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Ministério da Saúde vai realizar testagem inédita da hepatite D no Amazonas

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Em uma ação inédita, o Ministério da Saúde anuncia o início de um projeto piloto na Região Norte para disponibilizar testes de diagnóstico e monitoramento da hepatite D, uma das formas mais graves de hepatite viral. Essa iniciativa visa preencher uma lacuna histórica no acesso ao diagnóstico, acompanhamento e tratamento da infecção no país. A expectativa é alcançar a totalidade das pessoas infectadas.

De acordo com o novo boletim epidemiológico do Ministério da Saúde, mais de 72% dos casos de hepatite D no Brasil estão concentrados na Região Norte, com destaque para o Amazonas que registrou 39% dos casos, tornando-se o estado com a maior ocorrência da doença no país. Vale ressaltar que esse vírus depende da presença da infecção pelo vírus da hepatite B para contaminar uma pessoa.

De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), a infecção crônica do vírus B, que é responsável por 47% dos óbitos relacionados às hepatites virais, atingiu cerca de 296 milhões de pessoas em 2022 em todo o mundo. Somente no Brasil, segundo o boletim epidemiológico, foram 10.952 casos de hepatite B e 128 de hepatite D no mesmo ano. Em 2023, com a retomada das ações de prevenção, uma redução dos casos já foi registrada: 10.092 casos de hepatite B e 109 de hepatite D. 

Da mesma forma que as outras hepatites, a do tipo D pode não apresentar sinais ou sintomas. É nesse ponto de gravidade que a pasta está investindo de forma inédita. O novo modelo de testagem vai facilitar, agilizar e aumentar a capacidade diagnóstica no país. Com o avançar do projeto, que acontece por meio de uma parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) de Rondônia, a ideia é expandir para as demais regiões. 

Ainda em parceria com a Fiocruz, o Ministério da Saúde garantiu importante medida de acesso a medicamentos para tratamento da hepatite C, com a primeira aquisição e distribuição de sofosbuvir e daclatasvir para estados e municípios. Foram 800 mil unidades farmacêuticas entregues. Com essa nova opção terapêutica de tratamento, além de possibilitar um alto percentual de cura, foi possível proporcionar uma economia em torno de R$ 43 milhões para o Sistema Único de Saúde (SUS), aproximadamente 33% mais barato quando comparado com o esquema anteriormente disponível. 

O Ministério da Saúde atua, ainda, em ações de prevenção, principalmente com a vacinação contra hepatite A e B, e na expansão do acesso a diagnóstico e tratamento contra hepatite B e C. Com isso, a pasta espera que a eliminação dessas doenças como problema de saúde pública ocorra até 2030. Nesse sentido, o Brasil foi o primeiro país do mundo a lançar uma política governamental para eliminar ou reduzir, como problemas de saúde pública, 14 doenças e infecções que acometem, de forma mais intensa, as populações em situação de maior vulnerabilidade social. A hepatites virais estão inclusas na ação, conhecida como Brasil Saudável

Para acelerar essa resposta de eliminação das infecções, o Ministério da Saúde criou uma coordenação-geral específica de hepatites virais, dentro da Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente. O fortalecimento da estrutura da pasta permite a continuidade do diálogo com a sociedade civil, estados e municípios.

Exemplo disso é a construção de um Plano para a Eliminação das Hepatites Virais no Brasil, que será colocado em consulta pública em agosto deste ano, com o objetivo de criar uma linha de cuidado de acordo com as realidades locais. O documento foi construído de forma articulada com gestores estaduais e municipais, sociedades civil e científica, bem como com instituições nacionais e internacionais parceiras. 

Vacina contra a Hepatite B. Foto: Dênio Simões/Agência Brasília

Cenário epidemiológico aponta redução na detecção de casos e nas mortes causadas por hepatites virais 

Os dados do Boletim Epidemiológico de Hepatites Virais 2024 apontam que, de 2000 a 2023, foram notificados mais de 785 mil casos no Brasil, sendo 40,6% do tipo C, 36,8% do tipo B, 21,8% do tipo A e 0,6 de hepatite D. Somente em 2023, foram mais de 28 mil novos casos, sendo 7,3% de hepatite A, 35,4% de hepatite B e 56,7% de hepatite C. Do total de casos de hepatite D, ao longo da série histórica, observou-se que 62,8% estavam entre pessoas autodeclaradas pretas ou pardas, seguidos de 17,3% de brancas, 6,6% de indígenas e 1,3% de amarelas. 

