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Quase metade da exploração ilegal de madeira em Mato Grosso foi registrada em áreas protegidas

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Exploração ilegal de madeira na Amazônia. Foto: Divulgação

Em 2024, 46% da área explorada de forma ilegal para fins madeireiros em Mato Grosso estava localizada em Terras Indígenas (TIs) e Unidades de Conservação (UCs). Foram 22,4 mil hectares explorados nessas categorias, o que representa um aumento de 85% em comparação com o período anterior. A informação consta em estudo da Rede Simex, que analisou dados de agosto de 2023 a julho de 2024.

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Ao todo, foram 190 mil hectares de florestas nativas exploradas para fins madeireiros no estado durante o período analisado. Desses, 74% (141 mil hectares) tiveram madeiras extraídas legalmente, com autorização válida e dentro da área autorizada. Outros 26% (49 mil hectares), no entanto, não tinham autorização. O número corresponde a um aumento de 2% em comparação com o ano anterior.   

exploração ilegal de madeira
Ao todo, foram 190 mil hectares de florestas nativas exploradas para fins madeireiros no estado durante o período analisado. Foto: Imazon

Os imóveis rurais privados costumavam ser responsáveis por mais da metade da exploração ilegal. Em 2024, contudo, a ilegalidade da exploração nessa categoria foi a menor da série histórica do Simex Mato Grosso, realizado pelo Instituto Centro de Vida (ICV) desde 2013. Foram 22,8 mil hectares explorados nessa categoria, sendo mais da metade concentrada em 30 propriedades.   

Por outro lado, a exploração ilegal de madeira em TIs e UCs aumentou. Foram 17,8 mil hectares e 4,6 mil explorados, respectivamente, sendo as TIs Aripuanã e Parque do Xingu e as UCs Reserva Extrativista Guariba/Roosevelt e o Parque Estadual Tucumã, em Colniza, as mais ameaçadas.   

Para o coordenador do Núcleo de Inteligência Territorial do ICV, Vinicius Silgueiro, o aumento da ilegalidade em áreas protegidas indica a falta de comando e controle efetivo e representa uma ameaça direta aos compromissos ambientais e sociais do estado.   

Extração legal de madeira cresce, mas atividade ilegal ainda é responsável por quase metade do total da atividade — Foto: Divulgação/Imazon
Os imóveis rurais privados costumavam ser responsáveis por mais da metade da exploração ilegal. Foto: Divulgação/Imazon

“Essa exploração ilegal acarreta degradação do habitat, perda de biodiversidade e aumenta o risco de incêndios. As ocorrências em terras indígenas violam direitos constitucionais e ameaçam a sobrevivência cultural e física dos povos”, disse.   

“Essa ilegalidade enfraquece todo o sistema de controle ambiental e a própria economia legal, porque cria uma concorrência desleal que desvaloriza e prejudica o setor de base florestal e as empresas que investem em boas práticas, agregação de valor e certificações de sua produção”, complementou.   

Como solução para as ilegalidades, Silgueiro apontou a combinação de fortalecimento da fiscalização, aprimoramento da rastreabilidade e transparência, incentivo à legalidade e ao manejo florestal sustentável.   

Leia também: Portal Amazônia responde: o que é grilagem de terras?

“A fiscalização precisa ser mais focada, ágil e punitiva para desmantelar as cadeias de ilegalidade. É preciso garantir eficácia total do recém-implantado Sisflora 2.0 na prática, verificando a acurácia dos dados de georreferenciamento e rendimento volumétrico, evitando que se torne apenas uma ferramenta burocrática. A legalidade precisa ser mais viável economicamente do que a ilegalidade”.

A Rede Simex

A Rede Simex é composta pelo Instituto Centro de Vida (ICV), Imazon e Imaflora. Para chegar a esses dados, as organizações identificam e mapeiam as áreas de exploração madeireira e cruzam com as informações sobre autorizações de exploração emitidas pelos órgãos ambientais. Para Mato Grosso, o mapeamento e a validação foram realizados por meio de uma cooperação técnica entre o ICV e a Coordenadoria de Geoprocessamento e Monitoramento ambiental (CGMA) da Secretaria de Meio Ambiente de Mato Grosso (Sema/MT).

*Com informações do Imazon

Estudo aponta que floresta se adaptaria à seca, mas sofreria grandes mudanças

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O estudo é coordenado pela UFPA e desenvolvido em cooperação científica com o Museu Goeldi e com outras instituições nacionais e internacionais. Foto: Reprodulção/Agência Brasil

A floresta é resiliente diante das mudanças climáticas!”, comemorou Antonio Carlos Lôla da Costa, professor titular aposentado da Universidade Federal do Pará (UFPA) e pesquisador voluntário do Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG). A conclusão é parte do estudo sobre a seca da floresta, Esecaflor, que acaba de completar 24 anos.

Os últimos resultados do experimento de longa duração mostraram que a floresta não entraria em colapso com a falta de chuvas. A natureza sofreria, mas reagiria e se adaptaria. No entanto, ganharia um novo formato: as árvores teriam a metade do porte, por exemplo. A reconfiguração traria consequências negativas para o ecossistema e essa é a má notícia.

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O estudo é coordenado pela UFPA e desenvolvido em cooperação científica com o Museu Goeldi e com outras instituições nacionais e internacionais, em dois hectares da Floresta Nacional de Caxiuanã dentro da Estação Científica Ferreira Penna (ECFPn), gerida pelo MPEG.

O Esecaflor teve início em novembro de 2001, com a cobertura de um hectare de floresta, em Caxiuanã, com 6 mil painéis plásticos (chamada de parcela de exclusão). Uma área do mesmo tamanho (parcela de controle), foi mantida nas condições normais para que fosse usada como testemunha para os experimentos realizados na parcela que recebeu o estudo.

Vista aérea de uma das torres metálicas do projeto de estudo Esecaflor, em Flona de Caxiuanã. Foto: Calil Torres/Esecaflor

As duas áreas foram delimitadas por trincheiras cavadas com profundidades variando de 50 a 150 centímetros. Também foram montadas duas torres metálicas com cerca de 40 metros de altura que permite o acesso às árvores para análises de fisiologia vegetal. Além disso, outras técnicas e instrumentos foram usados para monitoramento das espécies (da respiração e do crescimento, por exemplo) e das condições meteorológicas e do solo, dentre outros estudos. 

“Na prática, nós tínhamos uma área de 10 mil metros quadrados em que nós excluímos 50% da chuva, ou seja, metade da chuva não caía no solo; e outra em condições normais. Então, fazíamos medições e estudos na parcela natural e na outra com deficiência hídrica, e as diferenças, justamente, eram associadas a essa deficiência hídrica”, explicou o pesquisador, que é o coordenador nacional do projeto.

Mortalidade e adaptação

Lôla contou que, nos primeiros anos de estudo, não aconteceu nada, porque a floresta ainda tinha umidade. Mas, após cinco anos, começou uma grande mortalidade de plantas, ou seja, houve falta de água, e árvores maiores começaram a morrer. “Com 15 anos, já tínhamos perdido 40% da biomassa”, afirmou. A partir dessa reação, os pesquisadores pararam e perguntaram: a floresta vai entrar em colapso ou vai reagir? E começou mais uma gama de estudos nesse sentido. 

“E o resultado mais recente, publicado este ano, em março, foi que: nós tínhamos pouca água, e houve a perda de uma grande quantidade de árvores grandes. Mas a natureza, como é harmônica, reagiu. A pouca água que caía era redistribuída entre as árvores menores e elas começaram a apresentar um sinal de crescimento. Até então, elas estavam decrescendo, estavam morrendo. Mudou o pulso, aquele pulso decrescente se inverteu. Então, a floresta começou a reagir harmonicamente, aproveitando a pouca água que tinha. Conclusão: a floresta não vai entrar em colapso se o homem souber manejá-la adequadamente. Lembrando que isso é um experimento controlado, diferente de você meter máquinas e destruir 100, 200, 300 hectares em um dia. Aí não tem retorno mesmo!”, disse.

Menos chuvas, Floresta mais baixa e ciclos afetados

O estudo Esecaflor mostrou que as mudanças climáticas alteram as características da floresta. “A tendência é que as árvores grandes desapareçam, tornando o porte da floresta, no futuro, bem menor que o atual. Isso implicaria em mudanças no ciclo hidrológico, no ciclo de carbono, dentre outros ciclos biogeoquímicos (são movimentos e interações entre os elementos químicos dos seres vivos com a atmosfera, a litosfera e a hidrosfera do planeta)”, apontou o professor Lôla, destacando que a observação do experimento trouxe sinais positivos e negativos.

O bom sinal é a resiliência da floresta. Embora o solo ainda não esteja totalmente recomposto hidrologicamente, pode-se ver que a floresta reagiu. 

Leia Mais: Museu Paraense Emílio Goeldi realiza seminário sobre mudanças climáticas na Amazônia

O pesquisador adverte, no entanto, que essa conclusão ainda é precoce e deve ser analisada com ressalvas. A capacidade de reação e adaptação da floresta depende do tipo de impacto sofrido. Também deve ser considerado que, mesmo no experimento controlado,  nem todas as espécies sobreviveram, as mais vulneráveis morreram. E essa resiliência não significa também que a floresta se manterá intacta e com as mesmas características quando submetida a efeitos climáticos adversos, como mostrou o projeto. Nisso reside o alerta maior. 

