Home Blog Page 693

MMA publica edital para pagamento a assentados que reduzam desmatamento na Amazônia

0

O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) publicou nesta quarta-feira (22), Dia Internacional da Biodiversidade, edital para selecionar assentamentos da reforma agrária que serão beneficiados com projetos de Pagamento por Serviços Ambientais. Trata-se de mecanismo para remunerar integrantes do Programa Nacional de Reforma Agrária (PNRA) por serviços ambientais que gerem benefícios para a sociedade, como a redução do desmatamento e a conservação da vegetação nativa.

A iniciativa faz parte do programa União com Municípios pela Redução do Desmatamento e Incêndios Florestais na Amazônia, lançado pelo MMA em 2023, e integra medidas anunciados no Dia Internacional da Biodiversidade.

O cadastramento de assentados interessados será realizado de 15 de junho de 2024 a 30 de março de 2025. Há cerca de R$ 60 milhões disponíveis para desembolso em dois pagamentos anuais, em 2024 e 2025.

O edital é uma ação do projeto Floresta+ Amazônia, com recursos do Fundo Verde para o Clima (GCF, na sigla em inglês). O projeto é executado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) em parceria com o MMA.

Estão aptos à chamada assentamentos federais na Amazônia (criados e reconhecidos pelo Incra) localizados em um dos 70 municípios considerados prioritários pelo MMA para prevenção e controle do desmatamento.

Os assentamentos não podem ter embargos do Ibama e devem apresentar redução de pelo menos 25% do desmatamento em 2023, de acordo com a taxa Prodes, do Inpe, em relação a 2022. Quanto maior a redução, maior o desembolso.

Também devem ter cobertura de vegetação nativa igual ou superior a 50% de sua área total, de acordo com dados do Prodes/Inpe de 2022 e estar inscritos no Cadastro Ambiental Rural (CAR) como imóvel rural de assentamento da reforma agrária.

De acordo com o Plano de Ação para Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia Legal (PPCDAm), os assentamentos da reforma agrária do Incra representam parcela significativa do desmatamento. Por meio das ações do PPCDAm, verificou-se, em 2023, redução expressiva do desmatamento nos assentamentos que mais desmataram em 2022.

Os candidatos também devem integrar o Programa Nacional de Reforma Agrária (PNRA) e não podem ser beneficiários do Programa Bolsa Verde.

Veja a apresentação do MMA aqui.

Para informações sobre formulário de inscrição e termo de adesão, acesse o edital aqui. 

*Com informações de Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

Primeira escola em alvenaria do Vale do Javari é inaugurada em Atalaia do Norte

0

O Vale do Javari ganhou a primeira escola em alvenaria da Terra Indígena. Foi inaugurada em 18 de maio, com a presença de autoridades e lideranças indígenas, a Escola Municipal Indígena Dunu Mayuruna, na aldeia Flores da etnia Mayuruna/Matsés, localizada no rio Curuçá (distante 135 quilômetros da sede do município de Atalaia do Norte, no Amazonas). A obra é uma realização da prefeitura por meio da Secretaria Municipal de Educação (Semed).

A nova escola dispõe de quatro salas de aula padrão FNDE, que atendem às exigências do Ministério da Educação quanto ao dimensionamento dos espaços educacionais de acordo com práticas pedagógicas; respeitando requisitos e critérios de desempenho técnico das edificações, em consonância com as normas técnicas brasileiras.

Cada sala é projetada para receber 25 alunos e a escola possui internet via satélite Starlink; iluminação LED em todos os ambientes; banheiros; cozinha equipada com freezer, fogão industrial e utensílios; secretaria informatizada; sala do diretor; refeitório amplo e um sistema de energia solar com quatro baterias que suporta a demanda da unidade de ensino municipal.

Foto: Divulgação/PMATN

A prefeitura também esteve presente na aldeia Flores com serviços diversos para atender os indígenas, como os da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), que realizou atendimentos médicos, odontológicos e outros na UBS Fluvial; Secretaria Municipal de Assistência Social (Semas) com atividades dos Programa Criança Feliz, conscientização sobre o combate ao abuso sexual contra crianças e adolescentes; identificação; Cadastro Único; entre outras atividades. 

