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Campanha ‘Doe Alegria, Escreva Amor’ mobiliza solidariedade no Amapá

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A Fundação Rede Amazônica (FRAM) promove, entre os dias 23 e 28 de dezembro, a campanha solidária “Doe Alegria, Escreva Amor”, uma das principais ações do projeto Fim de Ano Amazônico. A iniciativa convida a população do Amapá a doar brinquedos e escrever cartinhas de Natal para crianças em situação de vulnerabilidade social, reforçando gestos de empatia, carinho e esperança neste período simbólico do ano.

A arrecadação acontece em dois pontos de coleta parceiros:

  • Supermercado Fortaleza JK – Rod. Josmar Chaves Pinto, 1000 – Jardim Marco Zero, Macapá (AP)
  • Supermercado Fortaleza Santana – Rua General Ubaldo Figueira, 623 – Bairro Central, Santana (AP), CEP 68.925-186

Além da doação dos brinquedos, a campanha incentiva cada participante a escrever uma cartinha, criando uma conexão afetiva entre quem doa e quem recebe e tornando o gesto ainda mais significativo.

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Para Matheus Aquino, coordenador de projetos da Fundação Rede Amazônica, a ação vai além da entrega de presentes:

“A campanha ‘Doe Alegria, Escreva Amor’ é um convite para que as pessoas compartilhem afeto. Um brinquedo e uma cartinha podem parecer simples, mas representam cuidado, atenção e a certeza de que alguém se importa”.

Campanha 'Doe Alegria, Escreva Amor' mobiliza solidariedade no Amapá
Campanha faz parte do projeto Fim de Ano Amazônico. Foto: Reprodução/Newarta-Pixabay

A campanha integra o conjunto de ações do Fim de Ano Amazônico, projeto que acontece de 20 a 31 de dezembro no estado do Amapá, reunindo iniciativas sociais, educativas, ambientais e comunicacionais com foco na solidariedade, na sustentabilidade e na valorização da identidade amazônica.

Segundo Mariane Cavalcante, diretora executiva da Fundação Rede Amazônica, a ação reflete o compromisso institucional da Fundação com o impacto social: “A solidariedade transforma realidades. Com a campanha ‘Doe Alegria, Escreva Amor’, queremos mobilizar a sociedade para um gesto simples, mas poderoso, capaz de levar alegria, dignidade e esperança para muitas crianças neste fim de ano”.

A Fundação Rede Amazônica reforça o convite para que a população participe da campanha e ajude a tornar o Natal de muitas crianças mais feliz e acolhedor.

Leia também: Fim de Ano Amazônico celebra solidariedade, cultura e economia circular no Amapá

Fim de Ano Amazônico

O Fim de Ano Amazônico integra ações sociais, educativas, ambientais e comunicacionais, reafirmando o papel da Fundação Rede Amazônica como agente de transformação social e de valorização da identidade amazônica, com impacto que vai além do período festivo.

O Projeto Fim de Ano Amazônico tem o apoio de Instituto Cultural Educacional Formar (ICEF), Supermercados Fortaleza, Tratalyx, Governo do Amapá e realização da Fundação Rede Amazônica (FRAM).

Veja os bairros mais buscados e as tendências do mercado de Manaus segundo o OLX

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Manaus mostra forte preferência nos bairros Parque 10 de Novembro, Flores e Ponta Negra. Foto: Divulgação

A nova edição do Radar Imobiliário, estudo do Grupo OLX realizado por meio de sua fonte de inteligência imobiliária, DataZAP, analisou o mercado imobiliário manauara e revelou que a dinâmica do mercado na capital do Amazonas mostra forte preferência por regiões centrais e pela zona oeste, especialmente bairros como Parque 10 de Novembro, Flores e Ponta Negra, que aparecem no topo dos rankings de procura.

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No mercado de venda, Ponta Negra lidera as buscas na cidade e respondeu por 13,24% dos leads gerados ao longo dos últimos 12 meses até outubro de 2025. Na sequência, aparecem Parque 10 de Novembro (10,08%) e Flores (8,62%), que juntos representam cerca de 32% de toda a procura por compra de imóveis em Manaus.