Lôla apontou que, em Caxiuanã, as árvores têm um porte médio de 40 a 45 metros de altura. Na parcela experimental submetida à restrição de água, percebeu-se que o porte da floresta sofreu uma redução, uma vez que as maiores árvores morreram. Essa seria a tendência no futuro: uma floresta de menor porte.

Com a floresta mais baixa, haveria efeitos no ecossistema. O professor lembra que cada metro quadrado de floresta atual (da forma como existe hoje) manda para a atmosfera de três a quatro litros de água, por dia. A alteração do porte das árvores poderia, por exemplo, afetar a formação dos ‘rios voadores’, dentre outras consequências.

Área de estudo Esecaflor
Placa sinalizadora da área de experimento Esecaflor. Foto: Andréa Batista/MPEG

“Pode ser dito que, se persistirem as mudanças climáticas, com redução de chuvas, o porte da floresta vai sofrer redução. Haverá consequência para o ciclo hidrológico. Todos os ciclos biogeoquímicos vão ser alterados. Reduzindo a vegetação, as chuvas também serão reduzidas e mais dióxido de carbono será disponibilizado intensificando o efeito estufa, o que provocaria um aumento na temperatura global. Em outras palavras: a vegetação é fundamental para o equilíbrio hidrológico e térmico do planeta. É um ciclo muito preocupante. Nós estamos vendo hoje na mídia que todo dia acontecem catástrofes, tornados, enchentes e, isso já é a resposta da natureza às nossas agressões. A lição é: você mexe aqui, algum lugar vai sofrer”, disse o pesquisador.

O projeto de estudo, de mais de duas décadas completou um ano de uma nova etapa, no mês passado. Em novembro de 2024, após 23 anos, foi retirada a coberta feita com painéis plásticos que restringiam 50% das chuvas sobre a parcela experimental. Assim, as chuvas voltaram a cair em condições normais, iniciando uma nova etapa do estudo, cujos resultados ainda estão sendo aferidos.

“Os dados mostram que o estresse hídrico das duas parcelas está igual. Isso é apenas o início de uma nova fase”, disse o coordenador do Esecaflor. 

Leia também: Seca e estiagem: entenda as diferenças entre os fenômenos que ocorrem na Amazônia

Uma ciência não popularizada

O experimento do estudo Esecaflor oferece uma oportunidade de inúmeras pesquisas a partir de respostas da floresta tropical chuvosa quando submetida à redução da precipitação e, consequentemente, da umidade do solo. Nas duas últimas décadas, o experimento resultou em mais de 100 artigos internacionais publicados, mostrando o que acontece e o que pode acontecer em situação de secas. Antonio Carlos Lôla da Costa ressaltou que mais de 100 doutores e pós-doutores foram formados a partir da contribuição do projeto e dezenas de mestres foram inspirados.

“Ou seja, existe uma contribuição na qualificação de pessoas não só amazônicas, mas de todo o planeta. O grande problema, isso aí eu assumo, é que a ciência, infelizmente, ainda está distante da realidade, das pessoas fora da comunidade científica”, lamentou. 

O professor Lôla diz que fez várias tentativas de popularização da ciência relacionada ao estudo, mas que é preciso muito mais.

“Precisamos de cartilhas, precisamos de visitar as escolas, precisamos de mostrar de uma maneira simples o que a gente pode fazer para salvar a floresta. É possível! O resultado prático é justamente fazer o link entre a ciência e a comunidade. Isso realmente é uma lacuna que a gente tem que preencher o mais rápido possível. Temos duas situações: quem toma as decisões (os políticos), nunca pisou aqui; e a gente que faz, fala e conhece, não divulga. Então a popularização do conhecimento é certamente um dos objetivos que a gente vai correr atrás”, afirmou.

Ainda que faça a mea-culpa em relação à distância do conhecimento científico com a população, o pesquisador garante que todos podem ter acesso aos resultados do estudo realizado dentro do Esecaflor. “Todos os nossos artigos estão disponíveis, estão abertos. Só que o grande problema é: o cientista mostra o caminho, mas quem toma a decisão é o político. Nós só temos o caminho que temos que seguir, mas quem decide é o pessoal lá do colarinho branco. Então, os resultados estão disponíveis. Tudo o que está acontecendo agora, há 30 anos eu já falava”, disse, explicando que os experimentos do estudo da seca da floresta comprovam pontos que os cientistas já haviam levantado sobre como as mudanças climáticas afetam o meio ambiente e a vida no planeta. 

Nesses 24 anos de estudo Esecaflor, o pesquisador da UFPA e do MPEG destaca a parceria entre os cientistas e a comunidade do entorno da Estação Científica Ferreira Penna, que vai do trabalho de instalação e recuperação de equipamentos até a escuta das pessoas que moram na região.

“Quando você vai implantar um experimento em algum local, chega com tudo pronto e não escuta o pessoal da região, a chance de dar errado é muito grande. Desde o início, a gente sempre contou com o apoio local e procuramos integrar ao máximo a comunidade nas nossas atividades. Assim também a Estação Científica mudou a vida de muitas pessoas aqui”, disse.

Quem integra o estudo Esecaflor

Antonio Carlos Lôla da Costa, coordenador nacional do projeto Esecaflor, é graduado em Meteorologia, mestre em Agronomia (Meteorologia Agrícola) e doutor em Engenharia Ambiental. É professor titular aposentado da Universidade Federal do Pará e pesquisador voluntário do Museu Paraense Emílio Goeldi.

Desenvolve projetos de pesquisa em ecossistemas de manguezal, floresta tropical úmida e ambiente urbano na Amazônia Brasileira, com destaque em estudos de mudanças climáticas globais, clima urbano na Amazônia e conforto térmico em cidades equatoriais e tropicais. Tem experiência em construção de torres micrometeorológicas em ambiente de floresta, além de instrumentação, manutenção e operação de equipamentos meteorológicos.

Antônio Carlos Lôla, coordenador nacional do estudo Esecaflor e professor titular aposentado da UFPA. Foto: Arquivo Pessoal-Antônio Carlos

Além de Lôla, fazem parte da equipe do Esecaflor Patrick Meir, coordenador Internacional e pesquisador da Uedin/ANU; os pesquisadores João de Athaydes Silva Junior (UFPA), Leandro Valle Ferreira (MPEG), Lucy Rowland (Universidade Exeter), David Galbraith (Universidade Leeds), Oliver Binks (ANU), Ingrid Coughlin (ANU); e os pesquisadores colaboradores, Yadvinder Malhi (UOX), Ana Luisa Albernaz (MPEG) e Rafael Oliveira (Unicamp).

O meteorologista e doutor em engenharia ambiental ressalta que a equipe do Esecaflor é composta por profissionais abióticos, físicos, químicos e engenheiros. Não há no projeto profissionais das ciências humanas, por exemplo, embora haja espaço para todos.

“Serão muito bem-vindos os sociólogos, os antropólogos, os psicólogos, os jornalistas, os biólogos. Todos são bem-vindos, porque a ciência não se faz sozinha. A gente evoluiu muito no ramo científico de química da atmosfera, de mudanças climáticas, mas o ser humano, que é o maior impactado, ainda é uma lacuna, mas essa foi a estrutura básica do projeto. Então, todos estão convidados a contribuir, a melhorar essa nossa deficiência”, convidou Lôla.

Além do Museu Goeldi, estão envolvidas no projeto as seguintes instituições: Universidade Federal do Pará, Universidade de Edinburgh, Universidade de Exeter, Universidade  Nacional da Austrália, Programa de Grande Escala da Biosfera-Atmosfera na Amazônia (LBA), Universidade de Leeds, Universidade de Oxford, Universidade Estadual de Campinas e Universidade Federal do Amapá. Mais informações sobre o Esecaflor podem ser obtidas aqui.

*Com informações do Museu Goeldi

Seis cuidados para não passar mal no Réveillon

Secretaria de Saúde do Amapá (Sesa) orienta sobre hidratação, alimentação e cuidados básicos para evitar mal-estar durante os shows do maior Ano-Novo da Amazônia. Imagem gerada por IA/Sesa

Com uma programação que vai reunir milhares de pessoas no maior Ano-Novo da Amazônia, o Réveillon do Amapá exige alguns cuidados para que o público aproveite os shows com tranquilidade e segurança nos cinco dias de festa, de 27 a 31 de dezembro, no anfiteatro da Fortaleza de São José, na orla de Macapá.

Pensando nisso, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) reforça orientações simples e cuidados essenciais para evitar mal-estar durante os dias de festa. As dicas fazem parte do conjunto de ações preventivas adotadas durante o evento, que conta com posto de atendimento fixo, equipes de saúde e suporte de urgência disponíveis ao público.

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1. Preparação antes de sair de casa

A segurança começa antes mesmo de chegar ao local do evento. A recomendação é optar por roupas leves e confortáveis, além de calçados adequados para permanecer longos períodos em pé. O uso de peças frescas ajuda a evitar o superaquecimento do corpo, comum em ambientes com grande concentração de pessoas.

