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1ª edição de Feira de Economia Solidária do Baixo Amazonas une diversidade e sustentabilidade

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Com apoio da Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa), por meio do Instituto de Ciências da Sociedade (ICS) e com participação da Incubadora de Economia Solidária (Iecosol), será realizada em 24 e 25 de julho a 1ª Feira de Economia Solidária do Baixo Amazonas, com o tema ‘Diversidade e Sustentabilidade’. 

O evento ocorre na praça Barão de Santarém, no centro da cidade. Durante a feira será lançado o Plano Safra da Agricultura Familiar, um conjunto de ações do governo federal para fortalecimento da agricultura familiar com o objetivo de promover a produção sustentável de alimentos.

O governo federal liberará R$ 76 bilhões a juros mais baixos para todo o Brasil, e uma parte desses recursos será destinada a agricultores familiares do estado do Pará. 

Os recursos serão anunciados pelo representante do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) no Pará, Edson Júnior, e pelo secretário de Agricultura Familiar do Pará, Cássio Pereira, que estarão presentes na feira.

Na ocasião, a professora Annelyse Figueiredo, do Instituto de Saúde Coletiva (Isco), fará palestra em que apresentará seus estudos sobre a ‘problemática do agrotóxico’. Calouros da Ufopa participarão de uma gincana ambiental, coordenada pela professora Márcia Janete da Cunha Costa e pela aluna do curso de Gestão Pública Mariah Vanzeler, ambas da incubadora Iecosol.

*Com informações da Universidade Federal do Oeste do Pará

Conheça os Mashco Piro, indígenas do maior povo isolado do mundo

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Com cerca de 750 indivíduos, o povo Mashco Piro é o maior grupo indígena isolado do mundo e habita a floresta amazônica, em uma região de fronteira entre o Acre, no Brasil, e o Peru. No entanto, a integridade deste grupo está ameaçada, segundo a organização Survival International, que nesta semana divulgou imagens raras do grupo.

O registro mostra os indígenas caminhando às margens do rio Las Piedras, no sudeste do Peru, supostamente atrás de comida. A Survival alertou para as ameaças a que os Mashco Piro estão submetidos por conta de atividades de madeireiras que operam na mesma região em que eles vivem. Entenda, em três pontos, quem são, como vivem esses indígenas e qual é o alerta dado:

Quem são e onde vivem?

Os Mashco Piro vivem em total isolamento na Amazônia peruana e brasileira, mais precisamente na faixa fronteiriça entre o Acre e o Peru. A área total de extensão da fronteira Brasil-Peru é de 2.995 quilômetros, já a faixa que compreende ao Acre é de 1.565 km.

Estes indígenas dependem exclusivamente do que cultivam e caçam na floresta, tanto para obter os alimentos como para ter as ferramentas e construir os tapiris, que são as casas onde eles moram. Eles evitam contato até com outros indígenas de outros povos.

No Brasil, a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) tem três registros confirmados de indivíduos pertencentes ao povo Mashco Piro, sendo:

  • Na Terra Indígena Mamoadate, no limite da fronteira entre Brasil e Peru;
  • No Parque Nacional do Manú, que abrange as regiões peruanas de Cusco e Madre de Dios;
  • E na região do Rio Envira, mais ao Norte, na terra indígena Kampa.

No Peru , onde estão em maioria, eles vivem em uma área de cerca de 816 mil hectares, perto do Parque Nacional Alto Purus. É a Reserva Indígena Mashco Piro, equivalente a uma Terra Indígena no Brasil.

É estimado que o grupo tenha cerca de 750 integrantes, mas o número exato é difícil de ser calculado, segundo a ativista e pesquisadora da organização Survival, Priscilla Oliveira. Eles falam uma língua própria pertencente ao tronco Arawak.

A distância do ponto onde o vídeo divulgado nesta semana foi feito no Peru, para o Brasil, mais precisamente até à estação ecológica do Rio Acre, é de cerca de 180 quilômetros.

Por que eles apareceram?

Acredita-se que eles apareceram porque estão sendo pressionados a sair de dentro do próprio território, principalmente no que diz respeito à busca por comida. A quantidade de indígenas registrados na região, segundo ela, chama atenção.

Nos últimos dias, mais de 50 indígenas Mashco Piro apareceram perto da aldeia dos Yine de Monte Salvado, no sudeste do Peru, que não são isolados. A Survival alertou que os Mashco Piro haviam relatado aos Yine, outro grupo indígena que fala língua parecida, sobre a presença dos madeireiros.

Foto: Arquivo /Survival International.

A Survival International explica que o último registro de indígenas Mashco Piro na região foi feito há dez anos, inclusive na região do Rio Envira.

