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Saiba por quais áreas da Amazônia passam as rotas de integração propostas pelo Governo Federal

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O debate sobre a integração sul-americana encerrou a edição Brasília do projeto Diálogos Amazônicos, promovido pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) e com apoio do Centro das Indústrias do Estado do Amazonas (CIEAM). O secretário de Articulação Institucional, do Ministério do Planejamento, João Victor Villaverde, foi quem apresentou o projeto do governo federal, que já traçou cinco rotas de integração do Brasil com a América do Sul. A conferência presencial aconteceu no dia 6 de junho na capital federal.

O investimento dos países sul-americanos no projeto tem previsão de US$ 10 bilhões de dólares, com 190 obras de infraestrutura somente no lado brasileiro. Segundo Villaverde, a reunião de todos os 11 presidentes da América do Sul, em maio de 2023, no Brasil – que não ocorria havia nove anos – trouxe o ‘Consenso de Brasília’ e definiu o projeto de integração de todo o território latino-americano.

“Temos um duplo propósito para fazer a integração sul-americana. Primeiramente, podemos e devemos fazer mais negócios, mais turismo mais oportunidades de emprego, mais pesquisa com os nossos irmãos sul-americanos. Em segundo lugar, enquanto a gente se integra mais com os países que são banhados pelo Pacífico, a gente também se aproxima, pelo Pacífico, de quem compra o que a gente vende, a China”, argumentou.

De acordo com o secretário, os levantamentos do Ministério do Planejamento revelam que, entre os anos 2000 e 2012, o principal destino de exportação do Brasil eram os Estados Unidos. Desde, então, majoritariamente, é a China.

Em 2023, as vendas brasileiras para o país ultrapassaram, pela primeira vez, o valor de US$ 100 bilhões e a corrente do comércio bilateral entre os países chegou a US$ 157,5 bilhões. Daí o interesse do governo brasileiro nessa integração pelo oceano Pacífico.

Rotas de integração

Aos empresários do Centro das Indústrias do Estado do Amazonas (CIEAM) e demais participantes do Diálogos Amazônicos, João Victor Villaverde mostrou as cinco rotas de integração sul-americana projetadas pelo governo brasileiro:

Rota 1 – Ilha das Guianas: contempla fundamentalmente o Amapá e Roraima, mas também o Norte do Pará e Amazonas, com a Guiana Francesa, Suriname, Guiana e Venezuela;

Rota 2 – Amazônica: integra o Amazonas à Colômbia, Equador e Peru, a chamada rota da Amazônia. Para o Amazonas, essa rota é uma das importantes porque, segundo o secretário do governo, quando estiver pronta e interligada aos modais rodoviários e hidroviários vai chegar ao porto de Chancai, no Peru, via município Tabatinga.

Rota 3 – Quadrante Rondon: é a rota do Futuro porque ela pega a potência agrícola do Mato Grosso; uma potência agrícola crescente, que é Rondônia, além do Acre, todo o Norte e Centro-Oeste do Brasil com a Bolívia, rica em fertilizantes, que tanto o país necessita para o agronegócio. E ainda o Peru e o Norte do Chile;

Rota 4 – Bioceânica de Capricórnio: de caráter bioceânico, a rota prevê saída do Atlântico, pelo porto de Santos, e chegada no porto Antofagasta, em Iquitos, Chile, no oceano Pacífico ou vice-versa.

Rota 5 – Porto Alegre-Coquimbo: essa rota passa pelo Rio Grande do Sul, Uruguai, Argentina que desemboca um Coquimbo no sul do Chile.

Rota Amazônica

No caso da Região Norte, a atenção se volta para a Rota Amazônica (2). Isso porque a potencialidade das exportações é promissora, de acordo com o secretário do Ministério do Planejamento, principalmente com produtos da bioeconomia, máquinas, equipamentos e bens de consumo de Manaus para o Peru, Equador e Colômbia, além da Ásia e América Central.

Pelo projeto do governo, os novos setores da economia a serem promovidos na Rota Amazônica serão: isqueiros, motocicletas, canetas, barbeadores, aparelhos de TV e som, bens de bioeconomia e indústria naval.