As taxas de detecção de hepatites B e C apresentaram redução de 7,9% e 8,7%, respectivamente, quando comparadas a 2022. Em relação aos óbitos – com base na série histórica de 2012 a 2022 com dados do Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM) – é possível observar redução nas mortes relacionadas às hepatites A (36,8%), B (22,6%) e C (54,9%).

A redução das mortes pode ser observada como um resultado de diversas ações, tais como introdução dos antivirais de ação direta a partir de 2015 e a introdução da vacina de hepatite A para crianças em 2014. Contudo, em 2022, a hepatite C foi a principal causa de óbitos entre as hepatites virais com 69,9%, seguida pela hepatite B com 26,1% do total. 

Em 2023, cerca de sete mil pessoas iniciaram e mais de 40 mil estavam em tratamento para hepatite B. Quanto à hepatite C, cerca de 17 mil pessoas realizaram tratamento. Assim como para a hepatite B, a maioria (86%) realizou acompanhamento médico no serviço público de saúde e 98% tratou a hepatite C pela primeira vez. 

Investimentos

As hepatites virais atingem o fígado, causando alterações leves, moderadas ou graves. Na maioria das vezes são infecções silenciosas, ou seja, não apresentam sintomas. Entretanto, quando presentes, elas podem se manifestar com cansaço, febre, mal-estar, tontura, enjoo, vômitos, dor abdominal, pele e olhos amarelados, urina escura e fezes claras. O SUS disponibiliza testes rápidos e de confirmação para as hepatites B e C, bem como os respectivos tratamentos. De janeiro de 2023 a junho deste ano, o Ministério da Saúde investiu cerca de R$ 382 milhões em testes rápidos e medicamentos para hepatites virais.

Apesar de ainda não existir medicamento capaz de conferir a cura para a infecção pelo vírus da hepatite B, os disponíveis atualmente colaboram para o controle da carga viral e da evolução da doença, bem como para a manutenção da qualidade de vida. Quanto à hepatite C, os medicamentos disponibilizados no SUS conferem a cura em mais de 95% dos casos, com tratamentos que estão disponíveis para qualquer pessoa.

As vacinas contra hepatite A e B fazem parte do calendário nacional. A vacina da hepatite A tem esquema de uma dose aplicada aos 15 meses de vida e também está disponível nos Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais (CRIE) com duas doses para pessoas acima de 1 ano de idade com determinadas condições de saúde. Já a vacina da hepatite B, a recomendação é que se façam quatro doses da vacina, sendo: uma ao nascer (vacina Hepatite B), e aos 2, 4 e 6 meses de idade (vacina Pentavalente). Para a população adulta, o esquema completo se dá com o registro de três doses.

Para quem tem mais de 20 anos e não sabe se tomou as três doses de hepatite B, é preciso procurar um posto de saúde para fazer o teste de hepatites. O Ministério da Saúde recomenda que todas as pessoas com mais de 40 anos façam o teste.

Campanha

Em 2023, o presidente Lula sancionou a lei que institui o Julho Amarelo no país, mês destinado à luta contra as hepatites virais. De acordo com o documento, também assinado pela ministra da Saúde, Nísia Trindade, a ação tem foco na conscientização sobre os riscos da doença, nas formas de prevenção, assistência, proteção e promoção dos direitos humanos. O projeto originário da lei é de autoria do atual ministro-chefe da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República, Alexandre Padilha.

Em 2024, com o slogan 4 passos para eliminar a hepatite – conhecer, prevenir, testar e tratar, a campanha será realizada nas redes sociais digitais, reforçando a importância da ampla testagem, pois, com exceção da hepatite B, as hepatites virais têm cura e o tratamento é oferecido gratuitamente pelo SUS.

Informações

A partir de agora, Ministério da Saúde também vai disponibilizar dois painéis de informação para acompanhamento dos dados da doença: o Painel de Indicadores e Dados Básicos das Hepatites nos Municípios Brasileiros e o Painel de Monitoramento das Hepatites B e C.

Os dados disponibilizados foram retirados do Sistema de Controle Logístico de Medicamentos de Hepatites a partir de janeiro de 2023. Os indicadores descritos consideram as pessoas que receberam dispensação de medicamentos para o tratamento das hepatites B ou C e foram estratificados segundo região geográfica, sexo, raça-cor-etnia, escolaridade, situação de privação de liberdade ou situação de rua.

*Com informações do Ministério da Saúde

Acre monitora parques industriais na gestão de crise hídrica e situação de estiagem severa

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Por conta dos reduzidos índices de chuva, baixa umidade relativa do ar, aumento de temperatura e risco de incêndios, o governador Gladson Cameli decretou situação de emergência ambiental em todos os 22 municípios do Acre. A medida vale até o fim do ano.

