Petrobras amplia ofensiva na Foz do Amazonas e pede ao Ibama licença para explorar mais três poços

Diretora da Petrobras confirma protocolo de licença junto ao Ibama para ampliar campanha exploratória no bloco 59, na Foz do Amazonas, após descoberta de indícios de petróleo.

Exploração de petróleo na costa do Amapá. Foto: Divulgação/Petrobras

A Petrobras protocolou junto ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) o pedido de licença ambiental para perfuração de três novos poços na Margem Equatorial, na costa do Amapá.

A informação foi confirmada pela diretora Clarice Copetti durante visita ao município de Oiapoque nesta segunda-feira (17). O anúncio reforça a ofensiva da estatal na região, onde já foram encontrados indícios de petróleo no primeiro poço perfurado no bloco 59.

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Segundo Copetti, o pedido faz parte da campanha exploratória “Amapá Águas Profundas” e está alinhado às exigências ambientais impostas pelo Ibama.

“A Petrobras já entrou com pedido de licença para a perfuração de outros três poços”, disse.

Saiba mais: Indícios de petróleo são encontrados em poço na Foz do Amazonas no Amapá, anuncia Petrobras

O Grupo Rede Amazônica procurou o Ibama para saber em que etapa está a análise do pedido da Petrobras e aguardava retorno até a publicação desta reportagem.

MPF pediu suspensão da licença ambiental em maio de 2026

O Ministério Público Federal (MPF) acionou o Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) para tentar suspender a licença ambiental que autoriza a Petrobras a perfurar o bloco FZA-M-59, na Bacia da Foz do Amazonas.

O recurso foi apresentado em 12 de maio de 2026, após a Justiça Federal no Amapá ter mantido a autorização mesmo diante do vazamento de mais de 18 mil litros de fluido sintético registrado no início do ano.

Bacia Sedimentar Foz do Amazonas fica localizada na Margem Equatorial brasileira, na costa do amapá. Busca por petróleo é realizada na área. Imagem: Petrobras
Imagem: Divulgação/Acervo Petrobras

No pedido, o MPF apontou falhas técnicas e riscos ambientais não considerados, além de questionar a ausência de consulta às comunidades tradicionais. O órgão sustenta que o licenciamento ignorou aspectos fundamentais relacionados à crise climática e protocolos de emergência.

Leia também: ‘Nova fronteira exploratória’, diz presidente do IBP sobre indícios de petróleo na Foz do Amazonas

O que diz a Petrobras sobre o cumprimento de exigências

A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, que cumpre agenda em Oiapoque nesta segunda-feira (17), visitou o Centro de Reabilitação e Recuperação da Fauna, construído como parte das exigências ambientais do Ibama.

Ela explicou que o espaço funciona como unidade de emergência para atendimento de animais em caso de acidentes durante a fase exploratória e reforçou o compromisso da estatal com a proteção ambiental.

“Tudo está sendo feito dentro do mais alto padrão técnico, com respeito à fauna, à flora e ao meio ambiente, seguindo rigorosamente o processo de licenciamento ambiental”, afirmou.

*Por Josi Paixão e Michele Ferreira, da Rede Amazônica AP

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