincantes e Simpatizantes do Bloco de Sujos e já acontece a mais de 60 anos.
“Esses blocos de rua em Macapá são conhecido mais como blocos de sujos e entre esses blocos está a ‘A Banda’, que se apresenta todos os anos desde 1965 na tarde da terça-feira gorda de carnaval, percorrendo diversas ruas, saindo de sua sede ali no bairro do Laguinho, próximo ao Centro, passando pela Rua Cândido Mendes, Avenida Henrique Galúcio, por um pequeno trecho da Rua Tiradentes, logo depois pela Avenida Feliciano Coelho, então pela Rua Leopoldo Machado e finalizando na Avenida Ernestino Borges”, detalha.
Blocos animam as ruas e orlas
Além de ‘A Banda’, o Carnaval de Rua em Macapá conta com circuitos organizados de blocos que se apresentam em diferentes pontos da cidade, principalmente pelas ligas. Esses eventos reúnem uma diversidade de blocos carnavalescos que desfilam em sequências programadas, proporcionando programação contínua ao longo dos dias de festa.
Entre os blocos que participam dessas programações destacam-se nomes como Bloco Ponto G, que se posiciona como uma expressão de diversidade e inclusão, e outros com tradição cultural ou de bairros, como Bloco Mangueirinha e Bloco Afoxé Tucujus, que reúnem elementos da cultura afro-brasileira e tradições locais.
No Circuito Beira-Rio, geralmente desfilam blocos como Tô na Luta, Pororoca, Urubuzada, Charangas, Tia Fé, Aué, Unidos da Paunela, Tonga da Milonga e Rosa Açucena, entre outros.
“As principais festas de carnaval de Macapá são os desfiles das escolas de samba, do primeiro grupo e do segundo grupo, compostas por dez agremiações, e os blocos que animam multidões como o caso da ‘A Banda'”, finaliza o professor e historiador.
Segundo o presidente da Abocla, Claudio Vaz, nos últimos anos as ligas tem se unido para apresentações na orla do Rio Amazonas, o que tem funcionado, reunindo foliões macapaenses e turistas. “Todos os blocos na Praça Beira Rio, em frente a cidade de Macapá, juntam multidões. Tem também a apresentações de artistas nacionais consagrados, o que tem atraído a população e turistas também”, afirmou.
O projeto Macapá para o mundo ver é uma iniciativa da Fundação Rede Amazônica (FRAM) que propõe ações integradas de comunicação, educação e valorização cultural durante o aniversário da cidade e o carnaval de rua. Conta com o apoio da Tratalyx e da Prefeitura de Macapá.
Em segundos, boto captura tucunaré azul que era devolvido ao rio. Imagens surpreenderam os pescadores. Foto: Reprodução/Instagram-maiconbianchiii
Um vídeo que repercutiu nas redes sociais mostra o momento em que um peixe é devolvido ao rio durante uma pescaria esportiva e atacado por um boto segundos após a soltura, no Amazonas. As imagens foram registradas em Barcelos, no Rio Arirarrá, e chamaram a atenção pelo comportamento do animal, que aparentemente aguardava a liberação do peixe para se alimentar.
O registro foi feito por drone pelo pescador Maicon Bianchi e mostra um tucunaré azul de pequeno porte sendo devolvido à água após a captura. Logo em seguida, um boto se aproxima da embarcação e captura o peixe em um ataque rápido e preciso.
No vídeo, Bianchi afirma que cenas como essa têm se tornado cada vez mais frequentes na região. Segundo ele, os botos passaram a seguir embarcações e a esperar o momento em que os peixes são soltos.
“Infelizmente, está virando rotina. A gente solta o peixe e, em questão de segundos, o boto aparece e pega exatamente aquele peixe”, relatou.
Ao Grupo Rede Amazônica, Maicon contou que atua há cerca de 30 anos na pesca esportiva e que já presenciou a situação diversas vezes, principalmente quando os peixes são devolvidos à água em áreas abertas.