Recursos e obras

Para viabilizar as cinco rotas de integração da América do Sul, cerca de 190 obras estão no novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), dentre elas: 65 rodovias, 40 obras hidroviárias, 35 aeroportuárias, 21 portos, 15 infovias, 9 ferrovias e 5 linhas de transmissão de energia.

Já o financiamento dessas obras, pelo lado brasileiro, o governo já levantou recursos no valor de US$ 10 bilhões, sendo US$ 3,4 bilhões do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), US$ 3 bilhões do Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF), US$ 3 bilhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômicos e Social (BNDES) e US$ 600 milhões do Fundo Financeiro para Desenvolvimento da Bacia do Prata (Fonplata).

*Com informações da CIEAM

CETEM segue com pesquisa e monitoramento de mercúrio em rios da TI Yanomami

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Um grupo de pesquisadores do Centro de Tecnologia Mineral (CETEM), unidade de pesquisa do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), esteve nas Terras Indígenas Yanomami, em Roraima, entre mamio e junho, para estudar o nível de exposição de mercúrio das comunidades.

Durante o trabalho, foram coletadas águas fluviais e de consumo, sedimentos e peixes em Unidades de Conservação (UCs) Federais do Estado de Roraima. Segundo o grupo, o objetivo do estudo é monitorar a qualidade ambiental e dos teores de mercúrio nos peixes.

Segundo a pesquisadora do CETEM, Zuleica Castilhos, esta é a terceira visita para coleta de amostras. A primeira foi em novembro de 2023 e a segunda em março deste ano. Nas duas primeiras, foram coletadas amostras de águas de consumo, águas fluviais e sedimentos de rio dentro do território. 

“Nos estudos nós estamos analisando diversas amostras que contêm metais (incluindo mercúrio), agrotóxicos, HPAs, BTEX, entre outros, dependendo da matriz, águas de consumo, águas fluviais e sedimentos”, explica a pesquisadora do CETEM que é responsável pela expedição.

As atividades fazem parte do Projeto Monitora Y, que compõe a Rede de Monitoramento Ambiental em Terras Indígenas Yanomami e Alto Amazonas. “A região é amplamente atingida pela atividade de garimpo de ouro ilegal com consequências ainda não avaliadas criteriosamente quanto aos seus potenciais impactos ao meio ambiente e efeitos à saúde das populações locais, indígenas ou não”, diz Castilhos.

Além dos pesquisadores do CETEM, o trabalho também contou com a colaboração de pesquisadores do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama).

De acordo com o Censo Demográfico de 2023 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a etnia Yanomami é a maior do país e conta mais de 27 mil indígenas vivendo principalmente em Roraima e Amazonas.

*Com informações do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI)

Governo do Acre assina pacto de prevenção a incêndios e desmatamentos na Amazônia

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Em alusão ao Dia Mundial do Meio Ambiente, o governador do Acre, Gladson Cameli assinou um pacto com o governo federal que dispõe sobre o controle e prevenção de incêndios na Amazônia. O ato ocorreu no Palácio do Planalto, em Brasília (DF) e contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da ministra do Meio Ambiente, a acreana Marina Silva.

O pacto com o governo federal também inclui regiões como o Pantanal, que é impactado com queimadas e desmatamentos. Além disto, segundo o documento, o objetivo principal é de implementar “ações colaborativas e integradas de prevenção, preparação e combate aos incêndios florestais e demais formas de vegetação nativa”, uma vez que as mudanças climáticas estão impactando diretamente e, principalmente, nas regiões amazônicas.

Inclusive, no Acre, pouco mais de dois meses após o principal afluente do estado alcançar a segunda maior cota histórica e atingir mais de 70 mil pessoas com uma enchente devastadora, o manancial chegou a marca de 2,52 metros em maio, menor marca para o mês nos últimos cinco anos. A situação alerta para a possibilidade de um período de seca que, segundo especialistas, pode se antecipar e se tornar cada vez mais frequente em um menor espaço de tempo.

De acordo com Cameli, o Acre está preparado para contribuir na redução destes impactos e diz que “reafirma o compromisso do Acre com a agenda ambiental do governo federal, uma vez que temos a consciência da necessidade urgente de integrar nossas políticas públicas, garantindo, assim, a conservação da biodiversidade e a manutenção dos serviços dos ecossistemas”.

