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‘Estratégia Amazônia 2050’ propõe planejamento de longo prazo para a região

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Foto: Sérgio Vale/ALE-AC

Após a cerimônia de posse realizada no dia de fevereiro, o novo presidente do parlamento amazônico, deputado Afonso Fernandes (SL), deu início a primeira reunião ordinária do ano. Na ocasião, foi apresentado pelo secretário Marcos Brandão, a Estratégia Amazônia 2050. Brandão destacou que não é possível pensar o futuro do Brasil sem um planejamento estruturado e integrado para a Amazônia.

Segundo ele, a iniciativa nasce da necessidade de ir além da pauta ambiental, reconhecendo que a região é composta por pessoas que enfrentam desafios sociais e econômicos e que precisam de soluções duradouras.

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O documento foi construído com a participação dos nove estados que integram a Amazônia Legal, envolvendo órgãos de planejamento e comitês técnicos estaduais, tendo como base a Estratégia Brasil 2050 e diretrizes nacionais e internacionais, consolidando um mapa estratégico voltado ao desenvolvimento sustentável e à construção de políticas públicas perenes para as futuras gerações.

Leia também: Entenda a diferença entre Amazônia Legal, Internacional e Região Norte

floresta na amazônia
Floresta Amazônica. Foto: Ricardo Stuckert/PR

Parceria técnica com o GTA fortalece agenda hídrica da Amazônia

Afonso Fernandes também anunciou na ocasião anunciou a formalização de uma parceria técnica com o Grupo Técnico da Agenda Azul da Amazônia Legal (GTA), instância de articulação interestadual que reúne representantes dos nove estados da região com foco na gestão dos recursos hídricos.

Segundo ele, o acordo visa fortalecer a cooperação técnica, promover a integração entre políticas estaduais, nacionais e compromissos globais, além de consolidar estratégias conjuntas para a gestão das águas na Amazônia.

Durante o ato, foi convidada ao plenário a coordenadora do grupo no Acre, Maria Antônia Zabala de Almeida Nobre, para a assinatura do convênio que oficializa a parceria.

O presidente do Parlamento Amazônico, falou da importância da parceria técnica firmada e destacou a necessidade de planejamento preventivo diante dos desafios ambientais da região.

“Nós não podemos estar focados apenas nos problemas que já temos, que não são poucos, mas precisamos desenvolver um trabalho em que possamos prever e agir para que outros problemas não aconteçam. Aqui na Amazônia já começamos a enfrentar problemas hídricos, e é fundamental fazer um trabalho preventivo para evitar dificuldades futuras”, afirmou.

*Com informações da ALE-AC

Aplicativo é criado para enfrentamento da diabetes em comunidade indígena no Maranhão

Aplicativo combina ciência e tecnologia. Foto: Divulgação/Fapema

Com cerca de 2.900 indígenas da etnia Canela, a Aldeia Escalvado, localizada no município de Fernando Falcão (MA), a aproximadamente 550 quilômetros de São Luís, passou a contar com um reforço tecnológico no enfrentamento à diabetes. O aplicativo Demedia Diabetes vem sendo utilizado por Agentes Indígenas de Saúde (AIS) no monitoramento de pacientes diagnosticados com a doença.

O projeto conta com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa e ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Maranhão (Fapema) por meio do edital Maraintech, voltado ao incentivo de soluções inovadoras com impacto regional.

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A plataforma permite a inserção de dados clínicos e comportamentais, integrando informações da atenção primária à terciária. O sistema combina perfil social, histórico de saúde e indicadores de risco para identificar precocemente possíveis complicações e sugerir estratégias personalizadas de autocuidado, em apoio ao tratamento médico.

O presidente da Fapema, Nordman Wall, destacou a importância estratégica da iniciativa. “Este projeto demonstra como o investimento em inovação pode transformar realidades e fortalecer o cuidado em territórios que historicamente enfrentam barreiras de acesso à saúde”, declarou.

Segundo Misael Canela, Agente Indígena de Saúde da aldeia, a ferramenta tem otimizado o acompanhamento dos pacientes.

“O aplicativo facilita nosso trabalho no dia a dia. Conseguimos acompanhar melhor não apenas um paciente, mas toda a comunidade”, afirma.

A diretora da empresa Demed Tecnologia em Saúde, Márcia Ferraresi, explica que o projeto entra agora em uma nova etapa e está preparando a implementação de inteligência artificial com tradução do aplicativo para o dialeto Canela. A medida busca ampliar o acesso às informações e fortalecer a conscientização dentro da comunidade.

Prevenção como estratégia central

Especialistas envolvidos no projeto do aplicativo reforçam que o foco está na prevenção e no diagnóstico precoce. Walter Jander de Andrade, bolsista do CNPq no Programa de Recursos Humanos em Áreas Estratégicas (RHAE-CNPq) da Demedia Indígena, destaca que o monitoramento contínuo pode reduzir complicações e custos futuros no tratamento da doença.

