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‘Roteiro de Afetos’ inicia segunda etapa e implanta audiotour patrimonial em Tocantins

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Roteiro dos Afetos. Foto: Reprodução/Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan)

A cidade histórica de Natividade, no sudeste do Tocantins, começou a receber a segunda etapa do projeto ‘Roteiro de Afetos: Audiotour Patrimonial de Natividade‘, iniciativa que integra arte, memória e tecnologia para valorizar o patrimônio cultural local.

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Desenvolvido pela Universidade Federal do Tocantins (UFT), em cooperação técnica com o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e com administração da Fundação de Apoio Científico e Tecnológico do Tocantins (FAPTO), o Roteiro de Afetos propõe novas formas de conhecer e vivenciar o centro histórico do município por meio de experiências sonoras acessadas por dispositivos móveis. 

A proposta do audiotour é oferecer aos visitantes e moradores um percurso autoguiado pela zona de proteção histórica de Natividade, reconhecida pelo Iphan desde 1987.

Ao caminhar pela cidade, o público poderá acessar conteúdos em áudio por meio de QR codes instalados em pontos estratégicos do centro histórico.

Cada parada reúne narrativas que articulam memórias da comunidade, histórias do lugar e experiências artísticas, criando um percurso sensível que conecta patrimônio, identidade e cotidiano. 

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Roteiro de Afetos, Igreja Matriz de Nossa Senhora da Natividade. Foto: Reprodução/Diocese de Natividade

O projeto é coordenado pela professora e pesquisadora Renata Ferreira da Silva, do curso de Licenciatura em Teatro da UFT, e dá continuidade a um trabalho iniciado em 2024.

Na primeira etapa foram desenvolvidas as bases criativas do Roteiro de Afetos e produzidas 12 estações sonoras, elaboradas a partir de processos colaborativos com moradores, artistas, pesquisadores e estudantes.

Nesta nova fase ocorre a implantação efetiva do audiotour na cidade, com o desenvolvimento de um site e de um aplicativo para acesso aos conteúdos, além da instalação de mapas, totens informativos e QR codes que permitirão ao público realizar o percurso de forma autônoma. 

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Roteiro de Afetos, Ruínas da Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos. Foto: Reprodução/Iphan

Segundo a coordenação do projeto, a iniciativa busca ampliar o acesso ao patrimônio cultural por meio de linguagens contemporâneas e fortalecer o vínculo da população com a história da cidade.

“O Roteiro de Afetos busca valorizar as narrativas da própria comunidade, criando um percurso que conecta memória, arte e experiência sensível para reimaginar a cidade”, explica a coordenadora Renata Ferreira. 

A segunda etapa também prevê ações de educação patrimonial, oficinas, encontros com a comunidade e atividades de divulgação que envolvem estudantes, professores, moradores, comerciantes, guias de turismo e visitantes.

A proposta do Roteiro de Afetos é estimular o reconhecimento e a preservação das referências culturais locais, fortalecendo o sentimento de pertencimento da população em relação ao patrimônio histórico da cidade. 

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Para a chefe do Escritório Técnico do Iphan em Natividade, Maria Lygia, a iniciativa representa uma ação inovadora para aproximar a população de seu patrimônio cultural.

“Posso afirmar a grande importância e sensibilidade desta iniciativa, que é uma parceria técnica entre o Iphan e a Universidade Federal do Tocantins. A implantação do audiotour permitirá não apenas aos visitantes, mas também à própria população nativitana acessar de forma fácil e intuitiva informações sobre a cidade, reconhecendo suas singularidades e a riqueza patrimonial que os cerca”, afirma.

Segundo ela, o cuidado em cada etapa do projeto, desde o diálogo com a comunidade até o desenvolvimento dos materiais, demonstra o zelo e a dedicação que marcam toda a iniciativa.  

Roteiro de Afetos inicia segunda etapa e implanta audiotour patrimonial em Tocantins
Roteiro de Afetos. Foto: Reprodução/IPHAN

O projeto conta com uma equipe interdisciplinar formada por pesquisadores e colaboradores da UFT e da comunidade local. Integram a equipe as pesquisadoras Noeci Carvalho Messias (história e patrimônio cultural) e Renata Ferreira da Silva (artes e educação), os professores Heitor Martins Oliveira (música e criação sonora), Ricardo Ribeiro Malveira (artes visuais e visualidades da cena), Rodolfo Alves da Luz e Kennedy Vasco (geografia e cartografia) e a antropóloga Nei Clara Lima.

Na área de comunicação e registro audiovisual participam Jorge Cardoso Dias, jornalista e documentarista, e Felipe Silva Leite, comunicador visual e designer. O projeto conta ainda com a atuação das produtoras culturais Verônica Tavares de Albuquerque e Cássia Tavares, importante articuladora cultural da cidade de Natividade, além da participação do bolsista Bento Gabriel de Sá, estudante do curso de Jornalismo da UFT. 

Também estão previstas a produção de registros fotográficos e audiovisuais, mini documentários e reportagens que acompanham o processo de implantação do roteiro, ampliando a divulgação da experiência e registrando as memórias mobilizadas ao longo do projeto. 