“Diante das crises climáticas já apresentadas na região amazônica e lamentavelmente vivenciadas pela população acreana, consideramos que a união entre todos nós é fundamental para prevenir e controlar o sistema ecológico da Amazônia e do Pantanal”, complementou.

Assinatura do pacto pela Amazônia contou com a presença dos governadores, da ministra Marina Silva e do presidente Lula. Foto: Pedro Devani/Secom AC

O governador destacou também a elaboração e implementação do Plano Estadual de Prevenção e Controle do Desmatamento e Queimadas no Acre (PPCDQ-AC), que está na terceira fase de publicação, aprovada pelo Decreto nº 11.372/23, bem como a assinatura do contrato de colaboração no âmbito do Fundo Amazônia, envolvendo o BNDES e o Ministério do Meio Ambiente, e que visa o desmatamento ilegal zero no estado.

Desmatamentos

Em 5 de julho do ano passado, considerando os dados de desmatamento ilegal, queimadas, incêndios florestais e degradação florestal nos últimos anos, o governo do Acre declarou situação de emergência ambiental em dez cidades do estado.

Naquele período, conforme o decreto publicado, a emergência declarada ficou em vigor entre os meses de julho a dezembro de 2023. Para a medida, o governo considerou os dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) que, segundo a publicação, apontam um aumento de 127% no desmatamento no Acre entre os anos 2018 e 2021, comparado com o quadriênio anterior.

O governo também levou em consideração as condições climáticas adversas, tais como estiagens prolongadas, altas temperaturas, ondas de calor, baixa umidade relativa do ar e intensos ventos, que favorecem as ocorrências de incêndios florestais.

Segundo um levantamento do MapBiomas Amazônia, apresentado na COP 28 em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, em dezembro do ano passado, o Acre é um dos locais que compreendem o “Arco do Desmatamento”, que se estende, além do estado, entre Pará, Mato Grosso e Rondônia, apontada como região de maior desmatamento na Amazônia Legal, e que teve avanço na conversão de florestas em pasto. O território compreende cerca de 14% do território explorado pela pecuária.

Conforme o mapeamento, a pecuária é o principal vetor do desmatamento em metade da América do Sul nos últimos 37 anos.

Uso da terra para pecuária cresceu em 442% entre 1985 e 2022 no Acre — Foto: Reprodução

*Com informações de G1 Acre

Rondônia é o 2° estado do país com mais casos de Febre Oropouche em 2024, aponta MS

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Rondônia é o segundo Estado do Brasil com o maior número de casos de febre oropouche em 2024. De acordo com dados do Ministério da Saúde (MS), já foram mais de 1,7 mil notificações da doença no Estado.

A febre oropouche é transmitida por um mosquito quase imperceptível a olho nu, chamado de maruim ou meruim. Os sintomas da febre são parecidos com arboviroses, como a dengue e a chikungunya.

Em 2024, o Brasil já registrou 6.637 casos confirmados: o Amazonas lidera o ranking, com 3.564 notificações. Em seguida, está Rondônia, com 1.748 confirmações da doença, segundo o MS.

De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde de Porto Velho (Semusa) até o mês de maio de 2024 foram notificados 287 casos de febre oropouche na capital; 200 notificações ocorreram apenas no primeiro mês do ano.

Leia também: Portal Amazônia responde: qual a diferença entre maruins e mucuins?

Como acontece a transmissão?

A arbovirose acontece principalmente na região Amazônica e é transmitida pela picada do Culicoides paraensis, mais conhecido como maruim ou meruim. O mosquito é 20 vezes menor que o Aedes aegypti.

A oropouche também pode ser transmitida por outros mosquitos. O vírus Orthobunyavirus oropoucheense (OROV) é mantido no sangue desses animais após eles picarem uma pessoa ou outro animal infectado.

De acordo com o MS, na região urbana, o ser humano é o principal hospedeiro do vírus. Não há evidência de transmissão direta de pessoa para pessoa.

Até o momento, ainda não há informações se o Aedes aegypti (mosquito da dengue) também pode ser um vetor para essa doença.

Conheça os sintomas

Os sintomas da doença são parecidos com os da dengue e da chikungunya:

  • febre;
  • dor de cabeça;
  • dor muscular;
  • dor nas articulações;
  • náusea e vômito;
  • tontura;
  • dor atrás do olho;
  • e diarreia.

