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Grupo realiza experimentos de silvicultura em Rondônia: “geração de conhecimento”

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Foto: Divulgação/Unir

Alunos e professores do curso de Engenharia Florestal da Universidade Federal de Rondônia (UNIR), campus de Rolim de Moura, participaram, em janeiro deste ano, da implantação de uma área experimental de silvicultura e melhoramento genético de espécies florestais nativas.

A ação foi desenvolvida em parceria com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e a Fundação Bezos Earth, e integra um projeto nacional de fomento à silvicultura de espécies nativas no Brasil.

Esta é a primeira unidade implementada em Rondônia, no município de Porto Velho, no âmbito da parceria. A área está localizada no entorno do reservatório da Usina Hidrelétrica de Santo Antônio e contempla o plantio de oito espécies florestais nativas com potencial madeireiro.

Cada espécie ocupa um hectare, totalizando oito hectares. As árvores possuem identificação e controle das matrizes, o que permitirá estudos de crescimento e desempenho silvicultural.

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A UNIR contribui com mão de obra qualificada, coordenação técnica, acompanhamento científico e atuação direta de docentes e estudantes nas atividades de implantação, manutenção e monitoramento da área, que será acompanhada pelo campus de Rolim de Moura.

Estudantes do curso de Engenharia Florestal participam dos experimentos de Silvicultura em Rondônia
Foto: Divulgação/Unir

Os trabalhos são desenvolvidos por alunos do curso de Engenharia Florestal vinculados ao Laboratório de Recuperação de Ecossistemas e Produção Florestal (REProFlor).

Participam diretamente da ação os discentes: Bruna de Lima Santos, Robson da Silva Ribeiro, Matheus Magalhães de Lima Bonfim, Daniel da Silva Lins e Iranildo de Andrade Almeida, sob coordenação da professora Kenia Quadros.

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Ações silviculturais

Além do plantio das mudas, o projeto inclui tratos silviculturais, adubação, poda, manejo e inventário florestal, todos com a atuação de estudantes da UNIR.

“As atividades contribuem para a formação prática dos alunos e para a geração de conhecimento aplicado à silvicultura de espécies nativas na região amazônica”, destaca a professora Kenia Quadros.

O projeto prevê a implantação de unidades experimentais em diferentes regiões do país, e a unidade de Rondônia se destaca pela forte atuação acadêmica e técnica da Universidade Federal.

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*Com informações da UNIR

Amazon Poranga Fashion inaugura hub de moda em Manaus

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Amazon Poranga Fashion inaugura hub no Centro de Bionegócios da Amazônia e apresenta projeções para 2026. — Foto: Divulgação

O Amazon Poranga Fashion (APF), movimento amazônico de moda autoral e economia criativa, inaugura no dia 28 de fevereiro, o Hub APF no Centro de Bionegócios da Amazônia (CBA), em Manaus (AM). Durante a solenidade, também serão apresentadas as projeções e ações da iniciativa para 2026, além de novos projetos voltados ao fortalecimento de criadores e marcas da Amazônia.

A iniciativa marca um novo momento para a moda autoral amazonense, que passa a atuar de forma permanente dentro de um dos principais polos de bioeconomia e inovação da região Norte. A inauguração é às 18h30.

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moda no Amazonas
Foto: Divulgação/Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Amazonas

Para a idealizadora do projeto, Jessilda Furtado, a inauguração representa um avanço estrutural para o setor da economia criativa no estado.

“Estamos unindo moda, arte e cultura ao ecossistema de inovação, à bioeconomia e à economia criativa. Esse espaço simboliza a maturidade de um movimento que entende a Amazônia não apenas como inspiração estética, mas como território de conhecimento, tecnologia e desenvolvimento sustentável”, destacou.

Já o coordenador do projeto, Felipe Taveira, avalia que o novo espaço amplia a capacidade de articulação da moda amazônica com outros segmentos da economia criativa.

“O Hub APF nasce como uma plataforma de estruturação. A moda amazônica está em franco crescimento, mas toda cadeia econômica precisa de base sólida, métodos, infraestrutura e articulação. O que estamos construindo é um ambiente capaz de conectar criadores, indústria, pesquisa, tecnologia e investimento”, explicou.