2. Alimentação

Outro ponto fundamental é a alimentação. Antes de ir aos shows, prefira refeições leves e equilibradas, evitando alimentos gordurosos ou muito pesados, que podem causar desconforto gastrointestinal. Estar bem alimentado e hidratado ajuda a manter a energia e reduz o risco de mal-estar.

Uso de peças frescas ajuda a evitar o superaquecimento do corpo
Uso de peças frescas ajuda a evitar o superaquecimento do corpo. Foto: Reprodução/IA/Sesa

3. Hidratação é essencial durante os shows

Um dos cuidados fundamentais é se manter hidratado. O calor, a aglomeração e a movimentação intensa favorecem a desidratação, que pode causar tontura, fraqueza e queda de pressão.

A dica é beber água regularmente, mesmo sem sentir sede, ao longo de toda a programação. Sempre que possível, alterne o consumo de outras bebidas com água. Seguir alguns desses cuidados é fundamental para ficar com a saúde em dia.

4. Consumo de álcool com moderação

O consumo excessivo de bebidas alcoólicas pode comprometer a saúde e a segurança. O álcool contribui para a desidratação, prejudica os reflexos e aumenta o risco de quedas e desmaios. A orientação é consumir com moderação e nunca deixar de se alimentar e se hidratar adequadamente.

5. Atenção à aglomeração e ao calor

Em grandes eventos, a aglomeração pode causar desconforto. Sempre que possível, procure locais mais arejados. Cuidados como ter consciência das rotas de saída e respeitar as orientações da organização e das equipes de segurança também contribui para uma experiência mais segura.

Ao perceber sinais de mal-estar, como falta de ar, tontura ou náuseas, a recomendação é se afastar para um local mais tranquilo e buscar ajuda no posto de atendimento fixo de saúde ou uma ambulância do Samu.

Réveillon do Amapá deve reunir milhares de pessoas durante os cinco dias de programação. Foto: Lidiane Lima/GEA

6. Cuidados durante o evento

Para quem passa muitas horas em pé, é importante alternar posições, fazer pequenas pausas e respeitar os limites do corpo. Pessoas que fazem uso contínuo de medicamentos ou possuem condições de saúde como hipertensão ou diabetes devem manter seus remédios por perto e redobrar a atenção aos sinais do organismo.

Saiba a hora de parar ou de buscar ajuda

Escutar o próprio corpo é essencial. Sintomas como tontura persistente, enjoo, dor abdominal ou dificuldade para respirar não devem ser ignorados. Nesses casos, procure imediatamente um dos serviços de atendimento de saúde instalados no local.

O Governo do Amapá reforça que toda a estrutura de saúde está preparada para atender o público durante o Réveillon, garantindo uma festa segura, organizada e com assistência e cuidados disponíveis para que todos possam celebrar a chegada do novo ano com responsabilidade e bem-estar.

Saúde no Réveillon 2026

A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) montou um esquema especial de serviço pré-hospitalar imediato com pronto atendimento fixo no local, garantindo assistência durante toda a programação. O espaço vai funcionar a partir das 18h seguindo até o encerramento do evento.

Ao todo, 20 profissionais de saúde atuarão em escala de plantão, entre médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem e farmacêutico, que vão coordenar uma mini farmácia. O objetivo é evitar deslocamentos desnecessários para unidades de saúde, além de monitorar, estabilizar pacientes em situações de emergência e oferecer suporte clínico e psicológico, além de recomendar cuidados.

O esquema de atendimento também contará ainda com o apoio do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) estadual, que disponibilizará duas ambulâncias, sendo uma de suporte intermediário e outra de suporte avançado.

Rede hospitalar estadual

Toda a rede hospitalar estadual estará na retaguarda dos atendimentos. No Hospital de Emergência (HE), haverá revezamento de médicos nos ambulatórios, na porta de entrada para traumas e no atendimento clínico. Além disso, as equipes multiprofissionais, incluindo enfermeiros, técnicos, fisioterapeutas e pessoal de limpeza, foram reforçadas para atendimento e recomendação de cuidados.

Outras estruturas como as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) Zona Norte e Sul, além do Hospital da Mulher Mãe Luzia e Pronto Atendimento Infantil (PAI) em Macapá, e o Hospital Estadual de Santana também se organizaram para possível alta demanda nos dias de evento.

Realizado às margens do Rio Amazonas, no anfiteatro da Fortaleza, o Réveillon do Amapá será entre os dias 27 e 31. Foto: Lidiane Lima/GEA

Leia também: Campanha ‘Doe Alegria, Escreva Amor’ mobiliza solidariedade no Amapá

Fim de Ano Amazônico

O Fim de Ano Amazônico integra ações sociais, educativas, ambientais e comunicacionais, reafirmando o papel da Fundação Rede Amazônica como agente de transformação social e de valorização da identidade amazônica, com impacto que vai além do período festivo.

O Projeto Fim de Ano Amazônico tem o apoio de Instituto Cultural Educacional Formar (ICEF), Supermercados Fortaleza, Tratalyx, Governo do Amapá e realização da Fundação Rede Amazônica (FRAM).

Estudo aponta que Terras Indígenas ajudam a reduzir transmissão de doenças na Amazônia

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Saberes tradicionais de comunidades indígenas podem ajudar no combate a novas pandemias. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Novo estudo internacional realizado em parceria com pesquisadoras da USP traz evidências que sustentam a proteção de Terras Indígenas (TI) amazônicas como escudo para transmissão de doenças. As descobertas são inéditas e destacam a importância da proteção legal dessas regiões e o seu papel na saúde humana. Os resultados foram publicados em artigo na revista científica Communications Earth & Environment, do grupo Nature.

Leia também: Saiba quantas terras indígenas existem na Amazônia Legal

A equipe reuniu esforços de instituições de oito países amazônicos para a coleta de 20 anos de dados – de 2000 a 2019. Foram estudadas 27 doenças: 21 respiratórias ou cardiovasculares e seis zoonóticas ou transmitidas por vetores. As análises mostram que quanto menor a fragmentação da reserva maior a proteção contra essas doenças. 

“A incidência de doenças cai à medida que os territórios são conservados e protegidos,” afirma Júlia Barreto, primeira autora do artigo. A pesquisadora explica que a continuidade das TI consegue inverter os malefícios associados às queimadas e à transmissão de doenças como a malária e a febre maculosa. “Os povos indígenas nos mostram caminhos mais saudáveis”, diz.

Júlia destaca a territorialidade da metodologia. Ela conta que o resultado é um esforço colaborativo entre países e que diferentes perspectivas dentro dos territórios amazônicos puderam participar do debate. A bióloga defende que são essas reuniões de cientistas de diferentes origens que podem ter real impacto sobre o mundo. “A Amazônia é um bioma transfronteiriço. Essa discussão precisa envolver a todos.”

Leia mais: Terras Indígenas ajudam na prevenção de doenças causadas por queimadas, revela estudo

Causas das doenças

Os resultados apresentados no artigo apontam que 80,3% das doenças reportadas no território amazônico estavam associadas às queimadas que assolam o bioma. O valor corresponde a quase 23 milhões de casos, entre os cerca de 30 milhões registrados de 2000 a 2019; 19,7% são doenças zoonóticas ou transmitidas por vetores.

“Um incêndio pode adoecer pessoas a 500 quilômetros de distância,” afirma Paula Prist, coautora do estudo e coordenadora do programa de pesquisa Florestas e Campos da União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN). Ela explica que as partículas poluidoras geradas pelas queimadas são tão pequenas (cerca de 2,5 micrômetros) que conseguem viajar com o vento e afetar populações muito além dos focos. Paula destaca que os casos de problemas respiratórios crescem em conjunto com a taxa de queimadas na Amazônia. 

Incêndios são responsáveis por cerca de 80% das doenças reportadas na Amazônia. Foto: Joedson Alves/Agência Brasil

Entre as doenças respiratórias estudadas estão a pneumonia inespecífica (quando não foi encontrada causa bacteriana ou fúngica), inflamações das vias aéreas e embolia pulmonar. Os problemas cardiovasculares, Júlia conta, foram contabilizados na pesquisa como forma de se observar os efeitos dos incêndios na saúde humana a longo prazo. Foram estudadas arritmias, infartos e inflamações do coração. 

Os poluentes estão diretamente relacionados ao adoecimento da população, mas Paula explica que a cobertura florestal é um remédio: “Quanto mais íntegra a floresta e quanto mais verde a folhagem, maior a capacidade de absorção dos poluentes.” Efeitos benéficos são observados, também, na propagação de zoonoses, como a hantavirose transmitida por roedores, e doenças vetoriais, como a malária.

“Quando se fragmenta a floresta, animais silvestres se aproximam das populações humanas. O contato com vetores aumenta e ficamos mais expostos a surtos zoonóticos,” diz Paula. A pesquisadora conta que as Terras Indígenas atuam como uma barreira sanitária, uma vez que áreas conservadas mantêm uma diversidade de hospedeiros que dilui a transmissão de doenças.