Os sintomas geralmente duram de 2 a 7 dias e não costumam deixar sequelas. Mesmo nos casos mais sérios, as pessoas se recuperam bem. A doença não possui tratamento específico.

Como procurar ajuda?

Ao apresentar os sintomas, o paciente precisa procurar atendimento médico na unidade de saúde mais próxima de sua casa para que sejam feito exames laboratoriais e clínicos para detectar a doença.

No primeiro momento, a pessoa com sintomas de Febre Oropouche realizará o teste para a dengue e outras arboviroses.

Em Rondônia, a coleta dos testes são feitas na rede municipal de saúde e é encaminhada para o laboratório do Estado, conforme critérios definidos pelo Ministério da Saúde, em conjunto com as secretarias Estaduais e Municipais de Saúde.

Prevenção

As medidas de prevenção contra a Febre do Oropouche envolvem evitar a picada do mosquito infectado.

O órgão recomenda que ao entrar em locais de mata e beira de rios, a população deve fazer uso de repelentes e roupas compridas, além de usar cortina e mosquiteiros em áreas rural e silvestre.

*Com informações de G1 Rondônia

Conheça os artistas por trás do Manto de Nazaré no Círio 2024

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O manto para o Círio de Nazaré 2024 começou a ser pensado desde novembro de 2023, quando a estilista Letícia Nassar recebeu o convite por meio do casal coordenador do Círio 2024, Antônio e Silvia Salame. Este ano a confecção e o desenho são criação de Letícia, com bordados de Antônio José de Souza e Rosa Brito, e metais de Marcelo Monteiro, da Ourogema.

A estilista Letícia Nassar sempre teve o desejo de trabalhar com a produção do manto de Nossa Senhora de Nazaré. Ainda em outubro de 2023 ela foi convidada pela Diretoria da Festa de Nazaré (DFN) para confeccionar o manto de uma imagem de Nossa Senhora que estaria no Círio de Nazaré em Miami, nos Estados Unidos, realizado de 16 a 20 de novembro.

“No dia da apresentação do manto de Miami eu fui convidada para fazer o manto do Círio de Nazaré daqui e, desde então, estou vivendo o meu milagre do Círio, porque foi o meu pedido a Ela”, conta Letícia.

Foto: Divulgação

Foi neste momento, em Miami, que ela começou a desenhar as primeiras ideias para o manto. “Todos os detalhes e a essência do manto foram feitos ali. Em Belém fiz alguns ajustes. Vestir Nossa Senhora de Nazaré é algo inexplicável. O Espírito Santo me guiou para fazer algo tão belo como este manto”, relata Letícia.

Segundo ela, o Manto foi inspirado na imagem de Maria, que mesmo com toda a sua força, se mantém sempre simples, singela, suave, ao mesmo tempo soberana e mulher. “Eu já desenhei o manto pensando na técnica de bordado que usaria, e isso facilitou muito o trabalho. Começamos a trabalhar na confecção dele em fevereiro e estamos nos preparativos finais, faltando cerca de 30% para finalizar e os acabamentos”.

Foto: Divulgação

Já o bordador e membro da Guarda de Nazaré, Antônio José de Souza, está bordando o manto de Nossa Senhora de Nazaré pela décima quarta vez. O primeiro convite veio em 2003, além de ter trabalhado no manto para o Círio de Miami, junto com Letícia Nassar.

”A nossa inspiração maior para este manto é na pureza de Maria, na sua simplicidade, e fomos guiados por Ela em todos os momentos da confecção”, conta Antônio.

Apresentação

A cerimônia de apresentação do manto ocorre no dia 10 de outubro, durante missa na Basílica Santuário, a partir das 18h. O manto não tem apenas a atribuição de cobrir a imagem da padroeira dos paraenses. Várias exigências precisam ser cumpridas, como a sua ornamentação, que precisa estar de acordo com o tema do Círio de cada ano, assim como as cores, os adereços e os desenhos, que precisam passar uma mensagem ao público. Além disso, ele também deve transmitir uma mensagem evangelizadora aos devotos, como todos os símbolos do Círio de Nazaré.

Foto: Divulgação

História

Um dos símbolos da procissão, a tradição do manto foi mantida desde que o caboclo Plácido encontrou a santinha às margens do igarapé Murucutu.

