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Governo Federal inicia ‘Defesa Civil Alerta’ no Norte e amplia rede de proteção nacional; entenda

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População da Região Norte passará a receber alertas da Defesa Civil pelo celular. Foto: Divulgação/MIDR

Com 433 alertas enviados para as regiões Sul, Sudeste e Nordeste desde o início da operacionalização até o momento, o Defesa Civil Alerta, previsto para ser lançado nos estados no Norte no dia 20 de setembro, complementa o grupo de ferramentas da Defesa Civil Nacional para informar a população sobre os riscos de um desastre iminente e amplia a capacidade de resposta das autoridades. O Centro-Oeste receberá o sistema na próxima semana.

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Além da nova tecnologia, também são utilizados outros canais de comunicação de risco, como SMS, TV por assinatura, WhatsApp, Telegram e Google Public Alerts, via Interface de Divulgação de Alertas Públicos (Idap). 

A diferença das ferramentas anteriores para o Defesa Civil Alerta é que o novo sistema utiliza a rede de telefonia celular para enviar mensagens de texto e avisos sonoros para celulares em áreas de risco iminente.

Como funciona?

Os alertas aparecem de forma destacada na tela dos aparelhos e podem soar mesmo em modo silencioso. Não é necessário cadastro prévio e o serviço é gratuito.

A abrangência depende da cobertura de telefonia móvel e da compatibilidade dos dispositivos com as redes 4G ou 5G.

A Interface de Divulgação de Alertas Públicos é uma plataforma do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), operada pela Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil (Sedec), que permite o envio estruturado de mensagens de risco para a população.

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A ferramenta reúne e organiza informações e permite que os alertas cheguem por diversos canais, como:

  • SMS: basta enviar o CEP para 40199. O serviço é gratuito.
  • Telegram: por meio de chatbot da Defesa Civil Nacional.
  • Google: alertas são exibidos ao buscar temas de desastres ou navegar em áreas de risco no Google Maps.
  • TV por assinatura: mensagens são exibidas diretamente na tela em situações de risco alto.
  • WhatsApp: para se cadastrar, basta interagir com o número (61) 2034-4611.
  • Defesa Civil Alerta: iminência de risco muito alto que exige preparação ou evacuação da área. Também gratuito.

Atualmente, cerca de 1.200 agentes em todo o território nacional estão cadastrados e capacitados para operar na Idap. A plataforma segue em constante evolução, com novas funcionalidades sendo integradas gradualmente para ampliar o alcance e a efetividade dos alertas.

De acordo com o coordenador-geral de Monitoramento e Alerta do Centro Nacional de Gerenciamento de Riscos e Desastres (Cenad), Tiago Schnorr, a Idap é um recurso complementar às ações locais, mas essencial para alcançar um público maior. “Ela não substitui as redes sociais ou mídias locais utilizadas por estados e municípios, mas é um poderoso reforço para garantir que as mensagens cheguem com agilidade e precisão”, afirma.

Balanço Defesa Civil Alerta

imagem colorida com registro da defesa civil alerta no Rio Grande do Sul
Foto: Luís André/Secom RS

Desde o fim do ano passado, quando começou a ser implementado, o Defesa Civil Alerta foi utilizado 433 vezes, sendo:

  • 362 alertas severos (com tempo de preparação);
  • 56 alertas extremos (com necessidade de ação imediata);
  • 15 alertas de demonstração (para treinar a população).

Os estados com o maior número de alertas foram São Paulo (160), Santa Catarina: (160) e Minas Gerais (40).

Os principais riscos comunicados foram:

  • 195 alertas para chuvas intensas;
  • 94 para tempestades;
  • 43 para deslizamentos de terra;
  • 26 para inundações.

*Com informações do MIDR

Pesquisas arqueológicas buscam garantir preservação cultural durante pavimentação da RO-420 em Rondônia

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Pesquisas arqueológicas ajudam a garantir preservação cultural na região. Foto: Divulgação/Governo de Rondônia

A pavimentação da RO-420, realizada pelo governo de Rondônia, por meio do Departamento Estadual de Estradas de Rodagem e Transportes (DER-RO), é fundamental para o desenvolvimento regional, especialmente por ser a principal via de ligação entre os municípios de Nova Mamoré e Buritis. A rodovia representa não apenas um eixo de mobilidade para a população e órgãos municipais, estaduais e federais, mas também um canal estratégico para o escoamento da produção agropecuária, fortalecendo a malha viária do estado.

No entanto, além do avanço em infraestrutura, a obra carrega uma responsabilidade cultural: a preservação do patrimônio arqueológico existente na região.

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Isso porque, de acordo com a legislação brasileira, todo empreendimento, independente do porte, precisa cumprir exigências de licenciamento ambiental que incluem estudos específicos voltados à avaliação de bens culturais. O órgão responsável por definir os critérios dessas etapas é o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), que tem como missão proteger e promover os bens culturais do país.