De acordo com o prefeito de Atalaia do Norte, Denis Paiva (União) “em breve, mais uma escola em alvenaria e outras em madeira serão inauguradas no Vale do Javari, tudo isso parte da política de uma gestão que valoriza os indígenas e ribeirinhos e investe no desenvolvimento da educação”.

Conservação do meio ambiente por meio de saberes ancestrais é comprovado em estudo

0

A relação dos povos indígenas e de comunidades tradicionais com o meio ambiente revela-se essencial para a conservação da biodiversidade. Essa é a constatação de um estudo publicado na revista Nature Ecology & Evolution, elaborado por um grupo de pesquisadores de diversas instituições, entre elas o Centro de Pesquisas Meteorológicas e Climáticas Aplicadas à Agricultura (Cepagri) da Unicamp, e por indígenas da região do Alto Xingu, no Mato Grosso.

O artigo, de revisão bibliográfica, mapeou publicações que investigaram a relação entre a biodiversidade e a cultura desses povos. Por meio do estudo de caso de cinco modelos de conservação bem-sucedidos, denominados pelos pesquisadores de ‘pontos de esperança socioecológica’. 

O trabalho sublinha a importância dos conhecimentos tradicionais, acumulados ao longo de milhares de anos, e a necessidade de esses saberes serem valorizados e assimilados pela comunidade científica na busca por soluções transdisciplinares quando se trata dos problemas enfrentados atualmente pela humanidade.

“Por meio de suas práticas culturais, de sua relação com o ambiente, do seu conhecimento ecológico local, gerado ao longo de milhares de anos, a ação de povos tradicionais resulta em manutenção da diversidade biológica”, sintetiza Maíra Padgurschi, pesquisadora colaboradora do Cepagri, coordenadora do eixo de estudos do programa AmazonFace sobre impactos socioambientais e uma das autoras do artigo.

Visões antagônicas

A ideia de uma dicotomia entre sociedade e natureza perpassa o pensamento urbano e industrial de hoje, determinando a forma como as pessoas manejam a terra e os recursos hídricos. A agricultura atual, por exemplo, apesar de sua alta produtividade, baseia-se na monocultura e, no longo prazo, provoca uma redução da diversidade biológica, um aumento da resistência natural de pragas e um agravamento de fenômenos climáticos adversos. Nesse cenário, consagra-se um ideal na ecologia segundo o qual, para haver preservação do meio ambiente, é necessário separar os seres humanos e a natureza.

O estudo contrapõe essa perspectiva apresentando a visão de mundo dos povos tradicionais, baseada na existência de uma conexão entre todos os elementos que compõem o meio ambiente, incluindo os seres humanos e suas estruturas sociais. Ou seja, não existem fronteiras entre natureza e sociedade. Essa concepção modela a forma como os povos indígenas e as comunidades tradicionais convivem com a natureza, pois trata-se de uma relação negociada, pautada no respeito aos limites impostos pelo meio ambiente. 

“É como se nós nos relacionassemos com uma pessoa próxima, de nossa família, agindo com cuidado para não a desrespeitar”, afirma Padgurschi. Segundo a pesquisadora, em muitos casos, isso transparece nas diferentes cosmologias desses povos, que consideram árvores e rios, por exemplo, entes sagrados, o que vai de encontro ao próprio conceito de ‘recursos naturais’. Todos os elementos da natureza revelam-se sujeitos em interação contínua.

Foto: Antonio Scarpinetti

O artigo questiona a perspectiva tradicional da ecologia ao destacar estudos segundo os quais mais de um terço das áreas naturais conservadas, que sofreram baixo impacto das atividades produtivas, encontram-se dentro de territórios indígenas. 

Para os pesquisadores, esse estado de conservação resulta da visão de mundo desses povos. Padgurschi argumenta que tal conduta humana proporciona benefícios às regiões afetadas, como é o caso da chamada ‘terra preta de índio’, solo fértil encontrado na Amazônia e produto da ação de povos originários. 

