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Chamada Expedições Científicas recebe 190 propostas de pesquisa, 25% a mais que em 2023

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A chamada Expedições Científicas, lançada pelo Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap) e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) em setembro de 2023, no âmbito da Iniciativa Amazônia+10, recebeu 190 propostas – 25% a mais que o número de projetos submetidos ao primeiro edital da iniciativa.

A chamada, que apoiará expedições científicas voltadas à ampliação do conhecimento sobre a sociobiodiversidade e a biodiversidade amazônica, mobilizou mais de 1.400 pesquisadores de 181 instituições de ciência e tecnologia sediadas em 19 Estados brasileiros e em três países – Reino Unido, Suíça e Alemanha – que aderiram à chamada em janeiro de 2024, por meio de agências de fomento à pesquisa: o British Council e o UK Research and Innovation (UKRI), a Swiss National Science Foundation (SNSF) e o Centro Universitário da Baviera para a América Latina (Baylat), respectivamente.

“A grande procura revela a crescente preocupação da comunidade científica, no Brasil e no mundo, com a questão da biodiversidade e da sustentabilidade. Esse sucesso só confirma o entendimento do CNPq de que não é possível projetar o desenvolvimento científico e tecnológico do país sem olhar para a questão ambiental”, afirma o presidente do CNPq, Ricardo Galvão.

“Estamos entusiasmados com a notável resposta da comunidade à chamada Expedições Científicas. Esse engajamento reflete a relevância e o potencial transformador das pesquisas sobre a sociobiodiversidade e biodiversidade amazônica, que contribuirão para ampliar nosso conhecimento e promover o desenvolvimento sustentável da região”, diz Odir Dellagostin, presidente do Confap.

Cada uma das propostas é liderada por pesquisadores de, pelo menos, duas Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (FAPs) ou agências estrangeiras, sendo um deles obrigatoriamente vinculado a instituições de ensino superior e/ou pesquisa com sede nos Estados da Amazônia Legal (Amazonas, Acre, Rondônia, Roraima, Pará, Maranhão, Amapá, Tocantins e Mato Grosso).

“Quando paramos para pensar que novas ações poderíamos fazer na Iniciativa Amazônia+10, ficou claro que o foco deveria ser novas expedições científicas cobrindo lacunas geográficas e taxonômicas da sociobiodiversidade amazônica. A resposta da comunidade mostra que estávamos certos. O trabalho de campo vai permitir ampliar muito o conhecimento que temos da região. E assegurará um protagonismo local igualmente relevante, pela participação de pesquisadores da Amazônia Legal e pelo papel das instituições locais como local de guarda do material coletado”, afirma Carlos Américo Pacheco, diretor-presidente do Conselho Técnico-Administrativo da FAPESP.

As propostas selecionadas serão anunciadas em agosto de 2024. As aprovadas serão financiadas com recursos no valor total de cerca de R$ 94 milhões, sendo R$ 30 milhões do orçamento do CNPq e o restante das FAPs participantes e demais agências internacionais.

Os Estados com maior número de participação em propostas são Pará, São Paulo e Amazonas. Pesquisadores vinculados a instituições do Reino Unido participam de 39 propostas de pesquisa, e os da Suíça, de cinco.

“O edital é mais uma ação para trazer luz para essa região tão importante para o planeta. Trata-se de um esforço coletivo que mostra a necessidade de investimento em pesquisa e tecnologia na Amazônia e, fundamentalmente, a necessidade de conhecer ainda mais uma região sobre a qual sabemos muito pouco. É preciso conhecer mais para poder preservá-la e fazer uso de seus recursos naturais de maneira sustentável, um modelo que ainda não existe no mundo e que precisa ser criado. E somente a ciência pode trazer essa possibilidade”, diz Marcel Botelho, presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa do Pará (Fapespa).