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A parceria com o Centro de Bionegócios da Amazônia reforça o diálogo entre criação, empreendedorismo e desenvolvimento sustentável.

Segundo o diretor-geral do CBA, Márcio Miranda, a presença do Amazon Poranga Fashion fortalece a conexão entre cultura e bioeconomia.

“O CBA atua como plataforma de integração entre ciência, tecnologia, indústria e novos modelos de negócios sustentáveis. Ao incorporar a moda autoral amazônica, fortalecemos cadeias produtivas baseadas na biodiversidade e estimulamos a geração de emprego e renda com identidade regional”, afirmou.

Exposição de moda

Como parte da programação, também será aberta a exposição “Corpo-Território: Amazônia Veste o Futuro”, que propõe uma reflexão sobre identidade, território e contemporaneidade a partir da moda produzida na Amazônia, conectando saberes tradicionais, design e tecnologia.

A mostra ficará em exposição até 5 de março, de segunda a sexta-feira, no CBA, com entrada gratuita, mediante cadastro na portaria.

Encontro de Cooperação entre Museus fortalece diálogo transfronteiriço em Oiapoque

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Durante o evento, foram compartilhadas as experiências do Museu Kuahí, do Museu das Culturas Indígenas e da delegação da Guiana Francesa. Foto: Divulgação/Museu Kuahí

O Governo do Amapá concluiu, nesta quarta-feira (25), o segundo dia do Encontro de Cooperação entre Museus – ‘Oyapock, o rio que une’, realizado no Museu Kuahí, em Oiapoque. A iniciativa fortalece a cooperação institucional entre Brasil e Guiana Francesa, com foco na valorização das línguas e culturas indígenas da região de fronteira.

Participam do encontro a galeria Kuahí, vinculado à Secretaria de Estado da Cultura (Secult), o Museu da Língua Portuguesa e o Centro de Documentação de Línguas e Culturas Indígenas, reunindo ainda o Museu de Arqueologia e Etnologia da Universidade de São Paulo, a Coletividade Territorial da Guiana (CTG), a Coletânea das Culturas Indígenas e o Instituto Brasileiro de Museus.

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A programação teve início na terça-feira (24), com apresentações institucionais e debates sobre as experiências das entidades participantes. Foram compartilhadas iniciativas do Museu Kuahí, do Museu das Culturas Indígenas e da delegação da Guiana Francesa, que apresentou o projeto do Musée des civilisations des peuples autochtones de Guyane.

Como desdobramento da “Declaração de São Paulo” (dezembro de 2025) e da “Declaração do Oiapoque” (setembro de 2025), os participantes elaboram uma proposta de cooperação que consolida compromissos e estabelece diretrizes para o plano de trabalho 2026-2027.

Entre os eixos prioritários estão o fortalecimento dos museus indígenas, a valorização e documentação das línguas e culturas originárias, a gestão de coleções e a formação de profissionais indígenas que atuam em museus.

Leia também: Museu Kuahí é reinaugurado no Amapá e pajé mais antigo do povo Karipuna celebra: ‘renascimento’

Delegação da Guiana Francesa teve a oportunidade de visitar o acervo do Museu Kuahí. Foto: Divulgação/Museu Kuahí

Nesta quarta-feira, o segundo dia foi dedicado a oficinas e grupos de trabalho que avançaram na construção da proposta da “Residência Cruzada”, iniciativa que prevê intercâmbio técnico entre instituições dos dois territórios, com protagonismo indígena no processo de seleção. Também foram realizadas visitas técnicas ao acervo e ao banco de dados do Museu Kuahí, ampliando o compartilhamento de metodologias de documentação e preservação.

A gerente do Núcleo de Preservação Histórico da Secult, Flávia Souza, destacou a relevância estratégica do encontro para o estado.

“Este evento se alinha à nossa política cultural e às diretrizes governamentais, que visam fortalecer as relações transfronteiriças, inclusive com a Guiana. Ao promover o diálogo entre museus e comunidades fronteiriças, estamos consolidando uma agenda permanente de cooperação e valorização dos saberes indígenas”, ressaltou.

museus no oiapoque
Foto: Divulgação/Museu Kuahí

A diretora do Museu Kuahí, Kássia Lod, enfatizou que o fortalecimento da cooperação internacional é fundamental para a valorização dos patrimônios linguísticos e culturais dos povos indígenas da região. Segundo ela, o encontro busca consolidar uma rede de museus comprometida com práticas colaborativas e interculturais.