“Tudo isso mostra a importância dessas populações para a manutenção da biodiversidade e apresenta formas de manejo que podem ser alternativas”, argumenta.

No trabalho publicado, os pesquisadores destacam cinco experiências observadas no Território Indígena do Xingu. Em uma primeira, o manejo da floresta aumentou a diversidade biológica de culturas alimentares e medicinais. Em outra, implementou-se um modelo bem-sucedido de preservação do pirarucu (Arapaima gigas) no Rio Solimões, peixe sob ameaça de extinção que teve sua população ampliada com o envolvimento de comunidades tradicionais em sua gestão. 

Em uma terceira, o turismo arqueológico-ecológico no Parque Nacional da Serra da Capivara passou a ser gerido por moradores locais, levando a uma melhora. Em uma quarta, o uso de saberes Xavante no manejo do fogo em áreas do cerrado mostrou-se eficiente. E, por fim, houve uma dispersão de sementes de araucária no sul da Mata Atlântica por meio dos deslocamentos de populações indígenas. A respeito desse último tema, diz Padgurschi: “A dinâmica natural desses povos de se deslocar e levar as pinhas das araucárias incrementa a diversidade das araucárias. O deslocamento é um mecanismo de dispersão, assim como fazem as aves, por exemplo”.

Futuro transdisciplinar

O fomento à diversidade biocultural reúne especialistas de diversas áreas em torno de objetivos comuns, entre os quais a incorporação, pelo fazer científico, dos saberes e práticas dos povos originários e de comunidades locais. 

“A transdisciplinaridade envolve as populações tradicionais não apenas como objetos de pesquisa, mas como atores, e engloba visões de mundo diferentes”, afirma a pesquisadora, ressaltando a presença dessa abordagem nos novos acordos mundiais de preservação ambiental. É o caso do Marco Global de Biodiversidade de Kunming-Montreal, firmado em 2022, na 15ª Conferência das Partes da Convenção das Nações Unidas sobre Diversidade Biológica, que inclui, em 7 de suas 23 metas, a valorização dos saberes de povos originários. Segundo Padgurschi, o desenvolvimento de pesquisas na área mostra-se um desafio a ser necessariamente enfrentado pela ciência. 

“Vamos conseguir entender problemas complexos e buscar soluções conjuntas quando, por meio do respeito mútuo, compartilharmos visões de mundo diversas e chegarmos a uma transdisciplinaridade real.”

*O conteúdo foi originalmente publicado pelo Jornal da UNICAMP, escrito por Felipe Mateus

Fábrica de mingau instantâneo busca atender demanda de merenda escolar no Amazonas

A Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação (Sedecti) do Amazonas recebeu representantes da startup Amazon Porridge no dia 20 de maio e o grupo anunciou ao titular da secretaria, Serafim Corrêa, o investimento na implantação de uma fábrica no Polo Industrial de Manaus (PIM). A fábrica produzirá mingau instantâneo com ingredientes amazônicos, como banana, castanha e tapioca.

A startup deixa de ser uma empresa incubada pela Universidade do Estado do Amazonas (UEA) para se estabelecer na Zona Franca de Manaus (ZFM), produzindo em grande escala.

De acordo com o fundador e CEO da Amazon Porridge, Vanilson Costa, o investimento de aproximadamente R$ 10 milhões permitirá a implantação da empresa na ZFM. A fábrica estará em funcionamento nos próximos meses e deverá gerar 18 empregos.

“Nós estamos evoluindo de uma startup para nos tornarmos uma indústria. Atualmente, estamos no processo de implantação e estruturação da nossa planta de produção. Acredito que, nos próximos dois meses, teremos a planta totalmente pronta. Já estamos começando a operacionalizar o que temos hoje, que é nossa planta-base inicial”, revela Costa.

A empresa vai trabalhar com as comunidades ribeirinhas para coletar a produção e instalar as plantas em áreas estratégicas do Estado. O processamento inicial ocorrerá nessas áreas, com a finalização sendo feita em Manaus, gerando emprego no interior e um escoamento mais seguro da produção.

