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‘Amazônia Que Eu Quero’: projeto é lançado pela primeira vez em Brasília

Foto: Divulgação

O projeto ‘Amazônia Que Eu Quero (AMQQ)’ chega à sua 5ª edição e, pela primeira vez, será lançado na capital federal. O evento acontece no dia 4 de março, às 14h30, no Salão Negro do Congresso Nacional, em Brasília.

Com o tema ‘Democracia na Era Digital: O uso das novas tecnologias no processo eleitoral’, a edição 2026 vai discutir os impactos da tecnologia nas eleições, os desafios da regulação das plataformas digitais e o fortalecimento das instituições democráticas.

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Realizado pela Fundação Rede Amazônica (FRAM) e iniciativa do Grupo Rede Amazônica, o projeto reúne especialistas, representantes institucionais e sociedade civil para debater propostas construídas a partir da realidade da Região Norte.

As discussões resultam na elaboração do Caderno de Soluções, documento que reúne contribuições voltadas à formulação de políticas públicas.

Conheça o projeto AQUI.

'Amazônia Que Eu Quero' em Roraima
O projeto já teve edições em vários estados da Amazônia. Foto: Divulgação

Amazônia Que Eu Quero 2026: Democracia na Era Digital

A programação contará com palestra magna de Marcelo Bechara, Diretor de Relações Institucionais em Mídias e Regulação do Grupo Globo e membro do Conselho Superior da Abert.

A transmissão ao vivo será às 15h (horário de Brasília) pelo G1 Amazonas, G1 Acre, G1 Amapá, G1 Roraima, G1 Rondônia, Portal Amazônia e Amazon Sat.

Sobre o projeto

Criado em 2019, o Amazônia Que Eu Quero é uma iniciativa da Fundação Rede Amazônica, em parceria com o Grupo Rede Amazônica. O projeto promove a educação política e socioambiental, incentivando a participação da população e o diálogo com diferentes setores da sociedade. Também realiza o levantamento de propostas junto a gestores públicos, com foco no desenvolvimento sustentável da região.

Descoberta de palmeiras albinas reflete alto grau de preservação em Estação Ecológica no Acre

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Exemplares de palmeira-urucuri albina, sem clorofila, são fenômenos raros na natureza e reforçam a importância da proteção integral para a variabilidade genética das espécies. Foto: Rita Portela

A descoberta de dois exemplares de palmeira ouricuri albinas na Estação Ecológica (Esec) Rio Acre, no interior do Acre, revela o elevado nível de preservação da unidade de conservação (UC) federal de proteção integral. O achado é considerado um fenômeno raro: sem clorofila, as plantas dependem de um ecossistema extremamente equilibrado para existir. 

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Para a pesquisadora Rita Portela, professora do Programa de Pós-Graduação em Ecologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a integridade da área é o que permite tal excentricidade biológica. 

“Nunca estive em uma unidade tão bem conservada. Isso propicia uma maior variabilidade de metabolismo e de fisiologia dos indivíduos de uma espécie”, afirma.

Segundo ela, a Esec é uma referência de proteção na Amazônia e um laboratório vivo essencial para entender espécies que podem enfrentar riscos existenciais devido à mudança do clima. 

Palmeira albina indica estado de conservação

Diferente dos parques nacionais, as estações ecológicas possuem regras restritas: a visitação é exclusiva para fins educacionais e científicos. Foi justamente durante uma expedição de campo, parceria entre UFRJ e a Universidade Federal do Acre (UFAC), com apoio do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), que as palmeiras foram identificadas. 

A ouricuri é considerada um recurso-chave no ecossistema local, servindo de alimento para grande parte da fauna, como araras e macacos; entretanto, o albinismo em plantas é um desafio à sobrevivência, já que a falta de clorofila impede a fotossíntese, pontua a professora. 

“Os únicos relatos existentes de albinismo em plantas eram relacionados a cultivos, como tabaco e cacau, ou espécies de laboratório”, explica Portela, que estuda palmeiras há 20 anos. 

Apoio e Monitoramento 

O financiamento da missão foi viabilizado pelo Programa Áreas Protegidas da Amazônia (Arpa), coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente e da Mudança do Clima (MMA), com gestão financeira do Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio).

O Arpa é reconhecido como a maior iniciativa de conservação de florestas tropicais do mundo, apoiando atualmente 120 UCs federais e estaduais na Amazônia brasileira. Além do fomento a pesquisas, o programa é fundamental para fortalecer o ICMBio na gestão, fiscalização e infraestrutura das áreas protegidas. 

Após a descoberta, os agentes temporários da Esec Rio Acre irão monitorar a evolução das palmeiras albinas, que enfrentam o desafio biológico de sobreviver sem o processo natural de fotossíntese. 

