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Parintins para o mundo ver: 4 documentários que retratam o Festival dos bois-bumbás

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O Festival Folclórico de Parintins, realizado na cidade homônima no Amazonas, é um dos eventos culturais mais importantes e emblemáticos do Brasil. Celebrado anualmente no final de junho, o festival é conhecido por sua competição entre os bois-bumbás Garantido e Caprichoso, que disputam a preferência do público em apresentações grandiosas de música, dança e arte.

Em função da sua importância cultural, vários registros tem sido realizados no decorrer dos anos, gerando documentários sobre o Festival que oferecem um vislumbre detalhado e emocionante desse espetáculo, explorando suas raízes históricas, culturais e a paixão que move seus participantes. Confira:

‘Parintins – Jungle Magic’

‘Parintins – Jungle Magic‘ é um documentário de 71 minutos que aborda os aspectos técnicos, artísticos, musicais e principalmente humanos da preparação e a realização do Festival de Parintins. Foi filmado no Amazonas entre abril e junho de 2004.

Onde assistir? Prime Vídeo e Looke

Mestres da toada

Gênero musical dos bumbás Garantido e Caprichoso no Amazonas, a toada dita o ritmo do Festival Folclórico de Parintins. O processo de composição das letras e da música é mostrado em ‘Mestres da Toada’, documentário sobre o grupo Toada de Roda.

Oito artistas foram entrevistados, entre eles Raimundo Azevedo, conhecido como ‘Rei’, do Boi Caprichoso, responsável por introduzir a chamada e o berrante para o personagem amo do boi. Outro é JP Galeto, neto de Lindolfo Monteverde, fundador do Boi Garantido, mestre que mantém o som do atabaque presente nas toadas de boi bumbá.

O projeto foi contemplado no Prêmio Amazonas Criativo, por meio da Lei Aldir Blanc, com apoio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Amazonas (SEC), e a Prefeitura de Parintins.

Onde assistir? Facebook

A Vida de Raimundo Muniz no Festival de Parintins

O documentário ‘A Vida de Raimundo Muniz no Festival de Parintins’ conta a história deste personagem que foi um dos principais idealizadores da festa folclórica que hoje é reconhecida internacionalmente, e em 2018, tornou-se Patrimônio Cultural do Brasil, pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

Ao longo de aproximadamente 25 minutos, são ouvidos familiares, historiadores e amigos de Raimundo Muniz, além de torcedores dos bois, que ajudam a contar a sua trajetória na gênese da festa de Garantido e Caprichoso e a dimensão que o festival tomou ao longo dos anos.

Onde assistir? YouTube

O Festival é a vida do povo que vive

O documentário surgiu diante em um período inédito no Mundo e também para a cidade de Parintins no Amazonas. A Pandemia (Covid-19) esta destruindo os sonhos de pessoas que trabalharam o ano inteiro para realizar o Festival de Parintins 2020.

A produção segue as pessoas de grande importância para o maior evento folclórico do Mundo acontecer. São famílias que sobrevivem desse festival, muitas tem nele como o motivo da sua profissão e sua única fonte de renda.

O documentário reúne quem está por trás dessa festa grandiosa que movimenta Parintins de abril a julho e ultrapassa fronteiras para todo o Brasil e Exterior.

Onde assistir? YouTube

Fricassê com tambaqui: chef de Roraima regionaliza prato de origem francesa

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Você gosta de fricassê? Uma chef de Roraima decidiu regionalizar o tradicional prato francês. A culinária regional despertou na chef roraimense Rita Werner a vontade de recriar pratos famosos usando ingredientes locais.

Um deles é o fricassê de tambaqui, uma releitura do tradicional prato francês com frango, agora feito com o peixe nativo da Amazônia. “Como em Roraima o tambaqui é muito consumido, decidi recriar a receita usando o peixe nativo”, destaca.