Ao sair nas procissões, o manto da Virgem de Nazaré seguia um formato retangular e, nos anos seguintes, foi confeccionado pela Irmã Alexandra, da Congregação Filhas de Sant’Ana, que confeccionava os mantos com material doado por promesseiros, até sua morte em 1973.

O Círio 2024

O Círio de Nazaré é uma realização da Arquidiocese de Belém, Basílica Santuário de Nazaré, Diretoria da Festa de Nazaré, Governo do Estado do Pará e Prefeitura de Belém.

Foto: Divulgação

Até o momento, a Festa de Nazaré tem como patrocinador master o Banpará e patrocínio de Alubar, Belágua, Belém Bioenergia Brasil, Cresol, Econômico Comércio de Alimentos, Equatorial Energia, GAV Resorts, Gráfica Miriti, Grupo Mônaco, Guamá Resíduos, Hospital Porto Dias, ITA Center Park, Hydro, Reinafarma, Uniesamaz, Unimed e Tramontina. Como apoiadores master Alucar, Bagliolli Dammski Bulhões e Costa Advogados, CN Produções e Jefferson. E mais 61 apoiadores.

Ritual Indígena (Festival Folclórico de Parintins)

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Fotos: Reprodução/Acervo Boi Caprichoso – site oficial e Acervo Boi Garantido – Facebook oficial

Recriação de ritmo xamanístico, fundamentado através de pesquisa dentro do contexto folclórico. A encenação ou recriação de rituais indígenas é o quarto item dos bois-bumbás no Festival Folclórico de Parintins. Como quadro apoteótico, reúne elementos alegóricos, coreográficos e teatrais, em uma soma dramática capaz de revelar cenicamente o universo indígena e suas cosmogonias, apanhados nas toadas de diversas etnias.

‘Revoada de Pássaros’ abre festejos do Arraial de Todos os Santos de 2024 no Pará

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A ‘Revoada de Pássaros Juninos’ abriu oficialmente o ‘Arraial de Todos os Santos: o maior arraial da Amazônia’, no último sábado (8), com o encontro de grupos de Pássaros de vários bairros de Belém. O encontro lúdico dos Pássaros Juninos é uma realização do Governo do Pará, por meio da Fundação Cultural do Estado do Pará(FCP).

A cultura de Pássaros, ou teatro popular, como também é chamado, é uma das mais importantes e genuínas expressões paraenses. A ‘Revoada de Pássaros’ se reuniu no primeiro dia, em cortejo, no entorno da Casa das Artes, prédio da FCP; e da Praça Santuário, grupos que retratam as encantarias e personagens da identidade cabocla, indígena, ribeirinha, urbano-periférica, colorida e criativa.

“A Cultura Popular é fundamental para perpetuar a história de resistência e identidade, de maneira lúdica, do nosso povo, por isso para a Fundação Cultural do Pará esse momento simbólico da Revoada de Pássaros Juninos, além de ser uma grande confraternização de fazedores de cultura, fortalece os laços e mostra a diversidade cultural paraense e amazônica. Nesse momento, é, também, o Estado cumprindo com sua função importante de fomento de políticas públicas para preservar a riqueza das manifestações culturais”, disse Thiago Miranda, presidente da Fundação Cultural do Estado do Pará (FCP).

Foto: Reprodução/Agência Pará

Crianças vestidas de pássaros, fadas da floresta, indígenas, caçadores, ribeirinhos e a realeza se misturam em uma apoteose que chamou a atenção por onde o cortejo passou. Depois os grupos voltaram para a Casa das Artes, onde foi feita uma simbólica apresentação de cada ícone que compõe o teatro de pássaros juninos. A tradição é uma herança ancestral dos fazedores de cultura.

Rosa Oliveira, do grupo Ararajuba, do bairro da Sacramenta, começou aos 7 anos. Hoje acompanha a filha como um dos ‘porta pássaros’. 

“Ela começou aos 3 anos e hoje está com 8 anos e a foi assim como eu. Eu já cresci nesse meio, vai passando de geração em geração. Então meu avô passou isso para minha mãe, para as minhas tias, e nós crescemos então no Pássaro. E a gente continua passando esse legado para os nossos filhos, sobrinhos”, explicou a fazedora de cultura popular.