Com a nova fábrica, a startup poderá atender à demanda de merenda escolar e apoiar o Estado durante a estiagem, especialmente na alimentação escolar. 

“Atualmente, o que falta para fornecermos merenda escolar é a produção em escala. Com a estrutura que tínhamos antes, não conseguíamos atender a demanda das escolas. Agora, com nossa nova indústria, poderemos atender de forma escalável e é para isso que estamos nos preparando”.

*Com informações SEDECTI AM

Derivados de própolis são desenvolvidos no Mato Grosso para uso na indústria alimentícia

0

Uma equipe de pesquisadores da Universidade Estadual de Mato Grosso (Unemat), com apoio via Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado (Fapemat), está desenvolvendo novos produtos para agregar valores à exploração apícola no Estado. São realizados estudos e experimentos para transformar o extrato aquoso de própolis com a técnica de secagem em leito de espuma, classificando assim seus derivados para diversos usos na indústria.

Conforme o coordenador do projeto, o doutor da área de produtos naturais Rogério Alexandre Nunes dos Santos, própolis é um produto apícola pouco explorado pelas indústrias de alimentos. O extrato aquoso de própolis não apresenta efeito medicinal e nem teor alcóolico, podendo ser usado em formulações alimentícias.

“Os resultados demonstraram que a própolis obtida, através do método usado, apresentou potencial para ser um ingrediente funcional e naturalmente saudável para o uso na indústria  alimentar, como antioxidante em bebidas, produtos lácteos, produtos de panificação, entre outros, preservando as propriedades antioxidantes e antimicrobianas da própolis, garantindo um produto final na qualidade e segurança alimentar, contribuindo para a diversificação e inovação neste setor”,

avaliou o coordenador.

A apicultura é uma atividade econômica rural e geralmente familiar que não requer grandes investimentos e terras para sua exploração, além de estar presente em um grande número de municípios da zona rural brasileira. A utilização destes produtos, além do mel, podem ter um grande impacto na cadeia produtiva apícola e consequentemente um maior impacto social.

“Por isso, a necessidade das informações científicas para o uso alimentício de tais produtos se torna importante nesse processo. A extração de substâncias pode ser feita de diferentes maneiras, a qual envolve normalmente uma extração simples, onde a amostra é deixada em contato com o solvente a frio por um determinado tempo, com ou sem agitação, ou por uma extração exaustiva, que utiliza um aparelho com solvente aquecido, passando continuamente através da amostra, onde foi feita a avaliação do efeito da porcentagem de aditivos (formulação selecionada), sobre a qualidade da espuma, a cinética, e avaliação físico-química do produto seco”, explicou Rogério Alexandre.

O projeto intitulado “Extração aquosa de própolis padronizado e secagem em leito de espuma para uso em alimentos” faz parte do Edital nº 010/2021 Pesquisa com Alto Nível de Maturidade Tecnológica PANMT, da Fapemat, em parceria com a Farmácia Homeopática Naturalis Ltda, e é desenvolvido em Várzea Grande.

*Com informações da Fapemat

Acre é quinto Estado com a maior proporção da população em áreas de risco

0

Com a intensificação das mudanças climáticas provocadas pela ação humana no meio ambiente, têm aumentado os desastres ambientais e climáticos em todo o mundo, a exemplo do que ocorre no Rio Grande do Sul. No Brasil, o governo federal mapeou 1.942 municípios suscetíveis a desastres associados a deslizamentos de terras, alagamentos, enxurradas e inundações, o que representa quase 35% do total dos municípios brasileiros.

“O aumento na frequência e na intensidade dos eventos extremos de chuvas vêm criando um cenário desafiador para todos os países, em especial para aqueles em desenvolvimento e de grande extensão territorial, como o Brasil”, diz o estudo do governo federal.

As áreas dentro dessas 1,9 mil cidades consideradas em risco concentram mais de 8,9 milhões de brasileiros, o que representa 6% da população nacional.