A receita também aproveita o período junino e incorpora milho fresco para dar sabor ao molho branco que compõe o alimento. Anote os ingredientes e o preparo:

Foto: Ronny Alcântara/Rede Amazônica RR

Ingredientes para o recheio

500 g de filé de tambaqui moído
50 g de alho
100 g de cebola picada
100 g de pimentão
50 g de pimenta de cheiro
50 g de tomate picado
100 g de alho poró
50 g de azeitona
20ml de azeite
25 ml de óleo de coco
1 colher de sopa de corante

Foto: Ronny Alcântara/Rede Amazônica RR

Ingredientes do molho

1 l de leite
300 ml de leite de coco
150 g de milho em lata
150 g milho fresco
100 g de manteiga
100 g de farinha de trigo
1 caixa de creme de leite
1 pote de requeijão

Para finalização

Queijo Mussarela
Batata palha

Modo de preparo

Molho

A receita começa com o preparo do molho branco. No liquidificador é necessário bater o leite, milho e o leite de coco. Após isso, a mistura deve ser levada ao fogo, apenas para aquecer.

Em uma panela coloque a manteiga e frite a cebola. Deixe a cebola ficar dourada e coloque aos poucos a farinha de trigo. Mexa bem até o trigo incorporar na manteiga.

Após isso, é hora de colocar o leite batido com milho (que estava no fogo). Essa etapa exige paciência, a mistura precisa ser colocada aos poucos e haja braço para mexer sem parar. Essa etapa de cozimento do creme dura em média 10 minutos. Quando estiver consistente, é preciso baixar o fogo para então adicionar o requeijão. Mexa bem e desligue.

Para finalizar coloque a caixinha de creme de leite. Mexe, mexe, mexe e está pronto o molho. Reserve.

Recheio

Agora inicie o preparo do recheio. Em uma frigideira grande coloque o azeite e o óleo de coco. Depois de aquecer, coloque o alho e a cebola para refogar. Em seguida, adicione aos poucos a pimenta de cheiro, a azeitona, o corante e, por fim, coloque o ingrediente principal: o tambaqui moído. Refogue por 5 a 10 minutos e coloque o alho poró.

Acerte o sal a gosto. Por último, adicione o tomate. Deixe refogar mais um pouco e apague o fogo. Para finalizar coloque cheiro verde a gosto. Recheio pronto!

Montagem e forno

Em uma travessa de vidro (refratário) coloque uma camada de molho branco e uma camada de recheio. Repita esse processo até completar a travessa. Para finalizar, cubra a última camada com queijo mussarela e leve ao forno por 10 minutos ou até o queijo derreter.

Depois, retire do forno e finalize com batata palha. Está pronto o fricassê de tambaqui.

Dica da chef: Rita Werner sugere que fricassê de tambaqui seja servido com arroz ou farofa.

*Por Raquel Maia, da Rede Amazônica RR

Futuro da Amazônia brasileira é discutido na 9ª edição do Brazil Forum UK

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Promover os direitos sociais dos povos indígenas é quebrar paradigmas colonialistas e compreender a relação que eles sempre tiveram com seus territórios em termos de cuidado, conhecimento tradicional e manejo sustentável. E, por isso mesmo, fortalecer a presença do Estado com tratamento específico e diferenciado em segurança pública contra invasores e garantia da gestão territorial e ambiental pelos próprios indígenas.

Foi o que defendeu a presidenta da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), Joenia Wapichana, ao participar como painelista da 9ª edição do Brazil Forum UK, realizado pela Universidade de Oxford, no Reino Unido, na última semana. O tema desta edição foi ‘O Futuro é brasileiro’.

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 Foto: Lohana Chaves/Funai.

“O futuro também é indígena e eu espero que os povos indígenas sejam incluídos nesse futuro, porque nós temos a dimensão dos problemas que hoje afetam tanto a humanidade em todo o mundo, é preciso incluir essa diversidade cultural em termos de políticas públicas e de planejamento administrativo em municípios e estados e em nível nacional porque os indígenas têm a resposta do que querem e do que precisam para proteger e continuar protegendo esses territórios”, afirmou a presidenta da Funai.

A presidenta da Funai participou do painel ‘Como Salvar a Amazônia? A Relação entre Violência e Desmatamento’, ao lado do delegado de Polícia Federal Humberto Freire, diretor da Amazônia e Meio Ambiente da PF, e Ilona Szabó, presidente e co-fundadora do Instituto Igarapé. O mediador foi Victor Veras, membro do comitê organizador do Brazil Forum UK 2024.