Entre os destaques de crescimento, Novo Aleixo registrou expansão, com aumento de 1,54 ponto percentual na participação da demanda. Já Flores, mesmo ocupando posição de destaque, apresentou queda anual de 1,03 p.p.

“Observamos uma concentração expressiva nos três principais bairros de Manaus, com uma distribuição que reflete a oferta de infraestrutura, serviços e facilidades de mobilidade urbana”, avalia Paula Reis, economista do Grupo OLX.

“A manutenção desses bairros no topo do ranking reforça a estabilidade do mercado manauara e a atratividade dessas regiões para diferentes perfis de compradores”.

Fonte: Radar Imobiliário – DataZAP
Fonte: Radar Imobiliário – DataZAP

A valorização do metro quadrado

A valorização do metro quadrado também apresentou variações relevantes. Nos últimos 12 meses, Compensa registrou o maior avanço no preço de venda, com alta de 45,5%. Planalto (30,3%) e Chapada (24%) também se destacaram no período. Em outubro de 2025, o preço médio do m² chegou a R$ 5.211 em Compensa, R$ 6.733 na Chapada e R$ 5.034 no Planalto. No acumulado de 12 meses, Manaus teve variação de 5,98% no Índice FipeZAP de venda residencial, abaixo da média nacional de 6,8%.

Leia também: Entenda os três tipos de alertas climáticos enviados pela Defesa Civil em Manaus

No mercado de locação, o ranking é liderado pelo Parque 10 de Novembro, responsável por 14,45% da demanda, seguido de Flores (9,91%) e Ponta Negra (9,36%). As três regiões representam 34% de todas as buscas por aluguel em Manaus. Entre os bairros com maior crescimento relativo na procura por imóveis para locação, o destaque é o Planalto, que avançou 1,45 p.p. no período analisado.

Fonte: Radar Imobiliário – DataZAP

A tipologia preferida pelos compradores na capital inclui imóveis de até 50 m², com dois dormitórios, sem suíte e com uma vaga de garagem.

Para locação, o perfil mais buscado é o de unidades também de até 50 m², com um dormitório, sem suíte e sem vaga de garagem, indicando maior interesse por imóveis compactos e acessíveis.

Fonte: Radar Imobiliário – DataZAP

Sobre o Grupo OLX

O Grupo OLX é um marketplace de classificados, líder na compra e venda de produtos usados, com um ecossistema diversificado em bens de consumo, autos e imóveis, por meio dos portais OLX, Zap e Viva Real.

Leia também: Serviços gratuitos em Manaus: 7 instituições de ensino que realizam ações sociais abertas ao público

Com tecnologia de ponta, o Grupo OLX democratiza o acesso a todas as pessoas para que realizem negócios e ressignifiquem sua relação com produtos usados, gerando impacto positivo no consumo consciente e na performance dos clientes e parceiros.

Os acionistas do Grupo OLX são os principais conglomerados globais de investimento em marketplaces e classificados online: Prosus NV (50%), listada na bolsa de valores de Amsterdã, e Adevinta ASA (50%), baseada em Barcelona e Oslo.

Integração de espécies eleva produtividade e reforça sustentabilidade na piscicultura amazônica

Os impactos ambientais da produção de tambaqui, comparados aos de outras atividades agropecuárias, são menores. Foto: Divulgação/Embrapa

Levantamento da Embrapa Pesca e Aquicultura (TO) revela que criação integrada de tambaqui (Colossoma macropomum) com curimba (Prochilodus lineatus) é uma opção mais sustentável de produção de proteína para o bioma amazônico. Além disso, é 25% mais produtiva do que a produção de tambaqui de forma isolada.

