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Dicas de como plantar mudas em três ambientes diferentes

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Plantio de mudas. Foto: Reprodução/Amazon Sat

A Fundação Rede Amazônica (FRAM) realiza, no Acre, as ações do Projeto Consciência Limpa, uma iniciativa que envolve educação ambiental, sustentabilidade e participação da comunidade. O projeto atua há mais de 20 anos na Região Norte e busca ajudar a população a entender melhor os problemas ambientais e adotar atitudes mais responsáveis no dia a dia.

Através da educação, ações práticas e a comunicação assertiva, o projeto visa incentivar mudanças de comportamento na Amazônia, sempre com o objetivo de melhorar a qualidade de vida no planeta. Uma dessas atividades benéficas para o planeta é o plantio de árvores de forma responsável.

Plantar árvores é um gesto que representa não só a manutenção do meio ambiente, mas a garantia da qualidade de vida para futuras gerações. Além do papel essencial de regular o ar que respiramos e a temperatura da terra, as árvores também fornecem abrigo e alimento por meio das suas sombras e frutos.

Leia também: Projeto Consciência Limpa promove educação ambiental e sustentabilidade no Acre

No entanto, apesar de parecer simples, realizar o plantio de árvores envolve uma série de cuidados para que tudo ocorra de maneira correta.

O tipo de ambiente, por exemplo, é um fator determinante que precisa ser observado para o desenvolvimento correto das plantas. Geralmente, existem três tipos de ambientes: urbanos, rurais e florestais ou de recuperação ambiental.

Confira algumas dicas do que plantar em diferentes ambientes:

Áreas urbanas

Em locas públicos como ruas, calçadas e quintais, é importante seguir alguns cuidados em relação ao tipo de árvore, espaço do plantio e ao solo. A primeira dica é escolher árvores nativas, ou seja, oriundas da região. Isso porque tais espécies já estão mais adaptadas ao clima e ao solo, o que ajuda a fortalecer a relação ecológica da região, bem como a preservação do biodiversidade local.

Plantio de mudas em canteiro, na cidade de Manaus.
Plantio de mudas em canteiro, na cidade de Manaus. Foto: Divulgação/Semmas

Outro cuidado é a o local escolhido para o plantio das mudas. Observe se o espaço é suficiente para o crescimento das árvores e se a luz solar predomina no local. Evite plantar próximo de estruturas como muros, fiações elétricas ou tubulações de água e esgoto, fatores que podem atrapalhar o desenvolvimento das árvores. Respeite também a distância de aproximadamente 3 metros entre uma muda e outra.

Em relação ao solo, é necessário que a cova para plantio tenha entre 40 a 60 centímetros de profundidade e largura, respectivamente. Além disso, é recomendável que a terra retirada para o procedimento seja misturada com adubo orgânico ou composto.

A irrigação, que consiste na técnica de fornecer água às plantas, é fundamental para o desenvolvimento das espécies. Nas primeiras semanas, irrigar as mudas é essencial para o enraizamento das mudas, além de garantir a sobrevivência da espécie. Nos períodos de estiagem, manter as mudas hidratadas é crucial para que ela possa ter um crescimento de qualidade.

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Áreas rurais

O plantio de mudas em áreas agrícolas ou rurais geralmente envolve um maior planejamento e cuidados mais específicos para a sobrevivência e bom desenvolvimento das plantas. Clima, solo e recursos disponíveis são fatores avaliados antes do início das mudas.

O local, como de praxe, é o primeiro fator que precisa ser observado. Para o plantio correto, é necessário que o espaço esteja limpo, livre de matos ou gramas e adequado para a distância de 3 a 6 metros entre uma muda e outra, dependendo da espécie.

Plantio na região rural de Taquaruçu Grande, em Tocantins
Plantio na região rural de Taquaruçu Grande, em Tocantins. Foto: Ruraltins/Governo do Tocantins

Dependendo do local, as condições do solo precisam ser analisadas antes do plantio. Uma das medidas recomendadas é o estudo da fertilidade do solo e promover as devidas correções de nutrientes, como aplicação de calcário e adubos para eliminar riscos de espécies não se adaptarem.

O período chuvoso é a época ideal para o plantio das árvores. Isso se deve a combinação de alguns fatores: a umidade natural do solo, nutrição, drenagem e temperatura do solo durante as chuvas contribuem decisivamente no desenvolvimento mais rápido e saudável das mudas.

Uma dica importante também é a proteção das mudas, com a utilização de cercas ou protetores para evitar danos causados por animais e vândalos. Preencher o entorno da muda com matérias orgânicas como folhas ou capim também protege o solo de enxurradas e evita o crescimento de ervas daninhas.

Áreas florestais

O plantio de mudas em áreas florestais é ideal para projetos de reflorestamento ou recuperação de áreas degradadas. A exemplo dos espaços urbanos e rurais, é fundamental priorizar espécies nativas da região, já adaptadas ao clima e ao solo, bem como o plantio no período chuvoso para facilitar o estabelecimento e a irrigação das mudas.

Outra importante medida é o monitoramento das espécies, pois a observação das folhas, o desenvolvimento dos caules, ajudam na identificação de possíveis pragas ou doenças durante o crescimento das mudas. Esse acompanhamento nos primeiros anos é essencial para garantir o sucesso da recuperação ambiental.