“ O Governo Federal vem reconstruindo a política indigenista em diálogo com os povos indígenas”, declarou Joenia Wapichana.

A discussão abordou a segurança pública no bioma e como a crescente criminalidade acarreta não apenas graves consequências ambientais, mas também contribui para um quadro maior de insegurança para as comunidades locais e está ligada ao crime transnacional.

Segurança na Amazônia

O delegado da PF Humberto Freire apresentou ações e planos que a Polícia Federal tem implementado e irá colocar em prática para a segurança na Amazônia, a exemplo da pactuação de operações policiais integradas com outras forças de segurança e instituições parceiras, desde janeiro de 2023, como as que vem ocorrendo na Terra Indígena Yanomami. 

“A gente já reduziu a atuação do garimpo ilegal em mais de 85%. Ainda temos desafios importantes lá, mas já conseguimos essa expressiva redução inicial”, anunciou.

Entre outras ações, também foi apresentada no painel a estruturação do ‘Plano Amazônia: Segurança e Soberania – Plano Amas’, instituído pelo Decreto nº 11.614/2023. O plano prevê uma estrutura de governança que envolve todos os níveis de governo. Foi feito um programa estratégico de segurança pública para a Amazônia, produzido em conjunto com as forças de segurança dos nove estados da Amazônia Legal. 

“A gente já reduziu a atuação do garimpo ilegal em mais de 85% na Terra Indígena Yanomami’, disse Humberto Freire, diretor da Amazônia e Meio Ambiente da Polícia Federal.

A partir desse instrumento foram construídos nove planos táticos integrados de segurança pública para a região amazônica, seguindo as diretrizes do programa estratégico e que servem de base para o desenvolvimento de planos operacionais para ações conjuntas. Além de orientar as operações e os planos operacionais, o Plano Amas também orienta as demandas por investimentos.

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Foto: Lohana Chaves/Funai.

Proteção de terras indígenas

Para Joenia, garantir a segurança na Amazônia passa pela divulgação de informações sobre os direitos que os povos indígenas têm à educação, saúde, segurança, cidadania, entre outros, para que não vivam à margem da sociedade como foram colocados por muito tempo.

“Esses e outros fatores aumentam a violência em diversas regiões, porque os criminosos se aproveitam desse esvaziamento em relação ao acesso a direitos sociais para entrar nos territórios indígenas, fragilizando, inclusive, a própria organização social dos povos indígenas”, relacionou.

A presidenta da Funai argumentou que é nesse contexto que entra a presença do Estado para defender os territórios e, assim, possibilitar que os indígenas continuem com a sua cultura fortalecida, tenham seus próprios sistemas respeitados e que a premissa básica, prevista na Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), seja cumprida: a construção coletiva a partir do diálogo adequado com os povos indígenas, respeitando a consulta prévia, livre e informada.

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Foto: Lohana Chaves/Funai.

É dessa maneira que o Governo Federal vem reconstruindo, há um ano e meio, a política indigenista. Além dessa diretriz, a Funai se pauta pela intersetorialidade da política com os órgãos de segurança pública e pelo que é disposto na Política Nacional de Gestão Ambiental e Territorial Indígena (PNGATI). Atualmente, a PNGATI está vigente por força do Decreto nº 7.747/2012, mas há uma proposta legislativa tramitando no Congresso Nacional para virar lei. 

Segundo Joenia Wapichana, a PNGATI responde à necessidade tanto de proteção dos territórios, que inclui uma série de órgãos e suas responsabilidades, como também do direito dos povos indígenas e sua salvaguarda e se coloca como estratégia de enfrentamento às mudanças climáticas e de gestão territorial e ambiental. 

Brazil Forum UK 

Tradicionalmente realizado na Universidade de Oxford, o fórum reúne 29 painelistas ao longo de dois dias, distribuídos em diversos países com painéis temáticos. O evento é organizado por estudantes brasileiros do Reino Unido com o objetivo de discutir temas que impulsionem mudanças positivas no Brasil. 

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Foto: Lohana Chaves/Funai.