“O uso da ferramenta permite identificar a doença no início e organizar melhor os dados para gestão dos recursos e do tratamento necessário”, explica.

A enfermeira Caroline Natiele, que atua na Aldeia Escalvado, observa que a prevenção em territórios indígenas envolve desafios culturais específicos. “É preciso ir além de palestras. A participação ativa dos agentes indígenas de saúde é fundamental para evitar o agravamento da doença”, ressalta.

Aplicativo é criado para enfrentamento da diabetes em comunidade indígena no Maranhão
O aplicativo ajuda na prevenção da doença. Foto: Divulgação/Fapema

Leia também: Prevenir brincando: FVS-RCP lança Jogos Digitais ‘Xô Dengue’

Combate ao preconceito e impactos na saúde bucal

Além do acompanhamento clínico, a comunidade também desenvolve ações de conscientização. A estudante Wani Canela lidera um projeto voltado ao combate ao preconceito contra pessoas com diabetes. Segundo ela, ainda há desinformação dentro da aldeia, incluindo a crença de que a doença seria contagiosa. “Falar sobre o preconceito é importante porque ninguém deve ser julgado por uma condição de saúde”, afirma Wani Canela.

A dentista Ana Paula Nascimento da Silva alerta ainda para os impactos da diabetes na saúde bucal. Pacientes podem apresentar maior inflamação e sangramento gengival, além do risco de perda dentária em casos não controlados.

Aplicativo representa tecnologia como ferramenta de política pública

Com a ampliação do projeto, a Demed Tecnologia em Saúde busca consolidar a plataforma como ferramenta estratégica para apoiar políticas públicas voltadas ao cuidado de doenças crônicas em comunidades indígenas. A expectativa é que a tecnologia contribua para decisões mais assertivas na gestão da saúde e amplie o acesso à prevenção em territórios tradicionalmente marcados por barreiras estruturais e geográficas.

A iniciativa da Demed Saúde iniciou em 2022, quando foi aprovada nos programas Inova Amazônia e Startup Nordeste Maranhão, realizados em parceria entre Sebrae e a FAPEMA.

A empresa também submeteu o projeto ao programa INOVA SUS, do Ministério da Saúde, com o objetivo de aprimorar a ferramenta e viabilizar a escalabilidade do protagonismo do paciente com a sua inserção no Sistema Único de Saúde (SUS), em atendimento às prioridades da Estratégia de Saúde Digital (ESD-28) publicada pelo Ministério da Saúde.

O projeto do aplicativo da Demedia Diabetes foi vencedora do Prêmio Fapema 2025 na categoria Empreendedorismo. A categoria, criada especialmente nesta edição especial do prêmio, que completou 20 anos, destacou iniciativas que transformam conhecimento científico em soluções inovadoras com impacto direto na sociedade.

*Com informações da Fapema

Fundação Rede Amazônica lança documentário ‘Macapá, um Território de Memória Viva’

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Foto: Divulgação

A Fundação Rede Amazônica (FRAM) lança o documentário “Macapá, um Território de Memória Viva”, produção que integra o projeto Macapá Para o Mundo Ver e apresenta um retrato sensível e contemporâneo da identidade cultural da capital amapaense. A obra estreia no Amazon Sat e também está disponível no YouTube, ampliando o alcance da produção e garantindo acesso multiplataforma ao público.

Com 30 minutos de duração, o filme percorre espaços simbólicos de Macapá — como o rio Amazonas, a Fortaleza de São José, a orla e a comunidade do Curiaú — evidenciando como a memória coletiva permanece viva na música, no artesanato, no marabaixo e nas práticas que moldam a cultura tucuju.

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A narrativa reúne personagens que preservam e reinventam saberes ancestrais, entre eles Silvia Marques, Fábio Sacaca, Zé Miguel, Rosângela Costa, Elísia Congó e Maria Celestina. Por meio dessas vozes, o documentário reafirma a cultura como elemento estruturante da identidade local.

documentário macapá para o mundo ver da FRAM
Foto: Divulgação

Para Anderson Mendes, gerente de conteúdos da Fundação Rede Amazônica, a exibição reafirma o compromisso institucional com a valorização cultural da cidade.

“Exibir Macapá, um Território de Memória Viva reafirma o compromisso da Fundação Rede Amazônica com a valorização da nossa cultura e das histórias que formam a identidade da cidade. Este documentário é um convite à escuta e ao reconhecimento das pessoas que mantêm viva a memória de Macapá todos os dias. Ao dar visibilidade a esses territórios e saberes, fortalecemos o acesso à cultura e contribuímos para que a cidade se veja, se reconheça e se orgulhe de sua história.”