Programação dos museus

A programação encerrou nesta quinta-feira (26), com visita ao polo universitário e à sede do Instituto Iepé, além de reunião técnico-científica voltada à ampliação das parcerias em pesquisa, linguística e antropologia, reforçando o compromisso do Governo do Amapá com a integração cultural e o protagonismo indígena na faixa de fronteira.

*Com informações da Agência Amapá

Lago do Amor recebe ações do Consciência Limpa em Rio Branco

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Foto: Yuri Marcel/Rede Amazônica AC

A educação ambiental vai muito além da sala de aula. O projeto Consciência Limpa, da Fundação Rede Amazônica (FRAM), é uma das ferramentas que mostram o quão importante é isso.

Em sua segunda edição no Acre, o evento leva imunização, negociação de dívidas e emissão de documentos, coleta de resíduos eletrônicos e óleo de cozinha, além de distribuição de mudas e outras atividades ao Lago do Amor, em Rio Branco, neste sábado (28), a partir das 15h.

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A iniciativa conta com parcerias, como da Secretaria Estadual de Meio Ambiente (Sema) para a distribuição de plantas, além da coleta de eletroeletrônicos, pilhas, baterias e óleo de cozinha usado para o descarte adequado.

O Drive-Thru de Resíduos vai permitir que a comunidade leve até o local materiais para descarte, que poderão ser entregues sem precisar sair do carro.

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“A Ação Dia D integra educação ambiental, serviços comunitários e práticas sustentáveis com o objetivo de estreitar o vínculo entre a sociedade e a preservação do meio ambiente. Oferecer serviços gratuitos à população e facilitar o descarte adequado de resíduos é parte essencial desse compromisso coletivo”, complementou o coordenador do projeto, Matheus Aquino.

Serviços disponíveis

  • Atendimento jurídico (cível e previdenciário) com a OAB-AC;
  • Emissão de documentos e serviços sociais (Cadastro Único, alistamento militar, entre outros) com a OCA;
  • Atendimento ao público, negociações e orientações de segurança elétrica com a Energisa;
  • Testes rápidos, clínico geral e vacinação com apoio de unidades parceiras;
  • Atividades recreativas e educativas para públicos de todas as idades;
  • Espaços de orientação e capacitação sobre temas relacionados à sustentabilidade e ao consumo responsável;
  • Serviços do INSS;
  • Título Eleitor;
  • Cadastro de Microempreendedor Individual (MEI);
  • Agendamentos para retirar passaportes, para Receita Federal e Previdência Social;
  • Carteira Interestadual;
  • Atendimento no Procon-AC;
  • Serviço do Instituto de Identificação;
  • Atendimento a estrangeiros com autorização de residência;
  • Sesacre terá clínico geral, vacinação e teste rápido.;
  • Entre outros.
lago do amor recebe ações do Consciência Limpa em rio branco no acre
Lago do Amor recebe ações do Consciência Limpa em Rio Branco. Foto: Larissa Marinho

Com esses e outros serviços, o Consciência Limpa busca mudar hábitos na Amazônia por meio de educação, ações práticas e comunicação. A iniciativa reforça o compromisso com a sustentabilidade e com a melhoria da qualidade de vida da população.

Em dezembro do ano passado, na primeira edição do projeto no Acre, dezenas de estudantes e professores da Escola Dr. Pimentel Gomes participaram da ação social com diversos serviços de cidadania à comunidade promovido pelo projeto.

Além das oficinas, os moradores da comunidade puderam acompanhar palestras sobre preservação do Igarapé São Francisco, reciclagem e economia circular.

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Consciência Limpa

O Consciência Limpa é uma realização da Fundação Rede Amazônica (FRAM), com apoio da Energisa, Secretaria de Estado do Meio Ambiente (SEMA AC), Governo do Acre e apoio institucional daOrganização em Centros de Atendimento (OCA), Secretaria de Estado de Administração do Acre (SEAD AC), Life Show Produções e Eventos, Instituto Descarte Correto e Duque Sustentabilidade.

