Agricultora cria pudim de melancia e vira sucesso em festival em Roraima

Maria Ângela Viana de Araújo, de 63 anos, também faz geleia, cocada, pão e doce em cubos, todos derivados da melancia.

Foto: Reprodução/Rede Amazônica RR

Uma novidade criada pela agricultora Maria Ângela Viana de Araújo, de 63 anos, virou destaque na edição deste ano do Festival da Melancia: o pudim de melancia. O produto foi um diferencial para atrair clientes na tradicional festa realizada em Normandia, ao norte de Roraima, no fim de março. “Todo mundo quer saborear, é delicioso”, diz, orgulhosa da novidade que levou para a festa.

Produtora do fruto desde 1984, há 42 anos, Maria mora no Sítio Deus Me Deu, a cerca de 3 quilômetros da sede de Normandia, onde ocorre o festejo. A ideia de criar novos produtos surgiu a partir da própria produção.

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Além do pudim, ela também faz geleia, cocada, pão e doce em cubos — todos derivados do fruto. Segundo a agricultora, a iniciativa surgiu ao perceber o potencial da fruta cultivada na região. A receita do pudim não é compartilhada e é mantida em segredo pela agricultora.

“Sei fazer tudo que é derivado da melancia”, diz. Desde o início da festa, ela vendeu ao menos 150 doces. O famoso pudim custa R$ 7.

Leia também: Agricultora indígena cultiva melancias gigantes debaixo de ‘sombra e água fresca’ em Roraima

Melancias cultivadas na Terra Indígena Raposa Serra do Sol, ao Norte de Roraima.
Fruto é cultivado também na Terra Indígena Raposa Serra do Sol, ao Norte de Roraima. Foto: Yara Ramalho/Acervo Rede Amazônica RR

Mãe de seis filhos, Maria conta que todos foram criados com o trabalho na agricultura. Ela segue na atividade, que gera renda e mantém a tradição local. Normandia é chamada de “Capital Roraimense da Festa da Melancia”.

Festival da Melancia

O Festival da Melancia chegou à 20ª edição este ano. A festa ocorreu de 26 a 28 de março. O evento reúne competições, feira de agronegócios, atividades culturais e shows. Entre os destaques estão os concursos da melancia mais pesada, da mais bonita e o desafio do maior comedor da fruta.

*Por Ester Arruda, da Rede Amazônica RR

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