O episódio, no entanto, surpreendeu o pescador por ter ocorrido em um trecho extremamente raso do rio, com cerca de 30 a 40 centímetros de profundidade.
“Se soltar o peixe no meio do rio, o boto vai atrás e pega. Por isso a orientação sempre foi soltar na beira, no lugar mais raso possível. Eu nunca tinha visto um boto entrar em um lugar tão raso assim. A gente achou que o peixe teria chance de escapar, mas acabou não acontecendo”, explicou.
Segundo Maicon, após a captura, o peixe fica mais vulnerável, o que facilita a ação dos predadores. “O peixe sai cansado, então fica mais exposto. Os botos aproveitam. Já vi eles ficarem até escondidos atrás da canoa, segurando a respiração para pegar o peixe. É impressionante”, afirmou.
Comportamento natural do boto
Apesar do alerta, o pescador destacou que não se trata de uma crítica ao animal.
“Não é um ataque ao boto. Ele faz parte do rio e do ecossistema, mas fingir que isso não existe não é preservação. Pescar não é só soltar o peixe, é soltar do jeito certo”, ressaltou.
Ele recomenda que, durante a pesca esportiva, os peixes sejam devolvidos à água em locais rasos, com vegetação ou estruturas naturais, onde tenham mais chances de se esconder e sobreviver após a soltura.
O vídeo segue gerando debate nas redes sociais sobre práticas de pesca esportiva, preservação ambiental e a adaptação do comportamento dos animais à presença humana nos rios da Amazônia.
*Por Juan Gabriel e Patrick Marques, da Rede Amazônica AM
Restaurante proporciona experiências imersivas. Foto: Renato Menezes/Rede Amazônica AC
Ancorado em um trecho mais calmo do Rio Acre, no Segundo Distrito de Rio Branco, o Restaurante Flutuante Malveira, que funciona em uma embarcação, serve do tambaqui a galinha caipira e funciona como uma extensão da paisagem no Centro da capital acreana.
Sustentado por seis toras de madeira, cerca de 100 galões de mil litros, e movido por cabos de aço a depender do nível do rio, o espaço se consolida, na seca ou na cheia, como ponto turístico ao reunir culinária regional, passeios de barco e uma vista privilegiada do manancial e da Gameleira.
Com bom humor e algumas historias de pescador, o proprietário Carlos Alberto de Souza Moura, de 59 anos, que divide a rotina entre a churrasqueira, a cozinha e o atendimento ao público, contou ao g1 que o restaurante, que está na rota de muitos turistas acreanos, é mais do que um negócio: é um espaço pensado para acolher.
“Eu gosto de sorrir, de conversar com as pessoas, de contar histórias. Venho de uma família de seringueiros, por isso quis criar um ambiente familiar, onde as pessoas possam vir, comer bem, tirar foto, apreciar o rio e ir embora feliz”, afirmou.
Com três anos de fundação, o Flutuante Malveira atende visitantes, turistas e até figuras importantes da gastronomia, como o chef Otto Vitelleschi, um influenciador de culinária que veio ao estado em agosto do ano passado e aproveitou para provar a famosa banda de tambaqui, o prato principal da casa.
Peixe assado na brasa é o prato mais pedido do estabelecimento em Rio Branco. Foto: Renato Menezes/Rede Amazônica AC
O peixe, assado na brasa, é preparado com técnica e cuidado. O alimento é pré-cozido no papel-alumínio e finalizado na churrasqueira apenas na hora do pedido, o que garante que o prato fique pronto em até 20 minutos.
“Nada aqui é feito de qualquer jeito. O peixe chega à mesa em cerca de 15 minutos, mas ele já passa por um pré-preparo”, comentou Carlos.
O brasiliense Paulo Renato Brives Souza, de 26 anos, optou pela banda do tambaqui para almoçar com a esposa.
“Moro há dois anos no Acre e nunca tinha visto um espaço tão cultural quanto esse. Além da comida ser boa, essa é minha primeira vez em um flutuante, confesso que é bem diferente do que eu estava acostumado lá em Brasília”, disse o visitante.