Pesquisas são essenciais para a preservação cultural

Os estudos arqueológicos são uma etapa primordial para que a obra na RO-420 continue avançando com segurança. Essas informações iniciais obtidas em campo dão o primeiro passo para etapas futuras, como a delimitação de sítios, escavações e emissão das licenças ambientais necessárias para a continuidade das obras, conciliando desenvolvimento socioeconômico com preservação cultural.

Para o governador de Rondônia, Marcos Rocha, unir progresso e preservação é essencial. “Quando levamos obras para a população, trabalhamos olhando além do presente, preservando a memória histórica e cultural do estado. A pavimentação da RO-420 vai melhorar a vida das pessoas, mas também respeita o passado daqueles que viveram nessa região”, ressaltou.

imagem colorida mostra resultado de pesquisas arqueológicas eem rodovia de rondônia
Pesquisas já revelaram vestígios de cerâmica arqueológica as margens da RO-420. Foto: Divulgação/Governo de Rondônia

Segundo o diretor-geral do DER-RO, Eder André Fernandes, as pesquisas arqueológicas são uma etapa fundamental para que a obra avance com segurança.

“Cumprimos todas as orientações do Iphan, porque entendemos que é possível trabalhar com eficiência sem deixar de respeitar o patrimônio cultural. O que está sendo feito na Rodovia-420 demonstra que a gestão estadual se preocupa não só com a qualidade das estradas, mas também com a valorização da história e da identidade regional”, afirmou.

Leia também: Portal Amazônia responde: o que são sítios arqueológicos?

O arqueólogo, Igor Andryanws, responsável pelas pesquisas, explicou como são conduzidos os estudos na região:

“Um sítio arqueológico é um espaço em que encontramos sinais de atividades humanas, desde fragmentos cerâmicos até estruturas que revelam modos de vida antigos. Cada vestígio é uma peça fundamental para entendermos como esses povos se organizavam, quais eram seus rituais e como interagiam com o meio. Além disso, nosso trabalho também inclui ouvir as comunidades locais, porque o patrimônio cultural não é feito apenas de objetos, mas de memórias vivas que precisam ser valorizadas”.

Aleam inicia tramitação de Projeto de Lei que reduz impostos no Amazonas

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Foto: Danilo Mello/Aleam

Começou a tramitar nesta terça-feira (16/9), na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), o Projeto de Lei (PL) nº 803/2025, oriundo da Mensagem Governamental nº 96/2025. A proposta autoriza o Poder Executivo a conceder remissão e anistia de multas e juros do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) e do Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação (ITCMD).

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No caso do IPVA, a matéria prevê, entre outras medidas, a redução de 50% no valor do imposto a partir de 1º de janeiro de 2026. O presidente da Aleam, deputado Roberto Cidade (União Brasil), destacou que a tramitação envolve análise nas comissões e, cumpridos os prazos regimentais, seguirá para votação em plenário.

Além da redução do IPVA, que deve beneficiar mais de 500 mil contribuintes, o pacote tributário inclui a possibilidade de quitação de débitos com descontos de até 95% em juros e multas relacionados ao ICMS e ao ITCMD. Também prevê a isenção do ITCMD para doações de imóveis por herança de até R$ 1 milhão.

O deputado Adjuto Afonso (União Brasil) ressaltou que a redução de impostos terá impacto direto na população, destacando os benefícios do pacote, que inclui ainda o Refis 2025, mecanismo que facilita a regularização de dívidas de pessoas físicas e jurídicas.

Leia também: Audiência Pública proposta por Sinésio Campos debate novo porto da Manaus Moderna

Outras tramitações

No total, estão em análise 57 Projetos de Lei (PL) e dois Projetos de Resolução Legislativa (PRL). Entre eles, o PL nº 750/2025, do deputado Roberto Cidade, que proíbe postos de combustíveis de expor preços promocionais vinculados a programas de fidelidade em maior destaque do que os valores reais cobrados a todos os consumidores.

Também tramita o PL nº 785/2025, da deputada Mayara Pinheiro (Republicanos), que estabelece diretrizes estaduais para prevenção, diagnóstico e tratamento da rabdomiólise.

Já o PL nº 795/2025, do deputado Thiago Abrahim (União Brasil), busca estabelecer normas gerais para concursos públicos no Estado, incluindo regras sobre a apresentação de laudos médicos por candidatos com deficiência.

Consta ainda o PRL nº 62/2025, da deputada Mayra Dias (Avante), que dispõe sobre a divulgação de informações de pessoas desaparecidas nos canais de comunicação da Aleam.

