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Terça, 29 Novembro 2022

O que a nova lei de ensino remoto muda no mercado de trabalho

A cada mudança que surge na sociedade, seja por lei ou por costumes, vemos uma grande diferença de realidade cultural em médio e longo prazo, principalmente. Algumas delas trazem mais vantagens do que desvantagens. E vice versa.

A nova lei de ensino remoto traz à sociedade um conceito que surgiu durante a pandemia do Covid-19. Com ela, poderemos ter alguns problemas, e por outro lado, alguns pontos positivos que podem beneficiar os profissionais do futuro. É fundamental entendermos todo o contexto e passo-a-passo desse novo ambiente que estamos prestes a viver. Dessa forma, conseguiremos optar por aderir ou não.

Será que nossos estudantes estão preparados para viver esse novo cenário? Conseguiremos, como pais, manter o ritmo de trabalho, afazeres domésticos e estudos da criança?

Nesse artigo vou falar sobre os fatores comportamentais que começarão a ser gerados assim que a nova lei entrar em vigor efetivo.

Foto: Mudassar Iqbal/Pixabay

Como a redução das aulas presenciais vão impactar diretamente os futuros profissionais

A redução das aulas presenciais vão impossibilitar relacionamento de alunos com outras pessoas, sejam colegas, professores ou até mesmo a tia da cantina. Esse pode ser um passo perigoso se considerarmos a capacidade de relacionamento interpessoal de nossos futuros profissionais. Aparentemente, é algo simples, mas que pode ter uma consequência futura muito intensa, havendo a tendência de aumento de rotatividade de contratações e demissões.

A convivência entre pessoas traz alguns fatores comportamentais interessantes como a capacidade de lidar com frustrações através de discordância que surgem em grupo, soluções de problemas, negociações de acordos, trabalho em equipe e tantos outros. A tendência comportamental é que tenhamos futuros profissionais com dificuldade em lidar com pessoas, problemas e com quadros depressivos maiores do que já estamos presenciando atualmente.

O fator relacionamento interpessoal é um dos principais pontos que recrutadores(as) e gestores(as) buscam em profissionais durante processos seletivos. Há uma sensação de que esse fator é considerado apenas para vagas de gestão, entretanto, esse conceito já se espalhou. As empresas já entenderam que até mesmo para um trabalho braçal é necessário saber lidar com pessoas. Sem ele, a projeção é que aumentem os desentendimentos internos, confusões, fofocas e estresses repentinos.

Os pais vão conseguir acompanhar o ritmo?

Com toda a loucura que vivemos todos os dias de estarmos cada vez mais ligados a trabalho, é necessário avaliar se os pais ou responsáveis terão como conciliar o trabalho com os estudos dos filhos de forma mais intensa. Uma coisa é fazer uma tarefa diária, outra é mergulhar no acompanhamento do ensino remoto proporcionalmente maior do que um simples dever de casa. Para ensinar e direcionar uma criança para o estudo é necessário ter paciência, tranquilidade e paz. Dificilmente esses três pontos estarão unidos com um(a) responsável trabalhando o dia inteiro sob forte estresse e pressão. É claro que é possível, entretanto, a projeção não se mostra muito boa.

Com o fator estresse cercando o ensino de pais e responsáveis, a tendência é que nossos futuros profissionais se achem incapazes de fazer algo e desmotivados, havendo a projeção de desistirem rapidamente do que iniciarem a fazer.

Por mais que haja planejamento de tempo, a sobrecarga de trabalho sempre será um ponto crítico. Não é questão de querer ou não cumprir uma obrigação de responsabilidade de pai, mãe ou responsável, mas sim questão física e mental.

Os benefícios que a nova lei pode trazer

Para os alunos que têm pais e mães em casa durante todo o dia, há um ponto interessante a observar: o maior desenvolvimento do lado emocional. Ou seja, para esse público específico, temos a probabilidade de serem pessoas menos frias e mais emocionais, por consequência, sabendo lidar com a dor do outro. Para cargos de gestão, esse é um fator interessante, desde que balanceado com a razão. Ao invés de termos líderes racionais, secos e grosseiros, podemos ter líderes racionais, emocionais e empáticos.

O aumento desse fator comportamental se dá pelo fato de que esse público específico começará a conviver mais com os pais ou responsáveis, que são figuras de amor, carinho e compreensão, em sua maioria.

Ensino remoto No trabalho X Na escola

Há quem fale a favor do novo formato que a lei vai trazer, fazendo a comparação do trabalho híbrido de muitos profissionais por todo o mundo. Entretanto, não temos como comparar o trabalho com o estudo de base. Os estudos da base estão em um processo de aprendizado inicial, a absorção de conhecimento e a criação dos moldes mentais de desenvolvimento. Um profissional que já trabalha ativamente já tem tudo isso formado, não havendo diferença entre o trabalho presencial ou remoto, desde que entregue a produção/meta.

E você, o que acha dessa nova lei? Embarcaria nesse novo universo?

Sobre o autor

Flávio Guimarães é diretor da Guimarães Consultoria, Administrador de Empresas, Especializado em Negócios, Comportamento e Recursos Humanos, Comentarista de Carreira, Emprego e Oportunidade dos Jornais Bom Dia Amazônia e Jornal do Amazonas 1ª Edição, CBN Amazônia, Portal Amazônia e Consultor em Avaliação/Reelaboração Curricular.

*O conteúdo é de responsabilidade do colunista


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