“Conservar ecossistemas e reconhecer territórios indígenas é uma forma direta de diminuir a chance de uma próxima pandemia”, afirma a pesquisadora Paula Prist.

“Para diversas doenças, vemos o benefício da demarcação das Terras Indígenas e da proteção dessas terras, porque eles estão sabendo cuidar da saúde da Amazônia melhor do que a gente,” conclui Júlia. A bióloga destaca que os efeitos positivos não são vistos apenas nas Terras Indígenas, os resultados são observáveis em toda a extensão de municípios amazônicos com ao menos 40% de cobertura florestal.

Proteção legal

As pesquisadoras defendem que assegurar o direito indígena à terra é a melhor estratégia para manter as florestas de pé e seus benefícios sanitários intactos. “Os resultados mostram que o manejo sustentável indígena em áreas demarcadas promove serviços positivos para a saúde. Se não há o reconhecimento da terra, é possível que não se consiga promover os serviços,” afirma Paula.

A condição da floresta é um fator-chave para entender como a presença de Terras Indígenas afeta a forma com que a transmissão acontece. Quando uma área não está regularizada, segundo a pesquisadora, é difícil saber como se dá seu manejo ou, ainda, se está sendo atacada. De forma geral, só são observados efeitos benéficos quando a TI é regularizada e são mantidos altos níveis de cobertura vegetal.

Leia também: Entenda as etapas de demarcação de terras indígenas

Os resultados obtidos apontam para o impacto positivo das Terras Indígenas (TI) reconhecidas na saúde geral da população. Foto retirada do artigo

“Estamos falando de um saber ancestral que tem consequências benéficas sobre a saúde,” afirma Júlia. A pesquisadora diz que já eram conhecidos os efeitos positivos das comunidades tradicionais na conservação da biodiversidade, na preservação da floresta e na contenção das queimadas, mas “agora temos mais um caminho possível para buscar direitos indígenas e ecossistemas saudáveis”.

“Os indígenas mostram pra gente caminhos mais sustentáveis. São cruciais para a preservação da biodiversidade”, aponta Júlia Barreto

“Durante muito tempo, estudamos só as causas, como o desmatamento, a perda de biodiversidade, as mudanças climáticas, mas chega uma hora que você pensa: e agora? Como mitigar?”, comenta Paula. De acordo com as pesquisadoras, a ciência de base pavimentou o caminho para a integração da sustentabilidade indígena na produção científica e, possivelmente, na gestão pública.

“É a primeira base de dados que possibilita pensar no gerenciamento de toda a região amazônica,” afirma Júlia. Ela afirma que é a primeira sistematização de informações aberta capaz de promover impactos na saúde para toda a região. No ano em que a Amazônia sedia a Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2025 (COP30), as pesquisadoras têm esperanças de que seus resultados promovam efeitos sobre a gestão pública. Para isso, foram disponibilizados os dados levantados sobre as doenças em cada região, que podem ser publicamente acessados.

A malária se destaca. “Ela tem a maior carga sobre a população, é o maior problema,” diz Paula. Estudar a doença era obrigatório, em função de seu impacto na região. A lacuna, elas apontam, é a falta de um programa panamazônico de monitoramento: Os países não reportam as mesmas doenças nem possuem leis indígenas semelhantes, e os dados contemplam períodos diferentes. No Suriname, apesar da vasta arborização, as Terras Indígenas não são demarcadas. Na Venezuela, os dados para malária se encerram em 2017 – apenas o Brasil e a Guiana Francesa têm dados recentes.

Metodologia de monitoramento de doenças é relativa nos países amazônicos, mas reforça o esforço global pela preservação da saúde. Foto retirada do artigo

“A Amazônia está nos debates internacionais,” lembra Júlia. Segundo ela, a preocupação acerca da gestão da região amazônica deve ser global, porque os impactos serão vistos no mundo inteiro. “Se as evidências sobre o papel indígena na conservação não foram suficientes para a sua proteção, trouxemos mais uma – sobre saúde.”

O artigo Indigenous Territories can safeguard human health depending on the landscape structure and legal status pode ser lido aqui.

*O conteúdo foi originalmente publicado pelo Jornal da USP, escrito por Theo Schwan sob orientação de Tabita Said

Museu Goeldi participa de projeto para restauração de reserva no Maranhão

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O museu paraense será responsável técnico pela restauração de 260 hectares na Reserva Biológica do Gurupi, localizada no estado maranhense. Foto: Felipe Werneck/Ascom Ibama

O projeto Restaura Gurupi, que visa restaurar 260 hectares da Reserva Biológica do Gurupi, unidade de conservação conhecida como Rebio Gurupi, localizada no Maranhão, terá a coordenação técnica e científica do Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG).

O projeto tem como proponente a Associação Conservação da Vida Silvestre (WCS Brasil), uma organização sem fins lucrativos que, desde 2004, concentra suas ações na conservação colaborativa, em parceria com povos indígenas e comunidades afrodescendentes e tradicionais.

Leia também: Museu Paraense Emílio Goeldi

A Rebio Gurupi possui área total de 271,4 mil hectares e é formada por amostras representativas de florestas tropicais úmidas da Amazônia Maranhense.

A reserva está inserida na chamada Área de Endemismo Belém (AEB), considerada a mais desmatada ecorregião do bioma, onde estão localizadas espécies ameaçadas de extinção, como os primatas cairara kaapor (Cebus kaapori) e cuxiú (Chiropotes satanas) e as aves mutum-pinima (Crax fasciolata pinima) e jacamim-de-costas-escura (Psophia obscura).

