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“Ao ex, com carinho”: 4 toadas dos bumbás Caprichoso e Garantido sobre fim de relacionamento

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As toadas dos bois-bumbás Caprichoso e Garantido são parte essencial do Festival Folclórico de Parintins, celebrado anualmente no Amazonas. Algumas dessas canções abordam temas como tradição, rivalidade, amor e, em alguns casos, até mesmo o término de um relacionamento.

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Até (Garantido)

O álbum ‘O Boi da Preservação’, de 2008, conta com diversas canções iconicas. Uma delas é ‘Até’, que foi escrita por Chico da Silva. A toada fica ainda mais emocionante por conta dos vocais de David Assayag. Veja a letra:

Lá vou eu novamente, felizmente pela aí
A gente vai se despedindo por aqui
Dessa fantástica viagem, até

Até, um abraço forte, um longo beijo, meu amor
Quero sentir na pele o teu calor
Levar comigo a tua imagem

Dessa relação bonita que nos faz feliz
Eu quero bis
Vou seguir com a certeza que a gente se amou
Como se quis”

Amor de Yandê (Caprichoso)

E quem disse que apenas a vontade do casal apaixonado pode fazer as coisas darem certo? No álbum ‘Amor e Paixão’ do bumbá Caprichoso, a toada ‘Amor de Yandê’ retrata uma relacionamento impossível entre Yandê e Coára. Alerta de spoiler? Eles não ficam juntos no final. Veja:

“O giro de Yandê, enamorada
Por toda a noite, até a madrugada
Só terminava quando raiava o dia, oh
E os dois nunca se encontravam
Yandê chorou, ao ver que seu amor
E o sonho de apaixonada, nunca
se realizaria oh”

Um beijo na palma da mão (Garantido)

Seria o compositor Chico da Silva, o rei da sofrência de Parintins? Ele foi o responsável pela música ‘Um beijo na palma da mão’. A música que fez parte do CD Garantido 2000 fala sobre um amor que vai ser interrompido, mas que pode voltar a existir. Veja:

Toada de Amor (Caprichoso)

Mais uma de Chico da Silva para a lista. O compositor sabe como explorar as emoções em suas músicas. Na ‘Toada de Amor’, Chico mostra um casal que vai ter que se separar por um breve momento. O Motivo? O persagem principal é torcedor do Caprichoso e sua amada do bumbá contrário. Que situação. Confira:

Meu amor faz pirraça da minha cachaça o meu Boi bumbá
Meu amor é contrário e no mês de Junho se manda pra lá
Eu confesso que sinto uma grande tristeza da separação
Mas meu boi Caprichoso derrama alegria no meu coração”

Em Manaus, Rio Negro volta a descer após sete meses de cheia e preocupa população

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O Rio Negro voltou a descer após sete meses de cheia em Manaus (AM). Desde o dia 23 de junho, o rio desceu dois centímetros chegando, já no dia 25, ao nível de 26,83 metros.

A previsão de que, em 2024, o Amazonas tenha uma seca severa nos mesmos moldes ou até pior do que o estado viveu em 2023. Com isso, a Defesa Civil tem se preparado para enfrentar o problema. Neste período, inclusive, o rio deveria estar no ápice da cheia, e não iniciando a vazante.

Leia também: Previsão de seca severa: Defesa Civil recomenda estoque de comida e água no Amazonas

A última vez que as águas retrocederam foi no dia 16 novembro do ano passado. Desde então, o Rio Negro tem mantido um ritmo lento, mas constante de subida. Todavia, no domingo, o rio desceu um centímetro. Na segunda, 24 de junho, as águas se estabilizaram, não subindo e nem descendo. Já no dia 25, o rio vazou mais um centímetro.

O cenário é o mesmo em Itacoatiara, Tabatinga e Coari. Na Velha Serpa, segundo o boletim da Praticagem dos Rios Ocidentais da Amazônia (Proa Manaus), o Rio Amazonas desceu, desde o dia 16 de junho até a última terça-feira, 14 centímetros.

Em Tabatinga, do dia 16 até 25 de junho, o Rio Solimões desceu de 7,89 metros para 6,71 metros. Em Coari, no mesmo período, o rio também desceu 14 centímetros.