O cronograma da iniciativa prevê que a produção de materiais e implementação seja concluída em junho de 2026. Ao longo do processo também serão realizadas reuniões com a comunidade e com setores como o comércio local para apresentação do projeto e dos produtos desenvolvidos. O encerramento geral da proposta está programado para outubro de 2026, com a apresentação do relatório final e do portfólio do projeto. 

*Com informações do Iphan

Exposição fotográfica arrecada fundos para animais resgatados em Macapá; veja como visitar

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Foto: Isadora Pereira/Rede Amazônica AP e Divulgação/Graça Andritson

A exposição ‘Olhares que Cuidam’ transforma contemplação em gesto concreto de cuidado. O evento é beneficente e reúne 12 fotógrafos que doaram duas obras autorais cada. Todas as fotografias estão à venda e a arrecadação será destinada ao Santuário Lillou, espaço de acolhimento permanente para animais resgatados.

A mostra acontece na galeria do Espaço Cultural Dr. Phelippe Daou, dentro da Rede Amazônica, em Macapá (AP) desde o dia 10 de março. O espaço fica aberto para visitação de segunda a sexta-feira, durante horário comercial. Os agendamentos podem ser realizados pelo número (96) 99112-6310.

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As imagens retratam paisagens que revelam tempo, território e silêncio. Ao escolher esse tema, os artistas destacam cuidado além do socorro imediato: é preservar o ambiente e assumir responsabilidade com o futuro. A ação é organizada pela artista plástica Graça Andritson, criadora do santuário.

“Cada fotografia vendida representa alimento, tratamento e dignidade para os animais que vivem conosco. É arte que se transforma em cuidado real”, afirmou Graça.

Foto: Isadora Pereira/ G1 Amapá

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As obras na exposição são dos fotógrafos: Evandro Holanda, Fabiano Menezes, Lídia Mota, Aluízio Cardoso, Luzia Mota, Nani Rodrigues, Luísa Mota, Pedro Moutinho, Ronaldo Miranda, Tina Mota, Jeriel Luz e Jonaysa Carvalho.

Exposição beneficia o Santuário Lillou

O Santuário Lillou foi criado em 2025, em homenagem a uma cadelinha chamada Lillou. O espaço funciona como abrigo permanente para cães e gatos resgatados.

Atualmente, o local acolhe cerca de 30 cães e 9 gatos. Os animais recebem alimentação, atendimento veterinário, vermifugação e castração.

“Não conseguimos estar nas ruas todos os dias, porque cuidar dos que já estão aqui demanda tempo e estrutura”, explicou.

De forma eventual, filhotes são disponibilizados para adoção responsável. A prioridade é garantir qualidade de vida aos que já vivem no abrigo.

O santuário não realiza resgates constantes nas ruas. Segundo os responsáveis, a decisão busca manter o atendimento adequado dentro da estrutura disponível.

O trabalho é feito diariamente por cuidadores independentes. O objetivo é ampliar a estrutura e criar um espaço maior, afastado da área urbana, para oferecer mais tranquilidade e contato com a natureza aos animais.

*Por Isadora Pereira, da Rede Amazônica AP

Amajari: ecoturismo, piscinas naturais e cachoeiras na Serra do Tepequém

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Serra do Tepequém, em Amajari. Foto: Reprodução/ Ministério do Turismo

Quando se fala do verão de Roraima, o intenso calor da região amazônica logo vem à mente, bem como as tradicionais praias de água doce que se formam nas margens dos rios durante a estiagem. No entanto, o interior do estado guarda um refúgio para quem quer mergulhar em águas revigorantes: localizada no município de Amajari, a cerca de 200 km de Boa Vista, a Serra do Tepequém oferece clima mais ameno e um cenário repleto de cachoeiras deslumbrantes.

A subida da serra já revela uma transição na paisagem. No trajeto, a savana roraimense, conhecida como lavrado, dá lugar a uma vegetação montanhosa. Além do espetáculo visual, o local é carregado de história. No passado, o Tepequém foi um dos maiores polos de exploração de diamantes do Brasil. As cicatrizes deixadas pela atividade acabaram formando algumas belas piscinas naturais e quedas d’água, que hoje fazem a alegria dos visitantes.

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serra do tepequém em amajari rr
Foto: Reprodução/Prefeitura de Amajari

A experiência na região é um convite à contemplação da natureza em sua forma mais pura. Trilhas levam turistas a maravilhas como a Cachoeira do Paiva, a mais famosa e imponente, e a Cachoeira do Barata, ideal para famílias que buscam nadar e relaxar em poços tranquilos.

Outro ponto imperdível: a Cachoeira do Funil, que impressiona com sua formação rochosa onde fortes águas proporcionam uma massagem natural.

Para os mais aventureiros, a caminhada até o topo da serra rende um pôr do sol espetacular, quando uma vista panorâmica abraça toda a imensidão verde e plana de Roraima.