Mestra em Cultura Popular, Iracema Oliveira é a mais antiga guardiã de Pássaro Junino do Estado. A frente do Pássaro Tucanos conduziu a apresentação dos grupos. 

“Essa programação da Fundação Cultural, do Governo do Estado, é um incentivo muito gratificante, porque essa revoada nos dá uma alegria muito grande, da gente rever companheiros e guardiões antigos e ver que as crianças, nesse encontro de diferentes gerações de fazedores de cultura. É importante passar essa tradição, para perpetuar. Digo sempre que é da criança que se faz o adulto. Então, a gente tem que começar com eles, e é para poder insistir no coração deles, o amor por essa cultura tão rica, a qual é a cultura popular”, explica a mestra.

A noite que simbolizou a liberdade dos ícones do imaginário popular para iniciar as festividades da cultura popular contou ainda com a apresentação musical do grupo ‘Sentinelas do Norte’, dos artistas Allan Carvalho e Luis Girard.

Foto: Reprodução/Agência Pará

Arraial de Todos os Santos

De 18 a 23 de junho, o teatro Waldemar Henrique, prédio da Fundação Cultural do Estado do Pará, vai receber a programação do teatro de Pássaros Juninos, sempre às 19h. Dia 13 de junho, no prédio da Fundação, no Centur, é a abertura da 20ª edição do Concurso Estadual de Quadrilhas, a partir das 18h. As apresentações ocorrerão todos os dias até 30 de junho. No mesmo período, tem também as apresentações de grupos de Folguedos e shows com artistas da terra, no Centur. 

No mesmo local, no dia 28 de junho, será o concurso de Miss Caipira da Diversidade. Na Casa da Linguagem, dia 21, será realizado o Arraial das Letrinhas em homenagens aos escritores João de Jesus Paes Loureiro, Max Martins e Ruy Barata. De 28 a 30 de junho, o Curro Velho, núcleo da FCP, realiza o Auto Junino, às 18h. E no dia 30 de junho, encerrado a programação, será a noite de premiação das quadrilhas.

*Com informações da Agência Pará

Encontro das Águas: projeto musical celebra 10 anos em Manaus; confira programação

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Celebrando 10 anos, a série Encontro das Águas retorna ao palco do Teatro Amazonas, em Manaus (AM), com uma programação que reflete e celebra sua trajetória de crescimento e diversificação. Desde seu surgimento a série tem sido pioneira em integrar diferentes formas de arte, proporcionando experiências únicas para o público.

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Marcelo de Jesus, diretor artístico da série Encontro das águas, relembra como tudo começou de forma inesperada durante uma temporada de concertos denominada Guaraná. Um concerto que combinou a peça ‘Os Planetas’ de Gustav Holst com a suíte de ‘Star Wars’, de John Williams foi o ponto de partida para a atual série.

O evento foi responsável por atrair uma audiência diversificada, mostrando o potencial de atrair novos públicos, quando se une a cultura erudita à cultura pop.

Foto: Arquivo / Secretaria de Cultura e Economia Criativa

Desde então, a série cresceu em escala e ambição, expandindo-se para abranger não apenas trilhas sonoras de filmes populares, como ‘Star Wars’, ‘Harry Potter’ e ‘Senhor dos Anéis’, mas também trilhas de videogames. A inclusão do balé clássico, com produções como ‘O Lago dos Cisnes’ e ‘Dom Quixote’, trouxe uma nova dimensão à série, atraindo ainda mais espectadores.

Neste ano comemorativo de uma década, a série Encontro das Águas traz mais uma vez uma programação diversificada e inovadora. Entre os destaques estão: apresentação especial de ‘Star Wars’, na qual a trilha sonora da saga completa será tocada em uma única noite; estreia do balé ‘Cinderela’ com cenários virtuais por videomapping; e uma imersão no mundo oriental com o espetáculo ‘Oriente’, que vai contar com suítes de produções famosas do Studio Ghibli e incluindo até mesmo uma suíte de ‘Pokémon’.

Além disso, a série continua a explorar a interseção entre diferentes formas de arte, incluindo teatro e cinema. O público poderá desfrutar de produções como ‘Cabaré Chinelo’, acompanhado da Orquestra de Câmara do Amazonas, e ‘Baré Fiction’, uma homenagem aos filmes de Quentin Tarantino, demonstrando o compromisso contínuo da série em oferecer experiências culturais diversas e emocionantes.