Paulo Renato Brives Souza, de 26 anos, foi almoçar com a esposa no espaço em Rio Branco. Foto: Walace Gomes/Rede Amazônica AC
Trabalho em equipe
O funcionamento envolve cerca de 15 pessoas, entre familiares e funcionários, que se revezam conforme a demanda de quarta a domingo. Nos fins de semana, quando o movimento é maior e as mesas se esgotam ainda perto do horário do almoço, a própria família assume diferentes funções para manter o ritmo do atendimento.
O crescimento do restaurante trouxe desafios e aprendizados. Carlos relembrou que, no início, a falta de experiência com o novo formato quase comprometeu a operação. A partir desse episódio, ele passou a organizar processos, anotar rotinas e ajustar o funcionamento da casa.
“Quando começamos, tudo era novidade. Eu estava fora, em Goiânia, fazendo exames, quando o restaurante lotou pela primeira vez. Foi confusão: faltou organização, luz, comida”, disse.
Carlos Alberto de Souza Moura, de 59 anos, divide a rotina entre a churrasqueira e o atendimento ao público. Foto: Renato Menezes/Rede Amazônica AC
Engenheiro agrônomo de formação, professor da rede pública há mais de 30 anos e produtor de legumes, Carlos explica que ele mesmo montou o cardápio, e apesar de não ter formação gastronômica, sempre gostou de cozinhar.
“O cliente não gosta de esperar, por isso começamos cedo os preparos. Aqui, se for um cliente só ou se a casa estiver cheia, o atendimento tem que ser o mesmo, nota dez. Na vida a gente aprende de tudo um pouco. O cardápio foi todo idealizado por mim, fui fazendo as alterações até acertar”, disse.
Ainda segundo o homem, os tambaquis, carro-chefe da casa, vem de um frigorifico em Itapuã do Oeste, no interior de Rondônia. Durante a cheia do Rio Acre, que costuma atrair muitos visitantes para ver o manancial, o dono do flutuante chega a comprar 130 kg de peixe, que dura em média uma semana.
“Não esperávamos essa quantidade toda de visitante, esse ano o movimento está maior do que o normal. Durante o final de semana, chegamos a receber mais de 250 pessoas”, declarou.
Karla Malveira Azevedo Moura, de 19 anos, é filha de Carlos e ajuda na organização do local. Foto: Renato Menezes/Rede Amazônica AC
Dos planos à prática: criação do restaurante
A história do Flutuante começa antes da cozinha ganhar protagonismo. De acordo com a estudante Karla Malveira Azevedo Moura, de 19 anos, filha de Carlos, a relação da família com o rio vem de outras atividades. A embarcação foi construída em 2021, no Riozinho do Rola, principal afluente do Rio Acre.
“Ele construiu o flutuante pensando em um espaço de lazer para a nossa família durante os fins de semana, mas com o tempo, pessoas de jet ski e barqueiros que passavam acabavam encostando achando que tinha almoço para vender, então meu pai que sempre gostou de cozinhar, uniu o útil ao agradável”, destacou.
Antes de abrir o restaurante, a família trabalhava com passeios turísticos de barco na região. A ideia surgiu depois de uma viagem de Carlos a Porto Velho. Ao retornar, ele passou a observar materiais disponíveis às margens do rio e a pensar em uma estrutura própria. O sistema de flutuação foi construído de forma artesanal.
“Ele voltou cheio de ideias e resolveu abrir o restaurante lá no Riozinho do Rôla, contudo, só chegava lá quem tinha barco. Com o tempo, um amigo dele, que é dono do espaço onde o flutuante está atualmente, o chamou para vir para mais perto da cidade e tem sido um sucesso. A vida do meu pai está aqui no flutuante”, disse Karla.
Restaurante flutuante, no Rio Acre, une culinária regional e experiências imersivas em Rio Branco. Foto: Renato Menezes/Rede Amazônica AC
As madeiras que sustentam o local são do tipo acapu, utilizadas na construção de palafitas, além de galões que auxiliam na flutuação. Toda a estrutura sobe e desce conforme o nível do rio, ficando presa à margem por cabos de aço.