Marciele Albuquerque vai receber título de Cidadã do Amazonas

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Marciele Albuquerque, cunhã-poranga do boi preto de Parintins. Foto: Bruno Melo/Idesam

A Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) aprovou o Projeto de Lei 957/2025, de autoria do deputado estadual Wilker Barreto (Mobiliza), que concede o título de Cidadã Amazonense à Cunhã-Poranga do Boi-Bumbá Caprichoso, Marciele Albuquerque, atual participante do Big Brother Brasil (BBB). A solicitação da honraria foi protocolada no dia 5 de novembro de 2025.

Durante a votação, realizada nesta quarta-feira (25), o parlamentar destacou as motivações que o levaram a apresentar o projeto.

“As razões que me trouxeram a apresentar o título de cidadã do Amazonas à Marciele foi em função de sua luta como ativista na defesa dos povos originários”, afirmou.

A entrega do título ocorrerá em reunião especial da Aleam, em data a ser definida pela Mesa Diretora.

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Foto: Bruno Melo/Idesam

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O que levou Marciele a ser ‘cidadã amazonense’?

Na justificativa, o deputado ressalta que a ativista natural de Juruti (PA) já é reconhecida nacional e internacionalmente como símbolo de força, beleza e ancestralidade da mulher amazônica, por seu título como cunhã-poranga do Caprichoso.

Sua trajetória ultrapassa os limites do Bumbódromo de Parintins e a consolida como uma das mais importantes vozes femininas da atualidade a projetar o nome do Amazonas em palcos e fóruns de relevância global.

Marciele Albuquerque, cunhã
Marciele Albuquerque em apresentação no Festival Folclórico de Parintins. Foto: Divulgação

Wilker também destacou a atuação da ‘Cunhã’ como ativista em defesa da Amazônia, com participação em eventos internacionais como a Climate Week NYC, a Youth4Climate e a COP29, levando a pauta ambiental e indígena do Amazonas para o centro do debate mundial.

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Além da presença artística e política, Marciele também se destaca como empreendedora amazônida. Criadora da marca “Vai de Cunhã”, idealizada para promover o empoderamento feminino, a moda sustentável e a valorização da estética amazônica, ela consolida um modelo de liderança em que a mulher indígena é protagonista, criadora e agente de transformação econômica e social no Estado.

*Com informações da Aleam

Presidente da Fecomércio-AM analisa impactos do fim da escala 6×1 no comércio e nos serviços

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O presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Amazonas (Fecomércio-AM), Aderson Frota, participa do programa Tarde de Notícias para comentar o tema “O fim da escala 6×1” e analisar os possíveis impactos da proposta sobre o setor de comércio e serviços. Durante a entrevista, o dirigente ressalta que qualquer mudança na jornada de trabalho precisa considerar a realidade econômica das empresas, especialmente em segmentos que operam com horários estendidos e elevada demanda por mão de obra.

Segundo Frota, o debate exige análise técnica e equilíbrio entre direitos trabalhistas e viabilidade econômica. Para ele, alterações estruturais na jornada podem impactar diretamente os custos operacionais, a manutenção dos postos de trabalho e a competitividade das empresas — sobretudo em estados como o Amazonas, onde o comércio exerce papel estratégico na economia regional.

“O comércio e os serviços funcionam com dinâmica própria e forte dependência de equipes operando em turnos contínuos. Qualquer mudança na jornada precisa considerar o impacto nos custos e na capacidade das empresas de manter empregos”, afirma.

Empregabilidade e sustentabilidade empresarial

Durante a entrevista, o presidente da Fecomércio-AM destaca que o setor é um dos maiores geradores de emprego do país e que medidas que elevem significativamente os custos podem provocar reflexos na contratação de trabalhadores ou no repasse de despesas ao consumidor.

Para Frota, o debate precisa envolver diálogo entre empresários, trabalhadores e poder público, sempre com base em dados econômicos consistentes e projeções responsáveis.

“A geração de empregos depende diretamente da sustentabilidade das empresas. Se os custos aumentam de forma abrupta, isso pode comprometer a capacidade de contratação e de manutenção dos postos de trabalho”, pontua.