Plantio de mudas em área de reflorestamento em Rondônia.
Plantio de mudas em área de reflorestamento em Rondônia. Foto: SOS Amazônia

Cuidados gerais

Independentemente do ambiente, o plantio de mudas envolve alguns cuidados básicos:

  • Escolher mudas saudáveis, com folhas verdes e sem manchas, caules firmes, raízes bem formadas e sem pragas;
  • Abrir uma cova maior que o torrão da muda;
  • Na hora do plantio, o colo da planta (ou base do tronco) deve estar no nível do solo;
  • A irrigação nos primeiros meses é essencial, com aumento de frequência nos períodos secos;
  • Usar estacas de madeira (tutores) para manter a muda reta e protegê-la de ventos fortes, animais ou pisoteios;
  • Adubação periódica, se necessário.

Consciência Limpa

O Consciência Limpa é uma realização da Fundação Rede Amazônica (FRAM), com apoio da Energisa, Secretaria de Estado do Meio Ambiente (SEMA AC), Governo do Acre e apoio institucional da Organização em Centros de Atendimento (OCA), Secretaria de Estado de Administração do Acre (SEAD AC), Life Show Produções e Eventos, Instituto Descarte Correto, Duque Sustentabilidade e Estácio Unimeta.

Áreas úmidas do Cerrado armazenam mais carbono que florestas na Amazônia, mostra estudo

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Foto: Paulo Bernardino

Os campos úmidos e as veredas do Cerrado brasileiro são capazes de armazenar até 1.200 toneladas de carbono por hectare, o que equivale a cerca de seis vezes o estoque de biomassa de florestas típicas na Amazônia. Datações indicam que, em média, esse carbono está no local há 11 mil anos, sendo, em alguns casos, de até 20 mil anos atrás, resultado de um processo lento de acúmulo favorecido pela falta de oxigênio nos solos saturados de água.

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Os achados são de um estudo publicado na quinta-feira (12/03) na revista científica New Phytologist e liderado por pesquisadores do Instituto de Biologia da Universidade Estadual de Campinas (IB-Unicamp).

Como essas áreas úmidas dependentes de lençol freático ainda são pouco estudadas, os cientistas fizeram um primeiro mapeamento usando dados de sensoriamento remoto combinados com aprendizado de máquina, apontando que elas podem cobrir 167 mil quilômetros quadrados (km²) no Cerrado. Representam uma região, pelo menos, seis vezes maior do que se pensava antes, equivalendo a cerca de 8% do bioma e 2% do território brasileiro.

Segundo maior bioma da América do Sul, o Cerrado é a savana mais biodiversa do mundo e conhecido como “berço de águas” por contribuir com dois terços do abastecimento de grandes bacias hidrográficas, especialmente das regiões Sul e Sudeste do país. Também abriga os chamados olhos d’água – afloramentos naturais do lençol freático –, incluindo os de caráter difuso, protegidos pelo Código Florestal (Lei nº 12.651/2012), que os classifica como Áreas de Preservação Permanente (APPs).

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Imortalizadas na obra Grande Sertão: Veredas – que completa 70 anos em 2026 – do escritor João Guimarães Rosa (1908-1967), as veredas são um tipo de turfeira, um ecossistema de áreas alagadiças e pantanosas. Além do carbono estocado, são fontes significativas de metano (CH), especialmente em áreas permanentemente inundadas, onde as emissões são aumentadas em decorrência de temperaturas mais elevadas.

Apesar de pouco visíveis e muitas vezes ignoradas, essas formações desempenham funções ecológicas estratégicas, principalmente por serem fonte para rios e bacias hidrográficas. Porém, segundo os pesquisadores, esses ecossistemas estão altamente vulneráveis a alterações no regime hídrico provocadas pela expansão agrícola, desmatamento, drenagem de áreas úmidas, construção de pequenas barragens e uso intensivo de água para irrigação.

Mesmo quando preservadas em fragmentos, mudanças no entorno podem reduzir o nível do lençol freático e transformar esses solos em fontes de emissão de carbono.

“Se a gente corta uma árvore que está há 300 anos na floresta, perdemos um grande estoque de carbono e funções ecossistêmicas importantes que são difíceis de serem recuperadas em sua totalidade. Mas com o processo de restauração florestal, é possível chegar perto disso em 30 ou 40 anos. Ou seja, você consegue plantar árvores e durante sua vida acompanhar esse processo. Agora, o carbono do solo de uma área úmida do Cerrado não vamos recuperar no nosso tempo de vida, pois foi estocado ao longo de dezenas de milhares de anos”, exemplifica à Agência FAPESP a bióloga Larissa da Silveira Verona, primeira autora do artigo.

O trabalho é, em parte, derivado do seu mestrado sob a supervisão do professor Rafael Silva Oliveira e foi premiado em 2024 como melhor dissertação do Programa de Pós-Graduação em Biologia Vegetal do IB-Unicamp.

Trabalhando atualmente no Cary Institute of Ecosystem Studies (Estados Unidos) com a pesquisadora Amy Zanne, outra autora do artigo, Verona recebeu durante o mestrado bolsa da FAPESP, que também apoiou o estudo por meio de Auxílio à Pesquisa concedido a Oliveira.

