Marchas mobilizam Maranhão e Pará em defesa dos manguezais amazônicos

Mobilizações reúnem comunidades tradicionais na defesa dos manguezais, considerados "berçários" para vida marinha, já que são grandes reservatórios de carbono.

Foto: Reprodução/Greenpeace

Duas grandes mobilizações chamam a atenção para a conservação de um dos ecossistemas mais importantes do planeta: os manguezais. A primeira, aconteceu nesta sexta-feira (24), no Maranhão, seguida pelo Dia Mundial de Proteção dos Manguezais, com mobilização no domingo, no Pará.

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O Brasil possui a segunda maior extensão de mangue do mundo. São 14 mil quilômetros quadrados ao longo da costa. 80% estão no bioma amazônico, entre Maranhão, Pará e Amapá. Eles são considerados “berçários” para vida marinha, já que são grandes reservatórios de carbono, em quantidades maiores que muitas florestas terrestres.

Mas, segundo a União Internacional para a Conservação da Natureza, se não houver esforços de conservação, cerca da metade deles no planeta correm risco de colapso até 2050. 

manguezais da Amazônia
Foto: Reprodução/Greenpeace

Luta pelos manguezais

É por isso que nesta sexta aconteceu a ‘Primeira Marcha dos Manguezais Amazônicos Maranhenses’, na capital, São Luís. O Maranhão abriga a maior área individual deles, quase um terço do total do país, e faz parte da maior faixa contínua do planeta.

Já no domingo (26), data em que é celebrado o “Dia Mundial de Proteção dos Manguezais”, vai ser realizada a 3ª Marcha em prol do ecossistema, em Belém, no Pará. A programação na capital vai começar cedo, desde às 7 horas da manhã, com a Alvorada de Carimbó, na Escadinha do Cais do Porto; seguido pela caminhada em direção ao Mercado Ver-o-Peso.

Leia também: Novo mapeamento identifica 1,2 milhão de hectares de manguezal no Brasil

As duas mobilizações reúnem comunidades tradicionais, pesquisadores e sociedade civil, na defesa do ecossistema, que é a base da segurança alimentar, e de renda, de milhares de famílias de extrativistas, marisqueiras e pescadores, que trabalham há décadas na conservação desses territórios.

*Com informações da Rádio Agência Nacional

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