3 curiosidades amazônicas sobre o show de Mariah Carey em Belém

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Mariah Carey. Foto: Fábio Tito

Mariah Carey, cantora referência do pop mundial, desembarca em Belém (PA) para um espetáculo inédito sobre um palco flutuante em formato de vitória-régia, montado no meio do Rio Guamá. A cantora participa do Amazônia Live, festival que une música, cultura amazônica e ação climáticas, pois inicia a contagem regressiva para a COP 30.

A apresentação, nesta quarta- feira (19), conta com a participação especial de artistas paraenses: Dona Onete, Joelma, Gaby Amarantos e Zaynara.

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O evento promete reunir o pop internacional com os ritmos amazônicos, em um palco natural inspirado no cartão postal da cidade.

O público poderá acompanhar ao vivo pelo Globoplay e pelo Multishow, além de uma edição especial na TV Globo, exibida após o programa Estrelas da Casa.

Confira algumas curiosidades do show:

Um palco que homenageia a Amazônia

O palco, assinado pelo arquiteto e coordenador de cenografia Diego Campos, é em formato de vitória-régia, planta típica da Amazônia. A estrutura pesa cerca de 13,2 toneladas, sendo 10 apenas da base metálica em forma de pétalas, além de muita tecnologia e sustentabilidade envolvidas em sua construção.

As pétalas são revestidas com um material ecológico de alta definição que possui selo de sustentabilidade. Além de permitir ventilação, o revestimento garante segurança ao deixar o vento passar sem comprometer a estabilidade da estrutura.

Palco em formato de Vitória- régia para o show de Mariah Carey
Foto: Reprodução/TV Globo

Leia também: O Pará está no The Town 2025: saiba quais artistas representam a Amazônia no festival

A estrutura do show de Mariah Carey também conta com uma arquibancada montada sobre uma balsa, preparada para receber cerca de 500 convidados. Além disso, uma família de ribeirinhos vai poder acompanhar o show da varanda de casa. 

A vitória-régia pode atingir até três metros de diâmetro e suportar até 50 quilos sobre suas folhas. Considerada uma das maiores do mundo, a planta é símbolo de força e delicadeza, o que inspirou a construção do palco.

A lenda sobre a vitória-régia conta que ela era originalmente uma indígena que se afogou após tentar pegar o reflexo da lua no rio. A planta hoje é conhecida como estrela das águas, já que para os indígenas a lua era Jaci, deusa da mitologia Tupi, que transformava os indígenas em estrelas.  

O Rio Guamá como destaque 

O Rio Guamá tem papel central no espetáculo, pois foi escolhido para receber a estrutura do palco da Amazônia Live.

Com 700 km de extensão e largura que varia de 1.360 a 2.000 metros, o rio é afluente do Pará e já é palco de tradições como o Círio da Água, procissão fluvial que acontece desde 1986 em homenagem à Nossa Senhora de Nazaré.

Rio Guamá onde acontecerá p show de Mariah Carey
Foto: Reprodução/Agência Pará

Leia também: Músicas de Mariah Carey que ganharam versões em ritmos paraenses

Em alguns trechos, o Guamá registra o fenômeno da pororoca, quando suas águas se encontram com as do mar, formando ondas que podem atingir até quatro metros. Além disso, em sua margem direita está localizado o campus principal da Universidade Federal do Pará (UFPA).

Artistas paraenses

Após se apresentar em São Paulo no festival The Town, a cantora Mariah Carey agora se prepara para um encontro com a música paraense, junto com Dona Onete, Joelma, Gaby Amarantos e Zaynara. O encontro das cantoras reúne quatro gerações de cantoras paraenses, que também estiveram no festival em São Paulo.

A proposta do show com Mariah Carey vai além do entretenimento, mas também mostrar que a Amazônia é importante e deve ficar de pé.

Além disso, a iniciativa reforça a proteção dos povos originários, contribuindo para o desafio global de reduzir as emissões de carbono, a inovação, a sustentabilidade e a valorização cultural.

Conheça Nazareno Lanciotti: o padre assassinado em Mato Grosso que foi beatificado pelo Papa Francisco

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Padre Nazareno. Foto: Reprodução

Você sabia que um padre que atuou na região amazônica pode ser beatificado? Em abril deste ano, o papa Francisco declarou a beatificação do padre romano Nazareno Lanciotti, missionário que dedicou três décadas ao trabalho pastoral no Brasil e foi assassinado em 2001, no interior do Mato Grosso. O religioso ficou conhecido na região por denunciar esquemas de tráfico de drogas, exploração de menores e redes de prostituição.

Lanciotti nasceu em Roma, em 3 de março de 1940, e foi ordenado sacerdote em 1966. Após atuar por alguns anos na capital italiana, se envolveu com a Operação Mato Grosso, movimento de voluntariado que oferece atividades educacionais, culturais e serviços comunitários. Chegou ao Brasil em 1971 e se estabeleceu na aldeia de Jauru, na fronteira com a Bolívia.

