Nada melhor que tapioca e tucumã no café da manhã na Amazônia, certo? Calma, não é bem assim. No Acre, por exemplo, um prato que faz sucesso nos mercados populares é a “baixaria“, que leva cuscuz, carne moída, cheiro-verde e ovo frito.
Deu vontade de experimentar? Veja o passo a passo desta receita que é a cara do Acre:
Ingredientes da receita ‘baixaria’
Cuscuz
200g de flocos de milho pré-cozidos ½ xícara de chá de água 1 colher de sopa de manteiga Sal a gosto
Foto: Eduardo Duarte/Rede Amazônica AC
Bolinho de carne moída
½ kg de músculo moído 1 colher de chá rasa de sal ½ colher de chá de pimenta-do-reino moída Pimenta-malagueta curtida a gosto 1 colher de chá de vinagre de vinho tinto 6 dentes de alho picados 3 colheres de sopa de óleo 3 tomates bem maduros, sem sementes e em cubos pequenos 1 unidade pequena de cebola, cortada em cubos médios 1 colher de chá de Colorau ½ xícara de chá de água 6 ovos 1 colher de sopa de cebola picada
Modo de Preparo:
Primeiro, coloque uma pitada de sal nos flocos de milho e hidrate com água aos poucos até virar uma massa homogênea. Depois, faça a carne moída. O tempero pode ser o que você preferir. O Marcelo Pereira utilizou alho e sal. Refogue o alho no azeite e frite a carne. Quando a carne ficar um pouco mais corada, acrescente sal a gosto e salsinha, se preferir.
Pegue a massa dos flocos de milho hidratada e cozinhe numa cuscuzeira. Por último, frite o ovo.
Para montar o prato, coloque uma porção do cuscuz, a carne moída, o ovo e o tomate picado. Decore com cebolinha.
*Escrito por Larissa Zuim, cedido ao Portal Amazônia
Só em 2020 a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) liberou a utilização de quase 500 novos agrotóxicos no Brasil. O Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) aponta o Brasil como um dos maiores consumidores mundiais desses agroquímicos ou defensivos agrícolas e o segundo maior comprador de insumos da lista de proibidos em outros países, como por exemplo, na União Europeia. Na contramão desse grave problema à saúde e ao meio ambiente, as mulheres da agricultura familiar são mais resistentes à utilização dos agrotóxicos.
Das agricultoras familiares que são proprietárias e concessionárias de estabelecimentos rurais no país, 77% (590 mil mulheres) disseram na coleta de dados do Censo Agropecuário 2017 (IBGE) não ter utilizado agrotóxicos, e em Rondônia 58% (7 mil) não fizeram uso desse tipo de produto no período de referência, de 1º de outubro de 2016 a 30 de setembro de 2017. É oque revela a análise feita pela reportagem, com informações do Censo Agropecuário 2017, realizada com o apoio da Internews Earth Journalism Network e da Escola de Dados da Open Knowledge Brasil.
Para a realidade do estado de Rondônia, esses números são significativos, uma vez que 82% dos estabelecimentos rurais (69,3 mil) considerando os proprietários e concessionários são de agricultura familiar, onde a presença das mulheres é maior. Elas são proprietárias de 13% (11,8 mil agricultoras) dos estabelecimentos familiares, em oposição aos 2% (2,5 mil mulheres) da agricultura não familiar.
Ainda em Rondônia, apesar de existirem mais estabelecimentos de agricultura familiar, eles concentram uma área menor, em comparação com aqueles da agricultura não familiar. Os 13 mil estabelecimentos dessa categoria, que estão sob a administração dos homens, têm área média de 393 hectares; enquanto que a área de terras dos 58,2 mil agricultores familiares têm em média apenas 52 hectares.
No caso das agricultoras familiares, a situação não é diferente. A área média das mulheres que lidam com a terra para o cultivo familiar é cerca de cinco vezes menor que a das grandes produtoras rurais. Os 2% de agricultoras não familiares possuem área média de 192 hectares por propriedade, ao mesmo tempo em que os 13% das agricultoras familiares concentram sua produção em uma área média de 43 hectares.
Essa diferença nos tipos de agricultura explicam os altos índices de utilização de agrotóxicos. Enquanto a agricultura familiar, especialmente as mulheres, busca alternativas ecológicas, as lavouras ostensivas de monocultura de soja, milho, algodão e cana-de-açúcar consomem juntas 80% dos insumos comercializados no Brasil, de acordo com o IDEC.
Decisões como essa, da não utilização de veneno, são o reflexo de uma preocupação com a saúde familiar e com o meio ambiente que é possível verificar na fala das agricultoras, já que, além dos danos ao meio ambiente, como envenenamento do solo e das águas ou a morte de insetos polinizadores, os agrotóxicos geram graves problemas associados à saúde sexual e reprodutiva feminina.