O diretor do documentário, Ronaldo Brito, destaca o caráter afetivo da obra:

“Produzir um documentário sobre Macapá é motivo de orgulho, porque retrata a cidade onde nasci e construí minha trajetória. A obra permite que amapaenses e visitantes conheçam mais profundamente nossa cultura e nossos costumes. Ao reunir artistas, quilombolas e mestres da tradição, o filme inspira as novas gerações a dar continuidade ao nosso jeito tucuju de ser”.

Leia também: Macapá para o mundo ver: projeto valoriza cultura, cidadania e identidade da cidade

Exibições no Amazon Sat

O documentário será exibido no Amazon Sat nos seguintes dias e horários (horário de Macapá):

28 de fevereiro (sábado) – 19h30
01 de março (domingo) – 12h30
02 de março (segunda-feira) – 8h45
04 de março (quarta-feira) – 13h

Acesso online

O documentário está disponível no canal oficial da Fundação Rede Amazônica no YouTube:

O projeto Macapá Para o Mundo Ver é uma realização da Fundação Rede Amazônica (FRAM), com apoio da Tratalyx e Prefeitura de Macapá.

Barezão: sete curiosidades sobre o Campeonato Amazonense de Futebol

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Troféu do Barezão 2026. Foto: João Normando/FAF

Que o futebol é uma paixão brasileira, todo mundo já sabe. No Amazonas o esporte também tem destaque com times, estádio e, claro, competições. Entre elas, uma das mais tradicionais e emblemáticas é ‘Barezão’, como ficou conhecido o Campeonato Amazonense de Futebol.

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Mas você sabe a história do campeonato? Ou qual clube é o maior campeão até agora? Confira uma lista de curiosidades sobre o Barezão:

1. Estadual centenário

Na sua 110ª edição, o Campeonato Amazonense de Futebol é considerado um dos mais antigos do futebol brasileiro, com início no ano de 1914. Estaduais como o Mineiro e o Gaúcho, por exemplo, tiveram suas partidas bem depois do Barezão.

Leia também: Da crise da borracha aos tempos atuais: Barezão completa 100 edições

Registro de uma partida disputada no primeiro campeonato amazonense, em 1914. Foto: Blog História do Futebol

2. Dezenas de campeões

Até aqui, o Barezão já foi conquistado por 20 clubes diferentes em toda a sua história. O maior vencedor é o Nacional com 43 títulos, seguindo bem distantemente pelo Atlético Rio Negro Clube, com 16 troféus.

Seguem na lista: São Raimundo e Fast (7 títulos), América e Manaus (6 títulos), Peñarol e Olímpico (3 títulos), Amazonas, Sul América, Portuguesa, Auto Esporte, Cruzeiro e Manaós Athletic (2 títulos) e Holanda, Rodoviária, Princesa do Solimões, Santos, Manaós Sporting e Grêmio Coariense com 1 título.

Nacional FC é o maior campeão estadual de futebol.
Maior campeão do Barezão, Nacional conquistou o seu último título no ano de 2015. Foto: Facebook-Almanaque Campeão

3. Porque Barezão?

A competição recebe esse nome em homenagem a tribo indígena Baré, nativa da região amazônica e que habitou a região do Alto e Médio Rio Negro, no noroeste do estado do Amazonas. Foram os primeiros habitantes da região que hoje é a capital Manaus.

Tribo indígena Baré, nativa da região amazônica. Foto: Reprodução/Associação Comercial do Amazonas

4. Times capital x interior

Desde 1980, o estadual começou a receber os times de outros municípios além de Manaus. O primeiro clube campeão fora da capital foi o Grêmio Atlético Coariense, de Coari, no ano de 2005. O último campeão foi o Peñarol, de Itacoatiara, em 2020.

Peñarol, de Itacoatiara, foi o último time oriundo do interior que foi campeão do Barezão. Foto: Mauro Neto/Faar

5. Clubes novatos

Dos oito times que disputam o Barezão 2026, cinco deles foram criados a menos de 20 anos: Parintins em 2021, Manauara em 2020, Amazonas e Itacoatiara em 2019 e o Manaus no ano de 2013.

RDE Parintins Futebol Clube, é o time mais novato do Barezão 2026, fundado no ano de 2021. Foto: Instagram-Parintins Futebol Club

6. Celeiro de talentos

O Barezão já revelou grandes jogadores para o futebol brasileiro, bem como também foi o destino de nomes famosos da bola fora do Amazonas.

Craques como Dadá Maravilha e Jairzinho, campeões da Copa do Mundo de 1970, jogaram o estadual amazonense, além de outras estrelas nacionais como Toninho Cerezo, Paulo Isidoro e Campos.

Talentos amazonenses também saíram do futebol baré para o mundo do futebol como Berg, Gilmar Popoca, Lima, Campos, França, entre outros, inclusive para a Seleção Brasileira.

Dadá Maravilha, campeão do mundo em 1970, e França, conhecido jogador nacional, disputaram o Barezão. Fotos: Nacional FC e SPFC

7. Rei do futebol baré

O treinador Aderbal Lana, de 79 anos, é considerado o rei do futebol amazonense. Conhecido como o mais antigo treinador em atividade no Brasil, Lana é o maior campeão do estado com 10 títulos.