“O Cerrado foi escolhido como a principal fronteira agrícola do Brasil, voltada à produção de commodities em larga escala. Situado entre duas formações florestais, a Amazônia e a Mata Atlântica, o bioma sofre intensa pressão de conversão e, ao contrário dessas florestas, não é reconhecido como patrimônio nacional na Constituição e tem previsão legal de apenas 20% para áreas de preservação. Infelizmente, temos a percepção de que manter APPs ao lado dos rios é suficiente para conservar as funções ecossistêmicas do bioma. Estamos vendo que não. Para manter os processos hidrológicos do Cerrado, é preciso entender a conectividade da paisagem. Não basta preservar pequenos fragmentos enquanto o restante do território é convertido”, complementa Oliveira, que também assina o artigo.

Mesmo com tendência de queda, os índices de desmatamento do bioma permanecem altos. De agosto de 2025 a janeiro deste ano, as áreas sob alerta de desmatamento no Cerrado totalizaram 1.905 km², ante 2.025 km² no período anterior (queda de 6%), segundo dados do Sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

Levantamento realizado pelo MapBiomas mostrou que 47% do Cerrado é ocupado por áreas de uso antrópico (dados de 2024), sendo 24% para pastagem e 13% para agricultura, com a grande maioria da área de plantio destinada à soja. Em relação à superfície de água, o documento mostra que 2024 teve a maior área desde 1985, mas com 60% do uso antrópico (boa parte em hidrelétrica).

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Áreas úmidas do Cerrado armazenam mais carbono que florestas na Amazônia, mostra estudo
Foto: André Dib

Trabalho de campo

A pesquisa é pioneira no uso de amostras de solo profundo (com profundidade de até quatro metros) para quantificar o carbono nesses ambientes. Foram coletadas amostras de solo de veredas e campos úmidos em sete pontos do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, em Goiás, em 2023.

“Fazer essas coletas foi um processo de desbravar algumas regiões. Havia local onde a vegetação chegava à altura do meu ombro e, como é alagado, muitas vezes os pés afundam. O nosso solo é mais denso do que outros, por isso foi fisicamente extenuante, às vezes com cinco ou seis pessoas ajudando a usar o equipamento, mas é muito gratificante o resultado”, conta Verona.

O grupo usou um instrumento chamado LI-COR Trace Gas Analyzer, conectado a anéis de PVC instalados no solo para medir o dióxido de carbono e o metano.

Para fazer a datação do carbono, os pesquisadores da Unicamp contaram com cientistas do Instituto Max Planck (Alemanha). Especialistas em sensoriamento remoto, Paulo Negri Bernardino, da Unicamp, e Guilherme Gerhardt Mazzochini, do Jardim Botânico do Rio de Janeiro, contribuíram no mapeamento das áreas.

O trabalho indicou ainda, por meio de espectroscopia, uma baixa estabilidade do carbono em comparação com outras turfeiras tropicais. Cerca de 70% das emissões anuais de CO e CH ocorreram durante a estação seca. Como a maior parte da vegetação nessas áreas úmidas é composta por gramíneas que se decompõem mais facilmente, o carbono armazenado pode se transformar em emissões quando os solos secam, o que pode se agravar com as mudanças climáticas e a maior frequência de estações quentes e secas.

Carbono nas áreas geram alertas

No artigo, os pesquisadores fazem um alerta para a necessidade de ampliar a proteção das áreas úmidas e melhorar a conscientização sobre a importância dessas zonas alimentadas por águas subterrâneas. Também destacam a relevância de ampliar o mapeamento e aprofundar os estudos para a compreensão desses ecossistemas.

Nesse sentido, Verona diz que continua a pesquisa em áreas úmidas sazonais para entender a dinâmica de carbono. Já Oliveira está aprofundando a análise do sistema hidrológico para entender melhor como funcionam esses ecossistemas e como restaurá-los.

“Se a gente perde turfeiras ou veredas, demoramos milhares de anos para restabelecer os níveis de carbono estocados, sem contar os prejuízos de outros serviços ecossistêmicos. A preservação é o caminho, mas continuamos tentando compreender melhor os processos”, projeta o professor.

Um outro artigo liderado por Oliveira e publicado no ano passado já destacava que, apesar da importância para a segurança hídrica e de estarem protegidos por lei, os campos úmidos do Cerrado, incluindo os olhos d’água, continuam sistematicamente negligenciados por políticas públicas, consultores ambientais, proprietários rurais e órgãos de fiscalização (leia mais em: agencia.fapesp.br/55287).

O artigo Vast, overlooked peat, and organic soils in Brazil’s Cerrado: carbon storage, dynamics, and stability pode ser lido em: nph.onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1111/nph.71027.

*O conteúdo foi originalmente publicada pela Agência FAPESP, escrita por Luciana Constantino

‘Roteiro de Afetos’ inicia segunda etapa e implanta audiotour patrimonial em Tocantins

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Roteiro dos Afetos. Foto: Reprodução/Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan)

A cidade histórica de Natividade, no sudeste do Tocantins, começou a receber a segunda etapa do projeto ‘Roteiro de Afetos: Audiotour Patrimonial de Natividade‘, iniciativa que integra arte, memória e tecnologia para valorizar o patrimônio cultural local.

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Desenvolvido pela Universidade Federal do Tocantins (UFT), em cooperação técnica com o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e com administração da Fundação de Apoio Científico e Tecnológico do Tocantins (FAPTO), o Roteiro de Afetos propõe novas formas de conhecer e vivenciar o centro histórico do município por meio de experiências sonoras acessadas por dispositivos móveis. 