Estudos daAssociação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco) mostram diversos prejuízos causados pela exposição às altas taxas de insumos agrícolas, como infertilidade, má formação dos fetos durante a gestação, resíduo no leite materno, intoxicação, cânceres, distúrbios neurológicos e mentais e até aumento nas taxas de suicídio.
Para Maria das Graças Silva, geógrafa e pesquisadora da Universidade Federal de Rondônia (Unir), as mulheres se preocupam mais com esses fatores por causa do seu papel dentro do ambiente familiar, como mãe e cuidadora.
“Pela minha observação nesses 20 anos de campo, a mulher vai conciliar o plantio com o ambiente, com a natureza, porque elas pensam na segurança alimentar e nutricional, em não usar agrotóxico, em reaproveitar, para garantir a alimentação e o sustento de toda a família a longo prazo”.
Segundo a pesquisadora, a diferença entre as propriedades geridas por mulheres e pelos homens é sentida até visualmente. “É nítida a mudança ao visitar um lote manejado por uma mulher e outro por um homem. Uma mulher que ganha um lote não vai desmatar 100% para fazer a roça”, explica a geógrafa. “Ele é muito mais verde e vivo, porque elas diversificam seus cultivos”.
(A agricultora Cida, além da produção de colorau, produz hortaliças para a alimentação de casa. Foto: Aparecida de Sousa)
Essa observação faz parte da vivência da Cida, ou Maria Aparecida de Sousa, agricultora familiar do assentamento Antônio Conselheiro II, no interior de Rondônia. “Nós, mulheres, olhamos mais para o lado da lavoura branca, ter horta, café, colorau, cana, cacau, milho, arroz, feijão. A gente quer produzir para alimentar”, conta.
A diversidade de cultivos é uma das características essenciais da Agricultura Familiar, de acordo com o agroecólogo e pesquisador da Unir, Emanuel Maia. “Estudando esse tipo de agricultura percebe-se que ela tem funções para além da produção financeira e sustento das famílias, ela ajuda a manter a paisagem com mais diversidade, o que é fundamental para conservação da floresta”.
Feito principalmente por mulheres, quintais produtivos não foram reconhecidos no Censo
Com pouco incentivo técnico e financeiro, as mulheres da agricultura familiar recorrem a caminhos alternativos para a produção no campo e a conservação do meio ambiente em Rondônia.
Entretanto, esse caminho mais sustentável apontado pelas mulheres ainda é invisibilizado. A pouca informação oficial em documentos, órgãos e pesquisas sobre a produção feminina nas áreas rurais é a primeira barreira para construir uma visão geral de como as mulheres se relacionam com o meio ambiente. Não há dados expressivos sobre as relações de gênero no campo, e até mesmo no Censo Agropecuário de 2017, utilizado nesta reportagem, ainda há lacunas a serem preenchidas.
A exemplo da estratégia para a manutenção alimentar e financeira da casa apontada pelos pesquisadores entrevistados, os chamados “quintais produtivos”. Esses quintais são um sistema agroflorestal que combina espécies florestais, lavoura e pastoreio de animais, apresentando biodiversidade, capacidade de produção e de reaproveitamento. Essa produção diversificada ajuda a equilibrar a saúde e a manutenção do solo, diminuindo a necessidade de utilizar agrotóxicos.
Porém, os quintais produtivos e a variedade de cultivos que as mulheres do campo fazem para alimentação não são registrados pelo IBGE, uma vez que o órgão não sistematiza informações da produção dos agricultores para consumo próprio.
O que se torna um problema nesse contexto, já que estudos, como o Terra & Mata, da Ecoporé, demonstram que são as mulheres as principais responsáveis pela produção de alimentos para autoconsumo, doações, trocas entre famílias camponesas e comercialização de excedentes, e mesmo assim, não entram nas estatísticas.
A agrônoma Miriam Nobre, integrante da Sempreviva Organização Feminista (SOF), vem trabalhando junto ao Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para a ampliação dos dados de gênero coletados no Censo Agropecuário e na melhoria do cruzamento de informações com outras bases de dados.
Ela alerta que, sem o recorte de gênero, a invisibilidade pode se tornar mais acentuada. Integrar questões como a renda obtida no estabelecimento agropecuário e das múltiplas atividades desenvolvidas pelas mulheres, como os quintais produtivos e seus subprodutos (horticultura, floricultura, geléias, bolos, farinha), possibilitaria compreender melhor sua posição e suas práticas no campo.
Como no caso de Eliana Buss da Rocha, do Acampamento de Reforma Agrária Che Guevara, na Zona da Mata em Rondônia. Mais conhecida como Lia, ela conta que hoje, a produção de pasto é majoritariamente masculina, enquanto as mulheres plantam café, milho, arroz, feijão, mas, principalmente hortaliças, que são comercializadas para as escolas pelo Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e utilizadas no consumo próprio, o que acaba não sendo considerado para o Censo.