Saiba mais: Treinador de futebol mais velho em atividade no Brasil e vencedor de 10 títulos do Campeonato Amazonense: Aderbal Lana

Lenda do futebol amazonense, Aderbal Lana comandou a maioria dos clubes amazonenses e conquistou 11 Estaduais. Foto: Reprodução-Instagram Amor.10am

Transmissão inédita

A bola do Barezão agora vai rolar na tela da Rede Amazônica. No dia 23 de fevereiro, o grupo fechou acordo para a transmissão do Campeonato Amazonense de Futebol na TV aberta até 2031. O contrato prevê, inclusive, algumas partidas da atual edição, que se encontra na fase do returno.

Será a primeira vez que a Rede Amazônica transmitirá os jogos do Campeonato Amazonense de Futebol. No entanto, o canal Amazon Sat, outro canal do grupo, chegou a transmitir partidas do regional nos anos 2000.

Já na edição atual do Barezão, a Rede Amazônica terá os direitos de transmissão de um jogo das quartas de final e um da semifinal. A final do segundo turno e uma eventual decisão geral também serão exibidas na programação da emissora.

Grupo Rede Amazônica vai transmitir o Barezão até 2031.
Grupo Rede Amazônica fechou contrato para transmitir os jogos do Barezão até 2031. Foto: Kassio Junio/GE AM

Fiocruz Amazônia vai sediar Rede de Observatórios de Vigilância Digital e Prevenção ao Feminicídio

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Foto: Divulgação/Arquivo Fiocruz Amazônia

A Fiocruz Amazônia será a sede da Rede de Observatórios para o monitoramento de feminicídios na Amazônia Ocidental, iniciativa que será apresentada durante o Seminário Amazônico sobre Vigilância Inteligente do Feminicídio, no dia 6 de março. O evento marcará o lançamento da estratégia Vigifeminicídio e a entrega do primeiro centro de inteligência epidemiológica do Brasil dedicado ao enfrentamento desse tipo de crime, com estrutura física equipada com tecnologia da informação e protocolos específicos para o monitoramento inteligente de assassinatos de mulheres.

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O espaço físico de referência para a Rede Vigifeminicídio está localizado no Prédio Rio Solimões, anexo 1 da Fiocruz Amazônia e contará com o apoio dos Observatórios da Estratégia de Vigilância Digital e de Prevenção ao Feminicídio instalados nas capitais Porto Velho (RO), Rio Branco (AC), Boa Vista (RO) e Manaus (AM), além da frente carioca que monitora os óbitos da capital fluminense, o Rio de Janeiro (RJ).

O seminário será o primeiro de vários previstos pela Rede Vigifeminicídio, com a finalidade de apresentar resultados inéditos e recomendações estratégicas à sociedade no tocante aos feminicídios, contribuindo ao aperfeiçoamento de políticas públicas sobre prevenção e combate ao negligenciado problema da violência contra a mulher, sobretudo dos feminicídios.

O evento contará com as presenças de representantes:

  • da Diretoria de Promoção a Direitos da Secretaria Nacional de Acesso à Justiça,
  • do Ministério da Justiça e Segurança Pública,
  • da Coordenação-Geral do Observatório Brasil da Igualdade de Gênero,
  • do Ministério das Mulheres,
  • do Ministério da Saúde,
  • da Secretaria de Estado da Saúde do Tocantins (TO),
  • do Ministério Público do Estado de Rondônia,
  • da Escola Judicial do Tribunal de Justiça do Estado do Amazonas,
  • da Defensoria Pública do Estado do Amazonas,
  • do Ministério Público Estadual do Amazonas,
  • da Delegacia Especializada em Crimes contra a Mulher,
  • da Secretaria de Estado de Segurança Pública (SSP-AM),
  • da Fundação de Vigilância em Saúde Dra Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP),
  • da Universidade de Brasília (UnB)
  • e da Universidade do Estado do Amazonas (UEA).

Leia também: Mulheres que lutam contra a violência no Amazonas: compromisso social e proteção com dignidade

O evento vai ocorrer das 9h às 17h e é promovido pelo Laboratório de Modelagem em Estatística, Geoprocessamento e Epidemiologia (Legepi), sob a coordenação do pesquisador em Saúde Pública da Fiocruz Amazônia, Jesem Orellana, que é epidemiologista e coordenador da Rede de Observatórios Vigifeminicídio.

“O intuito é reunir integrantes e colaboradores (as) dos observatórios já existentes, com a participação de representantes de movimentos sociais, colaboradoras de outras regiões do Brasil, imprensa especializada e órgãos públicos estaduais, para apresentar as estratégias de atuação da Rede e reforçar a importância do trabalho interinstitucional para o êxito da iniciativa”, destaca Orellana.