“As toras de madeira tem uma vida útil de 30 a 40 anos dentro d’água, e junto do local que o flutuante está, que é uma área de remanso [trecho do rio sem correnteza], as manutenções podem ser feitas sem precisar tirá-lo da água”, afirmou Carlos.
Com bom humor, o dono do lugar completou dizendo que o nome do flutuante surgiu em homenagem ao pai já falecido, que saiu do Ceará para se tornar um soldado da borracha no Acre e assim, nunca mais voltou para o Nordeste.
“Ele ficou encantado com tanta água, criou raiz e nunca quis voltar. Meu jeito brincalhão veio dele. Outro dia, contei para uns visitante que coloquei um pirarucu no aquário e os outros aprenderam e pularam sozinhos. São essas historias de pescador que o pessoal gosta de ouvir”, declarou.
Experiência cultural
Com a casa cheia nos fins de semana, o restaurante chega a vender dezenas de bandas de tambaqui em um único dia.
Além da gastronomia, o espaço também oferece passeios de barco pelo Rio Acre que, em meio à cheia, se torna um dos atrativos mais buscados, especialmente por turistas. Segundo o proprietário, muitos visitantes se emocionam ao conhecer a paisagem da cidade vista do rio.
“Tem gente que quase chora. Já ouvi de uma turista do Rio Grande do Sul que ela nunca tinha sentido tanta paz”, relembrou.
*Por Renato Menezes e Walace Gomes, da Rede Amazônica AC
O Museu de Artes, Culturas e Memórias Negras alcançou um marco histórico ao obter o Registro de Museus junto ao Instituto Brasileiro de Museus (Ibram). Com a certificação, a instituição torna-se a única do Amapá oficialmente registrada no sistema museológico federal.
O reconhecimento consolida o espaço como referência na preservação, valorização e difusão das memórias negras no estado. A conquista também fortalece a presença do Amapá no cenário nacional das políticas públicas de cultura.
Registro nacional consolida reconhecimento institucional
O Registro é um instrumento previsto no Estatuto de Museus (Lei nº 11.904/2009). Ele tem como objetivo estimular a formalização das instituições museológicas no país.
Diferente do Cadastro Nacional, o registro exige análise técnica e verificação de critérios legais. Esse processo garante que a instituição cumpra requisitos como caráter permanente, acesso público, ausência de fins lucrativos e compromisso com a preservação do patrimônio cultural.
Com o registro aprovado, o local passa a integrar formalmente o sistema museológico brasileiro.
Antes do registro, o Museu de Artes, Culturas e Memórias Negras já constava no Cadastro Nacional de Museus (CNM). Criado em 2006, o CNM mapeia e reúne informações qualificadas sobre os centros dedicados à memória do Brasil.
O cadastro reúne dados como localização, funcionamento, estrutura, acervo e serviços oferecidos ao público. Atualmente, mais de 3.900 museus integram a base nacional.
Plataforma MuseusBr amplia transparência e participação social
As informações são organizadas por meio da Plataforma MuseusBr, adotada pelo Ibram desde 2015. A plataformapassou por reformulação e ganhou nova versão em 2024. A ferramenta tornou-se mais dinâmica, colaborativa e acessível à sociedade.
O sistema permite a participação direta de gestores, pesquisadores e profissionais da área. Também fortalece a produção de dados e o acesso à informação sobre os acervos brasileiros.
A iniciativa contribui para dar visibilidade à diversidade de experiências museológicas existentes no país.
Foto: João Felipe Santos Andrade
Valorização da memória negra e da cultura amapaense
O registro reforça o compromisso com a valorização da memória negra, dos saberes ancestrais e das expressões culturais afro-brasileiras. A conquista representa um avanço para a democratização do acesso à cultura e para o fortalecimento da identidade histórica do Amapá.
