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Ministério da Saúde institui Política Nacional de Regulação com diretrizes específicas para indígenas

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Foto: Divulgação/MS

O Ministério da Saúde (MS) publicou, no Diário Oficial da União, a Portaria GM/MS nº 9.262, de 30 de dezembro de 2025, que institui a Política Nacional de Regulação do Sistema Único de Saúde (PNR-SUS). A nova política estabelece diretrizes para organizar o acesso aos serviços em todo o país, com atenção à equidade, à integralidade do cuidado e à redução das desigualdades regionais.

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No que se refere à situação indígena, a Portaria reconhece as especificidades dos povos indígenas no processo regulatório do SUS e reforça o papel dos Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI) na articulação com estados e municípios.

O normativo determina que critérios de priorização para usuários em situação de vulnerabilidade sejam avaliados de forma conjunta entre gestores locais e os DSEI, considerando os usuários atendidos pelo Subsistema de Atenção à Saúde Indígena (SasiSUS), em conformidade com a Política Nacional de Atenção à Saúde dos Povos Indígenas (PNASPI).

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Saúde Indígena
Foto: Marcelo Seabra/Agência Pará

Atenção Especializada à Saúde

A Portaria também estabelece que estados e municípios, em parceria com os DSEI, deverão definir fluxos regulatórios específicos para o atendimento aos Povos Indígenas Isolados e de Recente Contato (PIIRC), especialmente na Atenção Especializada, garantindo acesso oportuno e a redução de riscos sanitários e agravos.

Com a instituição da PNR-SUS, o MS reforça o compromisso com a organização dos fluxos assistenciais de forma integrada, respeitando os contextos territoriais, socioculturais e epidemiológicos, e fortalecendo a atuação dos DSEI na garantia do direito dos povos indígenas em todo o país. 

*Com informações do MS

‘Medo’: venezuelana em Manaus acompanha situação de parentes após ataque dos EUA

Yudith mora há oito anos em Manaus. Ela disse que acompanhou desde cedo sobre o ataque realizado por forças americanas contra a Venezuela na madrugada deste sábado (3). Foto: Yudith Mercedes Garcia Moreno/Acervo pessoal

Yudith Mercedes Garcia Moreno, imigrante venezuelana que mora há oito anos em Manaus (AM), contou ao Grupo Rede Amazônica que a família em Maturín, capital do estado de Monagas, está bem, mas permanece dentro casa.

Ela disse que acompanhou desde cedo sobre o ataque realizado por forças americanas contra a Venezuela na madrugada deste sábado (3). Segundo Yudith, os familiares que ainda vivem no país enfrentam uma realidade marcada pelo “medo e pela escassez”.

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Yudith trabalha com manicurista e mora com a filha de 18 anos, Yulieth Garcia 18 anos, no bairro de Parque 10, zona Centro-Sul. Ela deixou a Venezuela em busca de sobrevivência.

“A Venezuela viveu e ainda vive sob uma ditadura opressora, onde muitas pessoas foram perseguidas, presas e até mortas por expressarem suas opiniões ou se posicionarem contra o governo. Houve inúmeros mortos políticos, e muitas vidas foram injustiçadas não só pela repressão direta, mas também pela fome e pela miséria. Pessoas morreram injustamente por não terem o que comer ou simplesmente por falar contra um governo que silenciou seu próprio povo”, relatou.

Natural de Maturín, Yudith veio para Manaus para garantir a sobrevivência e cuidar da filha mais velha. “Vim da Venezuela forçada pelas circunstâncias, deixando para trás minha terra, minha história e muitas pessoas queridas. Aqui no Brasil enfrentei muitas dificuldades, mas nunca desisti, porque minha maior motivação sempre foi garantir um futuro melhor para minha filha e proteger minha família”, pontuou.

Ela destacou que a vida de imigrante não é fácil, marcada por preconceito e falta de oportunidades.

“Trabalho de forma honesta e batalho diariamente para manter minha casa. A vida de imigrante não é fácil: enfrentei preconceito, falta de oportunidades e momentos de muita dor e insegurança. Mesmo assim, sigo firme, porque sei que minha luta representa resistência e esperança depois de tudo que o povo venezuelano sofreu”.

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Ela contou que mantém contato com a família em Maturín desde as primeiras horas do dia e que todos estão bem:

“Tenho parte da minha família em Manaus, mas ainda há familiares na Venezuela. Lá residem ainda a minha vó, tia com esposo e filhos. Eles vivem sob uma realidade marcada pelo medo e pela escassez. A preocupação é constante, pois sei que muitos continuam sofrendo com a fome, a falta de medicamentos e a ausência de direitos básicos. Essas condições forçaram milhares de pessoas, como eu, a deixar o país para sobreviver”.

a venezuelana Yudith Mercedes Garcia Moreno e a filha moram em manaus
Foto: Yudith Mercedes Garcia Moreno/Acervo pessoal

Esperança

Apesar dos ataques, Yudith afirma que os venezuelanos mantêm esperança no futuro do país.