A presidenta da Funai, Joenia Wapichana, participa do evento acompanhada da diretora de Promoção ao Desenvolvimento Sustentável da Funai, Lucia Alberta. As duas irão acompanhar as discussões dos seguintes paineis: ‘Transição energética justa: o Brasil liderando um presente sustentável para um futuro possível’; ‘Transferência de renda na educação: estratégias para o combate à evasão escolar’; ‘Cultura digital e inclusão financeira no Brasil’; e ‘35 anos de aborto legal no Brasil: avanços, retrocessos e o futuro dos direitos reprodutivos’.

*Com informações do Ministério dos Povos Indígenas

Bumbódromo de Parintins deve ser ampliado, afirma Governo do Amazonas

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E temos novidades para o Bumbódromo de Parintins. A sexta-feira (28) marcou o início do embate entre Caprichoso e Garantido no 57º Festival Folclórico. Porém, o que pegou os torcedores de surpresa foi o anúncio de ampliação do Bumbódromo, o lugar que recebe o festival.

De acordo com o governador Wilson Lima, já existe a concepção de um projeto inicial, mas que o projeto final será feito com a colaboração dos bois Caprichoso e Garantido, e terá a palavra final da população de Parintins.

“Esse é o palco da Amazônia, porque aqui nessa arena não está somente a nossa arte, mas está um apelo do povo que mora nesta região. É o apelo do caboclo, do índio, do quilombola, do ribeirinho, é um grito pela preservação da Amazônia, mas, acima de tudo, um grito pela preservação do homem, do cidadão que está aqui, que mora e que preserva a Amazônia melhor do que ninguém”, disse o governador.

Após a definição do projeto final, a previsão de duração da obra é de dois anos, sem acarretar prejuízos a realização do festival enquanto estiver sendo executada.

O anúncio foi feito na presença do ministro do Turismo, Celso Sabino; do presidente da Embratur, Marcelo Freixo; do ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Wellington Dias; do prefeito de Parintins, Bi Garcia; da vereadora de Parintins, Brena Dianná; senadores, deputados, secretários de Estado e outras autoridades.

A partir do mês de agosto, a Secretaria de Estado de Infraestrutura (Seinfra) vai iniciar o processo licitatório para a escolha da empresa que vai elaborar o projeto arquitetônico. No mês de novembro, serão realizadas audiências públicas para ouvir a população para que os parintinenses possam apresentar sugestões ao projeto.

Foto: Alex Pazuello/Secom

O valor total da obra será definido após a conclusão do projeto arquitetônico. A expectativa é de que o serviço seja licitado em 2025 e o início dos trabalhos ocorra em 2026. ”Os projetistas virão para o município para conversar com a Prefeitura, conversar com a Câmara de Vereadores, com os bois Caprichoso e Garantido, com os artistas e, também, com a população para que o novo Bumbódromo tenha a identidade do povo desta região”, acrescentou Wilson Lima.

Galeras

Outro ponto de investimento para o novo Bumbódromo será uma atenção especial para as galeras dos bumbás, que passarão a ter um espaço com mais estrutura para aguardar a entrada no Bumbódromo, durante os três dias de festa. A ideia é, também, que com essa nova concepção, a área funcione como uma espécie de fun fest (áreas comuns em eventos como a Copa do Mundo de Futebol).

Os espaços administrativos, assim como a área destinada à imprensa, que cobre a festa, também receberão importantes melhorias. Novas rotas para a saída e entrada de alegorias, também devem fazer parte da proposta do novo Bumbódromo.

Festival de Parintins

Considerado Patrimônio Cultural do Brasil pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), o Festival de Parintins é realizado sempre no último fim de semana do mês de junho e impulsiona o crescimento de emprego e renda da Ilha Tupinambarana.

Em 2024, por meio de trabalhos coordenados pelo Governo do Amazonas, o espetáculo deve gerar 2,4 mil empregos diretos e 24 mil indiretos. E a expectativa de movimentação econômica é de R$ 160 milhões.

*Com informações da Agência Amazonas

Mini roteiro Parintins: conheça a ilha da magia, o Festival Folclórico e outras curiosidades

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O Festival Folclórico de Parintins encantou o Brasil. A festa dos bois-bumbás Caprichoso e Garantido tem criado um novo sentimento sobre a cultura nortista e ajudado o país a conhecer as origens da Região Norte.