*Com informações do g1 Amazonas

Programa internacional busca proteção do corredor ecológico Manu-Purús, no Peru

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A biodiversidade amazônica que abriga os parques nacionais Manu e Alto Purús, localizados nas regiões Madre de Dios e Ucayali, no Peru, receberá uma contribuição internacional para preservar seu ecossistema e paisagens únicas, segundo o Serviço Nacional de Áreas Naturais Protegidas pelo Estado (Sernanp).

O Sernanp especificou que o Programa Legacy Landscapes Fund (LLF) chega ao Peru em um esforço conjunto para preservar a riqueza natural e cultural dos parques nacionais Manu e Alto Purús. 

“A LLF representa um compromisso global para proteger esta grande paisagem, destacando-se como um símbolo de esperança e ação nacional conjunta, em meio aos complexos problemas que a Amazônia enfrenta”, frisou.

Segundo o órgão, a preocupação e o apoio internacional refletem a importância da conservação do Manu-Purús, passando uma mensagem clara: o mundo está atento e disposto a agir.

Foto: Divulgação/Agência Peruana de Notícias

O principal objetivo do programa LLF é preencher lacunas na gestão deste grande corredor natural. Ao garantir a sustentabilidade financeira, será possível proteger a biodiversidade excepcional e garantir o bem-estar a longo prazo das populações na região.

Este fundo combina recursos públicos e privados, com contribuições significativas de países como Alemanha, Noruega e França através das suas agências de desenvolvimento. O LLF garante um fundo de 30 anos que permitirá a continuidade das iniciativas de conservação e desenvolvimento sustentável na região, garantindo ainda um legado duradouro para as gerações futuras.

O Sernanp destacou que a inclusão da paisagem Manu-Purús no programa LLF é um reconhecimento internacional de sua importância ecológica e cultural. 

“Este fundo reforça o compromisso global com a conservação das áreas protegidas e os direitos das comunidades indígenas”, divulgou.

Indicou também que os seus objetivos incluem a gestão sustentável, a mitigação das alterações climáticas e o empoderamento das comunidades locais. Manu-Purús abriga uma biodiversidade única e sua inclusão fortalece sua proteção e a de seus habitantes indígenas.

O programa também se destaca pela estrutura de gestão colaborativa. A FZS Peru canalizará estrategicamente os fundos, trabalhando em estreita colaboração com o Sernanp e parceiros a nível local e regional. 

O Sernanp, como principal beneficiário dos recursos, tem um papel crucial na gestão e execução de projetos de conservação e desenvolvimento sustentável na paisagem Manu-Purús, consolidando a credibilidade e o impacto do programa.

A situação atual realça a importância deste fundo, o programa não só representa um desafio para a integração de duas áreas protegidas numa gestão unificada, mas também uma oportunidade crucial para reforçar a vigilância, o controle e a colaboração entre Sernanp e as comunidades locais.

*Com informações da Agência Andina

Dengue pode afetar coração, rins, fígado e cérebro, afirmam especialistas

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É comum que pacientes infectados por dengue sintam dores no corpo, febre alta e tenham manchas na pele. Esses sintomas duram em torno de 5 a 7 dias. Porém, mesmo após a cura, alguns sintomas podem persistir, como a fadiga extrema, dores musculares e articulares, além de manchas na pele.

Leia também: 1 mosquito e 4 doenças: conheça o Aedes aegypti, o “maldito do Egito”

Estou com dengue, o que fazer?

O infectologista Julival Ribeiro aponta que as pessoas diagnosticadas com dengue grave, chamada de dengue hemorrágica, podem continuar com sintomas e ter sequelas, como insuficiência cardíaca e miocardite – uma inflamação do tecido muscular do coração. Julival menciona, ainda, que podem haver sequelas cerebrais.

“A depender do quadro clínico da dengue, se foi grave, podem surgir manifestações neurológicas, por exemplo, perda de memória, se a pessoa teve uma inflamação no cérebro, e irritabilidade. Tudo isso pode acontecer a longo prazo com a dengue”, destaca o infectologista.

Caso o paciente apresente sintomas semanas após a cura, deve procurar assistência médica. “Nas pessoas que tiveram dengue grave, é que essas alterações podem durar por longo tempo, ou mesmo tornar-se um problema crônico. Portanto, quem teve dengue, apresenta sintomas depois de várias semanas ou meses, deve procurar um serviço de saúde para esclarecer”, indica Julival.