Delimitação da Reserva Biológica do Gurupi. Foto: Arte ICMbio

A Rebio Gurupi também compõe o “Arco do Desmatamento”, uma área de 500 mil km² que concentra cerca de 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do desmatamento da Amazônia e que se estende 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oeste do Maranhão e sul do Pará até o Acre​​​​‌‍​‍​‍‌‍‌​‍‌‍‍‌‌‍‌‌‍‍‌‌‍‍​‍​‍​‍‍​‍​‍‌​‌‍​‌‌‍‍‌‍‍‌‌‌​‌‍‌​‍‍‌‍‍‌‌‍​‍​‍​‍​​‍​‍‌‍‍​‌​‍‌‍‌‌‌‍‌‍​‍​‍​‍‍​‍​‍‌‍‍​‌‌​‌‌​‌​​‌​​‍‍​‍​‍‌​‌‍​‌‌‍‍‌‍‍‌‌‌​‌‍‌​‍‍‌‍​‌‍‌‍‍‌​‌‍‌‌‌​‍‌‌‍‌‍​‌‌‌​‌‍‍‌‌‍‌‍‍​‍‍‌‍‌​‍‌‍‌​‍‌‍‌‌‍​‌‌‍‍‌‌‍‍​‍‌‍‍‌‌‍‍‌‌​‌‍‌‌‌‍‍‌‌​​‍‌‍‌‌‌‍‌​‌‍‍‌‌‌​​‍‌‍‌‌‍‌‍‌​‌‍‌‌​‌‌​​‌​‍‌‍‌‌‌​‌‍‌‌‌‍‍‌‌​‌‍​‌‌‌​‌‍‍‌‌‍‌‍‍​‍‌‍‍‌‌‍‌​​‌​​‌‌‍​‌‌‍‌‌‌‍‌​​​‌​‌‌‌‍‌‍‌‍​‍​‍‌‌‍​‌​‍​​‍‌‌‍​‍​‍‌​‌​​‌‌‌‍‌​​​​​‍‌‌‍​‍‌‍‌‌​‍​‌‍​‌​‍‌‌‍‌‌​‌‍‌‍​‍​‌‍​‌‌​‍​​​‌​​​​‌‌‍‌​​​​​​‍​‍‌‌​‌‍‌‌​​‌‍‌‌​‌‌‍‌​‌‍‌‍​‌‌‌‌‍‌‌‍‌‌‌‍‍‌‌​​‍‍‌​​‌‍​‌‌‍‌‌‍‌‌​‍‌​​‌‍​‌‌‌​‌‍‍​​‌‌‍​‌‍‌‍‍‌‌​‌‍‌‌‌‍‍‌‌​​‍‌‌​‌‌‌​​‍‌‌‌‍‍‌‍‌‌‌‍‌​‍‌‌​​‌​‌​​‍‌‌​​‌​‌​​‍‌‌​​‍​​‍​‍​‌‍‌​‍‌​​​‍​​‌‌‍​​​​‌‌‍​‌‌‌‌‌‍‍​​‍‌‌​​‍​​‍​‍‌‌​‌‌‌​‌​​‍‍‌‍​‌‍‌‍‍‌‌​‌‍‌‌‌‍‍‌‌​​‍‌‌​‌‌‌​​‍‌‌‌‍‍‌‍‌‌‌‍‌​‍‌‌​​‌​‌​​‍‌‌​​‌​‌​​‍‌‌​​‍​​‍‌‍‍​‌​‌‌​​‌‍‌​‌​​‌‍‌‍‍‌‍‍​‌​‌‍‌‌‍​​‍‌‌​​‍​​‍​‍‌‌​‌‌‌​‌​​‍‍‌‍​‌‍‌‍‍‌‌​‌‍‌‌‌‍‍‌‌​​‍‌‌​‌‌‌​​‍‌‌‌‍‍‌‍‌‌‌‍‌​‍‌‌​​‌​‌​​‍‌‌​​‌​‌​​‍‌‌​​‍​​‍​‌​‍‌‌‍​‌‌‍​‌​​​‍‌​‌​‌‍​‌‍​​‍​‌​‌​‍‌‌​​‍​​‍​‍‌‌​‌‌‌​‌​​‍‍‌‍​‌‍‍​‌‍‍‌‌‍​‌‍‌​‌​‍‌‍‌‌‌‍‍​‍‌‌​‌‌‌​​‍‌‌‌‍‍‌‍‌‌‌‍‌​‍‌‌​​‌​‌​​‍‌‌​​‌​‌​​‍‌‌​​‍​​‍​‍​​​‍​‌​​​‌‍‌​‌‍‌‍​‌​​‍​‍​‌‍​‌​‌‍‌‍​‌​‍‌‌​​‍​​‍​‍‌‌​‌‌‌​‌​​‍‍‌‌​‌‍‌‌‌‍​‌‌​​‌‍​‍‌‍​‌‌​‌‍‌‌‌‌‌‌‌​‍‌‍​​‌‌‍‍​‌‌​‌‌​‌​​‌​​‍‌‌​​‌​​‌​‍‌‌​​‍‌​‌‍​‍‌‌​​‍‌​‌‍‌​‌‍​‌‌‍‍‌‍‍‌‌‌​‌‍‌​‍‍‌‍​‌‍‌‍‍‌​‌‍‌‌‌​‍‌‌‍‌‍​‌‌‌​‌‍‍‌‌‍‌‍‍​‍‍‌‍‌​‍‌‍‌​‍‌‍‌‍‍‌‌‍‌​​‌​​‌‌‍​‌‌‍‌‌‌‍‌​​​‌​‌‌‌‍‌‍‌‍​‍​‍‌‌‍​‌​‍​​‍‌‌‍​‍​‍‌​‌​​‌‌‌‍‌​​​​​‍‌‌‍​‍‌‍‌‌​‍​‌‍​‌​‍‌‌‍‌‌​‌‍‌‍​‍​‌‍​‌‌​‍​​​‌​​​​‌‌‍‌​​​​​​‍​‍‌‍‌‌​‌‍‌‌​​‌‍‌‌​‌‌‍‌​‌‍‌‍​‌‌‌‌‍‌‌‍‌‌‌‍‍‌‌​​‍‍‌​​‌‍​‌‌‍‌‌‍‌‌​‍‌‍‌​​‌‍​‌‌‌​‌‍‍​​‌‌‍​‌‍‌‍‍‌‌​‌‍‌‌‌‍‍‌‌​​‍‌‌​‌‌‌​​‍‌‌‌‍‍‌‍‌‌‌‍‌​‍‌‌​​‌​‌​​‍‌‌​​‌​‌​​‍‌‌​​‍​​‍​‍​‌‍‌​‍‌​​​‍​​‌‌‍​​​​‌‌‍​‌‌‌‌‌‍‍​​‍‌‌​​‍​​‍​‍‌‌​‌‌‌​‌​​‍‍‌‍​‌‍‌‍‍‌‌​‌‍‌‌‌‍‍‌‌​​‍‌‌​‌‌‌​​‍‌‌‌‍‍‌‍‌‌‌‍‌​‍‌‌​​‌​‌​​‍‌‌​​‌​‌​​‍‌‌​​‍​​‍‌‍‍​‌​‌‌​​‌‍‌​‌​​‌‍‌‍‍‌‍‍​‌​‌‍‌‌‍​​‍‌‌​​‍​​‍​‍‌‌​‌‌‌​‌​​‍‍‌‍​‌‍‌‍‍‌‌​‌‍‌‌‌‍‍‌‌​​‍‌‌​‌‌‌​​‍‌‌‌‍‍‌‍‌‌‌‍‌​‍‌‌​​‌​‌​​‍‌‌​​‌​‌​​‍‌‌​​‍​​‍​‌​‍‌‌‍​‌‌‍​‌​​​‍‌​‌​‌‍​‌‍​​‍​‌​‌​‍‌‌​​‍​​‍​‍‌‌​‌‌‌​‌​​‍‍‌‍​‌‍‍​‌‍‍‌‌‍​‌‍‌​‌​‍‌‍‌‌‌‍‍​‍‌‌​‌‌‌​​‍‌‌‌‍‍‌‍‌‌‌‍‌​‍‌‌​​‌​‌​​‍‌‌​​‌​‌​​‍‌‌​​‍​​‍​‍​​​‍​‌​​​‌‍‌​‌‍‌‍​‌​​‍​‍​‌‍​‌​‌‍‌‍​‌​‍‌‌​​‍​​‍​‍‌‌​‌‌‌​‌​​‍‍‌‌​‌‍‌‌‌‍​‌‌​​‍‌‍‌‌‌‍‌​‍‌‍‍‌​‌​​‌‍​‌‌‍​‌‍‌‌​‌‌‍‌‌‍​‌‌‍‍‌‌‍‍​‍‌‍‌​​‌‍‌‌‌​‍‌​‌​​‌‍‌‌‌‍​‌‌​‌‍‍‌‌‌‍‌‍‌‌​‌‌​​‌‌‌‌‍​‍‌‍​‌‍‍‌‌​‌‍‍​‌‍‌‌‌‍‌​​‍​‍‌‌, passando por ​​​​‌‍​‍​‍‌‍‌​‍‌‍‍‌‌‍‌‌‍‍‌‌‍‍​‍​‍​‍‍​‍​‍‌​‌‍​‌‌‍‍‌‍‍‌‌‌​‌‍‌​‍‍‌‍‍‌‌‍​‍​‍​‍​​‍​‍‌‍‍​‌​‍‌‍‌‌‌‍‌‍​‍​‍​‍‍​‍​‍‌‍‍​‌‌​‌‌​‌​​‌​​‍‍​‍​‍‌​‌‍​‌‌‍‍‌‍‍‌‌‌​‌‍‌​‍‍‌‍​‌‍‌‍‍‌​‌‍‌‌‌​‍‌‌‍‌‍​‌‌‌​‌‍‍‌‌‍‌‍‍​‍‍‌‍‌​‍‌‍‌​‍‌‍‌‌‍​‌‌‍‍‌‌‍‍​‍‌‍‍‌‌‍‍‌‌​‌‍‌‌‌‍‍‌‌​​‍‌‍‌‌‌‍‌​‌‍‍‌‌‌​​‍‌‍‌‌‍‌‍‌​‌‍‌‌​‌‌​​‌​‍‌‍‌‌‌​‌‍‌‌‌‍‍‌‌​‌‍​‌‌‌​‌‍‍‌‌‍‌‍‍​‍‌‍‍‌‌‍‌​​‌​​‌‌‍​‌‌‍‌‌‌‍‌​​​‌​‌‌‌‍‌‍‌‍​‍​‍‌‌‍​‌​‍​​‍‌‌‍​‍​‍‌​‌​​‌‌‌‍‌​​​​​‍‌‌‍​‍‌‍‌‌​‍​‌‍​‌​‍‌‌‍‌‌​‌‍‌‍​‍​‌‍​‌‌​‍​​​‌​​​​‌‌‍‌​​​​​​‍​‍‌‌​‌‍‌‌​​‌‍‌‌​‌‌‍‌​‌‍‌‍​‌‌‌‌‍‌‌‍‌‌‌‍‍‌‌​​‍‍‌​​‌‍​‌‌‍‌‌‍‌‌​‍‌​​‌‍​‌‌‌​‌‍‍​​‌‌‍​‌‍‌‍‍‌‌​‌‍‌‌‌‍‍‌‌​​‍‌‌​‌‌‌​​‍‌‌‌‍‍‌‍‌‌‌‍‌​‍‌‌​​‌​‌​​‍‌‌​​‌​‌​​‍‌‌​​‍​​‍​‍​‌‍‌​‍‌​​​‍​​‌‌‍​​​​‌‌‍​‌‌‌‌‌‍‍​​‍‌‌​​‍​​‍​‍‌‌​‌‌‌​‌​​‍‍‌‍​‌‍‌‍‍‌‌​‌‍‌‌‌‍‍‌‌​​‍‌‌​‌‌‌​​‍‌‌‌‍‍‌‍‌‌‌‍‌​‍‌‌​​‌​‌​​‍‌‌​​‌​‌​​‍‌‌​​‍​​‍‌‍‍​‌​‌‌​​‌‍‌​‌​​‌‍‌‍‍‌‍‍​‌​‌‍‌‌‍​​‍‌‌​​‍​​‍​‍‌‌​‌‌‌​‌​​‍‍‌‍​‌‍‌‍‍‌‌​‌‍‌‌‌‍‍‌‌​​‍‌‌​‌‌‌​​‍‌‌‌‍‍‌‍‌‌‌‍‌​‍‌‌​​‌​‌​​‍‌‌​​‌​‌​​‍‌‌​​‍​​‍​‌​‍‌‌‍​‌‌‍​‌​​​‍‌​‌​‌‍​‌‍​​‍​‌​‌​‍‌‌​​‍​​‍​‍‌‌​‌‌‌​‌​​‍‍‌‍​‌‍‍​‌‍‍‌‌‍​‌‍‌​‌​‍‌‍‌‌‌‍‍​‍‌‌​‌‌‌​​‍‌‌‌‍‍‌‍‌‌‌‍‌​‍‌‌​​‌​‌​​‍‌‌​​‌​‌​​‍‌‌​​‍​​‍​​‍‌‍‌‌​​‌‍​‌‌‍​‌‍​‍‌‍​​‌‍​‌‌​​​‌‍‌​‌‍​‌​‍‌‌​​‍​​‍​‍‌‌​‌‌‌​‌​​‍‍‌‌​‌‍‌‌‌‍​‌‌​​‌‍​‍‌‍​‌‌​‌‍‌‌‌‌‌‌‌​‍‌‍​​‌‌‍‍​‌‌​‌‌​‌​​‌​​‍‌‌​​‌​​‌​‍‌‌​​‍‌​‌‍​‍‌‌​​‍‌​‌‍‌​‌‍​‌‌‍‍‌‍‍‌‌‌​‌‍‌​‍‍‌‍​‌‍‌‍‍‌​‌‍‌‌‌​‍‌‌‍‌‍​‌‌‌​‌‍‍‌‌‍‌‍‍​‍‍‌‍‌​‍‌‍‌​‍‌‍‌‍‍‌‌‍‌​​‌​​‌‌‍​‌‌‍‌‌‌‍‌​​​‌​‌‌‌‍‌‍‌‍​‍​‍‌‌‍​‌​‍​​‍‌‌‍​‍​‍‌​‌​​‌‌‌‍‌​​​​​‍‌‌‍​‍‌‍‌‌​‍​‌‍​‌​‍‌‌‍‌‌​‌‍‌‍​‍​‌‍​‌‌​‍​​​‌​​​​‌‌‍‌​​​​​​‍​‍‌‍‌‌​‌‍‌‌​​‌‍‌‌​‌‌‍‌​‌‍‌‍​‌‌‌‌‍‌‌‍‌‌‌‍‍‌‌​​‍‍‌​​‌‍​‌‌‍‌‌‍‌‌​‍‌‍‌​​‌‍​‌‌‌​‌‍‍​​‌‌‍​‌‍‌‍‍‌‌​‌‍‌‌‌‍‍‌‌​​‍‌‌​‌‌‌​​‍‌‌‌‍‍‌‍‌‌‌‍‌​‍‌‌​​‌​‌​​‍‌‌​​‌​‌​​‍‌‌​​‍​​‍​‍​‌‍‌​‍‌​​​‍​​‌‌‍​​​​‌‌‍​‌‌‌‌‌‍‍​​‍‌‌​​‍​​‍​‍‌‌​‌‌‌​‌​​‍‍‌‍​‌‍‌‍‍‌‌​‌‍‌‌‌‍‍‌‌​​‍‌‌​‌‌‌​​‍‌‌‌‍‍‌‍‌‌‌‍‌​‍‌‌​​‌​‌​​‍‌‌​​‌​‌​​‍‌‌​​‍​​‍‌‍‍​‌​‌‌​​‌‍‌​‌​​‌‍‌‍‍‌‍‍​‌​‌‍‌‌‍​​‍‌‌​​‍​​‍​‍‌‌​‌‌‌​‌​​‍‍‌‍​‌‍‌‍‍‌‌​‌‍‌‌‌‍‍‌‌​​‍‌‌​‌‌‌​​‍‌‌‌‍‍‌‍‌‌‌‍‌​‍‌‌​​‌​‌​​‍‌‌​​‌​‌​​‍‌‌​​‍​​‍​‌​‍‌‌‍​‌‌‍​‌​​​‍‌​‌​‌‍​‌‍​​‍​‌​‌​‍‌‌​​‍​​‍​‍‌‌​‌‌‌​‌​​‍‍‌‍​‌‍‍​‌‍‍‌‌‍​‌‍‌​‌​‍‌‍‌‌‌‍‍​‍‌‌​‌‌‌​​‍‌‌‌‍‍‌‍‌‌‌‍‌​‍‌‌​​‌​‌​​‍‌‌​​‌​‌​​‍‌‌​​‍​​‍​​‍‌‍‌‌​​‌‍​‌‌‍​‌‍​‍‌‍​​‌‍​‌‌​​​‌‍‌​‌‍​‌​‍‌‌​​‍​​‍​‍‌‌​‌‌‌​‌​​‍‍‌‌​‌‍‌‌‌‍​‌‌​​‍‌‍‌‌‌‍‌​‍‌‍‍‌​‌​​‌‍​‌‌‍​‌‍‌‌​‌‌‍‌‌‍​‌‌‍‍‌‌‍‍​‍‌‍‌​​‌‍‌‌‌​‍‌​‌​​‌‍‌‌‌‍​‌‌​‌‍‍‌‌‌‍‌‍‌‌​‌‌​​‌‌‌‌‍​‍‌‍​‌‍‍‌‌​‌‍‍​‌‍‌‌‌‍‌​​‍​‍‌‌Tocantins, Mato Grosso e Rondônia.