As 190 propostas submetidas distribuem-se por nove grandes áreas do conhecimento (Ciências Agrárias, Biológicas, da Saúde, Exatas e da Terra, Humanas, Sociais Aplicadas, Engenharias, Linguística, Letras e Artes e outras). A área de Ciências Biológicas é contemplada em 71 propostas, seguida das Ciências Agrárias, com 29, e as Humanas, com 24.

“A Iniciativa Amazônia+10 é a comprovação exitosa de que unir esforços em prol de parcerias e pesquisas colaborativas contribui para a expansão do conhecimento científico e fortalece uma região, um país. Nesse edital, teremos ganhos em âmbito regional, nacional e mundial, uma vez que as equipes compostas por pesquisadores de excelência, de diversos Estados brasileiros e diferentes países, executarão importantes propostas de pesquisas. Tenho convicção de que as propostas submetidas à chamada são de altíssima qualidade e de que os novos estudos vão subsidiar o encontro de soluções para os desafios da Amazônia, de seus povos e de suas questões ambientais”, afirma Márcia Perales Mendes Silva, diretora-presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam).

Os recursos serão liberados de acordo com a disponibilidade orçamentária e financeira do CNPq e das referidas FAPs e das agências internacionais. O aporte das FAPs envolvidas em cada proposta será proporcional ao esforço em pesquisa do respectivo Estado, não havendo obrigação de igual financiamento de cada uma delas.

A Iniciativa Amazônia+10 tem como objetivo apoiar a pesquisa científica e o desenvolvimento tecnológico na floresta tropical, as interações natureza-sociedade e o desenvolvimento sustentável e inclusivo da região. É liderada pelo Confap e pelo Conselho Nacional de Secretários para Assuntos de Ciência, Tecnologia e Inovação (Consecti) e conta com a parceria do CNPq.

*O conteúdo foi originalmente publicado pela Agência Fapesp
 

Livro sobre potencial de frutas amazônicas recebe prêmio no maior congresso de nutrição da América Latina

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O livro ‘Frutas da Floresta: o Poder Nutricional da Biodiversidade Amazônica”, publicação financiada pelo Instituto Mamirauá; Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI); e The Conservation, Food and Health Foundation, recebeu menção honrosa pelo melhor material didático-pedagógico na 28ª edição do maior congresso de nutrição da América Latina, o Congresso Brasileiro de Nutrição (CONBRAN), realizado em São Paulo-SP, no final de maio. 

A obra, escrita por pesquisadores e técnicos do Instituto Mamirauá, Universidade Federal do Pará, Universidade Federal do Rio Grande do Norte e do LabNutrir/UFRN, concorreu com outros 42 trabalhos no evento ‘Nutri Saber’ durante o CONBRAN 2024, levando o destaque como recurso didático inovador sobre alimentação e nutrição.

Segundo Daniel Tregidgo, pesquisador do Instituto Mamirauá e um dos autores da obra, “o livro está sendo muito bem recebido pelas pessoas responsáveis pela saúde e educação (geralmente Agentes Comunitários de Saúde e professores) de mais que 100 comunidades do Médio Solimões onde já foi entregue, muitos os quais comentaram como faltava material regionalizado e lúdico sobre alimentação, fundamental para trabalhar o resgate alimentar cultural”.

A proposta do livro Frutas da Floresta: o Poder Nutricional da Biodiversidade Amazônica é combater a fome e a desnutrição na Amazônia e melhorar a qualidade de vida de moradores locais por meio do aumento do consumo de frutas nativas. O livro visa contribuir com a valorização dos alimentos do bioma amazônico e com o potencial de integração destes com as políticas públicas de segurança alimentar.

A publicação é de autoria de Yasmin Araujo, Elenilma Barros, Claudioney Guimarães, Michelle Jacob, Juliana Maia, Daniel Tregidgo e ilustrado por Noberto Ferreira, com colaboração de Neide Rigo.

Acesse a versão digital AQUI.