Dengue hemorrágica

As alterações de saúde afetam, em especial, pacientes que tiveram dengue hemorrágica. O especialista em doenças tropicais do hospital Anchieta e infectologista, Manuel Palácios, explica como a dengue clássica evolui para a hemorrágica.

“A dengue pode evoluir para dengue hemorrágica, ou dengue grave, quando há um aumento da permeabilidade vascular, levando a vazamento de plasma, sangramentos graves e falência de órgãos. A fase crítica, onde o paciente está mais vulnerável, pode durar de 24 a 48 horas”, pontua.

Segundo Manuel Palácios, os sintomas da progressão da doença costumam aparecer entre o 3º e o 7º dia e coincidem com a queda da febre. Os sintomas são:

  • Sangramentos espontâneos: nas gengivas, nariz e trato gastrointestinal
  • Dor abdominal intensa e contínua
  • Vômitos persistentesLetargia ou irritabilidade

A médica intensivista do Hospital Santa Marta, localizado em Taguatinga Sul no Distrito Federal, Adele Vasconcelos, explica que a dengue causa desidratação interna por perda de líquido, o que faz com que o sangue engrosse e as plaquetas caiam – fatores que aumentam o risco de hemorragia. “A evolução da dengue para a hemorrágica depende de organismo para organismo. A gente só considera uma dengue como hemorrágica se o paciente tiver algum tipo de sangramento, seja ocular, no nariz, na boca, na urina, nas fezes, às vezes até na cabeça, um AVC”, salienta a médica.

Em relação às sequelas da dengue grave, órgãos como coração, rins, fígado e cérebro podem ser afetados. A professora do Gama, no Distrito Federal, Gláucia Ferreira Matos, 45 anos, teve a doença em março deste ano. Ela relata que, além da dengue ter afetado a imunidade dela, tem investigado problemas nos rins e fígado.

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

“A dengue atingiu gravemente o meu fígado, consequentemente o meu rim também e, agora, eu venho fazendo acompanhamento, exames de sangue, hemograma, alguns exames mais específicos para acompanhar, porque eu venho sentindo sintomas que eu nunca tive na vida antes de ter dengue”, conta a professora.

Têm maior risco de desenvolver dengue hemorrágica crianças, idosos, gestantes, portadores de doenças imunossupressoras (HIV/Aids, doenças autoimunes, neoplasias), além de pessoas com doenças crônicas, como diabetes e hipertensão e indivíduos previamente infectados com um sorotipo diferente do vírus da dengue.

Quadro diagnóstico

  • Dengue clássica: febre alta, dor de cabeça, dor por trás dos olhos, dores musculares e articulares, exantema (manchas na pele) e, às vezes, sangramento leve das gengivas ou nariz. Dura geralmente de 5 a 7 dias;
  • Depois podem persistir: fadiga extrema, que pode durar várias semanas; dores musculares e articulares, por algumas semanas ou meses; exantema pode aparecer novamente alguns dias após a febre ter cessado e durar de 1 a 5 dias; progressão para dengue hemorrágica: sangramentos espontâneos nas gengivas, nariz , dor abdominal, vômitos persistentes. Costumam aparecer entre o 3º e o 7º dia, coincidindo com a queda da febre;
  • Sinais de dengue grave: choque, caracterizado por pulso fraco e rápido, pressão arterial baixa, extremidades frias e úmidas; sangramento grave (vômitos com sangue, fezes escuras, sangramento vaginal excessivo, entre outros); comprometimento de fígado, cérebro, coração. Podem surgir de 3 a 7 dias após o início dos sintomas (nos casos graves);

Prevenção e combate à dengue 

Com uma vistoria de 10 minutos semanais em casa, os moradores podem acabar com os possíveis criadouros do mosquito transmissor da dengue, o Aedes aegypti, segundo o Ministério da Saúde. Confira alguns cuidados:

  • Colocar areia nos vasos de plantas;
  • Verificar garrafas, pneus, calhas, caixas d’água;
  • Checar o recipiente atrás da geladeira e climatizador;
  • Olhar plantas e pratos que acumulem água;
  • Amarrar bem sacos de lixo;
  • Limpar bem as calhas de casa.

