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Dia Internacional dos Manguezais: presente na Amazônia, entenda a importância da conservação desse ecossistema

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Conheça a história de resistência dos povos do mar e das águas na defesa dos manguezais. Foto: Victor Moriyama/Greenpeace

Quando pensamos no oceano, é comum imaginar praias, ondas e baleias. Mas a vida marinha começa muito antes de encontrar o mar aberto. Ela nasce onde os rios encontram o oceano, como na Amazônia, entre raízes que desaparecem e reaparecem conforme o ritmo das marés. Esse lugar é o manguezal.

Muito mais do que uma floresta costeira, os manguezais são verdadeiros berçários da vida marinha. Eles oferecem:

  • Abrigo e alimento para espécies como peixes, camarões e caranguejos.
  • Proteção costeira contra a erosão e eventos climáticos extremos.
  • Sequestro de carbono, contribuindo para o enfrentamento global dos impactos das mudanças climáticas.

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O manguezal sustenta uma das maiores biodiversidades do planeta e também milhões de pessoas em todo o mundo. No Brasil, pescadores e pescadoras artesanais dependem diretamente desse ecossistema para garantir alimento, renda e manter vivas suas culturas.

Não é por acaso que proteger os manguezais significa muito mais do que conservar uma paisagem natural. Significa defender modos de vida, fortalecer a segurança alimentar, proteger a biodiversidade e preservar um patrimônio que beneficia toda a sociedade.

A origem do Dia Internacional dos Manguezais

Na década de 1990, uma nova ameaça avançava sobre diversos países tropicais: a expansão da criação de camarões em larga escala, também conhecida como carcinicultura industrial. Grandes áreas de manguezais passaram a ser desmatadas para dar lugar a essa criação intensiva de camarão, comprometendo ecossistemas inteiros e restringindo o acesso das comunidades aos territórios de pesca e coleta.

Um dos casos mais emblemáticos dessa disputa por espaço aconteceu em Muisne, na costa do Equador. Em 1998, comunidades organizadas pela Fundação de Defesa Ecológica equatoriana convidaram o Greenpeace Internacional para ajudar a denunciar a destruição dos manguezais causada pela carcinicultura. O navio do Greenpeace Rainbow Warrior chegou ao país para apoiar uma campanha que rapidamente ganhou repercussão internacional.

Leia também: Marchas mobilizam Maranhão e Pará em defesa dos manguezais amazônicos

Durante uma ação pacífica para desmontar um viveiro de camarão construído ilegalmente sobre um manguezal, o ativista do Greenpeace Internacional Hayhow Daniel Nanoto, natural da Micronésia, sofreu um ataque cardíaco e faleceu. Sua morte marcou profundamente todos que participaram daquela mobilização. Mas seu legado foi muito maior do que aquela tragédia.

A campanha pelos manguezais tornou-se uma das primeiras grandes mobilizações internacionais do Greenpeace a articular conservação da biodiversidade, justiça ambiental e defesa dos direitos das comunidades tradicionais. Ela ajudou a fortalecer uma rede latino-americana de proteção dos manguezais que permanece ativa até hoje e transformou o dia 26 de julho em um símbolo de resistência. Anos depois, a data seria reconhecida pela UNESCO como o Dia Internacional para a Conservação do Ecossistema Manguezal.

“Mais do que uma denúncia ambiental, aquela campanha representou um marco para o movimento socioambiental. Foi uma das primeiras grandes mobilizações internacionais do Greenpeace a reunir conservação da biodiversidade, justiça ambiental e defesa dos direitos das comunidades tradicionais — uma visão que hoje orienta grande parte das nossas lutas pela proteção dos oceanos”, comenta Bruna Canal, porta-voz de Oceanos do Greenpeace Brasil.

Exemplo de resistência comunitária no Extremo Sul da Bahia

Enquanto comunidades equatorianas defendiam seus manguezais, um conflito semelhante começava a se desenhar no litoral do Extremo Sul da Bahia.

A região abriga um dos mais importantes complexos de manguezais e estuários do país, conectado ao Banco dos Abrolhos, onde esses ambientes funcionam como verdadeiros berçários da vida marinha. É deles que dependem inúmeras espécies que abastecem os recifes, os rios e a pesca artesanal da região.

No final da década de 1990, a expansão da carcinicultura também passou a ameaçar esse território. Diante desse cenário, comunidades ribeirinhas e organizações da sociedade civil iniciaram um amplo processo de mobilização para proteger seus modos de vida e garantir o direito coletivo de permanecer no território.

Foi dessa articulação que nasceu o Grupo Pró-RESEX, responsável por impulsionar a criação da Reserva Extrativista de Canavieiras, em 2006. Poucos anos depois, uma nova mobilização impediria a implantação de um grande empreendimento de carcinicultura na região de Cassurubá e contribuiria para a criação da Reserva Extrativista de Cassurubá, em 2009.

Assim como no Equador, foram os povos do mar e das águas que lideraram a defesa dos manguezais. As Reservas Extrativistas representam muito mais do que áreas protegidas. Elas reconhecem que conservar a natureza e garantir os direitos das populações tradicionais são objetivos inseparáveis.

Desafios atuais dos manguezais: a ameaça do petróleo na Foz do Amazonas

Atualmente a costa amazônica abriga a maior área contínua de manguezais do planeta. É um território onde rios, floresta e oceano se encontram para sustentar uma biodiversidade única e o modo de vida de milhares de pescadores, extrativistas, quilombolas, ribeirinhos e povos indígenas. Mas essa história de resistência está longe de terminar.

Leia também: Conheça os manguezais da Amazônia, o maior cinturão de manguezais do mundo

projeto mangues da amazônia no pará
Foto: Reprodução/UFPA

A região vive um momento decisivo com o avanço da exploração de petróleo na Bacia da Foz do Amazonas. A abertura dessa nova fronteira para os combustíveis fósseis coloca em risco um dos ecossistemas mais ricos e sensíveis do planeta e levanta preocupações que vão muito além de um eventual derramamento de óleo.

Menos de três meses após o início da perfuração do Bloco 59, um vazamento de aproximadamente 15 mil litros de fluido de perfuração interrompeu as operações e expôs, na prática, os riscos de uma atividade realizada em uma região de enorme complexidade ambiental. O episódio reforçou um alerta que organizações da sociedade civil e pesquisadores vêm fazendo há anos: quando se trata de um território tão sensível, qualquer falha pode ter consequências difíceis de prever.

Além disso, o processo de licenciamento segue sendo alvo de questionamentos. Organizações socioambientais apontam que a autorização para a exploração avançou sem a realização da consulta livre, prévia e informada aos povos indígenas, quilombolas e comunidades tradicionais potencialmente afetados. Também foram levantadas preocupações sobre lacunas nos estudos ambientais e nos cenários de resposta a acidentes.