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No último dia 11 de dezembro, o projeto Restaura Gurupi foi apresentado ao Conselho Consultivo da Rebio Gurupi, em Açailândia (MA). Coordenadora de Pesquisa e Pós-graduação do Museu Goeldi, a ecóloga Marlúcia Martins representa o MPEG no Conselho e irá coordenar a equipe da instituição no projeto.

“A participação dos analistas da Rebio e nossa, do Museu, será dando suporte técnico nas metodologias de restauração e também em algumas atividades de pesquisa de monitoramento que vamos desenvolver com a participação de membros do Conselho, da comunidade, principalmente da Escola Familiar Rural, e de outros atores que já são parceiros nessa construção”, explica Marlúcia.

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Segundo ela, com a experiência da WCS Brasil na formação de cadeias produtivas, a ideia é criar uma “cadeia da restauração”, com a contratação e a capacitação de atores locais para atuar no projeto.

“Vamos apoiar a Casa Familiar Rural na formação de uma casa de semente qualificada, que possa ser reconhecida pelo Ministério da Agricultura, para que, no futuro, produza e comercialize mudas e sementes”, projeta Marlúcia. Os viveiros desenvolvidos na Terra Indígena Araribóia, ao sul da Rebio, também serão fomentados, conforme explicou.

“Vamos apoiar a iniciativa das mulheres que já estão formando viveiros para que possam ser fornecedoras de mudas e de sementes, além de outras iniciativas, como cooperativas da região, para que aos poucos vá se construindo essa rede que vai dar sustentabilidade de longo prazo, para além do tempo de duração do projeto”, disse a coordenadora do MPEG.

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Museu investe em produção científica e soluções tecnológicas

Na implementação do projeto, a produção científica, com a documentação das etapas, e a aplicação de tecnologias para superar possíveis obstáculos, ficarão a cargo da coordenação do Museu Goeldi.

“A gente sabe que existem desafios e que vamos precisar de soluções tecnológicas. Então, também estaremos com os nossos laboratórios. Temos o Ciprep, que é o nosso Centro Integrado de Pesquisa em Restauração Ecológica e Produtiva. Ele congrega 11 laboratórios do Museu e ainda conta com os laboratórios da Embrapa e da UFRA como parceiros. Queremos construir um modelo de restauração que seja replicável em outras áreas”, afirmou Marlúcia, que celebra a oportunidade de atuar em parceria.

“Estamos muito animados com essa oportunidade. Será a primeira vez que o Museu Goeldi vai estar integralmente como responsável técnico de uma atividade de restauração”, celebra.

Museu Goeldi participa de projeto para restauração de reserva no Maranhão
Integrantes do Conselho Consultivo da Rebio Gurupi. Foto: Divulgação

Projeto Gurupi

O projeto Restaura Gurupi integra as iniciativas contempladas por editais do BNDES com o objetivo de transformar o “Arco do Desmatamento” no “Arco da Restauração”, cuja meta é restaurar 6 milhões de hectares até 2030 e 24 milhões até 2050. Os recursos do projeto são oriundos do Fundo Amazônia e os esforços serão coordenados pela gestora parceira Conservação Internacional (CI-Brasil).

Gerente de Conservação da WCS Brasil, proponente principal do projeto, Márcia Lederman explicou que, por meio do Conselho da Rebio Gurupi, iniciou a aproximação com o Museu Goeldi. “Desde então, estamos juntos na elaboração das propostas de restauração ecológica para a região. A participação do Museu é de suma importância, pois aporta com ciência, conhecimento e experiência no tema”.

Os trabalhos terão duração de quatro anos e estão previstos para começar no primeiro trimestre de 2026.

*Com informações do Museu Goeldi

Desmatamento cai 27% de janeiro a novembro na Amazônia, aponta Imazon

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Segundo o Sistema de Alerta de Desmatamento, região teve a menor área derrubada dos últimos oito anos, desde 2018. Foto: Divulgação/Imazon

O ano de 2025 terminará com uma boa notícia para a Amazônia: o desmatamento caiu 27% de janeiro a novembro, em comparação com o mesmo período de 2024. Os dados são do instituto de pesquisa Imazon, que monitora a floresta por imagens de satélite desde 2008.

