Pesquisadores descobrem no Rio Amazonas fungo capaz de combater pragas em plantações

Material nomeado 'Penicilium amapaense' foi encontrado na extensão do Rio Amazonas. A descoberta do fungo vai contribuir para a agricultura local.

Pesquisadores agrônomos do Amapá descobriram e batizaram o fungo de ‘Penicilium amapaense‘, responsável pela coloração do Rio Amazonas a partir dos sedimentos, capaz de combater outros fungos que atingem plantações, além de outros organismos que podem contribuir para o desenvolvimento dos plantios.

A análise do efeito deste fungo foi feita contra outros 12 fungos que já atingiram plantios no Amapá. Na análise laboratorial, foi detectado que o material retardou a evolução das outras espécies.

Este projeto iniciou como um experimento e agora segue para uma escala comercial, em parceria com a Embrapa Amazônia Ocidental.

O fungo é rico em nutrientes, como o fósforo, sendo agora a principal matéria-prima para o desenvolvimento das plantações.

Segundo um dos pesquisadores responsáveis pela descoberta, Cristóvão Lins, que é engenheiro agrônomo, a descoberta aconteceu devido à sua vivência em comunidades ribeirinhas do interior do Amapá e destacou que os benefícios das descobertas serão entregue aos moradores dessa região.

Ele explicou como é feita a coleta do silte, que são fragmentos da rocha menores que um grão de areia, que secam naturalmente com a luz do sol, sem a necessidade de um processo industrial.

“Nós temos que esperar a maré estar seca para coletarmos os sedimentos por raspagem. Ele decanta no fundo da gamela, que é um utensílio de um metro e setenta de comprimento, por trinta de largura e profundidade”, disse Cristóvão.

O engenheiro de produção Michael Carvalho, disse que a descoberta deste material, pode transformar a realidade amazônica, utilizando o sedimento como base.

“Vamos tirar o sedimento, vamos usar ele na agricultura, vamos usar ele na construção civil, vamos usar ele para mais pesquisas científicas dentro do segmento, que aí a gente consegue com os nossos cientistas locais acham mais questões do que pode ser feito a partir dele”, disse o engenheiro.

*Por Isadora Pereira, do g1 Amapá

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