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Projeto monitora proteção da fauna marinha no litoral de Norte ao Nordeste

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Foto: Divulgação/Instituto Bicho D’água

Em um ano do Projeto de Caracterização e Monitoramento de Cetáceos (PCMC/PAMA-FZA), os monitoramentos de praia realizados pelos parceiros ambientais da TGS, empresa de pesquisa que vem fazendo levantamentos geológicos na Margem Equatorial, percorreram 8.537,3 km. Essa distância abrange o litoral do Amapá, na região Norte, até a divisa do Piauí com o Ceará, no Nordeste, sendo maior que a distância de ida e volta do Oiapoque (AP) ao Chuí (RS), que é de 4.180 km em linha reta.

Além disso, foram percorridos 1.911,99 km em rios, reentrâncias e igarapés através de monitoramentos embarcados, que alcançam áreas de difícil acesso por terra.

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Nesse período, o projeto atendeu mais de 600 animais aquáticos como aves, tartarugas, peixes-boi, baleias e golfinhos, em suas atividades de monitoramento, uma média de aproximadamente dois animais por dia.

No Pará, o projeto tem monitorado e fortalecido a proteção da fauna marinha, possibilitando o registro de ocorrências de animais, a identificação de padrões de encalhes, a resposta ágil a situações de risco e o encaminhamento de animais debilitados para reabilitação e posterior soltura na natureza.

Renata Emin, bióloga e presidente do Instituto Bicho D’água, que monitora as praias do Pará, do leste da Ilha do Marajó até Salinópolis, explica que o monitoramento constante permite identificar e resgatar animais mais rapidamente e, ao mesmo tempo, aumentar o conhecimento sobre a biodiversidade da região.

“O monitoramento das praias é uma etapa de extrema importância para a ampliação do conhecimento sobre a biodiversidade local e o meio ambiente, contribuindo para ações de conservação e levantamentos futuros. Cada encalhe, ainda que de um animal morto, é importante para aumentarmos o conhecimento sobre a biodiversidade da região”, afirma a bióloga.

O Instituto BioMA, que também atua no Pará, realiza o monitoramento embarcado de Salinópolis até a divisa com o Maranhão. Angélica Rodrigues, bióloga e pesquisadora do Instituto BioMa, destaca a importância do monitoramento embarcado: “A região Norte possui extensas áreas costeiras com acesso limitado, muitas vezes apenas por via fluvial ou marítima. O monitoramento embarcado permite alcançar essas regiões remotas”. Segundo ela, isso aumenta a vigilância costeira, inclusive com o uso de monitores locais.

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Legado do projeto para as regiões Norte e Nordeste

A realização do Projeto de Caracterização e Monitoramento de Cetáceos é uma exigência do IBAMA estabelecida em um processo de licenciamento ambiental de uma atividade de pesquisa sísmica marítima desenvolvida pela TGS na região oceânica das Bacias Sedimentares Marítimas da Foz do Amazonas e Pará-Maranhão.

Para André Favaretto Barbosa, analista ambiental do IBAMA, o projeto viabilizou recursos importantes para apoiar as instituições locais na estruturação de instalações perenes, necessárias para o atendimento à fauna-alvo do projeto.

“Dentre eles, a construção de um centro de reabilitação de animais marinhos no Pará, e de um semi-cativeiro de aclimatação pré-soltura de peixes-boi em Soure, na Ilha do Marajó, acelerarão o ritmo de devolução de animais aptos à natureza, reduzindo a superlotação das instalações disponíveis até então”, destaca.

projeto de Caracterização e Monitoramento de Cetáceos
Foto: Divulgação/Instituto Bicho D’água

João Correa, country manager da TGS no Brasil, destaca que as ações ambientais da companhia na Margem Equatorial, para além do monitoramento de praias, resgate e reabilitação de espécies, vem viabilizando o desenvolvimento de estudos, a geração de conhecimento técnico-científico, atividades de sensibilização e educação ambiental e a capacitação de profissionais não só nas equipes dos parceiros ambientais, mas nas comunidades locais.

“É motivo de orgulho para a TGS o trabalho desenvolvido junto a parceiros ambientais, sociedade e comunidades tradicionais ao longo dos mais de 3 mil quilômetros que se estendem do Amapá ao Ceará. Este é um trabalho muito importante, realizado em parceria com a sociedade local, e que vai deixar um legado de preservação, conscientização e conhecimento que será utilizado durante muitos e muitos anos”, conclui.

Tocantins registra queda de 28,7% na área queimada

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Foto: Reprodução/Governo do Tocantins.

O Tocantins registrou redução de 27,7% nos focos de queimadas e de 28,7% na área queimada entre janeiro e julho de 2025, em comparação ao mesmo período de 2024. Os dados são da Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh), por meio do Centro de Inteligência Geográfica em Gestão do Meio Ambiente (Cigma), divulgados no Boletim Mensal do Fogo nº 9/2025.

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De acordo com o Governo do Tocantins, a diminuição é resultado de ações estratégicas implementadas, como o Plano Integrado de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais 2025, que recebeu investimento de R$ 17.195.620,45.

Além disso, o governador Wanderlei Barbosa assinou, em 20 de agosto, contrato com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), no valor de R$ 44.994.287,00, por meio do Fundo Amazônia. Os recursos serão destinados ao fortalecimento do Corpo de Bombeiros Militar do Tocantins (CBMTO), ampliando a capacidade operacional de prevenção e combate às queimadas e aos incêndios florestais em todo o estado.

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O governador do Tocantins, Wanderlei Barbosa, destaca que a redução dos focos de queimadas reflete o compromisso da gestão estadual com a preservação ambiental.

“A redução das queimadas no Tocantins é uma conquista de todos nós. Esse resultado é fruto de planejamento, de investimentos importantes e, principalmente, da união de esforços entre os órgãos do Governo e a sociedade. Esse trabalho vai continuar e será cada vez mais firme, porque cuidar do nosso estado é a nossa prioridade”, afirma o chefe do Executivo.

O secretário de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh), Marcello Lelis, comemorou os resultados positivos no combate às queimadas no Tocantins.

“É um avanço comemorarmos essa redução dos índices de incêndios em relação a 2024 e é muito importante ressaltarmos que isso se deve à determinação do governador Wanderlei Barbosa de construir o maior Plano de Combate ao Fogo da história do Tocantins, envolvendo a Semarh, o Corpo de Bombeiros e o Naturatins. Além disso, outros órgãos, como a Seplan [Secretaria de Estado do Planejamento e Orçamento], também participaram, contribuindo com o envio de veículos. É importante destacar também a força da educação ambiental, especialmente com o projeto Foco no Fogo”, reforça o secretário da Semarh.

O monitoramento das queimadas no estado é realizado pelo Centro de Inteligência Geográfica em Gestão do Meio Ambiente (Cigma), da Semarh, que reúne cálculos comparativos da área queimada com dados do Monitor do Fogo do MapBiomas, além de registros de focos de incêndio do Programa Queimadas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

Redução de focos de queimadas

Entre janeiro e julho de 2025, o Tocantins registrou 3.998 focos de queimadas, contra 5.533 no mesmo período de 2024, representando uma queda de 27,7%. A redução manteve-se consistente ao longo dos sete meses analisados, com quedas percentuais mensais variando entre 4,6% e 62,3%. No último mês, apesar de ter concentrado o maior número de focos do período, observou-se uma diminuição de 28,5% em relação a julho de 2024.