“Mesmo depois de tanta dor, ainda carrego esperança. A captura de Nicolás Maduro representa, para mim e para muitos venezuelanos, a possibilidade de liberdade e justiça. É a esperança de que o sofrimento do nosso povo não tenha sido em vão e de que a Venezuela possa, um dia, ser um país livre, onde ninguém precise fugir por fome, medo ou perseguição, e onde possamos viver com dignidade, sem opressão”.

Venezuelanos no Amazonas

O Amazonas é o segundo estado com maior concentração de venezuelanos. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 2022 mostram que mais de 30 mil venezuelanos vivem no Amazonas. O primeiro, com quase 60 mil, é Roraima.

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Ataque

Uma série de explosões atingiu Caracas e os estados de Miranda, Aragua e La Guaira, na madrugada deste sábado. Pouco depois, o governo venezuelano afirmou que o país foi alvo de uma “agressão militar” dos Estados Unidos.

Segundo a Associated Press, ao menos sete explosões foram ouvidas em Caracas em um intervalo de cerca de 30 minutos. Moradores de diferentes bairros relataram tremores, barulho de aeronaves e correria nas ruas.

O presidente Nicolás Maduro e a primeira-dama Cilia Flores foram capturados e levados de avião para os Estados Unidos. De acordo com o presidente Donald Trump, o casal será levado a Nova York a bordo de um navio de guerra.

Maduro será julgado pela Justiça dos Estados Unidos em um tribunal de Nova York, anunciou neste sábado a procuradora-geral dos EUA, Pam Bondi.

Segundo Bondi, Maduro e sua esposa foram formalmente acusados na Justiça dos EUA pelos seguintes crimes:

  • Conspiração para narcoterrorismo;
  • Conspiração para importação de cocaína;
  • Posse de metralhadoras e dispositivos explosivos;
  • Conspiração para posse de metralhadores.

Já o chanceler venezuelano, Yván Gil, solicitou uma reunião urgente do Conselho de Segurança da ONU após os ataques.

*Com informações da Rede Amazônica AM

Amapá passa a integrar Rota do Mel, divulga MDIR

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Segundo o MIDR, a diversidade da floração no Amapá foi um dos fatores para a integração. Foto:

O Amapá agora faz parte da Rota do Mel, iniciativa do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) que busca tornar o produto mais competitivo e ampliar a exportação das cooperativas.

Com a inclusão, o estado se junta a 370 municípios de 12 estados, já integrados às cadeias do cacau, açaí e pescado.

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Segundo o MIDR, a diversidade da floração no Amapá foi um dos fatores para a integração.

“O Amapá tem uma diversificação da florada melipona e apícola. Essa oportunidade fortalece a cadeia produtiva em prol de produtores rurais, agricultura familiar, empresas privadas e instituições de pesquisa”, explicou Samuel Castro, coordenador do ministério.

O mel feito com flores de açaí, produzido por duas startups do estado, a Néctar da Amazônia e BioNéctar Ativos da Amazônia, foi destaque na COP30. O produto tem sabor marcante e quase todo o estoque foi vendido durante o evento.

Leia também: Mel de flor de açaí produzido no Amapá ganha destaque na COP30

A produção envolve abelhas sem ferrão, que coletam o néctar das flores de açaí. Cerca de 300 pessoas de comunidades tradicionais participam da colheita.

Abelha sem ferrão é responsável pela produção de mel no amapá
Abelha sem ferrão. Foto: Jorge Júnior/Rede Amazônica AP

Produção de mel no Amapá

Atualmente, o Amapá tem cerca de 200 produtores, mas apenas três certificados. A expectativa do governo é ampliar esse número.

“Esperamos que em breve todo o mel consumido no Amapá seja da produção local. Essa é uma oportunidade de integrar nossos produtores ao sistema nacional”, disse o vice-governador Teles Júnior.

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As cooperativas pretendem usar a integração para capacitação e legalizar a produção, garantindo mais qualidade e competitividade no mercado.

*Por Mariana Ferreira, da Rede Amazônica AP

Quase 900 animais silvestres foram resgatados no Amazonas em 2025, diz Ibama

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Animais chegaram ao Cetas após resgates, apreensões e entregas voluntárias. Foto: Joedi Porto e Antonio Humberto/Sepet-AM

No Amazonas, 878 animais silvestres deram entrada no Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas), segundo dados do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), em Manaus. Os animais chegaram ao local após resgates, apreensões e entregas voluntárias.

No Brasil, o “resgate de animal silvestre” é definido pela legislação ambiental como a retirada de indivíduos da fauna nativa em situações de risco ou impacto causado por atividades humanas, desastres naturais ou presença em áreas urbanas, com o objetivo de garantir sua sobrevivência e posterior destinação adequada.

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Segundo o Ibama, 103 animais foram apreendidos durante ações de fiscalização e 602 foram resgatados em situações como incêndios florestais ou aparições em áreas urbanas. As operações de resgate e fiscalização são realizadas em parceria com o Batalhão de Policiamento Ambiental (BPAmb) e o Corpo de Bombeiros.

