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Segunda, 05 Dezembro 2022

Profissões com tendência de queda de demanda para os próximos cinco anos

A cada dia que passa, fica mais evidente a evolução da tecnologia em todas as nossas rotinas e contextos de vida. No trabalho, dentro de casa e até mesmo na relação familiar. Tudo está sofrendo mudanças. Umas conseguimos perceber de maneira mais clara, outras nem tanto. No ponto de vista de mercado de trabalho, a questão é que ao mesmo tempo que muitas funções deixarão de existir daqui a alguns anos devido todo esse avançado, muitas outras vão surgir como funções ainda nunca vistas na história.

No decorrer dessas mudanças, algumas funções tendem à queda em seus níveis de contratações. Essa nova realidade já está ao nosso redor, nos locais que vamos, nos restaurantes que frequentamos, nos mercados que compramos e tantos outros.

Nesse artigo, vou falar sobre as principais funções com tendência de baixa para os próximos 5 anos e, além disso, apontar como os profissionais que as ocupam hoje podem participar desse novo cenário de mercado de trabalho. 

Foto: Mohamed Hassan/Pixabay

Vigilante/Porteiro(a) 

Essa categoria de profissionais também tende a sofrer baixa de contratações nos próximos anos. Em muitos condomínios fechados e comerciais, não há mais o(a) porteiro(a), figura culturalmente conhecida por autorizar entradas e saídas de pessoas. Essa mudança já está ocorrendo, havendo a instalação de um sistema tecnológico de reconhecimento facial, usado pelo(a) morador(a) na sua chega ao recinto. O sistema identifica o rosto da pessoa, autoriza e as portas abrem.

A tendência é de alto crescimento para o segmento de desenvolvimento de tecnologias de segurança como o reconhecimento facial ou por biometria. Muitos(as) síndicos(as) alegam que há a prevenção contra roubos, furtos e assaltos, afinal só entrará quem for(a) morador(a). Havendo uma pessoa em portaria, os criminosos tendem a render essa pessoa para poderem ter acesso ao recinto. No reconhecimento facial, essa possibilidade é nula. 

Operador(a) de caixa

Você já deve ter ido num shopping e visto que, de alguns meses para cá, começaram a surgir totens (estruturas retas e eletrônicas) que possibilitam o pagamento do estacionamento, seja com o uso de dinheiro em espécie ou cartão de crédito. Culturalmente, ficamos acostumados a procurar o guichê de pagamento que tinha um(a) funcionário(a) atendendo e recebendo todos os pagamentos, não é verdade? Entretanto, desde quando surgiram os totens, em muitos momentos, já projetamos o nosso pensamento para procurá-lo. Essa tendência de uso aumentará nos próximos anos e muitos(as) profissionais caixas deixarão ser contratados(as).

Além disso, o próprio consumidor (cliente que usa os totens) indica que há muitos pontos positivos neles. O principalmente é que não precisa aguardar troco, que em muitos casos, no atendimento de caixa fica pendente e o(a) cliente precisa esperar um pouco.

É importante dizer que isso não ocorre somente em shoppings, mas também em supermercados e lojas de departamento.

Mesmo que a tendência real seja a baixa de contratações, do outro do mercado, as demandas de desenvolvimento de softwares (os mesmos que são usados nos totens) aumentam de forma significativa, criando novas vagas/empregos.

Operador(a) de telemarketing

A automatização de atendimentos telefônicos também já são uma realidade. O que antes resolvíamos com um(a) atendente de um banco ou operadora de telefonia, agora falamos com uma voz automática que nos direciona para as categorias de atendimentos no estilo 'Digite 1 se o seu problema é X", "Digite 2 se o seu problema é Y", e assim por diante.

Mesmo com esse avanço, ainda há um nível de crítica muito alto por parte de clientes pelo fato de que muitos problemas não são resolvidos por não aparecerem a opção nos áudios. Isso cria uma grande demanda para desenvolvedores com foco em variações de possibilidades, que é uma categoria de programação mais complexa, que requer alternativas detalhadas sobre a comunicação do cliente X máquina.

Arquivista/bibliotecário(a) 

São duas áreas que se ligam e que também têm tendência de queda. Muitas instituições, para reduzirem custos com estruturas físicas e pessoal, já começaram a migrar seus livros para arquivos digitais, que são acessados por alunos sem a necessidade de alugar o material para depois devolver. Além disso, os conteúdos podem ser acessados de qualquer lugar do mundo. Esse crescimento veio depois da pandemia do Covid-19, que nos colocou em trabalhos e estudos no formato home office.

Assim, instituições usam essas estruturas para outras operações e não mais para guardar livros ou papéis. Uma universidade, por exemplo, agora usa o espaço para uma nova sala de aula como a forma de busca por mais rentabilidade com a formação de novas turmas.

Sobre o autor

Flávio Guimarães é diretor da Guimarães Consultoria, Administrador de Empresas, Especializado em Negócios, Comportamento e Recursos Humanos, Comentarista de Carreira, Emprego e Oportunidade dos Jornais Bom Dia Amazônia e Jornal do Amazonas 1ª Edição, CBN Amazônia, Portal Amazônia e Consultor em Avaliação/Reelaboração Curricular.

*O conteúdo é de responsabilidade do colunista


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