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Boa Vista fortalece a agricultura familiar com investimentos no campo

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A Prefeitura de Boa Vista já investiu R$ 76.892.028,17 no fortalecimento da agricultura familiar. Foto: Diane Sampaio/PMBV

Com investimentos estratégicos na agricultura de Boa Vista, a gestão municipal tem fortalecido o desenvolvimento rural, garantindo mais oportunidades aos produtores locais. Recentemente, a prefeitura atingiu a marca de R$ 76.892.028,17 investidos na agricultura familiar, reafirmando o compromisso em crescer junto com a população e transformar a realidade de quem vive e produz no campo.

As ações envolvem a aquisição de insumos agrícolas, máquinas e implementos, assistência especializada gratuita, incentivo à produção familiar, além da instalação de sistemas de irrigação fotovoltaica. De acordo com o secretário de Agricultura e assuntos indígenas, Cezar Riva, a prefeitura tem criado ambiente favorável para quem produz, gerando renda e agregando valor à produção local.

“Para fortalecer o setor de forma organizada, sustentável e a longo prazo, o Plano Municipal de Desenvolvimento do Agronegócio estabelece diretrizes claras, direcionando investimentos que possam reduzir custos operacionais para trabalhadores da zona rural. Do mesmo modo, as comunidades indígenas contam com apoio constante nas lavouras”, disse.

Leia também: Prefeitura inicia serviço de manutenção em mais de 80 escolas de Boa Vista

Com avanços consistentes, o Plano Municipal de Desenvolvimento do Agronegócio já alcança diretamente 1.986 famílias em Boa Vista. Foto: Fernando Teixeira/PMBV

Agricultura em expansão

O Plano Municipal de Desenvolvimento do Agronegócio (PMDA) vem apresentando avanços significativos, alcançando diretamente 1.986 famílias do município. As ações do programa têm fortalecido a geração de emprego e renda no campo. Desde sua implantação, foram contabilizados 4.435,2 hectares plantados. Além disso, 5.249,2 hectares passaram por preparo de solo.

As famílias da zona rural e das comunidades indígenas contam atualmente com importante suporte estrutural da gestão municipal. Ao todo, são 145 máquinas e implementos agrícolas disponíveis para atender os produtores. Somam-se a isso investimentos que ultrapassam R$ 7 milhões aplicados na aquisição e instalação de 156 sistemas de irrigação.

O PMDA já contabiliza 4.435,2 hectares plantados e 5.249,2 hectares com preparo de solo. Foto: Fernando Teixeira/PMBV

Também houve avanço na modernização do setor agrícola com a aquisição de dois drones agrícolas, que permitem o mapeamento detalhado das lavouras. Além disso, auxiliam no monitoramento de pragas e na aplicação localizada de insumos. Um equipamento ficou disponível na SMAAI e outro atendeu proposta de reinvestimento da Cooperativa Agropecuária dos Cinco Polos (Coopercinco).

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Nas comunidades indígenas, a prefeitura ampliou os investimentos em diferentes frentes produtivas. Projetos foram fortalecidos, como o Moro-Mori, voltado ao incentivo à piscicultura e ao aumento da produção. Máquinas, veículos e apoio direto à produção fizeram parte das ações. Essas iniciativas contribuem para a autonomia produtiva e o desenvolvimento sustentável das comunidades.

Projetos como o Moro-Mori fortalecem a piscicultura nas comunidades indígenas. Foto: Fernando Teixeira/PMBV

Ao longo do ano, a Secretaria Municipal de Agricultura e Assuntos Indígenas manteve presença constante junto aos produtores. Foram 3.748 atendimentos presenciais. As ações ocorreram tanto na sede administrativa quanto nas áreas rurais. O trabalho reforça a proximidade entre gestão e produtores. Essa atuação reafirma o compromisso com um desenvolvimento rural inclusivo e sustentável.