Resgates que foram destaques

Onça Golias

O filhote de onça-pintada Golias, que era mantido como ‘pet’ por uma família em Santo Antônio do Içá, no Amazonas. Ele foi resgatado após uma ção do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

O animal foi transferido para Manaus e posteriormente foi enviado santuário de felinos do Instituto Nex, em Goiás.

Onça Pintada resgata no Rio negro

Fotos: Joedi Porto e Antonio Humberto/Sepet-AM

Uma onça-pintada foi resgatada após passar horas nadando à deriva no Rio Negro, em Manaus, em outubro de 2025. O animal, visivelmente debilitado e sem forças, foi avistado por moradores e embarcações que transitavam pela região da Ponta Negra, o que mobilizou uma força-tarefa com equipes do Batalhão Ambiental, Corpo de Bombeiros, Secretaria de Proteção Animal e Instituto Laiff para retirar o felino da água com segurança.

Após o resgate, exames revelaram que a onça havia sido atingida por um disparo de espingarda, com mais de 30 estilhaços alojados na cabeça, rosto e pescoço, além de dentes quebrados e ferimentos graves.

O caso gerou grande repercussão e preocupação entre autoridades ambientais, que destacaram a gravidade da violência contra o animal e a importância da rápida mobilização para salvar sua vida

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Gavião-pedrês e dois filhotes de aracuã

Um gavião-pedrês e dois filhotes de aracuã foram resgatados em Manaus após serem encontrados em situação de risco. O resgate aconteceu em agosto de 2025, quando moradores acionaram equipes ambientais ao perceberem que as aves estavam debilitadas.

O gavião-pedrês foi localizado em área urbana, enquanto os filhotes de aracuã estavam em condições que poderiam comprometer sua sobrevivência. A ação contou com apoio do Batalhão de Policiamento Ambiental e do Corpo de Bombeiros, que realizaram a captura segura dos animais.

Espécie de Gavião Pedrês está entre os quase 900 animais silvestres resgatados no amazonas em 2025
Espécie resgatada de Gavião Pedrês. Foto: Divulgação

Após o atendimento inicial, os animais passaram por avaliação veterinária e foram encaminhados para reabilitação no Cetas Manaus. O objetivo foi garantir a reintegração ao habitat natural.

Filhote de gavião-real

Um filhote de gavião-real foi resgatado em Novo Airão, no Amazonas, e foi levaod ao Projeto Harpia. A ave, considerada a maior espécie de águia das Américas, foi encontrada debilitada e encaminhada para cuidados veterinários.

O caso chamou atenção pela importância da preservação da espécie, que está ameaçada de extinção. O Projeto Harpia destacou que o resgate e a busca pelo ninho fazem parte de um esforço maior de conservação da fauna amazônica, ressaltando que a colaboração entre comunidade e instituições ambientais é fundamental para proteger animais silvestres da região.

*Por Lucas Macedo, da Rede Amazônica AM

Países da América Latina se manifestam sobre ataque à Venezuela

Militares dos EUA levaram o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro (foto), para fora do país. Foto: Reprodução/Gabinete de Imprensa da Presidência da Venezuela

Além da manifestação do governo brasileiro, os governos do Chile, Colômbia e México condenaram o ataque militar dos Estado Unidos contra a Venezuela. Seus líderes defenderam a garantia do direito internacional à Venezuela, incluindo a soberania do país e integridade territorial. A Argentina celebrou o sequestro do presidente Nicolás Maduro, enquanto a Bolívia classificou o governo venezuelano de narcoestado.

Saiba mais: Entenda como fica a situação da Venezuela após o ataque dos Estados Unidos e prisão de presidente e primeira dama

Colômbia

Presidente da Colômbia, Gustavo Petro afirmou que o país adota uma posição orientada para a preservação da paz regional e fez um apelo para que as partes envolvidas se abstenham de ações que “aprofundem o confronto e priorizarem o diálogo e os canais diplomáticos”.

“A Colômbia reafirma seu compromisso inabalável com os princípios consagrados na Carta das Nações Unidas, em particular o respeito à soberania e integridade territorial dos Estados, a proibição do uso ou da ameaça de força e a solução pacífica de controvérsias internacionais. Nesse sentido, o governo colombiano rejeita qualquer ação militar unilateral que possa agravar a situação ou colocar em risco a população civil”, disse Petro, por meio das redes sociais.

Como ação preventiva, ele afirmou que implementou medidas para proteger a população civil, preservar a estabilidade na fronteira entre a Colômbia e a Venezuela e atender prontamente a quaisquer necessidades humanitárias ou migratórias potenciais, em coordenação com as autoridades locais e agências competentes. “Que Bolívar proteja o povo venezuelano e os povos da América Latina”, finalizou.

Chile

Gabriel Boric, presidente do Chile, pediu uma resolução pacífica, em publicação nas redes sociais. A crise venezuelana, como Boric classificou, deve ser resolvida por meio do diálogo e do apoio ao multilateralismo, e não por meio da violência ou da interferência estrangeira.

