Expedição busca unir clubes da região Norte e integrantes também vão registrar e compartilhar toda a trajetória e os desafios nas redes sociais. Foto: Nilton Pontes/Arquivo Pessoal
Um grupo de quatro amigos deixou Rio Branco em dois fuscas neste sábado (29), para encarar uma viagem de aproximadamente 4,2 mil quilômetros pela Amazônia, com destino final em Boa Vista, em Roraima.
📲 Confira o canal do Portal Amazônia no WhatsApp
A expedição é organizada pelo Fusca Clube Acre, que existe há 12 anos no estado, e pretende atravessar parte da região Norte, o que inclui trechos da BR-319, entre Porto Velho (RO) e Manaus (AM), chegando à região de fronteira com a Venezuela e a Guiana, no estado roraimense.
Integrante do clube, Nilton Pontes contou que a ideia começou a ser construída há cerca de dois anos, depois que amigos viajaram em um comboio de oito fuscas até Cruzeiro do Sul, no interior do estado.
“A ideia principal da expedição, fora o espírito de aventura, que a gente gosta, é mostrar que o fusca, que é um veículo amado mundialmente, tem amantes por todo mundo, é um carro que venceu barreiras e passou décadas vencendo”, afirmou.

Leia também: Casal do Amapá encara frio nos Andes durante viagem de moto pela América do Sul
De acordo com ele, ao todo, serão cerca de 2,1 mil quilômetros entre Rio Branco e Boa Vista que devem ser percorridos entre 10 e 12 dias, com previsão de chegada em Roraima no dia 8 de setembro. Ao considerar o trajeto de ida e volta, o percurso completo da expedição deve chegar a 4,2 mil quilômetros.
“É possível a gente fazer essa viagem de forma segura, confiante. Além de mostrar qdo ue o fusca é capaz, também queremos compartilhar as belezas naturais, mostrar as dificuldades da BR”, disse.
Desafios
Um dos principais obstáculos da expedição, segundo Nilton, será a BR-319, especialmente o trecho entre Porto Velho e Manaus. De acordo com ele, a maior parte do trecho apresenta condições consideradas difíceis.
“A BR-319 é uma BR que tem muitas dificuldades a serem enfrentadas. Ela tem o trecho mais complicado, que é o trecho entre Porto Velho e Manaus, que é 900 km. Mas 500 km desses 900 km é de estrada muito ruim, de terra, poeira, buraco e lama”, relatou.

A aventura, conforme Nilton, também deve funcionar como uma espécie de teste para os próprios veículos. De acordo com ele, o grupo pretende mostrar que, mesmo décadas após ter se tornado um dos carros mais populares do país, o fusca ainda pode encarar longas distâncias e condições adversas.
“A gente quer mostrar que hoje, mesmo no século XXI, 2026, o fusca continua sendo um carro forte, um carro confiável, da qual a gente pode fazer essa viagem com confiança e segurança”, defendeu.
Aproximação
Além do desafio nas estradas, a expedição também tem como objetivo aproximar grupos de apaixonados por fusca em diferentes estados da região Norte.
Durante o percurso, os integrantes planejam encontros com clubes de Rondônia, Amazonas e Roraima. A intenção é fortalecer os vínculos entre os grupos e, futuramente, viabilizar um encontro regional de fuscas.

A viagem também vai ser registrada pelos integrantes, que pretendem compartilhar pelas redes sociais as paisagens encontradas pelo caminho, além dos desafios e imprevistos que possam surgir no percurso.
“Todas as belezas naturais, as dificuldades, os perrengues, se o carro quebrar, se não quebrar. Então, a gente vai fazer essa trajetória. Então, como o nosso slogan fala, o nosso objetivo não é turismo, é propósito”, disse.
*Por Pâmela Celina, da Rede Amazônica Acre
