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Entenda como o descarte incorreto de resíduos eletrônicos prejudica o solo e soluções indicadas por especialistas

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Foto: Reprodução/ Insituto Descarte Correto

O descarte correto de residuos eletrônicos tem se tornado um desafio constante, principalmente nas cidades mais populosas da Amazônia. Isso ocorre porque, quando descartado de forma inadequada, esse tipo de resíduo pode causar prejuízos ao meio ambiente e também trazer riscos à saúde humana.

Uma das formas de reduzir os impactos ambientais provocados pelo descarte incorreto de resíduos eletrônicos é por meio da conscientização da população sobre a maneira adequada de destinar esse material.

Em várias cidades, já existem iniciativas voltadas para esse tipo de descarte, como cooperativas de reciclagem, fabricantes e lojas varejistas que adotam a logística reversa (processo que consiste no retorno de produtos, embalagens ou materiais do consumidor final ao fabricante), além de ações do poder público que disponibilizam pontos estratégicos para que a população possa realizar o descarte correto desses resíduos.

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Mesmo com essas iniciativas, especialistas apontam que a ampliação da conscientização da população ainda é fundamental para garantir que o descarte seja feito de forma adequada, reduzindo impactos ambientais e riscos à saúde.

Prejuízos causados pelo descarte incorreto

O descarte incorreto contamina o solo com metais pesados (chumbo e mercúrio por exemplo) e as substâncias tóxicas podem prejudicar a vida dos animais que dependem da área, fazer com que a terra se torne infértil e até mesmo contaminar as águas dos lençóis freáticos. Além disso, pilhas e baterias de lítio podem causar incêndios.

Diante da importância do tema, especialistas explicam como os resíduos eletrônicos devem ser descartados e quais são os problemas relacionados à destinação inadequada desses resíduos.

Os problemas de descarte de resíduos eletrônicos

Essa é uma preocupação comum em grandes cidades. Segundo a engenheira florestal Fabiana Rocha, a maioria das cidades da região Norte, por exemplo, ainda não possui estrutura adequada para lidar com esse tipo de resíduo, o que contribui para que grande parte desses materiais seja descartada de maneira inadequada.

“A Amazônia passa ainda por um dos piores problemas que temos no que se trata de aterro sanitário, até por falta de interesse público, dos gestores que foram deixando de lado este processo. De forma geral, ainda existem muitas lacunas nesta questão de infraestrutura, de políticas públicas voltadas para o gerenciamento de resíduos e também de lixos eletrônicos dentro da Amazônia Legal. Muitos municípios ainda acabam enfrentando alguns desafios como a coleta regular, a destinação adequada, da implementação plena de coleta seletiva”, explica.

Leia também: Drive-Thru vai recolher resíduos durante o projeto Consciência Limpa no Acre; saiba como participar

No estado do Acre, que devido aos eventos climáticos extremos tem enfrentado cheias de rios e igarapés, atingindo diretamente a população de vários municípios, a preocupação com o descarte de resíduos eletrônicos também tem sido debatido.

Este material em contato não só com o solo, mas também com água, mostra a necessidade do poder público voltar a atenção com prioridade para essa situação.

Uma nota técnica feita em 2023 pelo Ministério Público do Acre, mostra que todos os municípios do estado não fazem a separação de resíduos, sendo descartados todos no mesmo espaço, em “lixões” de grandes centros urbanos.

Segundo Fabiana Rocha, as políticas para o descarte correto de lixo eletrônico já foram feitas, o que ainda é necessário é a concretização dessa política.

“O caminho mais adequado para o descarte dos materiais eletrônicos é a logístia reversa, que é prevista na Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS). Obrigatoriamente, os fabricantes, os importadores, os distribuídores, comerciantes, entre outros, precisam estar integrados para poderem participar do sistema de recolhimento da destinação correta deste tipo de material. Na prática, o cidadão deve procurar pontos de entrega voluntária, campanhas de coleta. Depois de colhido esse material passa por desmontagem e encaminhamento correto”, explica a engenheira florestal.

Descarte Correto

Uma dessas empresas que realizam a coleta de materias eletrônicos dentro de cidades da Amazônia para um trabalho ambiental é o Instituto Descarte Correto, que em fevereiro deste ano chegou ao município de Rio Branco em uma ação do projeto Consciência Limpa, da Fundação Rede Amazônica (FRAM) para receber resíduos eletrônicos da população de Rio Branco.

Segundo o CEO do Insituto Descarte Correto, Alessandro Dinelli, o trabalho de reciclagem de materiais eletrônicos dentro da Amazônia é de grande importância para o meio ambiente.

“O Descarte Correto já faz um trabalho de mais de 15 anos dentro da Amazônia e da região Norte. E antes deste ano ainda não tínhamos feito nenhuma ação em Rio Branco. Então somos muito gratos por esse convite da Rede Amazônica para que possamos fazer um trabalho em Rio Branco a partir de agora dentro desse cenário de ajudar a população a fazer o descarte correto de resíduos eletrônicos. São materiais agora que em vez de ir para um igarapé ou um lixão, passam a ter o destino correto”.

Ainda segundo Dinelli, há um trabalho em conjunto feito para disponibilizar a população de Rio Branco pontos de coleta para o descarte correto de resíduos eletrônicos.

“É um trabalho conjunto que vem sendo feito dia-a-dia, junto com esse trabalho feito pelo Projeto Consciência Limpa que já é uma realidade a população do Acre. É um projeto que leva a conscientização para as pessoas sobre os danos que estes resíduos eletrônicos causam a natureza se descartados de forma incorreta e agora com o Descarte Correto, podemos disponibilizar estes pontos para a população fazer a entrega deste material”.

Entenda como o descarte incorreto de resíduos eletrônicos prejudica o solo e soluções indicadas por especialistas
Ponto de coleta de descarte de resíduos eletrônicos na sede da Rede Amazônica em Manaus (AM) do Instituto Descarte Correto. Foto: Hector Muniz/ Portal Amazônia

Consciência Limpa

O Consciência Limpa é uma realização da Fundação Rede Amazônica (FRAM), com apoio da Energisa, Secretaria de Estado do Meio Ambiente (SEMA AC), Governo do Acre e apoio institucional da Organização em Centros de Atendimento (OCA), Secretaria de Estado de Administração do Acre (SEAD AC), Life Show Produções e Eventos, Instituto Descarte Correto, Duque Sustentabilidade e Estácio Unimeta.

Você sabia que o Uirapuru só pode ser ouvido 15 dias por ano?

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O Uirapuru também é conhecido por lendas na Amazônia. Foto: Luis Morais

O uirapuru é uma das aves mais enigmáticas da Amazônia. Discreto, difícil de ser visto e ainda mais raro de ser ouvido, pois ele guarda uma característica única: canta apenas entre 12 e 15 dias por ano. No folclore amazônico, a ave é conhecida por ter sido um guerreiro que caminhava pela floresta tocando sua flauta de bambu.

