Bioeconomy Amazon Summit acontece no Completo Porto Futuro II, em Belém. Foto: Raphael Luz/Agência Pará
Belém, capital do Pará, recebe a 3ª edição do Bioeconomy Amazon Summitnos dias 12, 13 e 14 de maio de 2026, um evento que reúne representantes de diversos setores para discutir e apresentar soluções baseadas na bioeconomia na Amazônia, além de integrar a agenda de inovação e sustentabilidade da região norte.
Criado em 2023, o Bioeconomy Amazon Summit chega a sua 3ª edição com a proposta de promover um encontro voltado ao fortalecimento do ecossistema de bioeconomia, conceito que envolve o uso sustentável da biodiversidade para geração de renda, desenvolvimento econômico e conservação ambiental.
O evento busca reunir diferentes atores — como empreendedores, investidores, pesquisadores, empresas, governos e comunidades tradicionais — em um ambiente de troca de experiências, construção de parcerias e geração de negócios.
Um dos principais objetivos é estimular modelos econômicos que valorizem a floresta em pé, promovendo o uso responsável dos recursos naturais. O evento busca ampliar a visibilidade de iniciativas que transformam produtos da biodiversidade em soluções de mercado, ao mesmo tempo em que incentivam a inclusão social e o desenvolvimento regional.
Evento propõe integração entre conhecimento, mercado e território
Segunda edição do Bioeconomy Amazon Summit aconteceu em Manaus no ano de 2025. Foto: Divulgação/Bioeconomy Amazon Summit
O Bioeconomy Amazon Summit foi concebido como um espaço de articulação entre diferentes formas de conhecimento e setores estratégicos. A proposta é aproximar a produção científica, os saberes tradicionais e os agentes do mercado, incluindo investidores e tomadores de decisão, em torno de soluções voltadas ao uso sustentável da biodiversidade.
A programação prioriza iniciativas que buscam conciliar geração de renda, inovação e conservação ambiental, com foco em soluções aplicáveis à realidade amazônica.
Além das atividades em auditórios, o evento inclui ações de imersão em campo, permitindo que participantes conheçam projetos desenvolvidos na região. Essas experiências aproximam investidores e empreendedores, com o objetivo de estimular parcerias e ampliar oportunidades de negócios.
Com a participação de dezenas de instituições na construção da programação, o evento reúne diferentes perspectivas para discutir caminhos voltados à inovação e sustentabilidade na região. A iniciativa se consolida como um espaço de articulação entre setores, com foco na promoção de soluções baseadas na bioeconomia e na valorização da biodiversidade amazônica.
Onde o Bioeconomy Amazon Summit acontece
O Bioeconomy Amazon Summit 2026 será realizado no Parque da Bioeconomia e Inovação da Amazônia, espaço localizado dentro do Complexo Porto Futuro II, em Belém, localizado na Avenida Marechal Hermes, no bairro Reduto. O local integra um novo polo tecnológico e produtivo da capital paraense, voltado ao desenvolvimento de iniciativas sustentáveis e inovadoras.
Criado pelo Pacto Global da ONU – Rede Brasil e pela KPTL, o evento se destaca por ocorrer nesse ambiente estruturado para conectar pesquisa, inovação e negócios. Segundo a organização, a escolha do espaço está alinhada à proposta do summit de reunir diferentes setores em um mesmo ambiente, favorecendo a articulação entre ciência, mercado e desenvolvimento regional.
Além da estrutura principal, o evento também prevê atividades complementares, como experiências de imersão em campo, que permitem aos participantes conhecer projetos de bioeconomia em funcionamento na Amazônia, incluindo iniciativas de restauração ecológica e produção sustentável. Confira AQUI.
SUS na floresta busca melhorar oferta de atendimentos. Foto: Lucas Bonny/FAS
Na ponta de um rio distante mais de 1.200 quilômetros de Manaus (AM), quase divisa com o Acre, uma construção recém-erguida à beira d’água está prestes a se tornar um dos endereços mais importantes da região. Localizado na comunidade do Ubim, no município de Eirunepé, o Ponto de Atendimento à Saúde “José Rodrigues” foi inaugurado no dia 8 de abril, na Reserva Extrativista (Resex) do Rio Gregório, e deve se tornar referência local em Atenção Primária à Saúde para mais de 30 comunidades ribeirinhas, beneficiando mais de 990 pessoas, sendo 59 moradores do Ubim e cerca de 930 habitantes de outras comunidades da Resex. Os atendimentos começaram no dia da inauguração.
A iniciativa integra o Programa Juntos Contra a Pobreza e projeto SUS na Floresta, desenvolvido pela Fundação Amazônia Sustentável (FAS), e foi financiada pela Vale e pelo BNDES, sob gestão do Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social (IDIS), em parceria com a Prefeitura de Eirunepé, a Secretaria Municipal de Saúde e a Secretaria de Estado do Meio Ambiente do Amazonas.
A estrutura foi concebida como uma solução adaptada à realidade local, com foco no apoio às equipes de saúde, na realização de atendimentos presenciais e no uso da telessaúde, atuando de forma complementar e integrada à rede formal do SUS. O investimento total para implantação da infraestrutura de apoio à saúde e suporte às ações de telessaúde foi de R$ 2 milhões.