Do total de ocorrências registradas, a maior parte correspondeu a queimadas não autorizadas, com 54,3% (2.172 focos), seguida pelos incêndios florestais, que representaram 8,7% (349 focos). As ações autorizadas incluíram as queimas prescritas, com 22,4% (896 focos); e as queimas controladas, que somaram 14,5% (581 focos).

Redução na área queimada

A área queimada reduziu de 656,6 mil hectares entre janeiro a julho de 2024 para 468 mil hectares no mesmo período de 2025, uma redução de 28,7%. Dessa área, 5,1% (24 mil hectares) correspondem a queima controlada; 49,8% (233 mil hectares) a queima prescrita; e 45,1% (211 mil hectares) a queima não autorizada.

A redução, constatada a partir do Programa Queimadas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e do Monitor do Fogo do MapBiomas, foi registrada tanto no número de ocorrências quanto na extensão territorial.

imagem colorida mostra bombeiros combatendo fogo em área de queimada no tocantins
Foto: Luiz Henrique Machado/Governo do Tocantins

Atuação do Corpo de Bombeiros e da Defesa Civil

A redução nos focos de queimadas em 2025 é resultado de medidas coordenadas pelo Governo do Tocantins. Entre as iniciativas, destacam-se o projeto Foco no Fogo, a formação de brigadas e a intensificação das orientações para a comunidade, por meio de ações em escolas e campanhas em mídias institucionais.

“O Corpo de Bombeiros e a Defesa Civil Estadual também assinaram Termos de Cooperação Técnica com 131 dos 139 municípios tocantinenses, garantindo a contratação e a capacitação de brigadistas municipais. Investimos de R$ 7 a 8 milhões para contratação de brigadistas, compra de EPIs [Equipamentos de Proteção Individual] e de combate”, explica o comandante-geral do Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Tocantins, coronel Peterson Queiroz de Ornelas.

A partir da Portaria nº 23 de 2025, o Corpo de Bombeiros Militar instituiu a Sala de Crise, um centro de comando que integra os líderes das operações e centraliza as decisões estratégicas. Esse espaço garante que cada ação, desde a prevenção até a resposta em campo, seja planejada de forma integrada, tornando a união das forças mais ágil e eficiente.

A Defesa Civil desempenha papel importante na prevenção e no gerenciamento desses incêndios, atuando na formação de brigadas municipais e estaduais e realizando a gestão de riscos e desastres de forma integrada com o Comitê do Fogo e demais parceiros em âmbitos municipal, estadual e federal.

Plano Integrado de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais

Com investimento superior a R$ 17 milhões, o Governo do Tocantins lançou, em maio deste ano, o Plano Integrado de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais, desenvolvido em parceria entre a Semarh, o Corpo de Bombeiros Militar (CBMTO) e o Instituto Natureza do Tocantins (Naturatins). O Plano é estruturado em três eixos: prevenção, monitoramento e combate; e tem como objetivos fortalecer as ações de preparação e ampliar a estrutura e a capacidade operacional dos órgãos responsáveis, bem como intensificar a responsabilização por crimes ambientais.

Dados são da Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh), por meio do Centro de Inteligência Geográfica em Gestão do Meio Ambiente (Cigma). Foto: Marcel de Paula/Governo do Tocantins

Foco no Fogo

Criado em 2020, o Foco no Fogo realiza trabalhos em territórios propensos às queimadas, alertando a população sobre os riscos e os prejuízos causados pelas queimadas irregulares, bem como pelos incêndios florestais.

A iniciativa tem como objetivos principais promover a educação ambiental e conscientizar os proprietários rurais sobre os riscos e os prejuízos das queimadas e ganha ainda mais força ao unir, de forma simultânea, palestras em escolas e visitas técnicas às propriedades rurais com histórico de focos de incêndio. A proposta é envolver diretamente tanto quem produz no campo quanto os estudantes, que representam o futuro das decisões ambientais no Tocantins.

Em 2025, o Foco no Fogo realizou 2.541 visitas e promoveu 48 eventos/palestras, totalizando 2.589 ações educativas, atingindo diretamente 15.739 pessoas em 59 municípios tocantinenses. Caseara, Angico e Esperantina foram os municípios com maior número de ações realizadas.

Orientação à população

O Governo reforça que a participação da população é essencial para reduzir os focos de calor. Os canais para denúncia incluem o Linha Verde do Ibama (0800 61 8080), o telefone 193 do Corpo de Bombeiros, 199 da Defesa Civil e a Ouvidoria-Geral do Estado (162).

*Com informações do Governo do Tocantins

Amazônia perdeu quase 50 milhões de hectares de florestas nos últimos 40 anos

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Foto: Reprodução/MapBiomas

A Amazônia é o maior bioma do país. Com 421 milhões de hectares, ocupa quase metade (49,5%) do território brasileiro. Entre 1985 e 2024 foram perdidos 52 milhões de hectares (-13%) de área de vegetação nativa. É o que mostram os mais recentes dados sobre a Amazônia da Coleção 10 do MapBiomas de mapas anuais de cobertura e uso da terra do Brasil.

O levantamento, feito a partir da análise de imagens de satélite, mostra que essa supressão incidiu principalmente sobre formações florestais, que perderam quase 50 milhões de hectares (49,1 milhões) de área nos últimos 40 anos.  Em 2024, último ano da série histórica do MapBiomas, a vegetação nativa cobria 81,9% do bioma; 15,3% são ocupados por uso antrópico.

“A Amazônia brasileira está se aproximando da faixa de 20% a 25% prevista pela ciência como o possível ponto de não retorno do bioma, a partir do qual a floresta não consegue mais se sustentar”, diz Bruno Ferreira, do MapBiomas.

Leia também: Ponto de não retorno: a Amazônia não tem tempo a perder

“Já podemos perceber alguns dos impactos dessa perda de cobertura florestal, como nas áreas úmidas do bioma. Os mapas de cobertura e uso da terra na Amazônia mostram que ela está mais seca”, completa.

Somando a superfície coberta com água, floresta alagável, campo alagável, apicum e mangues, houve uma retração de 2,6 milhões de hectares entre 1985 e 2024. Esses dados mostram que 8 dos 10 anos mais secos, incluindo a classe de superfície de água, foram registrados na última década. No ano passado, as áreas úmidas ocupavam 59,6 milhões de hectares.

As imagens de satélite também mostram como a antropização da Amazônia é recente: 83% da área antropizada no bioma ocorreu entre 1985 e 2024. Somando todos os usos antrópicos da terra, eles aumentaram 471% (+57 milhões de hectares) nas últimas quatro décadas.

Nesse período, houve um avanço de 43,8 milhões de hectares de pastagem – o uso antrópico que mais se expandiu. As pastagens passaram de 12,3 milhões de hectares em 1985 para 56,1 milhões de hectares em 2024 – um crescimento de 355%. 

Em termos percentuais, porém, a expansão mais expressiva foi da silvicultura, que passou de 3,2 mil hectares em 1985 para 352 mil hectares em 2024 – um aumento de mais de 110 vezes em 40 anos.  A área de agricultura, por sua vez, cresceu 44 vezes (4.321%), passando de 180 mil hectares (1985) para 7,9 milhões de hectares (2024). Nos últimos anos, a mineração vem ganhando relevância, passando de 26 mil hectares em 1985 para 444 mil hectares em 2024.