Estação Ecológica Rio Acre 

Criada em 1981, a unidade protege uma área de quase 80 mil hectares, equivalente ao território de Santa Catarina. Caracterizada como uma floresta ombrófila aberta, com forte presença de palmeiras e bambus, a Esec é um reduto de biodiversidade.

Estação Ecológica Rio Acre esconde palmeiras albinas
Estação Ecológica Rio Acre. Foto: Reprodução/Arquivo ESEC AC

Recentemente, registros de onças-pintadas em comportamento de caça reforçaram a posição da UC como um ambiente de equilíbrio ecológico, com mínima interferência humana, restrita a medidas de restauração, preservação ecológica e coleta de componentes com finalidades científicas.

*Com informações do ICMBio

Sete dicas de consumo consciente para evitar desperdício e preservar o meio ambiente

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Reduzir o desperdício. Incentivar cadeias produtivas sustentáveis. Educação ambiental. Ensinar sobre o consumo eficiente de recursos. Atualmente esses tópicos tem sido cada vez mais enfatizados mundo à fora em função da busca pelo consumo consciente e responsável como objetivo de preservar o planeta criando um ambiente propício para as próximas gerações.

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Um exemplo é o uso dos “3 R’s” para incentivar essa consciência:

  • Reutilizar o que for possível,
  • Recusar o que for desnecessário
  • e Reduzir para evitar desperdícios.

Para saber usar essas propostas, pense antes de qualquer decisão: “Eu realmente preciso disso?”. A sustentabilidade, que tanto se busca e cobra, parte de cada indivíduo, que deve aprender e considerar os impactos de suas escolhas tanto no meio ambiente quanto na sociedade como um todo. Por isso essa pergunta possui um peso tão relevante.  

Assim, priorizar necessidades ao invés dos desejos, aprender a reutilizar e reciclar o que for possível, além de escolher empresas éticas para promover a sustentabilidade, o bem-estar social e a economia de recursos, são atos básicos de consumo consciente.

Leia também: DIA D: Consciência Limpa terá dia dedicado à serviços, educação ambiental e descarte sustentável no Acre

Sete dicas de consumo consciente para evitar desperdício e preservar o meio ambiente

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Consciência Limpa

O Consciência Limpa é uma realização da Fundação Rede Amazônica (FRAM), com apoio da Energisa, Secretaria de Estado do Meio Ambiente (SEMA AC), Governo do Acre e apoio institucional daOrganização em Centros de Atendimento (OCA), Secretaria de Estado de Administração do Acre (SEAD AC), Life Show Produções e Eventos, Instituto Descarte Correto e Duque Sustentabilidade.

Saiba quais serviços fazem parte do Consciência Limpa 2026 em Rio Branco

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Foto: Ludymila Maia/OCA AC

O Projeto Consciência Limpa busca mudar hábitos na Amazônia por meio de educação, ações práticas e comunicação. Realizado pela Fundação Rede Amazônica (FRAM), o objetivo é reforçar o compromisso com a sustentabilidade e com a melhoria da qualidade de vida da população.

Em 2026, o projeto retorna ao Acre, com uma agenda extensa de atividades e disponibiliza serviços como imunização, negociação de dívidas e emissão de documentos, além de coleta de resíduos eletrônicos e óleo de cozinha com o apoio de parceiros no estado.

Leia também: Projeto Consciência Limpa promove educação ambiental e sustentabilidade no Acre

Ações do Consciência Limpa no Lago do Amor

As ações do Consciência Limpa em Rio Branco (AC) ocorrem no sábado (28) no Lago do Amor, localizado na Rodovia BR 364 AC, n° 4464, no Jardim Primavera, a partir das 15h até as 19h.

Serviços de saúde, jurídicos, negociação de dívidas, imunização, Cadastro Ambiental Rural (CAR), atividades recreativas e emissão de documentos também estão na lista de serviços que serão disponibilizados aos visitantes. Mais de 20 expositores estarão presentes na ação de conscientização.

Lago do amor em rio branco terá serviços do  consciência limpa
Foto: Reprodução/Google Maps

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Entre os parceiros estão a Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema), que irá fazer a troca de mil mudas pelo descarte correto dos resíduos eletrônicos e de óleo de cozinha’; e a OCA Móvel, com dezenas de serviços voltados à cidadania. Confira alguns dos serviços:

  • Atendimento jurídico (cível e previdenciário) com a OAB-AC;
  • Emissão de documentos e serviços sociais (Cadastro Único, alistamento militar, entre outros) com a OCA;
  • Atendimento ao público, negociações e orientações de segurança elétrica com a Energisa;
  • Testes rápidos, clínico geral e vacinação com apoio de unidades parceiras;
  • Atividades recreativas e educativas para públicos de todas as idades;
  • Espaços de orientação e capacitação sobre temas relacionados à sustentabilidade e ao consumo responsável;
  • Serviços do INSS;
  • Título Eleitor;
  • Cadastro de Microempreendedor Individual (MEI);
  • Agendamentos para retirar passaportes, para Receita Federal e Previdência Social;
  • Carteira Interestadual;
  • Atendimento no Procon-AC;
  • Serviço do Instituto de Identificação
  • Atendimento a estrangeiros com autorização de residência;
  • entre outros.