Barreira logística
Na Resex Rio Gregório, a primeira barreira está no mapa. Para chegar à sede municipal de Eirunepé, os moradores dependem exclusivamente do transporte fluvial. Saindo da comunidade do Ubim, o trajeto até a cidade pode levar em média 8 horas em lancha com motor potente, em condições normais de cheia.
Nas embarcações regionais usadas pela maior parte da população, a viagem pode durar até três dias, tempo que aumenta em períodos de estiagem severa, quando bancos de areia, troncos e trechos rasos tornam a navegação mais lenta, imprevisível e, em alguns casos, impossível.
O caminho até o posto de saúde também pesa no bolso. O custo do deslocamento, somado às despesas com alimentação e eventual pernoite na cidade, representa um gasto elevado para famílias cuja renda vem, sobretudo, da mandioca, pesca, coleta de produtos florestais e programas específicos da região. Na prática, consultas e exames considerados “não urgentes” vão sendo adiados até o limite.
“Antes, o atendimento era muito difícil, porque a gente não tinha meio de transporte para a cidade, e eram raras as pessoas que iam. Então, fazíamos o que estava ao nosso alcance: usávamos um remédio caseiro ou pedíamos ajuda ao vizinho. Quando falaram que ia ter esse ponto, a comunidade se preparou para abraçar essa oportunidade, não só para nós, mas para toda a RESEX”, afirma Dionilson Mota, morador da Comunidade Ubim, localizada na RESEX do Rio Gregório.
Retrato da saúde às margens do rio
Hoje, o cuidado em saúde na Resex Rio Gregório depende principalmente de equipes itinerantes da Secretaria Municipal de Saúde de Eirunepé, com destaque para a Unidade Básica de Saúde Fluvial que navega periodicamente pela região. Embora essenciais, essas ações costumam ocorrer, em média, apenas uma vez a cada quatro meses, o que dificulta o acompanhamento contínuo.
Pelo Acompanhamento Familiar Multidimensional, metodologia do programa Juntos Contra a Pobreza, a FAS identificou três privações críticas:
Pré-natal: início tardio e número insuficiente de consultas, com aproximadamente 40% das gestantes fazendo o acompanhamento considerado adequado. Barreiras geográficas, limitações de transporte e a sazonalidade dos rios dificultam o acesso oportuno ao serviço, comprometendo a identificação precoce de riscos na gestação.
Saúde da criança: acompanhamento irregular do crescimento e desenvolvimento, sobretudo na primeira infância, fase em que consultas de rotina e vacinas em dia são decisivas para prevenir agravos.
Doenças crônicas: presença de casos de hipertensão, com cerca de 29 pessoas diagnosticadas nas comunidades, enfrentando dificuldades para controle contínuo e acesso regular a medicamentos.
“Desde 2020, acompanhamos todo o processo e as dificuldades do enfrentamento à Covid-19 no território. Diante disso, decidimos que, entre as áreas em que a FAS atua, seria importante contar com pontos que apoiassem um atendimento digno e adequado para a população. A RESEX do Rio Gregório foi uma das primeiras áreas escolhidas, e a FAS conseguiu inaugurar este ponto de atendimento, junto com os parceiros, com uma carteira de serviços que irá atender às necessidades da população”, destaca Mickela Souza, gerente do Programa Saúde na Floresta da FAS.
Infraestrutura para atendimento presencial e remoto
O Ponto de Atendimento à Saúde foi concebido como um polo de telessaúde e Atenção Primária à Saúde ajustado às especificidades da Amazônia. A unidade conta com um consultório multiprofissional, preparado tanto para consultas presenciais quanto para teleatendimentos. Inclui dispensação de medicamentos da farmácia básica, sala de triagem para cadastro, escuta qualificada, classificação de risco e organização do fluxo de atendimento.
Além disso, há uma antessala para espera e circulação de usuários, um consultório odontológico equipado para serviços básicos e pequenos procedimentos cirúrgicos, um dormitório com banheiro para acomodação de profissionais de saúde durante as missões e um banheiro externo destinado ao público atendido.
Em termos de infraestrutura tecnológica, a unidade dispõe de conexão à internet e equipamentos específicos para telemedicina, permitindo a realização de teleconsultas e teleconsultorias com especialistas. A conexão viabiliza, por exemplo, que profissionais baseados na sede municipal de Eirunepé apoiem, à distância, o atendimento às comunidades, ampliando a capacidade de resolução no próprio território.
Foto: Reprodução/MS
Funcionamento contínuo: presença local, missões e telessaúde
O modelo de funcionamento combinará presença permanente, missões periódicas e uso intensivo de telessaúde. Uma técnica de enfermagem ficará alocada de forma contínua na comunidade do Ubim, apoiada por Agentes Comunitários de Saúde que cobrem as comunidades da área de abrangência da Resex. Caberá a essa equipe local manter o acompanhamento de rotina, realizar procedimentos básicos, monitorar condições crônicas e articular os atendimentos remotos.
As equipes de médico, enfermeiro e cirurgião-dentista atuarão em missões periódicas, com permanência de aproximadamente 15 dias a cada dois meses, em cronograma integrado com a Secretaria Municipal de Saúde. Entre uma missão e outra, a telessaúde deve assegurar o seguimento de casos, discussão de condutas e realização de consultas à distância.