“O Chile reafirma seu compromisso com os princípios fundamentais do direito internacional, como a proibição do uso da força, a não intervenção, a solução pacífica de controvérsias internacionais e a integridade territorial dos Estados”, escreveu no X (antigo Twitter).

México

A presidente do México, Claudia Sheinbaum, condenou o ataque militar estadunidense à Venezuela e publicou, em seu perfil do X, posicionamento citando o Artigo 2, parágrafo 4 da Carta das Organização das Nações Unidas (ONU).

“Os membros da Organização devem abster-se, em suas relações internacionais, da ameaça ou do uso da força contra a integridade territorial ou a independência política de qualquer Estado ou de qualquer outra forma incompatível com os Propósitos das Nações Unidas”, afirmou.

Argentina

O presidente da Argentina, Javier Milei, em comunicado oficial, disse celebrar “a captura do ditador venezuelano Nicolás Maduro por parte do governo dos Estados Unidos da América”.

Ele classificou o papel da Venezuela no continente como “inimigo da liberdade” e fez uma comparação com Cuba dos anos 1960. 

Os EUA impõem, há mais de 60 anos, um duro bloqueio econômico ao governo cubano com o objetivo de mudar o regime político do país, estabelecido após a Revolução de 1959. O embargo a Cuba é condenado pela maioria dos países. Eles consideram uma violação ao direito internacional.

Bolívia

A Bolívia divulgou nota, por meio do Ministério de Relações Internacionais, dizendo que apoia de “maneira firme e imediata” o povo venezuelano no que classificou de “recuperação de sua democracia”.

O governo boliviano do presidente Rodrigo Paz diz que “considera inadiável o início de uma transição democrática real que ponha fim ao narcoestado, desmonte os mecanismos de repressão e corrupção e restabeleça a legitimidade institucional conforme a vontade soberana do povo venezuelano”.

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Entenda o ataque à Venezuela

O ataque dos Estados Unidos contra a Venezuela neste fim de semana marca um novo episódio de intervenções diretas de Washington na América Latina. A última vez que os EUA invadiram um país latino-americano foi em 1989, no Panamá, quando os militares norte-americanos sequestraram o então presidente Manuel Noriega, acusando-o de narcotráfico.

Assim como fizeram com Noriega, os Estados Unidos acusam Maduro de liderar um suposto cartel venezuelano De Los Soles, sem apresentar provas. Especialistas em tráfico internacional de drogas questionam a existência desse cartel.

O governo de Donald Trump estava oferecendo uma recompensa de US$ 50 milhões por informações que levassem Maduro à prisão.

Para críticos, a ação é uma medida geopolítica para afastar a Venezuela de adversários globais dos Estados Unidos – como China e Rússia – além de exercer maior controle sobre o petróleo do país, que é dono das maiores reservas de óleo comprovadas do planeta.

*O conteúdo foi originalmente publicado pela Agência Brasil

Saúde mental é foco de projeto com povo indígena Mura em Itacoatiara

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Foto: Divulgação

Estudantes e docentes da Afya Faculdade de Ciências Médicas de Itacoatiara, no Amazonas, desenvolveram um projeto de extensão na área de saúde mental, voltado ao povo indígena Mura. A iniciativa, que está sendo implementada desde o segundo semestre de 2025, une conhecimento científico e saberes tradicionais, promovendo o cuidado emocional e fortalecendo as práticas coletivas de saúde e bem-estar na Aldeia Correnteza, localizada na Terra Indígena (TI) Rio Urubu.

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O projeto, denominado ‘Saúde Mental Indígena: abordagem intercultural e promoção de saúde e bem-estar em comunidade originária’ nasceu a partir da identificação de vulnerabilidades emocionais decorrentes da perda de território, do choque cultural e de outros desafios enfrentados.

Diante disso, a instituição propôs uma ação de inclusão, voltada à valorização dos saberes tradicionais, por meio de uma abordagem intercultural, conforme detalha a diretora da Afya Itacoatiara, Soraia Tatikawa.

O Amazonas concentra a segunda maior população indígena do país, representando 12,45% dos habitantes do estado, segundo o Censo de 2022. Em Itacoatiara, 1.218 pessoas se autodeclararam indígenas. Boa parte das comunidades indígenas da região, entretanto, enfrenta barreiras históricas no acesso a serviços especializados.

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A Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai) aponta a escassez de profissionais e a dificuldade de acesso a atendimentos psicossociais em áreas remotas, como problemas persistentes. Isso torna a atenção à saúde mental um dos maiores desafios dos Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI).

A coordenadora do projeto da Afya Itacoatiara, professora Ádria Cortez, explica que a ação é uma resposta humanística e acadêmica direta a esse quadro. O projeto, diz ela, faz parte de um dos eixos de pesquisa da instituição. A ação se insere no eixo Projetos de Intervenção e Extensão na Educação Profissional em Enfermagem e Medicina (Piepe), que aborda a saúde mental.

Segundo Ádria Cortez, a instituição também foi motivada a implementar esse projeto com o objetivo de reconhecer e valorizar formas de cuidado e bem-viver dos povos originários, tema ainda pouco presente nos serviços tradicionais de saúde.

