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Árvores da Amazônia são usadas na produção de instrumentos musicais: variedade sonora

Foto: Alexandre Paulemy

As árvores da Amazônia não são apenas fonte de sombra, oxigênio e abrigo para uma imensa diversidade de espécies. Elas também estão na base da produção de diversos instrumentos musicais, servindo como matéria-prima essencial para a criação de sons que atravessam culturas e fronteiras.

O uso de madeiras amazônicas na fabricação de violões, tambores, flautas e outros instrumentos é uma tradição antiga, que une saberes artesanais e estudos acústicos.

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A combinação entre densidade, textura e ressonância faz as espécies amazônicas serem muito procuradas por fabricantes e músicos de diferentes partes do mundo. A madeira, quando escolhida e trabalhada de forma correta, pode influenciar diretamente o timbre, o volume e a durabilidade de um instrumento.

Esse uso reflete não apenas a biodiversidade da floresta, mas também a presença de técnicas tradicionais e o intercâmbio entre comunidades locais, artesãos e luthiers especializados.

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Porém, embora o mercado valorize a sonoridade e a beleza das madeiras amazônicas, a extração dessas espécies é um tema que exige controle e monitoramento. E os exemplares utilizados para a confecção de instrumentos devem ser obtidos em áreas sob manejo sustentável, com rastreabilidade e autorização ambiental.

Espécies de árvores mais utilizadas

Entre as espécies amazônicas mais conhecidas pelos fabricantes de instrumentos musicais, como as catalogadas por uma pesquisa para o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA) em 1993, estão o jacarandá-da-Amazônia (Dalbergia spruceana), o mogno (Swietenia macrophylla) e a andiroba (Carapa guianensis). Cada uma possui características específicas que influenciam a acústica e o desempenho sonoro.

O jacarandá é uma das madeiras mais tradicionais na produção de violões, guitarras e instrumentos musicais de corda. Sua estrutura densa e a capacidade de refletir o som sem abafá-lo fazem dela uma escolha recorrente em escalas, fundos e laterais de instrumentos musicais de alta qualidade.

Já o mogno, mais leve e com tonalidade avermelhada, é amplamente usado em corpos e braços de guitarras e baixos elétricos, proporcionando um som encorpado e quente, conforme destacado na mesa pesquisa.

“As espécies Cedro, Mogno e Urucú da mata são adequadas para a confecção de braços, cabeças e joelho do violão, por causa da sua leveza, resistência e estabilidade dimensional”, destacam os autores do estudo Hany Jan Van Der Slooten e Mário Rabelo de Souza.

O uso dessas madeiras é comum em instrumentos artesanais produzidos por comunidades ribeirinhas e povos indígenas, que dominam o manejo e a cura da madeira de forma natural, respeitando os ciclos da floresta.

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Além dessas espécies, o pau-amarelo (Euxylophora paraensis) e o angelim (Hymenolobium spp.) são utilizados em instrumentos musicais de sopro e percussão. A leveza e a estabilidade dimensional dessas madeiras favorecem a produção de flautas, reco-recos e marimbas, amplamente usados em expressões musicais regionais e populares.

Tradição artesanal e sustentabilidade

O trabalho dos luthiers amazônicos — artesãos especializados na fabricação e restauração de instrumentos musicais— tem papel fundamental na valorização das madeiras regionais. Oficinas instaladas em cidades como Manaus (AM), Santarém e Belém (PA) produzem instrumentos musicais que combinam técnicas tradicionais e inovação, transformando o que vem da floresta em peças de precisão sonora.

Programas de pesquisa ligados ao Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA) e a universidades federais da região estudam as propriedades acústicas das madeiras amazônicas. Esses estudos auxiliam tanto na conservação das espécies quanto na criação de alternativas com madeiras secundárias, evitando a exploração de árvores ameaçadas.

Além do uso comercial, comunidades locais mantêm o conhecimento tradicional sobre a confecção de instrumentos musicais a partir da floresta. Povos indígenas e ribeirinhos utilizam troncos e fibras de árvores amazônicas para fabricar flautas, maracás, tambores e outros instrumentos cerimoniais, muitos deles com funções culturais e espirituais.

Árvores da Amazônia são usadas na produção de instrumentos musicais: variedade sonora
Alexandre Paulemy produz instrumentos no municípios de Oeiras, no Pará. Foto: Tales Guimarães/Sebrae

O artesão e percussionista paraense Alexandre Paulemy, de Oeiras, no Pará, tem ganhado destaque este ano com sua fabricação de instrumentos musicais. “Utilizo materiais reaproveitados vindos da floresta, como madeira, bambu, ouriço de castanha e sementes”, conta. “Ser artesão é uma experiência fantástica, pois permite pesquisar, inovar e criar características próprias”, afirma.

Com traços marajoaras e afro-amazônicos, o artista busca inovar, respeitando a matéria-prima e divulgando a cultura local de forma conjunta. Uma de suas produções, o tambor de língua feito de bambu, é considerada por ele uma alternativa sustentável aos modelos industrializados.

“A inspiração vem diretamente da natureza. Quando estou na mata, meus sentidos se aguçam. O som de um pássaro pode gerar uma nova criação, como o apito da mata, que imita os cantos que escuto”, relatou ao Sebrae.

*Com informações do Inpa e do Sebrae

Saiba quais são as partes de um rio: da nascente à foz

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Um rio é composto por várias partes bem definidas, cada uma com suas características físicas e funções dentro do sistema hídrico. A compreensão dessas partes permite entender como a água se desloca, como ocorrem os processos de erosão e deposição, e de que modo se organizam os ecossistemas fluviais.

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O estudo das partes é fundamental para a geografia, a hidrologia e o planejamento ambiental. A estrutura fluvial influencia a disponibilidade de água, a formação de paisagens e o equilíbrio ecológico das bacias hidrográficas. Na Amazônia, onde os rios ditam os movimentos da sociedade, esse conhecimento é essencial.

Segundo o doutor em Clima e Ambiente pela Universidade Federal do Amazonas (UFAM), Rogério Marinho, cada parte cumpre um papel importante. Segundo ele:

  • a nascente marca o início do curso d’água,
  • o leito orienta seu deslocamento,
  • as margens estabilizam o ecossistema
  • e a foz representa o ponto final do percurso.

Entre esses elementos, há variações e subdivisões que explicam a dinâmica das águas superficiais.

