Produção de tambaqui cresce 20% em dois anos em Roraima

Produção de pescado no estado chegou a 23.100 toneladas em 2024, conforme o Anuário 2025 da Associação Brasileira da Piscicultura.

Foto: Raquel Maia/Rede Amazônica RR

A piscicultura em Roraima vem ganhando força e está se consolidando como uma das principais atividades econômicas do estado. A produção de pescado no estado chegou a 23.100 toneladas em 2024, um salto de 20% em relação às 19.200 toneladas em 2022, conforme dados do Anuário 2025 da Peixe BR, a Associação Brasileira da Piscicultura que monitora o setor no país.

A principal espécie criada em Roraima é o tambaqui, que responde pela maior parte da produção. Atualmente, o estado tem 6.634 hectares de lâmina d’água, o que corresponde a de 5.191 viveiros em operação.

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Todos são utilizados para a criação de peixes em sistemas semi-intensivos e intensivos. Municípios como Amajari, Alto Alegre, Cantá, Boa Vista e Mucajaí lideram o ranking estadual de produção, com destaque para a infraestrutura e a organização dos produtores nessas regiões.

Outro fator que tem contribuído para a consolidação da piscicultura é o fortalecimento do cooperativismo. A Cooperativa Agrícola de Roraima (COPARR), por exemplo, reúne dezenas de piscicultores que atuam juntos na produção e comercialização do tambaqui.

Um dos cooperados é o piscicultor Luiz Rodrigues, que também atua como diretor tesoureiro da COPARR. Segundo ele, o crescimento da criação de peixes está ligado a rentabilidade da atividade.

“O cenário é otimista. Muitos produtores passaram a investir na piscicultura por causa da rentabilidade do setor. Hoje, só na cooperativa, a produção cresceu 60% em dois anos. A creditamos que em 2025 vai aumentar, pois conseguimos novos cooperados”, destacou.

Cerca de 85% do peixe produzido em Roraima é destinado ao mercado de Manaus, no Amazonas. O restante atende à demanda local. A atividade é responsável pela geração de emprego e movimentação econômica em dez dos quinze municípios.

Mas, apesar a expansão, o setor enfrenta por alguns desafios. Conforme o piscicultor Luiz Rodrigues, a logística do estado tem afetado a criação de peixes. “Hoje, toda ração que alimenta os animais vem de fora, isso encarece o custo de produção. As condições das estradas não ajudam. No inverno, algumas propriedades tem dificuldade para transportar os peixes”, destacou.

Para manter o ritmo de crescimento nos próximos anos, o setor aposta na ampliação de mercados e em investimentos em tecnologia e capacitação.

*Por Raquel Maia, da Rede Amazônica RR

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