“Na região do Médio Amazonas, construímos um projeto que promove diálogo intercultural, respeitando os saberes e valorizando as práticas que fazem parte da vida dessa população”, acrescenta.

O projeto é executado na Aldeia Correnteza, que abriga 46 famílias e mais de 130 pessoas na TI Rio Urubu. A participação ativa das lideranças Mura foi crucial para garantir a pertinência cultural das ações. “A presença delas foi fundamental para que as atividades fossem culturalmente adequadas. As lideranças mediaram o conhecimento, orientando sobre as formas corretas de abordar determinados temas e ajudando a criar um ambiente de confiança entre a equipe e a comunidade”, reforça a coordenadora.

As atividades incluem rodas de conversa, dinâmicas, palestras educativas e consultas médicas, com o objetivo de valorizar a identidade cultural e incentivar o autocuidado.

“Antes das ações, ouvimos as lideranças. O planejamento foi construído de forma participativa, considerando o tempo, o espaço e os rituais da comunidade, para garantir uma comunicação acessível e respeitosa”, complementa a professora.

Para Ádria Cortez, a abordagem intercultural no campo da saúde mental é transformadora. “Significa reconhecer que existem múltiplas formas de compreender e tratar o sofrimento psíquico. Essa abordagem propõe um encontro entre o conhecimento científico e os saberes tradicionais, considerando o contexto espiritual, social e cultural de cada povo”, afirma. Na prática, ela ressalta, isso envolve escuta sensível, respeito aos rituais, uso do idioma local e valorização das práticas comunitárias de cura e acolhimento.

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Saúde mental dos indígenas Mura foi avaliada em Itacoatiara, no Amazonas. Foto: Divulgação

Formação humanística da saúde mental e visão de futuro

A participação de estudantes e professores da Afya é intrínseca à disciplina Piepe, articulando teoria e prática por meio de experiências de campo. “Os estudantes vivenciam o contato direto com as comunidades, aprendem sobre a importância da interculturalidade e desenvolvem competências humanísticas essenciais à formação em saúde”, destaca Ádria Cortez.

Essa vivência contribui para formar profissionais mais sensíveis à diversidade cultural amazônica. “O contato com as comunidades permite reconhecer as dimensões sociais, culturais e espirituais do cuidado. Essa experiência os torna profissionais mais empáticos, críticos e preparados para atuar em diferentes contextos da Amazônia”, completa a professora.

A diretora da Afya de Itacoatiara, Soraia Tatikawa, ressalta que a iniciativa reforça o compromisso social da instituição. “O projeto consolida o papel da faculdade como espaço que valoriza o saber local e atua de forma colaborativa, promovendo a troca de conhecimentos e o desenvolvimento regional sustentável”, observa.

Entre os resultados esperados, Soraia Tatikawa cita o fortalecimento do diálogo e a construção de práticas de saúde mental mais inclusivas. “A médio prazo, buscamos ampliar o número de comunidades atendidas. A longo prazo, pretendemos estabelecer uma rede de apoio e formação continuada voltada à saúde mental indígena”.

Nesse aspecto, a academia tem papel fundamental. A universidade, na sua visão, deve atuar como um espaço de diálogo intercultural, valorizando os saberes tradicionais e fortalecendo a identidade indígena. Assim, torna-se um agente de transformação social, comprometido com a equidade e o respeito à diversidade.

Cuiabanos que inspiram: cinco personalidades que ajudaram a escrever a história da cidade

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Foto: Reprodução/Secom MT

A trajetória da capital mato-grossense, Cuiabá, está diretamente ligada à de pessoas que marcaram seu tempo e deixaram legados em diferentes áreas da cultura, política, literatura e costumes populares. Ao longo dos séculos, cuiabanos transformaram suas origens em símbolos de identidade regional, contribuindo para a construção de uma cidade rica em tradições e memórias.

As histórias desses cuiabanos seguem sendo transmitidas de geração em geração, preservando saberes, expressões culturais e modos de vida que definem a essência de capital. Em cada uma delas, há um pedaço da cidade e de sua gente — seja no trabalho, na arte, na fé ou na luta.

Os cuiabanos que se destacaram ao longo do tempo representam não apenas a história local, mas também o modo como a capital dialoga com o Brasil e com o mundo. Suas trajetórias revelam a força de um povo que valoriza as origens e mantém viva a cultura regional. A contribuição dessas personalidades reforça a importância dos cuiabanos que ajudaram a construir o patrimônio histórico e cultural da capital.

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Entre as figuras que marcaram esse caminho estão nomes reconhecidos nacional e internacionalmente. Da culinária à literatura, do folclore à política, cada um contribuiu para projetar a imagem de Cuiabá e reforçar sua importância na história do país.

Conheça algumas dessas personalidades cuiabanas que se tornaram referência e inspiração para novas gerações:

Dona Eulália

Nascida na zona rural de Cuiabá em 1934, Eulália da Silva Soares, conhecida como Dona Eulália, se tornou um dos maiores ícones da culinária cuiabana. Sua trajetória começou no bairro da Lixeira, onde passou a vender bolinhos de arroz, quitute que se tornaria símbolo da gastronomia regional.