Leia também: DIA D: Consciência Limpa terá dia dedicado à serviços, educação ambiental e descarte sustentável no Acre

Consciência Limpa

O Consciência Limpa é uma realização da Fundação Rede Amazônica (FRAM), com apoio da Energisa, Secretaria de Estado do Meio Ambiente (SEMA AC), Governo do Acre e apoio institucional daOrganização em Centros de Atendimento (OCA), Secretaria de Estado de Administração do Acre (SEAD AC), Life Show Produções e Eventos, Instituto Descarte Correto e Duque Sustentabilidade.

O que é sustentabilidade? Entenda como o termo surgiu e qual seu propósito

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O projeto Consciência Limpa, realizado pela Fundação Rede Amazônica (FRAM), que atua há mais de 20 anos na Região Norte, promove educação ambiental, sustentabilidade e a participação da comunidade em práticas responsáveis para a preservação dos recursos naturais.

No Acre, o projeto chega pela segunda vez com estratégias educativas e ações práticas para transformar conhecimento em atitudes sustentáveis.

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A destinação correta de resíduos, economia circular e consumo consciente são bases para promover o entendimento na população sobre seu papel, tanto individual quanto em conjunto.

No entanto, apesar do termo ‘sustentabilidade’ ser comum atualmente e representar um propósito para o futuro, é preciso retornar à sua origem em alguns momentos para compreender a profundidade e abrangência de seu significado.

Leia também: DIA D: Consciência Limpa terá dia dedicado à serviços, educação ambiental e descarte sustentável no Acre

Como surgiu? Ainda segue a ideia original? Algumas perguntas geraram dez pontos de curiosidade sobre a evolução da sustentabilidade não só na Amazônia, mas de modo global.

Confira algumas informações sobre a sustentabilidade:

Leia também: Projeto Consciência Limpa promove educação ambiental e sustentabilidade no Acre

Consciência Limpa

O Consciência Limpa é uma realização da Fundação Rede Amazônica (FRAM), com apoio da Energisa, Secretaria de Estado do Meio Ambiente (SEMA AC), Governo do Acre e apoio institucional daOrganização em Centros de Atendimento (OCA), Secretaria de Estado de Administração do Acre (SEAD AC), Life Show Produções e Eventos, Instituto Descarte Correto e Duque Sustentabilidade.

Acesso à cultura e talento local marcam edição de fevereiro do Cine Paricá no Amazonas

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Exibição gratuita acontece às 18h30 com pipoca, refrigerante e homenagem à atriz Rosa Malagueta. Foto: Divulgação

A Vila de Paricatuba, no Amazonas, recebe neste sábado (28), mais uma edição do projeto Cine Paricá. A sessão acontecerá na Quadra Poliesportiva Francisco Barbosa de Souza, ao lado do campo de futebol, com entrada gratuita e distribuição de pipoca e refrigerante para o público. A exibição começa a partir das 18h30.

O destaque da noite é a estreia do longa-metragem ‘O Velho Fantástico’, produção da Branca3 Filmes, com roteiro e direção de Augustto Gomes. O filme, que possui classificação indicativa livre e duração de 90 minutos, foi gravado na própria Vila de Paricatuba e conta com a participação de moradores da comunidade.

A trama acompanha Ivan, um menino da cidade grande que, devido à grave doença da mãe, passa a morar com a avó em uma pequena vila no interior do Amazonas. No novo ambiente, ele faz amizades e é incentivado a buscar a cura da mãe por meio de um ser mítico que habita o coração da selva. Movido pela fé e pela esperança, o garoto inicia uma jornada pela floresta, enfrentando desafios e vivendo grandes aventuras.

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cine paricá
Foto: Divulgação

O elenco reúne nomes como José Gomes, Rosa Malagueta, Francy Junior, Liliane Machado e Fioravante Almeida, além de diversos talentos locais. Nesta edição do Cine Paricá, Rosa Malagueta será a atriz homenageada da noite, em reconhecimento à sua contribuição artística e participação no filme.

De acordo com o produtor executivo da obra, Jorgemar Monteiro, a experiência de filmar na vila foi determinante para a autenticidade da produção.