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Culinária roraimense em Amajari

A culinária local se encarrega de envolver o viajante com os sabores autênticos da Amazônia. A gastronomia em Amajari tem forte influência indígena e de migrantes nordestinos. A paçoca de carne seca batida no pilão, acompanhada de banana-da-terra (ou pacovã), é presença garantida nas mesas, assim como os peixes de rio, a exemplo do tambaqui assado na brasa.

Foto: Yara Ramalho/Rede Amazônica RR

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Para os paladares que buscam uma imersão mais profunda, provar a damurida, um caldo tradicional indígena servido quente, levando pimenta jiquitaia, tucupi negro e peixe ou carne, permite “experimentar” a identidade do povo roraimense.

Como chegar

A chegada até o local é uma viagem tranquila e repleta de belezas no caminho. Começando pela principal porta de entrada, o Aeroporto Internacional da capital, Boa Vista, o turista segue de carro, ônibus ou van pela rodovia BR-174 e, na sequência, pela RR-203, em um trajeto que dura cerca de três horas.

A estrada em si já é um atrativo à parte, cruzando vastas planícies pontilhadas por buritizais, até que a imponente silhueta da montanha surge no horizonte.

*Com informações do Ministério do Turismo

Projeto Pé-de-Pincha devolve mais de 5 mil quelônios à natureza na região amazônica

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Projeto Pé de Pincha. Foto: Reprodução/ DNIT

O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) participou de ações do Projeto Pé-de-Pincha que resultaram na soltura de mais de 5 mil quelônios na natureza, no âmbito das ações atinentes ao licenciamento ambiental, na região amazônica.

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A iniciativa integra atividades de educação ambiental vinculadas aos programas de gestão ambiental da autarquia e contribui para o fortalecimento da conservação da biodiversidade local.

Projeto Pé-de-Pincha. Foto: Reprodução/ DNIT

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Neste ano, as ações realizadas com a participação das comunidades Nova Geração e São Sebastião do Igapó Açu resultaram na soltura de 5.225 quelônios. Na região da comunidade Nova Geração foram reintegrados à natureza 2.308 animais, enquanto na região da comunidade São Sebastião do Igapó Açu foram soltos 2.947 quelônios.

Projeto Pé-de-Pincha
Projeto Pé-de-Pincha. Foto: Reprodução/ DNIT

Criado pela Universidade Federal do Amazonas (UFAM), o Projeto Pé-de-Pincha é uma iniciativa de conservação voltada à proteção de quelônios na região amazônica.

O trabalho envolve comunidades ribeirinhas, instituições públicas e parceiros locais em ações de manejo e proteção de ninhos, acompanhamento da eclosão dos ovos e posterior soltura dos filhotes no ambiente natural.

A iniciativa tem como objetivo proteger espécies da região por meio do manejo de ovos, que inclui a coleta em áreas naturais, incubação em locais protegidos, monitoramento dos filhotes após a eclosão e, posteriormente, a soltura no habitat natural durante o período de cheia dos rios.

O trabalho contribui para a preservação de espécies como tracajás, tartarugas-da-amazônia, entre outras.

Leia também: 5 projetos de soltura de quelônios que preservam a espécie na Região Norte

A atuação ocorre por meio de atividades de educação ambiental realizadas junto às comunidades. Entre as ações desenvolvidas estão a organização de atividades educativas, como jogos temáticos e distribuição de materiais informativos, contribuindo para ampliar a conscientização sobre a importância da preservação ambiental e do cuidado com as espécies nativas.

O trabalho conjunto entre universidade, comunidades e instituições parceiras reforça a importância da cooperação para a conservação da biodiversidade amazônica e para a proteção das espécies de quelônios da região.

*Com informações do DNIT

Cinco características que tornam Macapá uma das cidades mais atrativas da Amazônia

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Pontos turísticos de Macapá. Foto: Divulgação/Acervo Ministério do Turismo

As margens do imponente Rio Amazonas, no extremo norte do Brasil, Macapá (AP) é a única capital brasileira cortada pela Linha do Equador. A cidade é um território onde ciência, tradição, espiritualidade e cultura popular convivem em equilíbrio, criando uma experiência amazônica singular.

Leia também: Portal Amazônia responde: por que Macapá é a capital do meio do mundo?

Fundada oficialmente em 1758, Macapá nasceu como um ponto estratégico de defesa do território amazônico durante o período colonial. Sua história está profundamente ligada à presença indígena, às populações negras trazidas para a região e às comunidades ribeirinhas que moldaram o modo de viver às margens do maior rio do mundo.

O nome Macapá tem origem tupi, derivado de macapaba, expressão associada à abundância da bacaba, palmeira típica da região. Antes da ocupação portuguesa, a área era habitada por povos indígenas como os tucujus, cuja herança cultural permanece viva nas manifestações artísticas, nos saberes tradicionais e na relação respeitosa com a natureza.

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Fortaleza de São José

Símbolo máximo da cidade, a Fortaleza de São José de Macapá é uma das maiores construções militares do período colonial no Brasil. Erguida no século XVIII às margens do Amazonas, a fortaleza foi fundamental para garantir a soberania portuguesa na região e hoje é um patrimônio histórico que conecta passado e presente.