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Nesses 11 meses, a derrubada passou de 3.654 km² de janeiro a novembro de 2024 para 2.650 km² no mesmo período deste ano. Esta foi a menor área derrubada dos últimos oito anos para o período, desde 2018. Em anos como 2021 e 2022, a devastação chegou a passar dos 10 mil km² na região. 

Desmatamento cai 27% de janeiro a novembro na Amazônia

“A tendência de queda começou em 2023 e seguiu nos anos seguintes. Por isso, é muito importante manter e intensificar as ações de proteção territorial em 2026, para que possamos atingir a meta nacional de desmatamento zero até 2030. Além disso, a maior preservação da Amazônia contribui para reduzir as emissões de gases de efeito estufa no país e combater as mudanças climáticas”, afirma a pesquisadora do Imazon Larissa Amorim.

Apenas em novembro, a destruição da floresta amazônica passou de 164 km² para 120 km², também uma redução de 27%.

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Os estados que mais desmataram em novembro foram Pará (42%), Mato Grosso (20%) e Roraima (18%). Juntos eles concentraram 80% de toda a derrubada detectada na Amazônia no mês. 

Calendário do desmatamento

Novembro de 2025 é o quarto mês do calendário de desmatamento de 2026, que compreende o período de agosto de 2025 a julho de 2026. Considerando o acumulado dos quatro primeiros meses do calendário de 2026 e comparando-o com o mesmo período do calendário de 2025, há redução de 43% na derrubada até o momento.

Degradação

Outra boa notícia é que a degradação florestal, dano causado pelo fogo e pela exploração madeireira, também está em queda na Amazônia. Em 2024, os incêndios florestais deixaram a maior área de florestas degradadas na região desde outubro de 2008, quando o Imazon começou a monitorar esse tipo de distúrbio.

Com isso, a degradação passou de 35.751 km² de janeiro a novembro de 2024 para 4.360 km² no mesmo período de 2025, uma diminuição de 88%. “As políticas públicas de controle do fogo são essenciais para manter a degradação florestal em baixa e precisam ser intensificadas em 2026 para evitar que tenhamos novos recordes, como ocorreu no ano passado”, alerta Larissa Amorim.

Apenas em novembro, a degradação passou de 2.882 km² em 2024 para 78 km² em 2025, uma redução de 97%. O estado com a maior degradação no mês também foi o Pará (59%).

Com essa queda significativa, os quatro primeiros meses do calendário de desmatamento de 2026 apresentaram redução de 93% na degradação.

*Com informação do Imazon

Trilha Amazônia Atlântica ganha nova etapa de expansão no Maranhão

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Foto: Divulgação/UFMA

A Universidade Federal do Maranhão (UFMA), por meio do Núcleo de Pesquisa e Documentação em Turismo (NPDTUR), o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio-NGI-SLZ) e a Rede Trilhas Maranhão, iniciaram nova etapa de expansão da Trilha Amazônia Atlântica pelos municípios maranhenses. Com 468 km, ela começa em Belém, atravessa 17 municípios do Pará, sete Unidades de Conservação e mais seis Territórios Quilombolas.

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Segundo o presidente da Rede Brasileira de Trilhas de Longo Curso e Conectividade, Júlio Meyer, a Amazônia Atlântica é a maior sinalizada da América Latina e conecta diferentes biomas, comunidades e paisagens culturais em um percurso que valoriza a biodiversidade e o patrimônio histórico.

“Mais do que um trajeto de aventura, ela representa uma estratégia inteligente de conservação e desenvolvimento sustentável, aproximando pessoas da natureza e fortalecendo o turismo de base comunitária”, afirmou o presidente.

UFMA, ICMBio e Rede Trilhas iniciam nova etapa na expansão da Trilha Amazônia Atlântica no Maranhão
Foto: Divulgação/UFMA

“Ampliar essa trilha até o território maranhense é essencial para integrar ainda mais o Norte e o Nordeste do Brasil. Com sua riqueza cultural e ambiental, que vai dos manguezais e restingas até a Amazônia Maranhense, o Maranhão oferece um elo importante para consolidar a trilha como um corredor ecológico e turístico de competitividade internacional”, concluiu.

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Expansão da trilha “reforça identidade”

Para o coordenador da Rede no Maranhão, Marcus Osírio Siqueira, essa expansão reforça a identidade nacional ligada às florestas e ao litoral e abre ainda novas oportunidades para a geração de renda, educação ambiental e valorização das comunidades locais. 

“Dessa forma, a Amazônia Atlântica torna-se não apenas uma trilha, mas um símbolo de união entre povos e ecossistemas, com o Maranhão desempenhando papel estratégico nesse grande projeto de integração”, concluiu Siqueira.

Focada nessa missão, a Coordenação Estadual da Rede maranhense realizou com a NPDTUR-UFMA e o ICMBio (NGI-SLZ) o evento “De Grão em Grão: a construção do turismo de base comunitária no Maranhão”, onde participaram do painel Trilhas, Trabalho e Transformação e da oficina Sinalização.

Na ocasião ficou definida a agenda 2026 e uma ampla articulação com a Instância de Governança Regional (IGR) Amazônia Maranhense e as prefeituras de Carutapera, Cândido Mendes, Luís Domingues, Godofredo Viana e Turiaçu. A parceria visa viabilizar viagens pela região para a marcação da Amazônia Atlântica, promovendo diálogo com os atores ligados ao turismo e ao meio ambiente local para construção de metodologias.

O presidente da IGR Amazônia Maranhense, Yuri Freitas da Silva, destacou que o trabalho de Rede Trilha-MA, referente à homologação da trilha e da visita aos municípios por onde ela passará e ao reconhecimento das comunidades, é muito importante para a região. “A consolidação de um trabalho multidisciplinar é uma oportunidade para o desenvolvimento do turismo de base comunitária nos territórios quilombolas e tradicionais”, observou Yuri Silva.

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O turismo de base comunitária se relaciona com esses caminhos sustentáveis ao inserir as comunidades locais no centro do planejamento, da gestão e da condução da visitação. Para a coordenadora do NPDTUR-UFMA, professora Mônica de Nazaré Ferreira de Araújo, elas deixam de ser apenas percursos físicos e passam a ser espaços de valorização cultural, geração de renda e educação ambiental. “Quando construídas de forma participativa, respeitam os limites ambientais e os modos de vida tradicionais”, destacou Mônica Araújo.

“As trilhas sustentáveis organizam o fluxo de visitantes, reduzem impactos e fortalecem o sentimento de pertencimento comunitário. Caminhar pela trilha é também conhecer histórias, saberes e práticas do território. As trilhas e TBC se complementam como estratégias de conservação aliadas ao desenvolvimento local e a UFMA é uma grande aliada desse projeto”, finalizou a pesquisadora.

*Com informações da UFMA

Ministério da Saúde e Instituto Mamirauá firmam acordo para fortalecer ações de saúde indígena no Amazonas

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Foto: Divulgação/Instituto Mamirauá

O Distrito Sanitário Especial Indígena do Médio Rio Solimões e Afluentes (DSEI-MRSA), vinculado ao Ministério da Saúde, e o Instituto Mamirauá assinaram no dia 12 de dezembro o Acordo de Cooperação Técnica nº 06/2025, com vigência de quatro anos. A cerimônia ocorreu na sede do DSEI, em Tefé (AM). A parceria tem como foco fortalecer ações de saúde, saneamento e bem-estar socioambiental nas comunidades indígenas da calha do Médio Solimões.

O acordo beneficiará cerca de 23 mil indígenas, distribuídos em 219 aldeias, e prevê o desenvolvimento conjunto de formações, pesquisas, projetos e metodologias aplicadas ao contexto amazônico.

Reconhecido por sua atuação científica e socioambiental na região, o Instituto Mamirauá dará suporte ao DSEI-MRSA em iniciativas relacionadas a saneamento básico, mudanças climáticas, manejo ambiental, saúde indígena, vigilância de doenças e educação em saúde.

A cooperação inclui ainda apoio às parteiras tradicionais, ações de saúde mental indígena, protagonismo juvenil e projetos de prevenção e diagnóstico precoce de doenças como hanseníase.

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Para João Valsecchi, diretor do Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá, esse é um momento de consolidação de um trabalho realizado há muitos anos junto ao DSEI. 

“As ações entre o DSEI e o Instituto Mamirauá sempre foram no âmbito de projetos e hoje, com a assinatura desse termo, estamos consolidando essa parceria institucional. Estamos muito felizes e esperamos que o conhecimento técnico-científico do Instituto Mamirauá e o que a gente vai gerar conjuntamente auxilie, de fato, o desenvolvimento social, a melhoria da saúde e a melhoria da qualidade de vida dos povos aqui da região”, destacou Valsecchi.

O acordo não envolve transferência de recursos financeiros entre as instituições: cada órgão será responsável pelos próprios custos. As atividades serão executadas com base em um plano de trabalho conjunto, que prevê o compartilhamento de equipes, informações técnicas, estrutura laboratorial, metodologias de pesquisa e produção de materiais educativos.

