Após sete meses consecutivos de queda, preço do pescado em Belém apresenta variação, aponta estudo

As baixas nos valores são comuns nesses intervalos devido à sazonalidade do pescado, ocasionada principalmente pelo período de reprodução e baixas dos rios.

Estudo realizado mensalmente pela Secretaria Municipal de Economia (Secon) e Departamento Intersindical de Pesquisa e Estudos Socioeconômicos (Dieese-PA), no Pará, identificou elevações no valor da maioria do pescado comercializado nas feiras e mercados municipais no mês de novembro. A alta de preço do peixe veio após um período de sete meses consecutivos sem o aumento do produto.

“Tivemos queda de preço do pescado desde abril até outubro deste ano. As baixas nos valores são comuns nesses intervalos devido à sazonalidade do pescado, ocasionada principalmente pelo período de reprodução e baixas dos rios. Agora, como de costume, a tendência é que a oferta do peixe diminua e, consequentemente, o valor mais alto seja repassado ao consumidor até o primeiro trimestre do próximo ano”, explicou o secretário municipal de Economia, Apolônio Brasileiro.

Prefeitura e Dieese-PA apontam aumento de preço do pescado após sete meses consecutivos de queda. Foto: Márcio Ferreira/Agência Belém

Dados

De acordo com a pesquisa da Secon e Dieese/PA, as elevações mais expressivas no mês de novembro foram nas seguintes espécies: Gurijuba, com alta de 18,10%; seguida da Uritinga, 12,67%; Mapará, 11,99%; Acari, 10,05%; Tucunaré, 8,08%; Curimatã, 7,95%; Arraia 7,25%; Pescada Branca, 6,53%; Surubim, 4,87%; Dourada, 4,26%; Filhote, 4,05%; Tainha, 3,05%; Pratiqueira, 2,85%; Sarda, 1,87%; Tambaqui , 1,75%; Serra, 0,51%; e a Pescada Amarela, com alta de 0,44%.

Apesar da maioria das espécies apresentar alta no mês anterior, Secon e Dieese também identificaram alguns recuos de preços em novembro, como o Aracu, com queda de 9,71%; seguido do Tamuatá, 8,76%; Pescada Gó, 8,52%; Bagre, 6,40%; Xaréu, 6,17%; Piramutaba, 6,14%; Corvina, 6,12%; Peixe Pedra, 6,04%; Pirapema, 4,13%; Cação, 3,43%; Camurim, 2,43; e o Pacu, com queda de 2,06%. 

Análise anual

Segundo o supervisor técnico do Dieese no Pará, Everson Costa, “em uma análise mais aprofundada, observamos que no comportamento do preço do peixe comercializado neste ano, de janeiro a novembro de 2023, a maioria do peixe apresentou aumentos com reajustes acima da inflação, calculada em 3,14% (INPC/IBGE) para o mesmo período”.

Ele explica, ainda, que no comparativo de preços dos últimos 12 meses, novembro de 2022 a novembro de 2023, a maioria do pescado também apresentou reajuste de preços e em vários casos houve aumento que supera a inflação calculada em 3,85% (INPC/IBGE). 

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