No vídeo exclusivo gravado em Porto Velho (RO) pelo pesquisador Luis Morais, é possível ouvir o canto do uirapuru, considerado um dos maiores tesouros sonoros da mata.

Leia também: Cantores da floresta: 5 pássaros da Amazônia com cantos fascinantes

Segundo o biólogo e professor Guilherme Marietto, especialista em aves, o som do uirapuru é melodioso e doce, lembrando uma flauta.

“Ele alcança notas complexas e muito impressionantes. É um canto que realmente chama atenção”, explica.

Esse canto acontece apenas durante o período de reprodução, entre setembro e outubro. Assim que o macho encontra uma fêmea, ele se cala e só volta a cantar no ciclo seguinte.

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Outra curiosidade é que não existe diferença visível entre macho e fêmea. A identificação só é possível durante o canto, já que apenas os machos produzem o som.

Uirapuru. Foto: Luis Morais
Uirapuru. Foto: Luis Morais

Ouvir o uirapuru é um privilégio raro

A ave vive em matas maduras e fechadas, ambientes escuros e de difícil acesso. Extremamente sensível a mudanças, abandona o local até mesmo quando uma árvore cai e abre uma clareira. Além disso, sua plumagem discreta se confunde com o chão da floresta, tornando a observação quase impossível.

Leia também: Você sabe quais aves representam os Estados da Amazônia Legal?

A espécie registrada no vídeo é o uirapuru ferrugíneo, que ocorre em Rondônia, Amazonas e Acre, além de regiões do Peru e da Bolívia. Apesar da dificuldade em estudá-lo, especialistas acreditam que o tamanho da floresta amazônica ajuda a proteger a espécie de ameaças diretas de extinção.

Guilherme comenta que ainda há muito a ser descoberto sobre o uirapuru, pois segundo o especialista, não se sabe como é o ninho, quantos ovos coloca ou se o macho permanece com a fêmea após a reprodução. Essa falta de informações reforça o mistério em torno da ave e alimenta lendas populares, como a de que “quando o uirapuru canta, todos os outros pássaros se calam”.

*Com informações da Rede Amazônica RO

Bosque Rodrigo Alves proporciona imersão virtual na Amazônia

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Visitantes participam de experiência em realidade virtual e “entram” na floresta amazônica durante exibição de filmes no Bosque Rodrigues Alves. Foto: Paula Lourinho

Com 142 anos de história, o Bosque Rodrigues Alves – Jardim Botânico da Amazônia é um dos principais patrimônios naturais e históricos de Belém (PA). Em seus 15 hectares, o espaço abriga mais de 10 mil árvores e cerca de 435 animais, consolidando-se como um verdadeiro santuário da fauna e da flora amazônica.

Além de oferecer lazer à população, o espaço também atua como ferramenta de educação ambiental, recebendo escolas para visitas guiadas que estimulam o aprendizado sobre preservação da biodiversidade.

Uma experiência diferente de educação ambiental marcou a programação deste domingo (15) no Bosque. Em parceria com a Iniciativa Inter-religiosa pelas Florestas Tropicais, o espaço recebeu a exibição em realidade virtual dos filmes ‘Amazônia Viva’ e ‘Amazônia Pra Sempre’, proporcionando ao público uma vivência imersiva na floresta amazônica.

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A atividade foi realizada na brinquedoteca do bosque e utilizou óculos de realidade virtual, que permitem aos participantes “entrar” no ambiente da floresta e acompanhar, de forma imersiva, imagens que mostram tanto a beleza natural da Amazônia quanto os desafios enfrentados para a sua preservação.

Menino participa de experiência imersiva com óculos de realidade virtual durante exibição de filmes sobre a Amazônia. Foto: Paula Lourinho

Tecnologia para aproximar o público da floresta

Os filmes exibidos têm cerca de dez minutos de duração e já foram apresentados em diferentes regiões do Brasil, além de receberem reconhecimento em festivais nacionais e internacionais.

De acordo com um representante da iniciativa organizadora, Gabriel Dias, a proposta é utilizar ferramentas interativas para estimular a reflexão sobre o futuro da Amazônia.

“A Iniciativa Inter-religiosa pelas Florestas Tropicais foi gerada pela ONU com o objetivo de trazer mais conscientização e também mais ações ambientais, por meio de informações científicas e exposições interativas, como é o caso da exibição dos filmes Amazônia Viva e Amazônia Pra Sempre. A ideia é mostrar o contraste entre a beleza da floresta e os problemas que ela enfrenta, além das consequências para a fauna, a flora e também para todos nós”, explicou Gabriel.

Bosque de Belém é inovador com várias novas tecnologias no mundo virtual
Crianças acompanham a exibição do filme sobre a Amazônia durante atividade de educação ambiental no Bosque. Foto: Paula Lourinho

Segundo ele, os filmes também destacam o papel dos povos que historicamente contribuem para a preservação da floresta.

“Queremos lembrar que essa preservação envolve também os povos originários, indígenas e quilombolas, que sempre ajudaram no cuidado com as florestas. A ideia é mostrar que preservar a Amazônia significa preservar a vida como um todo”, acrescentou.

“A ideia é mostrar a beleza da floresta e também os desafios que ela enfrenta, para despertar mais consciência sobre a preservação da Amazônia”, destaca Gabriel Dias. Foto:  Paula Lourinho

Experiência indicada a partir dos 12 anos

Por conta do uso dos óculos de realidade virtual e da abordagem do conteúdo, a experiência é recomendada principalmente para adolescentes e adultos. A idade indicada para assistir aos filmes utilizando o equipamento é a partir de 12 anos, quando os participantes já conseguem compreender de forma mais direta as mensagens transmitidas.

Crianças utilizam óculos de realidade virtual para assistir aos filmes sobre a Amazônia durante atividade educativa no Bosque. Foto: Paula Lourinho

Para crianças menores, a iniciativa também desenvolve outras atividades educativas com linguagem mais lúdica. A organização mantém parcerias com instituições como o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (CEMADEN), que disponibiliza materiais didáticos e jogos interativos voltados à conscientização ambiental.

O administrador do Bosque, Josias Reis, ressaltou que atividades como essa reforçam o papel educativo do local.

“Trazer experiências como essa para dentro do Bosque fortalece o nosso trabalho de educação ambiental. Quando as pessoas têm contato com tecnologias que mostram a floresta de forma tão real, elas passam a compreender melhor a importância de preservar esse patrimônio natural que nós temos”, destacou o administrador do Bosque Rodrigues Alves.

Leia também: Bosque Rodrigues Alves: um pedaço da floresta na ‘Cidade das Mangueiras’

“Quando as pessoas têm contato com experiências como essa, conseguem entender melhor a importância de preservar a floresta”, destaca Josias Reis, administrador do Bosque. Foto: Paula Lourinho

Famílias destacam importância da atividade

Quem participou da experiência destacou o impacto da tecnologia na forma de perceber a floresta. O estudante Diego Jaques, de 13 anos, que visitava o Bosque com o irmão Lorenzo Jaques, de 12, contou que a sensação foi surpreendente.