De porta em porta, em frente de escolas e na Igreja São Benedito, ela conquistou o público com a receita tradicional. O sucesso a levou a abrir, no quintal de casa, um espaço dedicado à venda dos bolinhos — um ponto cultural e gastronômico da cidade.

Reconhecida pela autenticidade do sabor, Dona Eulália foi premiada diversas vezes pela Veja Comer & Beber Cuiabá entre 2017 e 2020. Sua dedicação ajudou a consolidar o bolinho de arroz como um patrimônio afetivo e culinário do estado.

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Foto: Emanoele Daiane Cruz

Dona Domingas e o Grupo Flor Ribeirinha

Natural da comunidade de São Gonçalo Beira Rio, Domingas Leonor da Silva, ou Dona Domingas, é a fundadora do Grupo Flor Ribeirinha, uma das mais importantes expressões culturais de Mato Grosso. O grupo atua há mais de três décadas no resgate e difusão das tradições do Siriri e do Cururu, danças típicas da região.

Saiba mais: Cururu, Chorado, Mascarados: conheça danças que fazem sucesso em Mato Grosso

O Flor Ribeirinha ultrapassou fronteiras e se tornou referência mundial, com títulos conquistados em festivais na Turquia (2017), Polônia (2021) e Bulgária (2022), além do tetracampeonato mundial no Cheonan World Dance Festival em 2024 na Coreia do Sul.

Dona Domingas também recebeu o título de Doutora Honoris Causa pela Universidade Federal de Mato Grosso e foi vencedora do Prêmio Nacional Mestre da Cultura Popular em 2018. Em 2025, o grupo foi oficialmente reconhecido como patrimônio histórico e imaterial de Cuiabá.

Manoel de Barros, um dos cuiabanos mais conhecidos do Brasil

O poeta Manoel Wenceslau Leite de Barros, nascido em Cuiabá em 1916, é considerado um dos maiores nomes da literatura brasileira e está entre os cuiabanos mais conhecidos do Brasil. Sua obra, profundamente marcada pelo Pantanal, explora a simplicidade e a força poética das pequenas coisas.

Autor de quase 30 livros, Manoel publicou seu primeiro em 1937, Poemas concebidos sem pecado, e o último em 2011, Escritos em verbal de ave. Recebeu diversos prêmios, entre eles o Jabuti, em 1990 e 2002, e o Prêmio Nacional de Literatura, em 1998.

Sua poesia foi traduzida para várias línguas e admirada em diferentes países. Até hoje, sua escrita inspira leitores e escritores pela forma singular como retrata a natureza e a linguagem popular do Centro-Oeste e dos cuiabanos.

Foto: Reprodução/Fundação Manoel de Barros

Eurico Gaspar Dutra

Entre os cuiabanos de destaque está também Eurico Gaspar Dutra, nascido em 1883, que teve papel marcante na história política do Brasil. Depois de atuar como ministro da Guerra no governo de Getúlio Vargas, foi eleito o 16º presidente da República, exercendo o mandato entre 1946 e 1951.

Durante seu governo, buscou fortalecer as relações diplomáticas do país, especialmente com os Estados Unidos, e apoiou o desenvolvimento de infraestrutura, com destaque para a construção da Via Dutra, que liga Rio de Janeiro e São Paulo.

Em homenagem a ele, o Estádio Presidente Dutra, conhecido popularmente como “Dutrinha”, tornou-se um dos principais palcos esportivos dos cuiabanos, com história que remete a partidas memoráveis e ao futebol cuiabano.

Mãe Bonifácia

Figura histórica e símbolo de resistência, Mãe Bonifácia foi uma mulher negra alforriada que viveu em Cuiabá no século 19. Poucos registros oficiais existem sobre sua vida, mas a tradição oral manteve viva sua memória.

De acordo com pesquisadores, Mãe Bonifácia orientava escravizados em fuga, indicando caminhos seguros e ensinando estratégias de sobrevivência. Era reconhecida por sua bondade e por práticas de cura com ervas e rezas.

Em sua homenagem, foi criado o Parque Estadual Mãe Bonifácia, inaugurado em 2000, com 77 hectares de área verde e trilhas que preservam parte da vegetação nativa da capital. A história da curandeira também inspirou um longa-metragem que será filmado em Mato Grosso.

Imagem colorida mostra vista aérea do Parque Estadual Mãe Bonifácia
Foto: Athaide/ Wikimedia Commons

Conheça duas folhas nativas da Amazônia usadas em banhos energéticos

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Foto: Reprodução/Instagram-@aseviamao

Comer uva embaixo da mesa para atrair amor, pular sete ondas no réveillon para renovar as energias ou acender velas para fazer pedidos. Para algumas pessoas podem ser apenas superstições, mas para outras, são práticas carregadas de significado, fé e ancestralidade. Entre essas tradições, os banhos energéticos ocupam um lugar especial.