A proposta do audiotour é oferecer aos visitantes e moradores um percurso autoguiado pela zona de proteção histórica de Natividade, reconhecida pelo Iphan desde 1987.

Ao caminhar pela cidade, o público poderá acessar conteúdos em áudio por meio de QR codes instalados em pontos estratégicos do centro histórico.

Cada parada reúne narrativas que articulam memórias da comunidade, histórias do lugar e experiências artísticas, criando um percurso sensível que conecta patrimônio, identidade e cotidiano. 

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Roteiro de Afetos, Igreja Matriz de Nossa Senhora da Natividade. Foto: Reprodução/Diocese de Natividade

O projeto é coordenado pela professora e pesquisadora Renata Ferreira da Silva, do curso de Licenciatura em Teatro da UFT, e dá continuidade a um trabalho iniciado em 2024.

Na primeira etapa foram desenvolvidas as bases criativas do Roteiro de Afetos e produzidas 12 estações sonoras, elaboradas a partir de processos colaborativos com moradores, artistas, pesquisadores e estudantes.

Nesta nova fase ocorre a implantação efetiva do audiotour na cidade, com o desenvolvimento de um site e de um aplicativo para acesso aos conteúdos, além da instalação de mapas, totens informativos e QR codes que permitirão ao público realizar o percurso de forma autônoma. 

Leia também: Atlas Arqueológico do Tocantins busca democratizar acesso às informações do estado

Roteiro de Afetos, Ruínas da Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos. Foto: Reprodução/Iphan

Segundo a coordenação do projeto, a iniciativa busca ampliar o acesso ao patrimônio cultural por meio de linguagens contemporâneas e fortalecer o vínculo da população com a história da cidade.

“O Roteiro de Afetos busca valorizar as narrativas da própria comunidade, criando um percurso que conecta memória, arte e experiência sensível para reimaginar a cidade”, explica a coordenadora Renata Ferreira. 

A segunda etapa também prevê ações de educação patrimonial, oficinas, encontros com a comunidade e atividades de divulgação que envolvem estudantes, professores, moradores, comerciantes, guias de turismo e visitantes.

A proposta do Roteiro de Afetos é estimular o reconhecimento e a preservação das referências culturais locais, fortalecendo o sentimento de pertencimento da população em relação ao patrimônio histórico da cidade. 

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Para a chefe do Escritório Técnico do Iphan em Natividade, Maria Lygia, a iniciativa representa uma ação inovadora para aproximar a população de seu patrimônio cultural.

“Posso afirmar a grande importância e sensibilidade desta iniciativa, que é uma parceria técnica entre o Iphan e a Universidade Federal do Tocantins. A implantação do audiotour permitirá não apenas aos visitantes, mas também à própria população nativitana acessar de forma fácil e intuitiva informações sobre a cidade, reconhecendo suas singularidades e a riqueza patrimonial que os cerca”, afirma.

Segundo ela, o cuidado em cada etapa do projeto, desde o diálogo com a comunidade até o desenvolvimento dos materiais, demonstra o zelo e a dedicação que marcam toda a iniciativa.  

Roteiro de Afetos inicia segunda etapa e implanta audiotour patrimonial em Tocantins
Roteiro de Afetos. Foto: Reprodução/IPHAN

O projeto conta com uma equipe interdisciplinar formada por pesquisadores e colaboradores da UFT e da comunidade local. Integram a equipe as pesquisadoras Noeci Carvalho Messias (história e patrimônio cultural) e Renata Ferreira da Silva (artes e educação), os professores Heitor Martins Oliveira (música e criação sonora), Ricardo Ribeiro Malveira (artes visuais e visualidades da cena), Rodolfo Alves da Luz e Kennedy Vasco (geografia e cartografia) e a antropóloga Nei Clara Lima.

Na área de comunicação e registro audiovisual participam Jorge Cardoso Dias, jornalista e documentarista, e Felipe Silva Leite, comunicador visual e designer. O projeto conta ainda com a atuação das produtoras culturais Verônica Tavares de Albuquerque e Cássia Tavares, importante articuladora cultural da cidade de Natividade, além da participação do bolsista Bento Gabriel de Sá, estudante do curso de Jornalismo da UFT. 

Também estão previstas a produção de registros fotográficos e audiovisuais, mini documentários e reportagens que acompanham o processo de implantação do roteiro, ampliando a divulgação da experiência e registrando as memórias mobilizadas ao longo do projeto. 

O cronograma da iniciativa prevê que a produção de materiais e implementação seja concluída em junho de 2026. Ao longo do processo também serão realizadas reuniões com a comunidade e com setores como o comércio local para apresentação do projeto e dos produtos desenvolvidos. O encerramento geral da proposta está programado para outubro de 2026, com a apresentação do relatório final e do portfólio do projeto. 

*Com informações do Iphan

Exposição fotográfica arrecada fundos para animais resgatados em Macapá; veja como visitar

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Foto: Isadora Pereira/Rede Amazônica AP e Divulgação/Graça Andritson

A exposição ‘Olhares que Cuidam’ transforma contemplação em gesto concreto de cuidado. O evento é beneficente e reúne 12 fotógrafos que doaram duas obras autorais cada. Todas as fotografias estão à venda e a arrecadação será destinada ao Santuário Lillou, espaço de acolhimento permanente para animais resgatados.

