Quem é o verdadeiro “pulmão do mundo”? Especialista esclarece mito sobre a Amazônia

Durante décadas, a Amazônia foi considerada a principal fonte de oxigênio do planeta. No entanto, estudos recentes revelam dados diferentes.

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

Você provavelmente já ouviu a frase:A Amazônia é o pulmão do mundo“. A expressão é amplamente difundida em discursos ambientais e educacionais, mas será que ela é mesmo verdadeira? De acordo com especialista, a resposta é não. E a realidade pode surpreender muita gente.

📲 Confira o canal do Portal Amazônia no WhatsApp 

Para esclarecer esse equívoco comum, o Portal Amazônia conversou com o professor de geografia e pesquisador Antonio Fábio, que explicou quem de fato merece o título de “pulmão do mundo”.

Durante décadas, a Floresta Amazônica foi considerada a principal fonte de oxigênio do planeta. No entanto, estudos recentes revelam que a maior parte do oxigênio da terra é produzida, na verdade, pelos oceanos.

“Hoje sabemos que os oceanos, por meio do fitoplâncton, micro-organismos fotossintetizantes, são os grandes responsáveis pela geração de oxigênio no planeta. Eles respondem por mais de 50% da produção de oxigênio atmosférico”, conta o professor.

Parte do oxigênio da terra é produzida, na verdade, pelos oceanos. Foto: Reprodução/Projeto Tamar

E a Amazônia? Apesar de não ser a maior produtora de oxigênio, o especialista ressalta que sua importância ecológica continua sendo inquestionável. A floresta desempenha papel essencial na regulação climática e no equilíbrio do ciclo do carbono.

“A Amazônia tem uma forte influência regional. Toda a precipitação que ocorre na região evapora e forma nuvens, que se deslocam para outras partes do Brasil, em fenômenos conhecidos como rios voadores, provocando chuvas em regiões como o Sudeste e o Sul”, afirma Antonio Fábio.

Leia também: Portal Amazônia responde: O que são os rios voadores?

Além disso, a floresta também absorve dióxido de carbono (CO₂), ajudando a mitigar os efeitos do aquecimento global. “Ela contribui para a captura de carbono e mantém uma biodiversidade única, o que reforça seu valor ambiental e científico”, explica o pesquisador.

Publicidade
Publicidade

Relacionadas:

Mais acessadas:

Reserva no Peru abriga novo gênero de besouro, confirmam pesquisadores

Além do novo gênero, também foram registradas nove novas espécies de besouros na Reserva da Biosfera de Manu.

Leia também

Publicidade