Sistema Femibot

“Além do lançamento oficial da estratégia Vigifeminicídio, iremos apresentar resultados preliminares das distintas frentes de trabalho nas capitais que compõem a Rede, as quais estão além de contagens e fatores de risco. Também teremos debates em mesas redondas temáticas, no intuito de contribuirmos para a redução da violência de gênero, em particular do seu mais trágico desfecho, o feminicídio”, afirma Jesem Orellana.

Segundo ele, a iniciativa está focada em feminicídios no Brasil, com forte componente interdisciplinar e capacidade instalada para gerar dados robustos e confiáveis, antes mesmo dos controversos apresentados pelo poder público. O evento marcará também o lançamento do sistema FemiBot, que permitirá o uso de modernas e efetivas estratégias de captura e armazenamento de dados “online” sobre assassinatos femininos, disponibilizado pela Fiocruz.

Leia também: Mulheres que lutam contra a violência no Amazonas: compromisso social e proteção com dignidade

“Neste sentido, esperamos entregar à sociedade uma estratégia ágil, com protocolos claros e padronizados, com baixo custo operacional e, principalmente, replicável em distintos cenários, apta à oportuna e contínua disseminação de dados, facilitando a tomada de decisão baseada em evidências”, explicou.

Histórico

Recentemente, a Lei 14.994 de 2024, tornou o crime de “feminicídio” como um tipo penal independente, não somente facilitando a classificação do crime, como conferindo-lhe a maior pena da legislação brasileira (até 40 anos). O termo é usado para classificar o assassinato de uma mulher quando este é motivado pelo fato dela ser mulher (misoginia, menosprezo pela condição feminina ou discriminação de gênero).

Por meio do Legepi, a Rede Vigifeminicídio vem se fortalecendo desde então, a partir da realização de pactuações com movimentos sociais e instituições de ensino e pesquisa, e a realização de treinamentos de captura inteligente de dados para os seus integrantes.

Em 2025, ocorreram os primeiros treinamentos nas sedes das Universidades Federal do Acre, em Rio Branco, e Federal de Rondônia, em Porto Velho, com a participação de docentes, discentes, representantes da coordenação do Programa de Pós-Graduação e representantes de instituições públicas e organizações não-governamentais ligadas à temática. Ainda em 2025, iniciou-se a consolidação dos “trabalhos de campo virtuais” em Boa Vista (RR) e na capital do Rio de Janeiro (RJ).

Políticas públicas contra o feminicídio

Para a diretora da Fiocruz Amazônia, Stefanie Lopes, a criação do centro de inteligência epidemiológica voltado ao feminicídio se configura numa importante contribuição da Fiocruz ao processo de formulação de políticas públicas voltadas ao enfrentamento da violência contra a mulher que assola o Brasil. Stefanie ressalta que existem diversas situações em que os órgãos públicos têm dificuldade em distinguir as mortes de mulheres como feminicídios.

“Um exemplo é o de mulheres envolvidas com o tráfico de drogas, cenário em que muitas são assassinadas, por exemplo, ao tentar romper um relacionamento. Porém, pelo contexto de crime organizado em que vivem, suas mortes não recebem o tratamento de feminicídio, o que agrava o cenário de subnotificação”, afirmou.

A diretora esclareceu também que há uma dificuldade inerente ao registro dos feminicídios nos prontuários e outros documentos do sistema de saúde, pois o feminicídio não é um “diagnóstico” propriamente, e sim uma “narrativa” que requer certa dose de interpretação dos dados.

“A subnotificação tem graves consequências: sem dados confiáveis, não conseguimos desenvolver políticas públicas eficazes para prevenção e enfrentamento. A sociedade e os profissionais de saúde muitas vezes não reconhecem as mulheres em risco até que seja tarde demais, e isso perpetua um ciclo de violência”, explicou.

Para identificar os casos “invisíveis” de violência letal por gênero, o projeto se apoia num tripé temático que integra ciências humanas (geografia, demografia, antropologia e direito), saúde e engenharia da computação (que incorpora dados estatísticos com uso de inteligência artificial, por exemplo).

Atualmente, Jesem Orellana coordena, na Amazônia Ocidental brasileira e na cidade do Rio de Janeiro, a Rede de Observatórios da Estratégia liderada pela Fiocruz, que vem mapeando e fazendo um inédito detalhamento, acerca das circunstâncias em que ocorrem os assassinatos femininos nas capitais da Amazônia Ocidental, bem como na capital do Rio de Janeiro (RJ).

*Com informações da Fiocruz

Estudo sobre geração de chuvas na Amazônia reúne cientistas da UEA e Reino Unido

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Geração de chuvas pelas florestas tropicais é estudada. Foto: Orlando Júnior/Acervo Rede Amazônica AM

Pesquisadores da Universidade do Estado do Amazonas (UEA) e da Universidade de Leeds, no Reino Unido, publicaram, no dia 17 de fevereiro, um estudo resultante de uma pesquisa conjunta cujo objetivo é quantificar os serviços de geração de chuvas pelas florestas tropicais, com destaque para a Amazônia brasileira.