O caso se repete na casa de Josiane Santos de Souza, a Jô, do Assentamento 14 de Agosto, em Ariquemes. As mulheres trabalham coletivamente cultivando verduras como alface, rúcula, agrião, ervas medicinais e flores, tanto para o embelezamento – nas palavras dela – como para confecção de remédios e repelentes.
Além disso, as mulheres fazem o plantio do cacau, que tem grande potencial para a geração de renda e de reflorestamento. Dentro da lavoura cacaueira, as agricultoras constroem suas hortas e o viveiro de mudas na intenção de reflorestar. “Isso porque queremos criar autonomia, tomar a frente, do nosso jeito, por perceber o que é bom para a família, para a saúde e para a natureza”, explica Jô.
Um projeto que atua nessa linha com as mulheres de Rondônia é o Viveiro Cidadão, da Ação Ecológica Guaporé – Ecoporé. A proposta atende 138 mulheres, de 8 municípios, com a distribuição de mudas e acompanhamento técnico para criação de quintais produtivos. Entre as cadastradas, 52% têm a titularidade da terra, o que assegura o aproveitamento futuro com a plantação de cultivos permanentes, de plantas frutíferas e espécies florestais nativas.
Políticas públicas para mulheres no campo são recentes e de difícil acesso
A posse da terra, por si só, já é um elemento de significativa importância na agricultura familiar e na conservação ambiental, como ressalta o agroecólogo Emanuel Maia (Unir). De acordo com ele, quando se dá a garantia da titularidade, o proprietário tende a conservar.
E para as mulheres, a posse extrapola a condição econômica, tornando-se garantia de sobrevivência para ela, sua família e o mais importante, seus filhos. Lia, do acampamento Che Guevara, ressalta que as famílias sempre tiveram uma mesma posição: quando a situação se regularizar, a posse será em nome das mulheres. “É uma segurança para nós, porque, independente do que acontecer entre o casal, a mulher tem como amparar os filhos”.
Porém, este é um direito recente. A regularização fundiária em nome da mulher foi permitida apenas na Constituição Federal de 1988, em seu artigo 189. E foi somente em 2003 com a Portaria do Incra nº 981, que se tornou obrigatória a titularidade da terra em nome do casal, independentemente de haver contrato de união formal.
Mesmo com esse avanço, ainda são poucas propriedades em nome de mulheres, poucas pesquisas que possuem o recorte de gênero e poucas políticas públicas voltadas à mulher do campo.
Maria das Graças (Unir) ressalta que mesmo que as mulheres rurais tenham conquistado direitos para sua categoria nas últimas décadas, no sentido de ter acesso à terra, de poder ser proprietária e ter direito à assistência técnica direcionada ao trabalho dela, essas mulheres continuam não acessando estas políticas públicas.
“Durante nossas pesquisas de campo, descobrimos que elas não acessam essas políticas, pois nem documentação elas têm. Quando houve o mutirão para retirada de documentos para as mulheres do campo, muitas vezes quem encontrávamos nas filas eram os homens. Questionados sobre onde estavam suas companheiras, eles abertamente falavam – estão em casa, cuidando dos filhos, da horta.”
Mesmo com incentivos como o do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura (Pronaf-Mulher), até a obtenção do crédito o caminho é sinuoso, pois existe a dificuldade no acesso à informação, na burocracia bancária, na criação do projeto e na aplicação técnica. Com pouca orientação e gestores públicos que não estão abertos ao diálogo, sobram ideias e falta ajuda.
Com menos da metade dos estabelecimentos rurais do estado com acesso à assistência profissional, são também as mulheres as mais prejudicadas, sendo que menos de 20% recebem ajuda técnica, de acordo com dados de 2020 da Entidade Autárquica de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Rondônia (Emater-RO).
Para a pesquisadora Maria das Graças (Unir), há a dificuldade de identificar quem é essa mulher, onde ela está e o que ela faz, porque a pouca visibilidade que se dá à questão de gênero no campo fica condicionada a um micro recorte das pesquisas científicas. E como ressalta Miriam Nobre, mesmo que o Censo Agropecuário tenha começado a incluir a questão de gênero desde 2006, o percurso para abarcar toda a realidade do campo, ainda levará um tempo considerável.
(A produção de horticultura para consumo próprio não é contabilizada no Censo Agropecuário como produto do estabelecimento. Foto: Aparecida de Sousa)
Para fortalecer pesquisas como essa, disponibilizamos com a ajuda do analista de dados Tarssio Barreto na plataforma GitHub os códigos-fonte dessa pesquisa para que sejam aplicados a outros estados. É possível verificar através deles, o percentual de agricultores por gênero e por tipo de agricultura, o percentual de área dos estabelecimentos rurais, da utilização de agrotóxicos, de uso do solo, entre outros.
*Esta reportagem foi produzida com o apoio da Internews/Earth Journalism Network. A proposta de investigação foi selecionada no âmbito do projeto ‘Fortalecendo o jornalismo de dados na Amazônia’, realizado pela Escola de Dados da Open Knowledge Brasil.
