Medidas adotadas no Amapá buscam impedir avanço da praga vassoura-de-bruxa

Ações no Amapá buscam impedir que material vegetal contaminado com vassoura-de-bruxa chegue aos municípios ainda livres da praga, já presente em 10 cidades.

Governo do Amapá anunciou que está intensificando barreiras fitossanitárias nos municípios. Foto: Divulgação/GEA

As ações de controle e prevenção contra a vassoura-de-bruxa, doença causada por fungo e considerada praga quarentenária, estão sendo intensificadas no Amapá. A praga já foi identificada em 10 dos 16 municípios do estado, o que levou à decretação de emergência fitossanitária para conter seu avanço.

Leia também: O que é vassoura-de-bruxa?

Segundo a Agência de Defesa e Inspeção Agropecuária do Amapá (Diagro), equipes da Unidade de Sanidade Vegetal estão posicionadas em barreiras estratégicas, como a instalada no município de Cutias.

Durante as abordagens, fiscais interceptam materiais vegetais que podem estar contaminados, como folhas, hastes utilizadas para plantio e raízes com casca — mesmo quando não apresentam sintomas visíveis.

vassoura-de-bruxa
Foto: Adilson Lima/Embrapa

Sobre a vassoura-de-bruxa

A vassoura-de-bruxa foi inicialmente diagnosticada em regiões com áreas indígenas e se espalhou principalmente pelo transporte de material vegetal infectado. A doença é considerada altamente destrutiva, provocando a morte da planta de cima para baixo e inviabilizando o cultivo nas áreas atingidas.

As ações de fiscalização devem continuar com reforço das barreiras e campanhas de conscientização junto a produtores rurais e comunidades locais.

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Estudos

O Instituto de Pesquisas Científicas e Tecnológicas (Iepa) está clonando mudas de variedades já cultivadas no Amapá. A técnica permite recuperar plantas livres da praga, garantir maior produtividade, preservar a diversidade genética e a manter características conhecidas pelos agricultores.

A iniciativa melhora a raiz da mandioca, que passa a crescer mais forte e resistente à praga. Na prática, isso significa lavouras mais saudáveis, menor perda e uma alternativa concreta para conter o avanço da doença.

*Por Josi Paixão, da Rede Amazônica AP

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