O titular da Secretaria de Estado de Indústria, Ciência e Tecnologia (Seict), Assurbanípal Mesquita, informou que as ações fazem parte de um protocolo de gestão de crise, baseado em planejamento prévio, na tentativa de minimizar os efeitos da crise hídrica e dos riscos de queimadas, principalmente no setor moveleiro que tem entre os principais resíduos os derivados da madeira, como pó, serragens e particulados.

Por meio da Divisão de Licenciamento, Monitoramento e Salvaguardas Ambientais da Seict, as equipes levam apoio à inovação para resiliência. O chefe do Departamento, Joaquim Clécio Lopes da Silva, disse que a recepção por parte dos marceneiros e empreendedores vem sendo motivadora para a implementação preventiva.

Ainda de acordo com a Seict, a intenção é levar o planejamento estratégico para todos os parques industriais do estado. O uso racional da água e dos recursos naturais utilizados também está no foco das atividades. “Disseminamos as boas práticas e o compartilhamento de soluções na orientação e prevenção a não utilização do fogo nos parques industrias”, disse a técnica da Seict que acompanha as ações, Anne Caroline Sena Ruiz.

*Com informações do Governo do Acre

Diagnóstico socioeconômico é realizado com manejadores de pirarucu na Amazônia

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A Fundação Amazônia Sustentável (FAS) realizou, entre os dias 29 e 31 de maio, a aplicação do diagnóstico socioeconômico em 56 manejadores de pirarucu das comunidades São Francisco da Mangueira, Catiti e Santa Luzia do Jussara, localizada no município de Juruá (AM). Todos serão beneficiados pelo projeto “Sistema de rastreabilidade: inovação e inteligência de mercado na cadeia produtiva do pirarucu da RDS Mamirauá”.

Com a aplicação do diagnóstico será possível avaliar dados socioeconômicos para compreender o cenário atual das comunidades envolvidas, projetando as estratégias e os reais impactos positivos resultantes do  projeto, conforme explica Wildney Mourão, gerente do Programa de Empreendedorismo e Negócios Sustentáveis da Amazônia (Pensa) da FAS.

“Com dados em mãos, a FAS avança na implementação da tecnologia de rastreabilidade do pescado, desde a origem até o destino final. Isso traz importantes benefícios, como reconhecimento e valorização econômica para as famílias, geração de ocupação e empregos diretos e indiretos, comércio inteligente e repartição justa dos benefícios econômicos da cadeia produtiva”, afirma Mourão.

O projeto de rastreabilidade recebeu recursos da Positivo Tecnologia, por meio do Programa Prioritário de Bioeconomia (PPBio), uma política pública da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), coordenada pelo Instituto de Conservação e Desenvolvimento Sustentável da Amazônia (Idesam). O objetivo é aprimorar, em 18 meses, o manejo do pescado na região em quatro vertentes: fortalecimento da infraestrutura produtiva, avanço tecnológico do território, fomento da economia local e inovação e inteligência comercial.

“Atuamos na região com o compromisso de sermos parceiros pela preservação ambiental e valorização do ecossistema e a parceria com instituições respeitadas e que tenham sinergia com essa atuação é fundamental. O trabalho da FAS é reconhecido nacionalmente pela seriedade em prol do meio ambiente. O manejo do pirarucu é parte relevante no desenvolvimento de uma grande comunidade local, que gera fonte de renda aos trabalhadores ribeirinhos. Por ser um trabalho de ganho socioambiental, que fortalece a bioeconomia e a geração de renda de base comunitária, vemos uma grande oportunidade para apoiar e ajudar a fazer a diferença na vida de milhares de pessoas”, afirma Leandro Rosa dos Santos, vice-presidente de Estratégia e Novos Negócios da Positivo Tecnologia. 

Dalvino Gomes da Silva, um dos beneficiados, morador da comunidade São Francisco da Mangueira e líder do setor Macopani. “Nossa expectativa é boa, porque a FAS explicou como vai funcionar o projeto e a finalidade do diagnóstico. Então, nós sabemos os próximos passos”, disse.

Nas três comunidades, as famílias manejadoras têm licença do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) para, entre outras atividades, coletar e vender o pescado a compradores locais e frigoríficos.

O projeto surge a partir da necessidade de gerar condições favoráveis e inovadoras para melhorar a renda dos manejadores do Pirarucu. Wildney complementa que a rastreabilidade traduz em transparência e segurança para gerar a confiabilidade para clientes e consumidor final.