Foto: Divulgação

Marco Zero: onde o mundo se encontra

Outro cartão-postal é o Marco Zero do Equador, ponto turístico que marca a divisão simbólica entre os hemisférios Norte e Sul. A atração geográfica se tornou palco de eventos culturais, científicos e celebrações que reforçam a identidade única de Macapá no cenário nacional e internacional.

Durante os equinócios, quando o sol se posiciona exatamente sobre a linha imaginária, moradores e visitantes acompanham um espetáculo natural que conecta ciência e ancestralidade.

Leia também: Portal Amazônia responde: é possível equilibrar um ovo no Marco Zero da Linha do Equador?

imagem colorida mostra o marco zero do equador, em macapá
Marco zero do equador, em macapá. Foto: Gabriel Penha/GEA

Marabaixo: ritmo ancestral

O Marabaixo é uma das manifestações culturais mais tradicionais do Amapá, com origem nas comunidades afrodescendentes formadas por negros que foram trazidos à região durante o período colonial. 

A celebração reúne música, dança, religiosidade e memória coletiva, marcada pelo som das caixas de marabaixo, tambores que conduzem os cantos chamados de “ladrões”, versos que narram histórias, sentimentos e acontecimentos da comunidade. 

Foto: Gabriel Penha/Fundação Marabaixo

O Marabaixo é celebrado principalmente em bairros históricos de Macapá e em comunidades do interior, tornando-se um símbolo de resistência cultural, identidade e orgulho do povo amapaense. Durante o verão amazônico, as rodas de Marabaixo ganham ainda mais vida, convidando moradores e visitantes a vivenciar de perto essa herança cultural que atravessa gerações.

Verão Amazônico

No verão amazônico, que se inicia em junho e segue até setembro, Macapá revela outro encanto: as praias de água doce formadas pelo recuo das águas do Amazonas. A Praia da Fazendinha é a mais famosa delas, reunindo moradores e turistas em um cenário onde rio, sol e cultura se encontram.

Além da Fazendinha, áreas ribeirinhas e balneários urbanos se tornam pontos de lazer, convivência e celebração da vida amazônica, acompanhados de música, gastronomia local e o ritmo tranquilo da cidade.

Foto: Eude Rocha

Sabores do Amapá

A culinária macapaense é uma verdadeira experiência sensorial. Pratos à base de peixe fresco, camarão regional e tucupi dividem espaço com receitas tradicionais como o caldo de tucupi, a goma de mandioca, o açaí e a bacaba, símbolo da região.

O sabor mais emblemático, no entanto, é o do camarão no bafo, presença constante em feiras e encontros à beira do rio, acompanhado de farinha e vinagrete, em uma celebração profundamente cultural.

Foto: Reprodução/Rede Amazônica AP

*Com informações do Ministério do Turismo

Iphan aprova tombamento da imagem de São Bonifácio em São Luís

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Imagem de São Bonifácio no Museu de Arte Sacra, em São Luis (MA). Foto: dossiê de tombamento/IPhan.

O Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) aprovou o tombamento da Imagem de São Bonifácio, em São Luís (MA), no dia 10 de março. O reconhecimento ocorreu durante a 112ª reunião do colegiado – responsável por deliberar sobre a proteção de bens culturais brasileiros – que ocorreu no Palácio Gustavo Capanema, no Rio de Janeiro (RJ).

A decisão reconhece oficialmente o valor histórico, artístico e simbólico da escultura religiosa, que passa a integrar os Livros do Tombo Histórico e de Belas Artes, instrumentos de proteção do patrimônio cultural brasileiro.

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O presidente do Iphan, Leandro grass, destacou o caráter crítico e propositivo desse tombamento. “A patrimonialização de um bem também significa que ele pode aquirir outros significados para a sociedade, se tornando um ferramenta de educação patrimonial e de reparação histórica”.

A imagem de São Bonifácio

A peça, datada do século 18, por volta de 1652, é uma escultura em madeira entalhada e policromada, com cerca de 66 centímetros de altura, que guarda em seu peito um relicário em vidro contendo fragmentos de ossos atribuídos ao mártir São Bonifácio. Essa característica confere à obra um valor religioso e simbólico singular, além de reforçar sua importância histórica.

Conselheiro do Iphan-Maranhão em aprovação de tombamento. Foto: Mariana Alves/ Iphan- MA

Segundo os estudos técnicos que embasaram o processo de tombamento, a imagem está diretamente relacionada à presença da Companhia de Jesus no Maranhão, desempenhando papel simbólico na consolidação das missões jesuíticas na região a partir do século 17.

Nesse contexto, a peça é considerada um testemunho material do processo histórico de ocupação e formação cultural da América Portuguesa, marcado pela ação missionária e pela difusão do catolicismo.

Além do valor histórico, a escultura também possui grande relevância artística. Especialistas apontam que sua execução apresenta características próximas da chamada escola maranhense de imaginária religiosa, destacando-se pela qualidade do entalhe, pela expressividade da composição e pelo tratamento das vestes e ornamentos.

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Atualmente, a imagem está sob guarda do Museu de Arte Sacra do Maranhão, localizado no Palácio Arquiepiscopal, no centro histórico de São Luís, onde permanece exposta ao público. É a primeira peça sob guarda da instituição que recebe tombamento em nível federal.