A história dos manguezais mostra que esperar o dano acontecer nunca foi o caminho. No Equador, em Canavieiras e em Cassurubá, comunidades se mobilizaram antes que fosse tarde demais para proteger seus territórios.

Proteger o manguezal é proteger o futuro do oceano

A história que começou em Muisne, passou pelos estuários de Canavieiras e Cassurubá e chega hoje à costa amazônica nos lembra que os manguezais nunca foram apenas árvores adaptadas à água salgada.

Eles são berçários da biodiversidade, aliados no enfrentamento da crise climática, fonte de alimento, cultura e identidade para milhões de pessoas.

Há quase três décadas, comunidades do Equador mostraram ao mundo que a defesa dos manguezais podia unir pessoas de diferentes países em torno de uma mesma causa. No Brasil, os povos do mar e das águas seguem escrevendo essa história todos os dias.

*Com informações do Greenpeace

Marina Sena celebra cultura amazônica em videoclipe do projeto ‘Nosso Canto’ do Sebrae

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Marina Sena em produção realizada pelo Sebrae em Belém. Foto: Reprodução/Youtube-Sebrae

O Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) lançou em seus canais oficiais e nas principais plataformas digitais, o videoclipe de ‘Feira de Mangaio’, interpretado por Marina Sena para o projeto ‘Nosso Canto’.

Gravada no Complexo Ver-o-Peso, em Belém (PA), a produção valoriza a cultura amazônica e apresenta histórias de pequenos negócios construídos a partir dos saberes tradicionais, da criatividade e dos elementos da floresta.

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“Como boa norte-mineira, eu sempre tive uma conexão muito forte com a música nordestina, principalmente com o forró e o baião. Poder regravar uma música de Sivuca e Glorinha que eu dancei a vida inteira, na voz da Clara Nunes, é muito especial. E a Clara, inclusive, também era mineira, assim como eu”, comenta Marina Sena.  

Durante o videoclipe, Marina Sena percorre as barracas do Ver-o-Peso e apresenta empreendedores como Maria Magalhães, que há 22 anos trabalha com cestaria e artesanato em fibras naturais. Com o apoio do Sebrae, ela vem aprimorando a gestão e profissionalizando sua produção, sem perder a identidade e as técnicas tradicionais da cultura paraense.

“O pedido do Sebrae para gravar o clipe no Ver-o-Peso veio como forma de homenagear quem empreende nas feiras brasileiras, representado ali pela maior feira a céu aberto da América Latina. A letra dessa música me leva direto para as feiras da minha cidade. No interior, a feira é esse lugar de encontro, de comércio, de cultura e de troca. Estar na maior feira do Brasil cantando uma música paraibana que retrata tão bem esse universo foi uma experiência emocionante”, acrescenta Marina.

O presidente do Sebrae Nacional, Rodrigo Soares, destaca que o projeto dá visibilidade aos pequenos negócios e valoriza a diversidade cultural brasileira.

“Com o projeto Nosso Canto, damos visibilidade aos empreendedores de diferentes regiões do país e conectamos a música e a cultura brasileira às histórias, aos saberes e à identidade de milhões de brasileiros. É uma forma de valorizar quem transforma tradição, criatividade e conhecimento em oportunidades de geração de renda e desenvolvimento”, afirma Rodrigo Soares.

marina sena em clipe feito em belém para projeto do Sebrae
Foto: Reprodução/Youtube-Sebrae

Leia também: Artesãos do Amazonas assinam adereços usados por Anitta em EQUILIBRIVM II

Marina Sena é apenas uma das convidadas de um projeto maior

Para a agência NOVA, responsável pela criação do projeto, o videoclipe reforça a relação entre identidade, território e desenvolvimento.

“O ‘Nosso Canto’ nasceu para transformar a música em um ponto de encontro entre artistas, empreendedores e territórios. Cada videoclipe amplia o significado da canção ao revelar histórias reais de quem empreende a partir da própria cultura e identidade. Em ‘Feira de Mangaio’, essa conexão ganha ainda mais força ao mostrar como os saberes tradicionais e a criatividade da Amazônia também impulsionam desenvolvimento e geração de oportunidades”, afirma Ana Paula Terra, diretora de Atendimento da NOVA.

Lançado em maio, o “Nosso Canto” reúne artistas de diferentes estilos e regiões do país em novas interpretações de clássicos da música brasileira. O projeto já apresentou videoclipes com Ajuliacosta e MC Hariel e terá ainda lançamentos com Os Garotin e Liniker. Assista o mini-doc sobre o Ver-o-Peso:

*Com informações do Sebrae

‘Entrevistas’ recebe ministro Waldez Góes para detalhar trabalhos diante do fenômeno El Niño na Amazônia

Arte: Reprodução/Amazon Sat

O programa ‘Entrevistas‘, exibido pelo canal Amazon Sat, uma iniciativa do Grupo Rede Amazônica voltada às discussões que ocorrem em Brasília e impactam diretamente a região amazônica, recebe neste episódio o ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), Waldez Góes.

A conversa aborda os desafios impostos pelo fenômeno El Niño na Amazônia, os impactos provocados pela estiagem extrema e as estratégias do Governo Federal para reduzir os efeitos da seca sobre a população, a economia e o meio ambiente.

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Comandado pelo jornalista Welliton Lopes, o programa trata de temas como o monitoramento climático, a preparação dos estados e municípios para o período de estiagem, o apoio às comunidades isoladas e as ações coordenadas entre os governos federal, estaduais e municipais para minimizar os impactos do fenômeno.

Durante a entrevista, Waldez Góes comenta o cenário enfrentado pela Amazônia diante da possibilidade de um novo período de seca extrema e destaca a importância do planejamento antecipado para reduzir os prejuízos causados pelo fenômeno.

“Pode até ser mais grave [sobre os efeitos do el niño este ano na Amazônia]. Nós atuamos desde janeiro de 2023 sob a coordenação e liderança do presidente Lula, com muita aproximação aos estados, municípios e às populações de modo em geral. Seja para monitorar ou criar planos de contingência e trazer respostas para os desastres, ou seja, na atuação articulada de atender as pessoas”, afirma.

Leia também: Programa ‘Entrevistas’ levanta debate sobre o combate à criminalidade na Amazônia; assista

Waldez Góes é um dos convidados do programa Entrevistas - Amazon Sat
Waldez Góes é um dos convidados do programa Entrevistas. Foto: Reprodução/Amazon Sat

“Logicamente que há um amadurecimento gigante, de 2023, 2024, 2025 e chegamos em 2026. Temos um alerto de super el niño, que de certa forma tem grandes secas na Amazônia e eu já vivi isso há dois anos, ao ver rios que nunca imaginei secarem e eles secaram. Lá no meu Amapá ver o rio Amazonas ter problemas de navegabilidade, em seus afluentes também, dificultando toda a logística, já que aqui na Amazônia dependemos muito de nossos rios, sendo nossas estradas”, completa.