“Parece que a gente está dentro da floresta mesmo. Dá para ver os detalhes e sentir como se estivesse andando pela Amazônia. Foi uma experiência muito legal e faz a gente pensar mais sobre cuidar da natureza”, relatou o estudante.

O pai dos dois, Mauro Jorge, morador do bairro do Souza, afirmou que atividades como essa ajudam no aprendizado das crianças.

“É muito importante trazer esse tipo de experiência para elas. As crianças aprendem de uma forma diferente, mais dinâmica. Quando elas sentem a floresta dessa maneira, entendem melhor porque precisamos preservá-la”, disse.

Outra visitante foi a pequena Eva Cruz, de 12 anos, que participou da atividade ao lado do pai, Roger Cruz, morador do bairro do Marco. Para ele, iniciativas educativas em espaços públicos contribuem para formar uma nova consciência ambiental.

“Quando as pessoas têm contato com experiências como essa, conseguem entender melhor a importância de preservar a floresta”, destaca Josias Reis, administrador do Bosque. Foto: Paula Lourinho

“Esse tipo de atividade aproxima as crianças da realidade da Amazônia. Muitas vezes elas ouvem falar da floresta, mas não conseguem imaginar. Com a tecnologia, elas conseguem visualizar e entender a importância de cuidar desse patrimônio”, afirmou o pai.

O Bosque Rodrigues Alves funciona de terça-feira a domingo, das 8h às 16h, permanecendo fechado às segundas-feiras para manutenção. A entrada custa R$ 2, com gratuidade para crianças de até 6 anos, idosos e pessoas com deficiência. Crianças de 7 a 12 anos pagam meia-entrada. No último domingo de cada mês, o acesso é gratuito para todos os visitantes.

*Com informações da Agência Belém

João Coelho de Miranda Leão: uma história no Amazonas

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Foto: Abrahim Baze/Acervo pessoal

Por Abrahim Baze – literatura@amazonsat.com.br

Antes de tratar do Dr. João Coelho de Miranda Leão, quero destacar seus ancestrais para lembrar mais uma vez que o atavismo é uma lei biológica. A família dos Miranda Leão conta mais de um século de atuação no Amazonas, em vários setores da atividade humana: no magistério, no comércio, nas ciências, na política, etc.

Como patriarca, destaco o nome do Coronel José de Miranda Leão, mandado à Luzéia em 1839 para combater os cabanos, levando 880 homens para expulsá-los da Mundurucania, o que conseguiu. Pelos idos de 1870, ainda forte prestou à Província do Amazonas relevantes serviços a causa pública, na sua qualidade de Deputado.

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Outro de sua estirpe, foi o professor Manoel de Miranda, uma encarnação de sábio que se educara em Paris, aprendendo na Sorbonne, voltando para sua terra, entregando-se ao magistério e ao jornalismo. Fortaleceu seu cintilante espírito nos dogmas da igreja. Sua filha, srta. Maria de Miranda Leão – a mãezinha – foi Deputada Estadual do Amazonas, também primando pelo talento e pela cultura, tendo vinculado sua vida ao ensino e caridade. E, nesta geração, ainda esteve em Manaus o professor Homero de Miranda Leão, poeta, Deputado Estadual.

Doutor Miranda Leão a quem passo a me ocupar, foi um ramo vigoroso dessa árvore genealógica que tem enriquecido o Estado do Amazonas de ótimos frutos. Quem contará a sua biografia, melhor que ninguém é seu filho, Doutor João Miranda Leão, poucos dias após seu desaparecimento. Trata-se de uma peça inédita, escrita pelo nobre professor Themistocles Pinheiro Gadelha.

Doutor Miranda Leão nasceu em 9 de janeiro de 1869, em Maués, antiga Luzéia, tendo sido seus progenitores, o Capitão Rodrigo José Coelho de Miranda Leão e dona Olímpia Monteiro da Costa Leão. Órfão cedo de pai, esteve ainda adolescente no Rio Madeira, onde adquiriu prática de trabalho comercial, servindo de guarda-livros na antiga do Cel. José Gentil Monteiro da Costa, veio a Manaus e seguiu a Belém.

Iniciou no secundário, partindo para o Ceará, fazendo curso secundário completo em Fortaleza. Por onde exerceu o magistério, tirava o necessário para se manter. Desejando abraçar a carreira médica, seguiu para Bahia, mas ali esteve pouco tempo, transferindo-se para o Distrito Federal, onde terminou o acadêmico.

Aplicado e estudioso, conseguiu o curso no internato, Hospital da Misericórdia, e em 1899 defendeu tese com a dissertação Seções cirúrgicas dos tendões e suas indicações, recebendo o diploma de Doutor em Medicina.

João Coelho de Miranda Leão: uma história no Amazonas
João Coelho de Miranda Leão. Foto: Abrahim Baze/Acervo pessoal

Casou com dona Luzia Valente de Miranda Leão e embarcou sem demora a Manaus, fixando residência. O casal teve dois filhos: João e Geraldo. Nomeado Inspetor Sanitário e nas dolorosas quadras da febre amarela, o diretor do Serviço Sanitário lhe confiou a chefia dos trabalhos de profilaxia especifica, cargo que lhe pôs todo seu empenho, não conseguindo êxito por lhe terem negado os recursos materiais em todas as exigências de tão árduos os trabalhos.

Coube-lhe ter sido em 1905 com Alfredo da Matta e Worferstan Thomas, um dos iniciadores dos estudos das verminoses no Amazonas, quanto a suas transmissões terapêuticas. Neste estudo empregou a Petivéria, mucuracaá, em diversos casos um eficaz resultado. Incumbindo a assistência aos leprosos no Umirizal, aventou a criação de colônias agrícolas e leprosários modelos.

Na diretoria do Serviço Sanitário cargo que desempenhou com muita competência, deu provas de seu profissionalismo conhecedor de moderna higiene. Na horrível fase endêmica da gripe em Manaus, em 1918, se revelou um verdadeiro apóstolo. O povo manauense e o poder público esquecidos de serviços, jamais deverão olvidar o seu nome, pois ele se sacrificou nesse posto de honra.

Aliado a qualquer campanha em prol do bem a amparar e proteger os pequenos, jamais se recusando no auxílio dos desamparados.

avenida constantino nery manaus
João Coelho já foi um dos nomes dados a atual Avenida Constantino Nery em Manaus. Foto: Diego Oliveira/Portal Amazônia

Foi um entusiasta de quaisquer assuntos que se ligassem ao Amazonas, terra a qual dedicava uma grande admiração, voltando-se para estudá-la, especialmente os dialetos de certas tribos. Fundador da Sociedade de Medicina e Cirurgia, de que foi vice-presidente, do Instituto Geográfico e Histórico, a cujo conselho pertenceu, médico do Hospital de Misericórdia e da Beneficente Portuguesa, quando neste eram gratuitos os serviços e (de que fora afastado quando houve remuneração), membro fundador e ativismo propagandista do Clube da Seringueira, de que foi brilhante ornamento, fundador da Sociedade Amazonense de Agricultura, Miranda Leão jamais desmereceu da admiração e da simpatia a ele dedicadas. Em todos esses cargos e funções, Miranda Leão trabalhou e serviu a sua terra natal com elevado critério e sabe.