Com o reconhecimento federal, o acervo amapaense amplia suas possibilidades de atuação, articulação institucional e acesso a políticas públicas voltadas ao setor cultural.
Alunos da rede municipal iniciam o ano letivo com fardamento novo, materiais didáticos e escolas preparadas para receber a comunidade escolar. Foto: Fernando Teixeira/PMBV
O início do Ano Letivo 2026 movimentou a Rede Municipal de Ensino de Boa Vista nesta segunda-feira, 2, com o retorno de mais de 54 mil estudantes às salas de aula. As atividades foram retomadas em 145 unidades escolares, entre escolas urbanas, indígenas e do campo, marcando o começo de mais um ciclo educacional para crianças e adolescentes da capital.
Para garantir melhores condições de aprendizagem, os alunos iniciaram o ano com fardamento novo e materiais didáticos, além de estrutura pedagógica preparada para receber a comunidade escolar.
A professora Débora Sales, da Escola Municipal Aquilino da Mota Duarte, que atua há 13 anos na Rede Municipal de Ensino, ressaltou a preparação dos profissionais para o início do período letivo.
Professora Débora Sales destaca o acolhimento dos alunos e a preparação da rede para o início do ano letivo. Foto: Francisco Sena/PMBV
“Todos os profissionais da rede participaram da Semana Pedagógica, um evento importante e fundamental para iniciarmos o ano letivo alinhados. Nesta primeira semana estamos fazendo o acolhimento dos alunos, fortalecendo o vínculo com a escola, com os professores e com os colegas, para que eles se sintam seguros, motivados e preparados para aprender”, disse.
“É um prazer voltar para a sala de aula, rever minha professora, amigos e conhecer os novos colegas”, disse a aluna Yelena. Foto: Francisco Sena/PMBV
Entre os alunos, o primeiro dia foi marcado por reencontros e expectativa. A estudante Yelena Castro da Costa, de 10 anos, do 5º ano, comemorou o retorno às aulas.
“É um prazer voltar para a sala de aula, rever minha professora, amigos e conhecer os novos colegas. Minhas disciplinas favoritas são história e ciências”, falou.
Já Ágata Gabriela, também de 10 anos e aluna do 5º ano, contou que esperava muito pelo retorno à escola. “Aproveitei muito as férias. Brinquei, me diverti muito com a minha família. Viajei para o interior, tomei banho de igarapé, mas já estava ansiosa para voltar”, relatou.
Ano Letivo 2026 terá 812 horas de aulas distribuídas em 203 dias na rede municipal. Foto: Fernando Teixeira/PMBV
Ano Letivo 2026
Terá carga horária mínima de 812 horas, distribuídas em 203 dias de atividade escolar, excluídos os períodos de recreio, momentos cívicos e avaliações de recuperação final. Para aprovação, será exigida frequência mínima de 60% na Pré-Escola e 75% no Ensino Fundamental e Educação de Jovens e Adultos (EJA).
Imagem ilustrativa de abelhas produzindo mel. Foto: Emersom Martins/Sepror AM
O mel brasileiro avança no mercado internacional com a assinatura de um Contrato de Parceria e Cooperação para exportação ao mercado italiano. O acordo foi firmado durante a participação da Cooperativa dos Apicultores do Estado do Amapá (Coopermel) na feira internacional Gulfood, em Dubai, e marca um novo patamar para a Rota do Mel, apoiada pelo Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR).
O contrato estabelece uma colaboração estratégica entre a Coopermel, a Cooperativa de Apicultores e Agricultores Familiares do Norte de Minas (Coopemapi) e a Cooperativa Agropecuária Regional de Palmeira dos Índios (Carpil).
A Coopermel utilizará a parceria da Coopemapi com a Itália para exportar cinco toneladas de mel para a Itália. O objetivo é otimizar os processos de beneficiamento, processamento e envase do mel, elevando padrões de qualidade, ampliando a escala operacional e garantindo competitividade para atender às exigências do mercado internacional.