O estudo, publicado na revista Aquaculture, avaliou os impactos ambientais da aquicultura multitrófica integrada (AMTI) de tambaqui e curimba em comparação com a monocultura de tambaqui em viveiros usando a avaliação do ciclo de vida (ACV). A AMTI é um modelo ecológico de produção que cultiva diferentes espécies aquáticas no mesmo ambiente, imitando os ecossistemas naturais para reciclar nutrientes. Dessa forma, reduz o impacto ambiental, aumenta a sustentabilidade e a eficiência, e gera múltiplos produtos de valor a partir de uma mesma unidade produtiva, como parte de uma economia circular.

Os resultados compararam também a piscicultura a outras atividades agrícolas. Em relação à pecuária bovina, para a produção de 1 kg de proteína, são necessários 434.88% a mais de terra do que a piscicultura de tambaqui. Já a avicultura necessita de 48.84%, e a suinocultura, de 72.09% a mais de espaço. “Com isso, verificamos que a aquicultura pode ser uma alternativa para a diminuição da pressão de abertura de novos espaços para a produção agropecuária no bioma amazônico”, constata a pesquisadora da Embrapa Pesca e Aquicultura Adriana Ferreira Lima.

Leia também: Piscicultura na Amazônia: alavancagem do setor depende de modernização da legislação

Os dados confirmam um estudo publicado pela revista Nature Sustainability, em janeiro deste ano, que apontou vantagens da criação de peixes na região em comparação ao gado. A pesquisa foi conduzida por cientistas brasileiros e americanos.

Segundo Lima, comparativamente, avaliando os impactos ambientais da produção de tambaqui com outras atividades agropecuárias, o da aquicultura é muito menor. “Além da demanda por terra ser muito menor por terra, a atividade influi pouco na liberação de gases de efeito estufa. Sem dúvida, é uma solução mais sustentável para a produção de proteína no bioma amazônico”, atesta.

Integração de espécies eleva produtividade e reforça sustentabilidade na piscicultura amazônica
Adriana Lima analisando tambaqui. Foto: Divulgação/Embrapa

Por que a curimba?

De formato comprido, a curimba é menor do que o tambaqui e é comercializada com peso entre meio quilo e um quilo, em mercados locais do Pará e regiões ribeirinhas.

De acordo com a pesquisadora, a curimba foi escolhida por ser utilizada experimentalmente por alguns produtores e por ter um grande potencial produtivo. É hoje a segunda espécie de peixe mais exportada pelo Brasil.

Lima explica que a pesquisa considerou os fatores biológicos, ecológicos, econômicos e de mercado, além de levar em conta que a espécie já é produzida em várias regiões do País.

“A curimba possui um perfil ecológico que complementa a função do tambaqui. A criação do tambaqui não sofre alterações com a inclusão da curimba, que é um peixe de fundo, responsável por consumir as sobras de ração e alimentos presentes no sedimento do fundo do viveiro”, complementa.

Foto: Divulgação/Embrapa

Outra vantagem da curimba é que ela é uma espécie que o produtor pode aceitar sem medo de ter prejuízos com a produção integrada de tambaqui, uma vez que não afeta em nada o crescimento e o rendimento do peixe amazônico mais exportado pelo Brasil.

A importância da pesquisa

A pesquisa trouxe informações fundamentais e inéditas para esse modelo integrado de criação, já adotado por alguns produtores. Até então, a criação conjunta de curimba e tambaqui era vista apenas como um recurso para melhorar a qualidade da água, pois a curimba é uma espécie que se alimenta no fundo do viveiro.

“Enquanto em países como China e índia, o cultivo de espécies de forma integrada é um padrão bastante comum, no Brasil há poucas iniciativas por falta de dados a respeito. O estudo agrega informações científicas a essa prática, esclarecendo dúvidas mais comuns dos produtores, como: por exemplo, se a inserção da curimba atrapalha ou não o crescimento do tambaqui; se é necessário aumentar a quantidade de ração para a criação de duas espécies, e qual a quantidade de curimba se deve colocar no viveiro”, observa a pesquisadora.

O estudo revelou que a curimba se desenvolveu com a mesma quantidade de ração destinada ao monocultivo do tambaqui e que não prejudica em nada o crescimento da espécie amazônica. Ao contrário: com a mesma quantidade de ração, o viveiro produziu 25% a mais de proteína por hectare, por conta da adição da nova metodologia, promovendo incremento econômico para o produtor.