No passado, mais precisamente em 1880, houve registros de exploração e escravização deste povo indígena. Isto ocorreu quando o território foi invadido por trabalhadores envolvidos na extração de látex, para fabricação de borracha. Alguns deles conseguiram escapar e, então, mantiveram o isolamento.

A Survival alerta que povos indígenas isolados são vulneráveis a qualquer tipo de contato com pessoas de fora, já que eles não possuem imunidade contra doenças comuns como a gripe.

Ainda segundo a ONG, o que se sabe sobre os Mashco Piro é de que eles têm a preferência de manter o isolamento, às vezes reagindo de forma agressiva.

O que está ocorrendo na região?

A ONG denuncia a exploração de madeira no território dos Mashco Piro, no Peru, que compromete a existência dos indígenas, uma vez que parte do território deles ficou de fora da proteção legal, sendo concedido a madeireiros a permissão para exploração de madeira na região.

Neste caso em específico, o espaço dos indígenas fica à beira de um rio, a poucos quilômetros da região onde uma madeireira chamada Canales Tahuamanu detém uma licença de extração certificada pelo Conselho de Manejo Florestal (FSC).

O selo de aprovação, encontrado em produtos feitos de papel, é um certificado de que a madeira utilizada é sustentável. Mas segundo a ativista, não é este o caso. Por conta disto, a ONG quer que esta certificação seja retirada da empresa madeireira e que o governo peruano acabe com as concessões dentro da terra indígena. O pedido é feito por meio de um abaixo-assinado.

Foto: Reprodução/Survival International

Em nota pública, a FSC disse que tomou medidas ao levantar esta questão com o órgão de certificação e a Assurance Services International (ASI) em 2022 e 2023. Falou ainda que, ao que se tem conhecimento, a madeireira tem concessão de exploração válida e que está em uma floresta de produção permanente.

“A unidade de manejo florestal da MCT [Madeireira Canales Tahuamanu] é adjacente à reserva territorial Madre de Dios, onde os Mashco Piro residem. A empresa tem protocolos em vigor para evitar encontros com membros dos Mashco Piro, projetados em coordenação com o Ministério da Cultura do Peru, que é responsável por proteger os povos indígenas que vivem em isolamento voluntário”, informou.

A organização disse ainda que o caso será analisado e revisado com mais cautela para verificar os limites de exploração e proteger os direitos dos povos indígenas.

“Esta revisão informará a posição do FSC em relação à certificação do MCT e orientará outros aspectos do nosso trabalho. Levamos esta investigação muito a sério e, devido ao seu escopo completo, exigirá uma abordagem cuidadosa e considerada para ser concluída”, concluiu.

O governo peruano ainda não se posicionou acerca da denúncia.

*Por Renato Menezes, da Rede Amazônica AC

Povo Puyanawa celebra independência econômica com alta produção de farinha de mandioca em festival 

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Em uma Terra Indígena de 24 mil hectares, em Mâncio Lima, no Acre, o povo Puyanawa faz ecoar para o mundo a sua música, dança, pinturas e culinárias, por meio do 6º Festival Atsa Puyanawa.

A celebração teve início no dia 18 e seguiu até 22 de julho. O evento surgiu com a proposta de fortalecer a cultura indígena da etnia, que tem como referência a atsa, como chamam a mandioca, a maior fonte de renda da comunidade.

Foto: Marcos Vicentti/Secom AC

Juntas, as aldeias Ipiranga e Barão, presentes na Terra Indígena Puyanawa, produzem uma média de 10 a 12 mil sacas de farinha de mandioca por ano (mais de meia tonelada), o suficiente para abastecer o mercado de Mâncio Lima.

Com a alta produção, realizada em 12 casas de farinha presentes na terra indígena, os Puyanawa conquistaram independência econômica e celebram esse momento durante o festival, que reverencia a atsa.

Foto: Marcos Vicentti/Secom AC

Da atsa, a comunidade produz outros alimentos, muito presentes na culinária Puyanawa. Bolos, goma de tapioca, beju, e sorvete são alguns dos alimentos típicos que estão sendo apreciados pelos visitantes de vários lugares do Brasil e do mundo, durante o festival.

Foto: Marcos Vicentti/Secom AC

Kawa, o prato mais procurado do festival

Kawa, o peixe assado na folha da bananeira, que acompanha arroz, mandioca, farofa e salada é o prato mais procurado pelos visitantes do Festival Atsa Puyanawa. Preparado na hora, a um custo acessível, que varia de R$ 20 a R$ 30, o kawa é servido no almoço e na janta, na maioria das barracas que funcionam diariamente, durante os cinco dias de festival.

Foto: Marcos Vicentti/Secom AC

Além dele, o bolo de mandioca, o pé-de-moleque e as tapiocas recheadas atraem os turistas às barracas que oferecem sombra e um agradável ambiente para conversar ou descansar.