Contrato firmado em Dubai abre mercado italiano para o mel produzido no Amapá. Foto: Divulgação/MIDR
Internacionalização do mel amapaense
A formalização do acordo representa um avanço concreto na estratégia de internacionalização da produção apícola brasileira, conectando cooperativas de diferentes regiões do país e fortalecendo cadeias produtivas estruturadas a partir de políticas públicas de desenvolvimento regional. A iniciativa cria novas oportunidades de negócios, amplia a geração de renda nos territórios e estimula a adoção de práticas produtivas mais eficientes e sustentáveis.
A assinatura do contrato contou com o acompanhamento da secretária de Estado do Desenvolvimento Rural do Amapá, Beatriz Barros, e com a presença do secretário Nacional de Políticas de Desenvolvimento Regional e Territorial do MIDR, Daniel Fortunato, reforçando a atuação integrada entre o Governo Federal e o Governo do Estado do Amapá no apoio à inserção de produtos da agricultura familiar em mercados globais.
“Estar aqui em Dubai é a realização de um sonho para cada família de apicultores da nossa cooperativa. Trazer o nosso mel orgânico, produzido em Porto Grande, para o centro do comércio mundial prova que o mundo valoriza o que é feito com respeito à floresta”, afirmou o presidente da Coopermel, Júlio César Avelar.
“Assinamos um contrato de intenção de compra com o governo da Itália e com a Coopemapi (Norte de Minas Gerais) para unirmos forças. Ficamos em uma posição estratégica, pois podemos exportar nosso mel pelo Porto de Santana. Quero agradecer ao ministro Waldez Góes pela oportunidade, pois estar numa feira como essa é um sonho, é vital para colocarmos o nosso mel no mundo. Já tivemos a oficina para criar a Rota do Mel no Amapá e o mutirão de microcrédito”, declarou o presidente Júlio.
“Tem pouco tempo que fizemos a oficina e implementamos o polo do Mel no Amapá e já está dando resultado, visibilidade e retorno. Essa é uma das importâncias de estar inserido na Rota de Integração Nacional e certamente colheremos muito mais frutos. Isso mostra como a agricultura familiar e as cooperativas têm um valor que poucos conhecem”, observou o secretário Daniel Fortunato.
A participação na feira, articulada com o MIDR e a ApexBrasil, visa transformar o Amapá em um fornecedor global da bioeconomia. Para a gestão estadual, o objetivo é garantir que o crescimento econômico chegue diretamente às famílias rurais, inserindo o pequeno produtor nas Rotas de Integração Nacional e em novas agendas de negócios.
Além de viabilizar a exportação para a Itália, o acordo contribui para consolidar o Amapá como polo produtor de mel de excelência, fortalece a agricultura familiar e impulsiona a bioeconomia. Os desdobramentos da parceria também ampliam o alcance da Rota do Mel, criando um ambiente favorável à cooperação entre cooperativas, à inovação nos processos produtivos e à valorização dos produtos brasileiros no exterior.
Açaí na Argélia
A iniciativa conta com o apoio do MIDR, por meio da estratégia Rotas de Integração Nacional, que atua no fortalecimento de sistemas produtivos locais e na promoção do desenvolvimento regional sustentável. Inserida na Rota do Açaí, a Cooperativa Central de Comercialização Extrativista do Estado do Amazonas (Amazonbai) fechou contrato para vender produtos para a Argélia.
“Estou muito feliz porque a Amazonbai não é mais queridinha só no Norte do Brasil, mas está aparecendo no mundo inteiro também. Fez muito sucesso na feira, quando estivemos lá no Egito, e a Arábia Saudita teve muita curiosidade para conhecer de perto e provar o açaí. E isso é fruto do esforço do ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, que aposta no poder que tem a Rota de Integração Nacional e a força que isso pode contribuir para desenvolver territórios, a partir da valorização do saber regional de cada cooperado”, pontuou o secretário Nacional de Desenvolvimento Regional e Territorial do MIDR, Daniel Fortunato.
