Estudantes apresentam solução para facilitar acessibilidade de ribeirinhos ao transporte fluvial no Pará

Rafael Silva observou que, nas áreas ribeirinhas, a acessibilidade às embarcações é repleta de dificuldades e desenvolveu uma solução em conjunto com Hilary Costa: o elevador ribeirinho.

Foto: Divulgação/IFPA

Uma solução desenvolvida por um estudante do curso de Engenharia de Pesca do Instituto Federal do Pará (IFPA) – Campus Itaituba – foi premiada na XVI Mostra de Ciência e Tecnologia do Instituto Açaí (MCTIA), realizada na Universidade Federal do Pará (UFPA). O evento ocorreu de 1º a 5 de dezembro, no espaço de ensino Mirante do Rio, no Campus Belém da UFPA.

📲 Confira o canal do Portal Amazônia no WhatsApp

A inovação do estudante Rafael Silva, de 15 anos — um elevador equipado com sensor — concorreu com outros 120 projetos apresentados na exposição científica, que reuniu trabalhos da educação infantil ao ensino superior, vindos de diversos estados brasileiros e voltados para soluções dos desafios amazônicos. A pesquisa conquistou o primeiro lugar na categoria Engenharia e garantiu o credenciamento para a Febrace 2026, em São Paulo.

O jovem observou que, nas áreas ribeirinhas, onde a população depende do rio para se deslocar até a cidade ou acessar unidades de ensino e saúde, a acessibilidade às embarcações é repleta de dificuldades.

“Muitas pessoas usam rampas muito íngremes e até troncos de árvores para acessar casas, escolas e postos de saúde. Isso é perigoso e muito difícil para pessoas cadeirantes, gestantes e idosos. Nosso projeto apresenta uma solução para esse problema: um elevador ribeirinho”, explica.

Leia também: Aluno cria barco acessível e representa o Amapá em feira de ciências em Santa Catarina

Solução tecnológica

A partir dessa percepção sobre os desafios enfrentados por idosos, gestantes e pessoas com mobilidade reduzida, surgiu a proposta de um elevador que pudesse ser instalado na ponte principal dos portos comunitários.

elevador ribeirinho é solução criada por estudantes no Pará
Foto: Divulgação/IFPA

A solução foi desenvolvida em parceria com a estudante da rede municipal de ensino, Hilary Costa, e projetada para facilitar o acesso a barcos e outros transportes fluviais.

Juntos, eles construíram um protótipo de elevador com sensor e base móvel. A dupla foi orientada pelo professor da rede municipal de Igarapé-miri, Gilberto Silva, fundador do Instituto Açaí e pai de Rafael.

Segundo Rafael Silva, o sensor é o grande diferencial do projeto. “Um elevador comum teria muitos problemas com a oscilação das águas. O sensor foi desenvolvido justamente para evitar esse tipo de dificuldade causada pelos ciclos das marés”, detalha.

O elevador foi construído em aço inox, e a estrutura de proteção (“casinha”) em alumínio, para evitar corrosão. O equipamento conta com sensor e funciona por meio de energia elétrica

*Com informações do IFPA

Publicidade
Publicidade

Relacionadas:

Mais acessadas:

Lucia Alberta Baré: amazonense é nomeada nova presidenta da Funai

Antes de assumir funções de direção na Funai, Lucia Alberta Baré atuou por oito anos na Secretaria Municipal de Educação de São Gabriel da Cachoeira (AM).

Leia também

Publicidade