A Amazônia Legal foi instituída pela Lei 1.806, de 06/01/1953, com o objetivo de definir a delimitação geopolítica com fins de aplicação de políticas de soberania territorial e econômica para a promoção de seu desenvolvimento.
Os limites da Amazônia Legal foram se estendendo em função da área de atuação da Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia (Sudam). O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou em 14 de julho de 2022, uma série de atualizações dos recortes territoriais legais do país. Entre os produtos com revisão de 2021 está a publicação ‘Limite da Amazônia Legal‘, que atualiza a área de 5.015.067,86 km², correspondente a cerca de 58,93% do território brasileiro (8.510.345,540 km²).
Nove estados compõem a Amazônia Legal – Acre (22 municípios), Amapá (16), Amazonas (62), Mato Grosso (141), Pará (144), Rondônia (52), Roraima (15), Tocantins (139) e parte do Maranhão (181, dos quais 21 foram parcialmente integrados) – com um total de 772 municípios.
No mapa da Amazônia Legal constam as divisas estaduais, limites municipais e posições das sedes das cidades que constituem a base logística para o controle estratégico do território e para a exploração econômica da região.
Histórico
Delimitada, inicialmente, em 1953, pela Lei 1.806, Amazônica Legal compreendida os estados do Pará e Amazonas, os à época territórios federais do Acre, Amapá, Guaporé e Rio Branco e, ainda, a parte de Mato Grosso a norte do paralelo 16º, a porção de Goiás a norte do paralelo 13º e área do Maranhão a oeste do meridiano de 44º.
Em 1966, a Lei 5.173 definiu que a região abrangeria os estados do Acre, Pará e Amazonas, os territórios federais do Amapá, Roraima e Rondônia e, ainda, as áreas de Mato Grosso a norte do paralelo 16º, de Goiás a norte do paralelo 13º e do Maranhão a oeste do meridiano de 44º. Em 1977, a Lei Complementar 31 de 11.10.1977 integrou todo o estado de Mato Grosso à Amazônia Legal.
Em 2001, a Medida Provisória 2146-1 de 4 de maio de 2001, criou as Agências de Desenvolvimento da Amazônia e do Nordeste, extinguindo a Sudam e a Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene). A Sudam foi recriada em 2007, pela Lei Complementar 124, junto com o Fundo de Desenvolvimento da Amazônia (FDA).
Das quatro espécies de peixe-boi existentes no mundo, uma delas vive em água doce e só pode ser encontrada na Amazônia. Trata-se do peixe-boi-da-Amazônia, de nome científico Trichechus inunguis, considerado o menor de todos, medindo até 3 metros e pesando até 450kg.
O mamífero aquático, assim como as outras três espécies, é da ordem dos sirênios. Eles receberam apelidos de ‘peixe-boi’ por conta dos seus cantos, que levou navegadores e pescadores a associá-los às mitológicas sereias. Por ter um metabolismo lento, ele pode ficar mais de 20 minutos em baixo d’água.
Foto: Divulgação/Inpa
O peixe-boi-da-Amazônia apresenta grande importância ecológica, pois colabora para o equilíbrio do ecossistema em que vive. Como ele se alimenta de plantas aquáticas que ficam na superfície dos rios, impede que elas se proliferem, evitando o efeito chamado de “tapagem”.
Isso acontece quando um crescimento excessivo de matéria orgânica cobre toda a superfície do rio, impedindo a entrada do sol, o que ocasiona a mortandade de algas e animais que vivem no fundo.
Enquanto seus parentes do mar, os peixes-bois marinhos, podem nadar tanto em água doce quanto em água salgada, o peixe-boi-da-Amazônia raramente se aventura em águas salgadas.
Vegetariano ‘gordinho’
O peixe-boi-da-Amazônia é um mamífero herbívoro – ou seja, se alimenta apenas de algas, aguapés e capim aquático. Mas de plantinha em plantinha, o peixe-boi chega a pesar 300kg e a medir 2,5m.
Foto: Reprodução/Ampa
Ele se alimenta principalmente na época chuvosa, quando há mais disponibilidade de plantas. Passa até oito horas por dia comendo e chega a consumir 10% de seu peso em um único dia. Toda essa comida é armazenada em seu corpo em forma de gordura, para suprir suas necessidades energéticas durante a estação seca, quando há menos comida.
Quando as chuvas escasseiam, o peixe-boi-da-Amazônia sai dos pequenos igarapés, onde normalmente vive sozinho, para os grandes rios, onde se junta a grupos de quatro a oito indivíduos.
Reprodução
A capacidade de recuperação da população de peixes-bois é limitada devido ao seu longo ciclo reprodutivo. Cada fêmea de peixe-boi gera apenas um filhote de cada vez, com raros casos de gêmeos. Cada gestação dura 13 longos meses.
Depois que o filhote nasce, a mãe o amamenta por períodos de em média dois anos. A mamãe peixe-boi é muito zelosa: é ela quem ensina o bebê a nadar, a escolher seus alimentos e a subir à superfície para respirar. Mas todo esse cuidado significa que uma fêmea procria apenas a cada quatro anos.