Com atuação no Arquipélago do Bailique, na foz do Rio Amazonas, a cooperativa reúne produtores que conciliam a produção de açaí com a conservação da biodiversidade. Criada em 2017, a Amazonbai surgiu com o objetivo de melhorar as condições de comercialização do produto e assegurar maior autonomia aos produtores. Ao longo dos anos, o modelo de produção sustentável se consolidou como uma alternativa para o desenvolvimento das comunidades locais e a proteção da floresta.
“Estou aqui representando mais de 20 mil agricultores rurais da Foz do Rio Amazonas, por meio de uma parceria que temos com a Rota do Açaí no estado do Amapá. Hoje estamos com maior visibilidade graças ao ministro Waldez e ao secretário Daniel que estão dando visibilidade para o pequeno produtor participar dessas feiras tão importantes no mercado internacional”, comemorou o presidente da Amazonbai, Amiraldo Picanço, que fez questão de agradecer os equipamentos entregues pelo MIDR.
IA Arandu integra a plataforma Círculos Indígenas, que une saber ancestral, tecnologia e autonomia econômica. Foto: Divulgação/Recode
A tradição que sustenta a preservação cultural dos povos indígenas agora também impulsiona a inovação tecnológica. Mulheres de diversas etnias se uniram para criar uma Inteligência Artificial (IA) pensada e administrada exclusivamente por elas: a Arandu. A ferramenta, cujo nome significa “sabedoria” em tupi-guarani, integra a plataforma Círculos Indígenas, que reúne múltiplas funcionalidades e atua como uma espécie de guardiã digital dos valores, saberes e tradições dos povos originários do Brasil.
Na plataforma que abriga a IA Arandu, as participantes produzem, editam, distribuem conteúdos, registram saberes tradicionais em formato digital e comercializam produtos e criações desenvolvidas nas aldeias, fortalecendo a autonomia econômica das comunidades.
A iniciativa, construída de forma coletiva ao longo de 2025, a partir de uma convocação da ONG Recode, nasce da necessidade de fortalecer redes de apoio de mulheres indígenas, preservar conhecimentos ancestrais e ampliar suas vozes, integrando a tecnologia de maneira respeitosa, sem romper com as tradições.
Grupos indígenas
Atualmente, o grupo está distribuído pelo Distrito Federal e por 12 estados brasileiros: Acre, Amazonas, Bahia, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Pará, Paraíba, Rondônia, Roraima, Santa Catarina e Tocantins. A meta é alcançar 240 participantes até 2026. As inscrições para a terceira turma, com 160 novas vagas, já estão abertas (clique aqui).
“As mulheres indígenas enfrentam, historicamente, barreiras estruturais de acesso à tecnologia, às oportunidades econômicas e aos meios de comunicação. Esse movimento nasce para reverter esse cenário e garantir que essas vozes sejam protagonistas de suas próprias narrativas”, afirma Rodrigo Baggio, fundador e CEO da ONG Recode.
Segundo ele, o grupo reúne representantes dos povos Pataxó, Pataxó Hãhãhãe, Guajajara, Terena, Apurinã, Juruna (Yudjá), Wapichana, Boe Bororo e Kaxinawá, entre outros, fortalecendo uma rede de comunicadoras que atua a partir de diferentes territórios, línguas e tradições.
Uma dessas vozes é a de Júlia Tainá, de 38 anos, participante do projeto. Para ela, que é do Acre, a iniciativa representou um verdadeiro despertar — um caminho de reconexão com a própria história e de construção de um espaço seguro de expressão.
“Dos meus quatro avós, três eram indígenas e um era espanhol, uma típica história brasileira. Meus avós indígenas eram das etnias Manchineri, Pataxó e Tupinambá. Nasci mais próxima da minha história Manchineri, aqui no Acre. Sou uma indígena em contexto urbano, não por opção, mas por conta da trajetória da minha família. Ao participar de projetos como este, ouvindo outras histórias e realidades, fui me sentindo pertencente e segura. Era como estar em um território, ainda que virtual, onde eu podia, de fato, me comunicar”, celebra Júlia.