Entre as ações de maior destaque está a AgroBV 2025, consolidada como a Maior Feira da Agricultura Familiar de Roraima. O evento reuniu cerca de 75 mil visitantes. A programação atraiu produtores, empreendedores e o público em geral. Ao todo, foram movimentados aproximadamente R$ 100 milhões em negócios. A feira fortaleceu a economia local e valorizou a produção do município.

Após caso do Pico Paraná, guia dá dicas de segurança para quem busca trilhas no Amazonas

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As trilhas do Amazonas atraem turistas pela diversidade de cachoeiras e paisagens naturais. Mas, segundo especialistas, o ambiente amazônico exige atenção redobrada. Foto: Valter Calheiros

As trilhas do Amazonas atraem turistas pela diversidade de cachoeiras e paisagens naturais. Mas, especialistas alertam: o ambiente amazônico exige atenção redobrada. O terreno irregular, a alta umidade e a densidade da mata podem transformar passeios em situações de risco sem preparo adequado.

O alerta ganhou força após o caso de Roberto Farias Tomaz, de 19 anos. O jovem desapareceu por cinco dias, durante a descida da trilha do Pico Paraná, ponto mais alto do Sul do Brasil. Ele caminhou cerca de 20 quilômetros até encontrar uma fazenda e pedir ajuda.

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Uma trilha é um caminho demarcado em meio à natureza, utilizado para caminhadas, passeios ou práticas esportivas. Geralmente, ela atravessa áreas de floresta, rios e igarapés, permitindo contato direto com o ambiente natural. Além de lazer, as trilhas também são importantes para educação ambiental e turismo sustentável.

O guia de turismo e aventura Daniel Paulo, que atua em trilhas de Presidente Figueiredo no interior do Amazonas, disse ao Grupo Rede Amazônica que as trilhas podem ser perigosas para quem não tem experiência. Ele recomenda contratar guias credenciados.

“O ideal é contratar um guia local credenciado, que conheça os ‘sinais’ da floresta e saiba usar o GPS. Beba muito mais água do que o habitual, mesmo sem sentir sede. Leve eletrólitos ou bebidas isotônicas. Use roupas de tecido sintético (estilo dry-fit) que não retêm umidade e secam rápido”, explicou o guia.

Leia também: Presidente Figueiredo, o paraíso das cachoeiras no Amazonas

O profissional também orienta avisar familiares, amigos e até mesmo pessoas de um hotel que o trilheiro esteja hospedado e o horário previsto de retorno.

“Deixe avisado no hotel, com amigos ou com autoridades locais como o Centro de Atendimento ao Turista informando exatamente onde você vai e qual o horário máximo de retorno”, alerta

Segundo Daniel, em áreas sem sinal de celular, o protocolo é enviar alguém até o ponto mais próximo com comunicação para acionar os bombeiros. Com guia, há ainda plano de primeiros socorros e evacuação.

Presidente Figueiredo é uma cidade conhecida por trilhas e cachoeiras. Foto: Divulgação
Presidente Figueiredo é uma cidade conhecida por trilhas e cachoeiras. Foto: Divulgação

Outras dicas de segurança em trilhas são:

  • Planejamento prévio: conhecer distância e nível de dificuldade.
  • Acompanhamento profissional: contratar guias locais que dominam o percurso.
  • Equipamentos adequados: usar calçados próprios, levar kit de primeiros socorros e lanternas.
  • Comunicação: avisar familiares ou amigos sobre o trajeto e horário de retorno.
  • Clima: observar previsões meteorológicas, já que chuvas intensas tornam o caminho escorregadio.

*Por Lucas Macedo, da Rede Amazônica AM

Amazônia é destaque em seleção dos principais destinos de ecoturismo do Brasil para 2026

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Vivências sensoriais e conexão profunda com a natureza são o foco do turismo na Amazônia. Foto: Isadora Sá

A Região Amazônica foi apontada como a principal protagonista do turismo de natureza no país para o próximo ano. A plataforma PlanetaEXO divulgou nesta semana a seleção dos 15 destinos de ecoturismo no Brasil para se aventurar em 2026, garantindo a presença do bioma como ícone máximo da biodiversidade global.