“Estou aqui desde o primeiro festival e a cada ano tento me aperfeiçoar, trazer alguma coisa diferente e com sabor especial aos nossos visitantes’, disse Nilza Puyanawa, responsável por uma das barracas com vendas de alimentos.

Experiência cultural e gastronômica

A servidora pública Ana Carolina Gomes veio de Brasília, no Distrito Federal, para participar do festival. Ela conta que esta é a sua primeira vez na região norte e que ficou encantada com o povo, a energia da aldeia, a alegria das crianças e a culinária farta.

Ana Carolina teve pouco mais de dois meses para a planejar a viagem, que aconteceu por um acaso. “Eu estava em uma farmácia, vi que a atendente estava usando acessórios indígenas e logo perguntei de onde eram. Ela me passou o telefone do sobrinho, um Puyanawa que confecciona o artesanato que ela usava, e em contato com ele para comprar um brinco, acabei sabendo do festival e vim parar aqui, junta com minha amiga”, explica..

A amiga Jennifer da Cruz disse que foi pega de surpresa com o convite, mas logo aceitou e hoje considera que fez uma excelente escolha. “É maravilhoso estar aqui participando de todas essas atividades do festival com o Povo Puyanawa”, destacou.

*Com informações da Agência Acre

XTERRA Amazônia 2024: atletas superam obstáculos únicos proporcionados pela floresta

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O XTERRA é um evento esportivo internacional conhecido por desafiar atletas em provas que combinam natação, corrida e ciclismo. Mas imagine o quanto pode ser ainda maior o desafio ao competir nessas modalidades em meio à floresta amazônica? Esse foi objetivo do XTERRA Amazônia, realizado nos dias 19 e 20 de julho em Novo Airão, no Amazonas.

Com quase mil participantes entre inscritos e organização, o evento movimentou o município amazonense em sua quarta edição no Estado. As provas foram divididas em corridas de 5km, 10km, 21km e 50 km, além de disputas de triathlon e ainda a Short Track, uma novidade para os atletas de alto nível de experiência convidados à participar nesta edição.

As disputas começaram às 6h30, com largada das provas de 21k e 50k. Em seguida as disputas de triathlon masculino e feminino. E ainda pela manhã, as provas de 5k e 10k. No período da tarde somente a Short Track, masculino e feminino, foi realizada, com transmissão ao vivo pelo canal Amazon Sat e pelo Portal Amazônia.

Confira alguns dos melhores momentos:

XTERRA Amazônia 2024

O XTERRA Amazônia 2024 é uma realização da Fundação Rede Amazônica (FRAM) e tem o apoio da Braga Veículos; Secretaria Municipal de Inovação, Indústria, Comércio e Turismo da Prefeitura de Novo Airão; Secretaria de Estado do Desporto e Lazer, do Governo do Amazonas.

Naturatins realiza monitoramento do período reprodutivo do pato-mergulhão no Tocantins

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Durante o período de junho a julho uma equipe composta por pesquisadores do Instituto Natureza do Tocantins (Naturatins) e do Laboratório de Ornitologia da Universidade Estadual do Maranhão (UEMA), Câmpus de Caxias, está na região do Parque Estadual do Jalapão para monitoramento do período reprodutivo do pato-mergulhão. A iniciativa integra o Plano de Ação Nacional (PAN) Pato-Mergulhão, sob gestão do Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Aves Silvestres (Cemave), do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), autarquia do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA).

O inspetor de Recursos do Naturais do Naturatins, Marcelo Barbosa, explicou que a atividade tem por objetivo investigar os primeiros estágios de desenvolvimento dos filhotes para compreender os fatores que afetam a sobrevivência nas primeiras semanas de vida e realizar testes sobre o uso de ninhos artificiais pela espécie.

Marcelo Barbosa informou que na temporada reprodutiva de 2024, os mestrandos do Laboratório de Ornitologia da UEMA, Janaína Silva e Franciel Lima, sob a orientação do professor Dr. Flávio Ubaid, estão monitorando um ninho da espécie e esperam registrar, nos próximos dias, o nascimento de novos filhotes.

Desde 2007, o Naturatins desenvolve trabalho para conservação do pato-mergulhão. E, a partir de 2008, possui representação no Grupo de Assessoramento Técnico (GAT) do PAN Pato-Mergulhão.

Neste ano, as atividades que tiveram início em abril e prosseguem até setembro, contam com a colaboração da Fundação Pró-Natureza (Funatura); da Universidade Estadual do Maranhão (UEMA), Câmpus de Caxias; Universidade Federal do Tocantins (UFT); do Instituto de Desenvolvimento Rural do Tocantins (Ruraltins), agência de Porto Alegre e da Reserva Conservacionista Piracema, de Almas; o custeio de parte dos recursos é oriundo de doação do Fundo de Conservação de Espécies Mohamed bin Zayed, dos Emirados Árabes Unidos.