“Um consumidor que é cada vez mais exigente e consciente, preocupado com as boas práticas de sustentabilidade dos produtos da bioeconomia, e que agora irá poder realizar uma compra responsável por meio de um produto autêntico, com origem comprovada, gerando benefícios ambientais e impactos econômicos para os manejadores da RDS Mamirauá. Isso vai gerar valor para todos os envolvidos, desde as famílias que manejam o pirarucu na base da cadeia de valor, até quem vende em supermercados, frigoríficos, restaurantes e hotéis”, complementa.

*Com informações da FAS

Insegurança alimentar no contexto amazônico é discutida por pesquisadores e gestores públicos

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Dados do II Inquérito de Insegurança Alimentar no Contexto da Pandemia da Covid-19 (II VIGISAN), desenvolvido pela Rede de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional (Rede Penssan), indicam que mais de 15 milhões de brasileiras(os) viviam sob formas mais severas de insegurança alimentar entre novembro de 2021 e abril de 2022.

Isto significa que essas pessoas estavam sujeitas ao uso de estratégias social e humanamente inaceitáveis para obtenção de alimentos violando a sua dignidade e seu direito humano à alimentação adequada.

Nas regiões Norte e Nordeste, que concentram a população com menor renda do Brasil (conforme o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), é onde se encontrava o maior percentual de famílias em situação de fome. No início de 2022, as famílias cujos responsáveis se identificavam como pretos ou pardos eram proporcionalmente mais afetadas pela insegurança alimentar.

Essas e outras questões foram discutidas no I Encontro da Amazônia Legal de Pesquisa em Segurança Alimentar e Nutricional, realizado nos dias 24 e 25 de julho de 2024, no auditório do Instituto de Ciências Sociais Aplicadas da Universidade Federal do Pará (ICSA/UFPA).

A comunidade acadêmica, gestores públicos e diversos atores reuniram-se com o objetivo de identificar elementos para a criação de uma agenda de pesquisa voltada ao campo da Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional na Amazônia Legal. 

Fotografia posada da professora Sandra Maria Chaves. Ela é uma mulher negra, de cabelos brancos, cacheados e curtos. Ela veste uma blusa na cor laranja e uma calça na cor preta. Usa colar tradicional indígena e brincos na cor dourada.
Foto: Heloísa Torres

Além da professora Sandra Chaves (UFBA), desejaram boas-vindas às(aos) participantes a professora da Faculdade de Nutrição da UFPA, Nadya Alves-Santos; a diretora do Departamento de Promoção da Alimentação Adequada e Saudável do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Patrícia Chaves Gentil; a representante do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (CONSEA), Maria Alídes Sousa; e a coordenadora de portfólio do Instituto Ibirapitanga, Manu Justo.

Após a mesa de abertura, foi realizado o painel Insegurança alimentar e nutricional no Brasil e na Amazônia Legal: situação recente, determinantes e desafios, no qual foram apresentados os principais dados do II VIGISAN. 

Segundo o estudo, uma em cada cinco famílias chefiadas por pessoas autodeclaradas pardas ou pretas no Brasil sofre com a fome (17% e 20,6% respectivamente), o dobro em comparação aos lares chefiados por pessoas brancas (10,6%). Quando se considera o gênero: 22% dos lares chefiados por mulheres autodeclaradas pardas ou pretas sofrem com a fome, quase o dobro em relação a famílias comandadas por mulheres brancas (13,5%).

A fome também foi uma realidade para 23,8% das famílias que tinham crianças menores de 10 anos de idade e eram chefiadas por mulheres negras. Neste grupo, apenas 21,3% dos lares encontravam-se em segurança alimentar, menos da metade do que foi encontrado nos lares chefiados por homens brancos (52,5%) e quase metade do que ocorre nos domicílios chefiados por mulheres brancas (39,5%).

“Os dados revelam a desigualdade social do Brasil. As evidências científicas produzidas pelo II VIGISAN são importantes para o planejamento de políticas públicas relacionadas à saúde, à produção de pobreza e ao combate à fome e à miséria da população brasileira”, afirmou a professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rosana Salles da Costa, que é responsável pela avaliação da Escala Brasileira de Segurança Alimentar no diagnóstico de Insegurança Alimentar em estudos populacionais.

O evento ainda contou com outros dois painéis: Desafios e perspectivas para a Soberania e Segurança Alimentar Nutricional na Amazônia Legal Brasileira: um olhar a partir dos Estados; e Fome, Crises e apontamentos na Amazônia Legal. A programação contou também um mostra de experiências em soberania e segurança alimentar e nutricional na Amazônia Legal e reunião de grupos de trabalhos.

*Com informações da UFPA.