O processo de tombamento da obra teve início em 2007, a partir de solicitação de entidades culturais do Maranhão, e passou por diversas etapas técnicas e administrativas até chegar à deliberação final do Conselho Consultivo do Iphan.

Com a decisão, a Imagem de São Bonifácio passa a contar com proteção federal para proteger de um dos mais importantes testemunhos da arte sacra e da história religiosa do Maranhão e do Brasil.

*Com informações do Iphan

Universidade monitora risco de praga letal em coqueiros do Amapá

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Pesquisa da Unifap investiga a Praga do Coqueiro. Foto: Divulgação/Unifap

Pesquisadores da Universidade Federal do Amapá (Unifap) investigam o risco de chegada da praga conhecida como Lethal Yellowing, capaz de destruir plantações inteiras de coqueiros e deixar os frutos impróprios para consumo.

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O estudo é conduzido por alunos do curso de Educação do Campo. Eles explicam que a doença nunca foi registrada no Brasil, mas já preocupa países da América Central. O alerta é para os possíveis vetores que podem trazer a praga.

A suspeita é que cigarrinhas possam transmitir a doença, que não tem cura. Os insetos são capturados em armadilhas e levados para o laboratório, onde passam por análises.

“No laboratório retiramos as cigarrinhas com cuidado para preservar sua estrutura e depois fazemos a análise molecular”, explicou a pesquisadora Ana Kássia de Oliveira.

Leia também: Não parece, mas é: conheça 5 pragas que ocorrem na Amazônia

Pesquisa da Unifap investiga a Praga do Coqueiro. Foto: Unifap/Divulgação
Pesquisa da Unifap investiga a Praga do Coqueiro. Foto: Divulgação/Unifap

O professor Janivan Suassuna afirma que ainda não se sabe o causador direto da doença. Ele destaca que o monitoramento é essencial na Amazônia, já que a bactéria pode atingir também os açaízeiros.

Foto: Reprodução/Prefeitura de Macapá

“Nos países onde a doença já foi registrada, os sintomas aparecem em coqueiros e outras palmeiras. No caso do açaí, como não há registros no Brasil, os sinais podem se manifestar de forma diferente”, explicou Suassuna.

Como identificar a praga do coqueiro

  • Queda de frutos: cocos caem antes do tempo, em qualquer tamanho
  • Escurecimento das flores: botões ainda fechados ficam pretos
  • Amarelamento progressivo: folhas começam a amarelar de baixo para cima
  • Estágio “poste”: em 3 a 6 meses, a copa cai e sobra apenas o tronco nu.

*Por Mariana Ferreira, da Rede Amazônica AP

Conheça cinco leis voltadas à educação ambiental e sustentabilidade no Acre

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Foto: Uêslei Araújo/Sema AC

A educação ambiental é uma das ferramentas pedagógicas mais valiosas para o incentivo de práticas e atitudes voltadas para a preservação do meio ambiente e sustentabilidade. No estado do Acre, algumas leis vigentes norteiam a sociedade para a importância da conservação e uso sustentável da biodiversidade, visando garantir qualidade de vida para futuras gerações.

A legislação ambiental acreana dispõe de algumas normas importantes que visam a proteção e conservação do meio ambiente, bem como a adoção de medidas e ações para a sociedade. Tais regulamentações traduzem alguns feitos na região como, por exemplo, a preservação de 85% da cobertura original da floresta nativa.

Confira algumas das principais leis voltadas à educação ambiental e sustentabilidade no Acre:

Política Estadual de Meio Ambiente

Considerada a base da legislação ambiental do Acre, a Lei nº 1.117/1994 estabelece diretrizes para a proteção dos recursos naturais e orienta ações que garantem o uso sustentável da biodiversidade, sem comprometer as futuras gerações. A norma também incentiva a participação da sociedade e o fortalecimento da educação ambiental.

Leia também: Projeto Consciência Limpa promove educação ambiental e sustentabilidade no Acre

Lei de Preservação das Florestas

Outro marco importante é a Lei nº 1.426 de 2001, que trata da preservação das florestas acreanas. A medida reforça o controle sobre o uso dos recursos naturais e amplia a proteção da cobertura vegetal, considerada um dos maiores patrimônios do estado. O Acre, inclusive, mantém altos índices de áreas preservadas, resultado direto dessas políticas.

Floresta no Acre é preservada devido à leis ambientais do estado
Acre possui cerca de 85% de sua cobertura vegetal nativa preservada. Foto: Pedro Devani/Secom Acre

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Zoneamento Ecológico-Econômico (ZEE)

Regulamentado em 2007, a Lei nº 1.904 visa a organização do planejamento territorial através da definição de quais áreas podem ser destinadas à produção, conservação ou recuperação ambiental. A norma é considerada um instrumento para o planejamento sustentável no estado.

Planejamento ZEE no Acre
Planejamento ZEE territorial e ambiental do Acre. Foto: Divulgação/Embrapa

Sistema de Meio Ambiente do Acre

Com intuito de integrar órgãos e fortalecer a fiscalização ambiental do Acre, o governo estadual criou em 2019 o SISMAF, por meio da Lei nº 3.595. A norma trouxe avanços na gestão, controle das políticas ambientais sobre as atividades que impactam o meio ambiente.