*Com informações do Brasil 61

Festival de Parintins 2024 terá primeiro item Carbono Neutro

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Mais de 120 mil pessoas devem passar pelo Festival Folclórico de Parintins, que acontece entre os dias 28 e 30 de junho. Como um verdadeiro símbolo da Amazônia e uma das manifestações culturais mais importantes do Brasil, o Festival também é uma importante ferramenta de promoção e conscientização ambiental. Pensando nisso, Marciele Albuquerque, cunhã-poranga do boi Caprichoso, realiza o processo de carboneutralização de suas atividades de item oficial. A iniciativa é realizada em parceria com o Instituto de Conservação e Desenvolvimento Sustentável da Amazônia (Idesam), que também realizará outras ações de conscientização do público durante o Festival.

Por meio do Projeto Carbono Neutro (PCN), o Idesam está medindo as emissões de Gases do Efeito Estufa (GECC) de Marciele desde janeiro até o término do Festival. O inventário das emissões contempla consumo de energia elétrica e deslocamentos terrestre e aéreo. A estimativa é que o trabalho seja concluído no mês de julho.

O plantio acontecerá na Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) do Uatumã, localizada no interior do Amazonas. O diferencial da iniciativa é a técnica de produção utilizada, o Sistema Agroflorestal (SAF). Ele consiste na criação de um espaço produtivo o mais parecido possível com uma floresta original, combinando diferentes espécies agrícolas e florestais. As mudas serão plantadas em propriedades de famílias parceiras do Idesam, levando diversidade alimentar e gerando renda.

“Minha relação com a natureza vem de casa, aprendi com minha família. Eu sou filha da terra, sou munduruku e a Amazônia me inspira! Este ano, minha parceria com o Idesam tem algo que cabe no momento que estamos vivendo, de emergência climática: ser o primeiro item carbono neutro do Festival de Parintins é minha evolução dentro e fora da arena. Com esse tipo de ação, todos saem ganhando”, destaca Marciele Albuquerque.

Com mais de uma década de atuação na RDS do Uatumã, o Idesam já plantou 50 mil árvores, neutralizando aproximadamente 10 toneladas de carbono (tCOe) com a restauração de 65 hectares (ha). O Projeto ainda conta com a parceria de 40 famílias.

Marciele Albuquerque. Foto Bruno Mello

“O CO2 desempenha um papel importante para que exista vida no planeta, mas quando liberado em excesso causa efeitos devastadores e um desses efeitos são as mudanças climáticas. Nosso objetivo é conectar pessoas à floresta por meio do plantio de árvores, tornando possível que elas se responsabilizem pelo impacto causado ao planeta”, afirma Kate Guimarães, coordenadora do Projeto Carbono Neutro do Idesam.

Atualmente o PCN conta com três modalidades de parceria: calculadora no site, voltada para pessoa física; inventário de emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE), voltado para pessoa jurídica; e plantio voluntário, voltado para ambos. O inventário de GEE é o cálculo organizado para Marciele. Para isso, é utilizada uma ferramenta de cálculo adaptada ao contexto brasileiro pelo Programa Brasileiro GHG Protocol. Neste processo, primeiro são levantadas as emissões, em seguida é feito o cálculo com o total estimado para, consequentemente, identificar a quantidade de árvores a serem plantadas.

Cada árvore plantada pelo Idesam pode ser rastreada na plataforma de plantio disponível no site da organização. Além de garantir o pleno desenvolvimento das mudas ao longo do tempo, sabe-se exatamente onde a árvore foi plantada e qual é a família parceira da iniciativa.

*Com informações do Idesam

Azul ou vermelho? Aprenda receitas de drinks inspiradas no Caprichoso e no Garantido

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Para sustentar o calor da região amazônica nada melhor do que um drink refrescante, não é mesmo? Ainda mais quando a inspiração dele é um dos festivais mais famosos do país, o Festival Folclórico de Parintins.

Confira ideias de drinks inspirados nos bois-bumbás Caprichoso e Garantido:

Gin Caprichoso

50ml de Gin
30ml Suco de limão Tahiti
20ml de xarope de açúcar
10ml de xarope de laranja azul
Energético de coco e açaí
Uma fatia de laranja
Ramo de hortelã

Em uma taça, acrescente 10 cubos de gelo. Em seguida, acrescente o Gin, suco de limão, um copo de xarope de açúcar e o xarope de laranja azul. Mexa todos os ingredientes. Complete a bebida com energético. A fatia de laranja e o ramo de hortelã entram como decoração na taça.