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Outra vantagem é que o manejo combinado das duas espécies é semelhante ao monocultivo do tambaqui, quando os alevinos de ambas as espécies têm o mesmo tamanho. Com quantidade equivalente de ração, o tambaqui e a curimba se desenvolvem normalmente, sem que uma espécie prejudique a outra.

“Nessa pesquisa colocamos aproximadamente metade de alevinos de curimba e metade de tambaqui. Com essa proporção, a curimba atingiu 200g, enquanto o ideal é chegar aos 500g. O tambaqui chegou a 1.8kg, que é o peso de comercialização no Tocantins e em outros estados da Região Norte, exceto Manaus e Rondônia”, detalha Lima.

Para pequenos produtores, a diferença de crescimento das espécies não é empecilho para a produção integrada, já que as espécies têm tamanhos de comercialização distintos. Além disso, é possível realizar a despesca do tambaqui e aguardar que a curimba atinja o peso mínimo para a comercialização.

Metodologia

A pesquisa foi realizada em campo, em viveiros de 600 metros quadrados, com uma densidade similar aos utilizados pelo setor produtivo. Foram utilizados também insumos semelhantes aos usados nas pisciculturas comerciais.

Os alevinos de tambaqui e de curimba foram inseridos no viveiro ao mesmo tempo, com uma proporção de cerca de 50% cada.

A pesquisadora pontua que todas as etapas da produção (alevinagem) foram realizadas em escala próxima à comercial. A partir dos dados obtidos, foi possível avançar para estudos posteriores. “A análise do impacto ambiental foi embasada em informações primárias obtidas no campo e em outras secundárias, oriundas da literatura”, destaca.

Para a mensuração do impacto global das atividades agropecuárias são realizadas análises de ciclo de vida, nas quais são avaliados os impactos das atividades, somados aos custos de todos os insumos necessários à produção.

“Nosso estudo levou em conta todos os insumos utilizados na piscicultura, inclusive os recursos necessários para a produção dos ingredientes usados na ração, como o plantio da soja e do milho. Foram considerados também gastos com a construção dos viveiros, entre outros necessários à produção de 1 kg de proteína pela aquicultura. Os resultados mostraram que, mesmo levando em conta todos esses custos, o impacto da piscicultura é muito menor do que o de outras atividades agropecuárias”, constata Lima.

Integração é melhor do que monocultivo

O estudo também identificou que, quando o cultivo do tambaqui é integrado com o da curimba, o impacto ambiental é reduzido. Enquanto no monocultivo do peixe amazônico é gerada a liberação de 4.2 7kg de gás carbônico por quilo de peixe, com o cultivo integrado do curimba esse valor cai para 3.9 kg. A integração também promove 17% de redução na ocupação do uso da terra, 12% na acidificação, 38.57% na dependência de água, 13.30% na demanda de energia, 21% na eutrofização da água doce e 9% no impacto na mitigação das mudanças climáticas em comparação com a monocultivo de tambaqui.

O cultivo integrado também melhorou a taxa de conversão alimentar e a recuperação de nutrientes ー fatores-chave que impulsionam a redução dos impactos ambientais. “Esses resultados destacam o sistema AMTI como uma alternativa mais sustentável à monocultura convencional de tambaqui”, enfatiza a pesquisadora.

Foto: Divulgação/Embrapa

Cultivo integrado também na aquicultura

A ciência vem demonstrando que os monocultivos – seja na agricultura ou na pecuária – não são a melhor alternativa para a sustentabilidade da produção. Assim como a pesquisa agropecuária tem mostrado as vantagens da integração lavoura-pecuária-floresta, a pesquisa na aquicultura também tem trabalhado com sistemas integrados para melhorar a eficiência dos sistemas produtivos e diminuir o impacto ambiental.

Lima afirma que a escolha do tambaqui (uma espécie nativa, a segunda mais produzida no Brasil) e da curimba se deu porque já é uma combinação usada por alguns produtores para o cultivo integrado, de forma empírica.