A curadoria, que avalia critérios como experiência em meio à natureza, receptividade local e alinhamento com a conservação, reforça a vocação da Amazônia em liderar o mercado de turismo regenerativo. O reconhecimento chega em um momento de atenção global voltada para a região e em que o Brasil foi eleito Destino do Ano de 2026 pela revista Travel + Leisure.

Segundo Lucas Ribeiro, CEO do PlanetaEXO, visitar a Amazônia é a experiência mais transformadora que o turismo brasileiro pode oferecer.

“A Amazônia não é apenas um destino, é o coração do planeta. Nossa seleção para 2026 destaca a região porque ela oferece uma infraestrutura única, que vai dos hotéis de selva no Rio Negro (AM) às praias de rio no Tapajós (PA). São experiências que geram renda para as comunidades, valorizam a preservação do bioma e provam, na prática, que a floresta vale muito mais em pé,” afirma o executivo.

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A imensidão da maior floresta tropical do mundo vista de cima, Amazônia, cortada por seus rios sinuosos. Foto: Marcelo Bonifácio
A imensidão da maior floresta tropical do mundo vista de cima, cortada por seus rios sinuosos. Foto: Marcelo Bonifácio

Amazônia em destaque

A maior floresta tropical do planeta é um dos principais destinos de ecoturismo do mundo graças à grandeza da fauna e da flora. Turistas exploram a região de maneira consciente, com roteiros que abrangem trilhas ecológicas, passeios de barco e visitas a comunidades ribeirinhas, tanto no Amazonas quanto no Pará.

Por que visitar: Não há nada no mundo como a Floresta Amazônica. Dentro das áreas protegidas dos parques nacionais, o visitante conhece de perto a imensidão dos rios Negro e Solimões (AM) e as águas caribenhas de Alter do Chão e Rio Tapajós (PA). A experiência inclui contato com animais selvagens, como botos-cor-de-rosa, além de uma infinidade de árvores, plantas e flores.

Os destinos selecionados para 2026

Além do destaque amazônico, a curadoria do PlanetaEXO contempla os seguintes destinos:

Lençóis Maranhenses (MA)
Chapada Diamantina (BA)
Cambará do Sul (RS)
Jalapão e Serras Gerais (TO)
Chapada dos Veadeiros (GO)
Vale do Catimbau (PE)
Pantanal (MT/MS)
Nobres (MT)
Barra do Garças (MT)
Serra da Capivara (PI)
Trijunção (GO/MG/BA)
Ibitipoca (MG)
Abrolhos (BA)
Fernando de Noronha (PE)

Sobre o PlanetaEXO

O PlanetaEXO é uma plataforma de viagens especializada em ecoturismo, conectando viajantes de todo o mundo a experiências conduzidas por parceiros locais selecionados. Sempre visando impacto positivo, a empresa atua com foco em sustentabilidade, apoio às comunidades e jornadas profundas em alguns dos principais destinos naturais do Brasil. Mais informações: www.planetaexo.com

*Com informações do PlanetaEXO

Edital para dragagem de manutenção da Hidrovia do Rio Madeira é publicado pelo governo

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A dragagem no Rio Madeira garante a navegação segura, mantém o transporte de cargas e pessoas e assegura o abastecimento de comunidades e cidades da região, mesmo nos períodos de seca. Foto: Reprodução/DNIT

O Governo Federal publicou o edital de licitação para a contratação de empresa especializada na execução do Plano Anual de Dragagem de Manutenção Aquaviária (PADMA) da Hidrovia do Rio Madeira, uma das principais rotas logísticas da região Norte do país.

A iniciativa, publicada no dia 31 de dezembro, integra os investimentos do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC) e é coordenada pelo Ministério de Portos e Aeroportos (MPor), com execução técnica do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit).

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A ação visa fortalecer a navegação interior, com foco na garantia de melhores condições de trafegabilidade ao longo do ano, no aumento da segurança das operações de transporte aquaviário e na melhoria da logística de abastecimento da região Norte.