Imagem colorida da Floresta na Amazônia - Região Sudoeste Paraense
Floresta Amazônica – Região Sudoeste Paraense – Fotos Bruno Cecim – Ag.Pará

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Três em cada quatro hectares convertidos para agricultura (74,4%) são ocupados por lavouras de soja, que tiveram expansão significativa na Amazônia. Elas ocupavam 5,9 milhões de hectares em 2024. A maior parte dessa área (4,3 milhões de hectares) foi convertida após 2008, data de assinatura da moratória da soja. Porém, de lá para cá, a conversão direta de formação florestal para soja reduziu em 68% (769 mil hectares). Após 2008, a soja cresceu principalmente em áreas já abertas de pastagem (+2,8 milhões de hectares, ou +1047%) e de agricultura (+1 milhão de hectares / +2708%).

Rondônia destaca-se como o estado de maior conversão de vegetação nativa em pastagens, que passaram de 7% de seu território, em 1985, para 37% em 2024. Rondônia é também o estado com menor proporção de vegetação nativa na Amazônia (60%), à frente de Mato Grosso (62%), Tocantins (65%) e Maranhão (67%). Rondônia também integra a região conhecida como AMACRO, que inclui também o Acre e o Amazonas.  Em 40 anos, 14% da perda líquida de vegetação nativa da Amazônia ocorreu nessa região. Nesse período, a área de pastagem aumentou 11 vezes na região: um ganho de 6,9 milhões de hectares.  A maior perda se deu na última década, entre 2015 e 2024: 2,7 milhões de hectares.  

Em 2024, 2% da vegetação nativa da Amazônia era secundária, ou seja, áreas que foram desmatadas anteriormente e que estão em processo de regeneração da vegetação nativa. No ano passado elas totalizaram 6,9 milhões de hectares no bioma. Esse tipo de vegetação não é a mais desmatada: em 2024, 88% do desmatamento na Amazônia aconteceu em áreas de vegetação primária; apenas 12% foram em vegetação secundária. 

Clique aqui para acessar os destaques.

*O conteúdo foi originalmente publicado pelo MapBiomas

Conheça 4 cantoras indígenas da Amazônia Internacional que cantam em suas línguas nativas

Fotos: Reprodução

As línguas indígenas têm ganhado maior visibilidade nacional e internacional, por meio da música e de artistas que unem ancestralidade e inovação sonora. Na região da Amazônia Internacional, que abrange os países Brasil, Bolívia, Peru, Equador, Colômbia, Venezuela, Guiana, Suriname e a Guiana Francesa, algumas cantoras indígenas têm se destacado por compor e se apresentar em seus idiomas nativos.

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A comunicadora e antropóloga Mari Sanefuji (Marisanefuji) fez uma curadoria com indicações de artistas indígenas que inserem línguas nativas de seus locais de origem nas suas músicas. O Portal Amazônia separou as indicações de Mari que fazem parte da Amazônia Internacional. Confira:

1. Renata Flores (Peru) 

Natural de Ayacucho, no Peru, a cantora e compositora Renata Flores é uma das principais representantes da música indígena na América do Sul. Renata ficou conhecida em 2015 após viralizar com uma versão em língua quechua da música ‘The Way You Make Me Feel’, de Michael Jackson, e desde então sua trajetória tem sido marcada pela fusão de ritmos indígenas com gêneros urbanos como o trap e o hip-hop. 

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Foto: Reprodução/ Instagram-Renata Flores

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A língua quechua é falada por mais de 12 milhões de pessoas em países como Peru, Bolívia, Equador, Colômbia, Chile e Argentina, e é considerada o idioma indígena mais falado da América do Sul. 

A língua quechua é predominantemente uma língua de tradição oral, ou seja, o idioma não tem forma escrita e é ensinado apenas em linguagem oral, exatamente como Renata aprendeu de sua avó, Adalberta.

Seu álbum de estreia, “Isqun” (2021), aborda temas como a resistência indígena, o empoderamento feminino e a conexão com os territórios ancestrais. Com forte presença visual, Renata mistura elementos tradicionais e contemporâneos em seus videoclipes, figurinos e apresentações.

2. Djuena Tikuna (Brasil)

Djuena Tikuna nasceu em Tabatinga, no Amazonas, e pertence ao povo Tikuna, uma das etnias mais numerosas da Amazônia. A artista iniciou sua trajetória no grupo musical Magüta, fundado com seus irmãos em Manaus, e desde então tem construído uma carreira dedicada à valorização da cultura tikuna.

Em 2017, Djuena lançou seu primeiro álbum solo, ‘Tchautchiüãne’, que significa o sentimento de pertencer a uma aldeia maior em que todos somos parentes. O trabalho foi indicado ao Indigenous Music Awards, principal premiação de música indígena do mundo, sediada no Canadá.

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Foto: Diego Jatanã

Ela canta exclusivamente na língua tikuna, falada por cerca de 40 mil pessoas na região do Alto Solimões.

Djuena foi a responsável por apresentar o hino nacional em língua Tikuna na abertura das Olimpíadas de 2016, reforçando o reconhecimento da diversidade cultural brasileira em um dos maiores eventos esportivos do mundo.

Leia também: Artistas indígenas brasileiros ganham projeção internacional e levam floresta para o mundo

3. Alwa (Bolívia) 

Alwa é uma artista boliviana, nascida em El Alto, cidade vizinha a La Paz e reconhecida como a primeira rapper aymara. A cantora ganhou repercussão por suas composições bilíngues em espanhol e aymara, língua falada por cerca de 2 milhões de pessoas na Bolívia, Peru, Chile e Argentina.

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Foto: Reprodução/Instagram-Alwa

A cantora adota uma estética que valoriza a cultura aymara, com trajes tradicionais como saias rodadas e tranças longas, típicas das cholitas bolivianas. Além disso, suas letras tratam de temas como a desigualdade social, o racismo e o papel de mulheres indígenas na sociedade.

Seu videoclipe ‘Principio sin fin’ representa uma combinação entre a música urbana e os instrumentos andinos tradicionais, como a zampoña (flauta de pan) e o charango (instrumento de cordas). 

Leia também: 5 artistas que fortalecem a identidade indígena e amazônica com o rap

4. Kaê Guajajara (Brasil) 

A cantora, compositora, atriz, escritora e ativista Kaê Guajajara, nasceu no Maranhão e foi criada na favela da Maré, no Rio de Janeiro. A cantora que pertence ao povo Guajajara, é uma das principais representantes da Música Popular Originária no Brasil.  

Embora suas músicas sejam em sua maioria cantadas em português, Kaê frequentemente incorpora palavras e expressões da língua Guajajara em suas composições.

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Foto: Daniela Dacorso

Suas letras abordam o apagamento cultural, a violência contra os povos indígenas e a luta por direitos. Entre suas músicas de maior destaque estão ‘Território Ancestral’, ‘Mãos Vermelhas’ e ‘Liberdade’.

Além disso, seus trabalhos também envolvem ativismo político e cultural, tornando-a uma referência para uma nova geração de artistas indígenas que atuam dentro e fora dos territórios originários.

Pesquisador indígena do Amazonas é condecorado por defesa da educação e integração de saberes ancestrais e ciência

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O pesquisador Dzoodzo Baniwa receberá o Prêmio Fundação Bunge em 23 de setembro, em São Paulo (SP). Foto: Divulgação/Fundação Bunge

Educador, pesquisador e liderança indígena do povo Baniwa, Dzoodzo Baniwa (Juvêncio da Silva Cardoso) é um dos cientistas laureados com o Prêmio Fundação Bunge 2025, na categoria ‘Vida e Obra’, pelo tema “Saberes e práticas dos povos tradicionais e sua importância para a conservação dos recursos naturais”.

