Universidade Federal Indígena é criada com sede em Brasília

Vinculada ao Ministério da Educação, a universidade terá sede em Brasília e poderá manter campi em diferentes regiões do país para atender às especificidades dos povos indígenas. 

A instituição deverá priorizar cultura e saberes tradicionais, além da promoção socioambiental. Foto: Wellyngton Coelho/Agência Pará

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, sancionou a lei que cria a Universidade Federal Indígena (Unind). A norma foi publicada no dia 29 de maio no Diário Oficial da União (DOU) e entrou em vigor na data da publicação. 

Vinculada ao Ministério da Educação, a instituição terá sede em Brasília e poderá manter campi em diferentes regiões do país para atender às especificidades dos povos indígenas. 

Leia também: Primeira Universidade Federal Indígena do Brasil é confirmada pelo Governo

A nova universidade terá como foco a oferta de ensino superior, pesquisa e extensão universitária voltados à realidade dos povos originários. 

Lei 15.418, de 2026, prevê ainda a valorização dos saberes tradicionais, a promoção da sustentabilidade socioambiental dos territórios indígenas e a preservação das culturas, histórias e línguas dos povos indígenas do Brasil e da América Latina. 

📲 Confira o canal do Portal Amazônia no WhatsAp

Em cerimônia no Palácio do Planalto, Governo Federal anuncia a primeira Universidade Indígena do Brasil. Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil
Em cerimônia no Palácio do Planalto, Governo Federal anuncia a primeira Universidade Indígena do Brasil. Novembro de 2025. Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

Seleção e gestão da universidade

A Unind poderá adotar processos seletivos próprios, com critérios específicos que garantam percentual mínimo de vagas para candidatos indígenas. A mesma regra valerá para concursos públicos destinados ao quadro efetivo da instituição. 

A lei também determina que os cargos de reitor e vice-reitor sejam ocupados por docentes indígenas. Até a estruturação da universidade, o Ministério da Educação nomeará dirigentes pro tempore (gestores nomeados para assumir cargos de chefia de forma provisória), responsáveis pela elaboração das regras de funcionamento da instituição. 

A criação da universidade teve origem no Projeto de Lei (PL) 6.132/2025aprovado pelo Senado em maio deste ano e encaminhado pela Presidência da República. 

Durante a tramitação, senadores destacaram a iniciativa como um instrumento para ampliar o acesso dos povos indígenas ao ensino superior e fortalecer a produção de conhecimento voltada às suas realidades e tradições.  

*Com informações da Agência Senado

Publicidade
Publicidade

Relacionadas:

Mais acessadas:

Copham aprova parecer técnico favorável ao registro do ‘Gambá’ como Patrimônio Cultural do Amazonas

O Gambá é uma tradicional expressão cultural e ritmo da Amazônia e consiste em uma celebração que mistura batuques, cantigas, danças e ritos religioso.

Leia também

Publicidade