Para isso, foi criado o Conselho Estadual de Meio Ambiente e Floresta (Cemaf), órgão colegiado que reúne representantes do poder público e da sociedade civil para deliberar sobre políticas, diretrizes e regulamentações ambientais no Acre.

Programa Câmbio Verde

Criada recentemente, a Lei nº 4.622/2025 tem finalidade de promover a sustentabilidade ambiental por meio da troca de resíduos recicláveis por alimentos no estado. O programa prevê estimular pessoas em situação de vulnerabilidade social, a participar da coleta seletiva de resíduos, além de contribuir para a segurança alimentar da população.

Normais federais

Além das leis estaduais, o Acre também segue legislações nacionais como:

  • Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei nº 12.305/2010) – visa a organização da gestão de resíduos no Brasil;
  • Código Florestal Brasileiro (Lei nº 12.651/2012) – Rege a proteção da vegetação nativa, Áreas de Preservação Permanente (APPs) e Reserva Legal (RL);
  • Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC) – que estabelece critérios e normas para a criação, implantação e gestão das Unidades de Conservação no país.

Consciência Limpa

O Consciência Limpa é uma realização da Fundação Rede Amazônica (FRAM), com apoio da Energisa, Secretaria de Estado do Meio Ambiente (SEMA AC), Governo do Acre e apoio institucional da Organização em Centros de Atendimento (OCA), Secretaria de Estado de Administração do Acre (SEAD AC), Life Show Produções e Eventos, Instituto Descarte Correto, Duque Sustentabilidade e Estácio Unimeta.

Empresas criam plataforma para mapear créditos de carbono na Amazônia

Professores e pesquisadores de instituições parceiras estiveram presentes no lançamento da plataforma que foca em créditos de carbono. Foto: Reprodução/Green Forest

A Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA) e as empresas Green Forest e Amazon Connection Carbon celebraram no dia 10 de março a assinatura simbólica do Acordo de Cooperação Técnica (ACT) para o lançamento oficial da plataforma digital Forestia.

A ferramenta integra dados públicos de biomas e informações georreferenciadas dos últimos 10 anos, estruturando uma base territorial continuamente atualizada.

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Ao longo do processo, as empresas parceiras participaram de uma chamada de edital do CNPq, integrando o setor público/privado e a pesquisa científica produzida na Amazônia, base fundamental para a criação da plataforma. Na cerimônia, estiveram presentes pró-reitores, coordenadores de curso, investidores, pesquisadores da UFRA e de outras instituições, assim como alunos. 

Com o apoio da inteligência artificial, a plataforma Forestia identifica áreas com alto potencial de restauração, transformando-as em projetos de carbono rastreáveis e de alto impacto socioambiental. O aplicativo é gratuito e pode ser baixado AQUI.

Leia também: Entenda o que é e para que serve o mercado de carbono

Plataforma Forestia

A proposta da Forestia é fruto da pesquisa científica conduzida pela doutoranda da UFRA e engenheira florestal Milena Peper, que também é CEO da Green Forest e da Amazon Connection Carbon. Após um período de investigação, campo e construção metodológica, o objetivo foi transformar dados ambientais em decisões de alto valor para o mercado de carbono.

“Nesta fase inicial, a Forestia foi desenvolvida para oferecer respostas rápidas, precisas e tecnicamente qualificadas sobre a elegibilidade e a viabilidade de áreas destinadas ao desenvolvimento de projetos de créditos de carbono. A plataforma analisa se um território apresenta as condições ambientais, legais e técnicas necessárias para a implementação de projetos de restauração florestal com foco na geração de créditos de alto padrão”, explica.

Empresas parceiras participaram de uma chamada de edital do CNPq, integrando o setor público/privado e a pesquisa científica produzida na Amazônia, para mitigar dados sobre mercado de carbono
Empresas parceiras participaram de uma chamada de edital do CNPq, integrando o setor público/privado e a pesquisa científica produzida na Amazônia. Foto: Reprodução/Green Forest

Leia também: Portal Amazônia responde: como funciona o CO₂ na atmosfera?

Ela explica que o sistema consolida um conjunto de informações estratégicas, como tipo de solo, potencial produtivo, histórico de uso e cobertura da terra, presença de pastagens ou formações florestais, “integrando dados científicos e geoespaciais que orientam a tomada de decisão com velocidade, rigor e transparência”, destaca a pesquisadora.

Todo o processo segue os requisitos técnicos da metodologia VM0047, da Verra, a certificadora internacional mais reconhecida do mercado voluntário de carbono. Milena, que fez a graduação, mestrado e agora está finalizando o doutorado na Ufra, acredita que é importante ter a formação científica para liderar projetos como esse no mercado privado. 

“É extremamente importante unir os dois setores, pois sem essa ligação e organização, a gente não consegue ter um produto assertivo que traga credibilidade, rastreabilidade e que traga para o mercado a transparência que o produto exige”, disse.