Ameaça de extinção
Contudo, o peixe-boi-da-Amazônia é considerado uma das espécies mais ameaçadas de extinção no Brasil. As principais ameaças desse animal são a poluição e a degradação de seu habitat pela desordenada ocupação humana, além da caça indiscriminada. Por ser manso e curioso, torna-se uma presa fácil para caçadores que utilizam a carne, a gordura e o couro desses animais.
Com a caça dos peixes-bois adultos, muitos filhotes ficam abandonados e não conseguem sobreviver sozinhos, por isso a Associação Amigos dos Peixe-boi (AMPA) em parceria com o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA/MCTIC) recebe estes animais com o intuito de reabilitá-los e assim, após etapa do semicativeiro do Programa de Reintrodução do Peixe-boi do Projeto Mamíferos Aquáticos da Amazônia, reintroduzi-los aos rios da Amazônia.
Conhecido como embuá e gongolo, o piolho de cobra pertence a classe dos diplópodes. Diferente das lacraias que são carnívoras, o piolho de cobra é herbívoro.
Ele não é peçonhento, porém, ao ser intimidado, o seu sistema libera uma secreção que pode deixar a pele manchada.
Na floresta, o piolho de cobra pode ser encontrado em lugares úmidos como, por exemplo, madeiras podres e embaixo de folhas.
Os diplópodes se reproduzem de forma sexuada, seus órgãos sexuais encontram-se em um dos segmentos da parte anterior.
Nos machos, o órgão sexual são uma modificação na pata do sétimo segmento e nas fêmeas, uma abertura no terceiro segmento. As fêmeas armazenam os espermatozoides na cópula e fecundam os ovos no momento em que os deposita.
Mais de 80 espécies de peixe estão estão sob risco de extinção na Amazônia. O bioma tem 180 espécies, em geral, que correm o risco de desaparecem do ecossistema, conforme informações do Livro Vermelho da Fauna Brasileira Ameaçada de Extinção 2018, divulgado na sexta-feira (25), pelo Instituto de Conservação da Biodiversidade Chico Mendes (ICMBio).
O estudo contou com a participação de 1.270 pesquisadores. Dentre as espécies de peixe que estão ameaçadas, constam o Pacu, o Curimatã e o Matrinxã, conhecidos entre os consumidores do Norte.
O Curimatã, de nome científico Prochilodus britskii, é conhecido apenas da série-tipo, coletado na bacia do rio Arinos, a montante da primeira corredeira antes da confluência com o rio Juruena, drenagem do rio Tapajós, estado de Mato Grosso. Sua classificação é Em Perigo de extinção.
A principal ameaça atual é a perda de qualidade de habitat devido a mudança no uso do solo para fins agropecuários e urbanos (J.A.S. Zuanon, obs. pess.). Há a previsão de construção de pelo menos uma usina hidrelétrica no rio Arinos, o que poderá comprometer severamente o habitat da espécie.
Já o Pacu, de nome científico Mylesinus paucisquamatus, sofre com a perda e fragmentação do habitat de corredeiras. Dentre as atividades que alteram o habitat de corredeiras, se destacam o represamento dos rios para construção de usinas hidrelétricas e atividades mineradoras. Na bacia do rio Tocantins seis usinas hidrelétricas encontram-se em funcionamento ou já com a Licença de Operação concedida e quatro estão planejadas.
O matrinxã, também conhecido como piabanha, de nome científico Brycon gouldingi, sofre com a pesca esportiva e comercial. A bacia do rio Tocantins, onde vive grande parte da população, está sendo progressivamente modificada por barragens hidrelétricas.
O Portal Amazônia levantou 19 espécies da região que também compõe a lista vermelha, confira:
Espécie: Curimatã (Prochilodus britskii)
Situação: Em perigo
Encontrado no Mato Grosso
Foto: Reprodução
Pacu (Mylesinus paucisquamatus)
Situação: Em perigo
Encontrada no Pará, Tocantins e Goiás
Foto: Reprodução
Matrinxã (Brycon gouldingi)
Situação: Em perigo
Encontrada no Pará, Mato Grosso, Tocantins e Goiás
Pirapema ou camurupim (Megalops atlanticus)
Situação: Vulnerável
Encontrada no Amapá e Pará
Foto: Reprodução/FishTV
Aracu (Leporinus pitingai)
Situação: Criticamente em perigo
Encontrada no Amazonas
Aracu-boca-pra-cima (Sartor tucuruiense)
Situação: Em perigo
Encontrada no Pará e em Tocantins
Gurijuba ou bagre (Sciades parkeri)
Situação: Vulnerável
Encontrado na costa no Amapá e Pará
Bacuzinho (Rhynchodoras xingui)
Situação: Em perigo
Encontrada no Mato Grosso, Pará e Goiás
Bagre (Aguarunichthys tocantinsensis)
Situação: Em perigo
Encontrado no Pará, Tocantins, Mato Grosso e Goiás
Foto: Reprodução/Governo de Tocantins
Acari ou cascudo (Baryancistrus longipinnis)
Situação: Criticamente em perigo
Encontrada no Pará e Tocantins
Foto: Reprodução/Planet Catfish
Acari (Baryancistrus niveatus)
Situação: Criticamente em perigo
Encontrada no Pará, Tocantins e Goiás
Foto: Reprodução
Acari-Cachimbo (Harttia depressa)
Situação: Em perigo
Encontrada no Amazonas
Alicate ou Cari-de-Unha (Hopliancistrus tricornis)
E o mês de férias escolares coincide com o início do período mais quente na Amazônia, o que chamamos de ‘verão amazônico’. A temperatura elevada é convidativa para um bom mergulho, que, além de refrescar o corpo, dá para se divertir e conhecer mais das belezas naturais da região.