*Com informações do Instituto Mamirauá

Sistema de distribuição de água em Macapá perde 15,5 piscinas olímpicas por dia 

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Dados divulgados no dia 5 de junho, revelam que em Macapá (AP) são desperdiçados diariamente o equivalente a 15,56 piscinas olímpicas através dos sistemas de distribuição. A pesquisa foi realizada pelo Instituto Trata Brasil, em parceria com a consultoria GO Associados.

Ainda de acordo com o levantamento, o Amapá lidera o ranking dos estados com maiores desperdícios de água no país, com 71,43%. Uma portaria do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) define o valor de 25% como índice máximo aceitável.

Em nota, a Concessionária de Saneamento do Amapá (CSA) informou que os índices de perdas de água refletem dados do período em que as operações da CSA iniciaram no estado. Disse ainda que busca mudar a realidade do saneamento no estado (Veja a nota na íntegra no fim desta matéria).

O ‘Estudo de Perdas de Água 2024 (SNIS, 2022): Desafios na Eficiência do Saneamento Básico no Brasil’ revela o problema econômico e social no controle de perdas de água em todo o país. Mais de 100 municípios mais populosos foram analisados para a obtenção dos dados.

Entre os principais motivos de perdas estão vazamentos, erros de medição e consumos não autorizados.

Dados nacionais

O estudo aponta que 37,8% de toda água potável produzida no país foi perdida antes de chegar às residências em 2022, ano mais recente com dados disponibilizados. Em 2021, a perda havia sido de 40,3%.

O volume total de água perdido por ano devido a vazamentos nas redes, desvios – os populares gatos -, erros de medição dos hidrômetros e outros problemas chegou a 7 bilhões de metros cúbicos em 2022.

O levantamento foi elaborado a partir de dados públicos do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS).

Veja a nota da CSA na íntegra:

A Concessionária de Saneamento do Amapá (CSA) informa que os índices de perdas de água apresentado pelo Instituto Trata Brasil, reflete dados levantados e analisados a partir dos indicadores do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS) de 2022, período em que as operações da CSA iniciaram e, que foram efetivadas apenas nos últimos seis meses do ano.

A concessionária destaca ainda que, apesar do período reduzido de serviços em 2022, o relatório apresenta o Amapá em ascensão, em uma posição diferente do resultado que vinha ocupando no mesmo ranking desde 2014. Esta redução de índices em apenas seis meses de acompanhamento reflete o empenho das operações da empresa e os investimentos realizados para mudar este cenário em menor tempo possível.

Por fim, a CSA reafirma seu compromisso com o estado, com a mudança da realidade do saneamento e com o trabalho diário para levar mais saúde e qualidade de vida para os amapaenses.

*Por Rafael Aleixo, do g1 Amapá

Memorial Chico Mendes é inaugurado em parque ambiental de Rio Branco

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A cidade de Rio Branco, no Acre, recebeu mais um espaço para eternizar um dos ícones do Estado. Foi inaugurado o Memorial Chico Mendes, no Parque Ambiental Chico Mendes. O local, fechado desde 2021 para revitalização, já está aberto ao público para visitação.

Dentro do espaço de 100 metros quadrados há utensílios, aparelhos, livros e demais itens que contam a história do seringueiro. Além disto, há uma TV multimídia onde passa vídeos educativos, e o cantinho ‘Chico Ensina, que conta com livros infantis na temática ambiental. No centro do espaço, há uma seringueira, que é símbolo do estado, e um totem do próprio Chico em tamanho real na varanda do espaço.

Leia também: 5 músicas que homenageiam legado de Chico Mendes

Segundo o secretário municipal de Meio Ambiente, Carlos Nasserala, o espaço estava deteriorado, oferecia riscos aos visitantes e, então, passou por reconstrução desde dezembro do ano passado. O valor da obra foi orçado em R$ 104,9 mil.