Para o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, na região Norte, manter as hidrovias funcionando significa garantir que cidades, comunidades e a economia local permaneçam conectadas.

“Essas ações evitam o isolamento, asseguram o transporte de mercadorias e serviços e geram oportunidades para quem vive e trabalha às margens do Rio Madeira, contribuindo para um desenvolvimento mais equilibrado e para a melhoria da qualidade de vida da população”.

A abertura das propostas está prevista para o dia 15 de janeiro de 2026, às 15h, exclusivamente pela plataforma do Governo Federal. As empresas interessadas podem acessar o edital por meio do Compras.gov.br e do Portal Nacional de Contratações Públicas (PNCP).

Leia também: Entenda como funciona a dragagem, técnica utilizada para garantir navegabilidade em rios

dragagem
Foto: Divulgação/Ministério da Infraestrutura

Dragagem

As intervenções previstas incluem serviços de dragagem em trechos estratégicos da hidrovia, especialmente na região de Porto Velho (RO), e abrangem áreas como o Furo Canal dos Anjos e o trecho entre a BR-230 e a foz do Rio Madeira. Os pontos são fundamentais para manter o rio navegável e assegurar o transporte de cargas essenciais, como alimentos, combustíveis e insumos básicos, que abastecem comunidades ribeirinhas e cidades da Amazônia.

A dragagem de manutenção também é necessária para evitar o acúmulo de sedimentos no leito do rio, que compromete a navegação. Com a execução dos serviços, as embarcações passam a operar com mais regularidade ao longo do ano, reduzindo riscos operacionais, ampliando a previsibilidade das viagens e contribuindo para a redução dos custos logísticos.

A expectativa é de que a iniciativa contribua para o fortalecimento da economia regional e para a melhoria da qualidade de vida das populações que dependem do Rio Madeira como principal via de acesso e transporte.

*Com informações do Ministério de Portos e Aeroportos

Dia do Leitor: entre páginas e telas, hábito de ler resiste

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Dia do Leitor é celebrado em 7 de janeiro. Foto: Reprodução/Freepik

Abrir um livro. Virar a página. Fixar o olhar em palavras, frases e histórias. A leitura resiste as transformações digitais e até pega carona nela para se manter viva. Entre páginas e telas, nesta quarta-feira (7) é celebrado o Dia do Leitor, data que reforça a importância do hábito, seja no livro físico ou no digital.

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Para a professora de teatro em Manaus (AM), Anate Diniz, ler é guardar memória. Um hábito construído desde cedo que hoje atravessa a vida pessoal e profissional.

“A leitura sempre foi um crescimento pessoal pra mim. Não é só aprender pra ensinar alguém, é algo que transforma a gente por dentro. Eu gosto do livro físico, de pegar, virar as páginas, sentir o tempo da leitura. Isso cria uma conexão muito maior”.

Apesar disso, os livros digitais também ganham espaço. Hoje, celulares, tablets e computadores oferecem acesso rápido às histórias. Para a coordenadora editorial Neiza Teixeira, a tecnologia ajuda, mas exige dedicação.

“Muita gente diz que lê, às vezes até inventa que leu. Mas ler exige sentar, dedicar tempo e atenção. Hoje, o celular facilita: se você não sabe o significado de uma palavra, está ali ao alcance da mão. Antes era preciso recorrer ao dicionário pesado, como o Aurélio”, diz.

Dia do leitor, clube do livro amazonas
Clube do Livro ajuda a manter hábito da leitura em dia. Foto: José Lima/Rede Amazônica AM

Leitores mudam de hábito com a tecnologia

Mas nem sempre o acesso se transforma em hábito. Segundo a pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, publicada em 2024, apenas 40% da população do Amazonas é considerada leitora. A falta de tempo é o principal motivo apontado por quem lê pouco ou deixou de ler.