“É uma hierarquia fluvial até chegar num rio, um grande, como o Negro e depois dele encontrar outro rio, outro rio maior como o Amazonas, que já é uma foz. Isso é o que a gente chama da rede hidrográfica. Ela possui uma nascente que vai alimentando canais de menor ordem, o que a gente geralmente chama de ‘primeira ordem’, explicou Marinho ao Portal Amazônia

“Essa água da nascente se encontra com outros canais e a gente pode imaginar esses canais de ‘primeira ordem’ como os igarapés, e aí esses igarapés vão formando pequenos rios e esses pequenos rios vão alimentando os rios maiores da nossa bacia e então os grandes rios da nossa região, como é o caso do Rio Negro. Nos demais estados amazônicos temos o Solimões, Amazonas, Madeira, Purus, Juruá. E eles têm um único ponto de saída que é o mar”, completou.

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Marinho destaca ainda que, com base em estudos e pesquisas de especialistas, é possível compreender a importância de cada parte que compõe este complexo e como elas se relacionam para formar um sistema fluvial equilibrado.

A nascente e o leito do rio

O rio começa na nascente, também chamada de cabeceira, local onde a água subterrânea aflora à superfície. É o ponto de origem do curso d’água, geralmente localizado em regiões de maior altitude. A nascente surge quando o lençol freático encontra a superfície do terreno, dando início ao fluxo da água.

A pesquisadora Luciana Falci Theza Rodrigues, em estudo sobre nascentes no Sudeste do Brasil, destaca que “nascentes são ecossistemas de grande importância econômica, social, cultural e ecológica”. Ela destaca ainda que áreas preservadas garantem a qualidade e a constância da água, prevenindo o assoreamento e a poluição das águas.

A pesquisadora também explica que o leito ou canal é a parte por onde a água corre. Ela destaca que esta parte contém o talvegue, que é a linha de maior profundidade, e se divide em duas áreas principais: o leito menor, ocupado permanentemente pela água, e o leito maior, que é atingido durante as cheias e transbordamentos. “O formato e a profundidade do leito variam conforme o relevo e a vazão dessas águas”, comenta.

As margens delimitam o leito e formam a transição entre o corpo d’água e o terreno emerso. Além de funcionarem como barreiras naturais, abrigam vegetação ciliar, fundamental para conter erosões e preservar a qualidade da água.

Saiba quais são as partes de um rio: da nascente à foz
Foto: Divulgação

Curso, afluentes e foz

O curso é o caminho percorrido desde a nascente até a foz. A literatura explica:

  • Curso superior: região próxima à nascente, com forte declividade e predominância da erosão.
  • Curso médio: parte intermediária, onde ocorre o transporte de sedimentos e formação de meandros.
  • Curso inferior: trecho final, próximo à foz, onde o rio deposita os sedimentos transportados.

Os afluentes são rios menores que deságuam em um principal, contribuindo para o aumento do volume de água. O ponto de encontro entre dois cursos d’água é chamado de confluência. Já os meandros são curvas acentuadas formadas pela ação da correnteza, que erode uma margem e deposita sedimentos na outra.

A foz é o ponto final, onde ele deságua em outro corpo hídrico, como um lago, mar ou oceano. Existem dois tipos principais de foz: o delta, caracterizado pela formação de ramificações e ilhas, e o estuário, onde há mistura entre água doce e salgada, influenciada pelas marés.

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Interação entre as partes

Todas as partes estão interligadas e dependem umas das outras para manter o sistema. As nascentes alimentam o leito, que transporta água e sedimentos ao longo do curso. As margens ajudam a conter o fluxo e reduzir a erosão, enquanto a foz é o destino final do percurso, onde se integra a outro corpo hídrico.

Durante a cheia, o leito maior e as planícies de inundação absorvem parte do excesso de água, evitando transbordamentos catastróficos. A vegetação nas margens desempenha papel essencial na filtragem de sedimentos e na estabilização do solo.

Em síntese, compreender as partes — da nascente à foz — é fundamental para a preservação dos recursos hídricos e para o manejo adequado das bacias hidrográficas. Cada elemento tem função específica, e juntos formam um sistema natural que sustenta ecossistemas, populações humanas e atividades econômicas.

Lenda do Rio Andirá une memórias e crenças nas margens amazônicas

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Imagem criada por IA.

Uma lenda conta que o surgimento do rio Andirá, no Amazonas, está ligado a uma história de amor e a uma transformação que marcou a paisagem e a memória das comunidades ribeirinhas. A narrativa circula em versões orais entre povos locais e ganhou registro em diversos histórias e compilações sobre mitos amazônicos.

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Entre alguns relatos sobre a origem da lenda, o principal é de que os indígenas Maué teriam sofrido com a distância até fontes d’água e, em um episódio de amor e perda, as lágrimas de uma jovem foram transformadas em rio.

Essa versão associa a criação do curso d’água à figura de Iacy (ou Iacy May, em algumas versões) e ao pássaro uirapuru, que passa a simbolizar o canto da saudade e da lembrança.

A lenda do Andirá e a memória comunitária

Contam os antigos Sateré-Mawé que, quando o rio Andirá não existia, suas malocas estavam longe do Tapajós, o rio mais próximo. Por isso, os indígenas precisavam caminhar horas e até dias para alcançar o único rio, onde eles pescavam, se banhavam e contemplavam as suas águas verdes.

Certo dia, o guerreiro Wassiri, o grande amor da cunhã Yaci, em caminhada pela floresta, foi enfeitiçado pela cobra jararaca e se perdeu na mata para sempre. Yaci em prantos caiu em tristeza profunda! De suas lágrimas nasceu o rio Andirá, e para lá o povo Sateré-mawé foi morar.

Compadecido com o sofrimento de Yaci, Tupã a transformou no uirapuru, o pássaro cujo canto expressa o verdadeiro amor.

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As narrativas sobre o rio Andirá não se resumem a este único enredo: elas circulam em variantes locais que combinam elementos indígenas, afrodescendentes e ribeirinhos, refletindo o processo histórico e cultural da região em que o rio corre.

Pesquisas etnográficas sobre literatura oral em comunidades ribeirinhas mostram que histórias como a do Andirá cumprem função social e identitária, servindo para explicar o mundo natural e reforçar laços comunitários como esta contado, por exemplo, em um artigo publicado pela Revista Litera, da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), em 2024.

Em muitos textos regionais e compilações culturais, o rio Andirá é descrito como parte integrante da vida das populações locais: as cheias, as rotinas de pesca, a formação de quilombos e a história das vilas ribeirinhas aparecem entrelaçadas às histórias que narram a origem do rio.

Esses registros enfatizam tanto o valor simbólico quanto o valor material do Andirá para quem vive às suas margens.