Impacto esperado
No curto prazo, a expectativa é ampliar significativamente o acesso à Atenção Primária à Saúde nas comunidades da Resex Rio Gregório, reduzindo a necessidade de longas viagens e garantindo maior continuidade ao cuidado, em especial para gestantes, crianças e pessoas com doenças crônicas.
Impactos mais estruturais, como alterações no perfil epidemiológico ou redução consistente de determinadas doenças, exigirão um horizonte maior de observação e deverá ser acompanhado pela FAS em articulação com o poder público, para avaliar efeitos de médio e longo prazo, após a conclusão do atual projeto, em agosto.
Outras frentes de atuação estão em desenvolvimento no mesmo território, visando apoiar a retirada de pessoas da extrema pobreza, compromisso da Vale que pretende chegar a 500 mil pessoas atendidas. Ações de melhoria da educação, de geração de renda por meio da sociobioeconomia, saneamento, segurança alimentar e acesso a políticas públicas sociais são complementares às ações de saúde.
Juntos Contra a Pobreza: resposta integrada aos desafios da pobreza extrema
O Juntos Contra a Pobreza é um programa articulado pela Vale que busca apoiar a saída de 500 mil pessoas da situação de extrema pobreza numa abordagem multidimensional. Desenvolveu a metodologia do Acompanhamento Familiar Multidimensional e realiza o monitoramento dos resultados a partir de um Índice de Pobreza Multidimensional (IPM) criado especificamente para o programa e validado pela Universidade de Oxford.
O objetivo é identificar privações em 5 dimensões – renda, educação, saúde, nutrição e infraestrutura – e apoiar as famílias em seus planos para superação, a partir das políticas públicas e programas sociais disponíveis em cada território. Atualmente, mais de 60 mil pessoas participam do Juntos Contra a Pobreza, em diferentes contextos – urbanos, rurais e de florestas –, em cinco estados (AM, PA, MA, RJ e MG).
“O Juntos Contra a Pobreza foi concebido como uma rede de parceiros, públicos e privados, atuando coletivamente para que as políticas públicas cheguem efetivamente em quem mais precisa. A metodologia, desenhada numa visão orientada por dados, visa privilegiar o protagonismo das famílias em situação de pobreza extrema e o fortalecimento das políticas públicas a partir das especificidades de cada território. Sabemos que a pobreza incide de forma bastante diferente em contextos urbanos, rurais e de floresta e, cada vez mais, constatamos que as melhores soluções emergem do próprio território, a partir do conhecimento de quem lá vive”, afirma Flavia Constant, diretora de Investimento Social Privado Vale.
Na Resex Rio Gregório, o projeto tem parceria com o Fundo Vale e começou em 2024, com cerca de 247 famílias. A partir de um diagnóstico inicial, foi construído um plano de ação personalizado que inclui o acesso das famílias a políticas públicas essenciais, como o Cadastro Único e o Bolsa Família, em parceria com o poder público local e organizações da sociedade civil.
“Ao articular saúde, proteção social e sociobioeconomia ajudamos a criar condições para que as famílias tenham dignidade, prosperidade e permaneçam em seus territórios, com acesso a direitos e melhores perspectivas de futuro. Precisamos proteger as pessoas que protegem a Amazônia”, diz Márcia Soares, gerente de Amazônia e Parcerias do Fundo Vale.
Sobre a FAS
A Fundação Amazônia Sustentável (FAS) é uma organização da sociedade civil sem fins lucrativos que atua pelo desenvolvimento sustentável da Amazônia. Sua missão é contribuir para a conservação do bioma, para a melhoria da qualidade de vida das populações da Amazônia e para a valorização da floresta em pé e de sua biodiversidade.
Professores e alunos do curso de Magistérios Indígena. Foto: Reprodução/Ascom Seed
Os cursistas dos Cursos de Magistério Indígena Tamarai e Tamî’kan receberam seus certificados de conclusão de curso com o objetivo de fortalecer o ensino nas comunidades. No Magistério Indígena Tamarai, voltado aos professores de Língua Materna, 85 professores concluíram a formação após dois anos de estudos e muita dedicação. Para o professor Francildo Miguel da Silva, que atua na Escola Estadual Indígena José Allamano, na comunidade indígena Maturuka, município de Uiramutã, essa conquista representa mais um degrau na sua vida acadêmica.
“Hoje para mim isso representa o primeiro passo que eu estou dando. Acredito que será um exemplo para todos. Sei que é difícil, mas a gente pode conseguir com esforço, carinho e muita vontade. Já estou atuando em outra faculdade fazendo Pedagogia agora. Recentemente fiz a matrícula e estou cursando. Agora esse é o destino: cursar várias outras faculdades, se aprimorar cada vez mais”, disse.
Formatura do Magistério Indígena Tamarai. Foto: Reprodução/Ascom Seed
Os cursos de Magistério Indígena são ofertados por meio do Centro Estadual de Formação dos Profissionais da Educação de Roraima (Ceforr).
“O Magistério Tamarai é dedicado a capacitar professores de línguas indígenas. É ímpar essa oportunidade. É através desse trabalho que nós estamos fortalecendo língua, cultura e identidade desses povos. É um magistério especial e esses professores são especiais, porque eles vão garantir e fortalecer o ensino das línguas indígenas em suas comunidades”, destacou Stela Damas, diretora do Ceforr.
Para o secretário de Educação e Desporto, Mikael Cury-Rad, as formaturas representam uma grande conquista para a rede estadual de ensino.