A equipe do Portal Amazônia desembarca na região Metropolitana de Belém e apresenta algumas opções de igarapés (é uma palavra indígena, de origem tupi, que significa “caminho de canoa”) e piscinas naturais, que além de águas limpas, são atrativos à parte para os dias mais ensolarados. Confira:
Complexo Ecológico Parque dos Igarapés
O espaço possui piscina natural de água corrente, além de trilhas ecológicas, e prática de esportes radicais, como arvorismo, rapel, escalada, tirolesa, paintball e outras.
Endereço: Tv. WE12, 1000 – Coqueiro
Horário: todos os dias, de 9h às 18h
Preços
Segunda: R$ 20 Terça, quarta e quinta: Fechado para manutenção Sexta: R$ 20 Sábado: R$ 25 Domingo e feriado: R$ 35
Fones para contato
(91) 3347-3659 ou (91) 98394-8597 (Recepção do clube) (91) 99313-4664 (WhatsApp) (91) 98394-8597 (WhatsApp – Eventos)
Um balneário com uma extensa piscina natural. Fica localizado na Ilha de Caratateua, popularmente, conhecida como Outeiro. Vendem comidas, mas não bebidas alcóolicas.
Endereço: Rua da Felicidade com Tv. Sigma – Outeiro
Comidas a partir de R$ 40
Preços: segunda a sexta, R$ 10 por pessoa. Sábados e domingos, R$ 15.
Balneário Curcuperé
Também regado à águas naturais, é um local para lazer e onde é servida alimentação.
Endereço: R. do Amor, 10 (passando a escola Bosque) – Outeiro
Em 2018, crianças encontraram uma cobra de duas cabeças, na beira de um rio na comunidade rural Bonitodo Apurema, que fica a 87 quilômetros da sede de Tartarugalzinho, município distante a 203 quilômetros de Macapá. O animal foi entregue a um morador e ele será enviado para a capital, onde será estudado pelo Instituto de Pesquisas Científicas e Tecnológicas do Estado do Amapá (Iepa).
Em um vídeo gravado por Maurício Dias Lima, morador que recebeu a serpente das crianças, a cobra recebe estímulos das duas cabeças e ambas respondem, colocando as línguas para fora. O animal tem cerca de 30 centímetros, não é venenoso e se alimenta de peixes.
A gastronomia nos oferece muitas possibilidades, mas existem aqueles pratos que sempre serão os nossos preferidos, como por exemplo, a pizza. E nesta segunda-feira (10) é comemorado o Dia da Pizza. Para não deixar a data passar em branco, o Portal Amazônia preparou uma lista com 30 pizzarias que estão localizadas em Manaus. Confira:
Sasara Pizza Delivery
Endereço: Conjunto Abílio Nery – Avenida Jornalista Umberto Calderaro Filho, 12 – Adrianópolis Horário: Segunda a domingo, de 17h às 23h Telefone: (92) 3236-9800
2. Cantina Ghiotto
Endereço: R. José Bonaparte, 50 – Parque 10 Horário: Segunda a domingo, de 14h30 às 23h Telefone: (92) 3632-2008
3. Pizzaria Sabor GostosoDelivery
Endereço: Av. Adalberto Vale, 50 – Betânia Horário: Terça a domingo, de 18h às 23h Telefone: (92) 99414-6459
Foto: Reprodução/Shutterstock
4. Splash Pizza
Endereço: R. José Clemente, 538 – Centro Horário: Segunda a domingo, de 16h às 23h Telefone: (92) 98855-0335
5. Pizzaria Altas Horas
Endereço: Av. Codajás, 546 – Cachoeirinha Horário: Segunda a domingo, o dia todo
6. Loppiano Pizza
Endereço: Rua Major Gabriel, 1080 – Praça 14 de Janeiro Horário: Segunda a domingo, das 17h às 22h30 Telefone: (92) 3642-1234
Foto: Reprodução/Shutterstock
7. Ita Pizza
Endereço: R. Vicente Torres Reis, 661 – São Jorge Horário: Domingo a segunda, de 18h às 0h Telefone: (92) 99181-2309
8. Pizzaria Toscana
Endereço: R. Madalena Frota, 558 – Novo Aleixo Horário: Segunda a domingo, de 18h às 23h Telefone: (92) 99340-0771
9. Franco’s Pizza
Endereço: Av. Efigênio Salles, 440 – Loja 8 – Adrianópolis Horário: Segunda a domingo, das 16h às 22h30 Telefone: (92) 98407-3670
Foto: Reprodução/Shutterstock
10. Pizzaria Maná
Endereço: R. Moacir de Souza Alves, 59 – Santo Antônio Horário: Segunda a domingo, das 17h às 23h Telefone: (92) 99997-2323
11. Coliseu Pizza
Endereço: Rua Pará, 438 – Adrianópolis Horário: Segunda a domingo, de 11h30 às 15h e 17h às 23h Telefone: (92) 3234-8888