Gin Garantido

50ml de Gin
Suco de limão Tahiti (a gosto)
1 copo de xarope de açúcar
Xarope de frutas vermelhas (a gosto)
Energético de frutas vermelhas (a gosto)
Uma fatia de limão siciliano
Ramo de hortelã

Em uma taça, acrescente 10 cubos de gelo. Em seguida, acrescente o Gin, suco de limão, um copo de xarope de açúcar e o xarope de frutas vermelhas. Mexa todos os ingredientes. Complete a bebida com energético de frutas vermelhas. O limão siciliano e o ramo de hortelã entram como decoração na taça.

Livro sobre apagão no Amapá durante a pandemia de Covid-19 é publicado pela USP

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A amapaense Dayanne Farias, de 24 anos, teve o Trabalho de Conclusão de Curso (TCC), que consiste em uma História em Quadrinhos, publicado pela revista da Universidade de São Paulo (USP). A estudante foi aprovada em design gráfico na Universidade Federal de Goiânia (UFG) em 2018.

Ao Grupo Rede Amazônica, Dayanne contou que mesmo morando na terra goiana, ela decidiu que iria levar consigo a cultura e história da terra natal para onde fosse, e principalmente o cenário ‘pós-apocalíptico’ do apagão, que ela, a família e mais de 800 mil pessoas passaram por 22 dias, durante a pandemia mundial de Covid-19.

Desta grande tragédia, surgiu a HQ ‘Ilha dos Esquecidos’, onde Dayanne criou uma história fictícia sob várias histórias de cidadãos amapaenses, transmitindo o sentimento de impotência, isolamento e desespero que enfrentavam.

Trecho da HQ publicada pela estudante de Design Gráfico — Foto: Dayanne Farias/Arquivo Pessoal
Foto: Dayanne Farias/Arquivo pessoal

“Eu acho que além da minha vontade, era também uma obrigação falar sobre isso e, enfim, dar visibilidade para o que estava acontecendo, já que quase ninguém estava dando a visibilidade que a gente precisava. Eu levo nossa história adiante sempre que puder”, disse Dayanne.

Processo de criação

A jovem contou que a ideia da criação do material surgiu em uma disciplina na grade de ensino do Design Gráfico, quando um professor de História em Quadrinhos, passou um trabalho que pedia temas socias inseridos no contexto do design.

“A primeira história foi uma atividade para essa disciplina. Eu fiz essa atividade sobre o apagão, essa HQ, apresentei na época. O professor colocou num artigo dele, foi publicado numa revista também, só que só com o nome dele. E aí eu pensei, bom, eu vou levar esse tema para o meu TCC”, disse.

A amapaense destacou que já tinha visto trabalhos de autores de fora sobre o apagão. Ela conta que escolheu a música popular amapaense “Jeito Tucujú” em sua epígrafe para destacar uma produção de uma mulher que passou pelo ocorrido, nascida no Amapá, para o resto do Brasil.

Dayanne teve a mãe como insipiração — Foto: Dayanne Farias/Arquivo Pessoal
Foto: Dayanne Farias/Arquivo pessoal

“Acho muito importante que as pessoas daqui tenham visibilidade pra falar e pra dar voz sobre as coisas daqui. Já que são sempre as pessoas de fora fazendo isso. Eu decidi que eu queria falar sobre isso, em qualquer oportunidade que eu tivesse”, contou Dayanne.

A estudante destacou que ainda está na busca para conseguir publicar a História em Quadrinhos na forma física comercial, e que pretende seguir com este trabalho.

Trecho da História em Quadrinhos Ilha dos Isolados — Foto: Dayane Farias/Arquivo Pessoal
Foto: Dayanne Farias/Arquivo pessoal

O livro está disponível para leitura no formato digital. A estudante contou ainda que possui interesse em dar uma continuidade a esta história, que deveria ser mais longa, mas por conta do tempo de entrega, não conseguiu transmitir todos os detalhes que gostaria.

*Por Isadora Pereira, do g1 Amapá

Para que serve a confiança?

Por Julio Sampaio de Andrade – juliosampaio@consultoriaresultado.com.br

– Quando estivermos no futuro e você olhar para trás, o que a sua empresa terá construído de mais importante?