“O Velho Fantástico nasce do desejo de contar histórias da Amazônia com a própria Amazônia. Filmar em Paricatuba foi especial porque encontramos cenários naturais incríveis e, principalmente, pessoas talentosas e comprometidas. Trabalhar com moradores da vila trouxe verdade e emoção ao filme. Exibir essa produção aqui é devolver à comunidade uma história que também é dela”, destacou.

Leia também: Cine Paricá abre temporada 2026 com homenagem a Moacy Freitas na Vila de Paricatuba

Cine Paricá propõe acesso à cultura amazonense

Para a líder comunitária Jacqueline Lins, o projeto representa mais do que entretenimento. “O Cine Paricá é muito importante porque traz cultura gratuita para as famílias da vila. É uma oportunidade para crianças, jovens e idosos viverem uma experiência diferente, se verem na tela e se sentirem valorizados. Isso fortalece nossa identidade e mostra que Paricatuba é rica em talento e cultura”, afirmou.

Idealizador e gestor do Cine Paricá, Anderson Mendes ressalta que a proposta do projeto é democratizar o acesso ao cinema e valorizar produções regionais.

“O Cine Paricá nasceu do sonho de levar cinema gratuito para nossa comunidade e fortalecer as histórias da Amazônia. Estrear um filme gravado aqui na vila é motivo de orgulho coletivo. Convidamos todos os moradores e também os turistas que visitam Paricatuba a participarem dessa noite especial, trazendo suas famílias para viver essa experiência de cinema sob as estrelas”, convidou.

Foto: Divulgação

De acordo com os realizadores, o Cine Paricá transforma espaços públicos da vila em salas de cinema ao ar livre, promovendo encontros comunitários e ampliando o acesso à produção audiovisual amazônica. A iniciativa integra as ações de fomento cultural realizadas no estado.

O Projeto Cine Paricá é realizado por meio da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, através do Fundo Estadual de Cultura, CONEC – Conselho Estadual de Cultura do Amazonas, Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa, Governo do Amazonas, Sistema Nacional de Cultura, Ministério da Cultura e Governo Federal.

Conta ainda com o apoio institucional de Viva Paricatuba, Centro Social de Paricatuba, Fundação Rede Amazônica, Ykamiabas Produções, MK Produções, Movimento das Mulheres Negras da Floresta – DANDARA, Branca3 Filmes e Feitoza Mídias.

Boa Vista amplia qualidade nutricional da merenda escolar

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Novo cardápio traz mais variedade e novas preparações à merenda escolar, fortalecendo a alimentação diária dos estudantes. Foto: Francisco Sena/PMBV

A merenda escolar da Rede Municipal de Ensino de Boa Vista está ainda mais diversificada em 2026. O cardápio passou por reformulação e ganhou novas preparações que já integram a rotina das unidades, ampliando a variedade das refeições oferecidas diariamente aos estudantes.

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Entre as novidades estão pratos como feijoadinha com arroz brasileirinho, arroz de horta, salpicão de frango, cuscuz nordestino e feijão tropeiro. As receitas foram planejadas para unir valor nutricional, identidade cultural e aceitação do público infantil.

A reformulação foi elaborada pela equipe de nutricionistas do município, seguindo as diretrizes do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE). Uma das responsáveis pelo planejamento, a nutricionista Letícia Bueno, explica que a inovação veio acompanhada de critérios técnicos rigorosos.

Boa Vista amplia qualidade nutricional da merenda escolar
Feijoadinha é uma das novidades do novo cardápio da Rede Municipal de Ensino, preparado com cuidado pela equipe de nutricionistas do município. Foto: Fernando Teixeira/PMBV

“Em 2026 a gente quis inovar no cardápio. Fizemos uma grande modificação, mas sempre baseados nas normativas do PNAE. Nosso cardápio é elaborado pela equipe de nutricionistas e leva em consideração a faixa etária de cada criança, os hábitos alimentares e a questão cultural”, destacou.

Segundo ela, cada preparação é calculada com base nas necessidades específicas dos alunos. “A alimentação escolar é fundamental para o desenvolvimento cognitivo e motor. Uma criança bem nutrida consegue aprender melhor e ter um desenvolvimento adequado. No cálculo do cardápio, consideramos macro e micronutrientes de acordo com a faixa etária, modalidade escolar e hábitos alimentares”, explicou.

Em 2025, a Prefeitura de Boa Vista distribuiu 1.548.906 quilos de alimentos às escolas da rede municipal. Desse total, mais de 52% foram hortifrútis frescos, adquiridos por meio de sete cooperativas locais, fortalecendo a economia da zona rural e garantindo alimentos de maior valor nutricional para os estudantes.