Comércio como motor da economia regional

Aderson Frota enfatiza a importância do comércio e dos serviços para o desenvolvimento econômico do Amazonas, setor responsável por movimentar cadeias produtivas, gerar renda e sustentar milhares de famílias.

A Fecomércio-AM atua na defesa de um ambiente de negócios equilibrado, que estimule crescimento, segurança jurídica e estabilidade nas relações de trabalho. A entidade também participa de iniciativas voltadas ao fortalecimento empresarial e à qualificação profissional, contribuindo para a competitividade do setor no estado.

Ao abordar o fim da escala 6×1, Frota reforça que o tema precisa ser tratado com responsabilidade e visão econômica ampla, considerando seus impactos diretos sobre empresas, trabalhadores e consumidores.

Poeira do Saara na Amazônia não é novidade, mas ainda surpreende; entenda como ocorre

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Satélites captam poeira do Saara atravessando o Oceano Atlântico. Foto: Reprodução/Youtube-NASA Goddard

Para muitas pessoas tem sido uma novidade descobrir que a poeira do deserto do Saara chega até a Amazônia. Mas desde 2019 estudos apontam que aproximadamente 182.000 toneladas de poeira do Saara atravessam o oceano Atlântico até chegar à América e, consequentemente, à Amazônia.

Um estudo da NASA, divulgado pelo Portal Amazônia em 2021, feito pelo Goddard Space Flight Center, mediu a quantidade de areia que viaja pelo oceano Atlântico. Segundo os satélites da agência espacial, mais de 27 milhões de toneladas por ano, com cerca de 22 mil toneladas de fósforo, o que beneficia a Amazônia na nutrição das plantas.

“Todo o ecossistema da Amazônia depende do pó do Saara para reabastecer suas reservas de nutrientes perdidos”, afirmou o coordenador do estudo, Dr. Hongbin Yu, que coletou dados entre 2007 e 2013, na matéria divulgada na época. 

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Poeira do Saara na Amazônia não pode ser vista a olho nu

Esse fenômeno ocorre todos os anos e é detectado apenas por sensores, não sendo possível perceber a olho nu. Por conta disso, moradores de cidades como Macapá (AP), confundiram a neblina causada por umidade e baixa temperatura com poeira do deserto.

O meteorologista Jeferson Vilhena, do Instituto de Pesquisas Científicas e Tecnológicas do Amapá (Iepa), explicou que o fenômeno visto pelos moradores não se trata da poeira, mas sim de neblina.

“A neblina ocorre por causa da alta umidade relativa do ar e da baixa temperatura. A poeira do Saara sempre chega, mas em quantidade muito pequena, imperceptível ao ser humano”, explicou.

Segundo Vilhena, o transporte dessas partículas é mais intenso durante o verão do hemisfério sul, quando a zona de convergência intertropical se desloca para o sul da linha do Equador. Esse movimento facilita a chegada até a Amazônia.

“Essas partículas são chamadas de higroscópicas, porque ajudam na formação de nuvens de chuva. Mas não formam uma nuvem visível, como se vê em imagens de desertos. O que aparece no céu do Amapá é neblina, não poeira”, reforçou.

De acordo com o Iepa, o transporte é feito por meio das nuvens e pode alcançar países da América do Sul, como Brasil, Guiana Francesa e Suriname. No entanto, o fenômeno só pode ser identificado por sensores específicos.

Leia também: Poeira do Saara cruzou 5 mil km até a Amazônia e ajuda a repor minerais perdidos em queimadas, dizem pesquisadores

Meteorologista explicou que a poeira do deserto do Saara passa todo os anos pela América do Sul. Foto: Jeferson Vilhena
Meteorologista explicou que a poeira do deserto do Saara passa todo os anos pela América do Sul. Foto: Jeferson Vilhena

Transporte da poeira

Uma vez no ar, ela é capturada pelos Ventos Alísios, que sopram de leste para oeste, cruzando o Oceano Atlântico. Essa ‘pluma’ viaja a grandes altitudes, formando rios atmosféricos de sedimentos que podem ser vistos até do espaço.