– Não tenho dúvidas que é o conceito de nossa marca. As pessoas confiam nela e isto é dito espontaneamente.

Elas não entendem bem o processo e nem o porquê, mas sabem que existe uma preocupação com a qualidade do alimento, com a saúde do consumidor e de todos os envolvidos na produção, incluindo o solo e o próprio produtor. Nossa marca transmite a nossa filosofia e os nossos valores. É isto o que vai ficar para o futuro e posso dizer que é o legado que estamos construindo.

A pergunta é feita para o CEO de uma empresa de alimentos que é reconhecida como uma referência no impacto social e ambiental que provoca. Para este CEO, o maior patrimônio desta empresa é a confiança conquistada em 30 anos de existência.

Vem da Finlândia, apontado como o país mais feliz do mundo, uma notícia que também se refere à confiança. A flexibilidade é apontada como o benefício que mais mantém as pessoas felizes no trabalho. Esta flexibilidade é possível, graças à confiança presente nas relações entre empresas e colaboradores. Pelos depoimentos de quem vive esta cultura, não passa pela cabeça dos empregadores que o colaborador tirará algum tipo de vantagem pessoal e, com a flexibilidade de horários, trabalhar menos e prejudicar a empresa. Em contrapartida, o colaborador sabe que a empresa não se aproveitará do benefício da flexibilidade para estabelecer “missões impossíveis” na sua carga horária ou em horários que invadam a sua privacidade. Como toda confiança deve ser, ela é recíproca.

Confiar e ser confiável é uma das necessidades básicas do ser humano, sendo um componente importante da felicidade. Faz bem ser confiável e faz bem confiar. Como nos ensina Mokiti Okada: “A confiança é um verdadeiro tesouro e talvez nem se possa imaginar o quanto influi no destino de uma pessoa o fato de confiarem nela, ou se acautelarem contra ela, por ter má reputação”. Podemos entender que isto se aplica a pessoas e a empresas.

Sabemos que a confiança é forte e é fraca ao mesmo tempo. Forte por tudo que traz quando a possuímos e fraca, porque bastam pequenos deslizes para ser destruída. Há pessoas em quem confiamos e, em outras, não. Há marcas e empresas que confiamos e, em outras, não. Confiamos em nós mesmos para certas coisas e, não, para outras.

Já há muito as marcas vivem de suas reputações. Algumas valem mais do que as próprias empresas, como talvez seja o caso da citada acima. Outras tentam se esconder de seu passado, como é o caso, por exemplo, de construtoras tradicionais, que mudam de nome após escândalos de corrupção. Para o seu desconforto, porém, elas são sempre citadas como: empresa X que é a antiga empresa Y. O disfarce não vai muito longe. Marcas sempre carregam muito mais do que simplesmente o nome. Está lá a confiança ou a carência dela.

E quanto a nós? Podemos confiar em nossa própria palavra ou não darmos tanto valor a ela. Será que podemos confiar quando marcamos um horário com alguém? Ao fazermos o relato de algum acontecimento, é comum exagerarmos um pouco? Somos coerentes entre discurso e prática e nos policiamos quanto a isso?

O exercício da confiança é uma conquista diária. Seu valor será ainda maior em momentos de dificuldades, quando precisaremos contar com a confiança de terceiros e de nós mesmos. A confiança pode ser considerada um elemento fundamental para a construção de felicidade. Vale na Finlândia e vale no Brasil. Vale para as empresas e vale para as pessoas. E você? Como está o seu patrimônio chamado confiança?

Sobre o autor

Julio Sampaio (PCC,ICF) é idealizador do MCI – Mentoring Coaching Institute, diretor da Resultado Consultoria, Mentoring e Coaching e autor do livro Felicidade, Pessoas e Empresas (Editora Ponto Vital). Texto publicado no Portal Amazônia e no https://mcinstitute.com.br/blog/.

*O conteúdo é de responsabilidade do colunista

Produtor de cachaça artesanal do Tocantins se prepara para exportação

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Embora a produção artesanal de cachaça seja uma tradição familiar, Paulo Palmeira de Souza, pequeno empreendedor de Combinado (TO), está aberto a ouvir conselhos para tornar sua empresa mais atraente para consumidores do mercado internacional.

Paulo é fundador da Cachaça Palmeira. Ele, que pensa em internacionalizar o negócio, mostra que a disposição para aprender é um dos passos mais importantes para as empresas que pretendem se aventurar no comércio exterior.