Durante três décadas, o padre desenvolveu intenso trabalho missionário. Fundou, em 1974, a Paróquia Nossa Senhora do Pilar, onde foi o primeiro pároco, e ajudou a criar 57 comunidades eclesiais rurais. Também construiu a casa de repouso Coração Imaculado de Maria e abriu uma escola que fornecia educação e alimentação para crianças.

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Padre Nazareno era querido na comunidade. Foto: Reprodução

Em 1987, Lanciotti ingressou no Movimento Sacerdotal Mariano, se tornando presidente nacional. A partir dessa função, organizou encontros de oração em todo o país e também idealizou um projeto de ampliação para um pequeno hospital local, motivado pelo elevado número de mortes infantis na região.

Em nota, a Arquidiocese de Cuiabá afirmou que o Padre Nazareno se destacou pelo compromisso com a justiça social. Denunciou a exploração de crianças e adolescentes, os esquemas de prostituição e tráfico de drogas no oeste do Estado, confrontando interesses escusos. Por isso, tornou-se alvo de perseguições e ameaças.

Ainda de acordo com a Arquidiocese, o reconhecimento de seu martírio pelos dicastérios da Santa Sé, confirmado pelo Papa Francisco, abre caminho para sua beatificação.

Leia também: A tragédia da expedição do padre Calleri: missão se transforma em massacre

Assassinato do padre e investigações inconclusivas

Na noite de 11 de fevereiro de 2001, após celebrar uma missa, Lanciotti jantava com colaboradores quando foi surpreendido por dois homens encapuzados. Segundo a polícia, eles exigiram dinheiro.

O sacerdote teria respondido que poderia conseguir o valor no dia seguinte, quando os bancos abririam. Um dos criminosos disparou contra o padre, atingindo sua quarta vértebra, e teria cochichado que ele “incomodava gente poderosa”.

Nazareno foi levado de avião para um hospital em Cuiabá, mas morreu em 22 de fevereiro de 2001, aos 61 anos. As investigações nunca chegaram a uma conclusão definitiva sobre os mandantes do crime.

imagem colorida mostra o padre Nazareno Lanciotti durante missa em Mato Grosso
Padre Nazareno morreu em 22 de fevereiro de 2001. Foto: Reprodução

Como funciona o processo de beatificação?

No Vaticano, o processo de reconhecimento da santidade segue etapas rigorosas. Primeiro, o candidato é declarado servo de Deus. Após investigações mais profundas sobre sua vida e virtudes cristãs, pode receber o título de venerável.

Se comprovada a fama de santidade, o caso é encaminhado ao papa com pedido de beatificação. Dois teólogos, que não se conhecem e juram sigilo, analisam todo o dossiê. Se houver divergência, um terceiro parecerista é convocado.

A beatificação exige a comprovação de um milagre atribuído à intercessão do candidato. A canonização, quando a pessoa é declarada santa, requer a confirmação de dois milagres por meio de rigorosa análise científica e teológica.

Com a proclamação feita por Francisco, padre Nazareno Lanciotti passa a ser oficialmente beato, podendo ser cultuado pelos fiéis, sobretudo nas comunidades onde atuou e deixou marcas profundas de fé, solidariedade e defesa dos mais pobres.

Pesquisa analisa papel das mulheres na conservação da agrobiodiversidade da Rodovia Transacreana

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Pesquisa também resultará na produção de um documentário. Foto: Rosana Cavalcante

Uma pesquisa realizada na Rodovia Transacreana tem envolvido mais de 300 mulheres do Movimento de Mulheres Camponesas da Transacreana com o foco de compreender de que forma essas mulheres mantêm práticas agrícolas, o saber sobre plantas medicinais e fortalecem a segurança alimentar de suas comunidades.

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O trabalho de pesquisa de pós-doutorado ‘O papel das mulheres na conservação da agrobiodiversidade ao longo da Rodovia Transacreana em Rio Branco’ é da professora e ex-reitora do Instituto Federal do Acre (Ifac), Rosana Cavalcante, sob a supervisão da pesquisadora Dra. Viviane Kruel (Jardim Botânico do RJ), por intermédio da Escola Nacional de Botânica Tropical do Rio de Janeiro.

A pesquisa também resultará na produção de um documentário intitulado ‘Sementes de Resistência’, previsto para ser lançado em março de 2026.

Leia também: Descubra quantas e quais rodovias “cortam” a Amazônia Legal

“Elas são verdadeiras guardiãs da agrobiodiversidade. É conhecer as mulheres lá da Transacreana, mas saber o que elas plantam, de onde elas vêm, se o que elas plantam nos seus quintais veio transmitido da mãe, da avó, ou seja, qual o papel da mulher, a importância da mulher na preservação da agrobiodiversidade. E também a gente vai gravar um documentário com as mulheres da Transacreana, que se chama Sementes de Resistência. Vim convidar a vice-governadora, para que ela conheça esse trabalho com essas mulheres e visitar esse projeto,” disse Rosana.