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Inspirada no Nobel, a premiação que completa 70 anos em 2025 condecora personalidades que contribuem de forma significativa para o desenvolvimento social, cultural e científico do Brasil. No caso de Dzoodzo, o reconhecimento se dá pela sua atuação como defensor da educação escolar indígena para os povos Baniwa e Koripako e da troca de saberes entre a ciência tradicional e os conhecimentos ancestrais de seu povo.

Dzoodzo reside na aldeia Santa Isabel do rio Aiari, que integra a Terra Indígena Alto Rio Negro, no Amazonas. Nascido na década de 1980, Dzoozo acompanhou de perto o início da educação escolar no território, a partir da chegada, naquele período, da missionária Sophia Müller. 

“Esse momento marcou o início de uma nova era para o povo Baniwa. Com a Sophia, chegou também à educação escolar escrita, porque a educação indígena, oral, já existia. Entrar em contato com o mundo letrado foi muito significativo para a nossa cultura, não só na questão de ler materiais produzidos fora do território, mas também de internalizar essa escrita para sistematizar e registrar os conhecimentos do território, para que fosse possível dialogar com os conhecimentos de outros povos”, explica.

Foi naquela mesma época que os indígenas da região se organizaram pela defesa de sua terra e seus direitos. “O meu povo era conhecido de recente contato, escolarização também e, por essa dificuldade, o território sofreu com invasão garimpeira. Aí, em 1987, se organizou na Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (Foirn), para lutar pelos direitos, pela saúde, pela educação indígena no território”, lembra o pesquisador.

Formação do pesquisador

Licenciado em física intercultural pelo Instituto Federal do Amazonas (IFAM) e mestre em Ensino de Ciências Ambientais do Programa Mestrado Profissional em Rede Nacional para Ensino das Ciências Ambientais, associado à Universidade Federal do Amazonas (PROFCIAMB/UFAM), o educador e pesquisador iniciou sua carreira como estudante do Ensino Fundamental II na Escola Indígena Baniwa e Coripaco (EIBC) da Pamáali, a primeira de seu território.

A experiência na EIBC despertou nele a paixão pela educação e a vontade de conectar os saberes ancestrais de seu povo com os conhecimentos científicos.

“Desde a vida escolar, participei de projetos sociais, visitando e escutando as comunidades sobre seus desafios. Então sempre cresci pensando nessas possibilidades. Quando me formei no Ensino Fundamental, minha escola já permitia esse diálogo entre saberes locais e conhecimentos científicos”, relembra o pesquisador.

Ao longo de sua trajetória, Dzoodzo visitou centros de pesquisa e se tornou técnico indígena em psicultura no Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Peixes Continentais (CEPTA), do ICMBio, em São Paulo. E foi nessa caminhada que pôde ver e vivenciar a riqueza do diálogo entre o conhecimento científico e os conhecimentos locais de seu povo.

Leia também: Livro registra 310 espécies de aves em Terra Indígena no Alto Rio Negro, no Amazonas

“Me tornei o primeiro técnico indígena, sem titulação, mas com prática no laboratório de psicultura, realizando produção artificial de peixes. Nesse processo, pude utilizar o conhecimento científico, com medição de dosagem, hormônio, temperatura, matemática, química, com as espécies de peixes locais e as narrativas sobre os peixes do meu território”, conta o pesquisador.

Sobre esse uso dos saberes e narrativas ancestrais na ciência, ele explica como se dá o trabalho dentro de uma escola indígena.

No meu território não tem energia elétrica. Então, como trato a eletricidade? Nas nossas narrativas mitológicas, existe, por exemplo, a narrativa do fogo. E o que que significa trabalhar com fogo, eletricidade, no contexto de hoje? É nessa perspectiva que a gente trabalha, com um processo de ensino-aprendizagem muito mais abrangente. Precisamos compreender e agir em cima do contexto local, não só no aspecto escolar, mas também da aldeia, do território, da evolução cultural do povo”. 

Imagem colorida do pesquisador indígena amazonense dzoodzo baniwa
Foto: Divulgação/Fundação Bunge

Agir, segundo o pesquisador, é buscar soluções criativas e promover a educação com base em diálogos intersetoriais para lidar com os desafios existentes no território.

Como bem lembra Dzoodzo, na cultura indígena, não há desmatamento nem emissão de gases do efeito estufa, mas os territórios também sofrem com os impactos da emergência climática. Por isso, uma atuação conjunta é fundamental.

“Tanto a cultura indígena quanto a ciência em si têm uma relação de interdependência atualmente. Saberes indígenas dependem da metodologia científica para que sejam reconhecidos e validados. Assim como os não-indígenas dependem de conhecimentos milenares, indígenas, para corroborar ou negar suas percepções. Unir esses conhecimentos nos ajuda a compreender essa relação de multiversalidade, sob diversas perspectivas, sem compartimentar tanto as coisas. Por isso a importância da inclusão da presença dos indígenas nesses espaços”, afirma.

Hoje, Dzoodzo Baniwa, além de educador e pesquisador, afirma carregar a responsabilidade de ser um tradutor intercultural, que conecta os saberes ancestrais com o conhecimento científico. 

“Isso é importante não só para nós, indígenas, mas também para o benefício da humanidade. É importante que outros povos criem essa perspectiva, de abrir possibilidade de diálogo com as universidades e com a política pública. É nessa estrutura que se consegue construir uma sociedade mais inclusiva e diversa”, finaliza.

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Prêmio Fundação Bunge

O Prêmio Fundação Bunge chega a sua 70ª edição neste ano com a responsabilidade de homenagear cientistas que se dedicam a estudos na área de emergências climáticas. Thieres George Freire da Silva, cientista da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), será agraciado na categoria Vida e Obra no tema “Gestão do risco climático na produção de alimentos”, por seus trabalhos relacionados aos impactos das mudanças climáticas e uso da terra. A pesquisadora Elizângela Aparecida dos Santos, da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM), será agraciada na categoria Juventude, com pesquisadores de até 35 anos.

No tema “Saberes e práticas dos povos tradicionais e sua importância para a conservação dos recursos naturais”, Juvêncio da Silva Cardoso (Dzoodzo Baniwa), educador, pesquisador e liderança indígena do povo Baniwa, será agraciado na categoria Vida e Obra. Ygor Jessé Ramos dos Santos, baiano, negro e quilombola do distrito Acupe de Santo Amaro e professor do Departamento do Medicamento na Faculdade de Farmácia da Universidade Federal da Bahia (UFBA), receberá o prêmio na categoria Juventude.

A premiação tem como premissa que as indicações dos nomes dos cientistas sejam feitas por representantes das principais universidades e entidades científicas do país. Os currículos recebidos são avaliados por comissões técnicas independentes formadas por especialistas.

Mais de 200 personalidades brasileiras já receberam o Prêmio Fundação Bunge. Entre eles estão Mariangela Hungria, Adalberto Luis Val, Erico Veríssimo, Hilda Hilst, Jorge Amado, Lygia Fagundes Telles, Manuel Bandeira, Rachel de Queiroz, Marcelo Rubens Paiva, Oscar Niemeyer, Carlos Chagas Filho, Gilberto Freyre, Paulo Freire, Celso Lafer, Fernando Abrucio, além de Elisabete Aparecida de Nadai Fernandes e Durval Dourado Neto.