Formatura do Magistério Indígena Tamarai. Foto: Reprodução/Ascom Seed
“Nós estamos num momento muito importante, a formatura dos nossos professores de língua, que passaram dois anos para se formar. É uma conquista para a rede de educação, pois temos uma das redes que tem mais peculiaridades, principalmente na questão da educação indígena”, disse o secretário.
Já no Magistério Indígena Tamî’kan, 120 professores concluíram o curso que é destinado aos professores que atuam nas comunidades indígenas que não possuem formação mínima para docência ou para outros candidatos que possuem Ensino Médio e que desejam a formação profissional em nível de Magistério. Foram dois anos de aula.
Natural da comunidade indígena Samã II, em Pacaraima, a macuxi Néricy Francielly da Silva celebrou a conclusão do curso Magistério Tamî’kan destacando o poder transformador da educação. Para ela, a formatura representa um ano de realizações, superações e determinação coletiva. A nova professora fez questão de agradecer aos mestres do Ceforr e a toda a equipe da Secretaria de Educação pelo apoio durante a jornada.
Formatura do Magistério Indígena Tamarai. Foto: Reprodução/Ascom Seed
“Falar do curso Magistério Tamî’kan é falar de um ano de realização, de muitas superações, das nossas determinações. Estar aqui hoje conquistando o nosso diploma é muito satisfatório. Apesar dos desafios, realizar nossa formatura é extraordinário. Nosso sentimento é somente de gratidão”, disse.
A diretora do Ceforr, Stela Damas, fez um balanço do encerramento dos magistérios indígenas e destacou o compromisso do Governo do Estado com a formação inicial de professores indígenas. Segundo ela, Roraima possui atualmente 470 docentes indígenas em formação, com mais de 300 já concluindo o curso. Stela reforçou que o trabalho é pautado em três pilares essenciais: língua, cultura e identidade, fundamentais para garantir uma educação escolar indígena específica e diferenciada.
“Essa é a terceira formatura que realizamos. Existe um compromisso muito grande para que a gente trabalhe em três pilares essenciais da formação. Todo esse processo de resistência e luta da educação escolar indígena permanece forte em função da formação dos nossos professores”, finalizou.
Estudantes da Unifranz desenvolveram um creme dental sustentável que fortalece o esmalte dos dentes. Foto: Reprodução/Unifranz
O cheiro de laboratório se mistura à curiosidade. Em meio a frascos, calor e tentativas e erros, um grupo de estudantes bolivianos transforma resíduos em ciência aplicada. O que começou como um projeto acadêmico se tornou uma proposta viável: um creme dental sustentável que não só protege, como também fortalece o esmalte.
Na Universidade Franz Tamayo, estudantes de Bioquímica e Farmácia desenvolveram o Apatitecare, um creme dental feito de hidroxiapatita obtida de espinhas de peixe. O projeto nasceu de uma abordagem de ‘aprender fazendo’, onde o conhecimento é aplicado diretamente a situações práticas.
Estudantes da Unifranz desenvolveram um creme dental sustentável que fortalece o esmalte dos dentes. Foto: Reprodução/Unifranz
A equipe é formada por Fiorela Yujra, Maydda Quisbert, Dafne Antonio e Eleazar Canaviri, todos alunos do nono semestre. Sua proposta visa mudar a abordagem tradicional da higiene bucal, incorporando uma perspectiva mais biológica e sustentável.
“Nosso projeto se baseia no desenvolvimento de um creme dental com propriedades remineralizantes, utilizando hidroxiapatita de origem natural. O principal benefício é a reparação de microlesões no esmalte dentário”, explica Fiorela.
Ciência aplicada para regenerar o esmalte dentário.
A hidroxiapatita é um mineral fundamental na estrutura dentária. Ela compõe aproximadamente 97% do esmalte, sendo um componente essencial para o fortalecimento dos dentes. Seu uso em produtos odontológicos oferece uma alternativa diferenciada aos compostos tradicionais.
Ao contrário do flúor, que atua como uma barreira protetora, a hidroxiapatita integra-se diretamente ao dente. Esse processo permite preencher microfissuras, reduzir a sensibilidade e contribuir para uma regeneração mais natural do esmalte.
De resíduos orgânicos a uma solução sustentável
O desenvolvimento do produto também incorpora uma abordagem ambiental. A matéria-prima provém de resíduos orgânicos, especificamente espinhas de peixe, que são transformadas por meio de processos térmicos.
A escolha das espinhas de peixe como matéria-prima deve-se ao seu elevado teor de cálcio e fósforo, minerais essenciais para a obtenção de hidroxiapatita. Além disso, a sua utilização permite o aproveitamento de um resíduo orgânico através de processos acessíveis, integrando os princípios da sustentabilidade e da economia circular.
Pasta de dente desenvolvida pelos alunos. Foto: Reprodução/Youtube Unifranz
A fórmula inclui glicerina para hidratar, bicarbonato de sódio para limpar e regular o pH, e carbonato de cálcio como um abrasivo suave. Também incorpora vitamina E como antioxidante, óleo de coco com efeito antimicrobiano, goma xantana para consistência, essência de menta para frescor e água destilada como base do produto.
“O processo começou com a coleta dos ossos, que passaram por calcinação a 300 graus e, posteriormente, foram integrados à formulação da pasta de dente”, explica Eleazar Canaviri.