A pesquisadora apresentou o trabalho para a vice-governadora do Acre, Mailza Assis, no dia 16 de setembro.

Pesquisa mostra o papel das mulheres na conservação da agrobiodiversidade ao longo da Rodovia Transacreana. Foto: Rosana Cavalcante
Foto: Rosana Cavalcante

Visibilidade paras as mulheres

Segundo Rosana, a proposta é dar visibilidade às mulheres que, apesar de serem responsáveis por grande parte da produção de alimentos, enfrentam desafios como falta de acesso à terra em seus nomes, crédito rural limitado e ausência de assistência técnica adequada.

“O que eu percebo? Invisibilidade. O que eu tenho que fazer? Estudar e mostrar para o mundo quem são essas pessoas pra gente tomar alguma providência. Não tem como, o documento da terra, ou seja, a mulher está na terra, mas o documento está no nome do marido dela, existe uma política do governo federal que vê isso. Mas o que mais a gente pode fazer para ajudar essas mulheres? Só 5% delas têm acesso ao crédito. Como a gente vai botar essas mulheres para ter mais acesso e assistência técnica rural?”, destacou.

Para Rosana, é fundamental que o poder público reconheça esse universo de mais de 10 mil famílias que vivem na Transacreana e inclua suas demandas em programas de governo. “É uma pesquisa científica, mas ao mesmo tempo é uma forma da gente conhecer aquela região, que não tem nada publicado”, pontuou.

A vice-governadora Mailza Assis parabenizou a iniciativa, ressaltando a importância de pesquisas que valorizem a participação feminina no desenvolvimento do estado. “É um trabalho inspirador, que mostra a força e a resistência das mulheres camponesas do Acre. Quero conhecer de perto esse projeto e contribuir para que ele se transforme em políticas públicas que ajudem essas mulheres a terem mais dignidade e oportunidades”, afirmou.

*Com informações da Agência Acre

Do tradicional ao inusitado: Festival Gosto da Amazônia serve pratos criativos com pirarucu

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Pirarucu da Floresta, do Casa Blanca. Foto: Ian Nóbrega/Amana Mídia

Que tal experimentar novos sabores preparados com o pirarucu, o gigante das águas amazônicas? Pela primeira vez em Belém (PA), o Festival Gosto da Amazônia começa nesta sexta-feira (19) e segue até 5 de outubro, reunindo 24 restaurantes da capital com pratos exclusivos feitos a partir do pirarucu de manejo sustentável.

Leia também: Com manejo sustentável, pirarucu recupera estoque natural na região do Médio Solimões

A iniciativa já passou por cidades como São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Belo Horizonte e Recife, e agora aporta na Amazônia para valorizar a culinária local e reforçar a conexão entre floresta e mesa.

Receitas inovadoras com o pirarucu

Com até três metros de comprimento e 200 quilos, o pirarucu impressiona pelo porte e também pela carne clara, sem espinhas e de sabor suave. Além das qualidades gastronômicas, o festival destaca o modelo de manejo sustentável, desenvolvido no Amazonas desde 1999, que hoje ajuda a conservar mais de 11 milhões de hectares de floresta e garante renda a centenas de comunidades indígenas e ribeirinhas da região.

Segundo a Associação dos Produtores Rurais de Carauari (Asproc), organização que representa manejadores no Médio Juruá (AM), a proposta do circuito é estimular o consumo do pirarucu de origem sustentável e aproximar os consumidores dos benefícios socioambientais dessa cadeia produtiva.

Carpaccio de Pirarucu, do ÔChalé. Foto: Ian Nóbrega/Amana Mídia

Para os organizadores, ver o peixe manejado chegar às mesas de restaurantes renomados de Belém é um símbolo de transformação: a floresta em pé alimentando a cidade.

De ceviche a milk-shake

No circuito, o peixe aparece em versões que vão do tradicional ao inusitado. Tem ceviche refrescante, sushi e onigiri em releituras nipo-amazônicas, hambúrguer criativo, milk-shake surpreendente e receitas clássicas, como a moqueca e o pirarucu frito com creme de camarão.

A variedade de preparos mostra a versatilidade do peixe gigante da Amazônia e a criatividade dos chefs paraenses em valorizar o manejo sustentável por meio da gastronomia.

Leia também: Livro virtual e gratuito reúne 30 receitas com pirarucu de manejo sustentável da Amazônia

Segundo Ana Alice Britto, coordenadora comercial da Asproc, o festival cumpre um papel importante de aproximar a floresta das cidades:

“É uma vitória sair das margens dos rios amazônicos e chegar aos cardápios de restaurantes renomados, como os de Belém, cidade histórica e de culinária espetacular. Essa parceria entre floresta e cidade mostra que é possível construir uma nova Amazônia, onde a sociobiodiversidade nos alimenta e aponta para um futuro melhor”.