A mostra acontece na galeria do Espaço Cultural Dr. Phelippe Daou, dentro da Rede Amazônica, em Macapá (AP) desde o dia 10 de março. O espaço fica aberto para visitação de segunda a sexta-feira, durante horário comercial. Os agendamentos podem ser realizados pelo número (96) 99112-6310.

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As imagens retratam paisagens que revelam tempo, território e silêncio. Ao escolher esse tema, os artistas destacam cuidado além do socorro imediato: é preservar o ambiente e assumir responsabilidade com o futuro. A ação é organizada pela artista plástica Graça Andritson, criadora do santuário.

“Cada fotografia vendida representa alimento, tratamento e dignidade para os animais que vivem conosco. É arte que se transforma em cuidado real”, afirmou Graça.

Foto: Isadora Pereira/ G1 Amapá

Leia também: Fotógrafo do Amapá se inspira na região amazônica para exposição

As obras na exposição são dos fotógrafos: Evandro Holanda, Fabiano Menezes, Lídia Mota, Aluízio Cardoso, Luzia Mota, Nani Rodrigues, Luísa Mota, Pedro Moutinho, Ronaldo Miranda, Tina Mota, Jeriel Luz e Jonaysa Carvalho.

Exposição beneficia o Santuário Lillou

O Santuário Lillou foi criado em 2025, em homenagem a uma cadelinha chamada Lillou. O espaço funciona como abrigo permanente para cães e gatos resgatados.

Atualmente, o local acolhe cerca de 30 cães e 9 gatos. Os animais recebem alimentação, atendimento veterinário, vermifugação e castração.

“Não conseguimos estar nas ruas todos os dias, porque cuidar dos que já estão aqui demanda tempo e estrutura”, explicou.

De forma eventual, filhotes são disponibilizados para adoção responsável. A prioridade é garantir qualidade de vida aos que já vivem no abrigo.

O santuário não realiza resgates constantes nas ruas. Segundo os responsáveis, a decisão busca manter o atendimento adequado dentro da estrutura disponível.

O trabalho é feito diariamente por cuidadores independentes. O objetivo é ampliar a estrutura e criar um espaço maior, afastado da área urbana, para oferecer mais tranquilidade e contato com a natureza aos animais.

*Por Isadora Pereira, da Rede Amazônica AP

Amajari: ecoturismo, piscinas naturais e cachoeiras na Serra do Tepequém

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Serra do Tepequém, em Amajari. Foto: Reprodução/ Ministério do Turismo

Quando se fala do verão de Roraima, o intenso calor da região amazônica logo vem à mente, bem como as tradicionais praias de água doce que se formam nas margens dos rios durante a estiagem. No entanto, o interior do estado guarda um refúgio para quem quer mergulhar em águas revigorantes: localizada no município de Amajari, a cerca de 200 km de Boa Vista, a Serra do Tepequém oferece clima mais ameno e um cenário repleto de cachoeiras deslumbrantes.

A subida da serra já revela uma transição na paisagem. No trajeto, a savana roraimense, conhecida como lavrado, dá lugar a uma vegetação montanhosa. Além do espetáculo visual, o local é carregado de história. No passado, o Tepequém foi um dos maiores polos de exploração de diamantes do Brasil. As cicatrizes deixadas pela atividade acabaram formando algumas belas piscinas naturais e quedas d’água, que hoje fazem a alegria dos visitantes.

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Foto: Reprodução/Prefeitura de Amajari

A experiência na região é um convite à contemplação da natureza em sua forma mais pura. Trilhas levam turistas a maravilhas como a Cachoeira do Paiva, a mais famosa e imponente, e a Cachoeira do Barata, ideal para famílias que buscam nadar e relaxar em poços tranquilos.

Outro ponto imperdível: a Cachoeira do Funil, que impressiona com sua formação rochosa onde fortes águas proporcionam uma massagem natural.

Para os mais aventureiros, a caminhada até o topo da serra rende um pôr do sol espetacular, quando uma vista panorâmica abraça toda a imensidão verde e plana de Roraima.

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Culinária roraimense em Amajari

A culinária local se encarrega de envolver o viajante com os sabores autênticos da Amazônia. A gastronomia em Amajari tem forte influência indígena e de migrantes nordestinos. A paçoca de carne seca batida no pilão, acompanhada de banana-da-terra (ou pacovã), é presença garantida nas mesas, assim como os peixes de rio, a exemplo do tambaqui assado na brasa.

Foto: Yara Ramalho/Rede Amazônica RR

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Para os paladares que buscam uma imersão mais profunda, provar a damurida, um caldo tradicional indígena servido quente, levando pimenta jiquitaia, tucupi negro e peixe ou carne, permite “experimentar” a identidade do povo roraimense.

Como chegar

A chegada até o local é uma viagem tranquila e repleta de belezas no caminho. Começando pela principal porta de entrada, o Aeroporto Internacional da capital, Boa Vista, o turista segue de carro, ônibus ou van pela rodovia BR-174 e, na sequência, pela RR-203, em um trajeto que dura cerca de três horas.

A estrada em si já é um atrativo à parte, cruzando vastas planícies pontilhadas por buritizais, até que a imponente silhueta da montanha surge no horizonte.

