Foto: Cássio Alencar Nunes/Lancaster University
O Dia da Árvore é comemorado no Brasil em 21 de setembro. A data tem como objetivo chamar a atenção e conscientizar para a importância das árvores para o equilíbrio ambiental, a manutenção da biodiversidade e a qualidade de vida da população.
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De acordo com o site Brasil Escola, a escolha da data está relacionada à proximidade com o início da primavera no Hemisfério Sul, que acontece no dia 23 de setembro. O dia deve ser visto como um dia de reflexão e mais do que o ato simbólico de plantar uma árvore.
Na Amazônia, onde a floresta reúne uma das maiores diversidades de espécies do planeta, as árvores possuem características que vão muito além do tamanho ou da beleza. Para marcar a data, o Portal Amazônia reuniu três árvores amazônicas que se destacam por características curiosas e surpreendentes. Confira:
Paxiúba: a palmeira que caminha
Uma palmeira com raízes que parecem estar se movimentando pelo chão da floresta. Essa é uma das características que fazem da paxiúba, também conhecida como palmeira-andante, uma das espécies mais curiosas da Amazônia.
A planta pode ultrapassar os 20 metros de altura e chama atenção principalmente pelas chamadas raízes aéreas. Elas partem da base do tronco e se espalham pelo solo, criando uma aparência diferente das árvores mais tradicionais.

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A espécie pode ser encontrada em diferentes regiões da América Central. No Brasil, sua ocorrência está registrada em áreas da Bacia Amazônica e em estados como Mato Grosso, Acre, Amapá, Maranhão e Pará.
A aparência das raízes fez surgir a ideia de que a árvore seria capaz de ‘andar’ em busca de melhores condições de luz ou de solo. A característica, porém, está relacionada principalmente à forma como a planta se desenvolve e utiliza suas raízes para sustentação.
Quer entender melhor por que a paxiúba é chamada de palmeira andante? Leia mais sobre a espécie aqui.
Sumaúma, a gigante da floresta
Na Amazônia, a sumaúma é facilmente reconhecida pelo porte e pelas grandes estruturas que se desenvolvem na base do tronco, conhecidas como sapopemas. Em condições favoráveis, a árvore pode atingir entre 60 e 70 metros de altura, enquanto alguns exemplares chegam a aproximadamente 90 metros.
Embora seja fortemente associada à Amazônia, a espécie também ocorre em outras regiões das Américas do Sul e Central, além de áreas da África Ocidental e do Sudeste Asiático.

Além disso, as grandes raízes da sumaúma possuem capacidade de absorver volumes significativos de água presente no solo. Por isso, a espécie é frequentemente associada ao armazenamento e à movimentação de água no ambiente.
Em determinadas condições de umidade, a árvore pode liberar o excesso de água acumulado, contribuindo para a irrigação da área ao redor. Quer entender melhor a relação da sumaúma com a água e conhecer outras características da espécie? Leia mais aqui.
Tanimbuca, a árvore com mais de seis séculos de história
Enquanto a paxiúba impressiona pelas raízes e a sumaúma pelo tamanho, a tanimbuca chama atenção principalmente pela idade.
A espécie, identificada pelo nome científico Buchenavia huberi Ducke, é considerada a árvore mais antiga do Bosque da Ciência, espaço do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), em Manaus. A idade estimada ultrapassa os 600 anos, e por carregar tantos anos de história, a tanimbuca se tornou um dos símbolos do local.
Em homenagem à espécie, o Inpa criou a chamada Ilha da Tanimbuca, uma área cercada por água e que reúne diferentes espécies de plantas. O espaço também abriga animais, incluindo peixes e tartarugas-da-Amazônia.

Além disso, a árvore também exerce uma função ecológica dentro do ambiente onde está inserida. O tronco oco serve como abrigo para diferentes animais, entre eles aves e cotias.
Quer saber mais sobre a tanimbuca e a história da árvore que vive há mais de 600 anos? Leia aqui.
No Dia da Árvore, conhecer essas espécies também é uma forma de compreender melhor a floresta e reforçar a importância da conservação da biodiversidade amazônica.