O Festival Gosto da Amazônia é uma iniciativa da marca coletiva homônima, que reúne organizações comunitárias da região para promover conservação ambiental, comércio justo e desenvolvimento socioeconômico sustentável.

Milk Shake de Pirarucu com Sorvete Paraense (açaí com tapioca), do Di Mare Pizzeria & Trattoria.
Milk Shake de Pirarucu com Sorvete Paraense (açaí com tapioca), do Di Mare Pizzeria & Trattoria. Foto: Ian Nóbrega/Amana Mídia

O manejo sustentável do pirarucu é uma prática de uso racional e gestão participativa dos recursos pesqueiros, que alia conservação ambiental, geração de renda e valorização dos modos de vida tradicionais da Amazônia. 

Iniciado em 1999 na Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá (AM), o modelo hoje se expandiu por diversos territórios da região, sendo conduzido por populações indígenas e ribeirinhas em Unidades de Conservação, Terras Indígenas e áreas com Acordos de Pesca legalmente reconhecidos pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

Confira a lista completa de participantes e pratos: https://festivalbelem.gostodaamazonia.com.br 

Academia de ensino de tecnologia chega à Região Norte com foco em jovens de baixa renda

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Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O Instituto Social para Motivar, Apoiar e Reconhecer Talentos (Ismart) está ampliando seu impacto educacional com a Academia Digital, para todo o Brasil. O programa 100% online é voltado a estudantes do 7º, 8º e 9º ano do ensino fundamental com alto desempenho escolar e pertencentes a famílias com renda familiar per capita de até dois salários mínimos.

A iniciativa está com inscrições abertas até 21 de setembro e as vagas são destinadas a estudantes que possuem 13, 14 ou 15 anos completos até o final de 2025 – com possibilidade de apoio até o fim do Ensino Médio.

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Com uma proposta inovadora, a iniciativa, que complementa a grade curricular com foco em pensamento computacional, lógica e resolução de problemas, conecta talentos com oportunidades de formação em tecnologia.

Além disso, oferece conteúdos complementares de português, matemática e redação, ampliando a base de conhecimento dos participantes e fortalecendo habilidades essenciais para o desenvolvimento pessoal e profissional.

Seu formato digital consegue levar o ensino a cidades e comunidades mais remotas, que possuem infraestrutura educacional limitada, derrubando barreiras geográficas e sociais, por meio de cursos de tecnologia com trilhas formativas específicas para o desenvolvimento de competências digitais.

“Acreditamos que o talento está em todos os lugares. Com acesso à internet e apoio pedagógico, nossos alunos de outras regiões podem sonhar alto e conquistar seu espaço no setor de tecnologia”, afirma Mariana Monteiro, diretora executiva do Ismart.

Além da Academia Digital, o Ismart também mantém o programa Ismart Online, que atende hoje 1.560 alunos e, apoia 1.282 universitários presenciais e online (entre veteranos e calouros), muitos deles em instituições de prestígio no Brasil e no exterior. Os resultados comprovam a eficácia da proposta: em 2024, os alunos do Ismart atingiram média de 704 pontos no ENEM, quase 30% acima da média nacional (546).

Interessados em fazer parte da Academia Digital devem acessar o site https://www.ismart.org.br/programa-academia/, clicar em “quero me inscrever” e preencher o formulário.

Sobre o Ismart

O Ismart – Instituto Social para Motivar, Apoiar e Reconhecer Talentos – é uma organização sem fins lucrativos que, desde 1999, amplia o acesso de jovens de baixa renda e alto desempenho acadêmico a oportunidades educacionais de excelência. Por meio de programas presenciais e digitais, o instituto oferece bolsas de estudo, orientação profissional, formação em competências socioemocionais e preparação para universidades de ponta no Brasil e no exterior. Mais de 8 mil alunos já passaram pelo Ismart, que acredita no poder da educação como motor de transformação social e aposta no talento como ferramenta de mudança para o futuro do país.” 

Contaminação por plástico na Amazônia e riscos à saúde de populações preocupam pesquisadores

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Foto: Daniel Tregidgo/Instituto Mamirauá

Um estudo faz um alerta para a extensa e preocupante contaminação por plásticos na Amazônia, enfatizando seus riscos não somente em ambientes aquáticos e terrestres como seus potenciais danos à saúde humana, especialmente de populações vulneráveis. O estudo foi coordenado pelo Laboratório de Modelagem em Estatística, Geoprocessamento e Epidemiologia (LEGEPI), do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), em parceria com o Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá.

O objetivo foi explorar e sintetizar a literatura científica que avaliou a presença de poluição plástica (macro, meso, micro e nanoplástico) em diversos cenários ambientais na Amazônia, como fauna, flora, sedimentos e água. 