Interpretações etimológicas e naturais

Em entrevista ao Portal Amazônia, o linguista Victor Hugo Aguilar explica que o nome “Andirá” também aparece em estudos de toponímia tupi e etimologias regionais. Segundo ele, em tupi, termos próximos foram associados a morcegos ou a conceitos que evocam receio — o que explica a presença de vocábulos semelhantes em diferentes topônimos indígenas e seus usos na paisagem amazônica.

“Essa dimensão linguística convive com as versões lendárias, ampliando a camada cultural que envolve o nome do rio e de localidades chamadas Andirá”, explica.

A lenda e as variações locais

Ainda segundo Aguilar, as histórias orais sobre o surgimento do rio Andirá apresentam variações que dialogam com personagens e motivos correntes na mitologia amazônica

“Tragédias amorosas, transformações humanas em elementos da natureza (como aves ou cursos d’água) e a intervenção de forças criadoras ou sobrenaturais. Em algumas versões, o elemento central é a compaixão do “Grande Criador” que transforma lágrimas em água; em outras, a narrativa enfatiza ritos e hábitos das comunidades que justificam a presença do rio como recurso e como sinal mítico. Essas diferenças apontam para a multiplicidade de sentidos que a lenda carrega”, disse Victor Hugo.

Preservação da tradição oral e registros contemporâneos

Estudos acadêmicos e recolhas de história oral mostram que a transmissão dessas lendas depende fortemente da prática comunitária: contação em rodas, celebrações locais e festas folclóricas.

A literatura sobre lendas amazônicas observa que muitos mitos sobrevivem através de adaptações, sendo recontados em escolas, festivais e matérias jornalísticas que buscam documentar a cultura regional.

A presença do Andirá na memória local é, portanto, tanto uma herança imaterial quanto um objeto de interesse para pesquisadores que trabalham com patrimônio cultural.

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O Andirá na geografia: comunidades e histórias

Imagem colorida mostra rio Andirá próximo a cidade de Barreirinha no Amazonas
Rio Andirá, próximo a cidade de Barreirinha, no Amazonas. Foto: Joelma Monteiro de Carvalho/Wikimedia Commons

Além do caráter mítico, o nome Andirá aparece em registros geográficos e em notícias sobre comunidades ribeirinhas e quilombolas que ocupam suas margens.

Esses relatos, ainda segundo Aguilar, vinculam a lenda à história concreta de populações que enfrentaram deslocamentos, enchentes e processos de ocupação.

“Assim, a figura lendária do Andirá se articula com temas de luta por território, memória e direitos, presentes na vida das comunidades locais”, finaliza.

Assim, a lenda do Andirá é parte do repertório narrativo da região amazônica e combina motivações míticas, etimológicas e sociais. Seja narrada como história de amor que deu origem a um rio, seja preservada através de versos e contações, a lenda segue sendo elemento de identidade para as populações ribeirinhas e objeto de estudo para quem se dedica à antropologia, ao folclore e à história regional.

#Série – Atividades ao ar livre: 6 lugares para fazer atividade física em Santarém

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Santarém, no oeste do Pará, é um município que alia belezas naturais, tradição cultural e investimentos em infraestrutura voltados para o bem-estar da população. Nos últimos anos, a cidade tem recebido melhorias em espaços públicos como praças, orlas e parques, além da instalação de academias ao ar livre em diferentes bairros. Essas ações incentivam a prática regular de exercícios físicos e contribuem para hábitos mais saudáveis em todas as faixas etárias.

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A prefeitura e o governo estadual, por meio de parcerias, têm promovido projetos que incluem a requalificação de praças, a construção de passarelas, ciclovias e academias ao ar livre, além da organização de eventos esportivos gratuitos, como aulões de ginástica, dança e atividades funcionais. Essas iniciativas estimulam a comunidade a utilizar os espaços públicos de forma ativa, promovendo saúde, lazer e convivência social.

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Pensando na busca por hábitos mais saudáveis e a valorização do contato com a natureza, o Portal Amazônia prepara uma série com foco em encontrar locais ideais nas capitais da Amazônia Legal para quem quer melhorar a qualidade de vida. Por sua visibilidade, Santarém também entra nesta lista:

Complexo de Esporte e Lazer do Parque da Cidade

O Complexo de Esporte e Lazer, inaugurado no Parque da Cidade, é um dos espaços mais modernos voltados ao esporte no município. O local conta com campo de futebol society em grama sintética, quadra poliesportiva, quadras de areia para modalidades como vôlei e futevôlei, além de academia ao ar livre e área para calistenia.

Também há ciclovia, passarelas, espaço pet, espaço kids, praça de alimentação e estacionamento. A estrutura dispõe de banheiros públicos, mas não possui bebedouros disponíveis.

Complexo de Esporte e Lazer do Parque da Cidade, em Santarém
Foto: Divulgação/Prefeitura de Santarém

Parque da Cidade

Além de receber o novo complexo esportivo, o Parque da Cidade já era reconhecido como ponto de lazer e exercício. O espaço abriga um calçadão de aproximadamente dois quilômetros, muito utilizado para caminhadas e corridas.

Com ampla área verde, árvores frutíferas e espaço para contemplação, o parque oferece sombra e ambiente agradável para quem busca praticar exercícios. O local possui banheiros públicos, mas não conta com bebedouros.

Foto: Divulgação/Prefeitura de Santarém

Orla de Santarém

A Orla de Santarém é um dos cartões-postais da cidade e também um espaço importante para atividades físicas. O calçadão à beira do rio Tapajós é bastante usado para corridas, caminhadas e passeios de bicicleta, principalmente ao amanhecer e no fim da tarde.

Com iluminação e áreas revitalizadas, a orla dispõe de banheiros públicos, mas ainda não conta com bebedouros para uso coletivo. Quiosques e comércios são encontrados em toda a extensão.

Foto: Roni Moreira/Agência Pará

Praça das Flores

A Praça das Flores, localizada no bairro Aeroporto Velho, é uma das praças que recebeu academia ao ar livre com equipamentos de ginástica gratuitos para a comunidade. O espaço passou por manutenções recentes, incluindo pintura e reparos nos equipamentos, o que garante mais segurança para os praticantes.

A Praça das Flores é bastante frequentada por quem busca fazer exercícios leves, alongamentos e convívio comunitário. A praça possui banheiro público e conta com bebedouro para hidratação dos usuários.

Alter do Chão

Não tem como falar de Santarém, sem incluir o caribe amazônico: Alter do Chão. O distrito é conhecido por suas praias de água doce, mas também é uma opção para quem busca atividades físicas em meio à natureza. A Ilha do Amor, cartão-postal da vila, permite caminhadas pela areia e exercícios de resistência no contato direto com o rio Tapajós.