Saiba mais: Solo da Amazônia estoca mais da metade do carbono orgânico presente no Brasil

Uso de IAs locais

Segundo o professor Marcus Braga, vice-coordenador do Acordo de Cooperação Técnica firmado entre a Amazon Connection Carbon e a UFRA, uma das principais preocupações da universidade é a sustentabilidade digital.

Pesquisador na área de Ciência da Computação e líder do Núcleo de Pesquisas em Computação Aplicada (NPCA/CNPq), o professor destaca que a UFRA busca se diferenciar das grandes corporações globais de tecnologia ao priorizar o desenvolvimento de IAs locais.

Lançamento da plataforma Forestia. Foto: Reprodução/Green Forest

“Enquanto as chamadas Big Techs operam data centers que demandam um consumo excessivo de água e energia para resfriamento, as iniciativas da universidade utilizam computadores de alto desempenho instalados dentro do estado do Pará, o que torna o impacto ambiental praticamente nulo”, afirmou.

Segundo ele, essa estratégia de descentralização tecnológica é fundamental para o desenvolvimento de soluções voltadas a problemas regionais, aliando inovação, eficiência computacional e responsabilidade ecológica.

O que é o Crédito de Carbono?

O crédito de carbono pode ser entendido como uma espécie de “conta bancária” ambiental, como explica a professora Gracialda Ferreira, doutora em Botânica e coordenadora do Acordo de Cooperação Técnica entre a Green Forest e a Ufra. “O carbono está presente na atmosfera, principalmente na forma de gás carbônico (CO₂). As árvores, durante seu crescimento, absorvem esse gás do ar e armazenam o carbono em seus troncos, galhos, folhas e raízes”, diz.

Segundo ela, cerca de 50% da biomassa de uma árvore é formada por carbono. Assim, o carbono estocado em várias árvores quando somam uma tonelada de carbono, equivale a um crédito de carbono.

“Os estoques de carbono agregam valor às florestas e podem ser usados, tanto por empresas quanto por comunidades a gerirem este créditos no mercado de Carbono. Outra alternativa de geração de crédito é a partir do carbono estocado pelo processo de recuperação de áreas degradadas, durante o crescimento das árvores, fase em que a absorção de CO₂ ocorre de forma mais intensa gerando oportunidades de mercado e geração de renda”, diz.

A professora também destaca que florestas preservadas funcionam como grandes reservas de carbono. Quando essas áreas são desmatadas ou degradadas, o carbono que estava armazenado pode ser liberado novamente para a atmosfera, contribuindo para o aquecimento global e podendo intensificar os impactos das mudanças climáticas.

*Com informações da UFRA

Ministério da Cultura visita projetos culturais amazonenses incentivados pela Lei Rouanet

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Salão de espetáculos do Teatro Amazonas, um dos projetos culturais amazonenses incentivados pela Lei Rouanet. Foto: Victor Vec/MinC

O Ministério da Cultura (MinC) realizou, no dia 6 de março, visitas técnicas a projetos culturais do Amazonas apoiados pela Lei Rouanet. A atividade, que encerra a 368ª reunião ordinária da Comissão Nacional de Incentivo à Cultura (CNIC), visa aproximar a diversidade cultural da região aos comissários por meio das iniciativas beneficiadas pela lei de incentivo.

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Para o secretário de Fomento e Incentivo à Cultura, Thiago Rocha, a realização da itinerância no estado amazonense reforça a estratégia de nacionalização do fomento cultural no país.

“Trazer a CNIC para o Amazonas reafirma o compromisso do Ministério da Cultura com a nacionalização das linhas de incentivo à cultura por meio do fomento. É trazer informação e conhecimento sobre a Lei Rouanet e a Política Nacional Aldir Blanc, mas também é se aproximar daqueles que fazem a cultura acontecer e conferir de perto”, afirmou.

A atividade iniciou com a visita do colegiado ao Museu da Amazônia (Musa). Situado em um recorte de 100 hectares da Reserva Florestal Adolpho Ducke, ele opera como uma instituição de pesquisa e difusão científica da natureza.

A visitação ao espaço museal foi guiada pelo diretor-geral, Filippo Stampanoni, que apresentou à comissão espaços como a torre de observação em aço, com 42 metros de altura e que oferece acesso ao dossel das árvores da reserva, além de laboratórios de exposição de serpentes, borboletário, orquidário e trilhas interpretativas sobre solo e a flora local.

“O Musa funciona como um museu vivo dentro desta reserva. Nossa prioridade é a pesquisa e o contato direto com a natureza. Nossa missão central é a pesquisa científica e a observação da natureza em seu estado mais puro. Aqui, o visitante sobe na torre ou percorre as trilhas para entender a complexidade do bioma amazônico na prática. A Lei Rouanet entra como uma ferramenta muito importante nesse processo. É o recurso que nos permite traduzir os dados da ciência e os vestígios da arqueologia em uma linguagem que o público compreenda e valorize”, destacou Stampanoni.

Ao todo, o Musa já captou mais de R$ 3,79 milhões por meio da Lei Rouanet.

