Procurador-geral do MPT explica como ocorrem as formas de assédio eleitoral no ambiente de trabalho

Dr. Gláucio Araújo de Oliveira, procurador-geral do Ministério Público do Trabalho, abordou o tema sobre assédio eleitoral no ambiente de trabalho.

Arte: Reprodução/Amazon Sat

Em sua participação no programa Entrevistas, exibido pelo canal Amazon Sat, o procurador-geral do Trabalho, Dr. Gláucio Araújo de Oliveira, explicou sobre as formas de assédio eleitoral que podem ocorrer no ambiente de trabalho. De acordo com o entrevistado, as condutas ilegais podem ser praticadas na relação empregador e empregado tanto nas empresas privadas quanto na administração pública como prefeituras, governos ou secretarias.

A explicação foi dada durante o programa, comandado pelo jornalista Welliton Lopes, uma iniciativa do Grupo Rede Amazônica voltada aos temas debatidos em Brasília que impactam diretamente a Amazônia. A edição abordou sobre o assédio eleitoral no ambiente de trabalho, que se caracteriza como a prática de coação, ameaça, constrangimento ou promessa de benefício por parte de empregadores ou superiores dentro do ambiente corporativo, no intuito de influenciar o voto ou a posição política de trabalhadores e servidores públicos.

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O procurador exemplificou as formas de assédio eleitoral que podem ocorrer no setor privado como lojas locais, comércios familiares e até grandes corporações como multinacionais e redes de supermercado, por exemplo.

“Na iniciativa privada, o empregador, o dono do negócio, ele pode coagir, ameaçar, dizer para o trabalhador que se não votarem em tal candidato, ele fechará as portas da indústria, do comércio. Se não votar no candidato que ele sugere, ele poderá demitir esse trabalhador, rebaixar ele funcionalmente ou reduzir os salários, que dizer, são ameaças diretas, muitas vezes nem são tão veladas assim, constrangendo esse trabalhador para que ele vote no candidato de preferência do patrão”, explica Gláucio.

Segundo Araújo, a conduta ilegal também acontece na administração pública, que é o conjunto de órgãos, entidades e agentes do Estado que gerenciam os interesses coletivos e prestam serviços à sociedade: Executivo, Legislativo e Judiciário da União, estados, Distrito Federal, municípios, bem como autarquias, fundações públicas e empresas públicas de economia mista.

“Na Administração pública, o prefeito, governador, secretário ou gestor público também pode agir desta forma, ameaçando o servidor público de exoneração ou de perder uma gratificação, mudar de setor ou departamento, rebaixamento salarial. Ou até prometendo aumento salarial, dar uma gratificação, promover para uma outra função. São falsas promessas tendentes a interferir na vontade do trabalhador que é eleitor e servidor público e visam direcionar para o candidato que o administrador público tem preferência. Isso caracteriza o assédio eleitoral”, exemplificou.

Outras formas de assédio

O procurador-geral do Trabalho também frisou que os casos de assédio eleitoral também se configuram em situações isoladas como chefias ou lideranças de determinados setores ou então de forma ampla como reuniões gerais ou eventos institucionais.

“Pode ser diretamente com o dono do negocio chamando para reuniões ou inventando cursos de capacitação para reunir o seu pessoal e apresentar o candidato. Isso também é uma forma de você delegar aos seus empregados que promovam reunião em benefício de um determinado candidato que aquele do trabalhador eleitor. Isso também se configura assédio eleitoral”, pontuou Araújo.

Leia também: ‘Entrevistas’ levanta debate sobre assédio eleitoral no ambiente de trabalho

‘Entrevistas’

O programa Entrevistas, do Amazon Sat, nasce com a proposta de aproximar os amazônidas das decisões tomadas em Brasília que impactam diretamente a região. Produzido pela sucursal do Grupo Rede Amazônica na capital federal, o programa aborda temas ligados à política, justiça, economia e meio ambiente, ouvindo representantes dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, além de especialistas e formadores de opinião.

Programa Entrevistas recebeu o Procurador-Geral do Trabalho, Dr. Gláucio Araújo, para abordar o tema assédio eleitoral no ambiente de trabalho. Foto: Reprodução/Amazon Sat ... - Veja mais em https://portalamazonia.com/politica/assedio-eleitoral-no-trabalho/
Procurador-geral do Trabalho, Dr. Gláucio Araújo, explicou sobre as formas de assédio eleitoral que podem ocorrer no local de trabalho. Foto: Reprodução/Amazon Sat

Apresentado pelo jornalista Welliton Lopes, que há mais de duas décadas acompanha pautas da Amazônia em Brasília, o programa pretende aprofundar debates e revelar os bastidores das decisões que influenciam a vida de mais de 30 milhões de pessoas na região amazônica. A atração também busca transformar assuntos técnicos e complexos em informações acessíveis ao público.

‘Entrevistas’ tem sempre um episódio inédito às terças-feiras, às 19h30, e conta com reexibições: quartas, às 9h; quintas, às 13h30; sextas, às 17h30; sábados, às 9h30; domingos, às 15h45; e segundas, às 19h30. Todos os horários seguem o fuso de Manaus/AM (GMT-4).

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