*Com informações do Ministério do Turismo

Projeto Pé-de-Pincha devolve mais de 5 mil quelônios à natureza na região amazônica

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Projeto Pé de Pincha. Foto: Reprodução/ DNIT

O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) participou de ações do Projeto Pé-de-Pincha que resultaram na soltura de mais de 5 mil quelônios na natureza, no âmbito das ações atinentes ao licenciamento ambiental, na região amazônica.

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A iniciativa integra atividades de educação ambiental vinculadas aos programas de gestão ambiental da autarquia e contribui para o fortalecimento da conservação da biodiversidade local.

Projeto Pé-de-Pincha. Foto: Reprodução/ DNIT

Leia também: 4,9 mil filhotes de quelônios são devolvidos à natureza em reserva no Amazonas

Neste ano, as ações realizadas com a participação das comunidades Nova Geração e São Sebastião do Igapó Açu resultaram na soltura de 5.225 quelônios. Na região da comunidade Nova Geração foram reintegrados à natureza 2.308 animais, enquanto na região da comunidade São Sebastião do Igapó Açu foram soltos 2.947 quelônios.

Projeto Pé-de-Pincha
Projeto Pé-de-Pincha. Foto: Reprodução/ DNIT

Criado pela Universidade Federal do Amazonas (UFAM), o Projeto Pé-de-Pincha é uma iniciativa de conservação voltada à proteção de quelônios na região amazônica.

O trabalho envolve comunidades ribeirinhas, instituições públicas e parceiros locais em ações de manejo e proteção de ninhos, acompanhamento da eclosão dos ovos e posterior soltura dos filhotes no ambiente natural.

A iniciativa tem como objetivo proteger espécies da região por meio do manejo de ovos, que inclui a coleta em áreas naturais, incubação em locais protegidos, monitoramento dos filhotes após a eclosão e, posteriormente, a soltura no habitat natural durante o período de cheia dos rios.

O trabalho contribui para a preservação de espécies como tracajás, tartarugas-da-amazônia, entre outras.

Leia também: 5 projetos de soltura de quelônios que preservam a espécie na Região Norte

A atuação ocorre por meio de atividades de educação ambiental realizadas junto às comunidades. Entre as ações desenvolvidas estão a organização de atividades educativas, como jogos temáticos e distribuição de materiais informativos, contribuindo para ampliar a conscientização sobre a importância da preservação ambiental e do cuidado com as espécies nativas.

O trabalho conjunto entre universidade, comunidades e instituições parceiras reforça a importância da cooperação para a conservação da biodiversidade amazônica e para a proteção das espécies de quelônios da região.

*Com informações do DNIT

Cinco características que tornam Macapá uma das cidades mais atrativas da Amazônia

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Pontos turísticos de Macapá. Foto: Divulgação/Acervo Ministério do Turismo

As margens do imponente Rio Amazonas, no extremo norte do Brasil, Macapá (AP) é a única capital brasileira cortada pela Linha do Equador. A cidade é um território onde ciência, tradição, espiritualidade e cultura popular convivem em equilíbrio, criando uma experiência amazônica singular.

Leia também: Portal Amazônia responde: por que Macapá é a capital do meio do mundo?

Fundada oficialmente em 1758, Macapá nasceu como um ponto estratégico de defesa do território amazônico durante o período colonial. Sua história está profundamente ligada à presença indígena, às populações negras trazidas para a região e às comunidades ribeirinhas que moldaram o modo de viver às margens do maior rio do mundo.

O nome Macapá tem origem tupi, derivado de macapaba, expressão associada à abundância da bacaba, palmeira típica da região. Antes da ocupação portuguesa, a área era habitada por povos indígenas como os tucujus, cuja herança cultural permanece viva nas manifestações artísticas, nos saberes tradicionais e na relação respeitosa com a natureza.

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Fortaleza de São José

Símbolo máximo da cidade, a Fortaleza de São José de Macapá é uma das maiores construções militares do período colonial no Brasil. Erguida no século XVIII às margens do Amazonas, a fortaleza foi fundamental para garantir a soberania portuguesa na região e hoje é um patrimônio histórico que conecta passado e presente.

Foto: Divulgação

Marco Zero: onde o mundo se encontra

Outro cartão-postal é o Marco Zero do Equador, ponto turístico que marca a divisão simbólica entre os hemisférios Norte e Sul. A atração geográfica se tornou palco de eventos culturais, científicos e celebrações que reforçam a identidade única de Macapá no cenário nacional e internacional.

Durante os equinócios, quando o sol se posiciona exatamente sobre a linha imaginária, moradores e visitantes acompanham um espetáculo natural que conecta ciência e ancestralidade.

Leia também: Portal Amazônia responde: é possível equilibrar um ovo no Marco Zero da Linha do Equador?

imagem colorida mostra o marco zero do equador, em macapá
Marco zero do equador, em macapá. Foto: Gabriel Penha/GEA

Marabaixo: ritmo ancestral

O Marabaixo é uma das manifestações culturais mais tradicionais do Amapá, com origem nas comunidades afrodescendentes formadas por negros que foram trazidos à região durante o período colonial. 

A celebração reúne música, dança, religiosidade e memória coletiva, marcada pelo som das caixas de marabaixo, tambores que conduzem os cantos chamados de “ladrões”, versos que narram histórias, sentimentos e acontecimentos da comunidade. 

