Operação Codajás: projeto busca garantir abastecimento de combustíveis durante seca na região Norte

Com apoio da Marinha do Brasil, operação envolve ações logísticas para mitigar os impactos da vazante no transporte de combustíveis.

Foto: Divulgação/Transpetro

Desde a segunda quinzena de setembro, um comitê multidisciplinar formado pela Transpetro e Petrobras, com apoio da Marinha do Brasil, tem realizado a Operação Codajás, que visa garantir o abastecimento de combustíveis durante o período de seca dos rios na região Norte do Brasil.

A operação reúne medidas preventivas e ações logísticas voltadas a mitigar os impactos da vazante no transporte de combustíveis, em especial o Gás Liquefeito de Petróleo (GLP). A iniciativa também contribui para a continuidade do escoamento da produção de petróleo e gás natural proveniente do Polo de Urucu, garantindo a segurança energética local.

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Operação Codajás
Operação reúne medidas preventivas e ações logísticas para mitigar impactos da vazante no transporte de combustíveis, em especial o Gás Liquefeito de Petróleo (GLP). Foto: Divulgação/Transpetro

De acordo com o diretor de Transporte Marítimo da Transpetro, Jones Soares, a Operação Codajás foi acionada em meio ao cenário de tendência de redução dos níveis dos rios e de maior restrição à navegação nas próximas semanas.

“Os sinais observados pelo comitê multidisciplinar reforçam a importância do planejamento antecipado. Por isso, iniciamos as avaliações técnicas e operacionais necessárias para ampliar nossa prontidão logística. A Operação Codajás é um exemplo de como conhecimento do território, monitoramento contínuo e integração entre instituições são fundamentais para garantir que o gás de cozinha chegue à população do Norte de forma contínua, mesmo em cenários desafiadores”, afirmou Soares.

O Comitê da Vazante Amazônica monitora semanalmente condições climáticas, níveis dos rios e planejamento operacional e, de forma preventiva, avalia medidas para preservar a segurança e garantir a continuidade do transporte de produtos durante a vazante. O plano de contingência logístico prevê ações como a mobilização antecipada de recursos e o posicionamento estratégico de embarcações.

Leia também: Marinha do Brasil aumenta calado e reforça segurança da navegação na foz do Amazonas

Navios Darcy Ribeiro e Gilberto Freyre em operação. Foto: Reprodução/Transpetro

Navios em operação

Para a Operação Codajás de 2026, estarão disponíveis dois navios com dedicação exclusiva, os gaseiros Gilberto Freyre e Jorge Amado, além dos gaseiros Oscar Niemeyer, Barbosa Lima Sobrinho, Darcy Ribeiro e Lucio Costa e os petroleiros Sergio Buarque de Holanda, Romulo Almeida e José Alencar.

Além disso, o navio-tanque Epic Baluan será posicionado em Coari, para atuar como tancagem estendida, complementando a capacidade de armazenamento dos terminais da região. A estratégia contempla ainda o uso do convênio com a Marinha do Brasil para o acompanhamento dos navios e a sondagem dos trechos críticos durante o período de vazante.

Leia também: Monitoramento de pré-seca na Amazônia em 2026 ganha reforço e alerta do SGB

Operação completa 31 anos de atuação na Amazônia

Criada em 1995, a Operação Codajás completa 31 anos em 2026 como uma das principais ações logísticas voltadas à manutenção do abastecimento da Região Norte. Ao longo desse período, a iniciativa permitiu superar sucessivos desafios impostos pela dinâmica dos rios amazônicos.

Na seca histórica de 2024, considerada a mais severa da Amazônia em 74 anos, a operação transportou 16 mil toneladas de GLP para garantir o abastecimento regional. Já em 2025, mesmo sem a necessidade de adoção das medidas extraordinárias, a companhia manteve o monitoramento permanente e a prontidão operacional, onde ajudou a escoar mais de 60 mil toneladas de GLP e 129 mil m³ de petróleo.

Além desses feitos, a Operação Codajás mantém a contribuição para a continuidade da produção de petróleo e gás natural de Urucu, responsável por mais de 50% da geração de energia elétrica do estado do Amazonas.

Operação Codajás atua há 31 anos na Amazônia contribuindo para o transporte de combustível na região Norte. Foto: Divulgação/Transpetro

*Com informações da assessoria.

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