O levantamento publicado em abril deste ano refez a metodologia até então adotada, adicionando mais critérios e novas bases de dados, o que ampliou em 136% o número dos municípios considerados suscetíveis a desastres. Em 2012, o governo havia mapeado 821 cidades em risco desse tipo.

Com os novos dados, sistematizados até 2022, os estados com a maior proporção da população em áreas de risco são Bahia (17,3%), Espírito Santo (13,8%), Pernambuco (11,6%), Minas Gerais (10,6%) e Acre (9,7%). Já as unidades da federação com a população mais protegida contra desastres são Distrito Federal (0,1%); Goiás (0,2%), Mato Grosso (0,3%) e Paraná (1%).

O estudo foi coordenado pela Secretaria Especial de Articulação e Monitoramento, ligada à Casa Civil da Presidência da República. O levantamento foi solicitado pelo governo em razão das obras previstas para o Novo PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), que prevê investimentos em infraestrutura em todo o país.

Populações pobres

As populações pobres são as mais prováveis de sofrerem com os desastres ambientais no Brasil, de acordo com a nota técnica do estudo.

“A urbanização rápida e muitas vezes desordenada, assim como a segregação sócio-territorial, têm levado as populações mais carentes a ocuparem locais inadequados, sujeitos a inundações, deslizamentos de terra e outras ameaças correlatas. Essas áreas são habitadas, de forma geral, por comunidades de baixa renda e que têm poucos recursos para se adaptarem ou se recuperarem dos impactos desses eventos, tornando-as mais vulneráveis a tais processos”, aponta o documento.

O levantamento ainda identificou os desastres ambientais no Brasil entre 1991 e 2022, quando foram registrados 23.611 eventos, 3.890 óbitos e 8,2 milhões de desalojados ou desabrigados decorrentes de inundações, enxurradas e deslizamentos de terra.

Recomendações

A nota técnica do estudo faz uma série de recomendações ao Poder Público para minimizar os danos dos desastres futuros, como a ampliação do monitoramento e sistemas de alertas para risco relativos a inundações, a atualização anual desses dados e a divulgação dessas informações para todas as instituições e órgãos que podem lidar com o tema.

“É fundamental promover ações governamentais coordenadas voltadas à gestão de riscos e prevenção de desastres”, diz o estudo, acrescentando que o Novo PAC pode ser uma oportunidade para melhorar a gestão de riscos e desastres no Brasil.

“[A nota técnica deve] subsidiar as listas dos municípios elegíveis para as seleções do Novo PAC em prevenção de risco: contenção de encostas, macrodrenagem, barragens de regularização de vazões e controle de cheias, e intervenções em cursos d’água”.

A lista completa conta com 1.942 municípios classificados como os mais suscetíveis à ocorrências de deslizamentos, enxurradas e inundações para serem priorizados nas ações da União em gestão de risco e de desastres naturais. Destes, mais de 200 são dos Estados da Região Norte. Confira se seu município está na lista, a partir da página 12 da nota técnica:

*Com informações da Agência Brasil

Saiba quais estádios da Amazônia irão sediar a Copa do Mundo Feminina 2027 

0

A próxima Copa do Mundo Feminina, que será realizada no Brasil em 2027, contará com dois estádios da Amazônia legal na rota dos jogos de futebol. O anúncio aconteceu no Congresso da Federação Internacional de Futebol (FIFA) em Bangkok, na Tailândia, com abertura prevista para 24 de junho e a decisão em 25 de julho, de acordo com o projeto apresentado.

A Arena da Amazônia é um dos dois estádios selecionados. Está localizada no Amazonas e o espaço esportivo já foi palco de quatro jogos da Copa do Mundo FIFA de 2014, e jogos das Olimpíadas de 2016. O centro esportivo, terá a capacidade de abrigar 26.948 torcedores e quatro jogos estão previstos para ocorrem no estádio amazonense na fase de grupos. 

Saiba mais sobre a Arena da Amazônia.

