Copaíba-amazônica tem potencial como alternativa natural para controle do carrapato bovino, aponta estudo

A oleorresina da copaíba-amazônica é rica em compostos orgânicos eficazes no controle de pragas na pecuária.

Mestrando Selino Monteiro Costa Filho no Larsana. Foto: Divulgação/Acervo da pesquisa

Um estudo desenvolvido em parceria entre a Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa) e a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) investigou o potencial da copaíba-amazônica (Copaifera reticulata) como alternativa natural para o controle do carrapato bovino (Rhipicephalus microplus). O trabalho foi publicado em uma revista científica internacional apoiada pela American Chemical Society.

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A pesquisa, desenvolvida por Selino Monteiro Costa Filho, biotecnologista e mestrando do Programa de Pós-Graduação em Biociências (PPG-Biociências) da Ufopa, foi resultado de uma colaboração entre o Laboratório de Sanidade Animal (Larsana), coordenado pelo Prof. Dr. Antonio Humberto Hamad Minervino, o Laboratório de Biotecnologia de Plantas Medicinais (LBPM), coordenado pela Profa. Dra. Elaine Cristina Pacheco de Oliveira, ambos da Ufopa, e o Centro Pluridisciplinar de Pesquisas Químicas, Biológicas e Agrícolas (CPQBA), da Unicamp.

Intitulado “Chemical Composition and Ixodicidal Activity of Copaifera reticulata Ducke Oleoresin and Its Sesquiterpenic (Volatile) and Diterpenic (Resin) Fractions against Rhipicephalus microplus Larvae”, o estudo avaliou o potencial da oleorresina de copaíba como alternativa natural para o controle do carrapato bovino, uma das principais ameaças à pecuária.

Leia também: Pesquisa aponta baixa toxicidade da oleorresina de copaíba da Amazônia

Copaíba-amazônica tem potencial como alternativa natural para controle do carrapato bovino, aponta estudo
Fotos: Divulgação/Acervo da pesquisa

Portencial da oleorresina da copaíba-amazônica segue em estudo

A oleorresina da copaíba-amazônica é rica em compostos terpenoides, isto é, compostos orgânicos naturais derivados de plantas, que atuam na defesa dos vegetais contra pragas. O estudo teve como objetivo caracterizar os constituintes químicos da oleorresina e de suas frações, bem como avaliar sua atividade carrapaticida, por meio do Teste de Imersão de Larvas (TIL).

A oleorresina analisada foi obtida de uma árvore adulta localizada na Floresta Nacional do Tapajós, em Belterra (PA). A amostragem da oleorresina foi feita mediante a perfuração de dois orifícios no tronco, seguindo os procedimentos padrão de extração de copaíba.

A coleta de carrapatos foi feita em um frigorífico no município de Santarém (PA), mediante a inspeção de bovinos destinados ao abate, provenientes de uma propriedade rural no município de Belterra. Os carrapatos coletados foram transportados para o Laboratório de Saúde Animal (Larsana) da Ufopa, onde foram identificados e armazenados até a realização dos testes.

Fotos: Divulgação/Acervo da pesquisa

Os resultados obtidos demonstraram que tanto a oleorresina bruta quanto a sua fração resinosa exibiram eficácia carrapaticida pronunciada contra larvas de carrapato, indicando que a espécie Copaifera reticulata pode contribuir para o desenvolvimento de produtos veterinários mais sustentáveis. Esses resultados reforçam o potencial dos produtos naturais da Amazônia para aplicações na saúde animal, em especial, no desenvolvimento de tecnologias para o manejo de carrapatos.

O trabalho foi publicado na ACS Omega, uma revista científica internacional da American Chemical Society, e está inserido na interface entre química de produtos naturais, saúde animal e desenvolvimento de alternativas sustentáveis para o controle de carrapatos na pecuária.

O artigo completo (em inglês) está disponível AQUI.

*Com informações da Ufopa

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