Leia também: Asfalto transforma a vida de produtores e comerciantes na zona rural de Boa Vista

Em 2025, a Prefeitura de Boa Vista distribuiu mais de 1,5 milhão de quilos de alimentos às escolas, com 52% de hortifrútis frescos da agricultura local. Foto: Francisco Sena/PMBV

Aprovação no refeitório

Na Escola Municipal Francisco Pedrosa, uma das unidades entregues recentemente, o feijão tropeiro foi servido no almoço e rapidamente virou assunto entre os pequenos. A novidade agradou.

Thomas Oliveira, de 5 anos, experimentou e aprovou. Disse que gostou muito e que estava “bem gostoso”.

Kauê Lima Mendes, também de 5 anos, repetiu o prato e contou, animado, que adorou e achou “delicioso”.

Já Alexa Rafaella elogiou não só a refeição, mas o ambiente escolar. Para ela, ficou “muito gostoso” — e a escola também está sendo motivo de alegria.

Na Escola Municipal Francisco Pedrosa, o feijão tropeiro conquistou os alunos: teve repeteco, elogios e muitos sorrisos no horário do almoço. Foto: Fernando Teixeira/PMBV

Referência nacional

O cuidado com a alimentação escolar já colocou Boa Vista em evidência no cenário nacional. Em janeiro deste ano, o Instituto Veritá divulgou pesquisa que avaliou a qualidade dos serviços públicos nas capitais brasileiras. Entre os destaques a merenda foi reconhecida como referência em qualidade e nutrição.

Indicadores de eficiência são criados para a cadeia da castanha-da-amazônia em Rondônia

O trabalho resultará no primeiro sistema de benchmarking da castanha-da-amazônia. Foto: Ronaldo Rosa

Embrapa Rondônia (RO) coordenará o desenvolvimento do primeiro sistema de benchmarking — metodologia de análise de mercado com base na comparação entre empresas concorrentes — da castanha-da-amazônia.. O trabalho deve preencher uma lacuna crítica na bioeconomia amazônica ao criar um sistema padronizado de indicadores de eficiência industrial no beneficiamento da castanha.

Leia também: Qual o termo certo: castanha do Pará, do Brasil ou da Amazônia?

O projeto de pesquisa foi um dos apenas seis selecionados no edital Projetos de Pesquisa em Economia Sustentável na Amazônia, promovido pelo Instituto Clima e Sociedade (iCS) em parceria com o Bezos Earth Fund. Ao edital concorreram 221 propostas apresentadas por instituições científicas da região.

“O benchmarking permitirá comparar o desempenho de diferentes beneficiadoras e propor melhorias técnicas e de gestão baseadas em evidências. Entre os indicadores a serem desenvolvidos estão: taxa de corte da matéria-prima, rendimento de produção e percentual de amêndoas quebradas — métricas que ajudarão as empresas a identificar gargalos e aprimorar seus processos”, explica a pesquisadora Lucia Wadt, líder do projeto e Chefe-Geral da Embrapa Rondônia.

A iniciativa começa com seis beneficiadoras parceiras dos estados do Pará, Amazonas, Rondônia e Mato Grosso, que aceitaram compartilhar dados sob sigilo e proteção da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). Cada participante receberá análises individualizadas e planos de melhoria específicos. Os dados agregados, processados e anonimizados servirão de base para recomendações setoriais e políticas públicas.

Além do foco técnico, o projeto busca articular políticas públicas e atores institucionais — como FinepSenai, Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e Embrapii — para integrar o benchmarking ao planejamento da bioeconomia nacional. A expectativa é que as evidências produzidas influenciem programas de financiamento, inovação e capacitação técnica, fortalecendo a competitividade das empresas e o valor econômico da floresta em pé.

Castanheira foto Patrícia Costa embrapa
Castanheira. Foto: Patrícia Costa/Embrapa

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Insidacores: salto estrutural

O benchmarking é uma metodologia consagrada no setor produtivo global, criada na década de 1980 na Xerox Corporation e usada por empresas líderes para comparar desempenhos e adotar melhores práticas. No entanto, nenhum setor da bioeconomia amazônica ainda dispõe de infraestrutura semelhante — o que, segundo os pesquisadores, explica parte da baixa competitividade regional.

Leia também: Portal Amazônia responde: qual a diferença entre economia verde e bioeconomia?

A ausência de padrões confiáveis de comparação impede que as beneficiadoras aprimorem sua produtividade e qualidade; reforçando portanto um modelo de concorrência baseado em preço, que desvaloriza o produto e o trabalho local.

De acordo com os coordenadores, a adoção do benchmarking no setor castanheiro representa um salto estrutural para a economia da floresta. A equipe do projeto considera que, com base em dados reais e comparáveis, será possível melhorar processos industriais, aumentar o valor agregado e criar incentivos econômicos para manter as castanheiras em pé.