O banho de ervas é uma prática ancestral utilizada há séculos em diferentes povos e religiões, como o Candomblé e a Umbanda, e seu objetivo busca promover limpeza energética, proteção espiritual, equilíbrio emocional e fortalecimento da fé.

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A mãe de santo Jucélia de Yemanjá compartilha o uso de duas folhas nativas da Amazônia muito presentes nos banhos energéticos e de descarrego: o cipó-alho e o peão roxo. Confira:

Cipó-alho

O cipó-alho (Mansoa alliacea) é uma trepadeira nativa das florestas tropicais amazônicas, e seu nome popular vem do forte aroma de alho que suas folhas e ramos exalam quando são amassados ou triturados.

“Para fazer o banho de descarrego, eu uso muito o cipó-alho, para a gente trazer toda aquela descarga”, explica a mãe de santo.

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Banhos de ervas
O Cipó-alho é uma planta da vegetação nativa da Amazônia fácil de ser encontrada e utilizada em banhos energéticos. Foto: Carlos Alberto Moraes/Divulgação/Embrapa

Peão roxo

Outra planta citada por Jucélia é o peão roxo, um arbusto que pode chegar a até cinco metros de altura, com ramos e folhas arroxeadas e pilosas.

A planta possui seiva leitosa e tóxica, o que exige cuidado em seu manuseio, e flores da mesma tonalidade roxa.

Foto: Dick Culbert

“Muita gente não sabe para que serve, mas ele serve também para descarga, e pode ser encontrada na rua”, explica a mãe de santo. 

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Banhos energéticos

Antes de tomar os banhos, a mãe de santo alerta para a preparação espiritual e corporal que deve ser feita: 

“Na hora de fazer o banho, se for um banho de descarga deve se pensar em todas as negatividades que devem ser tiradas, depois tomar um banho comum do dia a dia, e em seguida realizar o banho atrativo, pois não adianta nada sem banho atrativo”.

De acordo com a mãe Jucélia, mesmo que você tome um banho atrativo deve procurar uma forma de conseguir aquilo que deseja atrair. “O banho traz as atrações, mas ele não vai bater na tua porta e dizer ‘tô aqui!’. Não é desse jeito, tem que procurar”, explicou.

Banho de descarrego 

Jucélia de Yemanjá explica que o banho mais comum é aquele que utiliza uma ‘tampinha’ de amônia diluída na água com sal grosso. Na preparação, deve-se macerar as folhas na água para retirar o sumo, misturar e deixar descansar uns minutinhos antes de se banhar. 

“Depois de misturar tudinho direitinho, se toma o banho do pescoço para baixo. Esse é um banho que todo mundo toma, porque é prático”, explicou. 

Banho atrativo 

Segundo a mãe de santo, existem diversos banhos atrativos, e neles se usam essências, ervas, grãos, como sementes de girassol, cravinho, folha de louro e canela.

“A gente pega essas folhas secas, faz uma fervura com elas, coa e espera esfriar. Esse banho se toma da cabeça para baixo”, explicou. 

*A entrevista completa com a mãe Jucélia de Yemanjá foi ao ar no programa Galeria, do canal Amazon Sat.

Aplicativo com jogo educativo é criado por professora e estudantes no Amazonas

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Professora e estudantes contaram com apoio do Governo do Amazonas. Foto: Juliana Viana Barbosa

Um projeto desenvolvido por estudantes do ensino fundamental no Amazonas criou um aplicativo que reúne conhecimentos das áreas de Ciências Humanas, Ciências da Natureza, Matemática e Linguagens.

O projeto foi estruturado de acordo com as competências da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e atendeu aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030, especificamente aqueles relacionados à Educação de Qualidade (ODS 4); Indústria, Inovação e Infraestrutura (ODS 9); e Parcerias e Meios de Implementação (ODS 17).

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Intitulado ‘Uma jornada de inovação na Escola Municipal Professor Álvaro César de Carvalho: construção de um jogo educativo na plataforma MIT App Inventor’, o projeto foi coordenado pela pesquisadora, professora e mestre em Biotecnologia, Juliana Viana Barbosa de Souza, e apoiado pelo Governo do Amazonas, por meio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), no âmbito do Programa Ciência na Escola (PCE).

A criação do aplicativo também auxiliou os alunos na preparação para a avaliação nacional do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb), realizada pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).

Para a coordenadora, o app promoveu a inclusão digital e fortaleceu a autoestima e o protagonismo dos alunos.

“Ao integrar ciência e tecnologia à realidade amazônica, o projeto contribuiu para reduzir desigualdades educacionais, valorizar a cultura local e estimular a inovação social dentro da escola pública”, ressaltou Juliana Vieira.

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Aplicativo ‘Curumim QuizQuest’

O app ‘Curumim QuizQuest’ foi desenvolvido em Manaus na Escola Municipal Professor Álvaro César de Carvalho, e no Centro Integrado Municipal de Educação (Cime) Senador Artur Virgílio do Carmo Ribeiro Filho, instituições de ensino localizadas na Zona Leste da capital.