Outra opção é a trilha até a Serra da Piraoca, que exige esforço físico e garante vistas panorâmicas. Alter do Chão não possui banheiros ou bebedouros públicos estruturados nas praias, sendo recomendado que os visitantes se organizem previamente para hidratação e pausas nos comércios locais, por exemplo.

Foto: Divulgação/Agência Santarém

Praias!

Além do distrito de Alter do Chão, as praias próximas, como Ponta de Pedras e Carapanari, são bastante procuradas por quem gosta de caminhar, correr e explorar ambientes naturais. Essas áreas oferecem contato direto com a natureza e proporcionam espaços tranquilos para exercícios leves ou trilhas simples.

Assim como em Alter do Chão, esses locais não contam com banheiros nem bebedouros públicos, sendo indicado levar água e organizar a permanência de forma autossuficiente.

Foto: Divulgação/Prefeitura de Santarém

Confira outras cidades da série:

#Série – Atividades ao ar livre: 8 lugares para fazer atividade física em Macapá

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Macapá, capital do Amapá, é uma cidade amazônica marcada pela presença de rios, praças e áreas urbanas que oferecem opções para quem busca qualidade de vida por meio da prática de atividades físicas. Localizada às margens do Rio Amazonas, a cidade reúne espaços que permitem desde caminhadas tranquilas até esportes coletivos, atendendo moradores e visitantes.

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Com clima quente e úmido, a capital do Amapá dispõe de locais abertos que favorecem a prática ao ar livre em meio à natureza e a patrimônios histórico-culturais. Esses ambientes são procurados tanto por pessoas que iniciam rotinas de exercícios quanto por quem já adota hábitos regulares de atividade física.

Com sua geografia singular e seus espaços de convivência, Macapá oferece alternativas variadas para a prática de exercícios ao ar livre, em locais que reforçam a ligação da cidade com o Rio Amazonas e com áreas urbanas que combinam lazer, esporte e natureza.

Leia também: #Série l A cara da Amazônia: 5 animais que são a cara do Amapá

Pensando na busca por hábitos mais saudáveis e a valorização do contato com a natureza, o Portal Amazônia prepara uma série com foco em encontrar locais ideais nas capitais da Amazônia Legal para quem quer melhorar a qualidade de vida. Confira as opções em Macapá:

Parque do Forte

Um dos pontos mais conhecidos da capital, o Parque do Forte fica ao lado da Fortaleza de São José de Macapá, cartão-postal da cidade. O espaço conta com áreas arborizadas, pista de caminhada, corrida e vista privilegiada do Rio Amazonas.

É bastante utilizado por moradores em treinos diários, especialmente no início da manhã e no final da tarde. O espaço possui banheiros públicos, mas não há bebedouros disponíveis. O Trapiche Eliezer Levy é um dos pontos que costuma atrair visitantes além dos espotistas.

Foto: Divulgação/Secretaria de Turismo do Amapá

Praça Floriano Peixoto

Localizada no Centro, a Praça Floriano Peixoto, também conhecida como Praça do Sapo é um espaço tradicional de convivência e atividades físicas. Possui pista para caminhada e corrida, além de áreas destinadas a práticas esportivas.

O ambiente é cercado por árvores que proporcionam sombra, o que atrai famílias e esportistas. A praça dispõe de banheiros públicos, mas não oferece bebedouros gratuitos.

Foto: Jef Ribeiro/Reprodução- Facebook – Amapá em Fotos

Complexo Turístico da Beira-Rio

Às margens do Rio Amazonas, o Complexo Beira-Rio é um dos locais mais frequentados para a prática de exercícios em Macapá. A orla oferece calçadão amplo para corridas, caminhadas e passeios de bicicleta.

Além do uso esportivo, o espaço é um ponto de encontro de moradores e turistas, especialmente nos fins de semana. O espaço foi revitalizado em 2022 pelo Governo do Amapá. Ainda assim não possui banheiros públicos nem bebedouros.

Complexo Turístico da Beira-Rio em Macapá
Foto: Reprodução/Agência Amapá

Bioparque da Amazônia – Arinaldo Gomes Barreto

Mantido pela Fundação Bioparque da Amazônia Arinaldo Gomes Barreto – FUNBAB, o Bioparque da Amazônia – Arinaldo Gomes Barreto combina contato direto com a natureza e prática de atividades físicas. Suas trilhas ecológicas são utilizadas para caminhadas leves e corridas.

O espaço também contribui para a educação ambiental e atrai visitantes que buscam aliar exercício físico ao lazer em área verde. O parque oferece banheiros e pontos de água potável para os visitantes.

Arinaldo Gomes Barreto, o homenageado, nasceu em 1939. Chegou ao Amapá aos 5 anos de idade. Era o mais novo de dez irmãos, casou-se com Raimunda de Nazaré Cantuária Barreto, com quem teve três filhos, além de dois outros por adoção. Estudou eletrônica e em 1962, juntamente com outros técnicos, fundaram a Sociedade Anônima Rádio Técnica do Amapá (Satra). A sociedade da empresa, foi responsável pela implantação da primeira emissora católica de rádio de Macapá, a ZYD 11 – Rádio Equatorial de Macapá. Por muitos anos trabalhou no comércio com conserto e venda de produtos eletrônicos.

Foto: Divulgação/Funbab

Sambódromo de Macapá

Embora seja palco de eventos culturais, como o Carnaval, o Sambódromo de Macapá também é utilizado diariamente como espaço de atividade física. Sua ampla estrutura possibilita treinos funcionais, corridas e caminhadas.

Durante a semana, é comum encontrar grupos organizados praticando esportes coletivos e exercícios em equipe. O sambódromo de Macapá possui banheiros públicos, mas não conta com bebedouros.

Foto: Nayana Magalhães/GEA

Praça Zagury

Localizada no bairro Central, a Praça Isaac Zagury é um espaço reformado que hoje conta com pista de caminhada, quadras poliesportivas e equipamentos de ginástica ao ar livre.

O local recebe público variado, desde crianças até idosos, e se tornou um ponto importante para o incentivo à atividade física na capital. O espaço conta com banheiros públicos e bebedouros.

De acordo com a prefeitura de Macapá, Isaac Jayme Zagury, filho de Sarah Roffé Zagury e Leão Zagury, nasceu em Macapá no dia 11 de agosto de 1914. Ele foi empresário e junto com seu irmão, Moisés Zagury, administraram a Casa Leão do Norte, que herdaram dos seus pais. Além disso, eles também eram os responsáveis pela agência da empresa Aérea Cruzeiro do Sul, que futuramente se tornaria a Varig.