Programação da Série Encontro das Águas

  • Cabaré Chinelo

Ateliê 23 e Orquestra de Câmara do Amazonas

5 e 7 de agosto – 20h

  • Cinderela

Balé clássico com música de Sergey Prokofiev

Amazonas Filarmônica e Ballet Álvaro Gonçalves

8, 9, e 10 de agosto – 20h

11 de agosto – 19h

  • Baré Fiction

Espetáculo com trilha sonora dos filmes de Quentin Tarantino

Banda All Star, Balé Folclórico do Amazonas e Orquestra de Câmara do Amazonas

13 e 14 de agosto – 20h

  • Saga Star Wars

Saga completa com trechos das três trilogias

Coral do Amazonas e Amazonas Filarmônica

15 e 17 de agosto – 20h

18 de agosto – 19h

  • Oriente

Imersão no fantástico mundo oriental com temas de animes, jogos, séries, e k-pop

Casa Geek 42, Coral do Amazonas e Amazonas Filarmônica

16 de agosto – 20h

18 de agosto – 11h

*Com informações da Agência Amazonas

3 roteiros turísticos para desbravar o Tocantins

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Roteiros turísticos são ferramentas criadas para otimizar um passeio. Ele é essencial para que as pessoas aproveitem todos os atrativos turísticos de determinado local. Tocantins é um exemplo de lugar a ser desbravado, afinal, o Estado mais novo do Brasil possui diversas belezas naturais.

Confira três roteiros que merecem atenção por mostrar o melhor da fauna e flora tocantinense:

Saindo de Palmas

A capital tocantinense recebe turistas de todo o Brasil, que descem no Aeroporto Brigadeiro Lysias Rodrigues. De carro, a partir de Palmas é possível fazer viagens curtas e cheias de descobertas.

A primeira parada nem exige muita organização. Localizado a apenas 30 Km do centro de Palmas, pela TO-030, o Distrito de Taquaruçu oferece riqueza de atrativos, entre cachoeiras, trilhas, tirolesa, balneários, com direito a pousadas acolhedoras, restaurantes com boa comida, lojinhas de artesanato.

Pegando estrada para Aparecida do Rio Negro (TO-020), a região de Taquaruçu Grande também conta com estâncias, cachoeiras e restaurantes com comida regional. A entrada para o Parque Estadual do Lajeado, uma unidade de proteção com belos mirantes e natureza preservada, fica no Km 24.

E por falar em Lajeado, distante 46 km da Capital, este município tem surpreendido os turistas. Além da bela Praia do Segredo, os visitantes podem percorrer trilhas, visitar área com pinturas rupestres, mergulhar em cachoeiras, conhecer e adquirir belas peças em cerâmica.

Poucos quilômetros adiante, a caminho de Miracema, há duas praias muito procuradas pelos palmenses: a Praia do Paredão e a Praia do Funil, banhadas pelas águas do rio Tocantins.

Tirolesa Voo do Pontal. Foto: Reprodução/Arquivo Setur To

Saindo de Araguaína

O segundo maior município tocantinense, localizado ao norte do Estado, é polo emissor de turistas para toda a região do Bico do Papagaio.

Entre as preferências dos moradores de Araguaína estão as cachoeiras de Wanderlândia. Apenas 50 km separam os dois municípios, pelas BRs 153/226. Outra opção é a praia permanente de Babaçulândia, a 63 km, via TO-222 e TO-424.

Outro atrativo que merece registro é o Balneário Bráulio, em Goiatins, que reúne uma sequência de poços naturais com águas cristalinas. Fica a 20 km da cidade e a 155 km de Araguaina (TO-222).

Cachoeira do Tempero. Foto: Reprodução/Governo do Tocantins

Saindo de Gurupi

Na região Sul do Tocantins, Gurupi envia turistas principalmente para Peixe, a 74 km, pela TO-373, e 310 km de Palmas. O município é conhecido por suas praias e pelo Arquipélago do Tropeço, o terceiro maior arquipélago fluvial do mundo, formado por 366 ilhas, muitas delas com acampamentos fixos. Para percorrer o local em voadeiras é necessário pilotos experientes, mas a aventura é garantida.