Ministério da Saúde e Instituto Mamirauá firmam acordo para fortalecer ações de saúde indígena no Amazonas
O acordo beneficiará cerca de 23 mil indígenas. Foto: Divulgação/Instituto Mamirauá

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Responsabilidades do acordo

Entre as responsabilidades assumidas, o DSEI-MRSA atuará na articulação com as lideranças indígenas, logística nas aldeias e disponibilização de equipes multiprofissionais de saúde. O Instituto Mamirauá ficará encarregado de coordenar pesquisas, oferecer suporte técnico-científico, contribuir na formação de profissionais e apoiar a elaboração e execução de estudos e capacitações.

De acordo com Ércília Vieira, indígena da etnia Tikuna e coordenadora do DSEI há três anos, a assinatura do termo é de suma importância na garantia de melhorias para a saúde dos povos originários.

“Esse termo formaliza várias frentes de pesquisa e atuação, o que é de extrema importância, já que há situações que são desconhecidas para nós. Então poder pesquisar e desvendar a saúde indígena também é uma oportunidade de descoberta para nós, e isso vai permitir que nossa atuação possa se expandir, gerando não apenas conhecimento, mas contribuindo positivamente com as populações e territórios indígenas”, ressaltou a coordenadora do DSEI-MRSA.

“Agradeço ao Instituto Mamirauá por mais essa parceria e acredito que o trabalho realizado só vai melhorar nossas linhas de atuação, mesmo porque o objetivo é mútuo e as expectativas são as melhores em prol da saúde indígena”, afirmou Ercília.

O documento estabelece diretrizes sobre confidencialidade, proteção de dados, monitoramento, avaliação de resultados e prestação de contas. A cooperação poderá ser prorrogada e será acompanhada por representantes designados pelas duas instituições.

*Com informações do Instituto Mamirauá

Navegando em segurança pela Amazônia: saiba o que é preciso para obter a carteira de habilitação náutica

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Carteira de habilitação náutica. Foto: Reprodução/ Youtube – Transformação militar

A navegação nos rios pela Amazônia é essencial, uma vez que a região é atravessada por eles e dita as regras no transporte regional. Mas para navegar por esses rios é preciso da carteira de habilitação náutica, sabia?

A Marinha do Brasil estabelece três principais categorias de carteira de habilitação amadora para embarcações, sendo a mais básica a de Motonauta, destinada à condução de motos aquáticas. Essa carteira autoriza a navegação em águas interiores, como rios e lagos, durante o período diurno, respeitando limites de distância da costa ou das margens.

Outra categoria bastante comum é a de Arrais-Amador, que permite conduzir embarcações de esporte e recreio nos mesmos ambientes, incluindo barcos a motor e veleiros de pequeno porte. Essa carteira é amplamente procurada por proprietários de lanchas e barcos utilizados para lazer, pesca recreativa e transporte pessoal.

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Já a categoria de Mestre-Amador amplia os direitos do condutor, autorizando a navegação em águas costeiras, mais afastadas do litoral. Para obter essa carteira, é necessário já possuir a habilitação de Arrais-Amador e comprovar tempo mínimo de navegação, conforme exigido pela Marinha.

Documentos e requisitos para solicitar a carteira

Para iniciar o processo de obtenção da carteira de habilitação para embarcações, o interessado deve atender a alguns requisitos básicos:

  • a idade mínima varia conforme a categoria, sendo geralmente 18 anos (menores de idade podem obter habilitação em casos específicos, com autorização legal);
  • entre os documentos exigidos estão cópias do documento de identidade com foto, CPF, comprovante de residência atualizado e duas fotos recentes no padrão estabelecido;
  • também é necessária a apresentação de um atestado médico que comprove aptidão física e mental para conduzir embarcações.
  • o candidato deve realizar o pagamento das taxas correspondentes, que incluem inscrição, prova e emissão da carteira. Esses valores são definidos pela Marinha do Brasil e podem variar de acordo com a categoria solicitada.
comissão de infraestrutura votará projeto sobre navegabilidade na amazônia
Foto: Adriano Gambarini/WWF Brasil

Prova teórica e conteúdo exigido

A etapa principal do processo de obtenção da carteira de habilitação náutica é a prova teórica, aplicada pelas Capitanias dos Portos, Delegacias ou Agências da Marinha. O exame avalia conhecimentos básicos sobre navegação, regras de tráfego aquaviário, balizamento, segurança da navegação, primeiros socorros e prevenção de acidentes.

O conteúdo programático é divulgado oficialmente pela Marinha, permitindo que os candidatos se preparem por meio de estudos individuais ou cursos oferecidos por escolas náuticas credenciadas. Esses cursos não são obrigatórios, mas muitos candidatos optam por eles como forma de preparação.

A aprovação na prova é requisito indispensável para a emissão da carteira de habilitação. Caso o candidato não alcance a pontuação mínima exigida, é possível realizar nova tentativa, mediante novo agendamento e pagamento de taxa.

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Emissão, validade e renovação da carteira

Após a aprovação no exame e a conferência da documentação, a Marinha do Brasil realiza a emissão da carteira de habilitação para embarcações. O documento tem validade nacional e deve ser portado sempre que o condutor estiver no comando da embarcação.

A carteira possui prazo de validade, geralmente de dez anos, podendo ser renovada mediante solicitação formal, apresentação de documentação atualizada e novo atestado médico. Em casos de mudança de categoria, o condutor deve seguir os critérios específicos para progressão.

O não porte da carteira ou a condução de embarcação sem habilitação pode resultar em penalidades administrativas, como multas e apreensão da embarcação, conforme previsto na legislação naval brasileira.

Importância da regularização junto à Marinha

A obtenção da carteira garante que o condutor esteja formalmente habilitado e informado sobre as normas de segurança e navegação. Além disso, contribui para a redução de acidentes e para a organização do tráfego aquaviário em áreas de grande circulação.

A regularização também é exigida em fiscalizações realizadas pela Marinha e por órgãos parceiros, especialmente em regiões turísticas, rios de grande fluxo e áreas costeiras. A carteira é considerada documento essencial para a prática legal da navegação amadora no país.

Dessa forma, o processo de habilitação segue critérios técnicos e administrativos definidos pela Autoridade Marítima, assegurando que a condução de embarcações ocorra dentro das normas estabelecidas no Brasil.

Livro mostra diagnóstico inédito do fogo na Pan-Amazônia

Foto: Reprodução/OTCA

O livro ‘Fronteiras do Fogo’, que traz o diagnóstico técnico, de maneira acessível, da situação do fogo na Pan-Amazônia, é resultado de parceria entre diferentes frentes que atuam no combate ao fogo na Amazônia Legal.

O livro é uma publicação da Organização do Tratado de Cooperação da Amazônia (OTCA) e da Cooperação Brasil-Alemanha para o Desenvolvimento Sustentável (GIZ), desenvolvido dentro do projeto CoRAmazônia, e está disponível em três idiomas: português, inglês e espanhol.

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O Instituto de Preservação da Amazônia (IPAM) participou da coordenação técnica da publicação e contribuiu com dois capítulos: um sobre a dinâmica do fogo e outro sobre sua tipologia e diferentes usos na Amazônia. 

Segundo Ane Alencar, diretora de ciência do IPAM, o conhecimento sobre o manejo integrado do fogo na região vem crescendo nos últimos anos na região, mas ainda está aquém do ideal, e o livro traz essa perspectiva dos vários aspectos do MIF, além de incluir também um olhar sobre os impactos econômicos e na saúde. 

“O livro condensa um conhecimento disperso sobre o fogo na Amazônia. Esse panorama do que está acontecendo com o fogo, uma visão geral sobre os tipos de fogo, observar que nem todo fogo é ruim, traz à tona o que seria o manejo integrado do fogo em um ambiente como a Amazônia”, explicou Ane.

Fogo em floresta no município de Amajari, no interior de Roraima, em 2024 Foto Oseias Martins Rede Amazônica RR


LIVRO
Foto: Oseias Martins/Rede Amazônica RR

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Livro esclarece pontos necessários

O Manejo Integrado do Fogo (MIF) é uma abordagem estratégica para reduzir incêndios que combina ecologia, saberes tradicionais, ciência aplicada, governança territorial e políticas públicas eficazes com a participação de agentes locais. Com ele, é possível planejar e controlar as queimadas em períodos específicos para diminuir incêndios descontrolados. 

“Não é proibir o fogo mas, sim, controlar e planejar para que ele não vire um incêndio. Vale ressaltar também a importância do fogo cultural, principalmente nas comunidades indígenas e tradicionais, e a forma como eles lidam com o fogo”, completou.

Estiveram presentes no evento de lançamento os embaixadores da Suíça e da Noruega, incentivadores do projeto CoRAmazônia, e representantes da Colômbia, Bolívia, Equador, Venezuela e Peru. 

No mesmo evento ocorreu uma exposição de fotos do Prevfogo, do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Renováveis e dos Naturais Renováveis (Ibama), com curadoria do IPAM. 

*Com informações do IPAM Amazônia