O estudo, intitulado ‘Quantifying tropical forest rainfall generation‘ (‘Quantificando a geração de chuvas em florestas tropicais’, em tradução livre), foi publicado na revista Communications Earth & Environment, periódico do grupo Nature.

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Na produção da pesquisa, foram combinadas informações baseadas em observações por satélite e simulações de modelos climáticos de última geração, representando as evidências mais abrangentes relativas à importância das florestas tropicais sobre essa geração.

Chuva também tem relação econômica

Os cientistas traduziram, também, essa relação em termos econômicos. Utilizando o preço médio da água no setor agrícola brasileiro, o estudo estima que cada hectare de floresta amazônica gera, aproximadamente, US$ 59 por ano apenas por meio do serviço de provisão pluvial.

Leia também: Expedições científicas desvendam mecanismos das chuvas e tempestades na Amazônia

Chuvas
Foto: Reprodução/Prefeitura de Manaus

Um dos coautores do estudo, o Prof. Dr. José Augusto Veiga, da UEA, acrescentou: “A Amazônia é mais do que um patrimônio natural. Ela pode ser entendida como uma infraestrutura climática, tendo a floresta como seu alicerce central. Cada hectare preservado ajuda a manter a chuva que sustenta as lavouras, reabastece reservatórios e apoia milhões de pessoas. Proteger a floresta amazônica é um investimento no futuro.”

O estudo pode ser lido, na íntegra, AQUI.

*Com informações da UEA

Entenda que é educação ambiental e porquê ela é uma ferramenta importante para o futuro

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Eventos climáticos extremos tem mostrado que mesmo as pequenas ações, que parecem inofensivas, podem ter consequências gigantes. Em Rio Branco (AC), por exemplo, as cheias de rios tem se intensificado e até mesmo o menor foco de lixo nessas áreas pode se transformar em um problema maior neste período. Isso mostra a necessidade de cuidar melhor do meio ambiente e usar os recursos naturais de forma responsável.

E a educação ambiental é o que converte o conhecimento teórico em práticas sustentáveis, como reflorestamento, redução do uso de combustíveis fósseis e adoção de energias renováveis.

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Esse é um dos objetivos do projeto Consciência Limpa, da Fundação Rede Amazônica (FRAM), realizado há mais de 20 anos. O projeto atua na promoção da educação ambiental, da reciclagem e da preservação dos recursos naturais na Amazônia e, este ano, retorna ao Acre para uma nova rodada de ações que incentivam a sustentabilidade.

Leia também: Saiba quais serviços fazem parte do Consciência Limpa 2026 em Rio Branco

Entre as ações educativas estão o Drive-thru ambiental, orientações sobre descarte correto de resíduos e serviços de cidadania. O projeto também inclui o plantio de mudas, contribuindo para a recuperação de áreas degradadas e para a valorização da biodiversidade local, com a participação da comunidade em atividades educativas. Tudo com foco na educação ambiental.

Entenda o que é a educação ambiental:

Leia também: Sete dicas de consumo consciente para evitar desperdício e preservar o meio ambiente

Consciência Limpa

O Consciência Limpa é uma realização da Fundação Rede Amazônica (FRAM), com apoio da Energisa, Secretaria de Estado do Meio Ambiente (SEMA AC), Governo do Acre e apoio institucional daOrganização em Centros de Atendimento (OCA), Secretaria de Estado de Administração do Acre (SEAD AC), Life Show Produções e Eventos, Instituto Descarte Correto e Duque Sustentabilidade.

Passeios de canoa havaiana em Santarém movimentam turismo esportivo

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Modalidade vem atraindo aventureiros e impulsionando novas empresas, além de fortalecer a economia de comunidades ribeirinhas. Foto: Divulgação/Prefeitura de Santarém

Banhada por rios de águas doces e cristalinas, Santarém, no Pará, transforma a própria geografia num de seus principais ativos turísticos. Entre praias de areia clara, comunidades ribeirinhas e áreas de várzea, o município reúne condições naturais que favorecem atividades náuticas ao longo de todo o ano.

Nesse cenário, a canoagem havaiana vem ganhando espaço, com percursos emblemáticos como o Encontro das Águas, Igarapé-Açu, o Lago do Juá, a Praia de Alter do Chão e expedições pelos rios Arapiuns e Tapajós.

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Além dos roteiros contemplativos, expedições de maior duração ampliam o fluxo de visitantes interessados em experiências imersivas na natureza.

O movimento acompanha o crescimento do turismo esportivo, segmento caracterizado por viagens motivadas pela prática de atividades físicas. Mais do que lazer, a modalidade contribui para fortalecer a imagem do destino, estimular pequenos empreendedores e dinamizar a economia, especialmente nas comunidades ribeirinhas.