Para ajudar aqueles que ainda não puderam visitar a cidade de Parintins, no Amazonas, onde a festa acontece todos os anos no mês de junho, o Portal Amazônia reuniu diversas curiosidades, dicas turísticas e muito mais em um listão. Confira:

O Festival Folclórico de Parintins

Turismo em PIN 

Cultura parintinense

Curiosidades

Galpões do Caprichoso e Garantido impulsionam geração de emprego em Parintins

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Caprichoso e Garantido. Chegou o momento deles, mas além da importância cultural, o Festival Folclórico de Parintins também é um motor que impulsiona o crescimento de emprego e renda na Ilha Tupinambarana. Este ano, o espetáculo deve gerar 2,4 mil empregos diretos e 24 mil indiretos. Os bois Caprichoso e Garantido, juntos, geram aproximadamente 5 mil empregos diretos. Já a perspectiva de movimentação econômica para 2024 na cidade amazonense é de R$ 160 milhões.

“O Festival de Parintins tem a função de gerar emprego, de gerar renda, de dar oportunidade para as pessoas de todo o estado, mas, sobretudo, para quem mora na cidade de Parintins”, pontuou o governador do Amazonas, Wilson Lima.

Nos bastidores dos galpões dos bumbás, onde são preparadas as alegorias, indumentárias e adereços para o Festival de Parintins, centenas de trabalhadores encontram fonte de renda e movimentam a economia na cidade. São artesãos, costureiras, pintores, soldadores e muitos outros profissionais envolvidos que dependem dessa temporada para investir em melhorias em suas vidas.

Caprichoso

No galpão do Boi Caprichoso, cerca de 750 pessoas trabalham diretamente na produção dos módulos alegóricos, indumentárias, adereços e outras atividades, como segurança e serviços gerais dentro dos galpões do Touro Negro.

A aderecista Ayra Silva conta que a época do festival é a mais aguardada do ano. De acordo com ela, embora tenha outros ofícios, a renda do evento é importante.

“O festival em si, é muito importante, ele ajuda de um modo completo, desde o vendedor de água, churrasquinho, até aquele que vende o prato mais sofisticado”, disse Ayra.

Foto: Mauro Neto/Secom AM

De acordo com Ericky Nakanome, presidente do Conselho de Arte do Caprichoso, a cada ano, os galpões dos bois reafirmam o papel como espaços que fortalecem a economia local.

“É uma movimentação [econômica] importante, que vem desde fevereiro, mas que no decorrer de junho cresce, fazendo com que tenha um momento em que estamos atrás de pessoas com determinados serviços, e não tem, porque está todo mundo empregado, graças a Deus, nos dois bumbás”, enfatizou Ericky.

Garantido

No galpão do Boi Garantido estão 590 trabalhadores, divididos entre kaçauerés (trabalhadores responsáveis pelo transporte das alegorias), costureiras, artesãos e artistas. De acordo com a coordenadora do setor de costureiras, Lucivone Santos, o festival tem sido essencial para complementar a renda.

“É um período que a gente aproveita para ganhar aquele dinheirinho e ter aquela renda maior. Usamos para construir nossa casa, porque meu marido é artista aqui também. Acabando, tenho meu ateliê e meus clientes e vou trabalhando de casa”, destacou Lucivone.

Foto: Mauro Neto/Secom AM

Uma das costureiras da equipe de Lucivone é a Auxiliadora Teixeira, mãe solo de quatro filhos, que tem como sustento da família a atividade de costura. É durante o período do Festival de Parintins que ela aproveita para fazer reserva financeira.

“Eu trabalho todos os anos aqui e sou conhecida pelo meu trabalho. Eu tenho um ateliê e sou pai e mãe, tenho quatro filhos e é daqui que eu tiro meu trabalho e renda”, disse a costureira.

Investimentos no Festival

Este ano, o investimento do Governo do Amazonas no 57º Festival de Parintins é de R$ 8 milhões, sendo R$ 4 milhões para cada bumbá, além dos patrocínios privados aos bois, que devem chegar a R$ 15 milhões. Somente a Coca-Cola vai repassar R$ 2,5 milhões em 2024, sendo R$ 1,25 milhão para cada boi.