“Aqui no nosso parque é um lugar muito movimentado. Em 2021, até hoje, já passaram por aqui 558 mil pessoas nesse Parque Chico Mendes. Só esse ano foram 45 mil pessoas, então é um lugar que realmente tem que preservar. Sem falar que nós temos visitantes do mundo inteiro aqui. E chegando aqui, visitava o parque, céu aberto, mas faltava exatamente a característica, o local que deu origem ao nome do nosso grande Chico Mendes”, complementou.

A gerente do parque, Joseline Guimarães, falou que o local é um atrativo para a população e que esse momento de devolução é importante para que as pessoas rememorem o legado e a luta de Chico Mendes.

“É um espaço que conta toda a luta, o legado do Chico Mendes, e também vai ser um espaço multiuso, um espaço cultural, onde os artistas acreanos podem fazer o seu vernissage, atividades educativas, reuniões”, diz.

Foto: Val Fernandes/Asscom Prefeitura de Rio Branco

Legado

Sandino Mendes, filho do líder ambiental, participou da cerimônia de abertura do espaço e destacou que o local traz o objetivo de eternizar a luta de Chico e mostrar a importância dele para as futuras gerações.

“A inauguração do Memorial de Chico Mendes serve não só como um espaço para preservar a memória do meu pai, esse grande líder, mas que também nos inspira a dar continuidade aos seus ideais, a sua luta, ao seu legado”, falou.

Angélica Mendes, neta de Chico, pontuou também sobre legado e do reconhecimento internacional dele. Além disto destacou também sobre a necessidade de perpetuar a causa ambiental, que é de responsabilidade de toda a sociedade.

“Esse parque ele representa muito não só pra gente, como família, mas pra toda a população de Rio Branco, porque a gente precisa de áreas verdes, a gente precisa voltar essa conexão que a gente tem com as flores. A gente precisa retomar a conexão com as nossas raízes. É muito importante porque nós somos amazônidas, nós somos Amazônia, nós somos o presente e nós somos o futuro”, frisou.

Esta causa também foi pontuada pelo prefeito Tião Bocalom durante o discurso de inauguração. “Meio ambiente não é só árvore e bicho. Meio ambiente é tudo […] quando o espaço é bem cuidado, as pessoas têm uma melhor qualidade de vida”, destacou.

*Por Aline Nascimento e Renato Menezes, do g1 AC

Prêmio Innovare promove evento sobre Meio Ambiente e Sustentabilidade em parceria com Rede Amazônica

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O Instituto Innovare promove no próximo dia 21 de junho um evento na Rede Amazônica, para divulgar o tema do Prêmio Destaque desse ano: Meio Ambiente e Sustentabilidade. A proposta é apresentar a premiação aos participantes do judiciário local e promover a causa ambiental.

O encontro contará com a presença de premiados pelo Innovare na Região Norte, em edições anteriores, o juiz Marcio Teixeira, do Tribunal de Justiça do Pará (TJPA) e a defensora pública federal Luciene Strada; e do ministro Mauro Campbell, do Superior Tribunal de Justiça (STJ).

“Para nós, do Innovare, é importante divulgar essa causa no Amazonas e estimular que novas ideias e propostas surjam entre os participantes do Judiciário, de forma a colaborar com a proteção ao meio ambiente”, afirma a coordenadora da premiação, Raquel Khichfy.

A ação também contará com o apoio da Rede Amazônica, que sediará o evento no salão nobre localizado na sede da emissora, em Manaus (AM).

“Neste evento conjunto, o Innovare e a Rede Amazônica esperam promover ações positivas para aumentar a integração entre as instituições e estimular conexões que possam promover a sustentabilidade e a preservação do meio ambiente local”, afirmou o CEO da Rede Amazônica, Phelippe Daou Junior.