Foto: Marcelo Barbosa/Governo do Tocantins

A parceria entre Naturatins, Funatura e UEMA, conforme Marcelo Barbosa, teve início em 2019. “Essa união de esforços permitiu a realização quase anual do censo da espécie no Rio Novo, região do Jalapão”, informou ao destacar que o Naturatins também monitora de forma remota ninhos naturais utilizados em estações anteriores, por meio da instalação de armadilhas fotográficas (câmeras trap), capturando dados sobre a espécie, incluindo predadores potenciais e a dinâmica de uso do ninho pela fêmea.

Além disso, a parceria também resultou na publicação de artigo em revista cientifica sobre o manejo de cavidade/ninhos naturais do pato-mergulhão. No trabalho, de coautoria entre os pesquisadores do Naturatins, Marcelo Barbosa, e da Funatura, Paulo de Tarso Zuquin Antas, eles desenvolveram técnicas de manejo que propiciaram melhorias no uso pelo pato-mergulhão, fundamentais para a sua reprodução e conservação em longo prazo.

Registro do nascimento de filhotes

Durante uma das atividades de monitoramento do período reprodutivo do pato-mergulhão, o Naturatins registrou imagens inéditas do nascimento de oito filhotes da espécie. O registro foi realizado pelo inspetor de Recursos Naturais do órgão ambiental, Marcelo Barbosa.

Conforme o inspetor de Recursos Naturais, o registro é o primeiro na região do Jalapão e está disponível para visualização nos canais oficiais do Naturatins. “O vídeo mostra o momento exato em que os filhotes deixaram o ninho acompanhados pela fêmea”, explicou.

*Com informações do Naturatins

Projeto incentiva desenvolvimento sustentável de produtores em Oriximiná

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A capacitação de assentados, quilombolas e indígenas em regiões isoladas do do Brasil é de extrema importância, por isso a startup ManejeBem está atuando no Norte do país, levando práticas modernas e sustentáveis de cultivo que podem garantir uma produção mais eficiente e de maior qualidade, contribuindo para a segurança alimentar, manejo adequado dos recursos naturais e o empoderamento dos produtores rurais e extrativistas, dando-lhes as ferramentas e o conhecimento necessários para se tornarem autossuficientes e resilientes. 

O projeto COOPATEC, em parceria com Cooperativa Mista dos Povos e Comunidades Tradicionais da Calha Norte (Coopaflora) e NeSst Brasil, leva uma rede de suporte especializados e assistência técnica agrícola, facilitando a troca de conhecimentos e experiências entre produtores e extrativistas. 

Com duração de um ano, a iniciativa deve abranger produtores e extrativistas assentados, indígenas e quilombolas. “O projeto COOPATEC é uma iniciativa dedicada a fornecer assistência técnica agrícola para comunidades indígenas, quilombolas e assentados. O objetivo é compartilhar conhecimento especializado com produtores e extrativistas, promovendo o desenvolvimento sustentável e a melhoria das práticas agrícolas. A assistência técnica é oferecida de forma online, garantindo acessibilidade e alcance. Esse esforço tem proporcionado grande satisfação e tem feito uma diferença significativa na vida desses produtores, contribuindo para o fortalecimento de suas atividades e a promoção de sua autonomia econômica e social”, destaca a COO da ManejeBem Caroline Luiz Pimenta.

O projeto tem a capacidade de 500 beneficiários que atuam dentro município de Oriximiná, no Pará, uma região que possui uma forte cultura de produção rural familiar. Localizada na região amazônica, a cidade tem uma economia predominantemente baseada na agricultura, pesca, extrativismo vegetal e pecuária, atividades que são amplamente conduzidas por famílias locais.

Iniciativa leva assistência técnica agrícola para comunidades indígenas, quilombolas e assentados. Foto: divulgação

A Cooperativa Mista dos Povos e Comunidades Tradicionais da Calha Norte (Coopaflora) se dedica a manter os meios de subsistência das comunidades tradicionais e a proteger as terras florestais das quais dependem para sua sobrevivência. Ela se esforça para fortalecer a união de diferentes grupos étnicos na defesa de seus territórios e promover a coleta sustentável de produtos oriundos da floresta.

A ManejeBem é uma startup que ajuda empresas a alcançarem metas de ESG através do desenvolvimento de comunidades agrícolas vulneráveis, unindo empresas que procuram caminhos para alcançar suas metas de sustentabilidade e comunidades de produtores rurais que necessitam de capacitação e que se encontram em situação de vulnerabilidade. Desde sua fundação, há 6 anos, a empresa já impactou a vida de mais de 1 milhão de produtores familiares e técnicos agrícolas, espalhados por mais de 17 estados brasileiros, em 210 municípios, com 35 projetos executados.