Pará quer atuação dos EUA em mobilização para financiamento da preservação da Amazônia

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Em Belém (PA), o presidente do Consórcio Amazônia Legal (CAL) e governador do Pará, Helder Barbalho, no dia 27 de julho, pleiteou junto à secretária do Tesouro dos Estados Unidos da América (EUA), Janet Yellen, e ao presidente do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), Ilan Goldfajn, a importância de mecanismos internacionais financiarem iniciativas para preservação da Amazônia.

Na oportunidade, o chefe do Poder Executivo Estadual paraense solicitou para a secretária Janet Yellen, mais envolvimento do governo americano junto aos temas de interesse para preservação da Amazônia.

“Peço que os Estados Unidos assumam a responsabilidade de liderar os financiamentos necessários e as modelagens no âmbito internacional para permitir o combate às mudanças climáticas, a transição energética, a prioridade de um mundo com emissões zero e, para isso, a solução passa por um aporte relevante e histórico aqui na Amazônia, pois investir aqui é investir no futuro de toda a humanidade, de todos os continentes, de todo o planeta”, explicou Helder Barbalho.

Foto: Pedro Guerreiro/Agência Pará

“Sua presença aqui, secretária Janet Yellen, é um fato histórico e esperamos que possa ser a semente de uma gigantesca transformação que desesperadamente o planeta precisa,: a Amazônia. O Estados Unidos tem tudo para mais uma vez conduzir, com seu exemplo, sua defesa dos princípios corretos. Como guardiã do tesouro da maior potência econômica do mundo, quero sensibilizá-la para que se torne também uma guardiã do maior tesouro do mundo: a Amazônia”, provocou o governador.

Em resposta ao governador, a secretária do Tesouro dos Estados Unidos da América (EUA), Janet Yellen, disse que os Estados Unidos estão avançando em uma aproximação com o Governo Federal dialogando com o ministro Fernando Haddad estudando posiciones e iniciativas, principalmente, voltadas ao crédito de carbono. 

Redução do desmatamento no Pará 

Ainda durante reunião, o governador do Pará, Helder Barbalho destacou que o Governo do Pará tem incentivado ações que valorizem a bioeconomia e valorizem a floresta como um ativo estratégico. Helder Barbalho também frisou que o Estado tem atuado de forma intensiva no combate ao desmatamento e a atividades ilegais. 

Barbalho revelou para a secretária Janet Yellen e para o presidente BID, Ilan Goldfajn, que o Estado se encaminha para alcançar uma redução nos alertas de desmatamento entre agosto de 2023 e julho de 2024, o período que corresponde ao ano Prodes, sistema de monitoramento por satélite do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), de cerca de 40%, além de uma perspectiva de redução na taxa anual de desmatamento superior à registrada no ano passado, de 21%. 

Foto: Pedro Guerreiro/Agência Pará

“As ações e iniciativas do Governo do Estado do Pará no combate ao desmatamento, no desenvolvimento de projetos de bioeconomia e de economia criativa, no apoio à agricultura, à pecuária verde e à produção com agregação de valor aos produtos, compõem um acervo de intervenções reais, cujos ressaltados são palpáveis, promissores e só nos mostram que essa é a única direção a seguir. Temos de fazer mais, fazer melhor, fazer para mais pessoas”, ponderou o governador, justificando a importância de mecanismos internacionais ampliarem financiamentos para preservação da Amazônia. 

Ao longo do sábado dia 27, o governador Helder Barbalho participou de uma extensa sequência de agendas junto à secretária Janet Yellen e para o presidente BID, Ilan Goldfajn. Os compromissos fazem parte do Programa Amazônia promovido pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento.

Na oportunidade, o banco fez uma apresentação do balanço de um ano de atuação e previsão de novos projetos e investimentos. Também participou de parte da agenda, a Ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva.

De acordo com informações do Banco Interamericano de Desenvolvimento, o ‘Amazônia Sempre’ é um programa que tem o objetivo de ampliar o financiamento, compartilhar conhecimento estratégico para os tomadores de decisões e aumentar a coordenação regional para acelerar o desenvolvimento sustentável, inclusivo e resiliente da região amazônica.

*Com informações da Agência Pará

Avenida Mario Ypiranga recebe implantação de rede de esgoto a partir desta quarta-feira (31)

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A partir desta quarta-feira (31), a avenida Mario Ypiranga, no bairro Adrianópolis, irá receber obras de implantação de rede coletora de esgoto. Os serviços ocorrem no período noturno, das 22h às 5h. Durante a execução da obra, as faixas da direita e esquerda do trecho serão interditadas para que a obra ocorra com segurança.