*Com informações da Fundação Bunge

Rio Tapajós deve enfrentar seca moderada com cota mínima de 2,20 metros, indicam projeções do SGB

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Foto: Reprodução/Semas PA

O Serviço Geológico do Brasil (SGB) divulgou, na quinta-feira (11), uma nota técnica com projeções de níveis mínimos para 2025 no rio Tapajós, em Itaituba (PA), uma das hidrovias mais importantes do país e rota estratégica para transporte de cargas na região Norte.

De acordo com os prognósticos para 2025, é previsto um cenário de seca moderada, com cota mínima estimada em cerca de 2,20 m e duração de estiagem de até 45 dias.

As análises têm como base métodos estatísticos e informações do fenômeno El Niño/La Niña para estender as projeções para toda a vazante.

Leia também: Portal Amazônia responde: como El Niño e La Niña afetam a região amazônica?

Recomendações aos gestores do Rio Tapajós

A estação de Itaituba (PA) não é operada pelo SGB, sendo de responsabilidade da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) e operada pela empresa terceirizada (UFC Engenharia). No entanto, a análise dos dados pelo SGB decorre do interesse público diante da preocupação com a continuidade da navegação na região.

Em caso de interrupção no rio, o transporte alternativo dependeria das rodovias BR-163 e BR-230, que apresentam problemas estruturais graves. 

Rio Tapajós, vista de Santarém
Foto: Divulgação

“A análise da série histórica (1974-2024) confirma uma tendência estatisticamente significativa de agravamento das secas na estação de Itaituba ao longo dos anos, com as mínimas anuais decaindo a uma taxa de -1,36 cm/ano”, indicam os pesquisadores na nota técnica.

O documento também chama atenção para o fato de que os anos com níveis mais baixos também estão associados a períodos mais longos de seca. Além disso, confirma a tendência mais severa no rio Tapajós em anos de El Niño, o que não ocorre neste ano de 2025, corroborando a tendência de uma seca moderada.

O SGB recomenda aos órgãos gestores, autoridades locais e usuários do rio que considerem o cenário projetado de seca moderada para o planejamento de operações logísticas, navegação e abastecimento hídrico na região de Itaituba para o ano de 2025.

Confira a nota técnica com projeções para o rio Tapajós.

*Com informações do SGB

Constituição brasileira tem primeiras traduções para línguas indígenas além do Nheengatu

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Foto: Pedro Federal/IDGlobal

Os Tikuna, mais numeroso povo indígena na Amazônia brasileira, foram os primeiros a conhecer a versão em sua língua de trechos da Constituição Federal de 1988. Objeto do programa Língua Indígena Viva no Direito, a tradução foi submetida a consulta junto à comunidade em encontro realizado no dia 12 de setembro, na Comunidade Santo Antônio, em Benjamin Constant (AM), na região do Alto Solimões.

Leia também: Constituição Federal ganha versão indígena em Nheengatu

O programa é fruto de uma parceria entre a Advocacia-Geral da União (AGU), o Ministério dos Povos Indígenas e o Ministério da Justiça e Segurança Pública, e está sendo executado pela organização da sociedade civil Instituto de Direito Global (IDGlobal), vencedora de edital de chamamento público lançado pela AGU em novembro de 2024.

O instituto atua em rede com outras organizações da sociedade civil que trabalham diretamente com os povos indígenas aos quais o projeto é voltado. A gestão e o monitoramento do programa estão sob a responsabilidade da AGU.

O projeto tem como meta a tradução da Constituição Federal, da Convenção nº 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT) e dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas para as três línguas indígenas mais faladas no Brasil: Tikuna, Kaiowá e Kaingang.

O objetivo é criar uma ponte de entendimento entre os povos indígenas e os responsáveis pela formulação e aplicação das leis brasileiras, ampliando o diálogo intercultural, promovendo a igualdade e fortalecendo a cidadania dos povos indígenas.

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Validação dos textos da Constituição traduzidos

Para garantir que a tradução da Constituição respeite e preserve a integridade cultural das línguas indígenas, o processo inclui consultas de validação a líderes comunitários e outros membros respeitados da comunidade.

As traduções buscam superar barreiras linguísticas e culturais e consideram como os sistemas legais indígenas podem interagir e complementar a legislação oficial brasileira. A ideia é permitir que os povos indígenas compreendam plenamente seus direitos, participem ativamente do processo democrático e protejam suas tradições e modos de vida.

A tradução e integração de normas, documentos, termos, conceitos e institutos jurídicos é um dos eixos do Língua Indígena Viva no Direito. O outro envolve a formação e capacitação em conteúdos relacionados à legislação nacional e internacional e a valores sociais e culturais das diferentes comunidades indígenas.

tikunas de benjamim constant analisam tradução da constituição
Benjamim Constant (AM). Foto: Divulgação

Participação ativa

“Foi um evento muito significativo, que contou com a participação de diversas lideranças de comunidades indígenas Tikuna das proximidades. As pessoas presentes mostraram grande receptividade com a tradução da Constituição Federal para a língua Tikuna, acompanharam atentamente a leitura e expressaram muita satisfação com a participação do bolsista Maycon Flores e dos tradutores tradicionais Atos Fermin, Bernabé Bitencourt e Teodorino Maduca, todos Tikunas”, conta a advogada da União Gabriela da Silva Brandão, da comissão de monitoramento do programa.

Representando a AGU no encontro, Gabriela relata que os participantes indígenas reafirmaram a importância do reconhecimento e da preservação da língua, da cultura, das tradições e da identidade Tikuna. “Além disso, eles fizeram apontamentos relevantes para o aprimoramento da tradução apresentada”, diz.

Esta foi a primeira ação do processo de validação da tradução da primeira parte da Constituição Federal pelos Tikuna. A Makira-E’ta poderá receber novas considerações até o próximo dia 1º de outubro.

O povo Tikuna, que tem 34 mil falantes da língua originária, está localizado principalmente no estado do Amazonas, ocupando seis municípios na região do Alto Solimões: Tabatinga, Benjamin Constant, São Paulo de Olivença, Amaturá, Santo Antônio do Içá e Tonantins.

Com presença também na Colômbia e no Peru, os Tikuna têm uma história marcada por ocupações violentas de suas terras por seringueiros, pescadores e madeireiros – seus territórios só foram oficialmente reconhecidas nos anos 1990.

Leia também: Educação em língua indígena: fortalecimento da cultura dos povos originários da Amazônia

Kaiowá e Kaingang

As próximas comunidades indígenas a terem a oportunidade de conhecer, debater e validar as traduções da Constituição para suas línguas serão os Guarani-Kaiowá e os Kaingang, que estão entre as que têm o maior número de falantes das línguas originárias no Brasil.

Os Kaingang poderão avaliar os textos já traduzidos durante programação marcada para o dia 19 de setembro, na Floresta Nacional do Município de Canela, no Rio Grande do Sul, onde há forte presença desta comunidade. Outros estados com presença marcante do povo Kaingang são Paraná, Santa Catarina e São Paulo. A língua Kaingang, falada por 22 mil indígenas, pertence à família linguística Jê.

O povo Guarani-Kaiowá, localizado majoritariamente no estado de Mato Grosso do Sul, tomará contato com os textos no dia 16 de outubro próximo, na Terra Indígena Laranjeira Nhanderu, situada no município de Rio Brilhante (MS). A consulta à comunidade será realizada durante o ritual da Grande Dança Sagrada das Mulheres Guarani-Kaiowá. São 26 mil os falantes da língua Guarani-Kaiowá, que pertence à família Tupi-Guarani e apresenta variações dialetais que refletem as diferentes realidades das comunidades.