Quando a poeira chega à bacia amazônica, ocorre um processo de deposição. Isso acontece de duas formas:

  • Deposição Seca: A poeira simplesmente assenta sobre as copas das árvores.
  • Deposição Úmida: As chuvas frequentes da região “lavam” o ar, trazendo a poeira para o solo.

As partículas viajam mais de 5 mil quilômetros do deserto africano até a floresta amazônica. Em episódios mais intensos, o céu na região Norte do Brasil pode ganhar tons mais opacos ou alaranjados.

A poeira que vem do Saara é rica em fósforo e ferro, o que contribui para a adubação da terra. No entanto, as partículas podem piorar a qualidade do ar em pequena escala.

Em 2015, a NASA divulgou um material já explicando o fenômeno:

*Com informações do Portal Amazônia; Inpa; e de Isadora Pereira, da Rede Amazônica AP

Rede Educa destaca Pilar Social como diferencial competitivo para empresas do Polo Industrial de Manaus

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A Fundação Rede Amazônica (FRAM), em parceria com o Centro da Indústria do Estado do Amazonas (CIEAM), disponibiliza a quinta videoaula do projeto Rede Educa com o tema “Pilar Social”. Ministrada por Jonivaldo Miranda, psicanalista e especialista em gestão de projetos e pessoas, com atuação em Governança Corporativa e ESG, a aula evidencia a dimensão estratégica das práticas sociais na consolidação de organizações mais responsáveis, resilientes e alinhadas às exigências contemporâneas do ambiente de negócios.

O conteúdo ressalta que o Pilar Social do ESG deve ser incorporado de forma sistêmica ao planejamento empresarial, especialmente no contexto do Polo Industrial de Manaus (PIM), onde competitividade, responsabilidade social e desenvolvimento regional se apresentam como agendas indissociáveis.

Pilar Social como vetor de posicionamento estratégico

Durante a exposição, Jonivaldo Miranda ressalta que o Pilar Social ultrapassa o cumprimento de obrigações legais e deve ser compreendido como instrumento estruturante de geração de valor e fortalecimento institucional.

“O pilar social é determinante para a construção de um modelo de desenvolvimento sustentável na Amazônia, porque coloca as pessoas no centro das estratégias empresariais. Ele envolve investimento em educação, qualificação profissional, inclusão produtiva e fortalecimento das comunidades locais. Quando integrado ao planejamento de longo prazo e às metas de ESG, deixa de ser apenas uma obrigação e passa a gerar impacto estruturante, contribuindo para reduzir desigualdades, fortalecer o ambiente de negócios e promover um crescimento mais equilibrado e duradouro na região”, destaca.

A aula evidencia que empresas que estruturam políticas sociais consistentes ampliam sua credibilidade institucional, fortalecem a confiança de investidores e parceiros estratégicos e consolidam diferenciais competitivos em mercados cada vez mais orientados por critérios ESG e responsabilidade corporativa.

Desenvolvimento regional e vantagem competitiva sustentável

A quinta videoaula reforça que o desenvolvimento sustentável da Amazônia exige a integração entre desempenho econômico e responsabilidade social. No âmbito do Polo Industrial de Manaus, isso implica estruturar políticas voltadas à valorização de talentos locais, à promoção da diversidade, à inclusão produtiva e ao fortalecimento das cadeias regionais de valor.

Ao integrar o Pilar Social às estratégias corporativas de longo prazo, as empresas ampliam sua capacidade de gerar impacto positivo nas comunidades onde atuam e, simultaneamente, fortalecem sua posição competitiva nos mercados nacional e internacional.

A quinta videoaula está disponível no canal oficial da Fundação Rede Amazônica no YouTube:
https://youtu.be/BDwwaqXDiPA?si=mn_ddRJ5j_1AzF1m

O projeto Rede Educa é uma realização da Fundação Rede Amazônica (FRAM), com apoio do Centro da Indústria do Estado do Amazonas (CIEAM).

Oito das 10 terras indígenas mais desmatadas em 2025 são no Amazonas

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Foto: Marizilda Cruppe/Greenpeace

O Amazonas concentra algumas das terras indígenas mais pressionadas pelo desmatamento na Amazônia em 2025. O relatório ‘Ameaça em Áreas Protegidas’, divulgado pelo Imazon nesta semana, mostra que oito das dez terras indígenas mais impactadas estão total ou parcialmente no estado, revelando a gravidade da situação e a vulnerabilidade desses territórios.