Formação de jovens pesquisadores

“O projeto inclui um programa de formação de jovens pesquisadores em métodos de análise industrial e bioeconomia. As bolsas serão voltadas a estudantes de graduação e pós-graduação da Amazônia, com o objetivo de consolidar competências locais e garantir a replicação da metodologia em outras cadeias produtivas da sociobiodiversidade, como açaí, cupuaçu e andiroba”, destaca Maria Fernanda Berlingieri Durigan, pesquisadora da Embrapa Instrumentação(SP).

A equipe aplicará metodologias avançadas, como o Método de Análise Hierárquica (Analytic Hierarchy Process – AHP), para selecionar e validar indicadores de desempenho adicionais, que incorporarão dimensões de sustentabilidade ambiental, custos de produção e qualidade da castanha. Os dados coletados serão processados e validados em ambiente estatístico e utilizados para construir uma plataforma de análise comparativa, acessível apenas às instituições parceiras.

O projeto divide-se em três eixos complementares: eficiência operacional, com coleta e análise de dados industriais padronizados; políticas públicas e governança, mapeando marcos regulatórios e oportunidades de investimento; e formação de competências locais, com treinamento técnico e bolsas de pesquisa.

Segundo os pesquisadores, a economia sustentável amazônica depende de informação confiável e comparável para crescer. “Com o benchmarking, o setor da castanha-da-amazônia poderá orientar suas estratégias com base em evidências, atrair investimentos e conquistar novos mercados”, destaca Patricia da Costa, pesquisadora da Embrapa Meio Ambiente (SP).

Indicadores de eficiência são criados para a cadeia da castanha-da-amazônia em Rondônia
Projeto de pesquisa foca em castanhas. Foto: Ronaldo Rosa/Embrapa

Rede multi-institucional

O projeto será executado por uma rede multi-institucional que reúne a Embrapa Rondônia (líder), Embrapa Instrumentação, Embrapa Meio Ambiente, Embrapa Acre, Universidade Federal de Rondônia (UNIR), Universidade de Nova Iorque (NYU), Centro de Empreendedorismo da Amazônia (CEA), Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) e organizações da base produtiva da castanha-da-amazônia.

Cada parceiro contribuirá com competências suplementares: as unidades da Embrapa asseguram rigor técnico e inovação metodológica, as universidades formam novos pesquisadores, e o CEA e a ApexBrasil fortalecem a inserção empresarial e internacional do setor.

*O conteúdo foi originalmente publicado pela Embrapa

Entenda porquê consumir de forma consciente e sustentável é importante para o futuro

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Foto: Reprodução/Freepik

Consumir de forma consciente se torna essencial diante dos desafios ambientais e sociais enfrentados atualmente. Por isso, adotar práticas sustentáveis no dia a dia não significa apenas reduzir gastos, mas também contribuir diretamente para a preservação dos recursos naturais, para a diminuição da geração de resíduos e para a construção de um futuro mais equilibrado. 

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De acordo com o Serviço de Sustentabilidade da Câmara dos Deputados, o Ecocâmara, para consumir de forma consciente é preciso repensar hábitos e considerar os impactos positivos e negativos que as escolhas provocam no meio ambiente, na economia e na sociedade. 

O consumo consciente é uma das principais bandeiras do Projeto Consciência Limpa, da Fundação Rede Amazônica (FRAM). A iniciativa reforça a importância de analisar os impactos dos hábitos no dia a dia para reduzir prejuízos ambientais e promover um futuro mais sustentável. Com esse objetivo, o projeto destaca algumas dicas simples e práticas para ajudar a consumir de forma mais responsável.

Como consumir de forma consciente ?

O consumo consciente é muito importante na hora de fazer compras de modo geral. De acordo com o Instituto de Proteção e Defesa do Consumidor do Acre, evitar compras impulsivas é fundamental para manter o equilíbrio financeiro e reduzir o desperdício. 

Planejar as compras por meio de listas, estabelecer um orçamento, esperar alguns dias antes de adquirir um produto e evitar decisões motivadas por emoções são estratégias que ajudam a consumir de forma mais responsável. Essa mudança de comportamento beneficia também o meio ambiente, pois o consumo excessivo aumenta a exploração de recursos naturais e a produção de resíduos. 

Segundo o Ecocâmara, é essencial priorizar produtos duráveis, com embalagens recicláveis ou reutilizáveis e de procedência sustentável, além de dar preferência a alimentos frescos e produzidos localmente.