Os primeiros trechos da Constituição traduzidos para as línguas indígenas incluem os seguintes artigos:

  • Art. 5º (inteiro teor): Direitos Fundamentais;
  • Art. 6º (inteiro teor): Direitos Sociais;
  • Art. 20, XI: Terras tradicionalmente ocupadas pelos povos indígenas como bens da União;
  • Art. 49, XVI: Autorização do Congresso Nacional para exploração de recursos em terras indígenas;
  • Art. 231: Nulidade das ocupações de terras indígenas contrárias à Constituição;
  • Art. 232: Direito dos povos indígenas de ingressar em juízo para defesa de seus direitos, com participação do Ministério Público. 

O evento foi organizado pela Makira E’ta, a Rede de Mulheres Indígenas do Estado do Amazonas, parceira local do IDGlobal, representada pela coordenadora Rosimere Teles. Participaram ainda o coordenador do Conselho Geral da Tribo Tikuna, Paulino Manoelzinho Nunes; e o coordenador Regional da Fundação Nacional dos Povos indígenas (Funai) no Alto Solimões, Ildinei Tomas do Carmo.

*Com informações da Advocacia-Geral da União (AGU)

Projeto inovador produz mudas do cacau do Maranhão

Os objetivos do projeto são investigar os aspectos agronômicos da planta e seu potencial alimentício. Foto: UEMASUL

Desenvolvido pelo curso de Engenharia de alimentos da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), um projeto experimental está estudando a Pachira aquatica, conhecida popularmente como cacau do maranhão, castanha da praia, cacau selvagem, monguba, castanha d’água, mamorana e amendoim de árvore.

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Os objetivos do projeto são investigar os aspectos agronômicos da planta e seu potencial alimentício, contribuindo para a diversificação da produção agrícola e para a promoção de uma alimentação mais sustentável, e avaliar o desempenho agronômico em diferentes condições de solo e de clima.

Projeto inovador produz mudas da castanha do Maranhão
Os estudos permitem a multiplicação de plantas a partir de fragmentos, em vez de sementes, possibilitando a redução do ciclo da cultura. Foto: UEMASUL

Leia também: Projeto pioneiro otimiza produção conjunta de espécies amazônicas em agroflorestas

O professor pesquisador do curso de Engenharia Agronômica, do Centro de Ciências Agrárias da UEMASUL, Jonathan Viana, participa do “Estudo agronômico e potencial alimentício da Pachira aquatica:  Impulsionando a bioeconomia”.

Viana é engenheiro agrônomo e trabalha diretamente nos aspectos agronômicos da espécie produzindo mudas a partir de sementes, estacas e enxertias, e os professores da UFMA trabalham produzindo os subprodutos das castanhas, como o bombom do Maranhão.

“No campus Bom Jesus da UFMA há um campo experimental implantado com a cultura para o estudo da espécie, com 42 exemplares. Fizemos todo o manejo da planta com uma recomendação para a cultura do cacau, porque como é uma cultura nova em termos de estudo, não temos muitas informações técnicas a respeito, mas ela vem respondendo muito bem. Temos algumas espécies bem isoladas, em Carolina, Buritira, João Lisboa, Imperatriz e Vila Nova do Martírios. No Maranhão hoje, a principal utilização das sementes é para fazer sabão, porque a semente tem um alto teor lipídico e após uma análise, nós percebemos que existe uma semelhança muito grande com as características do cacau para a produção de chocolate”, explicou o professor.

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O objetivo é produzir mudas e doar para que as pessoas consigam ter uma renda futuramente. Foto: UEMASUL

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Os estudos realizados pelo professor Viana, com técnicas de enxertia e estaquia, permitem a multiplicação de plantas a partir de fragmentos, em vez de sementes, possibilitando a redução do ciclo da cultura.  As técnicas aceleram o ciclo de produção da castanha, já que, em condições naturais, a planta pode levar até três anos e meio para dar frutos e os pesquisadores podem reduzir esse tempo para cerca de um ano, o que representará um avanço significativo para a viabilidade econômica da cultura. A implantação do campo experimental teve a colaboração do acadêmico bolsista do curso de Engenharia Agronômica da UEMASUL, Joacy Coelho.

“Nosso objetivo é produzir mudas e doar para que as pessoas consigam ter uma renda futuramente, com a produção das castanhas e com o fornecimento para os pesquisadores da UFMA continuarem os estudos da utilização das castanhas na produção do chocolate. Para isso, estamos com algumas mudas em desenvolvimento para posteriormente fazermos a distribuição e difundir ainda mais essa espécie tão responsiva para bioeconomia do nosso estado”, continuou o professor

Como se trata de uma cultura pouco explorada cientificamente, os pesquisadores adaptaram técnicas de manejo recomendadas para o cacau, como adubação, calagem, podas, controle fitossanitário, que tem características semelhantes.

A planta tem respondido muito bem ao manejo, abrindo caminho para o desenvolvimento de protocolos específicos para o seu cultivo na região. O projeto é um passo importante para valorizar uma espécie nativa do Maranhão, contribuindo para a pesquisa, o desenvolvimento de novos produtos e, potencialmente, para a economia local.

*Com informações da Universidade Estadual da Região Tocantina do Maranhão (UEMASUL)

Pesquisa realizada em co-autoria por físico de Tocantins é destaque em capa de revista internacional

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Foto: Reprodução

Uma pesquisa de coautoria do professor Fernando Lessa Carneiro, da Universidade Federal do Norte do Tocantins (UFNT), foi recentemente destacado como capa da edição de setembro da revista Annalen der Physik – uma das publicações científicas mais tradicionais e respeitadas da história da Física, conhecida por ter divulgado diversos trabalhos fundamentais de Albert Einstein.

O artigo, intitulado ‘On Nanocones as Gravitational Analog Systems’, foi publicado antecipadamente em 26 de março de 2025, mas acaba de ser incluído em um volume da revista, do qual foi escolhido como destaque de capa.

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Pesquisa mostra novos caminhos

O trabalho representa um esforço inovador no sentido de estabelecer conexões conceituais entre a gravitação e a física da matéria condensada, duas áreas que, historicamente, evoluíram de forma independente.

A pesquisa abre novas possibilidades para estudos interdisciplinares, ampliando as fronteiras do conhecimento na interface entre esses dois campos.

Leia também: Robótica é usada por projeto no Amazonas para auxiliar no ensino-aprendizagem de Física

A publicação da capa foi viabilizada com apoio financeiro da UFNT, ao qual os autores registram agradecimentos formais no artigo.

A pesquisa é assinada pelos autores F. L. Carneiro, B. C. C. Carneiro, D. L. Azevedo e S. C. Ulhoa. Acesse o artigo na Annalen der Physik.

A Era dos cantores do rádio no Amazonas

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Jornalista Josué Cláudio de Souza, sócio honorário. Manaus, 10 de junho de 1972. Foto: Abrahim Baze/Acervo pessoal

Por Abrahim Baze – literatura@amazonsat.com.br

Bem mais além do que mero meio de comunicação, o rádio em todo país e muito especialmente no Amazonas, possibilitou a consolidação de gêneros musicais e teve importante participação na formação política do Brasil no decorrer da primeira metade do século XX, cuja, participação, crescimento e difusão das ondas radiofônicas foram importantes nas décadas de 1920 e 1930.