Nas curvas do tempo com Luiz Antony

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Trecho da rua Luiz Antony, no então Centro de Manaus. Em primeiro lugar, na parte central da foto, o espaço em obras é, hoje, os fundos do Colégio e Faculdade Dom Bosco. Em segundo lugar, mais adiante, vê-se a parte superior do antigo Hotel Cassina e, logo a seguir, o topo do prédio do INPS (IAPETEC). Acervo: Arquivo Público Municipal de Manaus. Foto: Reprodução/Instituto Durango Duarte

Por Abrahim Baze – literatura@amazonsat.com.br

Sonhar e acreditar. Dessas duas qualidades resultam as realizações e os afazeres do espírito humano, fatores indispensáveis para a perpetuação das aspirações enobrecedoras e a construção de possibilidades efetivas para a existência humana.

Toda nova geração, especialmente aquela que imigra para nosso estado, e, é o caso de Luiz Antony, forja novos padrões, valores e atitudes sobre a vida e a sociedade em que se estabeleceram. Esses caminhos escolhido por ele se descortinam e na sua época foram o resultado do seu entusiasmo, da fé e da crença por dias melhores em nosso torrão e se construíram com doação e muito trabalho.

A história de um povo, de uma nação, é feita por homens e mulheres. O homem faz a história e a história faz o homem. Luiz Antony compreendeu que era possível construir e perpetuar sua história entre nós. Ele nasceu em Florença, na Itália, ainda muito jovem, em companhia de seu pai, o negociante Henrique Antony, embarcaram para Manaus. Aqui cresceu e se educou ao melhor estilo da época, e muito mais tarde, tornou-se comerciante, como fora no exemplo das atividades e das amplas relações sociais de seu pai. No decorrer do tempo, viajou para o Rio de Janeiro, como destaca Agnello Bittencourt, na sua obra Dicionário Amazonense de Biografias – vultos do passado:

[…] O Brasil vivia tempos difíceis, os dois, pai e filho, se alistaram voluntariamente para Guerra do Paraguai, representando o fronte e a defesa do Brasil. O ardor da luta, assinalou a tempera de verdadeiros heróis. Chegaram ao posto de Tenente Coronel. Mas, o pai, em combate foi atingindo por um estilhaço de granada perdendo a vida”.

Fonte: BITTENCOURT, Agnello. Dicionário Amazonense de Biografias: vultos do passado. Rio de Janeiro: Editora Conquista, 1973. Pag,: 333.

Lucano Antony (1897-1946). Foto: Abrahim Baze/Acervo pessoal

Luiz Antony continuou em combate, até o final da guerra, regressando vitorioso e promovido no posto de Coronel.

Já em Manaus casou-se com a senhora Francisca Perdigão, era o início de sua vida familiar na cidade que escolhera para viver. O casal trouxe ao mundo os filhos: Coronel Antônio Guerreiro Antony, que foi destaque na vida política do nosso estado e de grande prestígio local, tornou-se no decorrer do tempo funcionário público ate aposentar-se, Coronel Hidelbrando Luiz Antony, também funcionário público ate aposentar-se, Leandro Perdigão Antony, também funcionário público até aposentar-se e João Carlos Antony Engenheiro Chefe da Prefeitura Municipal de Manaus por cerca de 45 anos. A saga da família Antony são de pessoas notáveis, que marcaram e continuam marcando sua presença em Manaus.

Seu filho João Carlos Antony natural do Amazonas tornou-se umas das figuras mais representativa da ilustre família dos Antony. Sua mãe Senhora Leocádia Antony, era amazonense filha de Antônio José Brandão, um português também ilustre, irmão do celebre Arcebispo de Braga e de Lisboa Dom Frei Caetano Brandão.

Lucano Antony e amigos. Foto: Abrahim Baze/Acervo pessoal

Após concluir seus estudos seguiu para Florença na Itália, onde diplomou-se em Arquitetura, logo após regressando ao Brasil para Belém do Pará, no mês de julho de 1876, nesta mesma oportunidade transitava por Belém com destino aos Estados Unidos, o Imperador Dom Pedro II, nesta oportunidade João Carlos Antony integrou-se à Comissão Receptadora dos festejos em homenagens à sua Majestade.

De volta à Manaus iniciou sua vida profissional ao lado do Engenheiro inglês John Moreton tendo organizado a empresa de abastecimento de água em Manaus, em cujo trabalho além da rede de distribuição de água havia também o Reservatório da Castelhana e a Casa de Máquina do Bombeamento, eram um serviço que exigia grande responsabilidade, com a chegada da república, a firma Antony & Moreton encerrou seu contrato com o governo do estado.