Arena da Amazônia, em Manaus (AM). Foto: Bruno Zanardo/Secom-AM

Outro Estado da Amazônia Legal que irá receber os jogos é Mato Grosso. A Arena Pantanal, em Cuiabá, é que será o centro da festa do futebol mundial feminino no Estado. O local também foi sede de quatro partidas da Copa do Mundo FIFA e ainda de cinco jogos da Copa América 2021. No período da Copa feminina, o estádio comportará 26.386 torcedores e deve receber outros quatro jogos na fase de grupos.

Arena Pantanal, em Cuiabá (MT). Foto: Daniel Meneses/Secom-MT

Experimento com vinho: produto de dissertação gera pedido de patente no Pará 

Produto milenar, consumido em inúmeros países e utilizado em diversas comemorações, o vinho é uma das bebidas alcoólicas mais famosas do mundo. De acordo com dados da Associação Brasileira de Sommeliers (ABS), o brasileiro consome, em média, cerca de dois litros da bebida por ano, número que tende a crescer, principalmente pela popularização e barateamento da bebida.

Quando caem os preços, um alerta vem à tona: a fraude em produtos alimentícios. Um levantamento feito em 2023 pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) apontou que o vinho está entre os cinco produtos mais fraudados do país, o que representa riscos à saúde, pois os componentes adicionados, muitas vezes, são imperceptíveis.

Dessa maneira, buscando garantir a segurança de consumidores, a professora Luiza de Marilac Pantoja Ferreira desenvolveu um sensor nanoestruturado, com base em buckypaper, capaz de identificar alterações em bebidas etílicas.

O buckypaper é um material fino e flexível, semelhante a uma folha de papel, composto de emaranhados nanotubos de carbono que lhe garante uma alta resistência, superior à do aço.

“A versatilidade dos filmes buckypapers reside na facilidade de sua preparação e manuseio. Em geral, eles são produzidos por meio de filtração a vácuo de uma solução de nanotubos de carbono, método que permite o controle de diversos parâmetros durante o processamento, originando filmes com espessura e formatos distintos”, explica a professora.

A pesquisa intitulada ‘Desenvolvimento de ‘Língua Eletrônica’ nanoestruturada baseada em buckypaper e seu uso para autenticação de bebidas etílicas‘ teve como objetivo principal produzir, testar e observar se um elemento sensor era capaz de emitir um sinal resposta ao ser exposto a um estímulo químico, que, nesse caso, seria a amostra de vinho.

“A ideia da pesquisa surgiu durante o pós-doutorado de um dos meus orientadores, o professor Marcos Reis, na Universidade do Porto, em Portugal. Como o grupo de pesquisa do qual participo já vinha trabalhando com filmes buckypapers, surgiu, então, a ideia de testá-los na análise de soluções líquidas, nesse caso, bebidas etílicas como o vinho”, detalha a pesquisadora.

Vinho de açaí deu toque regional ao experimento

E quando se fala em vinho, a região do Vale do Douro, em Portugal, é uma das mais lembradas. Com paisagem reconhecida pela UNESCO como Patrimônio da Humanidade, a região é um bom exemplo de equilíbrio entre economia e meio ambiente, além de produzir uma das bebidas mais cobiçadas pelas adegas: o vinho do Porto.

Devido à popularidade relacionada à prevenção de doenças, sobretudo as cardiovasculares, o vinho do Porto foi escolhido para análise na dissertação. Contudo, Luiza Ferreira queria que sua pesquisa abrangesse a região amazônica. Sendo assim, ela acrescentou ao estudo uma bebida feita à base de açaí.

“A ideia de testar o ‘vinho de açaí’ veio da necessidade de adequação do projeto de pesquisa ao nosso mercado. O ‘vinho de açaí’ é uma bebida de fabricação artesanal que contém 12% de teor alcoólico. Ela é produzida com a fermentação da polpa do açaí, em um processo de vinificação semelhante ao das uvas, porém, usando etapas químico-laboratoriais. O resultado é uma solução com coloração e sabor adocicado, semelhante ao vinho tinto, por isso recebe a denominação de ‘vinho’ pelos fabricantes”, explica Luiza Ferreira.