12. La Torre Pizzaria e Restaurante
Endereço: Av. Umberto Calderaro, 300 – Adrianópolis Horário: Segunda a domingo, de 17h às 00h Telefone: (92) 98186-2565
Foto: Reprodução/Shutterstock
13. Master Pizza
Endereço: Alameda Santos Dumont, 181 – Da Paz Horário: Segunda a domingo, segunda a quinta das 17h às 23h45/ sexta e sábado das 17h às 0h30/ domingo de 16h às 23h45 Telefone: (92) 98814-3532
14. Na Lenha
Endereço: R. Mato Grosso, 103 – Flores Horário: Segunda a domingo, de 18h às 23h Telefone: (92) 3342-2544
15. Pizza Bistrô
Endereço: R. Rio Mar, 370 – Nossa Sra. das Graças Horário: Terça a domingo, de 17h30 às 22h30 Telefone: (92) 98214-9545
Foto: Reprodução/Shutterstock
16. Bella Itália Pizzaria
Endereço: R. João Câmara, 26 – Novo Aleixo Horário: Terça a domingo, de 18h às 23h Telefone: (92) 99452-6959
17. Pizza Hut
Endereço: Av. Djalma Batista, 1854a – Flores Horário: Segunda a domingo, de 17h às 23h Telefone: (92) 4009-0500
18. Pizzaria Super Pan
Endereço: R. Manoel Batista, 222 – São Jorge Horário: Terça a domingo, de 18h às 23h Telefone: (92) 98230-1548
Foto: Reprodução/iStock
19. Pizzaria Carlluccio
Endereço: Av. Coronel Teixeira, 6089 – Ponta Negra Horário: Segunda a domingo, de 18h às 23h Telefone: (92) 99982-2257
20. O Faraó
Endereço: Av. Tancredo Neves, 1170 – Parque 10 de Novembro Horário: Segunda a domingo, de 17h30 às 22h30 Telefone: (92) 99447-3319
21. Domino’s Pizza
Endereço: Av. Efigênio Salles, 2145 – Aleixo Horário: Segunda a domingo, de 17h às 23h Telefone: (92) 3877-0800
Foto: Reprodução/iStock
22. Pizza dos Super Heróis
Endereço: Av. do Turismo, 1313 – Ponta Negra Horário: Segunda a domingo, segunda a quinta das 18h às 23h/ sexta e domingo das 17h às 23h/ sábado das 16h às 23h Telefone: (92) 99393-5339
23. Villa Itally
Endereço: R. Sarum, 27 – Flores Horário: Segunda a domingo, terça a domingo das 14h às 23h/ segunda das 15h às 23h Telefone: (92) 99267-9786
24. Di Caputti Pizza Bar
Endereço: Av. Efigênio Salles, 2030 – Centro Mundi – Loja 06/08, Av. Efigênio Salles, 2240 – Loja 3 – Aleixo Horário: Segunda a domingo, segunda a sexta das 11h30 às 14h30 e das 18h às 23h/ sábado das 11h30 às 15h e das 18h às 23h/ domingo das 18h às 23h Telefone: (92) 98212-1514
Foto: Reprodução/iStock
25. Pizzaria Eloin
Endereço: Avenida Creta, Av. Margarita, s/n – Com – Nova Cidade Horário: Segunda a domingo, das 17h ás 22h30 Telefone: (92) 98158-5511
26. Di Fiore
Endereço: Av. Prof. Nilton Lins, 1560A – Parque das Laranjeiras Horário: Quarta a segunda, das 18h ás 22h Telefone: (92) 99972-4110
27. Restaurante Cosa Nostra
Endereço: R. Rio Jutaí, 21 – Nossa Sra. das Graças Horário: Segunda a domingo, domingo a sexta das 18h ás 23h/ sábado das 18h às 0h Telefone: (92) 98855-7085
Foto: Reprodução/iStock
28. Multiverso Pizza N Burger
Endereço: Av. Via Láctea, 7 – Aleixo Horário: Segunda a domingo, domingo a quinta das 17h ás 22h/ sexta e sábado das 17h às 23h Telefone: (92) 99274-8044
29. Apocalipse Pizzaria
Endereço: R. Nova Olinda, 57 – Japiim Horário: Segunda a domingo, das 10h às 3h
30. Pizzaria Zona Leste
Endereço: Av. Cosme Ferreira – Aleixo Horário: Segunda a domingo, das 16h às 23h Telefone: (92) 99288-7112
Dançar faz bem para o corpo, mas também traz outros benefícios para os seres humanos. Na Amazônia, a dança está integrada ao imaginário de seu povo. O Portal Amazônia separou 8 danças que são populares na região. Confira:
Marujada (AC)
Marujada é uma das danças típicas do Acre. Como nas brincadeiras de quadrilha, narra uma estória, dançada por dois cordões de marujos que estão navegando em alto-mar. Em Rio Branco a Marujada é uma referência. Ela representa bem a importância das embarcações fluviais no contexto cotidiano do acreano nos anos 40. A manifestação foi consolidada pelo grupo Marujos da Alegria. Os importantes pioneiros da Marujada no Acre são Aldenor da Costa, Zuleide Cordeiro e Chico do Bruno.