Junto de seu irmão, foi o pioneiro na criação de alguns serviços comerciais na capital, entre estes, a Sorveteria Central, a Farmácia Zagury e o Flip Guaraná, primeiro refrigerante de Macapá. Isaac Zagury faleceu no Rio de Janeiro, em 1º de maio de 1972, aos 58 anos.

Foto: Narah Pollyne – Divulgação/ Prefeitura de Macapá

Parque do Jandiá

O Parque do Jandiá se transformou em um espaço alternativo de práticas ao ar livre em Macapá. Com passarelas e áreas abertas, é utilizado para caminhadas, corridas e ciclismo. Sua proximidade com bairros movimentados facilita o acesso, atraindo moradores que buscam praticidade no dia a dia.

Está localizado no bairro Cidade Nova e possui: quadra de basquete; monumento em homenagem aos kitesurfistas; playground; pista de skate; rampa de acesso ao rio para amantes do futlama; dois campos com grama sintética, um para futebol society e outro para crianças; espaço destinado aos adeptos do kitesurf; parque; academia ao ar livre e área verde. O espaço dispõe apenas de banheiros públicos.

O complexo possui ainda um Mirante. Quem sobe tem a oportunidade de contemplar a beleza do Rio Amazonas.

Foto: Divulgação/ Prefeitura de Macapá

Entorno do Estádio Zerão

Conhecido por estar localizado exatamente na Linha do Equador, o Estádio Milton Corrêa, o “Zerão”, também é espaço usado para atividades físicas além do futebol. Sua pista no entorno é aproveitada por corredores e caminhantes.

O ambiente se tornou um símbolo da cidade e recebe pessoas em diferentes horários, que associam exercício físico à experiência de estar no ponto geográfico que divide os hemisférios Norte e Sul. O estádio dispõe de banheiros públicos e acesso a pontos de água potável.

Foto: Divulgação/Governo do Amapá

Confira outras cidades da série:

#Série – Atividades ao ar livre: 7 lugares para fazer atividade física em São Luís

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Parques, praças, avenidas e áreas verdes em São Luís do Maranhão têm se transformado em espaços de lazer e prática esportiva para a população. A cidade dispõe de locais que oferecem desde pistas de caminhada e academias ao ar livre até áreas mais amplas para esportes coletivos.

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Com acesso gratuito e diferentes estruturas, esses ambientes atendem tanto quem busca exercícios leves quanto aqueles que preferem treinos mais intensos. São opções que unem saúde, convivência e contato com a natureza.

Leia também: #Série l A cara da Amazônia: 5 animais que são a cara do Maranhão

Pensando na busca por hábitos mais saudáveis e a valorização do contato com a natureza, o Portal Amazônia prepara uma série com foco em encontrar locais ideais nas capitais da Amazônia Legal para quem quer melhorar a qualidade de vida. Confira as opções em São Luís:

Parque da Vila Palmeira

Localizado na Avenida dos Franceses, o Parque da Vila Palmeira conta com cerca de 40 mil metros quadrados dedicados ao lazer e esporte. Entre os espaços disponíveis estão pista de caminhada, academia ao ar livre, quadra poliesportiva, campo de futebol, lago artificial, pista de skate, quiosques, fonte luminosa e playground.

O local é um dos mais populares de São Luís e funciona todos os dias, da manhã até a noite, e também recebe projetos comunitários que oferecem aulas gratuitas em determinados horários. No local é possível encontrar água e banheiros químicos gratuitamente.

Foto: Divulgação/ Governo do Maranhão

Parque Ecológico da Lagoa da Jansen

O Parque da Lagoa da Jansen está situado entre os bairros São Francisco, Renascença e Ponta do Farol, em área de fácil acesso. O local oferece ciclovia, pista de caminhada, quadras poliesportivas, quiosques e espaço para recreação infantil.

O ambiente é bastante utilizado por moradores dos bairros próximos, em diferentes horários do dia, para atividades individuais e coletivas. Com a sua revitalização este ano, o espaço ganhou mais banheiros públicos ao longo do seu percurso.

Leia também: Ana Jansen: de aristocrata à lenda urbana maranhense

Foto: Brunno Carvalho/Governo do Maranhão

Parque São João Paulo II

Na Avenida Senador Vitorino Freire, no Centro de São Luís, o Parque São João Paulo II reúne jardins, parquinhos, quadras esportivas e áreas abertas para eventos. As pistas de caminhada complementam a estrutura para quem busca exercícios ao ar livre em região central.

O acesso é gratuito e o funcionamento ocorre diariamente, favorecendo a utilização por moradores de diversos bairros da capital. O espaço possui bebedouros e banheiros públicos.

Parque São João Paulo II em São Luís (MA)
Foto: Divulgação/ Governo do Maranhão

Parque Estadual do Bacanga

O Parque Estadual do Bacanga é uma unidade de conservação ambiental que também funciona como área de lazer. O espaço abriga trilhas e áreas verdes que podem ser utilizadas para caminhadas, passeios e observação da natureza.

Embora não possua banheiros e bebedouros públicos, a presença de fauna e flora contribui para a sensação de frescor, tornando-se um dos principais espaços de contato direto com a natureza em São Luís.

Foto: Divulgação/Governo do Maranhão

Sítio Rangedor (Parque do Rangedor)

Localizado no bairro Calhau, o Sítio Rangedor é uma área de preservação que se tornou parque urbano aberto à população. O espaço oferece caminhos internos, pistas para corrida e caminhada, além de áreas de convivência.

Com grande cobertura vegetal, o parque possibilita práticas esportivas em ambiente arborizado sem sair do perímetro urbano. O espaço possui banheiro público, mas não há confirmação sobre bebedouros públicos no espaço.

Foto: Divulgação/Governo do Maranhão

Parque da Família da Vila Palmeira

No bairro Vila Palmeira, o antigo Parque Folclórico foi transformado em 2022 no Parque da Família. O projeto previu pista de caminhada, academia ao ar livre, quadra poliesportiva, brinquedos infantis, paisagismo renovado, banheiros e mobiliário urbano.

A proposta é oferecer uma área ampla de uso comunitário, com estrutura para esporte, lazer e convivência. O local possui bebedouros públicos

Foto: Divulgação/Governo do Maranhão

Avenida Litorânea

A Avenida Litorânea é um dos pontos mais frequentados para atividades físicas em São Luís. Com vista para o mar, o local dispõe de calçadões utilizados para caminhada, corrida e ciclismo.

Em algumas ocasiões, parte da pista é interditada para veículos, garantindo maior segurança para os praticantes ao modelo do que é feito em Manaus com a Faixa Liberada.

O espaço é usado tanto por esportistas individuais quanto por grupos de amigos e famílias, mas não tendo disponibilidade de bebedouro e banheiros públicos. Há quiosques ao longo do espaço que possuem banheiros.