“Estou acolhendo de braços abertos o que a ApexBrasil [Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos] pode me oferecer, e estou aberto a mudanças e correções, porque a Apex sabe o que eu devo alinhar. Ela tem muito mais experiência do que eu”, afirma.

O início

A história que antecede o encontro do pequeno produtor com a ApexBrasil é rica. Os avós de Paulo produziam cachaça no estado da Bahia, prática que o pai dele levou para o município de Combinado (TO), há cerca de trinta anos.

O produtor diz que deu continuidade à tradição familiar e, após fazer um MBA em gestão empresarial, fundou a Cachaça Palmeira.

“A gente tem na região um clima que gera um sabor diferenciado na cachaça. Temos um produto com qualidade excepcional”, garante.

Paulo também apostou na produção de embalagens marcantes para agregar valor aos produtos. “Comecei a pensar: ‘como é que vou mostrar que essa cachaça produzida há cinco anos é melhor do que a produzida neste ano?’ Vou criar também uma embalagem”, lembra.

Hoje, a empresa produz dez sabores diferentes de cachaça — alguns deles únicos, como a “barumel”, em que a bebida é curtida em uma mistura de mel com baru — e 30 tipos de embalagens. “Você pode visitar várias unidades produtoras de cachaça no Brasil, mas vai encontrar a barumel só na Cachaça Palmeira”, diz, orgulhoso.

Voos mais altos

Com o passar do tempo, o pequeno produtor deseja conquistar clientes não apenas no mercado nacional. Paulo afirma que conhecer a ApexBrasil foi um marco para as pretensões da Cachaça Palmeira. “Depois que eu conheci a Apex, percebi que há muitas portas a serem abertas e que, além do mercado estadual, eu também posso atingir o mercado internacional”, pontua.

Por meio do Programa de Qualificação para a Exportação (Peiex), o produtor recebeu dicas sobre o funcionamento do mercado internacional e do que vai precisar para se adaptar às exigências dos compradores internacionais.

Há duas semanas, ele também participou de uma rodada de negócios com potenciais clientes de outros países, por meio do programa Exporta Mais Brasil, iniciativa da ApexBrasil que conecta empreendedores brasileiros a compradores internacionais.

Peiex

Presente em todas as regiões do país, o Peiex orienta os empresários que desejam exportar seus produtos. Os interessados podem entrar em contato com os respectivos núcleos operacionais da ApexBrasil, em cada estado do país e assinar um termo de adesão ao programa.

O atendimento às empresas por meio do programa é gratuito. Basta ao empresário estar disposto a dedicar tempo e a investir na melhoria do seu negócio. O diagnóstico do que a empresa precisa melhorar para acessar o mercado exterior dura aproximadamente 38 horas. O empreendedor recebe um plano de exportação com orientações para internacionalizar sua marca.

Entre 2021 e 2023, o Peiex atendeu 5,3 mil empresas. Destas, 827 já estão exportando e faturaram, no período, US$ 3,16 bilhões. Para mais informações, acesse: www.apexbrasil.com.br.

*Por Felipe Moura, do Brasil 61

Amazonas é o estado com maior taxa de mortalidade por tuberculose do Brasil

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O Amazonas é o estado com o maior coeficiente de mortalidade por tuberculose no país: em 2022, foram 5,1 mortes/100 mil habitantes, segundo o boletim epidemiológico do Ministério da Saúde. Quase o dobro da média nacional, que foi de 2,72 mortes/100 mil. O estudo indica que o estado teve 3.548 novos casos da doença em 2023 e 218 mortes pela doença em 2022. Além disso, em 2023 a incidência da tuberculose no estado foi segunda maior do país, — 81,6 casos/100 mil habitantes — atrás apenas de Roraima.

Os altos números são explicados pelas condições de vida da população, associadas a um cenário de pós-pandemia. “No período de pandemia as pessoas ficaram em casa e houve interrupção de diversas ações de controle da TB, quando houve a retomada dos serviços, aumentou a identificação desses casos de tuberculose, que acabaram — mais tardiamente — evoluindo para a morte”, explica Lara Bezerra, coordenadora do Programa Estadual de Controle da Tuberculose no Amazonas.