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As empresas também têm um papel importante nesse processo. De acordo com a Duque Sustentabilidade, uma empresa eco friendly é aquela organização que tem em sua cultura organizacional uma preocupação com o meio ambiente, ou seja, em seus processos, iniciativas e ações colocam a sustentabilidade como uma de suas prioridades principais.

Isso inclui o descarte correto de resíduos, a redução do desperdício, o uso eficiente de recursos naturais e o incentivo à reciclagem. O projeto orienta que estabelecimentos comerciais podem adotar iluminação em LED, reduzir o uso de papel, evitar o desperdício de água e priorizar fornecedores locais, diminuindo o impacto ambiental causado pelo transporte de mercadorias.

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Consumir de forma consciente
Consumir de forma consciente é essencial diante dos desafios ambientais e sociais enfrentados atualmente. Foto: Reprodução/Freepik

Outro ponto fundamental do consumo consciente é o descarte adequado dos resíduos. Segundo o Ecocâmara, essa prática prolonga a vida útil dos aterros sanitários e impacta diretamente a renda dos catadores, que podem ter seus ganhos ampliados com a correta separação dos materiais recicláveis. 

O descarte correto do óleo de cozinha usado aparece como uma das ações mais simples e eficientes para evitar danos ambientais. Segundo o Duque Sustentabilidade, o óleo de fritura não deve ser jogado na pia, no vaso sanitário, no solo ou em sacolas plásticas. 

Reutilizar o óleo de cozinha é consumir de forma consciente. Foto: Ude Valentine /Comunicação Mirante

O projeto orienta que o ideal é armazená-lo em garrafas PET ou recipientes adequados e encaminhá-lo para empresas especializadas na coleta e reciclagem do material, como forma de evitar a contaminação dos rios, dos lagos e do solo, além de contribuir para a economia circular.

O óleo deve ser guardado somente após esfriar, utilizando um funil para evitar vazamentos. Além disso, não é necessário filtrar o óleo antes de armazenar, e quando um volume significativo for acumulado, basta encaminhá-lo para a coleta especializada.

Descarte de eletrônicos

Outro tipo de produto descartado que precisa de atenção é o eletrônico. O Instituto Descarte Correto, que atua como centro de recondicionamento de computadores, recebe o descarte de cabos e carregadores, computadores e monitores, tvs e rádios, celulares e tablets, impressoras e teclados, e eletrodomésticos em geral.

Esses materiais também são prejudiciais para o meio ambiente se são forem descartados corretamente, em função dos seus componentes e tempo de decomposição, poluentes que podem ser evitados.

De acordo com o instituto, ensinar sobre descarte correto, consumo responsável e sustentabilidade “é plantar hoje as sementes de um futuro mais justo, equilibrado e possível para todos”. 

Por isso, somando pequenas atitudes, como armazenar corretamente o óleo de cozinha usado, evitar compras por impulso, escolher produtos com menos embalagens e apoiar empresas comprometidas com o meio ambiente, fazem uma grande diferença quando praticadas de forma contínua. 

E o que o descarte incorreto pode gerar? 

O óleo mal descartado é um exemplo de que as consequência não são mínimas como se pode pensar. Quando descartado de forma inadequada, o óleo pode causar uma série de impactos ambientais e, segundo a Duque Sustentabilidade, um dos principais problemas é a poluição do solo, comprometendo a qualidade e prejudicando o cultivo de plantas. 

Outro impacto significativo é a poluição da água, já que ao chegar aos rios e lagos, o óleo forma uma película na superfície que impede a passagem de luz solar e reduz a oxigenação da água, afetando diretamente peixes e outros organismos aquáticos.

Além dos danos ambientais, o descarte inadequado do óleo pode causar também problemas estruturais nas cidades, já que o resíduo pode se solidificar nas tubulações de esgoto e provocar enchentes. 

Consumir de forma consciente ajuda o meio ambiente. Foto: Repordução/Freepik

O impacto sobre a fauna também é preocupante, uma vez que aves aquáticas e peixes podem ter o corpo coberto pelo óleo, o que compromete a respiração e a mobilidade desses animais.

Por isso, o descarte correto do resíduo é considerado uma das medidas mais importantes para reduzir os danos ambientais causados pelas atividades domésticas e comerciais.

Consumir de forma consciente é um dos pilares da sustentabilidade, pois ao adotar práticas responsáveis, consumidores e empresas contribuem para a preservação dos recursos naturais para as próximas gerações. 

Método desenvolvido no Amazonas é capaz de reduzir mordidas de morcegos e amenizar risco de raiva

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Foto: Reprodução/Instituto Mamirauá

Uma estratégia simples, acessível e movida a energia solar mostrou-se eficaz na redução de ataques de morcego-vampiro (Desmodus rotundus), principal transmissor da raiva para humanos e animais de criação. Este é o principal resultado de um estudo realizado entre 2023 e 2024 na Reserva de Desenvolvimento Sustentável Amanã e na Floresta Nacional de Tefé, no estado do Amazonas, por pesquisadores do Instituto Mamirauá.

