Comunidades indígenas de Boa Vista iniciam colheita de milho

Com apoio da Prefeitura, foram plantados 102 hectares neste ano, apesar dos efeitos do El Niño.

A Serra do Truaru colheu os grãos cultivados na comunidade, após meses dedicados à lavoura. Foto: Jonathas Oliveira/PMBV

Resultado do trabalho em equipe, a colheita de milho na área indígena marca uma importante etapa na produção agrícola de Boa Vista. Nessa quarta-feira, 23, com o apoio da prefeitura em todas as etapas do processo de cultivo (preparação do solo, aquisição e distribuição de insumos e plantio), a Serra do Truaru colheu os grãos cultivados na comunidade, após meses dedicados à lavoura.

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Neste ano, foram plantados 102 hectares de milho nas comunidades do município, dentro da janela de cultivo, fator que impacta diretamente na produtividade da safra. De acordo com o secretário de Agricultura e Assuntos Indígenas, Cezar Riva, a prefeitura investe para manter o campo mais forte e capaz de impulsionar o desenvolvimento agrícola da capital.

“Com o potencial produtivo das comunidades indígenas, a prefeitura segue investindo para garantir que esses agricultores produzam em maior quantidade e com mais qualidade, aumentem sua renda e tenham mais segurança para permanecer no campo. Cada hectare colhido significa alimento na mesa e geração de oportunidades para os agricultores indígenas da capital”, disse.

Neste ano, foram plantados 102 hectares de milho nas comunidades do município, dentro da janela de cultivo. Foto: Bruno Raylenio/PMBV

Trabalho coletivo

As famílias produtoras da Serra do Truaru colheram 8 hectares de milho plantados em parceria com a Prefeitura. Para a coordenadora do projeto de grãos da comunidade, Keila da Silva, chegar ao momento da colheita, após meses de trabalho intenso, é gratificante, já que esse momento representa o resultado de todo o empenho, dedicação e cuidado dos produtores ao longo do ciclo de cultivo.

“Recebemos os técnicos da Prefeitura e as máquinas para preparar o solo na área que a gente vai plantar. Depois, continuam com a gente em todos os processos até chegar o dia da colheita. Hoje estamos aqui colhendo o resultado de meses de trabalho. Agora, uma parte da nossa colheita vai ser vendida e a outra fica na comunidade para alimentar os animais”, contou.

Keila da Silva é coordenadora do projeto de grãos da comunidade. Foto: Jonathas Oliveira/PMBV

Leia também: Com apoio da prefeitura, colheita de milho inicia na zona rural de Boa Vista

Redução de custos

Com assistência técnica especializada e a disponibilização de máquinas agrícolas, os agricultores conseguem reduzir os custos operacionais e aumentar a produtividade das lavouras durante a colheita. Integrante do projeto de grãos da Serra do Truaru, Robermário da Silva é claro: sem o apoio da prefeitura, a comunidade não conseguiria cultivar a área de plantio sozinha.

“Hoje, contamos com as máquinas e os técnicos para ajudar a gente. Se fosse trabalhando na mão, não seria possível plantar no tempo certo, nem colher essa quantidade de milho que estamos colhendo aqui. A ajuda da prefeitura é muito importante para a comunidade conseguir fazer essa colheita. Os técnicos estão sempre nos acompanhando no tempo certo”, destacou.

Com assistência técnica especializada e a disponibilização de máquinas agrícolas, os agricultores conseguem reduzir os custos operacionais e aumentar a produtividade das lavouras durante a colheita. Foto: Jonathas Oliveira/PMBV

Impacto do El Niño

A colheita ocorreu mesmo após a forte estiagem registrada no mês de julho, que tem afetado o desenvolvimento de parte das lavouras em todo o estado. As chuvas desse período são essenciais para o enchimento dos grãos, e a ausência de precipitações comprometeu a produtividade em algumas áreas. Os impactos estão relacionados aos efeitos do El Niño.

O fenômeno climático associado ao aquecimento das águas do Oceano Pacífico, influencia o regime de chuvas na região Norte. De acordo com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), a previsão para o segundo semestre de 2026 indica a intensificação do período seco. Em Boa Vista, a estiagem deve provocar perdas de aproximadamente 50% em relação ao que foi colhido na mesma área no ano de 2025.

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