Ações para enfrentar a estiagem deste ano

Durante a entrevista, o ministro também detalha as ações previstas pelo Governo Federal para enfrentar os efeitos da estiagem na Amazônia ao longo deste ano.

Entre as medidas estão o monitoramento permanente das condições climáticas; o fortalecimento da atuação da Defesa Civil Nacional; a preparação para eventual reconhecimento de situações de emergência; o envio de ajuda humanitária às populações afetadas; além da articulação com estados e municípios para garantir o abastecimento de água, alimentos, medicamentos e combustível em regiões isoladas.

O ministro também destaca os investimentos voltados à infraestrutura hídrica, à logística e ao fortalecimento da capacidade de resposta dos entes federativos diante dos eventos climáticos extremos que tem afetado a região.

“A última estiagem aconteceu de ter que paralisar o funcionamento de usinas hidrelétricas, por não ter água suficiente para poder gerar energia. Isso também está no radar, principalmente pelo Ministério de Minas e Energia, para garantir o abastecimento principalmente de municípios mais isolados. […] Isso conhecido e percebido, se prepara um trabalho de contingência, que é recorrer a todas as necessidades, de produtos, equipamentos e pessoas, visualizar isso e ir empregando de acordo com a evolução do evento. Então acho que o Brasil está mais preparado para isso, até porque não podemos diminuir o número de eventos, a frequência deles, mas podemos chegar mais preparados quando ele ocorrer, diminuindo o sofrimento das pessoas”, assegura.

A entrevista também aborda a importância da integração entre as administrações do governos federal, estaduais e municipais, além do trabalho conjunto com órgãos de monitoramento, instituições de pesquisa e equipes de proteção e defesa civil para reduzir os impactos sociais, ambientais e econômicos provocados pelo El Niño e por outros fenômenos climáticos.

‘Entrevistas’

O programa Entrevistas, do Amazon Sat, nasce com a proposta de aproximar os amazônidas das decisões tomadas em Brasília que impactam diretamente a região. Produzido pela sucursal do Grupo Rede Amazônica na capital federal, o programa aborda temas ligados à política, justiça, economia e meio ambiente, ouvindo representantes dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, além de especialistas e formadores de opinião.

Apresentado pelo jornalista Welliton Lopes, que há mais de duas décadas acompanha pautas da Amazônia em Brasília, o programa pretende aprofundar debates e revelar os bastidores das decisões que influenciam a vida de mais de 30 milhões de pessoas na região amazônica. A atração também busca transformar assuntos técnicos e complexos em informações acessíveis ao público.

‘Entrevistas’ tem sempre um episódio inédito às terças-feiras, às 19h30, e conta com reexibições: quartas, às 9h; quintas, às 13h30; sextas, às 17h30; sábados, às 9h30; domingos, às 15h45; e segundas, às 19h30. Todos os horários seguem o fuso de Manaus/AM (GMT -4).

Amazonas é o segundo estado do país com maior risco ambiental e climático para crianças, diz Unicef

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Seca em Rondônia, 2023. Foto: Tiago Frota/Rede Amazônica RO

O Amazonas é o segundo estado do Brasil mais vulnerável a riscos ambientais e climáticos para a infância e a adolescência, aponta o estudo “Painel Painel Crianças e Meio Ambiente” publicado pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) em parceria com a organização Vital Strategies. O levantamento avalia a exposição de crianças a cenários de secas severas, ondas de calor, fumaça de queimadas e falta de saneamento básico.

No ranking nacional de vulnerabilidade, o Amazonas fica atrás apenas do Pará, compondo o bloco de emergência máxima no país. Segundo os dados, 42,4% dos municípios amazonenses apresentam 10 ou mais indicadores no nível crítico de alerta, o patamar mais alto de gravidade do indicador.

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Entre as principais ameaças identificadas no interior do estado estão a oscilação extrema dos rios, que isola comunidades, paralisa o transporte escolar e dificulta o acesso à água potável, além da poluição do ar gerada pelas queimadas sazonais e o histórico déficit de esgotamento sanitário.

Segundo a Unicef, vulnerabilidade do estado decorre da sobreposição de crises ambientais e estruturais que afetam diretamente a saúde e o desenvolvimento de meninos e meninas. No interior, a rápida e violenta oscilação nos níveis dos rios atinge em cheio as calhas do Rio Negro, Solimões e Juruá, onde o isolamento provocado pelas secas históricas paralisa o transporte escolar, interrompe o abastecimento de água potável e impede o acesso a serviços básicos de saúde.

Esse cenário é agravado pela degradação da qualidade do ar provocada pelas queimadas sazonais, que atingem com severidade os municípios do sul e do oeste amazonense e disparam os índices de internações pediátricas por problemas respiratórios.

Ainda de acordo com o estudo, o cenário soma-se a crise climática um histórico déficit sanitário: a falta de saneamento básico e o esgotamento sanitário inadequado nas comunidades do interior mantêm a população infantil em constante exposição a Doenças de Veiculação Hídrica (DVH).

Leia também: Amazonas concentra 18% das áreas sob risco de desmatamento na Amazônia previsto para 2026, aponta PrevisIA

Situação em Manaus

Apesar de o interior registrar proporções mais severas de falta de infraestrutura básica, Manaus concentra o maior volume absoluto de crianças e adolescentes em situação de risco no estado. Cerca de 31,8% da população da capital tem entre 0 e 17 anos e vive sob alerta alto em metade dos indicadores ambientais analisados.

seca gera risco em manaus
Rio Negro em Manaus, 2023. Foto: William Duarte/Rede Amazônica AM

De acordo com o mapeamento, o cenário na capital é agravado por fatores urbanos:

  • Ilhas de calor e escolas desprotegidas: metade das unidades de ensino e creches na capital está localizada em áreas com alto estresse térmico e pouca ou nenhuma arborização.
  • Poluição e queimadas: no período de estiagem, a fumaça de queimadas na Região Metropolitana se acumula sobre a cidade, elevando os casos de problemas respiratórios infantis.
  • Eventos extremos: a ocorrência de alagamentos por chuvas intensas e o adensamento populacional em áreas de risco, como encostas e margens de igarapés, aumentam a exposição das crianças a acidentes e doenças de veiculação hídrica.

Como funcionam os indicadores de risco do estudo

O mapeamento combina dados oficiais de órgãos de saúde, meio ambiente e saneamento para avaliar a exposição dos municípios a riscos socioambientais em três patamares de gravidade. Quanto maior o acúmulo de indicadores classificados no nível 3 de forma simultânea, mais crítica é a posição do município no ranking de urgência para a infância.

Escala de gravidade em três patamares:

  • Nível 3: Significa que a cidade demanda atenção imediata e priorizada;
  • Nível 2: Para o qual se recomenda planejamento e adoção progressiva de medidas no curto a médio prazo;
  • Nível 1: Baixa prioridade, que demanda monitoramento contínuo, sem necessidade de intervenção emergencial.