João Carlos Antony. Um dos líderes do movimento abolicionista no Amazonas com destacada atuação. Foto:Abrahim Baze/Acervo Pessoal

João Carlos Antony que na verdade assinava seu nome como J. Carlos Antony ingressara na vida política e tendo sido eleito para a Assembleia Legislativa Provincial entre o biênio de 1874 à 1875. Naquele período, nomes importantes da Polícia local estiveram ao lado dele, tais como: Dr. Luiz Carneiro da Rocha, Tenente Coronel Clementino José Pereira Guimarães e outro também de família tradicional Coronel Francisco Antônio Monteiro Tapajós.

No término de seu mandato continuou na vida pública onde fora nomeado Engenheiro Chefe da Prefeitura de Manaus, cuja função permaneceu por 45 anos. Homem simples, de hábitos simples nunca pode construir uma residência para sua família, a aposentar-se cansado e envelhecido procurou comprar uma pequena casa no Bairro do Alto Nazaré, casa esta que jamais pode concluir sua obra na qual residiu até sua morte. Seu trabalho na prefeitura lhe permitiu participar da abertura do Cemitério São João Batista, tendo planejado o traçado o novo cemitério da cidade e participou de sua inauguração.

João Carlos Antony casou-se com professora Maria Lima de Amorim Antony, filha do negociante português Alexandre Paula de Brito Amorim que a esta altura foi o primeiro Cônsul Português, em Manaus e o introdutor da navegação estrangeira inglesa para o Amazonas.

Coronel Antonio Guerreiro Antony, casado com Raimunda de Andrade Antony. Foto: Abrahim Baze/Acervo pessoal

Outro fato interessante que está ligado diretamente ao João Carlos Antony ocorreu no dia 8 de novembro de 1885, quando Comendador José Cláudio Mesquita recebeu a visita do médico Dr. João Machado de Aguiar Melo oferecendo gratuitamente seus serviços médicos, logo que o Hospital dispunha de uma enfermaria que pretendia estabelecer e receber seus doentes, este fato humanitário foi aceito imediatamente. João Carlos Antony foi autor da primeira planta do projeto da construção do primeiro hospital português no Largo da Uruguaiana.

J. Carlos Antony nasceu em Manaus a 19 de março de 1833, tendo falecido no dia 2 de novembro de 1918. A tradicional família Antony escreveu com seus descendentes importantes momentos da história do Amazonas.

Raimunda de Andrade Antony. Foto: Abrahim Baze/Acervo pessoal

Sobre o autor

Abrahim Baze é jornalista, graduado em História, especialista em ensino à distância pelo Centro Universitário UniSEB Interativo COC em Ribeirão Preto (SP). Cursou Atualização em Introdução à Museologia e Museugrafia pela Escola Brasileira de Administração Pública da Fundação Getúlio Vargas e recebeu o título de Notório Saber em História, conferido pelo Centro Universitário de Ensino Superior do Amazonas (CIESA). É âncora dos programas Literatura em Foco e Documentos da Amazônia, no canal Amazon Sat, e colunista na CBN Amazônia. É membro da Academia Amazonense de Letras e do Instituto Geográfico e Histórico do Amazonas (IGHA), com 40 livros publicados, sendo três na Europa.

*O conteúdo é de responsabilidade do colunista

Demandas do centro-sul impactam no desmatamento da Amazônia mais do que exportações

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A Amazônia Legal Brasileira (ALB) – que compreende toda a parte da Bacia Amazônica situada no Brasil e vastas porções adjacentes do Cerrado, estendendo-se por nove Estados – soma mais de 5 milhões de quilômetros quadrados (km2) e corresponde a quase 60% do território nacional. Atualmente, 23% dessa área já foi desmatada e mais de 1 milhão de km2 encontram-se degradados, colocando a região em risco de atingir um ponto de inflexão ecológica que poderia colapsar os ecossistemas e liberar bilhões de toneladas de carbono na atmosfera.

Algumas regiões da ALB, especialmente nas franjas do Cerrado e no chamado “Arco do Desmatamento”, já são emissoras líquidas de carbono. A manutenção da área preservada e a recuperação de porções degradadas são necessidades urgentes, que mobilizam diferentes atores da comunidade global.

A demanda estrangeira por commodities é frequentemente considerada a motivação principal do desmatamento. Mas, embora esta constitua um fator muito relevante, os mercados domésticos exercem pressão ainda maior. Foi o que constatou um estudo realizado por Eduardo Haddad e colaboradores, publicado na revista Nature Sustainability.

O pesquisador é professor titular da Faculdade de Economia, Administração, Contabilidade e Atuária da Universidade de São Paulo (FEA-USP) e consultor de agências internacionais de desenvolvimento, como o Banco Mundial (BM), Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e o Joint Africa Institute (JAI).