*Com informações da Agência Amazonas

Jornalista amazonense Marina Salviati morre em Belém

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A jornalista amazonense Marina Souza Salviati morreu nesta sexta-feira (28) em Belém (PA), aos 32 anos. A comunicadora morava em Manaus, mas estava na capital paraense onde participava da conferência Coda Amazônia 2024.

Em nota, a Open Knowledge Brasil, responsável pelo evento no Pará, informou que Marina passou mal durante uma atividade realizada na Universidade da Amazônia (UNAMA). A jornalista foi socorrida e levada ao pronto atendimento, mas veio a óbito.

Marina era formada pela Universidade Federal do Amazonas (Ufam). Atuou como repórter no Portal Amazônia entre 2011 e 2013, e em seguida trabalhou no G1 Amazonas, ambos veículos do Grupo Rede Amazônica em Manaus. Ela trabalhou também como coordenadora de Comunicação da FAS entre os anos de 2015 e 2017. Desde 2022, Marina atuava como Especialista em Comunicação da WCS Brasil.

Recentemente, Marina compartilhou em suas redes sociais que tinha vencido o tratamento contra um câncer e vinha inspirando outras pessoas, sempre com mensagens positivas para lutar contra as adversidades da vida. 

A equipe do Portal Amazônia lamenta a perda de uma profissional que levava a Amazônia para o mundo e se solidariza à família e amigos.

Vermelhou: aprenda as principais coreografias do bumbá Garantido

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‘Segredos do Coração’ é o nome do álbum do boi-bumbá Garantido lançado este em 2024. No repertório, a mistura das novas toadas e as antológicas agradou ao público, que respondeu entoando refrãos, comprovando que apesar de novo, o álbum traz 15 faixas que já estão na boca da galera.

Porém, junto com a musicalidade das novas toadas do bumbá vermelho e branco vem também o ‘dois pra lá, dois pra cá’: as coreografias. Confira:

‘Dois pra lá, dois pra cá’ do Caprichoso: aprenda as coreografias do touro negro

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‘Cultura – O Triunfo do Povo’. Esse é o nome do novo álbum do boi-bumbá Caprichoso. O projeto tem como produtor musical Neil Armstrong e produção executiva de Guto Kawakami. As músicas foram selecionadas pelo Conselho de Arte.

Porém, além da musicalidade única do álbum, os torcedores também precisam conhecer as coreografias para não fazerem feio no bumbódromo de Parintins, certo? Confira: 

Você sabia que grandes aves podem ajudar na regeneração da floresta?

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Maior representante da sua família, o tucano-toco (Ramphastos toco) pode apresentar uma envergadura das asas superior a 1 metro e percorrer voos de mais de 90 metros de distância. Nesses percursos, muitas vezes ele carrega algo preciosíssimo para a regeneração natural das florestas: sementes das frutas das quais ele se alimenta.

Assim como acontece com os tucanos, ao dispersarem sementes no solo, outras espécies de grandes aves frugívoras – jacus (Penelope obscura) ou gralhas-do-campo (Cyanocorax cristatellus), entre outras –, podem contribuir para o aumento do armazenamento de carbono em 38% nas florestas tropicais em regeneração.

O número acaba de ser revelado por uma análise publicada no jornal Nature Climate Change por um grupo de pesquisadores do Crowther Lab, do Instituto Federal de Tecnologia de Zurique (ETH), na Suíça.

“A redução do desmatamento e a restauração de florestas têm um papel fundamental na diminuição do carbono atmosférico e na mitigação das mudanças climáticas. Porém, existem muitas barreiras para restauração em grande escala, como altos custos, o nível de degradação do solo e a falta de banco de sementes”, diz a brasileira Danielle Leal Ramos, doutora em Ecologia e Biodiversidade da Universidade Estadual Paulista (Unesp) e uma das coautoras do artigo.

Ela explica que em florestas tropicais, como a Amazônia ou a Mata Atlântica, a maior parte das espécies de plantas depende de animais para dispersar sementes – sendo assim, aves podem ajudar a romper essas barreiras, transportando e plantando as sementes em áreas degradadas.

“Nosso objetivo [com o estudo] foi quantificar a contribuição de aves que se alimentam de frutos para a regeneração natural e para o potencial acúmulo de carbono em áreas degradadas”, revela.