Um fato trágico que seu filho e biografo não se referiu, mas que a impressa destacou em comovidas colunas foi seu suicídio, com um tiro de revólver na cabeça, em 26 de junho de 1920. O ato de desespero não fora previsto por ninguém, mesmo pelos seus íntimos, pois era um homem equilibrado e sua vida não estava embaraçada.

Murmurava-se que havia descoberto estar contaminado com lepra, ele que tinha sido diretor e médico do Leprosário do Umirizal a montante de Manaus.

Seus principais trabalhos

  • Secções cirúrgicas dos tendões e suas aplicações – Tese apresentada à Faculdade de Medicina do Rio, 1899.
  • Profilaxia da ancilostomose e tricocefalose em Manaus – 1914;
  • Seringais plantados no Município de Maués – Seringueira n.° 2 – 1916;
  • Devemos plantar seringueiras no Amazonas? – Seringueira n.°1 – 1916;
  • A farinha de mandioca Seringueira nos 3,4,5,6,7 – 1916;
  • Água filtrada Seringueira nos 9 e 10 – 1917;
  • A Içaubas (atta columbica) Seringueira n.° 8 – Distancia entre seringueiras plantadas Seringueira n. 9 e 10 – 1917;
  • O pão de milho e trigo Seringueira n.11 – 1917;
  • A farinha alimentícia de papilionáceas e de cereais, Seringueira n.°14 – 1917;
  • Avisos sobre higiene – Manaus – 1918;
  • A gripe por influenza – Amazonas – Médico n.°5 – 1919;
  • Noção de profilaxia da varíola – Imprensa Off. – 1919;
  • Profilaxia do tifo exantemático (avulsos) – 1919;
  • Tratamento de gripe Imprensa Off. – 1919;
  • Nota biográfica do Dr. Alfredo da Matta (inédita) – 1919;
  • Amazonas Médico nos 13, 16 – 1922.

Deixou, além de trabalhos sobre a língua tupi, uma excelente obra Apostilas de Latim (inédita).

*Dados biográficos compilados do livro Dicionário Amazonense de Biografias, do autor Agnello Bittencourt.

Leia também: Cláudia Maria Daou Paixão e Silva: importante responsabilidade social na Amazônia

Sobre o autor

Abrahim Baze é jornalista, graduado em História, especialista em ensino à distância pelo Centro Universitário UniSEB Interativo COC em Ribeirão Preto (SP). Cursou Atualização em Introdução à Museologia e Museugrafia pela Escola Brasileira de Administração Pública da Fundação Getúlio Vargas e recebeu o título de Notório Saber em História, conferido pelo Centro Universitário de Ensino Superior do Amazonas (CIESA). É âncora dos programas Literatura em Foco e Documentos da Amazônia, no canal Amazon Sat, e colunista na CBN Amazônia. É membro da Academia Amazonense de Letras e do Instituto Geográfico e Histórico do Amazonas (IGHA), com 40 livros publicados, sendo três na Europa.

*O conteúdo é de responsabilidade do colunista

Estudos preliminares são realizados em urna funerária encontrada na Ilha do Bananal

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Urna funerária encontrada por indígenas na Ilha do Bananal pode revelar novas pistas sobre povos antigos do Tocantins. Foto: Divulgação/Iphan

O Núcleo Tocantinense de Arqueologia (Nuta), da Universidade Estadual do Tocantins (Unitins), participará dos estudos preliminares de uma urna funerária encontrada na Ilha do Bananal. O material foi recolhido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) após comunicação feita pela comunidade indígena Javaé, que localizou o artefato em território tradicional.

No processo de análise, o Nuta atuará como instituição responsável pela guarda e pesquisa arqueológica do material. O núcleo fará a documentação técnica da urna e conduzirá procedimentos de curadoria e conservação necessários para garantir condições adequadas às análises científicas e à preservação do patrimônio arqueológico.

Leia também: Ilha do Bananal, no Tocantins, é a maior ilha genuinamente fluvial do mundo

Segundo o curador do Nuta, professor doutor Genilson Nolasco, o trabalho envolve diferentes etapas de controle e registro do material.

“O Nuta atua como instituição de guarda e pesquisa arqueológica. Recebemos o material, asseguramos a rastreabilidade e realizamos a documentação técnica, com registro, inventário e fotografia, além da curadoria e da conservação do conjunto, garantindo condições adequadas para os estudos científicos e para a salvaguarda do patrimônio”, afirmou.

De acordo com o pesquisador, por se tratar de um contexto funerário localizado em território indígena, as etapas do trabalho seguem cuidados éticos específicos. “Todas as etapas são conduzidas com os devidos cuidados éticos, assegurando tratamento respeitoso aos remanescentes e responsabilidade na divulgação das informações”, explicou.

Estudos arqueológicos com a urna

Entre os procedimentos previstos estão estudos laboratoriais preliminares, que incluem a decapagem controlada da urna e a retirada sistemática dos materiais associados ao contexto funerário.

Após essa etapa inicial, o material passará por processos de curadoria e conservação preventiva. Também serão realizadas análises voltadas à identificação de características biológicas e culturais relacionadas ao contexto do achado.

Segundo o curador, os estudos podem contribuir para estimativas sobre idade e sexo do indivíduo associado ao contexto funerário e para a análise da cerâmica utilizada na produção da urna. “A análise classificatória da cerâmica considera elementos como pasta, técnica de fabricação, forma e acabamento. Esses dados permitem comparar o material com outros registros arqueológicos da região e levantar hipóteses sobre a tradição e a fase arqueológica às quais a urna pode estar vinculada”, pontuou.

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Contribuição para pesquisas na região

Para o pesquisador, a participação do núcleo no processo de estudo do material também amplia a produção de dados científicos sobre antigas ocupações humanas no Tocantins.

Ao registrar, conservar e analisar o artefato, o Nuta contribui para transformar a descoberta em evidência arqueológica qualificada. Esse processo permite compreender práticas funerárias, tecnologias ceramistas e contextos culturais associados a povos que habitaram a região ao longo do tempo.

“Quando a descoberta passa por registro técnico, conservação e análise científica, ela se transforma em fonte de informação para a arqueologia. Esses dados ajudam a compreender práticas culturais e contextos históricos relacionados às ocupações humanas no território”, ressaltou.

urna funerária encontrada pelo povo Javaé no tocantins
Foto: Divulgação/Iphan

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Pesquisa e preservação do patrimônio

O trabalho integra as atividades institucionais do Núcleo Tocantinense de Arqueologia, vinculado à Pró-Reitoria de Extensão, Cultura e Assuntos Comunitários (Proex) da Unitins, por meio da Diretoria de Assuntos Estudantis e Esportes.