A metodologia da pesquisa envolveu análises durante a produção, os testes de utilidade e a eficácia do sensor. “Preparamos dois filmes buckypapers utilizando nanomateriais, em seguida executamos a montagem de amostras com o elemento sensor. Essas amostras foram expostas às bebidas (não adulteradas e adulteradas intencionalmente com água destilada e álcool etílico) e os testes realizados em temperatura ambiente. Os resultados (resposta, tempos de resposta e recuperação) obtidos foram tratados pela técnica de Análise de Componentes Principais (PCA), no intuito de verificar os padrões de similaridades e diferenças nos dados”, conta a pesquisadora.

Resultados satisfatórios geram pedido de patente

Os resultados do trabalho foram satisfatórios e o sensor preparado com buckypaper foi capaz de fazer a distinção entre as bebidas com e sem adulteração.

Com base nisso, Luiza Ferreira e os seus orientadores, os professores Newton Martins Barbosa Neto e Marcos Allan Leite dos Reis, entraram com um pedido de patente e já fazem planos para o futuro: querem utilizar o produto fruto da dissertação para desenvolver um protótipo de ‘língua eletrônica’, um sensor químico para análise de soluções líquidas.

“A ideia final é que a ‘língua eletrônica’ emita o resultado de uma análise em tempo real por meio de um aplicativo de celular e seja utilizada por qualquer pessoa: um consumidor que necessita testar a autenticidade das informações contidas em um rótulo de vinho; um funcionário de uma indústria testando a produção da bebida durante todas as etapas até o engarrafamento; um técnico especialista em fraudes, o qual poderá executar as análises in situ, sem necessitar coletar amostras para análise em laboratório”, finaliza Luiza Ferreira.

*O conteúdo foi originalmente publicado pelo Jornal Beira do Rio, da UFPA, edição 170, escrito por André Furtado

Instituto reúne pesquisadores para combater contaminação por mercúrio na Amazônia

0

Instituições públicas, entre elas, cinco universidades federais, estabeleceram um esforço conjunto, para preencher o “apagão” de dados e desenvolver estratégias de enfrentamento à contaminação por mercúrio na Amazônia.

E, para marcar o início dessas ações, foi lançado em 21 de maio o Instituto Amazônico do Mercúrio, em Belém, no Pará.

O Instituto, que vai agregar esforços de grupos de pesquisa, nasce para estabelecer ao menos um polo de testagem de contaminação em cada Estado da região.

A iniciativa será a primeira rede dedicada especificamente ao problema, integrando pesquisa científica, treinamento profissional e engajamento comunitário para enfrentar um dos principais problemas ambientais e de saúde pública.

A coordenadora do Instituto e professora da Universidade Federal do Pará, Maria Elena Crespo López, destaca que a questão não se restringe apenas à Amazônia.

“A ciência já demonstrou que o mercúrio gerado na América do Sul, onde 80% é gerado na Amazônia, chega em regiões como o polo ártico. Se ele chega ao polo ártico, ele chega em todo o Brasil. É por isso que as ações de conscientização serão promovidas em todo o país”.

A presença de mercúrio na Amazônia, metal perigoso para o homem e o meio ambiente, é um problema sistêmico de grande complexidade, com efeitos devastadores sobre a segurança alimentar e saúde das comunidades locais.

Sua utilização na região se dá principalmente pela atividade ilegal de garimpeiros, que utilizam o metal para separar o ouro dos sedimentos encontrados em rios ou na terra. O mercúrio forma uma reação química com o ouro em estado bruto, o que facilita sua extração.

O mercúrio não se decompõe facilmente no meio ambiente, o que o leva a entrar em um ciclo contínuo de deposição e remoção entre o solo, os corpos d’água e a atmosfera.

*Com informações da Rádio Nacional

Exames revelam presença de mercúrio em amostras de cabelo de yanomamis

Observatório da Indústria concentrará centro de inteligência no Pará

0

Fornecer uma leitura sistêmica dos diversos cenários econômicos e apontar caminhos para que as indústrias locais consigam desenvolver todo o seu potencial de negócios, são alguns dos motivos que levaram o Sistema Federação das Indústrias do Estado do Pará (Sistema FIEPA) a criar o Observatório da Indústria do Pará, um centro de inteligência dedicado à análise, monitoramento, pesquisa e informações relevantes e atualizadas sobre tendências, desafios e oportunidades do setor industrial do Pará.