Foto: Gabriel Penha/Fundação Marabaixo

O Marabaixo é celebrado principalmente em bairros históricos de Macapá e em comunidades do interior, tornando-se um símbolo de resistência cultural, identidade e orgulho do povo amapaense. Durante o verão amazônico, as rodas de Marabaixo ganham ainda mais vida, convidando moradores e visitantes a vivenciar de perto essa herança cultural que atravessa gerações.

Verão Amazônico

No verão amazônico, que se inicia em junho e segue até setembro, Macapá revela outro encanto: as praias de água doce formadas pelo recuo das águas do Amazonas. A Praia da Fazendinha é a mais famosa delas, reunindo moradores e turistas em um cenário onde rio, sol e cultura se encontram.

Além da Fazendinha, áreas ribeirinhas e balneários urbanos se tornam pontos de lazer, convivência e celebração da vida amazônica, acompanhados de música, gastronomia local e o ritmo tranquilo da cidade.

Foto: Eude Rocha

Sabores do Amapá

A culinária macapaense é uma verdadeira experiência sensorial. Pratos à base de peixe fresco, camarão regional e tucupi dividem espaço com receitas tradicionais como o caldo de tucupi, a goma de mandioca, o açaí e a bacaba, símbolo da região.

O sabor mais emblemático, no entanto, é o do camarão no bafo, presença constante em feiras e encontros à beira do rio, acompanhado de farinha e vinagrete, em uma celebração profundamente cultural.

Foto: Reprodução/Rede Amazônica AP

*Com informações do Ministério do Turismo

Iphan aprova tombamento da imagem de São Bonifácio em São Luís

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Imagem de São Bonifácio no Museu de Arte Sacra, em São Luis (MA). Foto: dossiê de tombamento/IPhan.

O Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) aprovou o tombamento da Imagem de São Bonifácio, em São Luís (MA), no dia 10 de março. O reconhecimento ocorreu durante a 112ª reunião do colegiado – responsável por deliberar sobre a proteção de bens culturais brasileiros – que ocorreu no Palácio Gustavo Capanema, no Rio de Janeiro (RJ).

A decisão reconhece oficialmente o valor histórico, artístico e simbólico da escultura religiosa, que passa a integrar os Livros do Tombo Histórico e de Belas Artes, instrumentos de proteção do patrimônio cultural brasileiro.

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O presidente do Iphan, Leandro grass, destacou o caráter crítico e propositivo desse tombamento. “A patrimonialização de um bem também significa que ele pode aquirir outros significados para a sociedade, se tornando um ferramenta de educação patrimonial e de reparação histórica”.

A imagem de São Bonifácio

A peça, datada do século 18, por volta de 1652, é uma escultura em madeira entalhada e policromada, com cerca de 66 centímetros de altura, que guarda em seu peito um relicário em vidro contendo fragmentos de ossos atribuídos ao mártir São Bonifácio. Essa característica confere à obra um valor religioso e simbólico singular, além de reforçar sua importância histórica.

Conselheiro do Iphan-Maranhão em aprovação de tombamento. Foto: Mariana Alves/ Iphan- MA

Segundo os estudos técnicos que embasaram o processo de tombamento, a imagem está diretamente relacionada à presença da Companhia de Jesus no Maranhão, desempenhando papel simbólico na consolidação das missões jesuíticas na região a partir do século 17.

Nesse contexto, a peça é considerada um testemunho material do processo histórico de ocupação e formação cultural da América Portuguesa, marcado pela ação missionária e pela difusão do catolicismo.

Além do valor histórico, a escultura também possui grande relevância artística. Especialistas apontam que sua execução apresenta características próximas da chamada escola maranhense de imaginária religiosa, destacando-se pela qualidade do entalhe, pela expressividade da composição e pelo tratamento das vestes e ornamentos.

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Atualmente, a imagem está sob guarda do Museu de Arte Sacra do Maranhão, localizado no Palácio Arquiepiscopal, no centro histórico de São Luís, onde permanece exposta ao público. É a primeira peça sob guarda da instituição que recebe tombamento em nível federal.

O processo de tombamento da obra teve início em 2007, a partir de solicitação de entidades culturais do Maranhão, e passou por diversas etapas técnicas e administrativas até chegar à deliberação final do Conselho Consultivo do Iphan.

Com a decisão, a Imagem de São Bonifácio passa a contar com proteção federal para proteger de um dos mais importantes testemunhos da arte sacra e da história religiosa do Maranhão e do Brasil.

*Com informações do Iphan

Universidade monitora risco de praga letal em coqueiros do Amapá

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Pesquisa da Unifap investiga a Praga do Coqueiro. Foto: Divulgação/Unifap

Pesquisadores da Universidade Federal do Amapá (Unifap) investigam o risco de chegada da praga conhecida como Lethal Yellowing, capaz de destruir plantações inteiras de coqueiros e deixar os frutos impróprios para consumo.

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O estudo é conduzido por alunos do curso de Educação do Campo. Eles explicam que a doença nunca foi registrada no Brasil, mas já preocupa países da América Central. O alerta é para os possíveis vetores que podem trazer a praga.

A suspeita é que cigarrinhas possam transmitir a doença, que não tem cura. Os insetos são capturados em armadilhas e levados para o laboratório, onde passam por análises.

“No laboratório retiramos as cigarrinhas com cuidado para preservar sua estrutura e depois fazemos a análise molecular”, explicou a pesquisadora Ana Kássia de Oliveira.