“… A primeira transmissão do rádio ocorreu em 7 de setembro de 1922, como parte das comemorações que celebravam o centenário da Independência do Brasil. A transmissão teve como destaque um discurso do então presidente da República Epitácio Pessoa. Também foram espalhadas nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro e Petrópolis, aproximadamente oitenta receptores que captavam áreas encenadas no teatro municipal de São Paulo d’O Guarani, de Carlos Gomes. A primeira transmissão por rádio já prenunciava, de alguma maneira, o futuro ligado às manifestações nacionalistas que seriam recorrentes durante o governo Vargas, época de maior expansão das ondas radiofônicas”. ¹

Ainda na década de 1920, dois episódios marcaram inicio da era do rádio no Brasil, de acordo com Sérgio Cabral:

“… A fundação da Rádio Sociedade, por Roquette Pinto e Henrique Morize, em 1923 e a fundação da Rádio Clube no Brasil no ano seguinte. Tais rádios funcionavam por poucas horas e em dias alternados, o que há no entanto, no estudo de Sérgio Cabral, que nos chama atenção é a sua tese de que o Rádio retira a música popular do terreno do amadorismo e a situa, em um processo paulatino, como também, uma forma de profissionalização: isso viria a ocorrer de modo mais acentuado na década de 1930”.

À esquerda: Roque de Souza, Rádio Baré. À direita: Fred, locutor esportivo Rádio Baré. Foto: Abrahim Baze/Acervo pessoal

A profissionalização dos cantores do rádio tanto no Brasil quanto no Amazonas veio junto de um repertório, por isso, não foi ao acaso que a partir de 1930 o samba ganha cada vez mais relevância no cenário cultural brasileiro, se torna mais comercial e alia a figura do cantor às ondas radiofônicas, a venda de discos e ao gênero musical, em um circuito que nos permite visualizar uma lógica mercadológica sobre as canções. No entanto, foi a partir deste momento que passam a serem ouvidas com destaque as composições de Ismael Silva, Wilson Batista, Noel Rosa e outros. Como também, surgia grandes interpretes como Mário Reis e Francisco Alves e as interpretes Araci de Almeida, Carmem Miranda e Dalva de Oliveira.

“… Como destaca o autor Francisco Weffort, o Governo de Vargas pode ser compreendido pela chave do populismo: um fenômeno político de bastante recorrência na América Latina que tem por objetivo ser paternalista, desenvolvimentista e patriótico. Getúlio operou mudanças significativas na vida do povo brasileiro. Ele tratou de criar um aparelho estatal nas rádios brasileiras, a exemplo do que fez também outro presidente sul-americano Juan Domingo Perón na Argentina. Desse modo a Rádio Nacional que quando criada em 1936, tinha um caráter de empresa privada, tornou-se em 1940, uma empresa pertencente ao Governo Brasileiro. Seu modo de operar por meio de ondas curtas fez com que todo território brasileiro fosse preenchido pelas ondas da emissora. O Estado Novo, mais precisamente o Departamento de Imprensa e Propaganda criou um modelo de programação onde e jornalismo e entretenimento caminhava lado a lado na Rádio Nacional desse período datam o surgimento da Ora do Brasil, dedicada as notícias do executivo brasileiro, o Repórter Esso, jornalismo de plantão que informava os fatos emergenciais, e programas humorísticos que consagraram artistas brasileiros, como a Balança mais não cai e PRK-8, onde atuavam grandes nomes como: Paulo Gracindo, Valter D’Ávila e Brandão Filho e, mais tarde dar-se inicio as radionovelas”. ²

À esquerda: Danilo Silva, Rádio Baré. À direita: Belmiro Vianez, Rádio Baré. Foto: Abrahim Baze/Acervo pessoal

Por este caminho, cada vez mais focaliza-se a figura do artista e sua representatividade na sociedade, esse processo se transforma com o tempo, mas é o embrião da figura do ídolo que ficou conhecido a época e que não foi diferente em Manaus nos anos 50 na Rádio Difusora e Rádio Baré, fosse por meio dos concursos das rainhas do rádio na década de 1950 que, a nível nacional imortalizaram Dalva de Oliveira, Ângela Maria e Emilinha Borba ou pelo fenômeno que se tornou Cauby Peixoto, Orlando Silva e Nelson Gonçalves.

“… O paradigma musical consolidado pelo rádio na primeira década do século 20 no Brasil trouxe a tona muitos nomes da musicalidade, tinha-se um entendimento de que a canção necessitava de ampla orquestra e grande potência vocal e, desse modo está inscrita no imaginário brasileiro”. ³

De acordo com as autoras Ierecê Barbosa Monteiro e Edilene Mafra, contam a história do rádio na capital do Amazonas:

“… Nos anos de 1920, o Amazonas amargava dias difíceis na economia. Após o fim do apogeu da borracha, a produção amazônica respondia por apenas 5% do consumo mundial de borracha. Mário de Andrade um dos lideres do movimento modernista brasileiro, em visita a Manaus no ano de 1927 afirmou que a capital amazonense de “virgem de luxo” estava se transformando em “mulher fecunda”, metáfora que ilustra a decadência da outrora Paris dos trópicos. Foi nesse cenário de estagnação econômica pós primeiro ciclo da borracha que antecederam as primeiras transmissões de rádio no Amazonas. Segundo a doutora em educação Ierecê Barbosa Monteiro, autora de o livro Favor Transmitir ao Destinatário: uma análise semiológica dos avisos de rádio no Amazonas, obra que se transformou em um clássico e faz parte das bibliografias básicas de várias disciplinas de cursos superiores, o rádio surge no Amazonas em 1927”. ⁴

A Professora Doutora Edilene Mafra acrescenta ainda que, diferentemente da maior parte do Brasil, onde surgiu como no Amazonas o rádio foi introduzido como veículo estatal.

“… A primeira emissora instalada no Amazonas, em abril de 1927 foi a voz de Manáos, que atendia aos interesses comerciais e políticos dos barões da borracha, transmitindo diariamente as cotações do látex no mercado internacional, a situação econômica do país anunciando a chegada e saída dos navios, os feitos do governo e notícias de interesse público. Tinha a prioridade semanal de três dias, entrava no ar nas segundas, quartas e sextas-feiras a noite de 21h às 22h. Afirma ainda, a professora Ierecê Barbosa que após este primeiro impulso de radiófilos aumentou consideravelmente, o que levou ao investimento de receptores de alta qualidade e sofisticação para época, todos importados. No entanto, impactado pela crise de 1929 que afetou a economia de todo planeta, a emissora pioneira sofreu vários cortes dos governantes e quebrou. Na sequência o Amazonas amargou um período de quase uma década sem rádio. Depois vieram a voz da Baricéa, em 1938, a Rádio Baré em 1939, a Rádio Difusora em 1948 e a Rádio Rio Mar em 1954″. ⁵

À esquerda: Josapha Pires, Rádio Baré. À direita: Ayrton Pinheiro, Rádio Baré. Foto: Abrahim Baze/Acervo pessoal

Cidade apaixonada – Etelvina Garcia

“… A Manaus dos primeiros tempos da Difusora era uma cidade de pouco mais de 100 mil habitantes, que almoçava em casa, fazia a sesta, passeava de bonde, lia jornal e ouvia rádio.