Sediado no prédio da FIEPA em Belém, com equipe própria especializada, o Observatório foi inaugurado dia 10 de maio para empresários, entidades parceiras do setor produtivo e instituições acadêmicas e de pesquisa, que puderam conhecer as soluções da nova plataforma de negócios que nasce com a missão de contribuir para a melhoria do desempenho socioeconômico da região.

De acordo com o presidente da FIEPA, Alex Carvalho, a expectativa é de que o Observatório atue como um referencial de informações para subsidiar a tomada de decisões estratégicas para o desenvolvimento das indústrias do Estado.

“A partir do trabalho desenvolvido pelo Observatório, vamos conseguir coletar dados econômicos, estatísticas de produção, análises de mercado e outras fontes de dados confiáveis e relevantes para fornecer uma visão abrangente da atividade industrial e seus impactos na economia do nosso estado, antecipando cenários e formulando projeções futuras”, explicou.

Segundo Carvalho, as informações geradas pela plataforma poderão ser utilizadas por empresas, governos, pesquisadores e outras partes interessadas no perfil econômico e industrial do Estado. “Esse centro de inteligência é um marco para a indústria do nosso Estado e extremamente importante não apenas para nós do setor industrial, mas para qualquer um que tenha interesse em conhecer as potencialidades econômicas e de negócios do Pará, seja para tomar decisões de negócios, seja para o propósito social de contribuir para a formulação de políticas públicas, identificar oportunidades de investimento ou para subsidiar pesquisas e estudos socioeconômicos”, completou o presidente da FIEPA.

Iniciativa da FIEPA, do Serviço Social da Indústria (SESI), Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) e Instituto Euvaldo Lodi (IEL), o Observatório da Indústria do Pará é credenciado à Rede de Observatórios do Sistema Indústria – mantida pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) – um ecossistema de alto capital intelectual, prospectiva, multidisciplinar e colaborativa, que gera inteligência estratégica para a indústria brasileira, atuando de forma sinérgica e complementar.

Entre as soluções estão a análise, processamento e interpretação de dados; estudos técnicos em áreas específicas da indústria; análise setorial com a identificação dos desafios, tendências e oportunidades nos diferentes segmentos do mercado industrial; e soluções cognitivas a partir de algoritmos, Inteligência Artificial e Big Data para análises mais rápidas do contexto econômico.

É direcionado a empresários locais, nacionais e a potenciais investidores internacionais com interesse em fazer negócios na região. “Ter a informação correta é fundamental para a elaboração de planejamentos, investimentos, acordos, contratações enfim, para que qualquer movimentação ou negociação no mercado seja feita de forma mais segurança e tranquila”, avaliou o presidente da FIEPA.

Para Dário Lemos, diretor do SENAI/PA e superintendente do SESI/PA, o Observatório também subsidiará a atuação do Sistema FIEPA no apoio às empresas do Estado. “O Observatório também se reverte em uma potente ferramenta de inteligência para a nossa instituição, porque a partir dela vamos conseguir enxergar de forma mais sistêmica as necessidades das indústrias e projetar melhores formas de atender a esses anseios, ampliando o alcance das nossas ações no Estado, oportunizando educação básica, qualificação de mão de obra, consultorias em gestão empresarial, suporte para exportações e fortalecimento dos fornecedores locais, entre tantas outras ações”, detalhou Lemos.

Para Eliane Oliveira, representante da Cerpa presente no evento de lançamento, a iniciativa deve contribuir para a tomada de decisões da empresa. “Trabalhei muitos anos na área de dados da CERPA e de outras empresas e sei que a consolidação desses dados é algo importante para os resultados. Então, acredito que com o Observatório teremos um local onde a gente consiga visualizar essas informações do setor industrial do Estado do Pará e, com certeza, esse Observatório veio para somar e fortalecer as nossas tomadas de decisões”, afirmou Oliveira.