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Museu da Amazônia, um dos projetos culturais amazonenses incentivados pela Lei Rouanet. Foto: Victor Vec/MinC

Na seção de arqueologia, o Museu exibe vestígios cerâmicos de ocupações pré-colombianas. Já a exposição permanente Peixe e Gente utiliza artefatos e narrativas para descrever os métodos de pesca e a cosmologia dos povos indígenas do Alto Rio Negro.

Centro Cultural Casarão de Ideias

A comitiva visitou também as obras da nova sede do Centro Cultural Casarão de Ideias. O espaço, com 15 anos de existência, é dedicado à promoção da cultura e à defesa do patrimônio histórico e artístico da cultura amazonense. Com uma programação diversa, o Casarão abriga um cinema, uma cafeteria, áreas para exposições e um salão cênico para apresentações culturais.

Além disso, o espaço físico também é amplamente utilizado para ações transitórias, como ensaios de outros grupos, exibições de fotografia, concertos, debates, reuniões, oficinas e espetáculos de teatro e dança.

“Este dia é de grande importância para a trajetória do Casarão de Ideias. Tivemos a honra de recepcionar a CNIC, instância responsável pela gestão da Lei Rouanet. Como executamos diversos projetos por meio deste mecanismo de fomento, a visita dos comissários e pareceristas de todo o país possui um valor estratégico. Eles puderam testemunhar a seriedade com que aplicamos os recursos e a solidez do nosso trabalho em Manaus. Reafirmo que o Casarão de Ideias mantém sua crença inabalável no poder transformador da cultura brasileira”, destacou o diretor-geral do Centro Cultural Casarão de Ideias, João Fernandes Neto.

Musa, um dos projetos culturais amazonenses incentivados pela Lei Rouanet.
Casarão de ideias, um dos projetos culturais amazonenses incentivados pela Lei Rouanet Foto: Victor Vec/MinC

Atualmente, o Casarão já captou mais de R$ 855, 2 mil via Lei Rouanet.

A coordenadora-geral de Fomento da Fundação Nacional de Artes (Funarte) e membro da comissão, Luísa Hardman, celebrou a oportunidade de conhecer a iniciativa e reafirmou a relevância para a cidade de Manaus e para o território amazônico.

“Sinto imensa satisfação ao conhecer esta iniciativa vital para a cidade de Manaus e para todo o território amazônico. O Casarão estabelece uma relação direta com o cotidiano das ruas, com o comércio e com os agentes locais, fato que impulsiona o desenvolvimento da região de forma sustentável. É um privilégio observar o impacto positivo de um projeto que une arte e cidadania de maneira tão integrada”, afirmou.

As obras da nova sede, que estão previstas para serem concluídas em abril. O complexo da Saldanha Marinho ainda terá uma livraria, duas lojas colaborativas de parceiros, café, sala multiuso e galerias para exposições culturais.

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Teatro Amazonas

A comissão itinerante encerrou as visitas técnicas em um dos mais icônicos símbolos culturais da região Norte: o teatro Amazonas. Localizado no Largo de São Sebastião, no Centro Histórico de Manaus, o edifício foi construído durante o ciclo da borracha, no final do século 19, período de expansão econômica da região amazonense. A inauguração ocorreu em 31 de dezembro de 1896, e o teatro recebeu o tombamento como Patrimônio Histórico Nacional pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) em 1966.

A arquitetura do edifício apresenta elementos renascentistas no exterior e interiores ecléticos, com influência dos estilos Louis 15 e art nouveau.

“A cúpula é revestida por 36 mil escamas de cerâmica esmaltada nas cores verde, amarelo e azul. Materiais como mármore de Carrara, lustres de Murano e ferro de Glasgow foram importados do continente europeu para a construção”, explicou a guia do museu, Letícia Fraga.

O Salão Nobre possui pintura no teto do italiano Domenico de Angelis, intitulada A Glorificação das Bellas Artes na Amazônia. A sala de espetáculos tem capacidade para 701 pessoas e exibe quatro telas que homenageiam a música, a dança, a tragédia e o compositor Carlos Gomes.

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Teatro Amazonas, um dos projetos culturais amazonenses incentivados pela Lei RouanetFoto: Victor Vec/MinC

Atualmente, o Teatro Amazonas abriga corpos artísticos estáveis, como a Amazonas Filarmônica e o Balé Folclórico do Amazonas. Desde 1997, sedia o Festival Amazonas de Ópera, um dos principais eventos de música erudita do país. A programação do espaço inclui espetáculos de dança, teatro e mostras culturais.

“O Teatro Amazonas é um patrimônio que pertence ao povo brasileiro. Para a equipe do Ministério da Cultura, é muito importante estar aqui e ver de perto como esse espaço funciona na prática. A gente percebe que não se trata apenas de preservar a construção histórica, mas de manter uma programação cultural durante o ano inteiro. Isso faz diferença para quem mora em Manaus e também para os turistas que visitam a cidade”, afirmou a coordenadora-geral de Articulação e Gestão do Pronac, Érika Freddi.

O Teatro Amazonas é administrado pelo Governo do Estado por meio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Amazonas.

*Com informações do Ministério da Cultura