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Com um impacto ainda pouco dimensionado, a poluição por resíduos plásticos na Amazônia, desafia a ciência e levanta uma série de interrogações sobre seus riscos para diferentes formas de vida, incluindo comunidades ribeirinhas e indígenas, diariamente expostas a toneladas de lixo flutuante, descartadas não apenas por moradores de diferentes áreas urbanas e embarcações, mas, também, pelas próprias comunidades, contribuindo para que esse lixo atravesse cidades e países, até os oceanos.

O estudo foi publicado na Revista AMBIO, um periódico voltado para uma audiência global e que prioriza avaliações das interrelações entre ambiente e sociedade.

O epidemiologista da Fiocruz Amazôni, Jesem Orellana, explica que o estudo foi desenhado devido à inadiável necessidade de se encarar o problema, sobretudo em tempos de COP 30 na Amazônia, palco propício para a discussão de soluções e respostas contundentes à mitigação dos seus efeitos.

“O dia 14 de agosto de 2025 foi o prazo limite proposto pelas Nações Unidas para que cerca de 180 países concluíssem a elaboração do primeiro tratado global contra a poluição plástica. Por isso, o momento parece oportuno para discutir os intrigantes resultados desta revisão de escopo da literatura científica, a primeira a aplicar um protocolo sistemático (PRISMA-ScR) para avaliar a contaminação por plástico em ecossistemas amazônicos”, afirma. 

Segundo Orellana, o impacto pode ser maior que o observado. “Revisamos 52 estudos, avaliados por pares, com uma gama de relatos sobre lixo e fragmentos de plástico em ambientes terrestres e aquáticos do bioma amazônico, o que indica um impacto muito maior do que a maioria das pessoas imagina”, afirmou o pesquisador, citando o resumo da pesquisa.

Leia também: Conheça o fungo amazônico que come plástico

Crise global causada pela contaminação por plásticos

artigo ‘Plastic Pollution in the Amazon: the first comprehensive and structured scoping review‘, é fruto de uma parceria entre pesquisadores do Instituto Mamirauá e do ILMD/Fiocruz Amazônia, com coordenação do epidemiologista Jesem Orellana.

A bióloga e colaboradora do LEGEPI Jéssica Melo é a primeira autora da revisão que evidencia a presença de plástico do leste a oeste na Amazônia, tanto em ambiente aquático como terrestre, além da necessidade de mais pesquisas na área.

“A poluição por plástico é uma crise global de Saúde Única, mas estudos têm se concentrado em ambientes marinhos. A Amazônia – maior bacia hidrográfica do mundo e que tem o segundo rio mais poluído por plástico – tem recebido atenção científica limitada”, avalia a autora.

imagem colorida sobre a distribuição geográfica de registros de lixo e fragmentos plásticos no bioma Amazônia
Distribuição geográfica de registros de lixo e fragmentos plásticos no bioma Amazônia. Imagem: Reprodução/’Plastic pollution in the Amazon: The first comprehensive and structured scoping review’

Ela enfatiza que nenhum estudo relatou presença de nanoplásticos na Amazônia, por exemplo, algo que vem ganhando mais atenção em outras regiões do planeta.

“A contaminação de fontes importantes de alimentos e de água representa um grande risco para a Saúde Única de populações tradicionais. Identificamos lacunas urgentes em pesquisas – especialmente em fauna não piscícola, tributários, áreas remotas e outros países amazônicos – e destacamos a necessidade de mitigação direcionada por meio da gestão de resíduos e educação”, observa.

Os autores do Instituto Mamirauá vivem em Tefé, no interior do Amazonas, e trabalham diretamente com comunidades ribeirinhas.

“As comunidades não têm infraestrutura para coleta de lixo. Antigamente, os resíduos eram majoritariamente orgânicos ou biodegradáveis — cascas de frutas, espinhas de peixe — mas, hoje, vemos garrafas PET e pacotes de macarrão instantâneo boiando nos rios, com frequência”, reforça.

“Enquanto cidades como Rio de Janeiro e Salvador avançam com proibições de alguns derivados de petróleo, como canudos de plástico e embalagens de isopor, não conheço nenhum município no interior do Amazonas que ofereça reciclagem de plásticos ou medidas para reduzir seu impacto. Precisamos de políticas públicas que ofereçam soluções concretas para o crescente acúmulo de lixo plástico na Amazônia, mas que levem em conta desafios cruciais, como o isolamento de muitas comunidades”, admitiu.

*Com informações do Instituto Mamirauá

Povo Yanomami entrega carta ao STF e alerta que falta plano contra garimpo e atendimento integral de saúde

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Carta assinada por indígenas Yanomamo foi entregue ao ministro Luis Roberto Barroso em Palimiú. Foto: Divulgação/Hutukara

Lideranças do povo Yanomami entregaram no dia 14 de setembro uma carta ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Luís Roberto Barroso, em que alertam para a falta de um plano definitivo contra o garimpo e de assistência contínua e integral de saúde no território.