Pesquisa mostra atuação da justiça contra organizações criminosas

Em pesquisa divulgada em abril passado, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) fez um levantamento das principais características e modus operandi das organizações criminosas ambientais na lavagem de bens relacionados aos crimes.

A pesquisa recomenda ações para aprimorar a atuação jurisdicional nas cadeias de lavagem de bens e capitais, corrupção e organização criminosa relacionadas ao tema.

Entre as recomendações, a melhoria e intensificação de “articulações institucionais coordenadas e estratégicas, a fim de superar desafios quanto à articulação dos órgãos públicos”.

Outras propostas incluem o incremento de recursos humanos e tecnológicos para o fortalecimento das ações de fiscalização, sobretudo em áreas de alta incidência de conflitos fundiários e crimes; e o aprimoramento de recursos para a gestão de bens apreendidos a fim de superar as dificuldades logísticas relacionadas a isso na região.

Ações neste sentido têm sido premiadas pelo Innovare. Em 2018, a premiação destacou o trabalho do juiz Márcio Teixeira, do TJPA. O Plano de execução ambiental, inscrito por ele, previa a reparação do dano ambiental efetivado, mediante o reflorestamento suficiente para cobrir toda a área indevidamente degradada.

Outra iniciativa premiada e de grande repercussão foi a da defensora pública Luciene Strada. A prática Erradicação do Escalpelamento, premiada em 2010 na Categoria Defensoria Pública, previa reparadoras e preventivas.

O trabalho incluía a orientação das vítimas por parte da Defensoria Pública da União, cirurgia plástica reparadora, além de estimular a vítima a frequentar cursos de capacitação visando a sua ressocialização. Como parte das ações preventivas, o foco principal foi cobrir o eixo que liga o motor à hélice nas embarcações ribeirinhas e promover campanhas de prevenção e orientação.

Veja o roteiro da cerimônia:

Abertura com representantes da Rede Amazônica e Instituto Innovare
Apresentação de vídeo com práticas premiadas pelo Innovare na Região Norte
Palavra do juiz Marcio Teixeira (TJPA) sobre a prática Plano de execução ambiental e como a justiça pode contribuir para o meio ambiente.
Palavra da defensora pública da União Luciene Strada
Palavra do presidente da OAB Conselho Federal Beto Simonetti
Encerramento da cerimônia com o Ministro Mauro Campbell (STJ)

Sinhazinha da Fazenda (Festival Folclórico de Parintins)

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Fotos: Reprodução/Instagram Valentina Cid e Valentina Coimbra

A Sinhazinha da Fazenda na história do boi-bumbá do Festival Folclórico de Parintins, é a filha do dono da fazenda e tem muito carinho pelo boi. Ela representa o item 7 e durante sua performance, quando acaricia o boi e o alimenta com capim ou sal, sua indumentária, movimentos e saudação ao boi e ao público são analisados pelos jurados.

Porta-estandarte (Festival Folclórico de Parintins)

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Fotos: Divulgação/Assessorias dos bois-bumbás Caprichoso e Garantido

A porta-estandarte, item 5, é a figura responsável por conduzir o estandarte do boi durante os espetáculos do Festival Folclórico de Parintins, representando a fundação do boi. Como o próprio nome diz, a porta-estandarte irá desenvolver a sua performance visando mostrar garra, desenvoltura, elegância e alegria em união com os movimentos do estandarte, que pode ser uma bandeira ou um símbolo somados a indumentária.

Amor na Floresta Amazônica: 5 animais que ensinam lições da natureza para o Dia dos Namorados

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Olá, entusiastas da natureza! Bem-vindos à Amazônia! No Dia dos Namorados, celebramos o amor e os relacionamentos especiais que compartilhamos. Curiosamente, a floresta amazônica, com sua vasta diversidade de vida, nos oferece exemplos surpreendentes de como diferentes espécies expressam afeto e constroem vínculos.

Aqui estão cinco exemplos fascinantes de animais amazônicos e seus comportamentos curiosos em relação ao tema do amor.