Essa vivência moldou sua visão sobre o papel da tecnologia como ferramenta de fortalecimento cultural. “A IA ajuda a organizar nossas ideias, na descrição das peças, na forma de contar a história, de compartilhar o que produzimos. Ela nos apoia a estruturar nossas falas e a aprender a nos comunicar do nosso jeito. Porque é dessa forma que conseguimos impactar o futuro, sem abrir mão de quem somos”.
Conhecimentos podem ser adicionados na plataforma digital. Foto: Reprodução
Autonomia e geração de renda
Na plataforma digital, as participantes têm acesso a ferramentas intuitivas para criação, edição e distribuição de conteúdos em texto, vídeo, áudio e formatos visuais. O ambiente também funciona como um acervo digital voltado ao registro e à valorização de saberes tradicionais, sempre com respeito aos contextos culturais e aos direitos coletivos.
Outro destaque é a possibilidade de geração de renda, por meio de espaços que ainda estão sendo aprimorados e que vão funcionar como um e-commerce para a comercialização de produtos e conteúdos criados nas aldeias. Já a Arandu oferece suporte à tradução entre línguas indígenas e o português, além de sugestões de formatos de conteúdo e análises de engajamento, sempre com uso ético e supervisionado.
“A Arandu nasce do encontro entre tecnologia e conhecimento ancestral, mostrando que é possível desenvolver Inteligência Artificial de forma ética, diversa e alinhada às realidades dos povos indígenas”, conclui Rodrigo.
Analisar a importância e as possibilidades da produção e comercialização da farinha foi o objetivo do projeto “A produção da farinha de mandioca: entre tradição, subsistência e valorização do setor primário no Ensino de Geografia na Escola Estadual Professor Octaviano Cardoso”.
A pesquisa foi coordenada por Emanuel Tavares da Cruz, professor de Geografia, da Secretaria de Estado de Educação e Desporto Escolar (Seduc), e realizada com apoio do Governo do Amazonas, por meio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), no âmbito do Programa Ciência na Escola (PCE), edital n° 002/2024.
O estudo foi realizado como parte da disciplina de Geografia na Escola Estadual Professor Otaviano Cardoso, localizada no distrito de Cametá do Ramos, no município de Barreirinha (distante a 331 quilômetros de Manaus), com estudantes do 2° ano do Ensino Médio.
Foto: Emanuel Tavares da Cruz/Acervo pessoal
A ideia era compreender a dinâmica da atividade da produção e comercialização da farinha. Para isso, foram realizadas leituras sobre o setor primário da agricultura, bem como a respeito da fabricação, além de visitas em campo em uma colônia da comunidade, com a participação de agricultores locais.
Na ocasião, foram aplicados questionários aos alunos, com o intuito de analisar suas percepções e entendimentos sobre a produção, além de entrevistas semiestruturadas com os produtores da farinha de mandioca sobre o modo de produção, comercialização e suas experiências.
Produção da farinha
A pesquisa levou em consideração que a produção de farinha de mandioca é uma atividade laboral muito comum nas comunidades tradicionais na região norte do Brasil, sendo parte do setor primário e da agricultura familiar, além de uma herança milenar e importante fonte de renda.
“A pesquisa foi de importância significativa para os alunos ao relacionarem os conhecimentos teóricos adquiridos em sala de aula com a prática através da observação no ambiente de trabalho do agricultor, utilizando-se de leituras bibliográficas por meio dos aportes teóricos da Geografia”, explicou Emanuel Tavares.
De acordo com o professor, a expectativa a longo prazo é que este projeto seja um exemplo de como é possível dinamizar o ensino da Geografia ao incentivar o protagonismo da população local, o que pode contribuir para a manutenção de sua identidade cultural.
“Queremos trazer esperanças para alunos e professores, quanto à prática docente, na busca por um ensino de mais qualidade, dinâmico, reflexivo, democrático, efetivo e realista”, ressaltou o coordenador.