Mesmo com os desafios, a leitura resiste. Em livrarias do Centro de Manaus, os livros continuam sendo folheados e levados para casa. Além disso, clubes de leitura mantêm o hábito vivo e tornam a experiência coletiva.

Leia também: Hábito de ler: jovens amazônidas contam como hobby se tornou estilo de vida

“Quando a leitura é compartilhada, ela se torna mais possível dentro da rotina”, afirma Marjorie Tavares, coordenadora de um clube do livro.

A produção local também segue ativa. Autores amazonenses continuam publicando obras e ampliando o acesso às histórias.

Para a escritora Giulietta Carvalho, o papel do leitor é essencial: “Seja no papel ou na tela, ler ainda é um ato de escolha. Um tempo que a gente decide guardar”.

No Dia do Leitor, fica o convite: abrir um livro, virar a página e descobrir novos mundos, como lembra Neiza Teixeira. “Se você quer conhecer o mundo, leia. Kant, por exemplo, nunca saiu da cidade onde nasceu, mas viajou o mundo inteiro por meio da leitura”.

*Por Catiane Moura, da Rede Amazônica AM

MPF solicita ao Ibama e Petrobras informações sobre vazamento na foz do Amazonas

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Foto: Victor Moriyama/Greenpeace

O Ministério Público Federal (MPF) no Amapá publicou uma nota solicitando informações ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e à Petrobras sobre vazamento de substância ocorrido no último fim de semana na bacia Foz do Amazonas.

Leia também: Estudo da Nature Sustainability aponta riscos na exploração de petróleo na foz do rio Amazonas

Os ofícios foram enviados nesta terça-feira (6), logo após a veiculação das primeiras notícias pela imprensa.

instituto é pensado para estudar foz do amazonas
Imagem: Reprodução/Google Maps

Urgência no parecer sobre a situação na foz

Nos documentos, o MPF requisita que, com urgência, o Ibama e a Petrobras prestem informações sobre o ocorrido e encaminhem ao órgão documentos acerca do assunto. Foi fixado prazo de 48 horas para respostas ao MPF.

A medida foi adotada no âmbito do inquérito civil instaurado em 2018 para apurar a regularidade do licenciamento ambiental do Ibama relativo ao empreendimento da Petrobras.

*Com informações do MPF

Amazonas registra redução da dengue, mas casos de chikungunya crescem 290% em 2025 

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Boletim aponta redução de 41% nos casos de dengue e de 71% nos óbitos em 2025, mas reforça alerta para o período sazonal de maior transmissão no Amazonas. Foto: Divulgação /FVS-RCP

Com redução de 41% nos casos confirmados de dengue e de 71% nos óbitos em 2025, em comparação a 2024, a Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas – Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP) divulgou no dia 5 de janeiro a atualização do Boletim Epidemiológico de Arboviroses. O documento apresenta o panorama atualizado das principais arboviroses em circulação no estado.

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Apesar da redução expressiva, a dengue permanece como a arbovirose de maior magnitude no Amazonas, com o registro de 4.667 casos confirmados em 2025. O boletim aponta, no entanto, ampliação da dispersão territorial da doença, com casos confirmados em 28 municípios, especialmente nas regionais de saúde do Rio Juruá e do Alto Solimões.

O monitoramento laboratorial identificou predominância do sorotipo DENV1, além da circulação pontual de outros sorotipos, o que reforça a necessidade de vigilância contínua e acompanhamento permanente do cenário epidemiológico.

Ao avaliar os dados, a diretora-presidente da FVS-RCP, Tatyana Amorim, destaca que os resultados refletem o esforço conjunto das equipes de saúde e dos municípios, mas exigem atenção constante.

“Mesmo com a diminuição observada em 2025, é fundamental manter o monitoramento, fortalecer o controle do mosquito, ampliar a vacinação e engajar a população para evitar novos casos graves da doença”, afirma.

O diretor de Vigilância Epidemiológica da FVS-RCP, Alexsandro Melo, ressalta a vacinação como estratégia complementar essencial no controle da dengue. “Em 2025, foram distribuídas mais de 90 mil doses da vacina contra a dengue no Amazonas, com cerca de 130 mil doses aplicadas ao longo do ano, principalmente entre crianças e adolescentes. A ampliação da cobertura vacinal, aliada às ações de controle vetorial e à vigilância epidemiológica, contribui diretamente para a redução dos casos e da gravidade da doença no estado”, avalia.

Leia também: Dengue, Zika e Chikungunya: como identificar e se prevenir das doenças que aumentam no período chuvoso na Amazônia

Amazonas registra redução da dengue, mas casos de chikungunya crescem 290% em 2025 
Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

Chikungunya apresenta crescimento expressivo no Amazonas

Em relação à chikungunya, o boletim evidencia aumento expressivo no número de casos confirmados em 2025, com 156 registros distribuídos em 26 municípios do Amazonas, principalmente no interior do estado, o que representa crescimento de aproximadamente 290% em comparação a 2024, quando foram confirmados 40 casos.

E os casos de Zika apresentaram comportamento inverso, com redução de cerca de 68%, passando de 77 casos confirmados em 2024 para 25 em 2025, mantendo-se em níveis baixos e concentrados em poucos municípios.

No mesmo período, não houve registro de casos confirmados de febre do Oropouche em 2025, após 3.181 casos registrados em 2024, enquanto a febre do Mayaro apresentou redução superior a 50%, caindo de 122 casos confirmados em 2024 para 60 em 2025, com ocorrência pontual no estado.

Mais informações e a íntegra da análise epidemiológica podem ser consultadas no Panorama Epidemiológico das Arboviroses no Amazonas – Ano 2025.

*Com informações da FVS-RCP

Rios Negro e Solimões apresentam estabilidade em Manaus e Manacapuru 

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Níveis dos rios são monitorados pelo SGB. Foto: William Duarte/Rede Amazônica AM

Os rios Negro e Solimões apresentaram estabilidade dos níveis em Manaus e Manacapuru, no Amazonas, na última semana, segundo o 1º Boletim Hidrológico da Bacia do Amazonas de 2026, divulgado no dia 6 de janeiro pelo Serviço Geológico do Brasil (SGB). O comportamento é influenciado, principalmente, pelas condições de chuva registradas nas últimas semanas.

O Boletim de Monitoramento Hidrológico da Bacia do Rio Amazonas é divulgado às terças-feiras na plataforma do Sistema de Alerta Hidrológico.

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Na bacia do rio Negro, apesar da desaceleração no ritmo de subida, os níveis permanecem dentro da faixa de normalidade para o período. Atualmente, o nível do rio Negro em Manaus é de 21,96 metros, conforme registrado na estação de Ponta do Ismael.

“O que se observou em Manaus foi apenas o reflexo de um movimento de recessão pontual ocorrido no Alto Solimões a partir da segunda semana de dezembro. Na maior parte das estações, os níveis estão dentro do esperado para o período”, explica o pesquisador Andre Martinelli, gerente de Hidrologia e Gestão Territorial da Superintendência Regional de Manaus (SUREG-MA).

Encontro das águas dos rios Negro e Solimões. Foto: David Rego Jr.
Encontro das águas dos rios Negro e Solimões. Foto: David Rego Jr.

Na bacia do rio Solimões, os últimos 30 dias foram marcados por uma descida acumulada de cerca de 3,20 m em Tabatinga. Antes, os níveis estavam acima do esperado para o período e, com a descida, os valores estão próximos ao limite inferior da faixa de normalidade. A cota observada no município é de 6,66 m. Em Manacapuru (AM), o nível está em 13,24 m e já é observada a estabilidade dos níveis.

De acordo com os prognósticos meteorológicos, há previsão de chuvas com anomalia positiva no Alto Solimões nas próximas duas semanas. Esse cenário tende a favorecer a retomada do processo de enchente dos rios, típico desta época do ano.

Na bacia do rio Branco, o rio segue em processo de vazante, com redução no ritmo das descidas diárias nos municípios de Boa Vista (RR) e Caracaraí (RR). As estações de monitoramento indicam níveis dentro do esperado para o período. No entanto, os prognósticos apontam chuvas abaixo da média na região para as próximas semanas, o que exige atenção. Em Boa Vista, o nível atual do rio Branco é de 1,30 m e em Caracaraí de 2,06 m.

Na bacia do rio Purus, o rio Acre, em Rio Branco (AC), está com níveis elevados e permanece acima da faixa de normalidade, com cota de 10,77 m. Em Beruri (AM), o comportamento do rio está associado à influência do rio Solimões, mantendo níveis compatíveis com o período. A cota registrada no município é de 14,58 m.

Na bacia do rio Madeira, o rio segue em processo de enchente, com elevações médias diárias de aproximadamente 25 cm em Humaitá (AM) e 18 centímetros em Porto Velho (RO). Os níveis são considerados elevados para a época. Em Porto Velho, a cota atual é de 12,5 m e, em Humaitá, de 19,79 m.

Os dados do SGB indicam ainda estabilidade dos níveis ao longo do rio Amazonas, em resposta direta ao comportamento observado no rio Solimões, com valores próximos às médias históricas. As cotas observadas são: 8,59 m em Itacoatiara (AM); 3,78 m em Parintins (AM); 3,88 em Óbidos (PA); e 3,61 m em Almeirim (PA).

Leia também: Seca fora de época: rios secos prejudicam transporte em municípios do Amazonas

Monitoramento dos rios

O monitoramento dos rios é feito a partir de estações, que fazem parte da Rede Hidrometeorológica Nacional (RHN), coordenada pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA). O SGB opera cerca de 80% das estações e gera informações que apoiam os sistemas de prevenção de desastres, a gestão dos recursos hídricos e pesquisas.  As informações estão disponíveis na plataforma SACE e são atualizadas diariamente. 

*Com informações do SGB

Entremet de açaí e cupuaçu: aprenda a fazer essa sobremesa que une sabores amazônicos 

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Entremet de açaí e cupuaçu. Foto: Reprodução/Rede Amazônica Acre

De origem francesa, o “entremet” é um doce que tem ficado cada vez mais popular no Brasil e, também, na Amazônia. É basicamente uma mousse com camadas internas de recheios, uma base de bolo e geralmente finalizada com uma glaçagem brilhante e bem espelhada.

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A sobremesa, apesar de ter nascido na Europa, ganha versões quando encontra outras culturas e, na Amazônia, sabores de frutas regionais tem sido incorporados ao doce por chefs da região. Aprenda a receita ensinada pelo padeiro artesanal no Acre, Ricardo Nery:

Entremet de açaí e cupuaçu

Ingredientes:

Recheio de cupuaçu

  • 200g de polpa de cupuaçu
  • 70 ml de água
  • 30g de açúcar
  • 250g de chocolate branco

Ganache de açaí

  • 250g de polpa de Açaí
  • 500g de creme de leite fresco
  • 250g de chocolate branco

Modo de preparo

Primeiramente, reduza a acidez do cupuaçu com água e açúcar. Depois, aplique o cupuaçu reduzido em um recipiente com o chocolate (pode ser o de sua preferência) e adicione metade do creme de leite. Em seguida, misture com processador ou liquidificador. E o recheio do entremet está pronto.

Depois, coloque em uma forma de silicone o recheio de cupuaçu, por 8h/12h, dentro do congelador ou freezer.

Para fazer a base do entremet, reduza a acidez do açaí, aplique metade do creme de leite fresco e misture até ferver. Após esse procedimento, acrescente o chocolate na panela. Misture, coloque o restante do creme de leite fresco e espere esfriar um pouco.

Coloque em um recipiente e guarde no congelador, por um período de 12h. É preciso deixar bem gelado para endurecer o creme de leite.

entremet
Entremet congelado. Foto: Reprodução / Rede Amazônica Acre

Hora de montar o entremet: bata a base de açaí congelada em uma batedeira e espere a massa ficar um pouco mais densa. Pegue uma forma de silicone ou um pote de preferência. Coloque até a metade para depois aplicar o recheio de cupuaçu e em seguida complete com o resto.

Finalização:

Tire da forma de silicone e, em seguida, espete o doce em um palito e enrole o doce em uma ganache de sua preferência.

Amazonas registra menor número de focos de calor em 23 anos de monitoramento

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Ao longo do ano, o Amazonas contabilizou 4.545 focos, entre janeiro e dezembro. Foto: Nilmar Lage/Greenpeace

Em 2025, o Amazonas registrou o menor número anual de focos de calor desde o início da série histórica do atual sistema de monitoramento do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Ao longo do ano, o estado contabilizou 4.545 focos, entre janeiro e dezembro.

A Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema) e o Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) monitoram e analisam os dados diariamente para orientar políticas ambientais e ações de combate em campo.

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Pela primeira vez em 23 anos de acompanhamento contínuo, iniciado em 2002, o total anual ficou abaixo de 5 mil registros, estabelecendo um recorde histórico de redução das queimadas no estado. O resultado também reflete a ampliação da presença permanente do Corpo de Bombeiros em áreas críticas.

Para o secretário de Estado do Meio Ambiente, Eduardo Taveira, a redução expressiva resulta da combinação entre fatores climáticos e investimentos em estrutura, tecnologia e integração entre órgãos estaduais. Segundo ele, o apoio do Fundo Amazônia e de parceiros internacionais, como o KfW, foi decisivo para fortalecer a capacidade operacional do estado.

“Ampliamos a presença do Corpo de Bombeiros em mais de 90% dos municípios críticos. Essa atuação integrada tem permitido respostas rápidas, prevenção ao desmatamento ilegal e colocou o Amazonas entre os estados com menor participação nos focos de calor da Amazônia”, destacou o secretário.

Os dados mostram que os registros de 2025 representam uma redução de 82,18% em relação a 2024, quando o estado contabilizou 25.499 focos — a maior queda desde o início da série histórica.

Para o diretor-presidente do Ipaam, Gustavo Picanço, o resultado reforça a importância do monitoramento contínuo e do uso de informação técnica na tomada de decisões.

“O acompanhamento diário dos dados do Inpe, aliado à análise das áreas mais suscetíveis e ao direcionamento das ações de fiscalização preventiva, permitiu reduzir ocorrências e evitar a formação de novos focos em regiões sensíveis. O trabalho integrado das instituições envolvidas tem sido fundamental para consolidar esse resultado”, afirmou.

Leia também: Governo do Amazonas registra em novembro o menor número de focos de calor desde 2021

calor em manaus, amazonas
Foto: Clarissa Bacellar/Portal Amazônia

Com esse desempenho, o Amazonas ocupou a 5ª posição no ranking de focos de calor entre os estados da Amazônia Legal, respondendo por apenas 6% do total registrado na região.

Do total de ocorrências em 2025:

  • 704 focos (15,49%) ocorreram em áreas de gestão direta do estado;
  • 2.788 focos (61,34%), em áreas federais;
  • 1.053 focos (23,17%), em vazios cartográficos.

Avanços no Amazonas

Em 2025, o Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM) dobrou o número de municípios com presença da corporação, passando de 11 para 22 cidades.

Os novos municípios receberam viaturas Auto Bomba Tanque (ABT), com capacidade para 10 mil litros de água, além de equipamentos e efetivo militar, por meio dos Grupamentos Integrados de Combate a Incêndio e Proteção Civil (GCIP), implantados em parceria com as prefeituras.

“A presença do Corpo de Bombeiros com estruturas novas, com Bombeiros Militares, em um trabalho coordenado com as prefeituras, dá ao poder público uma capacidade de resposta muito expressiva, o que resulta na redução dos números”, concluiu o comandante-geral do CBMAM, coronel Orleilso Muniz.

*Com informações da Rede Amazônica AM