O app foi realizado com o uso da ferramenta MIT App Inventor, uma plataforma de código aberto do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) e do Google, que permite a personalização de aplicativos, e interface gráfica que proporciona aos usuários a criação de aplicativos sem a exigência de conhecimento prévio em sistemas de programação.

A coordenadora Juliana Vieira explica que o aplicativo foi criado para ser intuitivo e de fácil navegação, e que a experiência da criação dessa ferramenta proporcionou aos estudantes no 9° ano do Ensino Fundamental uma introdução ao processo de desenvolvimento de futuros projetos científicos, incluindo conhecimentos sobre design experimental, coleta e análise de dados, e comunicação de resultados.

“Este projeto demonstrou que a escola pública amazônica pode ser um espaço de inovação e produção tecnológica. Além disso, consolidou uma rede colaborativa de professores e alunos, estimulando a continuidade de novas iniciativas de pesquisa e o fortalecimento da Formação Steam, com Ciência, Tecnologia, Engenharia, Artes e Matemática”, detalhou a professora.

A expectativa é de que, a longo prazo, o uso do aplicativo possa continuar a auxiliar os estudantes no desempenho em sala de aula, contribuindo para o fortalecimento da cultura digital e da inovação pedagógica na Educação Básica.

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Aplicativo com jogo educativo é criado por professora e estudantes no Amazonas
Foto: Juliana Viana Barbosa

*Com informações da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas

Programa de Incentivo Florestal na Amazônia peruana permitirá desenvolvimento de projetos em cinco regiões

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Foto: Divulgação/Agência Andina

O Serviço Nacional de Florestas e Silvicultura (Serfor) no Peru lançou a convocatória do Programa de Incentivos Florestais (PIF Bosques), uma iniciativa que permitirá o cofinanciamento de negócios ligados a produtos e serviços florestais em cinco regiões amazônicas do país. Isso beneficiará produtores, concessionários, comunidades nativas, micro, pequenas e médias empresas (MPMEs) e indivíduos do setor florestal, informou o Ministério do Desenvolvimento Agrário, setor ao qual a Serfor está vinculada.

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Este programa é implementado através do Programa de Florestas Produtivas Sustentáveis ​​(BPS) da Serfor e inclui um fundo não reembolsável destinado ao fortalecimento das cadeias de valor florestal, segundo critérios de sustentabilidade, gestão responsável e acesso aos mercados.

“Por meio desse mecanismo, buscamos fortalecer a economia local e melhorar a qualidade de vida das famílias que vivem e trabalham nas florestas, promovendo o uso responsável e sustentável”, disse Daniel Rivera, coordenador executivo do BPS.

Linhas de financiamento

O programa de incentivo inclui três linhas de financiamento:

  • A primeira destina-se a empresas madeireiras e abrange a gestão florestal, o processamento da madeira, a certificação florestal e os serviços ecossistêmicos, com cofinanciamento até 1.250.000 soles e um prazo máximo de implementação de 24 meses.
  • A segunda linha de crédito promove negócios não madeireiros, ligados ao uso sustentável de frutos, resinas, sementes e outros produtos florestais, com cofinanciamento de até 850 mil soles, também por um período de 24 meses.
  • A terceira linha de crédito é voltada para o acesso ao mercado e busca facilitar a participação dos produtores em feiras, rodadas de negócios e atividades de marketing, com um incentivo de até 134.620 soles e um prazo de 12 meses.

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programa incentivo florestal peru
Programa de incentivo foca em sustentabilidade. Foto: Divulgação/Agência Andina

Produtores de províncias prioritárias nas regiões de Loreto, Madre de Dios, Ucayali, Junín e Pasco, onde o Programa de Florestas Produtivas Sustentáveis ​​promove iniciativas produtivas com foco na sustentabilidade, poderão se candidatar a este projeto.

Requisitos a serem cumpridos

Entre os requisitos para se candidatar estão ter uma ideia de negócio, possuir um RUC (Número de Identificação Fiscal) ativo e válido, comprovar a propriedade ou o direito de uso da floresta — por meio de um título de propriedade comunitária ou contrato de concessão florestal — e ter documentos de gestão florestal atualizados, bem como autorização para estabelecimentos de produtos florestais. 

A formação de uma aliança estratégica para fortalecer a proposta também é necessária. Um aspecto fundamental do processo é o cumprimento do requisito de área mínima, que pode variar de 10.000 a 20.000 hectares, dependendo do tipo de entidade requerente e do programa de financiamento. Essa área pode ser credenciada individualmente, em grupos ou consolidada, permitindo que diferentes partes interessadas colaborem no acesso ao incentivo.

As candidaturas serão submetidas online através da plataforma SELIF, facilitando assim a participação de zonas remotas. O prazo para apresentação de candidaturas ao programa de incentivo no Peru termina a 27 de fevereiro de 2026.

Para obter mais informações, entre em contato pelo e-mail comunicacionesbosques@serforbps.gob.pe ou consulte as Diretrizes do PIF Bosques nos canais oficiais da Serfor e da Midagri.

*Com informações da Agência Andina