Pará avança na proteção e preservação da biodiversidade com ações pioneiras

O Pará também deixou sua marca internacional na Conferência sobre Biodiversidade de 2024, a COP 16, promovida pela Organização das Nações Unidas (ONU).

O Pará começa 2025 como referência em iniciativas para a conservação da biodiversidade amazônica. Lideradas pelo Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade (Ideflor-Bio), as ações da Diretoria de Gestão da Biodiversidade (DGBio) têm promovido a recuperação de espécies ameaçadas e a preservação de ecossistemas únicos. Entre os destaques estão o Projeto de Reintrodução e Monitoramento de Ararajubas na Região Metropolitana de Belém, a criação do Programa Estadual de Conservação dos Quelônios e o monitoramento da captura acidental do boto-cinza na Área de Proteção Ambiental (APA) Algodoal-Maiandeua.

O Projeto de Reintrodução de Ararajubas alcançou resultados históricos neste ano, com o nascimento de cinco filhotes genuinamente paraenses no Parque Estadual do Utinga “Camillo Vianna”. É a primeira reprodução natural das aves desde o início do programa, marcando um avanço significativo na recuperação de uma espécie que havia sido extinta na região. “O nascimento desses filhotes é um marco para a biodiversidade do Pará e demonstra que a conservação pode reverter ameaças de extinção”, comemorou o presidente do Ideflor-Bio, Nilson Pinto. 

As ararajubas, conhecidas por sua plumagem amarela e verde, são símbolos da fauna brasileira. Além de devolver as aves ao seu habitat natural, o projeto promove a educação ambiental, sensibilizando a comunidade sobre a importância da preservação. Em parceria com a Fundação Lymington, a iniciativa está em sua terceira fase, que inclui a reintrodução de mais 50 aves até 2025 e a ampliação de estruturas no Parque Estadual do Utinga.

Outra iniciativa de destaque foi a criação do Grupo de Trabalho (GT) para a conservação dos quelônios no estado. Liderado por especialistas do Ideflor-Bio e da Universidade Federal do Pará (UFPA), o GT desenvolve estratégias de preservação de espécies essenciais aos ecossistemas aquáticos da Amazônia. “Os quelônios são fundamentais para o equilíbrio ecológico e social da região. Este programa será um divisor de águas na proteção dessas espécies”, afirmou a bióloga do Ideflor-Bio e presidente do GT, Priscila Fonseca. 

Na APA de Algodoal-Maiandeua, em Maracanã, no nordeste paraense, o monitoramento da captura acidental do boto-cinza (Sotalia guianensis) reforça o compromisso do governo estadual com a proteção da biodiversidade marinha. Essa espécie, que enfrenta pressões devido à pesca e à degradação de habitats, tem sido monitorada para identificar riscos e implementar soluções práticas para a conservação.

Protagonismo

O Pará também deixou sua marca internacional na Conferência sobre Biodiversidade de 2024, a COP 16, promovida pela Organização das Nações Unidas (ONU) em Cali, na Colômbia. Representantes do Ideflor-Bio participaram do bloco temático “Biodiversidade e Câmbio Climático: Conservação e Gestão da Biodiversidade”, apresentando projetos inovadores de reintrodução e monitoramento de espécies. “Nossa participação na COP 16 reforça o papel do Pará como protagonista na conservação da biodiversidade e no enfrentamento das mudanças climáticas”, destacou o diretor de Gestão da Biodiversidade, Crisomar Lobato.

Além das ações diretas, o Estado avançou na elaboração de políticas públicas, como a revisão da Lista de Espécies de Flora Ameaçadas e o Plano de Ação Territorial para a Conservação de Espécies Ameaçadas no Xingu. Essas iniciativas são essenciais para identificar e proteger espécies em maior risco, garantindo a preservação dos ecossistemas amazônicos.

COP 30

Com o olhar voltado para o futuro, o Pará se prepara para a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, a COP 30, que será realizada em Belém, em novembro de 2025. Diante da visibilidade internacional que o evento vai proporcionar, deverá atrair novos investimentos e parcerias para fortalecer os programas de conservação. “Estamos transformando desafios em oportunidades para proteger a biodiversidade e fortalecer o papel do Pará na agenda ambiental global”, concluiu Nilson Pinto.

Os projetos do Ideflor-Bio destacam que é possível conciliar desenvolvimento econômico com a proteção ambiental. Ao reintroduzir espécies como as ararajubas, preservar os quelônios e monitorar espécies ameaçadas, o Pará reafirma seu compromisso com a Amazônia, garantindo que gerações futuras possam desfrutar de sua rica biodiversidade.

Com informações de Agência Pará

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