Leia também: Saiba quantas terras indígenas existem na Amazônia Legal

Segundo o estudo, essas áreas registraram desmatamento dentro de seus limites, o que compromete a biodiversidade e ameaça diretamente os modos de vida das populações indígenas.

As Terras Indígenas com mais pressão no Amazonas são:

  • Andirá-Marau (AM/PA);
  • Vale do Javari (AM);
  • Waimiri Atroari (AM/RR);
  • Yanomami (AM/RR);
  • Kaxuyana-Tunayana (AM/PA);
  • Trombetas/Mapuera (AM/PA/RR);
  • Alto Rio Negro (AM);
  • Nhamundá-Mapuera (AM/PA);

“É urgente integrar esforços institucionais e garantir que as comunidades estejam no centro das estratégias de proteção. A gestão compartilhada e a atuação coordenada são fundamentais para conter o avanço da perda”, afirma o pesquisador Carlos Souza Jr., do Imazon.

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Aldeia São Luiz, na Terra Indígena Vale do Javari, no Amazonas
Foto: Reprodução/ Acervo Coordenação Regional da FUNAI – Vale do Javari

Áreas sob ameaça de desmatamento no entorno

Além da ameaça interna, Terras Indígenas no Amazonas também aparecem entre as áreas mais ameaçadas pelo desmatamento em seu entorno.

O Parque Nacional Mapinguari (AM/RO) ocupa a 2ª posição no ranking, enquanto a TI Kulina do Médio Juruá (AC/AM) está em 3º lugar. A TI Jacareúba/Katawixi (AM) também figura entre as dez mais ameaçadas.

“Sem ações estruturadas e contínuas, a tendência é de que a ameaça se torne perda efetiva de floresta, comprometendo a integridade do meio ambiente e os direitos das populações tradicionais”, explicou a pesquisadora do Imazon Bianca Santos

A recorrência desses territórios nos rankings reforça a necessidade de políticas específicas para o estado, com foco na proteção territorial e no fortalecimento da participação das comunidades locais.

*Por Lucas Macedo, da Rede Amazônica AM

‘Amazônia Que Eu Quero’: projeto é lançado pela primeira vez em Brasília

Foto: Divulgação

O projeto ‘Amazônia Que Eu Quero (AMQQ)’ chega à sua 5ª edição e, pela primeira vez, será lançado na capital federal. O evento acontece no dia 4 de março, às 14h30, no Salão Negro do Congresso Nacional, em Brasília.

Com o tema ‘Democracia na Era Digital: O uso das novas tecnologias no processo eleitoral’, a edição 2026 vai discutir os impactos da tecnologia nas eleições, os desafios da regulação das plataformas digitais e o fortalecimento das instituições democráticas.

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Realizado pela Fundação Rede Amazônica (FRAM) e iniciativa do Grupo Rede Amazônica, o projeto reúne especialistas, representantes institucionais e sociedade civil para debater propostas construídas a partir da realidade da Região Norte.

As discussões resultam na elaboração do Caderno de Soluções, documento que reúne contribuições voltadas à formulação de políticas públicas.

Conheça o projeto AQUI.

'Amazônia Que Eu Quero' em Roraima
O projeto já teve edições em vários estados da Amazônia. Foto: Divulgação

Amazônia Que Eu Quero 2026: Democracia na Era Digital

A programação contará com palestra magna de Marcelo Bechara, Diretor de Relações Institucionais em Mídias e Regulação do Grupo Globo e membro do Conselho Superior da Abert.

A transmissão ao vivo será às 15h (horário de Brasília) pelo G1 Amazonas, G1 Acre, G1 Amapá, G1 Roraima, G1 Rondônia, Portal Amazônia e Amazon Sat.

Sobre o projeto

Criado em 2019, o Amazônia Que Eu Quero é uma iniciativa da Fundação Rede Amazônica, em parceria com o Grupo Rede Amazônica. O projeto promove a educação política e socioambiental, incentivando a participação da população e o diálogo com diferentes setores da sociedade. Também realiza o levantamento de propostas junto a gestores públicos, com foco no desenvolvimento sustentável da região.