A intervenção irá se concentrar no trecho entre as ruas Fortaleza e São Luis. A implantação faz parte do programa Trata Bem Manaus, que prevê a universalização do esgotamento sanitário até 2033. A atividade irá ocorrer sempre durante a noite e madrugada, com liberação da via durante o dia. “Entendemos que está é uma via de grande fluxo de veículos particulares e coletivos. Por isso optamos por trabalhar à noite, quando o fluxo e os impactos são menores”, destaca o gerente de Projetos, Jean Damaceno.

As obras contam com apoio do Instituto de Mobilidade Municipal de Mobilidade Urbana (IMMU) e da Companhia de Gás da Amazônia (Cigás). O serviço tem previsão para ser concluído até a segunda quinzena de agosto.

Ainda de acordo com Damaceno, esta obra irá beneficiar mais de 2,3 mil pessoas. “Esta rede beneficia diretamente mais de 2,3 mil pessoas com melhorias na saúde, qualidade de vida. Quando entrar em operação, todo esgoto será coletado e levado para Estação de Tratamento de Esgoto Educandos. Lá ele será tratado e devolvido ao rio Negro livre de contaminações”, ressalta o gerente.

*Por Águas de Manaus

Negócios sustentáveis: inscrições para 3ª edição do FIINSA estão abertas; saiba como participar

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Manaus (AM) sediará nos dias 22, 23 e 24 de outubro o 3º Festival de Investimento de Impacto e Negócios Sustentáveis da Amazônia (FIINSA). O evento vai reunir lideranças nacionais e internacionais da área ambiental para debater oportunidades e desafios para o desenvolvimento do ecossistema de impacto amazônico, a bioeconomia e o futuro da floresta.

O evento, que ocorrerá no Centro de Convenções Studio 5, localizado no bairro Aleixo, é aberto ao público em geral e terá empreendedores, investidores, organizações da sociedade civil e outros atores que atuam no ecossistema de impacto na região amazônica. As inscrições estão abertas.

A programação está estruturada em cinco trilhas:

  • Estruturando o ecossistema;
  • Financiamento e acesso a capital;
  • Pesquisa, desenvolvimento e inovação (P&DI);
  • Comunidades;
  • e Desafios do empreendedorismo.

Os temas serão abordados em painéis e mesas temáticas, reunindo empreendedores, investidores, organizações da sociedade civil e outros atores para debater oportunidades e desafios para o desenvolvimento do ecossistema de impacto amazônico, a bioeconomia e o futuro da maior floresta tropical do planeta.

Foto: Divulgação/FIINSA

Participantes

Dentre os palestrantes confirmados estão:

  • Phellipe Daou Jr. (CEO do Grupo Rede Amazônica),
  • Odenilze Ramos (Ativista socioambiental),
  • Nick Oakes (Co-fundador da Impact Earth),
  • José Kaeté (Empreendedor e comunicador),
  • Luiz Fernando Laranja (CEO Caaporã Agrosilvopastoril/NoCarbon Milk),
  • Neidinha Bandeira (Kanindé),
  • Joanna Martins (Sócia-fundadora na Manioca),
  • Ilna Minev (Presidente do Conselho de Administração da Bemol),
  • Jander Manauara (Rapper, Ativista Climático e articulador cultural),
  • Danniel Pinheiro (CEO da Biozer da Amazônia e Fundador da Simbioze Amazônica),
  • Elisangela Cavalcante (Empreendedora na movelaria Familiar),
  • Almir Suruí (Liderança em desenvolvimento sustentável),
  • Bia Saldanha (Fundadora da Amazônia meu amor),
  • Sioduhi (Diretor Craitivo da Sioduhi Studio), dentre outros.

O Festival oferece também ao público espaço para network e troca e um mercado com produtos amazônicos sustentáveis. A proposta é movimentar todos os atores que atuam nesse campo, com as principais referências nacionais e internacionais.

Amazonas alcança 71,09 milhões de dólares em exportações em junho de 2024

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O Amazonas registrou um desempenho significativo no comércio exterior em junho de 2024. As exportações do estado alcançaram US$ 71,09 milhões, enquanto as importações totalizaram US$ 1.154,38 milhão. A corrente de comércio, que é a soma das importações e exportações, atingiu US$ 1.225,48 milhão. 

A análise é da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação (Sedecti), que disponibiliza um balanço detalhado no site da secretaria na aba Mapas e Indicadores.

Os principais destinos das exportações do Amazonas foram Alemanha e China. O principal produto exportado para a Alemanha foi ouro (incluído o ouro platinado) em outras formas semimanufaturadas, totalizando US$ 16,38 milhões. E para a China, o destaque foi ferronióbio, com um valor total de US$ 7,66 milhões.

