Jovens indígenas e ribeirinhos mostram a realidade da Amazônia através de plataforma on-line

A ideia para criar a plataforma surgiu da necessidade de suprir a carência da produção fotográfica autoral na hora de criar e veicular alguma peça publicitária.

Um banco de imagens com mais de 700 fotos da Amazônia e uma startup de impacto social, feito por e para jovens indígenas e ribeirinhos, além de fotógrafos entusiastas que vivem na região. Essa é a ideia da empresa ‘Amazônia Stock’, produzida pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), via Programa de Apoio à Inovação Tecnológica – Finep (Tecnova II), em parceria com a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep).

O coordenador da startup e mestre em Design de Artefatos Digitais, Ricardo Alessandro Regis Tavares, afirmou que diferentemente do mercado internacional, que utiliza taxas de administração muito altas, a plataforma eleva o valor compartilhado com os fotógrafos em 25% e compartilha 20% com as comunidades cadastradas do interior da Amazônia, que atualmente se encontram nos rios Negro e Solimões, além de comunidades do Acre. O restante do valor é reinvestido para esforço de marketing, vendas, aprimoramento da tecnologia e dos recursos humanos.

A ideia para criar a plataforma surgiu da necessidade de suprir a carência da produção fotográfica autoral na hora de criar e veicular alguma peça publicitária.

O Amazônia Stock está em operação, sendo possível adquirir fotos e, também, vendê-las. Para este último caso, basta realizar o cadastro no site, criar o perfil e subir fotos produzidas em algum lugar da Amazônia Legal.

Experiências

Os relatos sobre a experiência dos fotógrafos e comunitários ribeirinhos são bastante diversos.

“Alguns jovens têm apreciado a participação por se sentirem bastante valorizados, com olhar sobre suas culturas, conhecimentos ancestrais e modo de vida. Outros sentem que com o equipamento e a plataforma, podem ter voz para suas ambições ou simplesmente para se expressarem de forma visual, por meio da arte da fotografia”, afirma Ricardo Alessandro.

Modelo de negócio social

O mercado internacional domina cerca de 80% do segmento fotográfico. Com esse modelo de negócio social e de economia criativa, a plataforma propõe um conteúdo totalmente nacional e da Amazônia, para que o valor das vendas fique no Norte do país, promovendo a economia circular.

Foto: Reprodução/Nathalie Brasil.

Dados da plataforma

O projeto já faturou, aproximadamente, mais de R$ 86 mil em acesso a novos recursos e vendas de fotos até o momento, desde o seu lançamento oficial no final de 2023, em apoio às oficinas de fotografia em duas novas localidades em Benjamin Constant (distante a 1.121 km da capital) e no Lago do Acajatuba, localizado em Iranduba (a 27 quilômetros da capital).

O Programa Tecnova II visa selecionar propostas empresariais para subvenção econômica à pesquisa e desenvolvimento de processos e/ou produtos inovadores no Amazonas, que envolvam significativo risco tecnológico associado a oportunidades de mercado dentro dos temas delimitados no edital.

*Com informações da Fapeam

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