Além dessas espécies, outras também são encontradas em cultivos integrados de peixes no Brasil. No Paraná e na Região Sudeste, por exemplo, há experiências de tilápia com camarão-gigante-da-Malásia (Macrobrachium rosenbergii). Há relatos também de integração de pecuária com fruticultura, utilizando a água do cultivo para a irrigação.

Segundo a pesquisadora, quanto maior a quantidade de espécies existente no sistema de produção, maior é a recuperação da biomassa animal. Hoje a produção de tambaqui aproveita de 30% a 40% do nitrogênio e fósforo; o resto vai para a atmosfera ou para a água.

No caso da pesquisa executada, a curimba consome plâncton, sobra de ração, lodo do fundo, transformando aquilo que seria lixo no monocultivo em proteína animal.

“Nós acreditamos que demos um passo importante para o estudo do cultivo integrado, o que abre portas para a combinação de outras espécies, como tambaqui, curimba e camarão. Quanto mais espécies o sistema tem, desde que elas não façam competição com o tambaqui, que é a espécie principal, maior é a eficiência da produção”, atesta.

A cientista destaca ainda que a aquicultura possui um enorme potencial de cultivos integrados, mas ainda faltam estudos que avaliem todos os impactos desse modelo, incluindo análises dos impactos do aproveitamento da água da aquicultura para a irrigação no plantio. “Há um longo caminho pela frente”, conclui.

*O conteúdo foi originalmente publicado pela Embrapa

Tecnologia acelera análise de sementes nativas na Amazônia

Fotos: Divulgação/Ufam

Esperar meses, ou até um ano, para saber se sementes irão germinar pode ser um dos maiores entraves para a restauração florestal na Amazônia. Em um cenário de degradação acelerada, incêndios frequentes e milhões de hectares a serem recuperados, o tempo deixou de ser apenas um desafio técnico e passou a ser um fator decisivo para o sucesso das ações ambientais. É justamente esse desafio que um projeto científico inovador, desenvolvido em parceria com a Universidade Federal do Amazonas (Ufam), busca superar com o uso da inteligência artificial (IA).

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Coordenado pela engenheira florestal e pesquisadora do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), doutora Lydiane Bastos, o projeto BioSeed.Ai aplica algoritmos de inteligência artificial para avaliar, em poucos segundos, a viabilidade de sementes florestais nativas da Amazônia.

O que antes dependia de longos testes de germinação, que podem levar muitos meses e, em alguns casos, até um ano, agora pode ser resolvido em cerca de 40 segundos, a partir da análise de imagens de scanner e raio-X das sementes.

“O BioSeed.Ai é um projeto que nasce da necessidade da gente acelerar o diagnóstico da viabilidade de sementes. Muitas sementes demoram muitos meses para germinar. Então, através das imagens de scan e de raio-x, em até 40 segundos nós conseguimos saber se essa semente está viável ou não. Agilizando assim a comercialização de espécies nativas e também a produção de mudas para a restauração de áreas degradadas da Amazônia”, explica Lydiane.

Leia também: Declínio de animais dispersores de sementes dificulta combate às mudanças climáticas

Registros de sementes

Atualmente, o projeto já reúne um banco de imagens com sementes de 98 espécies florestais nativas da Amazônia, número que deve crescer à medida que avança a meta de capturar imagens de 200 espécies. O diferencial está na combinação de imagens internas e externas das sementes, associadas aos resultados reais de germinação, criando um sistema completo de rastreabilidade.

“A gente faz a captura das imagens de raio-x e de scanner das sementes e compara essas imagens com o potencial germinativo, atestado pelos testes de germinação. O raio-x permite ver como a semente está por dentro, se há rachaduras, danos, infestação por insetos, se as estruturas embrionárias e de reserva estão intactas. Já o scanner extrai mais de 300 informações morfobiométricas, como tamanho, comprimento, largura, textura, cores e aspectos geométricos”, detalha a pesquisadora.