Para o secretário da Sedecti, Serafim Corrêa, o desempenho das exportações e importações, em junho de 2024, reflete a capacidade do Amazonas de diversificar seus mercados e produtos.

A China foi o principal país de origem das importações, seguida pelos Estados Unidos. Da China, o produto mais importado foi ‘outros suportes gravados’, com um total de US$ 73,96 milhões. Dos Estados Unidos, o principal item foi ‘copolímeros de etileno e alfa-olefina’, totalizando US$ 25,69 milhões.

Foto: Divulgação/Agência Amazonas

Interior

No interior do estado, Presidente Figueiredo destacou-se nas exportações com um total de US$ 8,24 milhões, sendo US$ 7,66 milhões de ferro-ligas destinados à China. E Manacapuru exportou US$ 970,61 mil em peixes congelados para o Peru.

Em relação às importações, Itacoatiara importou US$ 18,16 milhões, com destaque para óleos de petróleo ou de minerais betuminosos da Rússia, totalizando US$ 17,65 milhões. Coari registrou US$ 3,59 milhões em importações, sendo o principal item turborreatores, turbopropulsores e outras turbinas a gás dos Estados Unidos, com um valor de US$ 3,20 milhões.

Balança Comercial

A Balança Comercial do Amazonas é um estudo produzido pelo Departamento de Estatística e Geoprocessamento (Degeo) da Secretaria Executiva de Planejamento (Seplan) da Sedecti. Este estudo utiliza dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) e tem como objetivo acompanhar o desempenho mensal das relações comerciais do Amazonas, permitindo uma compreensão detalhada da evolução das exportações e importações no estado.

*Com informações da Agência Amazonas.

Chegada de turistas estrangeiros no Pará mais que dobrou nos seis primeiros meses de 2024

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Sede da 30ª Edição da Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP-30) no próximo ano, o Pará recebeu 12,68 mil turistas estrangeiros no primeiro semestre de 2024. O resultado é mais que o dobro registrado no mesmo período de 2023, quando 6,25 mil viajantes de outros países desembarcaram no estado, e o melhor desde 2018 (11,7 mil pessoas). Os dados são da Embratur, do Ministério do Turismo (MTur) e da Polícia Federal (PF).

De acordo com o presidente da Embratur, Marcelo Freixo, a COP-30 é uma oportunidade única para promover a Região Norte do Brasil e a Amazônia.

Historicamente, a Europa é quem mais envia turistas para o Pará. Em 2024, foram 6.376 mil europeus desembarcando no estado (50,27%), a maioria vinda da França (3.885 pessoas). Em seguida estão os países da América do Sul (32,91%), com destaque para o vizinho Suriname (3.980 viajantes).

Março foi o mês que registrou a maior quantidade de turistas internacionais desembarcando no Pará. Foram mais de 3,6 mil viajantes desembarcando no estado, 68,55% a mais que em março de 2023 (1.144). O resultado foi impulsionado pela visita dos presidentes do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, e da França, Emmanuel Macron, a Belém, capital do estado. A viagem foi marcada por uma extensa agenda que deu visibilidade internacional ao destino brasileiro.

Foto: Reprodução/Agência Pará

Promoção do Pará

Desde o anúncio de Belém como a sede da COP-30, o Pará passou a ser a porta de entrada da Amazônia para o mundo. Com o workshop “Conexão Embratur: Guia para Competitividade e Promoção Internacional do Turismo”, realizado em parceria com o Sebrae em março deste ano, a Embratur já está preparando o trade turístico do estado para melhorar a experiência dos turistas estrangeiros nos destinos.

A Agência também tem atuado junto às empresas de cruzeiros de turismo para que elas operem os navios em rotas fluviais na Amazônia, além de servirem como um reforço à rede hoteleira de Belém durante a COP-30. Além disso, a Embratur articulou a liberação de linhas de financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para projetos inovadores e sustentáveis de expansão dos empreendimentos turísticos no estado.

Para o segundo semestre deste ano, está programada uma viagem de familiarização (famtour) com operadores de turismo dos Estados Unidos. Eles irão viver experiências com povos indígenas, muita natureza, ecoturismo e gastronomia nas cidades de Belém, Alter do Chão e Soure.

Casa Brasil

A promoção da capital do Pará também vai acontecer nas Olimpíadas de Paris 2024. Belém está entre os destinos que a Embratur selecionou para apresentar um pouco do país aos turistas internacionais que passarem pela Casa Brasil, na Cidade Luz, durante os jogos.