A metodologia adotada no estudo baseou-se principalmente na chamada Matriz de Insumo-Produto (MIP). Criada pelo russo naturalizado norte-americano Wassily Leontief (1906-1999), a MIP (Input-Output Matrix, em inglês) representa matricialmente as relações entre os diversos setores da economia, registrando os fluxos de bens e serviços e possibilitando conhecer os impactos que as alterações em um setor produzem nos outros.

A configuração atual da Amazônia Legal Brasileira. imagem: Reprodução/IBGE

Mudanças no uso da terra

A Amazônia passou por enormes transformações no último meio século. Inovações técnicas, investimentos em infraestrutura e mudanças políticas facilitaram a expansão do cultivo de soja: da região central do Cerrado para vastos segmentos da ALB. A produção local de soja, que era inferior a 200 toneladas em 1974, representando apenas 0,02% do montante nacional, alcançou 50 milhões de toneladas em 2022, 41,5% do total brasileiro. Igualmente vertiginoso foi o crescimento da pecuária: de 8,9 milhões de cabeças de gado em 1974 (9,5% do rebanho brasileiro) para 104,3 milhões de cabeças em 2022 (44,5% do total).

O estudo ressalta que, apesar de afetar diferentes biomas da Amazônia Legal, o desmatamento ocorrido até agora no Brasil se concentrou geograficamente nessa região. Em 2015, a ALB respondia por 65,7% do total do desmatamento acumulado no país. A pecuária foi a principal causa imediata (93,4% do total regional), seguida pela produção agrícola, principalmente de soja, milho e algodão (6,4%), e pela mineração (0,2%). A construção de infraestrutura e o processo intensivo de urbanização também fazem parte dos fatores antrópicos diretamente ligados à eliminação ou à degradação da cobertura vegetal original da Floresta Amazônica e do Cerrado.

O estudo em pauta demonstra que a demanda econômica originada no centro-sul mais desenvolvido do Brasil impõe uma pressão ainda maior sobre o desmatamento na Amazônia do que as exportações internacionais. Esse conhecimento é muito relevante para orientar políticas públicas e ações da sociedade civil voltadas para preservação ou regeneração. E, como as mudanças no uso da terra, por meio da pecuária e da agricultura, continuam sendo as principais fontes de emissões de dióxido de carbono (CO2) no Brasil, o controle do desmatamento e da degradação torna-se imperativo para que o país possa cumprir suas metas de redução de emissões de gases de efeito estufa.

Além de Haddad, participaram do estudo Inácio Fernandes de Araújo Junior, Rafael Feltran Barbieri, Fernando Salgueiro Perobelli, Ademir Rocha, Karina Simone Sass e Carlos Afonso Nobre. O grupo recebeu apoio da FAPESP por meio de dois projetos (14/50848-9 e 21/12397-9).

O artigo Economic drivers of deforestation in the Brazilian Legal Amazon pode ser acessado em: www.nature.com/articles/s41893-024-01387-7.

*O conteúdo foi originalmente publicado pela Agência Fapesp, escrito por José Tadeu Arantes

FAEA propõe ao governo estadual medidas preventivas para combate à estiagem de 2024 que poderá superar 2023

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Foto: Eduardo Cavalcante/Seduc AM

Por Osíris M. Araújo da Silva

De forma atípica, o ciclo da seca do ano em curso teve início logo no mês de junho. Com efeito, o pico da vazante nos rios Solimões, Negro e Amazonas, segundo a Defesa Civil, deve ocorrer em outubro, alcançando níveis recordes. Há um temor generalizado de que se repitam os danos do ano passado devido aos baixos níveis dos rios para o período, indicando que a cheia de 2024 foi insuficiente para a recuperação das águas em padrão médio da bacia em ciclo normal. Em 2023, a seca foi extrema. Rios como o Negro, Solimões, Amazonas e Madeira superaram suas mínimas históricas, privando comunidades de acesso a água e comida. Plantações típicas da várzea foram perdidas devido ao aquecimento excessivo do solo e à falta d’água. As medições do Porto de Manaus comprovam: Na última sexta-feira, 19, o nível do Rio Negro alcançou 26,07 m, descendo à razão de 5/7 cm por dia. No ano passado, no mesmo 19 de julho, a medição apontava 27,42 m, secando em média 4 cm/dia. Quadro que, afirmam especialistas, dificilmente irá se alterar.