Este processo permite a extração do ingrediente ativo do produto, integrando ciência e sustentabilidade em uma única abordagem. Além disso, contribui para a redução de resíduos, dando um novo propósito a materiais descartados.
Estudantes da Unifranz desenvolveram um creme dental sustentável que fortalece o esmalte dos dentes. Foto: Reprodução/Unifranz
“Há também um benefício ambiental, porque reutilizamos esses resíduos para transformá-los em um produto útil para a saúde bucal”, acrescenta Yujra.
Embora o protótipo já demonstre funcionalidade, a equipe identificou oportunidades de melhoria. Aspectos como textura e cor estão entre os ajustes necessários para otimizar a experiência do usuário.
“Queremos melhorar a textura e a cor para torná-la mais atraente para as pessoas, embora já tenha um aroma de menta que é bem recebido”, diz Dafne Antonio.
Aprender fazendo
O projeto foi desenvolvido no âmbito dos Projetos Integrativos, uma metodologia que combina teoria e prática para resolver problemas do mundo real. Essa abordagem permite que os alunos não apenas adquiram conhecimento, mas também desenvolvam habilidades práticas.
Para além do laboratório, a experiência reflete uma abordagem de aprendizagem orientada para a ação. A oportunidade de criar um produto funcional do zero fortalece as habilidades técnicas, o pensamento crítico e o trabalho em equipe.
“Estamos orgulhosos porque combinamos ciência com considerações ambientais em um produto concreto”, conclui Dafne.
Iniciativas como a Apatitecare demonstram como a formação acadêmica pode ir além da sala de aula. Em um ambiente onde a inovação é fundamental, aprender fazendo torna-se uma ferramenta para transformar ideias em soluções reais.
Seravô. Criei esta palavra fruto de um coração apaixonado. Costumo falar coisas assim. Sentado a beira de um barranco alto, olhando a inércia da dinâmica da natureza, os meus olhos não são capazes de perceber a explosão do que ocorre cada segundo. Na minha frente dois do maiores rios do mundo – os rios Negro e Solimões -, nos meus mortais olhos, os únicos movimentos que percebo são o movimento das águas e uma brisa que me contorna.
Sim. Só assim que sabemos que o tempo passa. Mas, naquele microssegundo, bilhões de transformações ocorrem: árvores morrem com milhões de seres vivos e árvores nascem com milhões de seres vivos; milhares de peixes morrem e milhares nascem; dentro da selva animais morrem e nascem; basta que nós, ditos “civilizados”, não façamos nada. Basta admirar e aí está a lição da vida.
Nos meus 76 anos de vida foi mais ou menos assim. Nascido em um lugar, criado e desenvolvido em outro, trago comigo o cheiro da terra amazônica e nas veias a força dos rios de nossa Amazônia. Uma vida, como toda ela é, uma aventura.
Vindo de uma família maravilhosa que construiu de um nada, tudo! Em especial, fui lenta e gradativamente construindo a mim como filho, profissional, cidadão. Conheci milhares de pessoas, poucas me relacionei profundamente a ponto de criarmos uma história com personagens chamado de filhos (três meninas e um menino, com idades bem diferentes que deram a oportunidade de vivê-los dentro de um mundo próprio, ou seja um em cada tempo).
Eu, junto com minha parceira, sentimos o desenrolar da vida em um “serzinho”, resultado de um amor, sabendo ser parte de duas pessoas, mas diferente. O primeiro passo é a saúde e então começa o maior desafio: como moldar alguém para ser alguém?
Não existe um manual, uma regra geral. Pode ou não dar certo. Todos temos esta dúvida. Os filhos crescem e estão sempre segurando a sua mão até começarem a construir o próprio mundo.
Esperamos que achem nos próprios erros o caminho e saibam que sempre estaremos juntos. Sejam o que quiserem! Cabe a nós apoiá-los e orientá-los.
Que achem o parceiro certo para o outro passo e surgir outro “serzinho”… Meu Deus do céu!!! Não importa – menino ou menina – pois é uma sensação extraordinária!
Quero guardar, ficar comigo, abrir espaço na minha vida para tê-los sempre, mas como fiquei um dia sentado num barranco parado vendo a fotossíntese acontecer, é o mesmo agora. Meus netos alimentam o meu mundo com pessoas que amo e que criei. Eles me devolvem esta força do amor. MEUS NETOS!!!
Eduardo Monteiro de Paula é jornalista formado na Universidade Federal do Amazonas (Ufam), com pós-graduação na Universidade do Tennesse (USA)/Universidade Anchieta (SP) e Instituto Wanderley Luxemburgo (SP). É diretor da Associação Mundial de Jornalistas Esportivos (AIPS). Recebeu prêmio regional de jornalismo radiofônico pela Academia Amazonense de Artes, Ciências e Letras e Honra ao Mérito por participação em publicação internacional. Foi um dos condutores da Tocha Olímpica na Olimpíada do Rio de Janeiro, em 2016.
O município de Coari (AM) recebe, no dia 4 de maio de 2026, a programação do Amazônia das Palavras – Quarta Edição, projeto itinerante de incentivo à leitura que percorre cidades da região amazônica por meio de uma expedição fluvial.
As atividades serão realizadas na Escola Estadual Prefeito Alexandre Montoril e incluem oficinas literárias gratuitas voltadas a estudantes e educadores da rede pública, além de ações culturais abertas à comunidade.