Os pesquisadores analisaram dados coletados na Mata Atlântica ao longo dos últimos anos por colegas, estudantes, voluntários, ornitólogos, técnicos de campo e a comunidade local.

Nativo da Mata Atlântica, o jacu (Penelope obscura) tem grande preferência pelo araçá, cujas sementes defeca quase intactas. Foto: Dario Sanches, CC BY-SA 2.0 via Wikimedia Commons

Impacto da fragmentação sobre a movimentação das aves

Qualquer ave frugívora, ou seja, que se alimenta de frutos, tem um papel importante na regeneração das florestas. A diferença daquelas de grande porte e que, consequentemente, conseguem comer frutos maiores, entretanto, é que suas sementes darão origem a árvores com uma maior biomassa.

“Normalmente árvores com uma densidade de madeira maior produzem frutos maiores. E são elas que apresentam maior potencial de acúmulo de biomassa e sequestro de carbono. São árvores de grande porte, madeira densa e crescimento mais lento”, explica Danielle.

Todavia, o estudo indicou que em florestas degradadas a circulação das aves é restringida, levando a uma menor dispersão de sementes e captura de carbono.

Nesses locais, as áreas florestais são pequenas e estão localizadas longe umas das outras. Com isso, as aves precisam fazer voos mais longos e ficar mais expostas a predadores e condições climáticas extremas ao ir de um trecho a outro de mata – um problema para muitas espécies, habituadas à vegetação mais densa.

Jenipapo, ingá, copaíba e embaúba (foto) são algumas das espécies de árvore beneficiadas pela dieta do tucano-toco (Ramphastos toco). Foto: Bernard DUPONT from FRANCE, CC BY-SA 2.0 via Wikimedia Commons

“Para garantir a dispersão eficaz de sementes mediada por pássaros é fundamental manter pelo menos 40% de cobertura florestal e manter os fragmentos florestais a uma distância não superior a 133 metros”, ressalta Carolina Bello, pesquisadora de pós-doutorado do Crowther Lab e principal autora do estudo.

A análise reforça a importância do equilíbrio entre fauna e flora para a preservação e restauração das florestas tropicais. Para que elas se mantenham diversas e eficientes, com seus serviços ecossistêmicos funcionando, é preciso levar em conta o papel dos animais nesse processo.

“A restauração passiva é mais econômica do que a restauração ativa (plantio de árvores), pois é mais barata e produz florestas mais diversificadas com maior potencial de armazenamento de carbono, mas, para que seja bem-sucedida, precisamos garantir que os animais contribuam para ela”, destaca Carolina.

Fenômeno é maior na Amazônia

Apesar de a Mata Atlântica ser considerado o mais devastado dos biomas brasileiros, restando pouco mais de 10% de suas florestas originais, estudos anteriores apontaram que a diminuição do armazenamento de carbono devido à perda de grandes espécies frugívoras é maior na Floresta Amazônica, sobretudo quando se leva em conta não apenas aves, mas também primatas e mamíferos, como a anta e a queixada.

“A Floresta Amazônica e a Mata Atlântica são florestas tropicais onde as espécies frugívoras são muito importantes”, diz a pesquisadora do ETH. Ela alerta que a região amazônica enfrenta um processo de desmatamento grave nos últimos anos, deixando paisagens altamente fragmentadas, onde o movimento das aves também será afetado.

“É de se esperar que os efeitos observados no presente trabalho para a Mata Atlântica também sejam observados na Amazônia, mas precisamos de uma avaliação mais precisa para entender a magnitude do efeito. Devido à maior proporção de árvores que requerem animais para a sua dispersão na Amazônia, podemos esperar que as aves sejam ainda mais indispensáveis para a restauração ali, porém ainda precisamos avaliar o efeito compensatório dos outros grupos de animais”, salienta.

A conservação e a restauração das grandes florestas são essenciais para o combate às mudanças climáticas. O gás carbônico (CO2), considerado um dos principais responsáveis pelo aquecimento global, é extraído naturalmente do ar pelas árvores, que o convertem em oxigênio e material vegetal por meio da fotossíntese. Com aves voando menos e dispersando um menor número de sementes, teremos menos árvores e mais carbono na atmosfera.

*O conteúdo foi originalmente publicado pela Mongabay, escrito por Suzana Camargo