Leia também: Restaurante conquista visitantes com vitória-régia cenográfica em Santarém

Canoa Havaiana
Foto: Divulgação/Prefeitura de Santarém

Amor pela canoa havaiana

Denis Renê fez do esporte um empreendimento. Foto: Divulgação/Prefeitura de Santarém

Entre os empreendedores do setor está Denis Renê, que desde 2022 dirige a Santarém VA’A. Segundo ele, a procura por atividades ao ar livre cresceu de forma significativa no período pós-pandemia.

“Eu já trabalhava com canoagem para outras pessoas e resolvi montar minha própria empresa. A demanda já era grande e, depois da pandemia, percebi que as pessoas passaram a buscar ainda mais atividades ao ar livre”, relata.

A ligação com o esporte começou em 2004, quando integrou o projeto social Navegar, do Governo Federal, voltado ao incentivo esportivo. Selecionado entre os quatro melhores atletas de Santarém, competiu em Belém e em São Domingos do Capim, município conhecido pela pororoca.

“Foi ali que me apaixonei definitivamente pelas águas e pelo esporte”, relembra.

Leia também: #Série – Atividades ao ar livre: 6 lugares para fazer atividade física em Santarém

Passeios e expedições

A Santarém VA’A oferece passeios de canoagem às sextas, sábados, domingos e feriados, abertos a todos, inclusive iniciantes. Os roteiros incluem Igarapé-Açu, Lago do Juá, Encontro das Águas e Alter do Chão, sempre acompanhados por instrutor, com equipamentos de segurança e orientações prévias.

Os trajetos começam às 16h, permitindo contemplar o pôr do sol, ou podem ser realizados pela manhã, com valor médio de R$ 40 por pessoa.

Para este ano, estão programadas quatro expedições:

  • 13 a 18 de julho – Rio Arapiuns
  • 20 a 25 de julho – Rio Tapajós
  • 30 de julho a 4 de agosto – Rio Tapajós
  • 24 a 29 de agosto – Rio Arapiuns
Canoagem caracterizada por viagens motivadas pela prática de atividades físicas em contato com a natureza. Foto: Divulgação/Prefeitura de Santarém

As expedições têm duração média de seis dias e podem reunir até 30 participantes por grupo. O valor do pacote é informado mediante consulta. Interessados podem obter mais informações e realizar agendamento pelo WhatsApp (93) 99221-2384 ou pelo Instagram @santaremvaa.

Os pacotes incluem alimentação, hospedagem em redes no barco de apoio e equipe composta por cozinheiro, enfermeira e suporte técnico.

Durante o percurso, os participantes visitam comunidades ribeirinhas, conhecem atrativos turísticos e espaços de artesanato. À noite, a programação inclui piracaia e momentos de integração nas praias da região.

Leia também: Nova atração para aventureiros: Parque do Utinga, no Pará, oferece passeio de canoagem

Para Denis Renê, a modalidade vai além do esporte: “É saúde, é contato com a natureza, é conhecer pessoas. Muita gente procura para aliviar o estresse e se desconectar da rotina”.

Passeio inclui toda uma equipe de apoio e segurança. Foto: Divulgação/Prefeitura de Santarém

*Com informações da Prefeitura de Santarém

Bióloga usa genética forense para combater crimes na indústria pesqueira no Pará

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Bióloga é apaixonada pela genética forense e utiliza o método no dia a dia para identificar crimes no ramo alimentício. Foto: Leilane Brito/Acervo pessoal

Apaixonada por ciências naturais desde o ensino médio, a bióloga e especialista em genética forense Leilane Brito usa o método para combater crimes ambientais da indústria alimentícia, principalmente a pesqueira. Com olhar especializado, a cientista aproveita a rotina diária para analisar peixes que são vendidos em supermercados e restaurantes de cidades do Pará, com intuito de identificar fraudes como comercialização de peixes diferentes do anunciado.

Leila, que também é discente de doutorado no Programa de Pós Gradução em Biologia Ambiental (PPBA) da Universidade Federal do Pará (UFPA), Campus Bragança, explica como nasceu a paixão pela genética forense.

“Quando iniciei o curso de Ciências Naturais na UFPA, tive a oportunidade de conhecer pesquisas de diversas áreas de conhecimento, estagiei em alguns laboratórios, também realizei algumas coletas de campo, até encontrar o que realmente me identifiquei: a genética”, explica a jovem pesquisadora.

Leia também: Como a genética pode ajudar na qualidade dos produtos à base de açaí

Já identificada com a genética, Leilane começou a analisar peixes comercializados em estabelecimentos para apurar supostas fraudes alimentícias. De forma contextual, é como se um filé de peixe promocional anunciado como dourada fosse uma outra espécie de peixe com aparência semelhante.

“Quando se trata de peixes, a fraude pode gerar sérios prejuízos à sociedade em diversos âmbitos. Um deles é na saúde pública, quando um produto é rotulado com o nome de um peixe, mas é substituído por outro que pode conter substâncias que causam alergias ou que são tóxicas ao consumidor”, alerta a pesquisadora.