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Barroso é relator da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 709, uma ação que tramita no STF e pede pela proteção dos indígenas e medidas para a retirada de garimpeiros da Terra Yanomami. O ministro cumpre agenda em Roraima para avaliar ações contra garimpo na região.

Na carta, assinada por ao menos 40 lideranças, os indígenas relatam as consequências da atividade ilegal no território, como doenças, contaminação por mercúrio, violência e impacto sobre mulheres e crianças. Além disso, alertam que sem medidas ininterruptas “tudo pode se perder”. O receio é o de que o ministro considere a ADPF 709 cumprida e a encerre.

Maior território indígena do Brasil, a Terra Yanomami está em situação de emergência desde o início do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT). As ações ocorrem em duas frentes: a retirada de garimpeiros e na oferta de atendimento de saúde ao indígenas que vivem na região que há décadas enfrenta ameaças dos invasores.

“Ainda há muito a ser feito. Nós ainda estamos sofrendo. O governo brasileiro não conseguiu estabelecer um plano definitivo de proteção da Terra Indígena Yanomami. Isso é extremamente perigoso, pois sabemos que, caso as ações governamentais se encerrem com o fim da ação judicial que as motivou, os invasores retornarão com ainda mais força, destruindo todo o trabalho construído pelo senhor e nós no grande esforço de segurar o céu”, cita trecho da carta.

O vice-presidente da Hutukara Associação Yanomami, Dário Kopenawa, foi um dos que assinou o documento. Em reunião com o ministro e outras lideranças indígenas na comunidade Palimiú, ele reforçou que a proteção dos povos não é um favor, mas “é o que está garantido na Constituição”. “Estamos preocupados de você parar a ADPF 709”, disse.

A carta destacou os seguintes problemas:

  • Falta de um plano definitivo de proteção territorial: Indígenas afiram que o governo fderal ainda não conseguiu estabelecer um plano definitivo de proteção da Terra Indígena Yanomami, com ações de médio e longo prazo, e não há treinamento de profissionais de saúde para atender comunidades;
  • Presença de garimpeiros: Citam que apesar das operações pontuais, há um retorno gradual de garimpeiros em regiões como Parafuri, Xitei e Apiaú, com invasores próximos às comunidades e persistência de voos clandestinos na região de Auaris, na fronteira com a Venezuela.
  • Malária e problemas na assistência à saúde: Mencionam que não existe um plano consistente de combate à malária, e as medidas adotadas não foram eficazes para enfrentar os altos índices da doença.

Na manhã da segunda (15), o ministro disse que ainda não leu a carta, mas disse deve olhar com calma. “Ainda não consegui saber o teor da carta. Sei que as preocupações são com malária, por exemplo. Nós determinamos, na ação que sou o relator, a reativação da política de saúde indígena, e acho que isso tem sido bem-sucedido”, disse Barroso.

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Em nota, a Casa Civil da presidência informou o “Governo do Brasil conduz uma resposta inédita, ampla e estruturante à crise humanitária e ambiental na Terra lndígena Yanomami.”

“Coordenada pela Casa de Governo em Boa Vista, a força-tarefa integra mais de 20 órgãos, garante presença permanente do Estado e, desde 2024, realizou mais de 7 mil operacões, reduzindo em 98% a presença de garimpeiros e impondo quase R$ 500 milhões em prejuízos à atividade criminosa”, citou a nota, acrescentando que as “ações de controle e fiscalização são continuas.”

Barroso na Terra Yanomami

O ministro Barroso chegou a Boa Vista na tarde desse domingo (14). Ele foi recebido pelo xamã Davi Kopenawa e pela presidente da Fundação Nacional dos Povos Indígenas, Joenia Wapichana, na Base Aérea de Boa Vista. Depois, seguiu para a comunidade Palimiú, onde se reuniu com os indígenas.

Na reunião, ele disse que retirada de invasores e garimpeiros da região foi uma medida “em respeito aos povos indígenas” e também de “interesse da humanidade”.

presidente do STF Luís Roberto Barroso na terra yanomami
Foto: Reprodução

“Hoje é um dia para nós comemorarmos o fato de que conseguimos retirar quase a totalidade dos invasores de toda a extensão da Terra Yanomami. Foi isso que nós pudemos fazer em respeito aos direitos de vocês e em nome do Estado brasileiro”, declarou Barroso em discurso feito aos indígenas.

O ministro destacou ainda a importância da floresta amazônica para o mundo e o papel das comunidades indígenas na preservação ambiental. Na manhã desta segunda, ele se reuniu com representantes do governo federal na Casa de Governo.

*Por Valéria Oliveira, da Rede Amazônica RR