Emergência na Região Norte

A Região Norte lidera os índices de vulnerabilidade no país. Além de Pará e Amazonas, o estado do Acre aparece na 3ª colocação nacional. Juntos, os três estados concentram as maiores taxas de municípios em que a sobreposição de crises ambientais e falta de serviços essenciais ameaça diretamente a saúde e o desenvolvimento de meninos e meninas.

Em nota, o Unicef ressalta a necessidade urgente de políticas públicas voltadas à adaptação climática com foco na infância, priorizando investimentos em saneamento resiliente, arborização de espaços escolares e proteção social para famílias afetadas por eventos climáticos extremos.

*Por Lucas Macedo, da Rede Amazônica AM

5 médicos amazônidas que também se dedicam à literatura

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Fotos: Reprodução

Na Amazônia, diversos médicos encontraram na escrita uma forma de contribuir para a cultura da região, produzindo obras que vão da poesia aos romances, passando por pesquisas históricas, ensaios e crônicas.

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Esses profissionais mostram que o conhecimento científico pode caminhar lado a lado com a arte de contar histórias. Conheça cinco médicos amazônidas que deixaram importantes contribuições para a literatura:

1. Aristóteles Alencar

Cardiologista, Aristóteles Comte de Alencar Filho conseguiu unir a carreira na medicina ao interesse pela história e pela cultura do Amazonas. Além de artigos científicos, publicou diversas obras que ajudam a preservar a memória de Manaus e do estado.

Leia também: Conheça 20 livros de escritores indígenas de diferentes povos originários no Brasil

Médico Cardiologista e atual presidente da Academia Amazonense de Letras Dr. Aristóteles Comte de Alencar Filho. Foto: Reprodução/Academia Amazonense de Letras
Médico Cardiologista e atual presidente da Academia Amazonense de Letras Dr. Aristóteles Comte de Alencar Filho. Foto: Reprodução/Academia Amazonense de Letras

Entre seus livros estão:

  • Beleza Decifrada- Detalhes da arte antiga nos monumentos do Largo de São Sebastião e entorno: retrata um estudo sobre a arquitetura e os monumentos históricos do Largo de São Sebastião, em Manaus.
  • Reclames Médicos da Manaus Antiga: resgata anúncios de medicamentos, curiosidades e aspectos da prática médica em Manaus entre o final do século XIX e o início do século XX.
  • Centenário da Igreja de São Sebastião de Manaus (1888-1988): Livro que conta a história centenária do templo religioso.
  • Josephina de Melo: É uma obra dedicada à personagem histórica.
  • Maria Callas: Livro sobre a trajetória da célebre cantora de ópera.

2. Márcio Maués

O médico e poeta paraense Márcio Maués acredita que a medicina e a poesia têm um ponto em comum: ambas exigem escuta, empatia e humanidade. Em seus livros, leva para os versos referências à Amazônia, à memória e às experiências humanas, conquistando leitores dentro e fora do Brasil.

Médico e poeta paraense Márcio Maués Foto: Aldfecyr Cruz

Entre suas principais obras estão:

  • Anatomia das Estrelas: edição bilíngue (português e espanhol) que une poesia e memória.
  • Longitude das Ternuras: lançado durante a Festa Literária Internacional de Paraty, o livro é apontado como um dos livros de poesia mais vendidos.
  • Coreografia das Urgências: reúne cerca de 80 textos que traduzem a urgência em viver, sentir e expressar emoções cotidianas. 
  • A Pele que nos Habita: reúne o cotidiano amazônico do autor com temas relacionados com a ancestralidade, a natureza e o cotidiano.
  • Costuras do Infinito Sobre o Peito: obra que aborda as memórias e os silêncios que preenchem as ruas e as águas ao pôr do sol.
  • Poemas do Desmantelo do Campo de Espera: livro de poemas. 

3. Djalma Batista

Nascido no Acre e radicado no Amazonas, Djalma Batista foi um dos grandes nomes da medicina amazônica. Formado pela Faculdade de Medicina da Bahia, destacou-se no combate às doenças tropicais e dirigiu instituições como o Sanatório Adriano Jorge e o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA).

Além da atuação médica, tornou-se um importante intelectual ao produzir livros que analisam o desenvolvimento da Amazônia, sua sociedade e sua cultura.

Médico e escritor Djalma Batista. Foto: Reprodução/Instagram-@manausnahistoria

Entre suas principais obras estão:

  • O Complexo da Amazônia (Análise do Processo de Desenvolvimento): considerada sua obra mais importante, discute os desafios econômicos, sociais e científicos da região.
  • Amazônia, Cultura e Sociedade: reúne ensaios sobre identidade, educação e desenvolvimento amazônico.
  • Introdução à Sociologia da Amazônia: analisa as dinâmicas sociais da região.
  • O Seringal e o Seringueiro: retrata aspectos históricos e sociais ligados ao ciclo da borracha e aos trabalhadores da floresta.

Leia também: ‘Sentido das águas’: três livros de Drauzio Varella que relatam vivências na Amazônia

4. João Bosco Lopes Botelho

Nascido em Manaus (AM), o médico, cirurgião, professor e doutor pela Universidade de Paris (França), João Bosco Lopes Botelho também construiu uma trajetória na literatura. Com mais de 16 livros publicados, ele escreveu obras sobre medicina, história, sociedade e ficção ambientada na Amazônia.

Médico João Bosco Lopes Botelho. Foto: Divulgação

Entre seus livros mais conhecidos estão:

  • Escolhas: romance que aborda os dilemas e decisões da vida.
  • História da Medicina – da abstração à materialidade: estudo sobre a evolução da medicina sob a perspectiva da Nova História.
  • Mulateiro: romance ambientado na Manaus ligada à Academia Amazonense de Letras e ao Clube da Madrugada.
  • As Pestes de Acará: romance que explora relações de poder e questões sociais nos rios Solimões e Negro.
  • Epidemias: contra o medo da morte: reflexão sobre as grandes epidemias da história e seus impactos na sociedade.

5. Erik Jennings Simões

Referência na medicina tropical e na dermatologia no Amazonas, o paraense Erik Jennings Simões também encontrou espaço para transformar suas experiências em literatura. Além de artigos científicos, relatórios e ensaios voltados à saúde pública, o médico escreve crônicas inspiradas na rotina da profissão e na vida amazônica.

Médico paraense Erik Jennings Simões. Foto: Reprodução/Instagram-@erikjenningssimoes

Entre suas publicações estão:

  • Paradô: histórias de um Neurocirurgião do Interior da Amazônia: reúne crônicas baseadas nas experiências vividas durante sua atuação médica no interior da região.
  • Olhando o Rio: livro de crônicas e reflexões inspiradas nos rios, nas paisagens e nas pessoas da Amazônia.