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Perigos à saúde pública

Além dos prejuízos à saúde pública, a jovem cientista também alerta sobre os prejuízos ambientais e os danos econômicos associados à fraude, sobretudo quando esta envolve peixes ameaçados de extinção.

“A troca de espécies dificulta a elaboração de políticas públicas eficientes para a conservação das espécies vulneráveis. E, geralmente, a maioria das substituições envolvem trocas de espécies mais caras por outras mais baratas, gerando lucros para as empresas em detrimento do consumidor”, acrescenta.

Por isso, Leilane almeja gerar tecnologias inovadoras com a sua pesquisa, que também funcionem como soluções para essa problemática. “Soluções como selos de autenticidade baseados em marcadores de DNA, para a autenticação e certificação de peixes de importância comercial no Norte do Brasil”, exemplifica a jovem.

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Uso da genética rendeu prêmios

Pesquisadora ganhou o Prêmio Cientista do Instituto de Estudos Costeiros/UFPA. Foto: Acervo pessoal

Os resultados preliminares da tese de doutorado de Leilane já renderam à estudiosa ótimos resultados, como o Prêmio Jovem Cientista do IECOS (Instituto de Estudos Costeiros/UFPA), premiação focada em reconhecer talentos em pesquisa e conservação de ecossistemas costeiros amazônicos, e publicações em revistas científicas internacionais de renome, como a Neotropical Ichthyology e PeerJ.

“Receber o prêmio foi gratificante, pois simboliza o reconhecimento de um longo trabalho de pesquisa”, assegura Leilane. “Antes de ingressar na Universidade, o mundo da pesquisa sempre me pareceu muito distante, e na verdade, não sabia que jovens podiam realizar trabalhos em laboratórios.”

Em paralelo à vida de pesquisadora, Leilane também deseja atuar como professora de Ciências Naturais no Ensino Fundamental, e espera conseguir inspirar outras jovens com a sua trajetória profissional.

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“Quando as mulheres assumem espaços, elas ajudam a construir um cenário de representatividade na ciência, despertando o interesse de jovens estudantes que almejam ocupar diferentes espaços na sociedade. Ser pesquisadora e estar em papel de destaque quebra barreiras de desigualdade de gênero, estimula a permanência e avanço de outras mulheres e chama a atenção para outros temas anteriormente não percebidos pelo sexo oposto”, finalizou.

*Com informações da UFPA

Grupo realiza experimentos de silvicultura em Rondônia: “geração de conhecimento”

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Foto: Divulgação/Unir

Alunos e professores do curso de Engenharia Florestal da Universidade Federal de Rondônia (UNIR), campus de Rolim de Moura, participaram, em janeiro deste ano, da implantação de uma área experimental de silvicultura e melhoramento genético de espécies florestais nativas.

A ação foi desenvolvida em parceria com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e a Fundação Bezos Earth, e integra um projeto nacional de fomento à silvicultura de espécies nativas no Brasil.

Esta é a primeira unidade implementada em Rondônia, no município de Porto Velho, no âmbito da parceria. A área está localizada no entorno do reservatório da Usina Hidrelétrica de Santo Antônio e contempla o plantio de oito espécies florestais nativas com potencial madeireiro.

Cada espécie ocupa um hectare, totalizando oito hectares. As árvores possuem identificação e controle das matrizes, o que permitirá estudos de crescimento e desempenho silvicultural.

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A UNIR contribui com mão de obra qualificada, coordenação técnica, acompanhamento científico e atuação direta de docentes e estudantes nas atividades de implantação, manutenção e monitoramento da área, que será acompanhada pelo campus de Rolim de Moura.

Estudantes do curso de Engenharia Florestal participam dos experimentos de Silvicultura em Rondônia
Foto: Divulgação/Unir

Os trabalhos são desenvolvidos por alunos do curso de Engenharia Florestal vinculados ao Laboratório de Recuperação de Ecossistemas e Produção Florestal (REProFlor).

Participam diretamente da ação os discentes: Bruna de Lima Santos, Robson da Silva Ribeiro, Matheus Magalhães de Lima Bonfim, Daniel da Silva Lins e Iranildo de Andrade Almeida, sob coordenação da professora Kenia Quadros.

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Ações silviculturais

Além do plantio das mudas, o projeto inclui tratos silviculturais, adubação, poda, manejo e inventário florestal, todos com a atuação de estudantes da UNIR.

“As atividades contribuem para a formação prática dos alunos e para a geração de conhecimento aplicado à silvicultura de espécies nativas na região amazônica”, destaca a professora Kenia Quadros.

O projeto prevê a implantação de unidades experimentais em diferentes regiões do país, e a unidade de Rondônia se destaca pela forte atuação acadêmica e técnica da Universidade Federal.

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*Com informações da UNIR