O rádio fazia parte da vida do povo, que formava dois times apaixonados e adversários, o da Difusora e o da Baré. A rivalidade entre as duas emissoras começou no dia da inauguração da Difusora. Em quanto Orlando Silva cantava no auditório da Rua Joaquim Sarmento n. 100, a Baré apresentava Jorge Veiga e Ademilde Fonseca no Cine Teatro Politheama.

Nesse clima de disputa, a difusora diversificava a sua programação de auditório. O Bonde da Alegria era a grande atração do carnaval de 49, com desfiles da escola de samba Tem Batucada no Morro e apresentação do valoroso Cast-S8, cantando os grandes sucessos carnavalescos do ano, Chiquita Bacana, Jacaré Paguá e Pedreiro Valdemar. O Programa tem gato na tuba, distribuía prêmios para o auditório, gongando sem piedade os calouros desafinados e revelando alguns dos muitos talentos que ajudaram a fazer a história do rádio no Amazonas. Semana a semana, as duas emissoras proporcionavam aos seus torcedores inesquecíveis espetáculos com os ídolos do rádio brasileiro. Em resposta ao aparecimento da Maloca dos Barés, a Difusora instalava a Festa da Mocidade. Os fãs de Dalva de Oliveira que torciam pela Difusora perdiam a oportunidade de vê-la cantar com o Trio de Ouro na Maloca dos Barés, porque se recusavam a pisar em território inimigo, motivando Josué a contratar a grande estrela para uma temporada exclusiva na Festa da Mocidade.

Os fanáticos torcedores invariavelmente se defrontavam em acirradas discussões, nas escolas, nos bares, nas calçadas da vizinhança, defendendo o som da sua emissora preferida. Mas, os índices de audiência da época diziam que a Difusora era mesmo a mais querida.

A magia do rádio incorporou o marketing dos patrocinadores à vida desta cidade, que por muito tempo falou no Juca, o louco da rua dos barés 150 e, cantarolou o jingle da Sapataria Salvador”. ⁶

No traçar desta evolução histórica do rádio e seus cantores, apresentadores, destacamos esse período rico desta fase do rádio no Amazonas. Foram muitos aqueles que escreveram seus nomes na história do nosso rádio, cuja contribuição singular e preciosa foi artífices deste período.

Príncipes da melodia. Rádio Baré. Tapiri Radiofônico. Manaus, junho de 1952. Foto: Abrahim Baze/Acervo pessoal

Todas as vezes que surge a oportunidade de se resgatar um pedaço da história especialmente quando trata-se de um assunto pouco explorado ganha o “BROADCASTING” valiosos argumentos de decisão na certeza de que embora fragmentos vale a pena publicar. Aliás, existem circunstâncias efetivamente interessante a ser mostrado. Nomes como:

Maria de Lourdes – Rádio Baré,
Roque de Souza – Rádio Baré,
Belmiro Vianez – Locutor – Rádio Baré,
Dantas de Mesquita – Locutor,
Jayme Rebello – Locutor,
Corrêa de Araújo – Locutor – Rádio Baré,
Josaphat Pires – Locutor, Produtor – Rádio Ator – Rádio Baré,
Sylvia Lene – Cantora,
Neuza Inês – Cantora – Rádio Baré,
Grace Moema – Cantora – Rádio Difusora,
Tânia Regina – Rádio Atriz – Rádio Baré,
Nice de Alcântara – Rádio – Atriz Rádio Baré,
Carolina Lander – Rádio Atriz – Rádio Baré,
Denizar Menezes – Locutor – Rádio Difusora, mais tarde foi da Rádio Globo,
André Limonge – Locutor Rádio Difusora,
Índio do Brasil – Locutor Rádio do Brasil,
Ayrton Pinheiro Rádio – Ator – Rádio Baré,
Maria Eneida – Cantora – Rádio Baré,
Ray Fernandes – Cantora – Rádio Baré,
Carmen Morais – Cantora – Rádio Baré,
Ângelo Amorim – Cantor – Rádio Baré,
Wilson Dantas – Cantor – Rádio Difusora,
Clóvis Carvalho – Cantor – Rádio Difusora,
Raymundo Sena – Cantor – Rádio Difusora,
Tarub e Seu Joaquim – Humoristas – Rádio Baré,
Jokeide Barbosa – Cantor – Rádio Baré,
Sérgio Roberto – Cantor – Rádio Baré,
Corrêa Lima – Cantor – Rádio Baré,
Alfredo Fernandes – Diretor Artístico, Produtor e Radio Ator – Rádio Baré,
Amélia Vitória – Pianista – Rádio Baré,
Príncipes da Melodia – Conjunto Vocal – Rádio Baré,
Ponce de Leão – Controle Rádio Baré,
Raymundo Mendes – Controle – Rádio Baré,
Waldison Gondin – Controle e Chefe – Rádio Baré,
Hélio Trigueiro – Sanfoneiro – Rádio Baré,
Tânea e Mara (Guiomar Cunha e Lúcia Maria) Vocalistas – Rádio Difusora,
Reginaldo Xavier – Rádio Ator – Rádio Baré,
Danilo Silva – Contrarregra e Rádio Baré,
Chiquinho – Contrabaixo – Rádio Baré,
Fred (Flaviano Limonge) Rádio Baré,
Rômulo Gomes – Diretor Artístico, Produtor e Rádio Ator – Rádio Difusora,
entrega de prêmios pelo doutor Coqueiro Mendes a Cantora Maria de Lourdes – Rádio Baré,
Almir Silva – Cantor Rádio Baré,
Jorge Araújo – Cantor – Radio – Baré,
Conjuntos Vocais – Rádio Difusora,
Rosângela Fuentes – Cantora e Rádio Atriz – Rádio Baré,
Lélia de Souza – Cantora – Rádio Baré,
Los Caribes – Rádio Baré,
Marivá Neide – Cantora – Rádio – Difusora,
Maria Medina – Violinista – Rádio Difusora,
José Eduardo – Locutor – Rádio Difusora
e Genésio Bentes – Rádio – Ator e Rádio Baré. ⁷

Referências

¹CABRAL, Sérgio. AMPB na era do rádio. São Paulo: Editora Moderna. 1996
²WEFFORT, Francisco. O populismo na política brasileira. São Paulo: Editora Paz e Terra. 1989
³NAVES, Santuza Cambraia. Canção popular no Brasil. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira. 2010
⁴ ⁵Portalamazonia.com/cultura/amazonas-ontemehojenasondasdoradio Ierecê Barbosa/Edilene Mafra
⁶GARCIA, Etelvina. Rádio Difusora 50 anos no coração do povo. Editora Norma Cor. Manaus, 1998.
⁷Tapiri Radiofônico. Gráfica do Jornal do Brasil. Rio de Janeiro: Junho de 1952.

Sobre o autor

Abrahim Baze é jornalista, graduado em História, especialista em ensino à distância pelo Centro Universitário UniSEB Interativo COC em Ribeirão Preto (SP). Cursou Atualização em Introdução à Museologia e Museugrafia pela Escola Brasileira de Administração Pública da Fundação Getúlio Vargas e recebeu o título de Notório Saber em História, conferido pelo Centro Universitário de Ensino Superior do Amazonas (CIESA). É âncora dos programas Literatura em Foco e Documentos da Amazônia, no canal Amazon Sat, e colunista na CBN Amazônia. É membro da Academia Amazonense de Letras e do Instituto Geográfico e Histórico do Amazonas (IGHA), com 40 livros publicados, sendo três na Europa.

*O conteúdo é de responsabilidade do colunista