Mais de 80% das áreas protegidas da Amazônia tiveram desmatamento zero no primeiro semestre

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Desmatamento recua em áreas protegidas. Foto: Fábio Nascimento/Greenpeace

Com a menor área de floresta derrubada no primeiro semestre dos últimos oito anos, a Amazônia teve mais de 80% das áreas protegidas com desmatamento zero entre janeiro e junho deste ano. Isso corresponde a 588 territórios sem devastação, sendo 330 terras indígenas e 258 unidades de conservação. As análises são do instituto de pesquisa Imazon, que monitora a Amazônia por imagens de satélite desde 2008.

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Além disso, apenas uma terra indígena e sete unidades de conservação tiveram desmatamento maior que 1 km² no primeiro semestre deste ano. De janeiro a junho, as áreas protegidas registraram 97,37 km² de derrubada, apenas 8% do registrado em toda a Amazônia. Foram 9,38 km² em terras indígenas e 87,99 km² em unidades de conservação.

Áreas protegidas com desmatamento acima de 1 km² entre janeiro e junho de 2026, segundo o Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD) do Imazon:

TerritórioUFDesmatamento (km²)
APA Triunfo do XinguPA47,85
FLONA de AltamiraPA12,51
APA do TapajósPA4,01
RESEX Guariba-RooseveltMT3,47
FLONA do JamanximPA3,45
TI Porquinhos dos Canela-Apãnjekra (reestudo)MA2,05
APA do Lago de TucuruíPA1,41
APA das Reentrâncias MaranhensesPA/MA 1,32

O destaque negativo foi para a Área de Proteção Ambiental (APA) Triunfo do Xingu, no Pará, responsável por metade do desmatamento registrado em todas as áreas protegidas da Amazônia no primeiro semestre. Foram desmatados 47,85 km² entre janeiro e junho no território, o que corresponde a quase 5 mil campos de futebol. Ou seja, o território perdeu, em média, 25 campos de futebol de floresta por dia.

Além disso, a Floresta Nacional (Flona) do Jamanxim, no Pará, que teve grande destaque neste mês após a aprovação, no Senado, de um projeto de lei que reduz sua área, foi a quinta unidade de conservação mais desmatada na Amazônia. O território perdeu 3,45 km² de floresta, o que equivale a quase 350 campos de futebol.

“A aprovação desse projeto mostra que o Congresso Nacional está legislando para favorecer um pequeno grupo de pessoas que invadiu ilegalmente essa unidade de conservação após sua criação, em 2006. As unidades de conservação são importantíssimas para conter o desmatamento e combater a crise climática. Por isso, esse projeto precisa ser vetado pela Presidência”, alerta a coordenadora do Programa de Direito e Sustentabilidade do Imazon, Brenda Brito. 

Leia também: Amazonas tem mais de 260 mil pessoas vivendo em áreas protegidas, segundo Censo

Em toda a Amazônia, foram derrubados 1.145 km² de floresta entre janeiro e junho de 2026, 10% a menos do que no mesmo período do ano passado.

“Porém, quando comparamos historicamente a área desmatada no primeiro semestre, a derrubada de 2026 foi 76% menor do que a de 2022, quando registramos o recorde de desmatamento desde 2008, ano de implantação do nosso sistema de monitoramento. Precisamos seguir nessa redução até atingirmos a meta de desmatamento zero para 2030”, afirma a coordenadora do Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD) do Imazon, Larissa Amorim. 

Mais de 80% das áreas protegidas da Amazônia tiveram desmatamento zero no primeiro semestre
SAD Desmatamento – Janeiro a Junho de 2008 – 2026

A redução da derrubada é ainda mais expressiva na análise do chamado “calendário do desmatamento”, que por causa do regime de chuvas na Amazônia vai de agosto de um ano a julho do ano seguinte. Em 11 meses, de agosto de 2025 a junho de 2026, a região teve 2.258 km² desmatados, 28% a menos que no período anterior. E 75% a menos do que entre agosto de 2021 e junho de 2022, ano em que a Amazônia teve recorde de devastação no período. Apenas em junho, a queda no desmatamento foi de 5%, passando de 326 km² em 2025 para 309 km² em 2026.

SAD – Série histórica do Calendário do Desmatamento (Agosto a Junho)

A degradação, dano ambiental causado pela extração de madeira e pelas queimadas, teve queda de 55% em junho, passando de 207 km² em 2025 para 94 km² em 2026. Já no acumulado de janeiro a junho, a redução atingiu 86%. E, no calendário do desmatamento, de agosto de 2025 a junho de 2026, a degradação caiu 93%. 

Pará, Mato Grosso e Amazonas lideram desmatamento

Apenas dois dos nove estados que compõem a Amazônia Legal registraram alta no desmatamento entre agosto de 2025 e junho de 2026: Roraima (de 25%) e Maranhão (de 20%).

“Esses territórios com aumento na derrubada florestal precisam intensificar suas políticas de combate ao desmatamento com urgência, tanto federais quanto estaduais”, alerta a pesquisadora do Programa de Monitoramento da Amazônia do Imazon, Raíssa Ferreira.

Os outros sete estados tiveram quedas de 67% (Tocantins) a 27% (Mato Grosso). Já em relação ao tamanho das áreas desmatadas, a liderança nesses 11 meses foi do Pará (684 km²), do Mato Grosso (509 km²) e do Amazonas (378 km²). “Apesar desses três estados terem registrado quedas no desmatamento, eles possuem grandes áreas florestais e precisam fortalecer suas ações de fiscalização e punição para evitar novas derrubadas”, completa a pesquisadora do mesmo programa, Manoela Athaide.

EstadoDesmatamento agosto de 2024 a junho de 2025Desmatamento agosto de 2025 a junho de 2026Variação
Pará1072684-36
Mato Grosso696509-27
Amazonas613378-38
Roraima19924925
Acre316230-27
Maranhão9110920
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*O conteúdo foi originalmente publicado pelo Imazon

Seis de 15 estados na lista de focos de calor e fumaça estão na Amazônia Legal

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El Niño facilita fogo e fumaça e atenção para prevenção e cuidados precisa ser mais intensa. Fumaça em Rio Branco (AC). Foto: Pedro Devani/Secom AC

O informe semanal Monitoramento de Incêndios Florestais para Vigilância em Saúde, divulgado na terça-feira (21), reúne informações sobre focos de calor, qualidade do ar e população potencialmente exposta à fumaça, permitindo acompanhar os possíveis impactos dos incêndios florestais na saúde da população.

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A publicação integra o AdaptaSUS, Plano Nacional de Adaptação do Setor Saúde às Mudanças Climáticas, e oferece informações para subsidiar a atuação das equipes de vigilância em saúde e do Sistema Único de Saúde (SUS) diante dos efeitos de eventos climáticos sobre a saúde.

Neste período, 15 estados entraram na lista de 1.153 focos de calor, sendo seis deles localizados na Amazônia Legal. As unidades mais afetadas estão apresentadas no gráfico a seguir:

Seis de 15 estados na lista de focos de calor e fumaça estão na Amazônia Legal
Imagem: Reprodução/MS

O que são focos de calor?