Foto: Divulgação/ Governo do Maranhão

Confira outras cidades da série:

#Série – Atividades ao ar livre: 6 lugares para fazer atividade física em Palmas

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Palmas, capital do Tocantins, é uma cidade planejada e conhecida por sua organização urbana e amplas áreas abertas, que oferecem múltiplas opções para atividades físicas. Localizada às margens do Rio Tocantins, a capital dispõe de praças, parques e avenidas largas que se transformaram em pontos de encontro para quem busca qualidade de vida por meio de exercícios ao ar livre.

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A cidade, com sua geografia planejada e o Lago como paisagem de fundo, reúne opções variadas para a prática de exercícios físicos ao ar livre. Seja em praças históricas, parques modernos ou nas margens da orla, a capital do Tocantins oferece alternativas que incentivam hábitos saudáveis e momentos de lazer.

Com clima quente e ensolarado durante a maior parte do ano, a prática de esportes e caminhadas em locais arborizados ou próximos à orla é bastante comum. Esses espaços públicos atraem tanto quem deseja iniciar rotinas mais saudáveis quanto aqueles que já praticam atividades físicas regularmente.

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Pensando na busca por hábitos mais saudáveis e a valorização do contato com a natureza, o Portal Amazônia prepara uma série com foco em encontrar locais ideais nas capitais da Amazônia Legal para quem quer melhorar a qualidade de vida. Confira algumas opções em Palmas:

Praia da Graciosa

Um dos cartões-postais de Palmas, a Praia da Graciosa é muito frequentada para caminhadas, corridas e passeios de bicicleta. O calçadão da orla permite atividades físicas em diferentes horários do dia, sempre acompanhado da vista para o Lago de Palmas. O espaço também recebe eventos esportivos e culturais.

A Praia da Graciosa dispõe de banheiros públicos, mas não conta com bebedouros. Portanto o usuário deve estar bem equipado com uma garrafinha cheia. Mas no seu entorno é possível comprar água em quiosques.

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praia da graciosa em palmas, no tocantins
Foto: Junior Suzuki/ Wikimedia Commons

Parque Cesamar

Considerado um dos espaços mais procurados para atividades físicas na cidade, o Parque Cesamar tem pista de caminhada e corrida de aproximadamente 5 km, além de áreas verdes que favorecem o contato com a natureza.

Também é comum encontrar grupos praticando exercícios funcionais como yoga e ciclismo em diversas áreas do parque. O Parque Cesamar oferece banheiros públicos e bebedouros aos usuários.

Foto: Reprodução/Secretaria de Turismo TO

Orla 14 (Orla da Praia das Arnos)

Situada na região norte de Palmas, a Orla 14, também conhecida como orla da Praia das Arnos, é um espaço urbanizado às margens do Lago de Palmas. O local possui calçadão amplo, ciclovia e áreas destinadas a esportes coletivos, além de vista privilegiada do pôr do sol.

É bastante utilizada nos fins de semana por famílias e esportistas. A orla conta com banheiros públicos, mas não dispõe de bebedouros.

Foto: Reprodução/Prefeitura de Palmas

Praça dos Girassóis

Localizada no Centro de Palmas, a Praça dos Girassóis é a maior praça pública da América Latina e um dos principais pontos turísticos da capital. Suas amplas áreas abertas são utilizadas para caminhadas, corridas e treinos funcionais.

A estrutura do espaço também possibilita passeios e práticas recreativas. A praça possui banheiros públicos, mas não há bebedouros disponíveis.

Foto: Márcio Vieira/Governo do Tocantins

Parque dos Povos Indígenas

O Parque dos Povos Indígenas reúne pistas de caminhada, ciclovias, quadras poliesportivas e equipamentos de ginástica ao ar livre em um total de 17 quilômetros.

É um espaço planejado para integrar lazer, esporte e convivência social, recebendo desde atletas até famílias em momentos de recreação. O parque disponibiliza banheiros públicos e bebedouros.

Foto: Reprodução/Prefeitura de Palmas

Avenida LO-09

A Avenida LO-09 se transformou em um espaço alternativo para corridas, caminhadas e ciclismo. Com ciclovia e calçadas largas, é bastante utilizada por moradores que buscam praticidade no dia a dia.

Durante as primeiras horas da manhã e no final da tarde, o local reúne grupos de treino e ciclistas. O espaço não possui banheiros nem bebedouros públicos.

Planejamento para a avenida LO-09 em 2023. Foto: Divulgação/ Prefeitura de Palmas
Foto: Divulgação/Secom Palmas

Confira outras cidades da série:

#Série – Atividades ao ar livre: 9 lugares para fazer atividade física em Cuiabá

Cuiabá, capital de Mato Grosso, é uma cidade marcada pelo clima quente e ensolarado durante a maior parte do ano. Esse cenário contribui para que a população busque atividades físicas em áreas abertas, conciliando saúde e contato com a natureza.

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Com temperaturas que frequentemente ultrapassam os 35 °C, as caminhadas, corridas e treinos em locais públicos se tornam opções ideais nas primeiras horas da manhã ou no final da tarde.

Nos últimos anos, a cidade tem investido na revitalização de espaços urbanos, criando áreas de lazer que também servem como ponto de encontro entre moradores e turistas. Praças, parques e orlas foram adaptados para acolher quem busca bem-estar físico aliado à convivência social.

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Cuiabá reúne espaços que combinam preservação ambiental, urbanismo e incentivo à prática esportiva. Cada local possui características próprias, mas todos oferecem oportunidades para caminhadas, corridas, pedaladas ou treinos em grupo.

Pensando na busca por hábitos mais saudáveis e a valorização do contato com a natureza, o Portal Amazônia prepara uma série com foco em encontrar locais ideais nas capitais da Amazônia Legal para quem quer melhorar a qualidade de vida. Confira algumas opções em Cuiabá:

Parque das Águas

Localizado na região central de Cuiabá, o Parque das Águas -Júlio Domingos de Campos’ é um dos principais pontos de lazer da cidade. O espaço possui pista de caminhada de aproximadamente 1,5 quilômetro, lago artificial e áreas de convivência.

O parque conta com banheiros públicos em funcionamento, mas não possui bebedouros. O mais comum é que visitantes levem suas próprias garrafas de água.

De acordo com a prefeitura de Cuiabá, o local também é conhecido como “Seo Fiote” por conta da homenagem à Júlio Domingos de Campos, o ponto de lazer possui ainda duas academias ao ar livre e dois amplos estacionamentos, que juntos chegam a aproximadamente 1.000 vagas. O estacionamento principal possui cerca de 600 vagas e o localizado atrás dos restaurantes deve chegar a 400 vagas.