Arara-vermelha

A arara-vermelha (espécie Ara macao) é um exemplo clássico de monogamia no reino animal. Esses pássaros formam casais que podem durar por toda a vida. Eles demonstram seu afeto de várias maneiras, incluindo o grooming, onde um limpa, cata e arruma as penas do outro.

Esse comportamento não apenas mantém as penas em boas condições, mas também fortalece o vínculo entre o casal. Além disso, araras-vermelhas frequentemente vocalizam juntas, ajudando a manter a conexão e a coordenação entre os parceiros.

As araras-vermelhas acariciam com seus bicos, catam e limpam as penas do parceiros e até mesmo vocalizam juntas para estabelecer laços sociais. Foto: Germano Roberto Schüür

Macaco-barrigudo

Os macacos-barrigudos (Lagothrix lagotricha) são altamente sociais e vivem em grupos grandes, onde a interação social é vital. São onívoros, alimentando-se principalmente de frutas, mas também comem sementes, gomas, flores e algumas presas animais. Eles exibem comportamentos de grooming (catam-se e limpam os pêlos um dos outros) não só entre parceiros sexuais, mas também entre amigos e familiares, fortalecendo os laços sociais dentro do grupo.

Durante o período de acasalamento, machos e fêmeas passam mais tempo juntos, interagindo de maneira afetuosa e cuidando um do outro, o que ajuda a reforçar seus vínculos.

O ato de catar o outro é uma forma de estabelecer vínculo no caso do macaco-barrigudo, além disso, no período de acasalamento, machos e fêmeas passam mais tempo juntos. Foto: Fabio Colombini

Boto cor-de-rosa

O boto cor-de-rosa (espécie Inia geoffrensis) é o maior dos botos podendo chegar até 2,55 metros de comprimento e pesar até 207 kg. Também conhecidos como golfinhos da Amazônia, possuem uma vida social rica e exibem comportamentos intrigantes durante o acasalamento.

Os machos realizam acrobacias impressionantes e muitas vezes oferecem presentes, como peixes ou plantas aquáticas, para conquistar as fêmeas. Esse comportamento de “presenteio” é uma forma de demonstrar aptidão e interesse, similar ao cortejo humano.

Os botos-cor-de-rosa machos realizam acrobacias impressionantes e muitas vezes oferecem presentes para conquistar as fêmeas. Foto: Getty images

Sapos ponta-de-flecha

Os sapos-flecha (Dendrobatídeos) da Amazônia são famosos por suas cores vibrantes e seu veneno potente, mas também têm comportamentos de acasalamento únicos. Algumas espécies exibem cuidados parentais extraordinários: após a fertilização dos ovos, o macho transporta os girinos em suas costas até um local seguro com água. Esse cuidado dedicado aumenta as chances de sobrevivência dos filhotes, refletindo um aspecto de proteção e comprometimento nos relacionamentos.

Dendrobatídeo comum na Amazônia brasileira, Ameerega trivittata. Nessa espécie, o macho cuida dos filhotes e pode transportar até 40 girinos de uma única vez. Foto: Piotr Naskrecki

Araçari

Os araçaris (Família Ramphastidae) são parentes menores dos tucanos, e algumas espécies apresentam um comportamento de cortejo interessante que envolve oferecer frutas à fêmea. Viu só rapazes, alimentem suas companheiras/os! Os machos escolhem e entregam frutas suculentas como parte do ritual de acasalamento, demonstrando sua capacidade de fornecer alimentos.

Os araçari oferecem frutas à fêmea como parte do ritual de acasalamento. Foto: Dubi Shapiro

É isso pessoal! Esses exemplos mostram que o amor e o cuidado não são exclusivos dos humanos. Na verdade, a floresta amazônica está repleta de comportamentos que refletem afeição, comprometimento e cuidado, ensinando-nos que o amor pode ser encontrado em todas as formas e em todas as espécies.