Acesse a publicação

O monitoramento ocorre durante a atuação do El Niño, fenômeno climático que pode alterar os padrões de chuva e temperatura no país. Dependendo da intensidade e da região, o fenômeno pode favorecer períodos de estiagem, temperaturas mais elevadas e condições propícias à ocorrência e propagação de incêndios florestais. A redução da umidade do ar também pode intensificar os efeitos da fumaça sobre a saúde.

Recomendações gerais

• Acompanhar previsões meteorológicas, boletins e alertas oficiais sobre queimadas e qualidade do ar.
• Manter acessíveis os contatos de emergência (resgate, atendimento médico, bombeiros).
• Seguir as instruções dos órgãos locais de gerenciamento de emergências.
• Aumentar a ingestão de água e líquidos para manter as vias respiratórias hidratadas e protegidas
• Planejar a redução das saídas de casa e, se necessário, providencie a estocagem de suprimentos essenciais como alimentos e remédios.
• Para saídas necessárias, orientar sobre o uso preferencial de máscaras do tipo N95, PFF2 ou P100, que devem ser utilizadas corretamente, cobrindo nariz e boca, e ajustadas ao rosto. A máscara deve ser mantida limpa, seca e substituída sempre que estiver danificada, úmida ou com uso prolongado. No entanto, a principal recomendação continua sendo a permanência em ambientes internos bem protegidos da fumaça.
• Planejar as atividades diárias com base nas informações oficiais sobre os horários de maior ocorrência de fumaça no intuito de minimizar a exposição.

Em circunstâncias extremas, uma das recomendações é o uso da máscara facial.

• Evitar esforços físicos pesados e exercícios ao ar livre quando a qualidade do ar estiver comprometida pela fumaça. Recomenda-se, ainda, evitar atividades físicas em horários de elevadas concentrações de poluentes do ar, e entre as 12 e 16 horas, quando as
concentrações de ozônio são mais elevadas.
• Manter portas e janelas fechadas em residências, escolas e ambientes de trabalho nos períodos de maior poluição. A permanência deve ser em local ventilado, preferencialmente com ar-condicionado ou purificadores de ar.
• Ao dirigir, manter as janelas fechadas e o ar-condicionado em modo de recirculação.

Foto: Jullie Pereira/InfoAmazonia

Não atiçar o fogo

• Evitar atividades que aumentem a poluição do ar intradomiciliar, como:
– preparo de alimentos em fogões à lenha ou outros tipos de fornos que utilizem energia não limpa como combustível (madeira, carvão, restos de vegetais, querosene, etc.) ou que tenham sistema de exaustão deficiente;
– aquecimento e iluminação da casa com lareiras à lenha, vela, lamparinas etc.;
– uso de tabaco (cigarro).
• Redobrar a atenção ao dirigir quando a visibilidade estiver alterada pela fumaça. Caso seja absolutamente essencial dirigir, manter as janelas fechadas e ligar o ar condicionado no modo de recirculação para evitar a entrada de ar contendo fumaça no interior do veículo.
• Para usuários de ar-condicionado, instruir sobre a importância de fechar a entrada de ar externo e manter os filtros limpos.
• Orientar para que a limpeza de cinzas seja feita com panos úmidos, evitando o uso de aspiradores de pó comuns que podem dispersar partículas finas.
• Realizar aceiros (desbaste de um terreno em volta de propriedades, matas e coivaras) preventivos para impedir propagação de incêndio. A largura do aceiro é ditada pelo tipo de vegetação, o terreno, a intensidade do incêndio e as condições climáticas.

Limpeza de cinzas deve ser feita com panos úmidos, evitando o uso de aspiradores de pó comuns que podem dispersar partículas finas

• Nunca atirar bitucas ou cigarros ou fósforos acesos na vegetação.
• Não soltar balões ou fogos de artifícios.
• Não acender fogueiras.
• Não transportar ou manusear líquidos inflamáveis;

Recomendações para crianças e idosos

• Crianças menores de 5 anos, idosos acima de 60 anos e gestantes devem redobrar a atenção às recomendações gerais e buscar atendimento médico ao primeiro sinal de sintomas respiratórios ou outras ocorrências de saúde.
• Indivíduos com comorbidades (cardíacas, respiratórias, imunológicas) devem ser orientados a buscar atendimento para atualizar seus planos de tratamento, manter medicamentos disponíveis, procurar auxílio médico em caso do agravamento do quadro clínico e considerar, se possível, o afastamento temporário das áreas afetadas.

Partículas danosas

Entre os indicadores acompanhados está o material particulado fino (MP2,5), um tipo de poluente atmosférico formado por partículas muito pequenas, com diâmetro de até 2,5 micrômetros, capazes de penetrar profundamente no sistema respiratório e associado a impactos respiratórios e cardiovasculares.

A partir das informações reunidas no informe, é possível identificar municípios e regiões com maior exposição à fumaça e que demandam atenção das equipes de vigilância em saúde, especialmente quando há persistência de níveis elevados de poluição do ar. Os dados também permitem dimensionar a exposição de grupos mais vulneráveis, como crianças e pessoas idosas.

A exposição prolongada a altas concentrações de MP2,5 pode agravar doenças respiratórias e cardiovasculares preexistentes e aumentar a ocorrência de atendimentos e hospitalizações. Por isso, o monitoramento das condições ambientais contribui para orientar medidas de prevenção, comunicação de risco e organização da resposta do SUS.

El Niño

O El Niño, caracterizado pelo aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico Equatorial, está em curso e tem previsão de permanência até o início de 2027. As projeções indicam a possibilidade de alterações nos padrões de chuva e temperatura em diferentes regiões do Brasil nos próximos meses.

Leia também: Entenda as previsões para o Super El Niño em 2026, que promete ser o mais intenso da década

Para o trimestre de julho, agosto e setembro de 2026, as previsões indicam chuvas acima da média na Região Sul e abaixo do esperado no Centro-Norte do país, além de temperaturas mais elevadas que o normal em praticamente todo o território nacional. O cenário pode aumentar a possibilidade de ondas de calor, períodos de estiagem e ocorrência de incêndios florestais em áreas mais secas.

Historicamente, episódios de El Niño provocam impactos diferentes conforme a intensidade do fenômeno e a região do país. Entre os efeitos observados estão alterações no regime de chuvas, períodos de calor intenso, estiagem e, em algumas áreas, ocorrência de chuvas intensas e enchentes.

O Ministério da Saúde também dispõe de outras ferramentas para acompanhar os efeitos dos eventos climáticos sobre a saúde. Entre elas está o Painel de Excesso de Calor, que monitora diariamente as condições térmicas nos municípios brasileiros. As informações apoiam a identificação de áreas com maior risco para a saúde e subsidiam a emissão de alertas e o planejamento de ações de vigilância e assistência durante períodos de calor intenso.

Como reduzir os impactos da fumaça dos incêndios florestais?