Durante o dia, serão promovidas oficinas que integram literatura a diferentes linguagens artísticas, como música, cinema, poesia falada e animação. A programação também inclui o plantio de mudas de pau-brasil, como ação simbólica de educação ambiental.
À noite, a comunidade está convidada a participar de uma programação especial, com exibição do documentário do projeto, homenagem à escritora Maria Firmina dos Reis, doação de livros para a biblioteca da escola com entrega do certificado Escola Amiga da Leitura e o espetáculo circense “Silêncio Total – Vem chegando um Palhaço”, com o ator Luiz Carlos Vasconcelos, que interpreta o Palhaço Xuxu.
A proposta do projeto é ampliar o acesso à leitura e à cultura em comunidades ribeirinhas, promovendo a troca de saberes entre artistas, educadores e estudantes.
O Amazônia das Palavras – Quarta Edição, é um projeto patrocinado pela TAG, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura; Apoio: Cigás, Promoção: Fundação Rede Amazônica. Realização: Associação Mapinguari, Ministério da Cultura e Governo do Brasil – do lado do povo brasileiro.
Foto: Divulgação
Programação na Amazônia
Oficinas literárias (manhã e tarde) e atividades culturais abertas à comunidade (noite) Entrada: Gratuita
Em todas as cidades, acontecerão atividades gratuitas que conectam literatura, arte e educação em diálogo com estudantes, professores e comunidades, fortalecendo também a troca de saberes.
Confira algumas das oficinas literárias desta edição:
Oficina Nheengatu – A Língua Bela da Amazônia
Oficina Produção de Textos Literários
Oficina Slam – A Poesia Falada
Oficina A Palavra Animada
Oficina Música e Literatura
Oficina Moda e Literatura
Oficina Como Utilizar o Cinema em Sala de Aula
E a programação continua também à noite, com encontros especiais, exibição de filmes e apresentação circense.
Peças da estilista amapaense foram enviadas para a equipe de Anitta. Foto: Poliana Abrilhante
A cantora Anitta lançou no dia 28 de abril o clipe da música ‘Mandinga’, em parceria com Marina Sena, e o Amapá está representado na produção: as roupas de crochê usadas pelas artistas foram criadas pela estilista Poliana Brilhante, de Santana. Ela também assinou o figurino de Anitta no clipe ‘Desgraça’, lançado ainda em abril.
Poliana contou que a equipe de Anitta pediu várias peças de crochê. Ela enviou sem saber se seriam usadas e disse que sempre sonhou em vestir a cantora.
“Então eu mandei sem muitas pretensões. Queria muito que ela usasse, lógico. Mas como existe também essa espécie de segredo dos projetos dos artistas, a gente nunca sabe muito bem o que está acontecendo. Quando me confirmaram que ela usou essas três peças, fiquei super nervosa e ansiosa, esperando sair. E aí, quando saiu o primeiro, Desgraça, foi incrível. Foi o primeiro clipe e uma das peças que mais marcou no álbum”, relembrou a estilista.
Poliana disse estar orgulhosa e destacou que se identificou com ‘Mandinga’, por conta da religiosidade, que cita o candomblé. Ela comemorou o fato de ter vestido Anitta em dois clipes.
Fotos: Reprodução/Instagram-Anitta
“E não só vestir um look, mas dois. Vesti ela em dois clipes, o que também é muito marcante. Estou muito feliz, super realizada, e é muito legal receber esse carinho das pessoas. É incrível já ter essa troca com quem veste a Anitta. Ser vista é algo muito especial”, disse a Poliana.
Início da carreira de estilista
Poliana aprendeu a fazer crochê ainda criança, com 7 anos, com sua mãe, que iniciou a técnica durante um tratamento contra o câncer.
“Então eu tenho essa ligação com crochê, né? Bem forte, bem íntima e sentimental, sabe? Eu levo muita coisa dela, até porque foi uma coisa que minha mãe me ensinou ali quando eu era criança e aí hoje serve pra mim como meu trabalho, como a minha vida, né?”, disse Poliana.
Brilhante vivia em uma área de ponte em Santana, a artista já vestiu grandes nomes, como Marina Sena, Iza e Erykah Badu. Em 2024, a estilista foi destaque na 58ª edição do São Paulo Fashion Week, sendo a primeira amapaense a ter uma coleção no evento.
Dados da Superintendência da Zona Franca de Manaus indicam que o polo mantém mais de 129 mil empregos diretos no início de 2026, refletindo a dimensão da atividade industrial no estado. Foto: Divulgação
No Dia do Trabalhador, celebrado em 1º de maio, o engenheiro de qualidade Gabriel Siza representa a rotina de milhares de profissionais que ajudam a movimentar o Polo Industrial de Manaus (PIM). Há cerca de oito anos na indústria, ele contou em entrevista ao Grupo Rede Amazônica que construiu a carreira passando por diferentes empresas e acompanhando de perto a dinâmica do setor no Amazonas.
Dados da Superintendência da Zona Franca de Manaus indicam que o polo mantém mais de 129 mil empregos diretos no início de 2026, refletindo a dimensão da atividade industrial no estado.
“São pessoas de áreas diferentes, com perfis diferentes, mas todas unidas pelo mesmo objetivo. Seja produzir celulares, motos ou outros produtos, todo mundo ali faz parte do mesmo resultado”, afirmou Gabriel.