Neste Dia dos Namorados, podemos nos inspirar na natureza e apreciar os diversos modos como o amor se manifesta no reino animal. Abraços de sucuri para vocês e até o próximo texto com informações sobre a nossa exuberante fauna da amazônica!

Sobre a autora

Luciana Frazão é pesquisadora na Universidade de Coimbra (Portugal), onde atua em estudos relacionados as Reservas da Biosfera da UNESCO, doutora em Biodiversidade e Conservação (Universidade Federal do Amazonas) e mestre em zoologia (Universidade Federal do Pará).

*O conteúdo é de responsabilidade da colunista

Medicina indígena é destaque de debate realizado pelo Ministério da Saúde  

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O Ministério da Saúde realizou um evento virtual com o tema ‘Medicinas Indígenas: Tecnologias de cuidados em saúde e cura nos territórios indígenas’ no dia 7 de junho e, durante o encontro, a Secretaria de Saúde Indígena (Sesai) explicou como esses conhecimentos têm sido aplicados nos territórios e quais são as iniciativas para ampliação de seu uso nas políticas do Subsistema de Atenção à Saúde Indígena (SasiSUS).

Ao longo das discussões, o secretário da Sesai, Weibe Tapeba, destacou a participação do Brasil durante as reuniões do G20 na última semana, que ocorreram em Salvador (BA), onde as medicinas indígenas foram amplamente debatidas nos diálogos sobre saúde.

“Estamos estabelecendo o eixo das as medicinas indígenas como um eixo fundamental, um pilar, uma diretriz importante para nossa política de saúde indígena”, disse.

Tabepa também anunciou a realização de cinco seminários regionais da saúde indígena, a partir de julho, com amplo debate e apresentação das técnicas de medicina desenvolvidas pelos povos originários.

Grupo de trabalho para criação de políticas específicas

Em janeiro deste ano, o ministério criou o Grupo de Trabalho Medicinas Indígenas, cujo objetivo é a elaboração de um programa sobre medicinas indígenas no SasiSUS, por meio da Portaria SESAI/MS nº 8, de 23 de janeiro de 2024 .

O grupo é coordenado pela assessora técnica da Sesai, Putira Sacuena. Durante o diálogo, ela ressaltou que, dada a sua relevância, o tema está inserido desde a instituição do SasiSUS, por meio da Lei 9.836 de 23 de setembro de 1999 .

“O direito dos povos indígenas à saúde está diretamente relacionado à questão do reconhecimento da existência das medicinas indígenas”, frisou.

O evento virtual também contou com participação do antropólogo social, Yupuri Tukano, do coordenador da Fórum dos Presidentes dos Conselhos Distritais de Saúde Indígena (FPCondisi), Celso Xukuru-Kariri, e da especialista em medicinas indígenas, Cíntia Guajajara.

*Com informações do Ministério da Saúde

Saiba por quais áreas da Amazônia passam as rotas de integração propostas pelo Governo Federal

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O debate sobre a integração sul-americana encerrou a edição Brasília do projeto Diálogos Amazônicos, promovido pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) e com apoio do Centro das Indústrias do Estado do Amazonas (CIEAM). O secretário de Articulação Institucional, do Ministério do Planejamento, João Victor Villaverde, foi quem apresentou o projeto do governo federal, que já traçou cinco rotas de integração do Brasil com a América do Sul. A conferência presencial aconteceu no dia 6 de junho na capital federal.

O investimento dos países sul-americanos no projeto tem previsão de US$ 10 bilhões de dólares, com 190 obras de infraestrutura somente no lado brasileiro. Segundo Villaverde, a reunião de todos os 11 presidentes da América do Sul, em maio de 2023, no Brasil – que não ocorria havia nove anos – trouxe o ‘Consenso de Brasília’ e definiu o projeto de integração de todo o território latino-americano.