O cubo paraense será decorado com imagens de pontos turísticos de Belém, como o Theatro da Paz e o mercado Ver-o-Peso, além de espécimes tradicionais amazônicas como o açaí e a árvore samaumeira. No interior, os visitantes poderão sentir a textura das escamas de pirarucu, de sementes e açaí, de cascas de cupuaçu e de castanha do Pará. E com os óculos de realidade virtual, será possível viver uma experiência imersiva na Floresta Amazônica, na região do Tapajós.

Foto: Reprodução/Agência Belém

Voos internacionais

Aumentar os voos que conectam o Brasil ao mundo é uma das estratégias da Embratur para alcançar o mercado internacional e já está dando resultados. A quantidade de estrangeiros que chegaram no Pará por via aérea aumentou em 52,39%, passando de 6.021 pessoas em 2023 para 12.649 neste ano.

Além das parcerias da Agência com as companhias aéreas, o Programa de Aceleração do Turismo Internacional (PATI), em parceria com os ministérios do Turismo e de Portos e Aeroportos, está contribuindo para os resultados positivos. Entre outubro de 2024 e março de 2025 serão 70 mil novos assentos em voos estrangeiros com destino ao Brasil, por meio do primeiro edital do programa.

Turistas internacionais em todo o Brasil

No primeiro semestre de 2024, 3.597.239 turistas internacionais desembarcaram no país. O número é 9,7% maior que o observado no mesmo período de 2023 e 1,9% acima do registrado em 2019. A expectativa é que esse ano termine com uma marca superior ao recorde de 2018 (6,6 milhões). A via aérea segue sendo a principal porta de entrada para os viajantes vindos de outros países (2.234.033), seguida da terrestre (1.218.172), marítima (98.074) e fluvial (46.960).

*Com informações da Embratur

Termo é assinado para contratação de projetos de restauro do Teatro Amazonas e requalificação da cadeia pública

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A Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Amazonas assinou um termo de convênio de compromisso com o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) para a elaboração dos projetos de restauro do Teatro Amazonas e requalificação da cadeia pública Desembargador Raimundo Vidal Pessoa.

De acordo com o secretário de Cultura e Economia Criativa, Marcos Apolo Muniz, a revitalização do Teatro Amazonas vai permitir que os turistas que visitam o teatro-monumento sejam melhor recebidos, bem como os espetáculos que acontecem na casa de ópera.

Marcos Apolo esclareceu ainda que, nesta primeira etapa, os recursos serão utilizados para contratar a elaboração dos projetos. “A partir dos projetos, vamos buscar apoio, não só do governo federal, mas também da iniciativa privada, para que nós possamos fazer a execução dos serviços”, explicou.

Foto: Divulgação/Governo do Amazonas

O Governo Federal, por meio do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), vai repassar R$ 1,35 milhão ao Governo do Amazonas para a contratação de projetos para a requalificação da Penitenciária Desembargador Raimundo Vidal Pessoa e para o restauro do Teatro Amazonas. O montante faz parte do PAC Seleções.

A superintendente do Iphan no Amazonas, Beatriz Calheiro, afirmou que os projetos vão identificar as necessidades das obras. Posteriormente, com o projeto pronto, a obra ganha prioridade para a execução em si.

Restauro do Teatro Amazonas

O teatro Amazonas é tombado como patrimônio histórico pelo Iphan, desde 1966. A contratação de projeto prevê a restauração da cobertura e cúpula, inclusive de estruturas metálicas e demais elementos de drenagem; restauração dos elementos arquitetônicos das fachadas; restauração do Pano de boca, Plafon da Plateia e forro do Salão Nobre, que apresentam pinturas artísticas; e iluminação monumental das fachadas.

As ações visam a proporcionar melhores condições e segurança para os visitantes, plateia e artistas, perpetuar a magnitude como representação da história e aumentar o público de visitação, melhorando assim a economia do Estado. Considera-se ainda, que contribuirá com o processo de Candidatura do bem “Teatros da Amazônia” (Teatro Amazonas em Manaus/AM e Theatro da Paz em Belém/PA) a Patrimônio Mundial pela Unesco.

Para a contratação do projeto de restauro, serão destinados R$ 750 mil.

Cadeia pública

A penitenciária Desembargador Raimundo Vidal Pessoa fica dentro da poligonal do Centro Histórico de Manaus, tombado pelo Iphan e pode ser considerada um ponto de “patrimônio sensível” da história de Manaus, por trazer memórias tristes e sensíveis.

O projeto busca através da ressignificação do imóvel uma nova função social, transformando o local marcado pela segregação, isolamento e o abandono da dignidade humana, em um Centro das Tradições Amazonenses para promover a cultura nas suas diversas formas, além preservar o Patrimônio Edificado.

*Com informações da Agência Amazonas