Diante da possível repetição da seca de 2023, o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Amazonas (Faea), Muni Lourenço Jr., encaminhou ao governador Wilson Lima na semana passada propostas de medidas visando “minimizar os efeitos de nova e grave estiagem anunciada, que, se concretizada, voltará a prejudicar boa parte dos nossos produtores rurais, gerando graves e irreversíveis prejuízos à economia do Estado”. Por conseguinte, sem a BR-319 devidamente asfaltada, e com a navegação prejudicada, salienta o documento, “teremos sérias tribulações no abastecimento de insumos indispensáveis à atividade agropecuária”. O documento em referência, elaborado pela equipe técnica da Faea, elenca ações preventivas emergenciais e de longo prazo como forma de se antecipar a mais essa estiagem que se preanuncia e garantir o mínimo de danos ao produtor rural, ao comércio e à indústria do Amazonas.

Dentre as propostas, destacam-se: equipar os municípios incluídos no Decreto de Emergência com brigadistas, equipamentos, aviões e helicópteros para combate a incêndios florestais de origem e autoria desconhecida que destroem propriedades rurais, lavouras e pastagens; anistiar produtores rurais afetados pela seca em relação a financiamentos da Afeam e demais agentes que operam com crédito rural; adquirir a produção agropecuária para atender sedes municipais e zonas ribeirinhas prejudicadas; fornecer insumos aos produtores rurais evitando a morte de animais e a perda da produção agrícola; providenciar a construção de poços artesianos nas zonas afetadas; propor ao governo federal ampliar ações do “Programa Cisternas”; ampliar o “Programa Garantia Safra”, já iniciado no Amazonas, para atender produtores rurais dos municípios mais atingidos; ampliar o orçamento dos programas de irrigação, calcário e mecanização agrícola; abrir linha de crédito especial para a retomada da atividade agropecuária, assim como a distribuição de sementes e mudas a produtores cadastrados.

Tendo-se a informação como de vital importância para a sociedade, pois já se observou no passado certos direcionamentos no sentido de culpar o produtor rural por incêndios por eles comprovadamente não praticados, a Faea propõe, visando “evitar desencontros de informações que a divulgação dos fatos junto à mídia tenha a coordenação única do comitê de enfrentamento recentemente criado e que comporta 33 secretarias de estado”. Segundo Muni Lourenço, “os pleitos resultaram de reuniões com as lideranças rurais, ouvidos sindicatos, produtores, entidades, lideranças agropecuárias e técnicos do setor. Pelo que se observa, tais adversidades, infelizmente, deverão fazer parte do nosso cotidiano rural. Já pensando em outras ações de médio e longo prazo, o documento inclui, além das sugestões acima, outras propostas à consideração do governo do Estado”.

Sobre o autor

Osíris M. Araújo da Silva é economista, escritor, membro do Instituto Geográfico e Histórico do Amazonas (IGHA) e da Associação Comercial do Amazonas (ACA).

*O conteúdo é de responsabilidade do colunista

Estiagem: situação de emergência em 18 municípios de Rondônia é reconhecido pelo governo federal

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O governo federal publicou uma portaria, no dia 19 de julho, reconhecendo a situação de emergência em 18 cidades de Rondônia que enfrentam um período de estiagem extrema. O reconhecimento permite a mobilização de recursos federais para ajudar os municípios.

Em Rondônia, os principais rios estão com níveis abaixo da média histórica para o período de estiagem, segundo informações da Defesa Civil Estadual. São eles: Candeias, Guaporé, Jamari, Mamoré, Machado, Madeira e Pirarara.

A portaria foi emitida por meio do Ministério da Integração e Desenvolvimento Regional e da Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil e já está em vigor.

Fazem parte da lista os seguintes municípios (por ordem alfabética):

  • Alta Floresta do Oeste
  • Alto Alegre dos Parecis
  • Ariquemes
  • Campo Novo de Rondônia
  • Cerejeiras
  • Cujubim
  • Espigão D’Oeste
  • Jaru
  • Ji-Paraná
  • Machadinho D’Oeste
  • Ministro Andreazza
  • Nova Mamoré
  • Porto Velho
  • Primavera de Rondônia
  • Santa Luzia do Oeste
  • São Miguel do Guaporé
  • Seringueiras
  • Urupá

O reconhecimento do governo federal permite que as prefeituras solicitem recursos como cestas básicas, água mineral, refeição para trabalhadores e voluntários, kits de limpeza de residência e higiene pessoal.

Há duas semanas, o governo do estado de Rondônia publicou um decreto onde declara emergência em razão do período “crítico” de estiagem enfrentado no estado.

Poucos dias depois, a prefeitura de Porto Velho também assinou um decreto de emergência por conta do que foi classificado como ‘cenário de extrema seca’ na cidade. De acordo com o Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam), a cidade de Porto Velho completou quase dois meses sem registro de chuva.

Em 2023, o rio Madeira chegou ao menor nível já registrado na história. Bancos de areia e montanhas de pedras surgiram onde antes era possível enxergar somente água. Desde então, especialistas já previam uma seca ainda mais extrema no estado em 2024.

*Com informações da Rede Amazônica RO