A pesquisa investigou se a iluminação noturna com lanternas solares poderia diminuir a ocorrência de mordidas de morcego-vampiro, única espécie que costuma se alimentar do sangue de seres humanos e é vetor da raiva, uma doença viral grave transmitida pela saliva de mamíferos infectados. Uma vez que os sintomas neurológicos se manifestam, a doença é quase sempre fatal, tornando a prevenção fundamental.

Leia também: Mapeamento de vírus em morcegos em Mato Grosso busca prevenir futuras zoonoses

Método e resultados da pesquisa

O estudo foi realizado através de entrevistas com 53 famílias, totalizando 224 pessoas, sobre a ocorrência de mordidas nos últimos seis meses. Dos entrevistados, constatou-se que 30% já haviam sido mordidos ao longo da vida, sendo que 19% haviam sido mordidos nos últimos seis meses.

Em seguida, a equipe do estudo distribuiu lanternas movidas a energia solar e orientou os entrevistados a utilizá-las durante a noite para iluminar o entorno das casas. Concomitantemente, foram capturados morcegos próximos às comunidades para testar a presença do vírus da raiva.

A coleta de material constatou que, felizmente, nenhum indivíduo estava infectado. Após seis meses, os pesquisadores retornaram para avaliar o impacto da intervenção.

As mordidas relatadas pelos moradores locais diminuíram significativamente, de 19% para apenas 3%, após a adoção das lanternas. Observou-se também que a adesão ao método proposto foi essencial: os indivíduos que usaram a lanterna todas as noites e a noite inteira foram menos mordidos.

De acordo com Isadora Lobato, pesquisadora do Instituto Mamirauá responsável pelo estudo, “nossos resultados evidenciam como garantir o acesso à educação e à energia, direitos básicos, pode se traduzir em uma forma de promoção da saúde e prevenção de doenças em comunidades ribeirinhas da Amazônia”.

“A elevada subnotificação de casos de mordidas por morcegos-vampiros observada no estudo representa um grande desafio para o planejamento de ações de saúde pública adequadas à realidade das populações ribeirinhas, destacando a relevância de pesquisas voltadas a esse tema”, conclui.

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Medidas de proteção e prevenção

Com base nas descobertas, os pesquisadores reforçam um conjunto de recomendações para reduzir o risco de mordidas por morcegos e contaminação por raiva. Para proteger as pessoas e animais de criação, é essencial usar iluminação noturna próximo ao local onde se dorme, como as lanternas solares testadas.

Além disso, utilizar mosquiteiros ao dormir e manter portas e janelas bem fechadas ao anoitecer também reduzem a probabilidade de ser mordido. Para a proteção dos animais de criação, as medidas incluem instalar telas em currais e abrigos, certificar-se de que a vacinação dos animais está em dia e abrigá-los à noite em locais fechados sempre que possível.

“Esses resultados e as medidas propostas podem ajudar a orientar futuras ações integradas de vigilância epidemiológica, que incluam educação em saúde e acesso à energia em áreas de difícil acesso da Amazônia”, argumenta Isadora. “Esperamos contribuir para a saúde pública e o bem-estar dessas comunidades”.

Os resultados da pesquisa, as medidas para prevenir mordidas de morcegos, além de fatos sobre morcegos e sobre a raiva estão contidos em uma cartilha de divulgação científica produzida pela equipe de pesquisadores. Essa cartilha será impressa e distribuída em comunidades das áreas de estudo com o intuito de trazer informações relevantes que possam ser acessadas pelo público geral, ajudando na prevenção de acidentes com morcegos.

Método desenvolvido no Amazonas é capaz de reduzir mordidas de morcegos e amenizar risco de raiva
Imagem: Reprodução/Instituto Mamirauá

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Este projeto foi possível graças à doação das lanternas solares pela empresa Schneider Electric. As lanternas também foram doadas para parteiras tradicionais do Amazonas, para auxiliar nos trabalhos de parto e acompanhamento em regiões com pouco acesso à energia elétrica.

O Instituto Mamirauá é uma Organização Social supervisionada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação que atua por meio de programas de pesquisa, manejo de recursos naturais e desenvolvimento social na Amazônia, tendo como linhas de ação principais a aplicação da ciência, tecnologia e inovação na conservação e uso sustentável da biodiversidade amazônica, bem como a construção e consolidação de tecnologias sociais e programas de manejo em parceria com comunidades tradicionais.

A cartilha pode ser acessada AQUI.

*Com informações do Instituto Mamirauá