Professor critica PL que busca abrir mercado de voos na Amazônia para mais empresas de fora do que da região

Professor Augusto Rocha foi um dos que contribuíram ao debate no programa 'Entrevistas', do Amazon Sat, sobre voos na Amazônia.

Arte: Reprodução/Amazon Sat

O professor de sistemas de transporte da Universidade Federal do Amazonas (UFAM), Augusto César Barreto Rocha, em sua participação no programa ‘Entrevistas, do canal Amazon Sat, criticou o objetivo do projeto de lei que tramita no Congresso Nacional que busca diminuir o preço das passagens aéreas de voos na Amazônia entre cidades na região.

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Para César Rocha, o projeto de lei não protege pequenas empresas que já atuam na Amazônia de grandes empresas e, ao seu ver, isso pode ser ruim para o mercado regional no serviço de transporte aéreo.

“Nós temos tido algumas histórias de sucesso de empresas regionais e essas empresas precisam ter um ambiente que proteja elas daqueles que entram nessas operações. Precisa ter um ambiente que proteja esse mercado das grandes empresas nacionais. A gente tem uma história relativa de sucesso de algumas empresas regionais, como por exemplo a Rico Táxi Aéreo, que atuou aqui no estado do Amazonas no passado. Foi uma empresa que começou a crescer muito ao operar com dois boeings no interior e na região e naquele momento eles ganharam de vários concorrentes nacionais de grande porte”, afirmou o professor.

Augusto César Barreto Rocha afirmou ainda que outras empresas que não são da região acabam se interessando apenas por voos mais longos, entre cidades de regiões diferentes, para economizar dinheiro com os custos do voo, como querosene e mão de obra.

Segundo o professor, abrir esse mercado para outras empresas, incluindo as internacionais como projeta o texto que tramita no Congresso Nacional, pode gerar ainda mais prejuízos para as pessoas que utilizam voos na Amazônia.

“Hoje nós somos servidos muito pouco de empresas regionais e do ponto de vista de atratividade de negócios para grandes empresas nacionais como Latam, Azul e Gol, elas terminam só se interessando pelos voos de longa distância, portanto das capitais da Amazônia para as capitais do Sudeste, Sul, Centro do Brasil e do Nordeste. Não há voos em grande quantidade dentro do tamanho da oportunidade que temos, pro território da própria Amazônia”, disse.

“Ou seja, é uma oportunidade não para grandes empresas e sim para empresas pequenas e médias que podem se desenvolver em cada um desses estados. Essas empresas poderiam ser desenvolvidas por meio de políticas públicas que privilegiassem por exemplo aeronaves de menor porte, que aliás é uma das especialidades da Embraer, que é um dos grandes produtores de aviões a nível global, concorrendo com a Airbus e com a Boeing”, completou. Assista:

A entrevista completa já está disponível no canal do Amazon Sat no Youtube: assista o programa completo AQUI.

‘Entrevistas’

O programa Entrevistas, do Amazon Sat, nasce com a proposta de aproximar os amazônidas das decisões tomadas em Brasília que impactam diretamente a região. Produzido pela sucursal do Grupo Rede Amazônica na capital federal, o programa aborda temas ligados à política, justiça, economia e meio ambiente, ouvindo representantes dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, além de especialistas e formadores de opinião.

Apresentado pelo jornalista Welliton Lopes, que há mais de duas décadas acompanha pautas da Amazônia em Brasília, o programa pretende aprofundar debates e revelar os bastidores das decisões que influenciam a vida de mais de 30 milhões de pessoas na região amazônica. A atração também busca transformar assuntos técnicos e complexos em informações acessíveis ao público.

‘Entrevistas’ tem sempre um episódio inédito às terças-feiras, às 19h30, e conta com reexibições:

quartas, às 9h;
quintas, às 13h30;
sextas, às 17h30;
sábados, às 9h30;
domingos, às 15h45;
e segundas, às 19h30.

Todos os horários seguem o fuso de Manaus/AM (GMT -4).

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