Para os amantes da pesca esportiva, a dica é seguir viagem para São Salvador (250 km) ou Lagoa da Confusão (150 km de Gurupi e 204 km de Palmas), onde se encontram vários ranchos preparados para receber os pescadores com pensão completa, barcos e guias.

“O Tocantins é um Estado riquíssimo, que precisa ser desvendado pelos próprios tocantinenses. Em nome do governador Wanderlei Barbosa, deixo o convite a todos: aproveitem o feriado para visitar nossos atrativos”, ressalta o secretário de Turismo Hercy Filho.

*Com informações do Governo de Tocantins

Aplicação de zinco em hortaliça pode ser alternativa para combater ‘fome oculta’ na Amazônia

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A falta de zinco atinge cerca de um terço da população, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS). Como alternativa para comunidades tradicionais e rurais da Amazônia que não têm acesso à suplementação do mineral, um experimento da Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa) foi capaz de aumentar em 40 vezes a concentração de zinco nas folhas da planta cariru (Talinum triangulare), hortaliça comumente consumida na região. Os resultados estão descritos em artigo publicado na revista científica ‘Rodriguésia’.

A deficiência de zinco pode causar problemas no desenvolvimento cerebral, gerar menor desempenho e produtividade em atividades físicas e aumentar a suscetibilidade a doenças como pneumonia e diarreia. As recomendações diárias de seu consumo são de 11 miligramas para homens, 8 mg para mulheres e 5 mg para crianças. Por ter relação com a produção do hormônio do crescimento, a falta do mineral afeta o crescimento infantil. “É o que nós chamamos de fome oculta, porque mesmo quando as pessoas estão se alimentando, elas não estão consumindo as quantidades suficientes de nutrientes necessários para a sua saúde, através de produtos com melhor qualidade nutricional”, explica Beatriz Costa de Oliveira Queiroz de Souza, atualmente doutoranda em Fisiologia Vegetal na Universidade Federal de Lavras (Ufla) e autora do artigo.

O experimento aplicou seis tratamentos com concentrações diferentes de sulfato de zinco heptahidratado no solo de 36 amostras de cariru. Os grupos foram divididos pela dosagem, que seguiu 12,5 miligramas de zinco para um quilo de solo (mg kg-1); 25 mg kg-1; 50 mg kg-1; 100 mg kg-1; 400 mg kg-1 e um tratamento de controle que não recebeu uma dosagem de zinco extra. Entre outros parâmetros de qualidade, o estudo analisou principalmente os níveis do mineral nas folhas de cariru e no solo, proteínas e açúcares solúveis totais.

As plantas submetidas a uma dose de 100 mg kg-1 de zinco apresentaram os melhores resultados de crescimento, proporcionando um aumento de 4081% nos teores de zinco foliares, bem como um aumento de 130% na massa seca das folhas. Além disso, também foi observado um aumento de 1904% de zinco no solo. Para Souza, o resultado mostra que a biofortificação também pode ser usada para a nutrição do solo e da flora ao redor da produção. “Geralmente, os solos amazônicos e brasileiros são pobres em zinco, um mineral que também é importante para o desenvolvimento da planta, tanto que também notamos aumento no número e massa das folhas”.

Por outro lado, o tratamento com 400 mg kg-1 de zinco se mostrou tóxico a um nível letal para as plantas. “Doses muito elevadas de qualquer nutriente podem causar sintomas de toxicidade. O que difere o remédio do veneno é a dose”, explica Souza. A pesquisadora comenta que a dose de 25 mg kg-1 já foi suficiente para incrementar concentrações de zinco nas folhas de cariru em cerca de 3346% em relação ao controle, o que indica que aplicar menores quantidades já traz benefícios.

Por fim, o trabalho aponta que é importante que as populações tenham acesso a diferentes alimentos ricos em zinco para o combate à carência desse mineral. Isso porque, segundo a pesquisadora, para que uma pessoa consuma a quantidade diária recomendada, seria necessário comer mais de 200 gramas de cariru biofortificado por dia. “Mas o brasileiro consome, em média, 49 gramas de hortaliças por dia. Por isso, ele seria um ótimo suplemento para o combate à desnutrição, mas não deve ser a única fonte do mineral na alimentação, que deve ser complementada com outros vegetais e carnes ricos em zinco”, finaliza.

*O conteúdo foi originalmente publicado pela Agência Bori