A experiência no Polo Industrial de Manaus (PIM), segundo Gabriel, vai além do ambiente de trabalho. Gabriel destaca o senso de comunidade criado dentro do Distrito Industrial, onde profissionais de diferentes empresas e áreas convivem diariamente.
“É comum encontrar pessoas que já trabalharam juntas em outras empresas. Existe essa troca, essa convivência. No fim do expediente, todo mundo se encontra, conversa. Isso fortalece muito o ambiente profissional”, diz.
Atualmente atuando em uma empresa do setor de tecnologia, Gabriel também destacou a presença de companhias internacionais no polo e a convivência entre diferentes culturas.
“Tem empresas chinesas, japonesas, europeias, e todas acabam se adaptando ao nosso jeito. A gente mostra nossa cultura, nosso jeito de trabalhar, e isso é muito valorizado”, afirma.
Para ele, o reconhecimento da mão de obra local é um dos pontos que sustentam o modelo do PIM ao longo dos anos.
“Nosso trabalho ele muitas vezes é escolhido por pessoas do outro lado do mundo que vem aqui no nosso estado escolhem os nossos profissionais, os nossos engenheiros, os nossos operadores porque sabe que a gente vai entregar com qualidade. A gente vem sempre ano após ano entregando melhores resultados, melhores produtos com mais qualidade. Então, no dia do trabalhador a gente tem sempre que ressaltar a força do trabalhador do polo industrial de Manaus”, finalizou.
Engenheiro de qualidade Gabriel Siza representa a rotina de milhares de profissionais que ajudam a movimentar o Polo Industrial de Manaus (PIM). Foto: Gabriel Siza/Acervo pessoal
Mais de 129 mil trabalhadores movimentam Zona Franca
Dados da Superintendência da Zona Franca de Manaus apontam que o modelo do PIM segue com mais de 129 mil trabalhadores diretos em atividade no início de 2026.
De acordo com o balanço do primeiro bimestre do ano, o PIM fechou fevereiro com 128.985 trabalhadores, entre efetivos, temporários e terceirizados. A média mensal de empregos diretos nos dois primeiros meses do ano foi de 129.254 postos, indicando estabilidade em relação ao mesmo período de 2025.
O desempenho ocorre em um cenário de manutenção da atividade industrial. Entre janeiro e fevereiro, o polo faturou R$ 37,04 bilhões, praticamente estável frente aos R$ 37,37 bilhões registrados no ano anterior. Em dólar, o faturamento chegou a US$ 6,73 bilhões.
Apesar da estabilidade na receita, o setor apresentou avanço nas exportações. No acumulado do bimestre, as vendas externas somaram US$ 125,29 milhões, crescimento de 27,28% na comparação com 2025.
Segundo o superintendente da Suframa, Leopoldo Montenegro, os números refletem um momento de equilíbrio do modelo.
“Manter uma média de mais de 129 mil trabalhadores ativos demonstra a força estrutural do polo. Além disso, o salto de mais de 27% nas exportações acumuladas prova que as indústrias da Zona Franca de Manaus continuam competitivas no cenário internacional”, afirmou Montenegro.
PIM apresenta recorde recente de empregos
O atual patamar de empregos se mantém próximo do maior já registrado na história do polo. Em 2025, o PIM atingiu recorde de 131.446 trabalhadores em abril, consolidando o melhor resultado desde a criação do modelo.
O número representou crescimento tanto em relação ao mês anterior quanto na comparação anual, reforçando a recuperação da indústria e a ampliação da mão de obra no estado.
Setores que mais empregam e produzem
No início de 2026, os segmentos que mais contribuíram para o faturamento do polo foram:
Duas rodas (20,82%)
Bens de informática (18,85%)
Eletroeletrônico (15,91%)
Químico (12,16%)
Termoplástico (9,14%)
Metalúrgico (8,87%)
Mecânico (8,59%)
Entre os destaques do período no PIM, o setor de bebidas teve alta de 43,64% no faturamento. Já na produção, os celulares lideraram em volume, com mais de 1,8 milhão de unidades fabricadas, enquanto o segmento de duas rodas produziu 379 mil motocicletas.
O que é a Zona Franca de Manaus
Criada em 1967, a Zona Franca de Manaus é um modelo de desenvolvimento baseado em incentivos fiscais para atrair indústrias à Amazônia. A iniciativa permite a redução ou isenção de impostos para empresas do Brasil e estrangeiras que produzem na região, estimulando a economia local.
Atualmente, o polo reúne mais de 500 empresas e é responsável pela fabricação de itens presentes no dia a dia dos brasileiros, como televisores, celulares, motocicletas, computadores e eletrodomésticos.
Com validade garantida até 2073 e respaldo na Constituição Federal, a Zona Franca segue como um dos principais pilares econômicos do Amazonas, combinando geração de empregos com desenvolvimento industrial em plena região amazônica.
O modelo, inclusive, é garantido pela Constituição Federal de 1988 e também está no Ato das Disposições Constitucionais Transitórias, um documento que contém regras de transição do texto constitucional antigo para o atual.
Parintins recebe audiência pública sobre obras no Bumbódromo. Foto: Divulgação/Secom-AM
Uma audiência pública será realizada no dia 13 de maio, às 8h, em Parintins, pelo Governo do Amazonas, para apresentar o projeto de ampliação e modernização do Bumbódromo. O encontro será híbrido, com participação presencial e virtual.