A fonte luminosa, juntamente com o Túnel das Águas de 14 metros, passou a compor o quadro de atrações do parque.

Foto: Tchélo Figueiredo/Prefeitura de Cuiabá

Orla do Porto

Às margens do Rio Cuiabá, a Orla do Porto se consolidou como um dos espaços mais utilizados para corridas, caminhadas e passeios de bicicleta. O calçadão iluminado tem cerca de 2 quilômetros de extensão e recebe grande movimento no final da tarde.

No local há banheiros públicos disponíveis e pontos de bebedouros em áreas específicas, o que facilita a prática esportiva em diferentes horários do dia.

Foto: Emanoele Daiane/Prefeitura de Cuiabá

Parque Mãe Bonifácia

O Parque Mãe Bonifácia é um dos maiores espaços verdes da cidade, com trilhas internas que somam mais de 5 quilômetros. O ambiente é muito procurado por praticantes de corrida e caminhada, além de atividades funcionais ao ar livre.

O parque dispõe de banheiros e bebedouros públicos em pontos estratégicos, o que garante maior conforto para os frequentadores durante os treinos. Funciona diariamente das 6h às 19h.

Seu nome deu-se em homenagem a uma curandeira, escrava refugiada, conhecida por Mãe Bonifácia. Além do curandeirismo, Mãe Bonifácia controlava o acesso ao quilombo (a área era habitaba por quilombolas).

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Foto: Divulgação/CNS-Governo Federal

Parque Tia Nair

Na região do bairro Jardim Itália, o Parque Tia Nair oferece pista de caminhada, lago, área de brinquedos e espaços para exercícios físicos. O local se tornou referência de lazer para famílias e esportistas, desde sua inauguração em 2007.

Seu nome é uma homenagem à tia-avó (já falecida) do empresário do setor de hotelaria em Mato Grosso, Orlando Nigro. Ela foi uma figura importante localmente e tinha o desejo de construir uma obra em prol da comunidade.

O parque possui banheiros e bebedouros em funcionamento, permitindo que visitantes façam pausas durante suas atividades.

Foto: Marcos Vergueiro/ Prefeitura de Cuiabá

Parque Massairo Okamura

Próximo ao Centro Político Administrativo, o Parque Massairo Okamura conta com trilhas em meio à vegetação nativa e áreas que permitem contato direto com a natureza. Caminhadas e corridas em subidas são comuns no local, que está localizado em área de proteção ambiental.

No espaço há banheiros públicos disponíveis. Já os bebedouros são limitados e muitos frequentadores optam por levar garrafas de água.

Foto: Divulgação/Governo do Mato Grosso

Praça Popular

A Praça Popular, localizada na região central da cidade, é conhecida por sua vida noturna, mas também é utilizada por moradores para caminhadas leves e alongamentos nas primeiras horas do dia. O espaço urbano foi revitalizado e conta com área aberta de calçamento.

Há banheiros públicos disponíveis, mas não existem bebedouros. A recomendação é que visitantes levem sua própria água.

Foto: Luiz Alves/Prefeitura de Cuiabá

Parque Zé Bolo Flô

O Parque Zé Bolo Flô, situado no bairro Coophema, é uma área de preservação ambiental que oferece trilhas de caminhada e espaços para contemplação. Frequentado por esportistas e famílias, é opção para exercícios em contato com a natureza. O local possui banheiros em funcionamento, mas não conta com bebedouros.

O parque leva o nome do poeta e compositor José Inácio da Silva, conhecido por vender bolos e flores na Praça Alencastro, no centro de Cuiabá.

Foto: Divulgação/Governo do Mato Grosso

Ginásio Verdinho

O entorno do Ginásio Aecim Tocantins, popularmente chamado de “Verdinho”, também é aproveitado para atividades físicas.

As pistas ao redor são usadas para corridas leves, caminhadas e treinos funcionais. Há também uma pista de skate, que reúne muitos jovens no local. O espaço dispõe de banheiros públicos, mas não há bebedouros.

Foto: Divulgação/Prefeitura de Cuiabá

Parque das Nações Indígenas

Localizado na região do Coxipó, o Parque das Nações Indígenas é uma das áreas recentes da cidade voltadas para atividades físicas e lazer. O espaço possui pista de caminhada, ciclovia e área verde para convivência.

O parque conta com banheiros e bebedouros, tornando-se uma das opções mais completas para quem deseja praticar exercícios em Cuiabá.

Confira outras cidades da série:

Acidente inevitável: a colisão entre as embarcações ‘Boa Viagem’ e ‘Avelino Alves’ no Amazonas

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Imagem gerada por IA

Um grave acidente fluvial entre duas embarcações registrado no Amazonas em março de 1982 resultou em vítimas e prejuízos materiais. O choque foi entre a balsa ‘Boa Viagem’ e o navio-motor ‘Avelino Alves’. O caso ocorreu no rio Amazonas, nas proximidades do Encontro das Águas, durante uma noite de forte chuva e visibilidade prejudicada.

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Relatos da época contam que a embarcação ‘Boa Viagem’, de propriedade de um empresário de Manaus, estava carregada de produtos e seguia viagem em meio ao mau tempo quando colidiu com o navio-motor que fazia o percurso em sentido oposto. A força do impacto provocou pânico entre tripulantes e passageiros.

O acidente aconteceu por volta das 21h do dia 26 de março. O rio apresentava correnteza forte e ondas provocadas pelos ventos. A chuva intensa reduzia a visibilidade, dificultando a navegação. Essas condições contribuíram para que as embarcações se aproximassem demais, culminando na colisão.

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No momento do impacto, 13 pessoas estavam a bordo da balsa, entre tripulantes e passageiros. Testemunhas relataram que muitos foram lançados ao chão e alguns sofreram ferimentos leves. O comandante do ‘Avelino Alves’, identificado como Alfredo Guilherme, declarou que tentou manobrar o navio para evitar o choque, mas não conseguiu devido à curta distância entre as embarcações.

O episódio envolvendo a balsa e o navio-motor entrou para os registros das ‘Histórias, Costumes e Tragédias dos Barcos do Amazonas’, obra de Moacir Andrade, que documentou em detalhes a rotina, os riscos e os desafios enfrentados pelos navegadores da região.

O acidente de 1982 é lembrado como um dos casos que evidenciaram a vulnerabilidade das embarcações diante das condições extremas de tempo.