“Temos um duplo propósito para fazer a integração sul-americana. Primeiramente, podemos e devemos fazer mais negócios, mais turismo mais oportunidades de emprego, mais pesquisa com os nossos irmãos sul-americanos. Em segundo lugar, enquanto a gente se integra mais com os países que são banhados pelo Pacífico, a gente também se aproxima, pelo Pacífico, de quem compra o que a gente vende, a China”, argumentou.

De acordo com o secretário, os levantamentos do Ministério do Planejamento revelam que, entre os anos 2000 e 2012, o principal destino de exportação do Brasil eram os Estados Unidos. Desde, então, majoritariamente, é a China.

Em 2023, as vendas brasileiras para o país ultrapassaram, pela primeira vez, o valor de US$ 100 bilhões e a corrente do comércio bilateral entre os países chegou a US$ 157,5 bilhões. Daí o interesse do governo brasileiro nessa integração pelo oceano Pacífico.

Rotas de integração

Aos empresários do Centro das Indústrias do Estado do Amazonas (CIEAM) e demais participantes do Diálogos Amazônicos, João Victor Villaverde mostrou as cinco rotas de integração sul-americana projetadas pelo governo brasileiro:

Rota 1 – Ilha das Guianas: contempla fundamentalmente o Amapá e Roraima, mas também o Norte do Pará e Amazonas, com a Guiana Francesa, Suriname, Guiana e Venezuela;

Rota 2 – Amazônica: integra o Amazonas à Colômbia, Equador e Peru, a chamada rota da Amazônia. Para o Amazonas, essa rota é uma das importantes porque, segundo o secretário do governo, quando estiver pronta e interligada aos modais rodoviários e hidroviários vai chegar ao porto de Chancai, no Peru, via município Tabatinga.

Rota 3 – Quadrante Rondon: é a rota do Futuro porque ela pega a potência agrícola do Mato Grosso; uma potência agrícola crescente, que é Rondônia, além do Acre, todo o Norte e Centro-Oeste do Brasil com a Bolívia, rica em fertilizantes, que tanto o país necessita para o agronegócio. E ainda o Peru e o Norte do Chile;

Rota 4 – Bioceânica de Capricórnio: de caráter bioceânico, a rota prevê saída do Atlântico, pelo porto de Santos, e chegada no porto Antofagasta, em Iquitos, Chile, no oceano Pacífico ou vice-versa.

Rota 5 – Porto Alegre-Coquimbo: essa rota passa pelo Rio Grande do Sul, Uruguai, Argentina que desemboca um Coquimbo no sul do Chile.

Rota Amazônica

No caso da Região Norte, a atenção se volta para a Rota Amazônica (2). Isso porque a potencialidade das exportações é promissora, de acordo com o secretário do Ministério do Planejamento, principalmente com produtos da bioeconomia, máquinas, equipamentos e bens de consumo de Manaus para o Peru, Equador e Colômbia, além da Ásia e América Central.

Pelo projeto do governo, os novos setores da economia a serem promovidos na Rota Amazônica serão: isqueiros, motocicletas, canetas, barbeadores, aparelhos de TV e som, bens de bioeconomia e indústria naval.

Recursos e obras

Para viabilizar as cinco rotas de integração da América do Sul, cerca de 190 obras estão no novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), dentre elas: 65 rodovias, 40 obras hidroviárias, 35 aeroportuárias, 21 portos, 15 infovias, 9 ferrovias e 5 linhas de transmissão de energia.

Já o financiamento dessas obras, pelo lado brasileiro, o governo já levantou recursos no valor de US$ 10 bilhões, sendo US$ 3,4 bilhões do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), US$ 3 bilhões do Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF), US$ 3 bilhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômicos e Social (BNDES) e US$ 600 milhões do Fundo Financeiro para Desenvolvimento da Bacia do Prata (Fonplata).

*Com informações da CIEAM