Segundo o governo, a audiência busca ampliar o diálogo entre poder público e sociedade. O objetivo é fortalecer o Festival Folclórico de Parintins e valorizar a cultura regional.
Perguntas e sugestões podem ser enviadas pelo site até 8 de maio. As contribuições não respondidas durante a audiência serão encaminhadas pela Seinfra posteriormente.
Quem optar pela participação presencial deve se inscrever para acompanhar o evento no Centro de Educação de Tempo Integral (CETI) Deputado Gláucio Gonçalves, em Parintins. As vagas são limitadas por conta da capacidade do espaço.
Na modalidade virtual, a audiência será transmitida pela plataforma Teams, com limite de mil inscritos. Após a inscrição, os participantes recebem por e-mail a confirmação e as orientações de acesso.
O edital com todas as regras da audiência foi publicado no Diário Oficial do Estado em 28 de abril de 2026.
O secretário de Infraestrutura, Carlos Henrique Lima, afirmou que a audiência é essencial para garantir uma estrutura compatível com o crescimento e a relevância do festival.
“Esse é um projeto desafiador que busca ampliar e modernizar o Bumbódromo. A obra vai garantir qualidade, segurança e eficiência ao festival”, disse.
Foto: Divulgação/Secom-AM.jpeg
As contribuições enviadas previamente e que não puderem ser respondidas durante a audiência, serão atendidas posteriormente pela Seinfra e encaminhadas ao e-mail de solicitação.
Aqueles que quiserem participar da audiência apenas como espectadores/ouvintes, poderão acompanhar a transmissão ao vivo do evento pelo canal oficial do Governo do Amazonas no Youtube, cujo acesso estará disponível à toda a população.
Propostas para o bumbódromo
A proposta de mudanças para o Bumbódromo de Parintins conta com ampliação da capacidade para um público de 25 mil pessoas, segundo anúncio do então governador Wilson Lima durante o lançamento do 59º Festival. A previsão é que a obra seja executada em aproximadamente três anos, sem interrupção do Festival de Parintins durante o período de execução.
O novo espaço terá ampliação de 70% na capacidade de público, saindo de 14,7 mil para 25 mil pessoas. O projeto também prevê a criação de 9,8 mil novos lugares nas galeras e a implantação de 20 novos camarotes, garantindo mais conforto, melhor visibilidade e ampliando a experiência do público durante as apresentações.
Além da ampliação da capacidade, o projeto, elaborado pela Secretaria de Estado de Infraestrutura (Seinfra), contempla o aumento da área construída em três vezes, passando de 19 mil para 61 mil metros quadrados. A nova estrutura também incorpora soluções modernas para grandes arenas, como sistemas de suporte cênico semelhantes aos utilizados em teatros, garantindo mais segurança para artistas e trabalhadores durante as apresentações.
Entre as melhorias estruturais estão novas rampas e acessos, dois níveis de circulação de público e a reorganização dos fluxos entre as áreas do Caprichoso e do Garantido. O projeto também prevê maior agilidade no atendimento das equipes operacionais e um sistema de evacuação com tempo estimado de até oito minutos, garantindo mais segurança ao público.
O projeto conta com a participação de mais de 100 profissionais, entre arquitetos e engenheiros, incluindo equipes que atuam na avaliação e desenvolvimento de arenas internacionais, como as estruturas previstas para a Copa do Mundo de 2026, nos Estados Unidos, Canadá e México.
Durante o lançamento, o governador anunciou que, a partir do dia 27 de abril, se daria início às audiências públicas para apresentação e discussão do projeto com a população.
Indígenas do Estado do Amazonas. Foto: Alexandre Cruz Noronha
OAmazonas teve 116 pessoas incluídas no Programa de Proteção a Defensores de Direitos Humanos, Comunicadores e Ambientalistas (PPDDH) em 2025. O estado está entre os dez com mais casos no Brasil. As ameaças estão ligadas à grilagem de terras, exploração ilegal de madeira, avanço do garimpo e denúncias de crimes ambientais. O levantamento foi divulgado nesta quinta-feira (30).
A Região Norte concentra o maior número de pessoas protegidas: 540 casos. No Amazonas, os conflitos se intensificam em áreas de floresta e territórios indígenas, onde lideranças denunciam violações de direitos humanos e ambientais.
Segundo o PPDDH, as denúncias tornam os defensores alvo de ameaças de grupos econômicos e criminosos que disputam recursos naturais.
Foto: Divulgação/PRF
Ranking dos estados com mais pessoas protegidas em 2025
Pará – 186
Maranhão – 147
Bahia – 140
Minas Gerais – 125
Ceará – 117
Amazonas – 116
O estudo mostra que os casos refletem a realidade de quem defende territórios e o meio ambiente. As principais ameaças são:
Grilagem e conflitos fundiários em áreas de floresta.
Pressões sobre terras indígenas e comunidades tradicionais.
Denúncias contra garimpo ilegal, pesca predatória e desmatamento.
Esses fatores tornam o Amazonas um dos estados mais críticos na proteção de defensoras e defensores de direitos humanos. O PPDDH atua com medidas proporcionais ao risco, como rondas, escoltas pontuais e fornecimento de equipamentos de segurança, além de apoio psicossocial e jurídico.