Leia também: Não parece, mas é: conheça 5 pragas que ocorrem na Amazônia

Pesquisa da Unifap investiga a Praga do Coqueiro. Foto: Unifap/Divulgação
Pesquisa da Unifap investiga a Praga do Coqueiro. Foto: Divulgação/Unifap

O professor Janivan Suassuna afirma que ainda não se sabe o causador direto da doença. Ele destaca que o monitoramento é essencial na Amazônia, já que a bactéria pode atingir também os açaízeiros.

Foto: Reprodução/Prefeitura de Macapá

“Nos países onde a doença já foi registrada, os sintomas aparecem em coqueiros e outras palmeiras. No caso do açaí, como não há registros no Brasil, os sinais podem se manifestar de forma diferente”, explicou Suassuna.

Como identificar a praga do coqueiro

  • Queda de frutos: cocos caem antes do tempo, em qualquer tamanho
  • Escurecimento das flores: botões ainda fechados ficam pretos
  • Amarelamento progressivo: folhas começam a amarelar de baixo para cima
  • Estágio “poste”: em 3 a 6 meses, a copa cai e sobra apenas o tronco nu.

*Por Mariana Ferreira, da Rede Amazônica AP

Conheça cinco leis voltadas à educação ambiental e sustentabilidade no Acre

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Foto: Uêslei Araújo/Sema AC

A educação ambiental é uma das ferramentas pedagógicas mais valiosas para o incentivo de práticas e atitudes voltadas para a preservação do meio ambiente e sustentabilidade. No estado do Acre, algumas leis vigentes norteiam a sociedade para a importância da conservação e uso sustentável da biodiversidade, visando garantir qualidade de vida para futuras gerações.

A legislação ambiental acreana dispõe de algumas normas importantes que visam a proteção e conservação do meio ambiente, bem como a adoção de medidas e ações para a sociedade. Tais regulamentações traduzem alguns feitos na região como, por exemplo, a preservação de 85% da cobertura original da floresta nativa.

Confira algumas das principais leis voltadas à educação ambiental e sustentabilidade no Acre:

Política Estadual de Meio Ambiente

Considerada a base da legislação ambiental do Acre, a Lei nº 1.117/1994 estabelece diretrizes para a proteção dos recursos naturais e orienta ações que garantem o uso sustentável da biodiversidade, sem comprometer as futuras gerações. A norma também incentiva a participação da sociedade e o fortalecimento da educação ambiental.

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Lei de Preservação das Florestas

Outro marco importante é a Lei nº 1.426 de 2001, que trata da preservação das florestas acreanas. A medida reforça o controle sobre o uso dos recursos naturais e amplia a proteção da cobertura vegetal, considerada um dos maiores patrimônios do estado. O Acre, inclusive, mantém altos índices de áreas preservadas, resultado direto dessas políticas.

Floresta no Acre é preservada devido à leis ambientais do estado
Acre possui cerca de 85% de sua cobertura vegetal nativa preservada. Foto: Pedro Devani/Secom Acre

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Zoneamento Ecológico-Econômico (ZEE)

Regulamentado em 2007, a Lei nº 1.904 visa a organização do planejamento territorial através da definição de quais áreas podem ser destinadas à produção, conservação ou recuperação ambiental. A norma é considerada um instrumento para o planejamento sustentável no estado.

Planejamento ZEE no Acre
Planejamento ZEE territorial e ambiental do Acre. Foto: Divulgação/Embrapa

Sistema de Meio Ambiente do Acre

Com intuito de integrar órgãos e fortalecer a fiscalização ambiental do Acre, o governo estadual criou em 2019 o SISMAF, por meio da Lei nº 3.595. A norma trouxe avanços na gestão, controle das políticas ambientais sobre as atividades que impactam o meio ambiente.

Para isso, foi criado o Conselho Estadual de Meio Ambiente e Floresta (Cemaf), órgão colegiado que reúne representantes do poder público e da sociedade civil para deliberar sobre políticas, diretrizes e regulamentações ambientais no Acre.

Programa Câmbio Verde

Criada recentemente, a Lei nº 4.622/2025 tem finalidade de promover a sustentabilidade ambiental por meio da troca de resíduos recicláveis por alimentos no estado. O programa prevê estimular pessoas em situação de vulnerabilidade social, a participar da coleta seletiva de resíduos, além de contribuir para a segurança alimentar da população.

Normais federais

Além das leis estaduais, o Acre também segue legislações nacionais como:

  • Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei nº 12.305/2010) – visa a organização da gestão de resíduos no Brasil;
  • Código Florestal Brasileiro (Lei nº 12.651/2012) – Rege a proteção da vegetação nativa, Áreas de Preservação Permanente (APPs) e Reserva Legal (RL);
  • Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC) – que estabelece critérios e normas para a criação, implantação e gestão das Unidades de Conservação no país.

Consciência Limpa

O Consciência Limpa é uma realização da Fundação Rede Amazônica (FRAM), com apoio da Energisa, Secretaria de Estado do Meio Ambiente (SEMA AC), Governo do Acre e apoio institucional da Organização em Centros de Atendimento (OCA), Secretaria de Estado de Administração do Acre (SEAD AC), Life Show Produções e Eventos, Instituto Descarte Correto, Duque Sustentabilidade e Estácio Unimeta.