A fumaça dos incêndios florestais pode afetar a saúde, especialmente em períodos de piora da qualidade do ar. Para orientar a população, o Ministério da Saúde disponibiliza o documento “Queimadas e Incêndios Florestais – Alerta de Risco Sanitário e Recomendações para a População” , que reúne medidas para reduzir a exposição à fumaça e seus impactos.

*Com informações do Ministério da Saúde

Secretário Guilherme Checco apresenta novas medidas para desenvolvimento sustentável na BR-319

Arte: Reprodução/Amazon Sat

A implantação de um núcleo de bioeconomia, a instalação de portais de monitoramento e a situação das novas pontes construídas ao longo da BR-319 estiveram entre os temas abordados pelo secretário-executivo adjunto do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), Guilherme Checco, durante conversa no programa ‘Entrevistas‘, exibido pelo canal Amazon Sat.

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O secretário apresentou as ações previstas para conciliar a recuperação da rodovia com medidas de desenvolvimento sustentável e proteção ambiental.

entrevistas - ep4 br-319, com guilherme checco
Foto: Reprodução/Amazon Sat

Bioeconomia na BR-319

Durante a entrevista, Checco afirmou que o governo federal trabalha na implantação de um núcleo de bioeconomia ao longo da BR-319, iniciativa que contará com recursos do Fundo Amazônia e busca incentivar atividades econômicas sustentáveis na região.

“Temos uma capital, Manaus, que a gente coloca que está no coração da Amazônia e essa BR liga Manaus a Porto Velho, então tem essa perspectiva social pela infraestrutura, mas nós vamos além disso, com ofertas de políticas públicas para viabilizar emprego, renda e atividades econômicas sustentáveis ali naquela região. Alguns já estão acontecendo. O Governo Federal já colocou na rua dois editais para concessão de manejo florestal. Uma na Gleba Castanho e a outra na Floresta Nacional Balata Tufari”, explicou.

Portais e infraestrutura

O secretário também comentou o planejamento para instalação de portais ao longo da rodovia, que deverão integrar as estratégias de monitoramento e gestão do corredor da BR-319.

“Toda essa estratégia foi montada com as equipes de todos os órgãos, Polícia Federal, ICMBio, Ibama, entre outros, em articulação com o Governo do Estado [do Amazonas]. Eles desenharam detalhadamente essa estratégia e esses pontos de atuação. Uma base de agência multifuncional que permitirá a atuação contínua desses agentes lá em Humaitá. Além disso os três portais […] e como dissemos anteriormente, essa PPP”.

Leia também: Guilherme Checco explica como funciona o monitoramento de assentamentos ao longo da BR-319

Sobre a infraestrutura da estrada, Guilherme Checco abordou a situação das pontes construídas pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) e o papel dessas estruturas no processo de recuperação da rodovia. “Recentemente houve o colapso de duas dessas pontes e, com isso, a viabilidade de trânsito na região da BR-319 ficou ainda mais difícil, necessitando de uso de barcos”.

“Temos algumas pontes que já estão sendo licenciadas pelo Ibama e que serão construídas pelo Dnit. O próprio presidente Lula esteve na região semanas atrás, inaugurando uma dessas pontes. Além disso o Dnit está iniciando um processo de contratação para uma melhoria pontual da rodovia. Isso não significa ainda o asfaltamento. É uma melhoria modesta, mas que vai melhorar a trafegabilidade”, explica.

A entrevista completa já está disponível no canal do Amazon Sat no Youtube: assista o programa completo AQUI.

‘Entrevistas’

O programa Entrevistas, do Amazon Sat, nasce com a proposta de aproximar os amazônidas das decisões tomadas em Brasília que impactam diretamente a região. Produzido pela sucursal do Grupo Rede Amazônica na capital federal, o programa aborda temas ligados à política, justiça, economia e meio ambiente, ouvindo representantes dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, além de especialistas e formadores de opinião.

Apresentado pelo jornalista Welliton Lopes, que há mais de duas décadas acompanha pautas da Amazônia em Brasília, o programa pretende aprofundar debates e revelar os bastidores das decisões que influenciam a vida de mais de 30 milhões de pessoas na região amazônica. A atração também busca transformar assuntos técnicos e complexos em informações acessíveis ao público.

‘Entrevistas’ tem sempre um episódio inédito às terças-feiras, às 19h30, e conta com reexibições: quartas, às 9h; quintas, às 13h30; sextas, às 17h30; sábados, às 9h30; domingos, às 15h45; e segundas, às 19h30. Todos os horários seguem o fuso de Manaus/AM (GMT -4).

Guilherme Checco explica como funciona o monitoramento de assentamentos ao longo da BR-319

Arte: Reprodução/Amazon Sat

O secretário-executivo adjunto do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), Guilherme Checco, afirmou que o governo federal tem intensificado o monitoramento da BR-319 para identificar assentamentos, ocupações irregulares e áreas mais suscetíveis ao desmatamento ao longo da rodovia. A declaração foi feita durante conversa no programa ‘Entrevistas‘, exibido pelo canal Amazon Sat.

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“A situação é de fato complexa e tem diferentes realidades. Já foi feito todo um mapeamento dos 26 mil Cadastros Ambientais Rurais, os chamados CAR. O CAR é um instrumento previsto na nossa legislação. É uma exigência tanto pros proprietários quanto para os posseiros rurais. Já foi feito pelo Governo Federal, junto ao Ministério de Inovação e do Ministério de Meio Ambiente e Mudança do Clima, em articulação com o Governo do Amazonas, um mapeamento, um raio-x, de cada um desses 26 mil Cadastros. E a partir disso o Governo já está operando”, afirmou o secretário.

Leia também: “Plano BR-319 sustentável tem a cara do Governo Lula”, diz Guilherme Checco

Presença do estado ao longo da rodovia

Durante a entrevista, Guilherme Checco explicou que o governo além de realizar um diagnóstico detalhado das áreas localizadas às margens da BR-319, para compreender a dinâmica de ocupação do território e direcionar as ações de fiscalização e ordenamento fundiário, também terá sua presença através de outros órgãos.

entrevistas - ep4 br-319, com guilherme checco
Guilherme Checco é um dos convidados do programa Entrevistas. Foto: Reprodução/Amazon Sat

Segundo Checco, esse levantamento permite identificar assentamentos, ocupações irregulares e regiões com maior pressão sobre a floresta e, com a presença do estado na região, a situação pode ser ordenada.

“Na frente de trabalho de segurança pública, por exemplo, nós instalamos uma agência multifuncional, com uma infraestrutura onde diferentes órgãos do estado estarão lá presente: Polícia Federal, Polícia Federal Rodoviária, Ibama, ICMBio, Incra. E além disso serão construídos três portais ao longo da rodovia. Mas como a área é complexa e muita grande, há um planejamento de uma PPP (Parceria Público Privada), que não substitui as funções do estado, mas ela vai estar lá em tempo real, para auxiliar as ações do estado”, declarou Guilherme Checco.