Além da preservação do material arqueológico, as análises realizadas pelo núcleo podem contribuir para futuras pesquisas acadêmicas relacionadas à história e à arqueologia da região.

Segundo o curador do Nuta, a organização e conservação do material ampliam o potencial de geração de dados científicos e de novas perguntas de pesquisa. “A curadoria e o estudo preliminar ampliam as possibilidades de investigação sobre o material e podem subsidiar pesquisas acadêmicas mais aprofundadas no futuro”, afirmou.

Os estudos iniciais devem fornecer elementos para compreender o contexto arqueológico do achado, além de contribuir para o conhecimento sobre as antigas ocupações humanas na região da Ilha do Bananal e do vale do Araguaia.

*Com informações da Unitins

Panamá, o mais importante hub logístico e financeiro da América Latina

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Foto: Reprodução/Tourism Panamá

Por Osíris M. Araújo da Silva – osirisasilva@gmail.com

A missão da Associação PanAmazônia, após visita ao Porto de Chancay, em Lima, deslocou-se para a cidade do Panamá, com o objetivo de conhecer seu famoso Canal e a Zona Livre de Colón. O Panamá, situado no istmo centro-americano que une a América do Norte e do Sul é famoso por seu canal interoceânico que tornou o país um importante hub logístico e financeiro internacional. O Canal do Panamá, extraordinária proeza de engenharia, foi construído entre 1881-1914 objetivando ligar os oceanos Atlântico e Pacífico. A hipótese de um canal na área desafiou europeus desde o século XVI na incessante busca de uma passagem capaz de contornar as tormentas do Estreito de Magalhães e do Cabo Horn, encurtando as longas distâncias do perigoso trajeto.

Foram os Estados Unidos, entretanto, que, por meio do tratado Herrán-Hay, de 1903, ganharam a concessão para construir a desafiante obra. Inaugurada em 1914, a estratégica hidrovia de 82 km completa o percurso por meio de um sistema de comportas e reservatórios que elevam por gravidade navios a 26 metros e os retorna ao nível do mar. Por ano, passam pelo canal cerca de 15 mil navios (máximo de 366 m de comprimento, 49m de boca e 15,2 m de calado), tornando-se rota de navegação fundamental que possibilitou reduzir a viagem entre os oceanos em cerca de 15.000 km, e, dessa forma, revolucionar o comércio marítimo global.

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Na bela capital Panama City, arranha-céus modernos, cassinos, restaurantes e hotéis de alto padrão convivem com as construções coloniais do distrito de Casco Viejo (o centro histórico da cidade) e a floresta tropical do Parque Natural Metropolitano. O Panamá é um destino cada vez mais procurado também por aposentados pelos serviços de alta qualidade e custo de vida razoável, salientando-se que investir no país não exige moradia permanente. Dados da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), descrevem a economia do Panamá baseada principalmente no setor de turismo e serviços, cerca de 80% do seu PIB e a maior parte da sua receita externa.

Os serviços incluem bancos, comércio, seguros, portos de contêineres e registro de navios-almirante, serviços médicos e de saúde e turismo. Em 2025 o PIB per capita do Panamá alcançou aproximadamente 20,000 dólares (Brasil: em torno de US$11,000). Embora não seja membro da OCDE, o país frequentemente passa por avaliações da Organização tendo em vista adequar suas políticas fiscais e comerciais a padrões internacionais.

Deve-se observar que o Panamá é estratégico para negócios de modo geral. Sobretudo por se constituir hub logístico global, dispor de forte setor financeiro, economia dolarizada, portanto estável, além de alta conectividade marítima e aérea, sendo porta natural de entrada para América Central, Caribe, México e as Américas Central e do Norte. Além do mais, o país proporciona segurança, qualidade de vida e mercado imobiliário estável. A segurança pública no Panamá é considerada alta, especialmente em comparação com outros países tropicais.

O risco de desastres naturais é baixo, o que garante estabilidade para os moradores. A proximidade com os Estados Unidos é também um diferencial importante, com voos rápidos para cidades como Miami e Orlando. O mercado imobiliário no Panamá oferece opções acessíveis e diversificadas. Há disponibilidade de imóveis desde a movimentada Cidade do Panamá até áreas costeiras tranquilas. Os preços são consideravelmente justos, permitindo a realização de sonhos de morar próximo ao mar do Caribe.

Em reunião da Associação PanAmazônia semana passada, o diretor executivo Belisário Arce apresentou um resumo da Missão e sua contribuição à política regional de integração pan-amazônica. Ressaltou as vantagens acarretadas para esse fim oferecidas pelo Porto de Chancay, em Lima, Peru, enquanto o empresário David Israel, que organizou a visita ao Panamá, destacou dados do governo brasileiro que apontam corrente de comércio bilateral Brasil/Panamá da ordem de R$1,6 bilhão de dólares em 2025, cerca de 35% das exportações brasileiras para a América Central.

Observou que, por meio do Acordo Mercosul–Panamá seria possível estabelecer bases para criação de uma Área de Livre Comércio entre as partes, facilitando investimentos e cooperação logística e portuária no uso do Canal do Panamá e da Zona Livre de Colón e viabilizando exportações da ZFM para além mar. Por seu turno, a Zona Livre de Colón, localizada na entrada atlântica do Canal do Panamá, uma das maiores zonas francas de comércio do mundo, opera de fato como centro de redistribuição para América Latina e Caribe. Poderia vir a tornar-se parceiro natural de Manaus. Ao que salientou Israel, houve tentativas de operacionalização de acordos, como em 2012, já expirado; e em 2025, quando autoridades voltaram a discutir a renovação dessa parceria para a retomada de projetos conjuntos.

Manaus já mantém um pé na capital panamenha. A brasileira “Panama Connection Turismo”, do amazonense David Israel, foi instalada como destino turístico e plataforma de negócios para brasileiros. A iniciativa busca aproveitar parte dos cerca de 20 mil passageiros que escalam na Cidade do Panamá em voos da Copa Airlines rumo ao Caribe, Estados Unidos, Canadá e México, incentivando-os a utilizar o programa “Panama Stopover” para permanecer no país por alguns dias e conhecer suas praias, ilhas, montanhas e oportunidades de compras.

Além do turismo, a empresa pretende atuar como hub de serviços, reunindo profissionais das áreas de imigração, investimentos, setor imobiliário e logística internacional, aproveitando também a estrutura comercial da Zona Livre de Colón. Israel salienta que a segurança pública no Panamá “é considerada alta em comparação a outros países tropicais e que, dada a proximidade com os Estados Unidos e cidades caribenhas atraem muitos turistas anualmente”.

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Sobre o autor

Osíris M. Araújo da Silva é economista, escritor, membro do Instituto Geográfico e Histórico do Amazonas (IGHA) e da Associação Comercial do Amazonas (ACA).

*O conteúdo é de responsabilidade do colunista

Engenheiro de som do Amazonas recebe troféu Grammy que venceu por álbum de Beyoncé após um ano

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O engenheiro de som amazonense Henrique Andrade comemorou nas redes sociais a chegada do Grammy. Foto: Reprodução/Instagram-n_hee_k

O engenheiro de som amazonense Henrique Andrade comemorou nas redes sociais a chegada do troféu do Grammy de ‘Álbum do Ano’, conquistado ao lado de Beyoncé pelo trabalho no disco ‘Cowboy Carter’. A artista ganhou a categoria pela primeira vez em 2025.

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Natural de Manaus, Henrique participou da produção de faixas como Protector, Sweet Honey Buckiin, Bodyguard, Spaghettii, Ameriican Requiem e Blackbiird, todas presentes do mais recente trabalho da cantora norte-americana.

“Hoje à noite estamos celebrando, porque finalmente ele chegou. E agora vou levá-lo para casa. Fazer história com Beyoncé é um sentimento que não consigo colocar em palavras”, disse ao segurar o prêmio pela primeira vez.

O produtor aproveitou a ocasião para refletir sobre a trajetória profissional e deixou um recado motivacional aos seguidores.

“Essa jornada me ensinou que nada supera a paciência e o trabalho duro… mesmo quando, no momento, não parece que vai valer a pena. Sou imensamente grato”, escreveu.

1° Grammy do amazonense?

Este é o primeiro prêmio Grammy da Academia de Gravação dos Estados Unidos na carreira do amazonense, que já possui outros dois troféus do Grammy Latino, dedicado apenas a artistas da América Latina. Além de Beyoncé, Henrique já trabalhou com nomes como Justin Bieber, Bad Bunny, Zayn Malik e Raye.

Outros dois brasileiros também celebraram a conquista ao lado da cantora: Matheus Braz, do Rio de Janeiro, e Dani Pampuri, de São Paulo. Braz, que colabora com Beyoncé desde 2021, agradeceu à artista e à equipe Parkwood. Já Dani destacou que o prêmio simboliza seus 40 anos de vida e representa a resiliência e colaboração do trabalho em estúdio.

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Engenheiro de som do Amazonas que venceu Grammy por álbum de Beyoncé celebra chegada de troféu após um ano
Engenheiro de som amazonense Henrique Andrade. Foto: Divulgação

*Por Lucas Macedo, da Rede Amazônica AM

Fibras naturais da Amazônia chegam ao tapete vermelho do Oscar em vestido usado por Alice Carvalho

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Foto: Reprodução/Instagram-Normandooficial

A moda brasileira teve um momento de destaque no tapete vermelho do Oscar. A atriz Alice Carvalho, integrante do elenco do filme ‘O Agente Secreto’, indicado a quatro estatuetas, compareceu à cerimônia com um vestido criado pela marca amazônica Normando, confeccionado a partir de fibras naturais de malva e juta produzidas pela Companhia Têxtil de Castanhal, maior produtora dessas matérias-primas nas Américas.

A peça leva para um dos eventos mais prestigiados do cinema mundial não apenas a estética contemporânea da moda brasileira, mas também uma história de sustentabilidade e valorização da bioeconomia.

Com estrutura inspirada em um blazer — ombros marcados e bolsos, códigos característicos da estética da Normando — o vestido tem construção de alfaiataria e acabamento todo alinhavado à mão. A parte inferior se abre em uma silhueta fluida, próxima ao formato sereia.

Para garantir conforto e usabilidade, os estilistas aplicaram um forro de algodão por termocolagem, reforçando o compromisso da marca com peças que unem design e funcionalidade.

“Trabalhamos com as fibras da Castanhal no nosso dia a dia. Já apresentamos peças feitas com elas na São Paulo Fashion Week e no Baile da Vogue. O vestido mistura malva e juta e foi pensado para ser confortável, com atenção à ergonomia e ao toque na pele”, explica Emídio Contente, diretor criativo da Normando.

Leia também: Da Índia para o Brasil: a jornada da juta e da malva no Amazonas

Nativa da Amazônia, a malva é uma fibra natural, leve e resistente, assim como a juta, que foi levada à região por imigrantes japoneses, na década de 1930. Comumente usadas em sacarias (como as que levam a marca Cafés do Brasil) e embalagens sustentáveis, ambas ganham protagonismo na moda feita pela Normando.

“Em um mundo em que quase todos os modelos já foram criados, a matéria-prima é o que existe de mais inovador. E não há nada mais tecnológico do que a floresta, com a tecnologia da natureza, da semente e da mão humana”, afirma Marco Normando, diretor criativo da marca.

Segundo ele, levar um vestido feito com fibras amazônicas ao tapete vermelho do Oscar é uma forma de reposicionar o olhar internacional sobre a região. “Queremos mostrar uma Amazônia contemporânea, de tecnologia, cultura e diversidade, longe de estereótipos”.

“Estar na origem de um vestido no Oscar coloca não só as fibras brasileiras, mas toda a sua cadeia produtiva, em um outro patamar. É um momento importante de valorização dos pequenos produtores de malva da Amazônia”, afirma Flávio Smith, diretor-executivo da Castanhal.

A presença da empresa nessa criação reforça a importância da cadeia produtiva sustentável das fibras amazônicas. Há 60 anos, a companhia transforma juta e malva cultivadas em áreas de várzea em fios, telas e tecidos utilizados por diferentes setores da indústria. O cultivo segue o ciclo natural das chuvas e dos rios amazônicos, sem irrigação artificial, adubação química ou desmatamento. Toda essa cadeia da fibra remove mais gás carbônico (CO²) da atmosfera do que emite, o que caracteriza uma operação carbono negativo.

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O modelo produtivo também tem forte impacto social. A empresa mantém parceria com comunidades ribeirinhas, oferecendo assistência técnica, fornecimento de sementes e compra garantida da produção com preço previamente acordado, o que gera renda mais estável para centenas de famílias. Toda a cadeia é rastreável, do plantio até a transformação da fibra, e auditada por organismos certificadores independentes, assegurando critérios de manejo ambiental e condições éticas de trabalho.

Fibras amazônicas na moda contemporânea

Além da dimensão ambiental e social, as fibras amazônicas oferecem características valorizadas pela moda contemporânea: são biodegradáveis, resistentes e possuem estética natural versátil. Para Emídio Contente, essa conexão entre tradição e inovação também é pessoal. “A malva sempre esteve presente no cotidiano do interior do Pará. As crianças brincam com ela, fazem cabelo de boneca. Minha avó fazia bolsas de juta para vender. Trabalhar com essas fibras é também uma forma de honrar essa memória.”

Ao vestir Alice Carvalho no Oscar, a Normando e a Castanhal transformam o tapete vermelho em uma vitrine para a moda brasileira e para o potencial criativo da Amazônia, onde design e sustentabilidade caminham lado a lado.

“Levar esse vestido ao Oscar é colocar o Brasil, junto com nosso cinema, onde ele merece estar, com a Amazônia em evidência”, celebram os designers.

Pesquisadoras no Pará estudam murumuru como opção à liberação sustentada de fármacos

Estudos com o murumuru foram feitos na Ufopa em parceria com instituições nacionais e internacionais. Foto:

Uma palmeira muito comum na região amazônica, Astrocaryum murumuru, ou simplesmente murumuruzeiro, que é rica em ácido láurico, mirístico e oleico, está sendo estudada no Laboratório de Pesquisa e Desenvolvimento Farmacotécnico e Cosmético (LPDF), ligado ao Instituto de Saúde Coletiva (Isco) da Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa) como alternativa sustentável aos sistemas de liberação de fármacos para uso na indústria cosmética e farmacêutica.

Testes com a manteiga de murumuru como base para o desenvolvimento desses sistemas de liberação demonstraram “ótimo” desempenho. Esse sistema de liberação de fármacos desenvolvido a partir de manteiga vegetal apresentou resultados promissores em testes laboratoriais, com excelente perfil de liberação e penetração cutânea, sem toxicidade.

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Os achados indicam potencial para a criação de formulações tópicas mais seguras, com menor risco de irritação e maior aceitabilidade pelos usuários. A proposta pode contribuir para tratamentos dermatológicos mais acessíveis e bem tolerados, ao mesmo tempo em que integra eficácia terapêutica e responsabilidade ambiental no desenvolvimento de novas tecnologias de saúde.

Evidências até agora

As implicações clínicas de uma liberação prolongada são explicadas pelas pesquisadoras Amanda Caroline Esquerdo da Silva e Profa. Dra. Kariane Mendes Nunes, coordenadora do LPDF. “É possível manter concentrações terapêuticas por um período mais prolongado com uma única aplicação, o que reduz a frequência de uso, melhora a adesão ao tratamento e aumenta o conforto e a segurança do paciente”, esclarece a pesquisadora Kariane Nunes.

De acordo com os estudos desenvolvidos ao longo de quatro anos e depois de 25 tentativas no laboratório, verificou-se que a estrutura de “mesofase hexagonal” foi determinante para a liberação sustentada do metronidazol. Isso significa que sistemas líquido-cristalinos são especialmente desenvolvidos para promover a chamada liberação controlada de fármacos.

“Na mesofase hexagonal, sua estrutura é formada por canais cilíndricos altamente organizados, que funcionam como verdadeiros ‘reservatórios’ microscópicos para o fármaco. Essa estrutura dificulta a difusão rápida do fármaco para o meio externo, fazendo com que ele seja liberado de forma gradual e sustentada ao longo do tempo”, explica Nunes.

Leia também: Murumuru: semente utilizada como cosmético pode ser utilizada na construção civil

Sob a orientação de Kariane Nunes, a pesquisa foi desenvolvida pela jovem cientista Amanda Esquerdo, 25 anos, como resultado de cooperação técnica vigente da Ufopa com a Università degli Studi di Parma (UNIPR, Itália) e a Universidade de Brasília (UnB).

A equipe acaba de publicar um estudo em um renomado veículo científico, o Journal of Drug Delivery Science and Technology, intitulado “Advancing a surfactant-free sustainable drug delivery system based on the Amazon Astrocaryum murumuru butter for topical application”, que em tradução livre significa “Avanço de um sistema sustentável de liberação de fármacos, livre de surfactantes, baseado na manteiga amazônica de murumuru (Astrocaryum murumuru) para aplicação tópica”.

“A publicação em uma revista de prestígio internacional representa o reconhecimento da qualidade científica, da originalidade da proposta e da relevância global da pesquisa desenvolvida na Amazônia. Demonstra que o grupo de pesquisa da Ufopa está produzindo ciência competitiva em nível internacional, com rigor metodológico e inovação tecnológica”, comemora Kariane Nunes.

De voluntária a pesquisadora

Com sua trajetória iniciada ao ingressar no curso de Bacharelado em Farmácia da Ufopa, foi como voluntária do Laboratório de Farmacotécnica que Amanda Esquerdo, mesmo antes de conquistar uma bolsa de pesquisa, despertou seu interesse pela transformação da matéria-prima em soluções terapêuticas. Desde então esse tema se tornou central na sua pesquisa: foi base do seu trabalho de conclusão de curso (TCC) e de sua dissertação de mestrado, defendida no Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde (PPGSA), do Isco. 

Com o aprofundamento dos estudos na universidade italiana, concluiu que “transformar biodiversidade em conhecimento aplicado” não é só possível como também recompensador, pois eleva o potencial científico da biodiversidade regional para o patamar de fonte de inovação farmacêutica e possibilidade de valorização científica dos recursos da Amazônia.

“Tal evidência destaca a manteiga de murumuru como uma matéria-prima promissora para o desenvolvimento de formulações tópicas, capaz de aliar desempenho tecnológico, biocompatibilidade e menor risco de irritação. Mais do que um insumo regional, ela se mostra uma plataforma tecnológica com potencial real de aplicação farmacêutica e dermocosmética”.

A pesquisa, de acordo com Amanda, reforça a relevância da manteiga de murumuru como excipiente funcional, e não apenas como componente veicular em produtos.

pesquisa com murumuru no pará
Amanda na Ufopa. Foto: Lenne Santos/Ufopa

Ela acrescenta a isso o fator “resiliência científica” no processo, tanto na pesquisa quanto no reconhecimento do resultado, com a publicação do artigo na revista internacional:

“Essa conquista simboliza muito mais do que um artigo publicado, demonstra que ciência de qualidade não é determinada exclusivamente por infraestrutura sofisticada, mas por consistência, relevância e comprometimento. Mostra, sobretudo, que pesquisas desenvolvidas na Amazônia, mesmo aquelas consideradas ‘simples’ em termos estruturais, podem alcançar visibilidade e reconhecimento em periódicos de alto impacto”.

Ela destacou o papel fundamental da Ufopa, especialmente pelo apoio institucional concedido por meio de edital da Pró-Reitoria de Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação Tecnológica (Proppit), ressaltando que o incentivo foi decisivo para viabilizar a publicação e reforçar a importância de políticas de fomento à produção científica na região.

Valorização das cadeias produtivas locais do murumuru

Amplamente utilizada na indústria cosmética, principalmente para tratamento capilar, a manteiga de murumuru pode ser uma alternativa sustentável ao uso de produtos sintéticos, por exemplo.

“O avanço é considerável do ponto de vista do desenvolvimento tecnológico sustentável e da valorização das cadeias produtivas locais, uma vez que reduz o uso de excipientes sintéticos, que podem prejudicar o meio ambiente e a saúde pública, e diminui os gastos com pesquisa e desenvolvimento de produtos farmacêuticos e cosméticos, já que os tensoativos são adjuvantes farmacêuticos caros, além de agregar valor às matérias-primas amazônicas, contribuindo para o avanço da bioeconomia regional”, completa Nunes.

Cosméticos verdes e floresta em pé

Sendo uma tendência cada vez mais crescente entre os consumidores a utilização de produtos baseados na natureza, o resultado para a coordenadora da pesquisa é animador.

“Esse resultado só nos mostra quanto podemos avançar em segurança, eficácia e sustentabilidade no que tange ao desenvolvimento de medicamentos cada vez mais verdes”, afirma Nunes, que complementa: “Além disso, ao transformar recursos naturais em produtos de alto valor agregado por meio da ciência, reforçamos o compromisso com o princípio da ‘floresta em pé’, demonstrando que é possível gerar desenvolvimento econômico sem abrir mão da conservação ambiental”.

Além da relevância científica e da sustentabilidade destacadas pela pesquisadora Kariane, o diretor de Pesquisa da Proppit, Bruno Batista, ressalta quesitos estratégicos dos resultados dessa pesquisa, por exemplo: química verde, colaboração internacional, alternativa a insumos importados, protagonismo regional, inovação em saúde e inclusão de comunidades tradicionais.

Segundo Batista, “o estudo prova que ingredientes naturais da região podem substituir surfactantes e excipientes sintéticos importados, fomentando uma base tecnológica local independente e ecologicamente correta”, isso tudo somado à promoção da valorização da sociobiodiversidade e da contribuição para a inclusão socioeconômica de comunidades da floresta que trabalham com a extração sustentável dessas sementes.

Dra. Kariane Nunes (à esquerda) e a mestra Amanda no laboratório de Fármacos da Ufopa. Foto: Lenne Santos/Ufopa

O que ocorre a partir de agora

Um pedido de patente e o aprimoramento da formulação. Esses são os próximos passos da pesquisa, de acordo com Kariane Nunes; ela acrescenta ainda que o foco neste segundo momento será a otimização da estabilidade, da eficácia e da reprodutibilidade do sistema desenvolvido.

“Paralelamente, pretendemos avançar com o depósito de pedido de patente, visando à proteção da tecnologia e à viabilização de uma futura transferência tecnológica. A partir dessa etapa, abre-se a possibilidade de estabelecer parcerias com a indústria farmacêutica ou cosmética, ampliando as perspectivas de aplicação prática do produto e potencial escalonamento para testes clínicos, conforme a maturidade tecnológica alcançada”.

*Com informações da Ufopa

Museu de Geociências da UFPA: acervo conta história geológica da Amazônia

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Foto: Alexandre de Moraes/UFPA

Com um acervo que reúne minerais, rochas e fósseis, o Museu de Geociências (MUGEO) da Universidade Federal do Pará (UFPA) desempenha um papel importante na divulgação científica e na preservação do patrimônio geológico amazônico. Vinculado ao Instituto de Geociências (IG), o espaço funciona como ambiente de ensino, pesquisa e extensão, aproximando a Universidade da sociedade.

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Criado a partir de coleções acadêmicas formadas por professores e estudantes do curso de Geologia, o museu surgiu inicialmente como uma coleção simples de amostras de minerais que passaram a ser reunidas para atividades didáticas.

A instituição foi oficialmente inaugurada em 21 de dezembro de 1984, durante as comemorações dos 20 anos do curso de Geologia da UFPA, a partir da iniciativa e da curadoria inicial do professor Marcondes Lima da Costa.

“Atualmente, o museu reúne mais de 2.400 amostras catalogadas, incluindo minerais, rochas, minérios, gemas, biojóias e fósseis provenientes de diferentes regiões do Brasil e do mundo, com destaque especialmente para a Amazônia”, explica o professor da Faculdade de Geologia e atual curador do Museu de Geociências, Alan Albuquerque.

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Museu de Geociências da UFPA: acervo conta história geológica da Amazônia
Foto: Alexandre de Moraes/UFPA

Acervo científico e patrimônio geológico

O acervo do MUGEO permite observar diferentes formações geológicas e compreender processos naturais que ocorreram ao longo de milhões de anos. Entre as peças preservadas, estão dezenas de peças – como os raros meteoritos – que representam um registro natural da história do planeta terra. De acordo com o curador, preservar esse material também significa preservar conhecimento científico.

“Cada mineral, rocha ou fóssil guarda informações sobre a história da Terra. Essas amostras funcionam como registros naturais que permitem reconstruir processos geológicos que ocorreram há milhões ou até bilhões de anos”, destaca o professor, reforçando a relevância da preservação desse patrimônio para o contexto amazônico, uma região que naturalmente possui grande diversidade geológica e importantes reservas minerais.

Além de funcionar como um espaço de exposição, o museu também desempenha um papel fundamental na formação acadêmica de estudantes e pesquisadores. O local é utilizado em aulas práticas e atividades de pesquisa em cursos da área de geociências, como Geologia, Geofísica, Meteorologia e Oceanografia, além de receber visitas técnicas de estudantes de outras áreas, como engenharia e ciências biológicas.

Para o professor Alan Albuquerque, a presença de um museu de geociências em uma universidade amazônica é estratégica para o desenvolvimento científico da região. “A região amazônica possui uma das maiores diversidades geológicas e minerais do planeta, e compreender essa riqueza é fundamental para o desenvolvimento científico, ambiental, social e econômico da região”, afirma.

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Museu de Geociências da UFPA: acervo conta história geológica da Amazônia

O museu também apoia atividades acadêmicas em diferentes níveis de formação, desde a graduação até a pós-graduação, contribuindo para projetos de pesquisa e iniciativas de formação científica, além de contribuir para despertar o interesse pela ciência da Terra e para valorizar o patrimônio geológico da Amazônia.

Ciência, sociedade, território e consciência ambiental no Museu

O Museu de Geociências também desenvolve atividades voltadas para a comunidade externa, recebendo estudantes da educação básica, universitários, professores e visitantes em geral. As visitas podem ser individuais ou em grupos, frequentemente acompanhadas por estudantes do Programa de Educação Tutorial (PET) de Geologia.

Além da visitação pública, o museu participa de eventos científicos e promove atividades educativas, como oficinas, exposições e minicursos, iniciativas que ajudam a popularizar o conhecimento geológico e ampliar a compreensão sobre o território amazônico e sobre a relação entre sociedade e natureza.

“O Museu de Geociências é um espaço aberto ao conhecimento e à curiosidade. Ele mostra que a história da Terra está registrada nas rochas, nos minerais e nos fósseis que fazem parte do nosso cotidiano. Conhecer o museu é também descobrir como a ciência ajuda a compreender a natureza e a importância da Amazônia para o planeta”, conclui Alan Albuquerque.

Mais informações sobre o espaço estão disponíveis na página do museu dentro do site do Instituto de Geociências ou na página sobre ele dentro do site do Grupo de Mineralogia e Geoquímica Aplicada (GMGA), a qual também possui algumas amostras/coleções do acervo. O museu funciona de segunda a sexta-feira, das 9h às 17h. A visitação é gratuita. 

*Com informações da UFPA