A gestora ainda acrescenta que “não podemos deixar de falar que a tuberculose também está associada a questões socioeconômicas, de desigualdade, onde a moradia muitas vezes é pequena, sem janela, o que contribui para novas infecções e adoecimento”.

Tuberculose: contágio e vulnerabilidade

A principal forma de contágio da doença é aérea — quando uma pessoa doente, sem tratamento, tosse, espirra ou fala. O principal sintoma ainda é a tosse persistente, chamada tosse prolongada, que costuma durar três semanas ou mais. E as condições sociais ainda são fatores que perpetuam a existência da tuberculose no país, como explica a coordenadora-geral de Vigilância da Tuberculose, Micoses Endêmicas e Micobactérias não Tuberculosas do Ministro da Saúde, Fernanda Dockhorn.

“A tuberculose está ligada muito ao ambiente onde a pessoa vive, às condições de vida da população. Então, as populações (que vivem) onde há muita pobreza, (onde) têm muitos aglomerados, o ar não circula tão bem e a tuberculose está presente ali. As pessoas em situação de vulnerabilidade, muitas vezes, têm dificuldade de acesso a serviços e (o) diagnóstico (acaba sendo) tardio”.

E foi na policlínica Cardoso Fontes — referência no atendimento a de pessoas com tuberculose em tratamentos especiais no estado —, em Manaus (AM), que a assistente social Marklise Siqueira, de 40 anos, recebeu o diagnóstico da infecção latente pelo bacilo causador da tuberculose. O exame, realizada em todos os funcionários, é importante para o seguimento dos profissionais de saúde, que possuem um risco maior de se expor ao bacilo, e adoecer. A infecção latente não causa sintomas e não transmite o bacilo. Uma pessoa com infecção latente pelo Mycobacterium tuberculosis tem o bacilo “adormecido” no pulmão, mas não tem a doença (que ocorre quando a imunidade não consegue manter o bacilo nessa forma latente, e o bacilo fica ativo, se multiplica, e a doença se instala).

A assistente social se surpreendeu ao receber o resultado positivo. Para não desenvolver a tuberculose, ela teria que manter a imunidade alta. Mas em 2020, durante a pandemia de Covid-19, as coisas mudaram. “Comecei a emagrecer muito — eu perdi 5 quilos, em 6 dias — daí, fiz um exame de escarro e um raio-x e meu exame deu positivo”, conta a assistente social. A doença apareceu por conta da baixa na imunidade. O tratamento durou seis meses e ela ficou curada.

Atenção Primária, a porta de entrada para o tratamento

No Amazonas e em todo o país, a Atenção Primária à Saúde é a porta de entrada para o tratamento da tuberculose, como explica Fernanda Dockhorn. “Mesmo em um município pequeno, a Atenção Primária à Saúde é sensível, tem que perceber quando tem suspeita ou não da doença. Todo medicamento é fornecido pelo SUS, de forma gratuita”. A adesão total ao tratamento — com duração de seis meses — é fundamental para que a pessoa fique curada.

Atuação do Programa Brasil Saudável nos grupos mais vulneráveis

Criado em fevereiro como um programa de governo, o Brasil Saudável é uma estratégia coordenada pelo Ministério da Saúde com a participação de outros 13 ministérios. Juntos, desenvolvem ações frente às populações e territórios prioritários – tanto para combater a tuberculose quanto para outras 10 doenças e cinco infecções consideradas problemas de saúde pública.

As diretrizes do programa estão voltadas para o enfrentamento à fome e à pobreza, a promoção da proteção social e dos direitos humanos, o fortalecimento da capacitação de agentes sociais, o estímulo à ciência, tecnologia e inovação e a expansão de iniciativas em infraestrutura, saneamento e meio ambiente.

A meta do programa é reduzir a incidência para menos de 10 casos por 100 mil habitantes e fazer cair o número de mortes pela doença para menos de 230 por ano, até 2030. O que para a coordenadora Fernanda Dockhorn, é uma meta possível, mas depende de um esforço coletivo. “O Brasil está no caminho, a gente tem o Brasil Saudável nessa tentativa de ampliar as ações interministeriais para dar uma proteção social para as pessoas, para dar atendimento adequado para quem é privado de liberdade, por exemplo”.

Saiba mais sobre a tuberculose e sobre o programa Brasil Saudável.

*Por Lívia Braz, do Brasil 61