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moacir andrade relata acidentes de embarcações no amazonas em livro
Moacir de Andrade, autor da obras ‘Histórias, Costumes e Tragédias dos Barcos do Amazonas’.Foto: Divulgação

Resgate nas embarcações e atendimento aos feridos

Após a colisão, o comandante do navio ordenou o desligamento dos motores e iniciou o atendimento às vítimas. Pessoas que estavam próximas ao convés relataram momentos de desespero, gritos e orações, enquanto a tripulação tentava manter a calma e evitar o afundamento.

Segundo os relatos, a prioridade foi resgatar os feridos e garantir a segurança de quem estava em maior risco. O socorro foi prestado ainda sobre as embarcações, e as vítimas com ferimentos mais graves foram levadas até Manaus, onde receberam atendimento médico.

O barqueiro responsável pela ‘Boa Viagem’ explicou posteriormente que o mau tempo e a falta de visibilidade foram fatores decisivos para o acidente. Ele afirmou que as luzes de navegação estavam acesas, mas a chuva forte impediu que fossem vistas a tempo pelo navio-motor.

Testemunhas informaram que o impacto deixou a lateral da balsa danificada, mas a embarcação não chegou a naufragar. O navio ‘Avelino Alves’ sofreu danos na proa, porém manteve a estabilidade após o choque.

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Investigação e consequências do acidente

A Capitania dos Portos do Amazonas instaurou inquérito para apurar as causas do acidente e determinar as responsabilidades. A investigação teve como base depoimentos de tripulantes, laudos técnicos e o registro do diário de bordo das embarcações.

Durante as oitivas, o comandante do navio-motor confirmou que seguia em velocidade reduzida devido à chuva, mas que não percebeu a aproximação da balsa até o momento da colisão. Já o responsável pela ‘Boa Viagem’ declarou que navegava em área permitida e dentro dos padrões de segurança exigidos.

O relatório preliminar apontou a baixa visibilidade e as condições climáticas adversas como fatores determinantes para o acidente. O documento também destacou que não houve falha mecânica em nenhuma das embarcações.

Após o choque, ambas as tripulações receberam autorização para atracar em Manaus, onde passaram por nova inspeção técnica. A Capitania reforçou, posteriormente, a necessidade de atenção redobrada durante a navegação noturna em períodos de chuva intensa, comum nos rios da Amazônia.

#Série – Atividades ao ar livre: 4 lugares para fazer atividade física em Porto Velho

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Porto Velho (RO) é uma capital amazônica que também oferece múltiplas oportunidades para quem deseja praticar atividade física ao ar livre. Desde grandes parques com trilhas até praças com academia ao ar livre, passando por circuitos iluminados, há opções que atendem diferentes perfis — de quem prefere caminhadas leves até quem busca treinos mais intensos.

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Todos os espaços reunidos formam uma rede de lazer público que favorece saúde, convívio social e acesso à natureza.

Entre parques, praças e circuitos, moradores encontram lugares com estrutura para caminhada, corrida, exercícios funcionais e convivência.

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Pensando na busca por hábitos mais saudáveis e a valorização do contato com a natureza, o Portal Amazônia prepara uma série com foco em encontrar locais ideais nas capitais da Amazônia Legal para quem quer melhorar a qualidade de vida. Confira algumas opções em Porto Velho:

Parque Natural Raimundo Paraguassu de Oliveira

Localizado na Zona Norte, ao final da Avenida Rio Madeira, o Parque Natural Raimundo Paraguassu de Oliveira tem cerca de 390 hectares de mata nativa preservada.

No parque, há três trilhas para uso de visitantes: uma caminhada guiada de 3 km nos finais de semana e feriados, uma trilha suspensa de 900 metros dentro da floresta, e uma trilha educativa.

Também há playground coberto, área de piquenique, museu do acervo biológico, viveiro municipal de mudas nativas e frutíferas, internet gratuita e água potável. O parque funciona de terça a domingo, das 8h às 17h.

Imagem colorida mostra Parque Natural Raimundo Paraguassu de Oliveira em Porto Velho e ponte com pessoas andando em meio a floresta
Foto: Leandro Moraes/Sema Porto Velho

Parque Circuito Doutor José Adelino

O Parque Circuito está localizado na Avenida Lauro Sodré, no bairro Nacional, próximo ao Aeroporto Internacional Governador Jorge Teixeira. Funciona diariamente das 5h às 22h.

Oferece pista de caminhada de cerca de um quilômetro, área verde com gramado aparado, campo para futebol, vôlei de areia, playground, bancos e mesas, banheiros e chuveirão, bem como espaço para parquinho infantil.

Foto: Divulgação/Semusb Porto Velho

Parque Jardim das Mangueiras – Skate Parque

O Skate Parque, também conhecido como Parque Jardim das Mangueiras, está localizado no bairro Cuniã.
Tem pista de caminhada pavimentada, quadras esportivas, pista para skate e patins, academia ao ar livre, brinquedos infantis e espaço para piqueniques. O local funciona diariamente das 5h às 24h.

Foto: Leandro Morais/Sema Porto Velho

Parque da Cidade

O Parque da Cidade é outro espaço estruturado para atividades físicas ao ar livre. Possui pistas de caminhada e corrida, quadras de areia para vôlei e futevôlei, áreas para passeios com pets e aulas promovidas pela prefeitura municipal, como zumba, dentro de programas de bem-estar.

O parque conta com estações de hidratação, bebedouros e estrutura que favorece exercícios mesmo em dias de calor intenso.

Foto: Junior Dantas – SMC/ Porto Velho

Outras opções em Porto Velho

Em Porto Velho há também iniciativas voltadas para levar atividades orientadas à população em espaços públicos. O Projeto “Viva Bem” promove vários exercícios funcionais como zumba e diversas outras aulas aeróbicas em diversos polos: Parque da Cidade; bairros como Nacional, Esperança, Areal, Cohab; e também em distritos.

Esses polos utilizam praças, quadras poliesportivas abertas ao público ou áreas de lazer ao ar livre, proporcionando acesso gratuito à prática esportiva com acompanhamento.

Alguns espaços se destacam pela estrutura noturna, permitindo atividades mesmo após o pôr do sol. O Parque Circuito, por exemplo, funciona até as 22h com iluminação em LED. O Skate Parque também oferece uso noturno, com pista pavimentada, área verde e luz adequada, sendo uma das principais opções para quem prefere praticar exercícios ao final do dia.

Os horários variam de acordo com o local, mas muitos parques abrem já às 5h da manhã para atender quem busca treinar antes do calor mais intenso. A recomendação para quem frequenta os espaços para fazer atividade física é utilizar roupas leves, manter uma hidratação constante e preferir os horários de menor incidência solar, como início da manhã e final da tarde.

Confira outras cidades da série: