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SGB aponta que cheia de 2025 em Manaus não deve ultrapassar recorde histórico

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Evento contou com órgãos responsáveis pela cheia do Amazonas. Foto: Lucas Macedo/Rede Amazônica AM

Após uma seca histórica, a cheia de 2025 em Manaus (AM) não deve atingir o recorde de 2021, quando o Rio Negro alcançou 30,02 metros. A previsão faz parte do primeiro alerta do Serviço Geológico do Brasil (SGB), divulgado nesta sexta-feira (28), que apresenta estimativas para os rios Negro, Solimões e Amazonas.

Leia também: Rios da bacia do Amazonas têm menor nível da história em 2024, aponta análise da InfoAmazonia

O SGB emite três alertas ao longo da cheia, sempre no final dos meses, sendo os próximos em abril e maio. Na maior parte do estado, os níveis devem se manter dentro da normalidade, com exceção do sul do estado.

De acordo com o Serviço Geológico do Brasil, o monitoramento do Rio Negro é feito com base em cotas de medição, tomando como referência a última cheia recorde. Confira a classificação:

🔴 Cota máxima registrada (2021): 30,02m
🟠 Cota de inundação severa: 29,00m
🟡 Cota de inundação: 27,50m
⚪ Cota de alerta: 27,00m

Nesta sexta-feira (28), o Rio Negro marcou 25,91 metros, de acordo com a medição do Porto de Manaus, que monitora os níveis das águas desde 1902. O Serviço Geológico do Brasil (SGB) prevê que a cheia na capital do Amazonas atinja 28,68 metros, um nível entre a cota de inundação (27,5 metros) e a cota de inundação severa (29,9 metros).

O SGB também estima que a probabilidade de inundação severa é de 30%, enquanto as chances de superar o recorde de 30,02 metros são de apenas 1%.

Para abril, a Prefeitura de Manaus já planeja ações para mitigar os efeitos da cheia na capital, com foco especial nos bairros Educandos e São Jorge. A Defesa Civil Municipal destacou que a construção de pontes está entre as principais medidas previstas.

Rio Amazonas

Para o Médio Amazonas, em Itacoatiara, o SGB prevê que o nível do rio atinja 14,32 metros até o final do período chuvoso (novembro a março), ficando abaixo da cota histórica de 14,98 metros. Nesta sexta-feira (28), o rio estava com 12,48 metros.

Rio Solimões

No Rio Solimões, a previsão é que o nível chegue a 19,47 metros, sem superar a cota histórica de 20,28 metros. Em Manacapuru, o Solimões registrou 16,55 metros nesta sexta-feira (28).

Previsão de normalidade para o 2º Alerta de Cheia

O pesquisador de geociência do SGB, André Martinelli, destacou que, segundo o monitoramento do órgão, a tendência para este ano é de normalidade, sem grandes cheias no estado.

“Na verdade, o que a gente observa é uma tendência para normalidade, uma climatologia típica. Então, descartamos uma grande enchente. Observamos chuvas acima da média em fevereiro e março, e a previsão é de que isso continue em abril e maio. Porém, em janeiro, tivemos chuvas abaixo do esperado, então este ano a tendência é de uma cheia normal”, explicou o pesquisador.

Cenário atual

De acordo com a Defesa Civil do Amazonas, 23 municípios do estado estão em estado de alerta, com oito em estado de atenção e três em estado de emergência, incluindo o município de Humaitá. No dia 19 de março, a prefeitura da cidade decretou situação de emergência após o Rio Madeira atingir 23,19 metros, ficando apenas 2,44 metros abaixo da cota histórica registrada no município.

“Teremos uma cheia leve a moderada este ano”, afirmou o secretário adjunto da Defesa Civil, coronel Clóvis Araújo.

Apesar disso, um levantamento feito pelo Grupo Rede Amazônica indicou que cinco dos seis principais rios do Amazonas já ultrapassaram os níveis registrados na mesma data do ano anterior. A situação contrasta com o cenário de 2024, quando o estado enfrentou um colapso ambiental histórico devido a uma seca extrema, pelo segundo ano consecutivo, como explicou o pesquisador e meteorologista Leonardo Vergasta.

“Basicamente, os eventos de seca e cheia na bacia amazônica estão relacionados principalmente com os modos de variação oceânica. No entanto, destaco que o efeito do desmatamento desordenado pode agravar fenômenos, especialmente os relacionados à seca”, relatou Vergasta.

Por Daniel Landazuri e Lucas Macedo, da Rede Amazônica AM

26ª edição do Festival Amazonas de Ópera acontece entre abril e maio em Manaus; veja a programação

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Foto: Marcio James/SEC-AM

A 26ª edição do FAO, o Festival Amazonas de Ópera, divulgou sua programação para a edição de 2025. Entre 15 de abril e 18 de maio, os palcos do Teatro Amazonas e do Centro Cultural Palácio da Justiça receberão três óperas, três concertos e dois recitais.

O festival conta com a direção artística o maestro Luiz Fernando Malheiro. Os ingressos estarão disponíveis a partir do dia 1º de abril, na bilheteria do Teatro Amazonas e também pelo site shopingressos.com.br.

Confira a programação:

Teatro Amazonas

Dias 15, 17 e 19, às 19h
La Vorágine
João Guilherme Ripper
(Ópera Binacional Colômbia – Brasil)

Dias 25 e 27, às 19h
La bohème
Giacomo Puccini (ópera em concerto)

Dia 26, às 19h
Innocenti Amori
Cantatas e árias do século XVIII

Centro Cultural Palácio da Justiça

Dia 20, às 19h
Recital Bradesco I
Belcanto

MAIO

Teatro Amazonas

Dia 1°, às 19h
Concerto Lírico

Dia 3, às 19h
Oca a La Rossini

Dias 14, 16 e 18, às 19h
As bodas de Fígaro
Wolfgang Amadeus Mozart

Centro Cultural Palácio da Justiça

Dia 17, às 19h
Recital Bradesco II
Canções Brasileiras

O Festival Amazonas de Ópera é viabilizado pela Lei Federal de Incentivo à Cultura – Lei Rouanet, com apoio de Innova e Swarovski, patrocínio do Bradesco e realização do Fundo do Festival Amazonas de Ópera e GOverno do Amazonas, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Amazonas.

Estudo analisa floração de cianobactérias em 3 praias no Pará

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Coleta de amostras de água em Alter do Chão. Foto: Divulgação/Acervo da pesquisa

A Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa) divulgou relatório técnico com os resultados das análises da concentração de microcistinas (toxina de cianobactérias) e da abundância de cianobactérias presentes nas águas das praias de Ponta de Pedras e Alter do Chão (em Santarém) e Pindobal (em Belterra), situadas na margem direita do rio Tapajós.

A ação investigou uma floração de cianobactérias ocorrida em janeiro deste ano, quando uma densa massa verde foi identificada nessas praias, causando preocupação na população.

Saiba mais: Conheça Alter do Chão, a vila de Santarém chamada de “Caribe brasileiro”

O estudo foi realizado por meio do projeto Águas do Tapajós, coordenado pela pesquisadora Dávia Talgatti, do Campus Oriximiná da Ufopa. A análise da água coletada mostra que as florações foram formadas predominantemente por cianobactérias (filo Cyanobacteria) das ordens Chroococcales e Nostocales.

Os parâmetros limnológicos analisados apresentaram variações dentro dos padrões esperados para o rio Tapajós, indicando condições relativamente estáveis de balneabilidade e preservação da fauna aquática das praias em que foram colhidas as amostras.

No entanto, a presença de florações de cianobactérias sinaliza alterações na qualidade da água, evidenciadas pelas concentrações de microcistinas detectadas e pela quantidade de indivíduos do grupo das cianobactérias.

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“Embora os valores observados estejam abaixo do limite recomendado para águas recreacionais segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), eles ultrapassam o limite estabelecido para consumo humano, indicando potenciais riscos à saúde das populações ribeirinhas que utilizam a água para consumo, banho e outras atividades domésticas”, destaca o relatório.

Riscos à saúde humana e impactos ecológicos

As concentrações de microcistinas (MCs) nas praias de Ponta de Pedras, Alter do Chão e Pindobal estão dentro do limite de segurança para águas recreacionais recomendado pela OMS, porém dentro do nível de alerta 1.

É necessário que a população fique atenta a possíveis formações mais densas de cianobactérias, que poderiam vir a formar maiores concentrações de MCs. No artigo Recomenda-se evitar atividades que podem favorecer a ingestão de água pela boca e pelo nariz, especialmente crianças.

Coleta de amostras de água em Alter do Chão. Foto: Divulgação/Acervo da pesquisa

O estudo reforça que, sob a perspectiva recreacional, essas águas não representam um risco imediato para turistas e banhistas, mas evidenciam uma preocupação significativa quando se considera o uso dessa água para consumo humano – uma realidade comum entre as comunidades ribeirinhas da região.

O estudo

O estudo foi feito por professores, técnicos e alunos do Laboratório de Águas e Plantas da Amazônia (Lapam), situado no Campus Oriximiná, e do Laboratório de Estudos de Impactos Ambientais (Leia), situado no Campus Santarém, ambos da Ufopa.

“Os dados discutidos no relatório técnico estão diretamente relacionados à ocorrência de uma floração de cianobactérias registrada no dia 6 de janeiro de 2025, um evento de grande relevância para a qualidade da água na região”, afirma o técnico do Leia, Fernando Abreu Oliveira.

A pesquisa buscou compreender a extensão e os impactos dessa floração, avaliando a presença de toxinas associadas e seus possíveis efeitos ambientais e à saúde pública. Além disso, o relatório destaca a importância do monitoramento contínuo e sugere medidas para a mitigação dos riscos decorrentes desse fenômeno.

“Os resultados obtidos oferecem informações essenciais para o desenvolvimento de estratégias de gestão ambiental, prevenção da contaminação e mitigação dos impactos associados à proliferação de cianobactérias. Assim, esse estudo busca contribuir diretamente para a formulação de políticas de conservação e para a segurança hídrica das comunidades locais e visitantes do rio Tapajós”, explica Mayerly Alexandra Guerrero Moreno, doutoranda do Programa de Pós-graduação em Sociedade, Natureza e Desenvolvimento (PPGSND) da Ufopa.

Confira mais detalhes da análise: Relatório Técnico: Análise de microcistinas nas águas das praias de Ponta de Pedras, Alter do Chão (Santarém – PA) e Pindobal (Belterra – PA)

*Com informações da Ufopa

Nova espécie de imbaúba descoberta em Manaus é classificada como vulnerável

Foto: Daniel Praia Portela de Aguiar/Acervo pessoal

A biodiversidade da Amazônia tem uma nova representante. Uma nova espécie do gênero Cecropia, que reúne árvores chamadas localmente de imbaúbas ou imbaubeiras, foi identificada em Manaus (AM). Batizada de Cecropia manauara, é a décima espécie do gênero identificada na Amazônia Central e está descrita em artigo publicado na revista Acta Botanica Brasilica nesta sexta (28).

O trabalho envolveu pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), do Instituto de Pesquisas Ambientais de São Paulo (IPA) e instituições parceiras. A equipe avaliou o status de conservação da Cecropia manauara seguindo os critérios da União Internacional de Conservação da Natureza (IUCN).

A raridade dessa nova espécie pode estar ligada à sua baixa densidade populacional e ao fato de crescer em regiões de rápida urbanização. Além disso, o acesso limitado por estradas pode ter dificultado seu registro em outras localidades.

A descoberta foi realizada durante um levantamento das espécies de imbaúbas em Manaus conduzido por Daniel Praia Portela de Aguiar, agente técnico-engenheiro florestal do Ministério Público do Estado do Amazonas, para a produção de um guia de identificação das espécies do gênero Cecropia da cidade. Entre os exemplares coletados, um indivíduo chamou a atenção por apresentar um conjunto de características que não se encaixavam em nenhum táxon descrito.

“Quando iniciamos a coleta de materiais para o livro não tínhamos a pretensão de descobrir espécies novas, pois acreditávamos que as imbaúbas, por serem árvores bastante comuns e relativamente fáceis de serem acessadas, já eram bem delimitadas na literatura”, conta Praia.

Para confirmar a C. manauara como uma nova espécie, os cientistas usaram um método taxonômico integrativo, analisando cerca de 5.750 amostras de Cecropia em herbários e realizando expedições de campo em trechos de floresta nativa na região de Manaus entre 2018 e 2021. As amostras foram comparadas com espécies conhecidas, considerando características como folhas, flores, indumento (presença de pelinhos) e frutos. Além disso, foram realizadas análises genéticas para comparar o DNA da planta com outras espécies próximas. A confirmação veio com o sequenciamento molecular conduzido em São Paulo por André Gaglioti, do IPA.

O achado é ainda mais significativo considerando que a última espécie de imbaúba foi descrita há mais de duas décadas, em 2002, nos Andes Peruanos. Além da Cecropia manauara, mais duas novas espécies de Cecropia foram identificadas durante o levantamento e estão em processo de descrição taxonômica.

A nova espécie é uma imbaúba de 10 a 20 metros de altura, folhas grandes chegando a até 55 centímetros de largura e divididas em oito a nove segmentos que se abrem como uma mão, característico do gênero. Com relação à morfologia, Praia explica que a C. manauara não tem uma característica que se destoa das demais. Mas, ao olhar para o conjunto é possível perceber que ela forma um padrão que não se encaixa perfeitamente em nenhuma outra espécie da região. Ou seja, cada pedaço da C. manauara pode ser encontrado em outras imbaúbas – mas quando combinados, tornam a espécie única.

Embora apenas duas amostras tenham sido coletadas dentro de áreas protegidas, outras reservas podem ser fundamentais para sua conservação.

“A descoberta de C. manauara ressalta a urgência de conservação dos fragmentos de floresta nativa encontrados em área urbana assim como a formação de mais especialistas em Cecropia. Esperamos que a publicação dessa nova espécie contribua para despertar o interesse e valorização do gênero”, finaliza Praia.

DOI: https://doi.org/10.1590/1677-941X-ABB-2023-0159

*O conteúdo foi originalmente publicado pela Agência Bori

Portal Amazônia responde: o que são Parnas?

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Foto: Fernando Sette

Parna é a sigla de ‘Parques Nacionais’, locais delimitados com o intuito de preservar os ecossistemas naturais de grande importância ecológica. Em função disso, tornam-se fontes preciosas de pesquisas científicas. 

Essas áreas de conservação ambiental costumam ser procuradas por quem gosta de contato com a natureza e atividades ao ar livre, sendo também propícias ao ecoturismo.

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Assim, os parques nacionais são patrimônios históricos e de preservação. A Amazônia, segundo a World Wildlife Fund (WWF) – o Fundo Mundial para a Natureza), é a região que mais possui parques nacionais  preservados no país. 

De acordo com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), a visitação é permitida nesses locais conforme as condições do Plano de Manejo e normas do órgão administrador. A pesquisa científica necessita de autorização prévia, sujeita a condições e restrições estabelecidas. 

Curiosidades sobre os Parnas 

O Parque Nacional Montanhas do Tumucumaque, por exemplo, é o maior parque nacional do Brasil, com mais de 3,8 milhões de hectares. Ele fica na divisa entre o Amapá e o Pará. 

O Parque possui algumas espécies raras como, o peixe matupiri, encontrado em uma expedição no maior parque de floresta tropical do mundo.

Leia também: Conheça o PARNA Montanhas do Tumucumaque, considerado o maior parque do Brasil

Foto: Luciano Candisani/WWF

Coletado por pesquisadores do Instituto de Pesquisas Científicas e Tecnológicas do Amapá (Iepa), a descoberta desse peixe pode ser inédita para a ciência. O exemplar de matupiri é maior do que os outros indivíduos já catalogados na Amazônia.

Saiba mais: Pesquisadores amapaenses encontram maior matupiri já catalogado na Amazônia

Foto: Reprodução/Rede Amazônica AP

Outra curiosidade vem do Parque Nacional de Anavilhanas, no Amazonas, que são as permanentes ilhas fluviais que formam o segundo maior arquipélago fluvial do mundo, o arquipélago de Anavilhanas, com uma composição de raras dimensões que mudam completamente de acordo com o nível das águas. 

Foto: Ivo Brasil

Quando se trata da vegetação, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) destaca o Parque de Anavilhanas como um berçário natural das macucos gigantes de igapó (Tinamus major, uma espécie de ave), as macacarecuias (árvores), as orquídeas e bromélias, que são destaque entre os atrativos naturais da flora.

Sem esquecer do grande serviço de proteção de três espécies carismáticas de mamíferos aquáticos: o boto-vermelho, o boto tucuxi e o peixe-boi.

Foto: Rafael Pinto

58º Festival Folclórico de Parintins é lançado no Amazonas

Lançamento do 58º Festival de Parintins. Foto: Divulgação/Secom AM

O governo do Amazonas lançou oficialmente, na sexta-feira (28), o 58º Festival Folclórico de Parintins, abrindo a temporada de eventos dos bois-bumbás Caprichoso e Garantido para 2025. O evento foi realizado no Teatro Amazonas com a participação dos itens oficiais e torcedores das duas agremiações.

Este ano, o festival será realizado nos dias 27, 28 e 29 de junho, último fim de semana do mês de junho.

De acordo com o Governo do Amazonas, de 2022 a 2024, mais de 340 mil turistas passaram por Parintins durante o período da festa bovina, gerando emprego, renda e movimentando mais de R$ 438 milhões na economia amazonense.

“A expectativa que manteremos a mesma média de visitantes do ano passado e esperamos a geração de 184 mil reais na economia do estado e a geração de 20 mil empregos diretos e indiretos no festival desse ano”, declarou o governador Wilson Lima durante o evento.

A festa folclórica, que já é tradicional no calendário cultural amazonense, ocorre no Bumbódromo de Parintins, no interior do estado. As duas agremiações defendem um tema.

Este ano, o Boi Caprichoso vai defender o tema ‘Tempo de Retomada’. “A gente sempre faz um estudo pra ser maior e melhor , a régua esse ano está lá em cima”, destacou o presidente da agremiação, Rossy Amoedo.

Já o Boi Garantido vai trabalhar esse ano, o tema ‘Boi do Povo, Boi do Povão’. “Fazemos um festival que mostra a humanidade, mostra a parte humana pela arte”, afirmou o presidente do Garantido, Fred Góes.

Após a abertura oficial, a temporada terá início com os Ensaios dos Bumbás, que começam neste sábado (29), no Sambódromo. A programação segue até o final de junho, período da festa na Ilha Tupinambarana.

‘Cataratas’ de Santo Antônio: cachoeira é aposta de turismo no Amapá

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Foto: Divulgação/Fecomércio-AP

As cachoeiras de Santo Antônio, localizadas no município de Laranjal do Jari, no Amapá, são um dos destinos mais fascinantes e ainda pouco explorados da Região Norte do Brasil. Com quedas d’água que despencam a uma altura de 30 metros, o local é um verdadeiro refúgio de beleza natural e tranquilidade. Situada a aproximadamente 270 km de Macapá, a capital do estado, a cachoeira se revela como uma nova aposta turística.

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Existem diversas formas de acessar a Cachoeira de Santo Antônio. Uma das rotas mais populares é por meio de embarcações que partem da orla de Laranjal do Jari, com duração de aproximadamente 45 minutos até o destino.

Para quem busca uma alternativa terrestre, a viagem pode ser feita de carro até a comunidade Padaria, de onde os visitantes podem seguir o restante do percurso de embarcação. Além disso, há a possibilidade de percorrer o trajeto completamente por terra, uma opção que atrai aqueles que preferem explorar a natureza ao longo do caminho.

Em 2025, o turismo local pode ganhar um novo impulso com a implementação de passarelas suspensas para contemplação da cachoeira. Essa iniciativa, que busca oferecer uma experiência única aos visitantes, é inspirada nas passarelas das Cataratas do Iguaçu, no Paraná, e tem como objetivo permitir que os turistas caminhem por cima das quedas d’água.

Leia também: Barcelos tem a maior cachoeira do Brasil

Foto: Divulgação/Fecomércio-AP

A proposta está em análise pelo Governo do Estado do Amapá e pela Prefeitura de Laranjal do Jari. Em janeiro deste ano, uma empresa especializada realizou o georreferenciamento, topografia e perfuração do solo para o estudo da viabilidade da obra.

A área escolhida para a construção da passarela está localizada ao lado da comunidade Santo Antônio da Cachoeira, pertencente a Laranjal do Jari. Contudo, o secretário de Turismo do município, Jairo Guerreiro, destaca que ainda não há uma previsão para o início das obras, pois o projeto segue em fase de levantamento.

Além de ser um destino turístico promissor, a região da Cachoeira de Santo Antônio abriga a UHE Santo Antonio do Jari, que aproveita a queda natural do rio Jari. A usina foi a primeira hidrelétrica do País a ser construída a partir do conceito “usina-plataforma”, inspirado nas plataformas petrolíferas, onde não há impacto ambiental significativo no entorno do empreendimento, após a finalização das obras.

Foto: Reprodução/CTG Brasil

A metáfora do ovo na frigideira

Por Julio Sampaio de Andrade – juliosampaio@consultoriaresultado.com.br

Cleverson é um companheiro de jornada e de ideais. Parece nervoso e inquieto. Ele se contorce na cadeira, sinalizando que quer manifestar alguma discordância ou reclamar de algo, mas sem ser agressivo. Escolhe as palavras e por final exclama: “não dá para falar em felicidade com tudo que está acontecendo”.

Em seguida, Cleverson cita vários fatos que incluem: a questão política do nosso país, o comportamento da mídia, a situação econômica, a questão climática, as ameaças de Trump e as guerras da Ucrânia e da Palestina. “Como a gente pode falar em felicidade e ficar indiferente com tudo que está acontecendo? Chega a ser egoísmo. Tenho dormido com dificuldade e não consigo deixar de pensar em quantas pessoas estão sofrendo”.

Sem entrar no mérito nas questões levantadas, eu me solidarizo com os sentimentos do Cleverson, que revelam uma elevada consideração com a felicidade de outras pessoas e não apenas a dele mesmo ou a de sua família. Talvez outros se sintam assim, o que não deixa de ser bom. Aproveito a positiva indignação do Cleverson para refletir sobre o assunto.

Incialmente, me vem à mente a missão do MCI e o propósito de trabalhar para a construção consciente de felicidade. Este propósito seria incompatível com uma visão realista dos acontecimentos?

Penso que ao contrário. O próprio conceito de consciência se opõe à ideia de alienação. A construção consciente de felicidade abrange a percepção da realidade como primeiro passo e, em segundo, por uma decisão deliberada de lidar com esta realidade da melhor maneira, em termos de pensamentos e ações práticas. No conjunto, é fazer a nossa parte, no que estiver ao nosso alcance.

Utilizo com frequência a metáfora do ovo na frigideira que aprendi com a coach e professora Eliana Dutra. Nela existe a gema do ovo, representando o que está sob a nossa gestão; a clara do ovo, simbolizando o que não está sob o nosso controle, mas que podemos influenciar diretamente e, finalmente, a parte da frigideira, onde se situam as coisas em que a nossa influência é distante, quase que nenhuma, ou indireta. Prefiro pensar que sempre poderá ser indireta.

É o caso de vários acontecimentos que fogem à nossa gestão ou à nossa influência direta, como a violência. Ela não está só nas guerras, mas em todos os níveis e lugares, nas famílias, nas empresas e no nosso cotidiano. Nossa maneira de pensar e de agir podem contribuir para alimentar ainda mais a violência ou, ao contrário, disseminar a paz e a harmonia. É uma influência indireta, na esfera da frigideira, seguindo a metáfora.

É também o que ocorre com a felicidade. Ela possui um poder irradiador, conforme provado em inúmeros trabalhos da psicologia, sendo explicado também pela neurociência. Uma única pessoa feliz faz diferença no mundo. Contribuir para que mais pessoas e empresas evoluam quanto à sua felicidade é a missão e é o propósito do MCI, uma associação sem fins lucrativos que reúne pessoas com este ideal.

Isto não quer dizer que não nos indignemos com diversas situações existentes, seja por princípios, por solidariedade, ou porque nós também somos atingidos por elas. Cada um do seu jeito as combate, às vezes, com outros “chapéus”, como cidadãos ou por meio de outras instituições. Quando nos reunimos no MCI, nosso trabalho maior é difundir a prática de princípios e exercícios que, se praticados, tornarão o mundo melhor.

A metáfora do ovo na frigideira pode ser útil em pequenas e em grandes questões, seja na família, no trabalho, na sociedade ou nos diversos papéis que cumprimos. A situação está no nosso âmbito de gestão? Podemos exercer alguma influência direta? Ou nossa contribuição será apenas indireta, pela maneira de melhorar a nós mesmos e os nossos atos?

A resposta pode ajudar a nossa vida a ser mais leve, liberando energia para fazer a nossa parte, sem perder de vista o que está fora de nosso alcance. Desejo que o Cleverson preserve seus sentimentos e indignação, mas que não sofra. O mundo precisa dele. Na construção consciente de felicidade, há muito o que fazer.

Sobre o autor

Julio Sampaio (PCC,ICF) é idealizador do MCI – Mentoring Coaching Institute, diretor da Resultado Consultoria, Mentoring e Coaching e autor do livro Felicidade, Pessoas e Empresas (Editora Ponto Vital). Texto publicado no Portal Amazônia e no https://mcinstitute.com.br/blog/.

*O conteúdo é de responsabilidade do colunista

Estudo analisa expansão urbana e sustentabilidade ambiental nas ilhas de Belém

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Foto: Divulgação

Para além da Belém metrópole, há a Belém das ilhas. São 42 ao todo, compondo uma capital diversa, com cidade, floresta, praias e biodiversidade amazônica. Mas muito dessa diversidade ainda é desconhecida. Foi buscando aprofundar esse conhecimento que a Fundação Amazônia de Amparo a Estudos e Pesquisas (Fapespa) desenvolveu o “Boletim das Ilhas”, um estudo com informações detalhadas sobre as ilhas da capital paraense e suas características únicas.

O objetivo é produzir e divulgar informações científicas voltadas para o benefício da sociedade em geral, fornecendo subsídios para a tomada de decisões, educação e planejamento de ações sustentáveis por parte de gestores, acadêmicos e sociedade civil. 

Cada estudo contém mapas sobre a altimetria, relevo, uso e cobertura da terra, além da espacialização de dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), tais como: a malha censitária e espécies de endereços. A partir dos dados, é realizada a delimitação das ilhas em unidades geoambientais, considerando características especificas em cada unidade.

A delimitação das ilhas em unidades geoambientais, considerando os aspectos físicos e sociais, mostra-se como ferramenta para o planejamento e gestão territorial, auxiliando no desenvolvimento sustentável das ilhas.

Foto: Divulgação

“Conhecer os elementos físicos e sociais que formam a dinâmica ambiental de cada paisagem é fundamental para compreendermos o cenário em que cada ilha se encontra, entendendo suas particularidades já que correspondem a áreas territoriais menores que não apresentam dados advindos de fontes oficiais. E este é o objetivo fundamental do boletim, produzir dados que consigam subsidiar e gerir tomadas de decisões no que se refere à gestão e ordenamento ambiental adequado para cada ilha analisada”, aponta Elias Klelington, bolsista de geografia da Diretoria de Pesquisas e Estudos Ambientais (Dipea/Fapespa). 

O boletim iniciou em 2024 e já está na sua terceira edição, que traz informações sobre as ilhas de Cotijuba, Mosqueiro e Caratateua (Outeiro). Em breve, será lançada uma nova edição do Boletim das Ilhas, contemplando as ilhas do Combu e Ilha das Onças, também localizadas em Belém do Pará, ampliando ainda mais o conhecimento sobre esses territórios e suas especificidades ambientais e sociais.

Foto: Divulgação

“O estudo realizado pela Fapespa sobre as ilhas de Belém é essencial para a gestão sustentável desses territórios, fornecendo dados científicos que auxiliam na preservação ambiental, no planejamento urbano e na melhoria da qualidade de vida das comunidades locais. Com o avanço da expansão urbana e as pressões ambientais, compreender as dinâmicas físicas e sociais dessas ilhas se torna fundamental para subsidiar políticas públicas eficazes. Além das edições já publicadas, a próxima fase do Boletim das Ilhas trará informações sobre as ilhas do Combu e Ilha das Onças, ampliando ainda mais o conhecimento e contribuindo para a construção de soluções sustentáveis para Belém e seu entorno”, disse Maiara Cordeiro, coordenadora de Estudos Territoriais (CET) da Diretoria de Estudos e Pesquisas Ambientais da Fapespa.

Cotijuba

O estudo identificou que a ilha de Cotijuba possui área de 16 km². No setor turístico, após a construção do trapiche de Icoaraci no ano 2000, passou a apresentar atividade turística crescente, um cenário diferente de até o início deste século, quando não obtinha fluxo de forma expressiva. Esse fenômeno transformou as principais atividades da ilha, que antes eram agrícolas e extrativistas e passaram a ser, principalmente, o turismo.

Essa nova dinâmica é confirmada com o crescimento da mancha urbana de quase 100% na ilha que em 2001 obtinha 2,24 km² e em 2023 passou a representar 4 km², com a presença significativa de endereços particulares e bares e restaurantes nas proximidades das praias.

O estudo observou ainda outro aspecto particular de Cotijuba: a presença de uma área com vegetação de gramíneas e lagos, ao centro da ilha, com 1,48 km², denominado pela pesquisa como “região dos lagos”. O local apresenta característica física e dinâmica ambiental distinta das demais regiões da ilha.

Foto: Divulgação

Mosqueiro 

Dentre as ilhas de Belém, Mosqueiro é a que apresenta maior extensão territorial, com aproximadamente 213 km², equivalente a cerca de 20% da área do município de Belém. O boletim observou que a ilha tem atividades diversificadas como a turística, agrícola, extrativista e pesca, tendo esta última uma importante representatividade na economia de Mosqueiro. Nas últimas décadas, a ilha também obteve crescimento em sua área urbana que dobrou de tamanho, passando de 5,92 km² para 10,16 km².

Consequentemente, houve perda de floresta densa que antes representava 148,25 km² e atualmente possui 136,69 km². Ainda assim, a pesquisa identificou que, apesar desta perda, houve crescimento de vegetação secundária: de 17,50 km² para 38,92 km², fator que facilita a manutenção da biodiversidade da ilha por possibilitar a conexão de suas áreas florestais.

Outeiro

Já a ilha de Caratateua, popularmente conhecida como Outeiro, possui aproximadamente 31 km² e se caracteriza por sua dinâmica populacional estar historicamente conectada a área continental de Belém. Portanto, o seu fluxo de pessoas não está vinculado estritamente ao turismo, mas principalmente a outras atividades, uma vez que os moradores que vivem na ilha trabalham e estudam na cidade de Belém.

Outro ponto importante identificado é a ausência de “Estabelecimento agrícola”. Essa categoria é mapeada pelo IBGE, mas não há mais registro desses espaços em Caratateua, apesar da ocupação da ilha ter sido iniciada por meio da agricultura de subsistência, principal atividade econômica, implementada por seus primeiros habitantes.

Foto: Divulgação

Até o ano de 2002, a ilha obtinha área urbana de 3,93 km² e em 2023 passou a representar 6,50 km², ocasionando a perda de floresta densa. Em 2002 a área florestal representava 15,97 km² e em 2023 passou a possuir 15,51 km². Do mesmo modo, houve diminuição na área de vegetação secundária, que anteriormente representava 2,96 km² e atualmente possui 1,76 km². 

Sustentabilidade e COP 30

Os estudos apontam desafios na garantia da sustentabilidade ambiental, alavancados pela “pressão urbana”, em um contexto de realização em Belém da maior e mais importante conferência de debate sobre o clima, a COP 30. 

Para a diretora de Estudos e Pesquisas Ambientais da Dipea/Fapespa, Luziane Cravo, a iniciativa está alinhada ao compromisso da instituição com o fornecimento de informações científicas para gestores públicos, sociedade civil e acadêmicos.

“A análise detalhada das ilhas permite a criação de políticas públicas específicas que atendam às suas necessidades únicas. Cada ilha apresenta desafios próprios, como a expansão urbana, que interfere no equilíbrio ambiental e social. Esses estudos fornecem dados para subsidiar as ações governamentais, incluindo a revisão de planos diretores e a proposição de soluções sustentáveis. É por meio desse tipo de diagnóstico que podemos traçar caminhos para um desenvolvimento equilibrado e eficiente. Além disso, apesar dos estudos serem direcionados para as ilhas do entorno de Belém, o método pode ser replicado e utilizado para qualquer localidade, podendo ser aporte para tomadores de decisão em escala municipal”, detalha.

*Com informações da Agência Pará

Após 14 dias de monitoramento nos rios do Amazonas, expedição retorna a Manaus

Foto: Divulgação/UEA

O barco do Programa de Monitoramento de Água, Ar e Solos do Estado do Amazonas (ProQAS/AM), desenvolvido pela Universidade do Estado do Amazonas (UEA), retornou a Manaus nesta quarta-feira (26/3). Após 14 dias de expedição, a equipe, formada por 19 tripulantes, passou por cinco municípios (Urucurituba, Borba, Manicoré, Novo Aripuanã e Humaitá) em um processo de coleta que possibilitará em, aproximadamente, uma semana, resultados que indicam a qualidade das águas dos rios da Bacia Amazônica.

Durante a expedição ‘Iriru 2’, desta vez realizada durante o início das cheias dos rios, contou com 9 cientistas. Entre os pesquisadores, estão estudantes de graduação, mestrado, professores e doutores da UEA. O grupo reunirá as amostras coletadas em laboratórios da Escola Superior de Tecnologia (EST/UEA), onde passarão por mais de 160 parâmetros de qualidade que identificam a presença de elementos como metais pesados e microplásticos. Todo esse processo conta com o apoio do Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam).

O coordenador do ProQAS/AM, Sergio Duvoisin Jr., destaca a coleta de diferentes espécies de peixes: “Conseguimos coletar uma quantidade bem maior. Uma coisa que notamos é que precisávamos coletar peixes conhecidos como forrageiros, que são aqueles menores que servem de alimento para outros peixes. Se os forrageiros estiverem muito contaminados com mercúrio, eles terão um impacto enorme na cadeia alimentar até chegar à comercialização para a população”.

Foto: Divulgação/UEA

Para o reitor da UEA, André Zogahib, o trabalho demonstra o empenho da equipe do ProQAS/AM em manter a preservação ambiental. “O trabalho científico realizado por esses pesquisadores é um desafio muito grande, mas um desafio que traz retornos ainda maiores ao nosso ecossistema. As próximas expedições, assim como as anteriores, com certeza serão fundamentais para a vida dos nossos rios e a saúde da nossa população”.

Análise de microplásticos

Uma das principais preocupações da expedição é a preservação dos recursos naturais da Amazônia. Por isso, os pesquisadores adicionaram mais um parâmetro: a análise de microplásticos. A presença desses resíduos é considerada uma ameaça crescente e, além dos rios, contamina solos e fauna local. Os microplásticos são, também, ameaças a populações ribeirinhas que dependem dos recursos naturais para subsistência.

Foto: Divulgação/UEA

Próximas expedições

O barco do programa, intitulado Roberto dos Santos Vieira, já possui outras duas expedições agendadas para o ano de 2025, uma em abril e a outra em maio. As viagens foram divididas entre períodos de cheia e seca dos rios, o que possibilitará a comparação das coletas feitas em cada uma das condições naturais.

*Com informações da UEA