De acordo com Checco, apesar da decisão pela PPP que ainda será contratada, não haverá ônus para as pessoas e empresas.

“Não haverá pedágio, isso é um esclarecimento importante. Ou seja, é o Governo Federal que irá pagar por esses serviços integralmente. E a segunda inovação é que dentro desse mesmo contrato com um ator privado, que poderá se consorciar, terá algumas responsabilidades de apoio as ações de proteção ambiental”, acrescentou.

A BR-319, que liga Manaus a Porto Velho, é considerada estratégica para a integração da Região Norte. Ao mesmo tempo, a recuperação da rodovia mantém o debate sobre temas como regularização fundiária, combate ao desmatamento, fiscalização ambiental e desenvolvimento sustentável na Amazônia.

A entrevista completa já está disponível no canal do Amazon Sat no Youtube: assista o programa completo AQUI.

‘Entrevistas’

O programa Entrevistas, do Amazon Sat, nasce com a proposta de aproximar os amazônidas das decisões tomadas em Brasília que impactam diretamente a região. Produzido pela sucursal do Grupo Rede Amazônica na capital federal, o programa aborda temas ligados à política, justiça, economia e meio ambiente, ouvindo representantes dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, além de especialistas e formadores de opinião.

Apresentado pelo jornalista Welliton Lopes, que há mais de duas décadas acompanha pautas da Amazônia em Brasília, o programa pretende aprofundar debates e revelar os bastidores das decisões que influenciam a vida de mais de 30 milhões de pessoas na região amazônica. A atração também busca transformar assuntos técnicos e complexos em informações acessíveis ao público.

‘Entrevistas’ tem sempre um episódio inédito às terças-feiras, às 19h30, e conta com reexibições: quartas, às 9h; quintas, às 13h30; sextas, às 17h30; sábados, às 9h30; domingos, às 15h45; e segundas, às 19h30. Todos os horários seguem o fuso de Manaus/AM (GMT -4).

Estudo aponta características que demonstram presença contínua de populações e uso do território em municípios do Médio Amazonas

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Foto: Divulgação

Um estudo conduzido por pesquisadores da Universidade Federal do Amazonas (UFAM), por meio do projeto Atlas ODS Amazônia e do Instituto Acariquara, identificou evidências de ocupação humana consolidada e da existência de atividades econômicas estruturadas há décadas em municípios do Médio Amazonas.

O levantamento analisou a região que compreende Silves, Itapiranga, São Sebastião do Uatumã e Urucará e mapeou atividades produtivas, estruturas sociais, organizações comunitárias e características econômicas que demonstram a presença contínua de populações e o uso do território ao longo do tempo.

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Os resultados mostram que a região abriga atividades econômicas historicamente estabelecidas, incluindo agricultura familiar, pesca, extrativismo, produção de farinha, manejo florestal, pecuária e cadeias ligadas à sociobiodiversidade amazônica. O estudo também registra a presença de associações comunitárias, cooperativas, organizações de produtores e outras estruturas sociais que ajudam a compreender a dinâmica de ocupação e do desenvolvimento dos municípios. 

Segundo o coordenador do estudo, Danilo Egle Santos Barbosa, o levantamento permitiu ampliar a compreensão sobre a trajetória histórica da região a partir da combinação de dados oficiais, pesquisas de campo e escuta de moradores e lideranças locais.

“O estudo mostra que esses municípios possuem uma longa trajetória de ocupação e organização econômica e social. Ao reunir dados históricos e relatos das comunidades, foi possível entender como essas atividades se desenvolveram ao longo do tempo e continuam presentes na dinâmica econômica da região”, afirma.

Além de recuperar elementos da formação histórica dos municípios, o mapa identificou potencialidades já consolidadas em diferentes cadeias produtivas. Entre os destaques estão a produção de guaraná orgânico certificado em Urucará, a cadeia do tucumã e o manejo florestal em Itapiranga, a produção de farinha e iniciativas ligadas à bioeconomia em Silves e o fortalecimento de atividades associadas ao turismo de base comunitária e à sociobiodiversidade em São Sebastião do Uatumã. 

município de silves, no amazonas
Município de Silves, no Amazonas. Foto: Divulgação

Leia também: Ranking mostra quais municípios da Amazônia Legal tem melhor e pior desempenho de qualidade de vida

Potencialidades e desafios dos municípios

O levantamento também identificou oportunidades para o fortalecimento de atividades ligadas à bioeconomia, ao turismo de base comunitária, à agricultura familiar e ao empreendedorismo local. As vocações econômicas observadas nos quatro municípios revelam potencial para ampliar a geração de emprego, renda e desenvolvimento regional.

Ao mesmo tempo, os pesquisadores destacam que a região ainda enfrenta desafios estruturais importantes. O estudo aponta gargalos relacionados ao saneamento básico, acesso ao crédito, logística e qualificação técnica, indicando a necessidade de políticas públicas e investimentos voltados para o fortalecimento das capacidades já existentes nos territórios.

Entre os exemplos identificados está Itapiranga, que apresenta taxa de escolarização de 98,45% entre crianças de 6 a 14 anos, mas ainda registra indicadores reduzidos de acesso a serviços de saneamento.

Integração regional

Outro resultado do estudo foi a identificação de características e vocações compartilhadas pelos quatro municípios, especialmente nas áreas de bioeconomia, turismo de base comunitária, agricultura familiar e organização comunitária.

A partir desse diagnóstico, os pesquisadores propõem a criação de um consórcio intermunicipal envolvendo Silves, Itapiranga, São Sebastião do Uatumã e Urucará, com o objetivo de fortalecer iniciativas conjuntas nas áreas de educação, saúde, cultura, empreendedorismo e desenvolvimento econômico.

“Os municípios possuem desafios semelhantes e ativos e oportunidades muito convergentes. A cooperação regional pode contribuir para potencializar resultados e acelerar processos de desenvolvimento”, afirma o coordenador do estudo.

Sobre o estudo

O Mapa de Potencialidades Territoriais foi desenvolvido por pesquisadores do projeto Atlas ODS Amazônia (UFAM) e do Instituto Acariquara. O estudo analisou os municípios de Silves, Itapiranga, São Sebastião do Uatumã e Urucará a partir do cruzamento de dados oficiais, levantamentos documentais e atividades de campo realizadas nos territórios.

Um dos diferenciais do trabalho foi a escuta ativa de comunidades, lideranças locais, produtores, representantes do poder público e organizações da sociedade civil, permitindo incorporar ao diagnóstico conhecimentos e experiências que nem sempre estão registrados nas bases estatísticas tradicionais.

Ao longo do estudo, foram realizados encontros, grupos focais, questionários e visitas de campo para identificar dinâmicas econômicas, sociais e culturais percebidas pelos próprios moradores. O estudo contou com apoio da Eneva e terá seus resultados consolidados em publicação prevista para os próximos meses.

*Com informações da assessoria