Foto: Reprodução
Toada (AM)
Quem nunca dançou o ‘dois pra lá, dois pra cá’ dos bumbás de Parintins? No Amazonas, é difícil encontrou alguém que não dançou o ‘Tic, Tic, Tac’, ou se contagiou com a canção ‘Vermelho’. Os passos das toadas empolgam justamente por trazer uma raiz indígena em sua sonoridade, mas não pense que é fácil dançar o ritmo. A coreografia é precisa, envolve um pouco de técnica e principalmente coordenação dos dançarinos. Antes de cada edição do Festival de Parintins, as coordenações dos bumbás Garantido e Caprichoso realizam eventos para mostrar ao público as novas coreografias. Dentro do festival a dança é tão importante que se tornou o 20º item de avaliação: a coreografia.
Foto: Arquivo/Portal Amazônia
Marabaixo (AP)
De origem africana, o ciclo do Marabaixo é uma das maiores manifestações culturais do Amapá. A dança chegou ao Estado no século XVIII, quando um grupo de africanos desembarcou em Macapá para construção da Fortaleza de São José. Ao som dos tambores, as dançarinas balançam no ar suas saias de cores fortes, geralmente levam uma toalha para limpar o suor, algo que se tornou parte de sua indumentária.
Foto: Reprodução
Cacuriá (MA)
O Cacuriá, ou Cacuriá de Dona Tetê, é uma dança típica do estado do Maranhão. Surgiu como parte das festividades do Divino Espírito Santo, uma das tradições juninas. A dança é feita em pares com formação em círculo, acompanhada por instrumentos de percussão chamados caixas do Divino – pequenos tambores.
Foto: Divulgação
Siriri (MT)
O Siriri é uma dança com elementos africanos, portugueses e espanhóis. O nome indígena é referência aos cupins com asa, que voavam num ritmo parecido com a dança nas luminárias. A música é uma variação do cururu, só que com ritmo bem mais rápido. Os instrumentos utilizados são: viola de cocho, o ganzá, o adufe e o mocho. Os versos são cantigas populares, do cotidiano da região.
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Ciranda (RR)
A Ciranda é uma manifestação folclórica que se expressa por meio de um conjunto de cantigas de roda, originárias da Espanha e Portugal. Em Roraima, o estilo de dança é muito apreciado, principalmente em época de festas populares. O grupo Cangaceiros do Tianguá, que utiliza coreografias baseadas em elementos regionais da Amazônia, é uma das principais referências do estilo no Estado.
Foto: Divulgação
Sússia (TO)
Também conhecida como Súcia ou Suça, a Sússia é dançada no folclore de cidades como Paranã, Santa Rosa do Tocantins, Monte do Carmo, Natividade, Conceição do Tocantins, Peixe, Tocantinópolis. A dança, provavelmente de origem escravagista, é caracterizada por músicas agitadas ao som de tambores e cuícas. Uma espécie de bailado em que homens e mulheres dançam em círculos. A Sússia na Folia do Divino em Monte do Carmo é dançada ao som da viola, do pandeiro e da caixa. Também é dançada ao som do tambor em outras manifestações populares, como em Natividade. A Jiquitaia é um passo da dança da Sússia. Dança-se a jiquitaia na Sússia.
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Carimbó (PA)
Se você já foi ao Pará, com certeza já ouviu falar do Carimbó. O ritmo ganhou força com a novela ‘A força do querer’, através da personagem Rutinha (Isis Valverde) que em várias cenas dançou o carimbó. O nome da dança vem do tupi, que significa o tambor com o qual se marca o ritmo, o curimbó. A coreografia é executada por casais, que usam figurinos com estampas parecidas. O destaque fica para as mulheres que giram suas saias de forma rápida e graciosa.