Esses dados internos e externos são cruzados com o resultado final: se a semente germinou ou não. Assim, cada unidade analisada passa a ter um histórico completo, imagem interna, imagem externa e resposta germinativa, alimentando algoritmos capazes de prever a viabilidade apenas pela imagem.

Leia também: Roraima inicia produção de sementes de gergelim para atender mercado agrícola

Tecnologia acelera análise de sementes nativas na Amazônia
Lydiane Bastos. Foto: Divulgação/Ufam

O impacto dessa inovação é direto na cadeia da restauração florestal. Espécies como bacaba levam cerca de cinco meses para germinar; a castanha-do-brasil pode levar até um ano; o tucumã, 14 meses; e o taperebá, até 23 meses. Quando o resultado do teste tradicional finalmente chega, muitas vezes o lote já está deteriorado e impróprio para o comércio ou para a produção de mudas.

“Com a análise por imagem, em até 40 segundos a gente consegue saber se aquela semente era viável ou não. Isso muda completamente o jogo, porque permite que essas sementes sejam disponibilizadas muito mais rápido para a formação de mudas e para projetos de restauração”, afirma Lydiane.

Outro avanço importante está no trabalho de campo. Para formar um lote de sementes com diversidade genética, os coletores precisam buscar frutos de várias árvores da mesma espécie, percorrendo longas distâncias na floresta, muitas vezes sem garantia de que aquelas árvores produzirão sementes viáveis. Com o diagnóstico rápido por imagem, será possível descartar matrizes pouco produtivas logo no início, otimizando as rotas de coleta e reduzindo esforço, tempo e custos.

O projeto também se destaca por utilizar um método não destrutivo. Diferentemente dos testes tradicionais, que podem consumir centenas de sementes, destruindo material genético valioso, a análise por imagem mantém as sementes intactas. Isso é especialmente relevante para espécies raras e ameaçadas, como o pau-rosa, cujas sementes são escassas e de alto valor ecológico.

No futuro, a equipe pretende transformar o banco de dados em um aplicativo para celular, permitindo que coletores, mesmo em áreas sem internet, fotografem amostras de sementes em campo e obtenham uma estimativa imediata do potencial de germinação.

Ao integrar ciência florestal, inteligência artificial e conservação, o BioSeed encurta o caminho entre a semente e a floresta em pé, oferecendo uma resposta tecnológica à urgência ambiental da Amazônia.

*Com informações da Ufam

‘O Rio que Somos’: documentário mostra cotidiano dos ribeirinhos da Amazônia e do Pantanal

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A equipe buscou imergir em atividades rotineiras para os ribeirinhos, como a colheita do açaí. Foto: Divulgação /Marinha do Brasil

Onde o rio dita o ritmo do tempo, a vida acontece com uma força silenciosa. É nesse cenário, onde as águas são caminho e sustento, que navega o documentário ‘O Rio que Somos’. Produzido pela Marinha do Brasil (MB) e com estreia prevista para 2026, o filme propõe uma mudança de olhar: sai de cena a visão da carência e entra o protagonismo da “soberania ribeirinha”, a capacidade dessas populações de se organizarem e viverem com autonomia, mesmo onde a geografia impõe seus desafios.

As gravações do documentário, realizadas em 2024 no Pantanal (Mato Grosso e Mato Grosso do Sul) e em 2025 na Amazônia (Amazonas e Pará), acompanharam a esteira de Navios da Marinha para chegar a comunidades isoladas.

Mais do que respostas, o filme oferece tempo e reflexão, para olharmos um Brasil que representa muito do que somos. O documentário conta com o patrocínio de parceiros que entendem a importância de navegar por essas águas: Prates Navegação, SuperTerminais, Norcoast, Companhia Norte de Navegação, SC Transportes e PROA – Praticagem dos Rios Ocidentais da Amazônia.

 A força que vem da correnteza em vez de focar na falta, a narrativa do documentário pretende exaltar a potência. O filme revela como a economia familiar, seja na casa de farinha, na pesca artesanal, no cultivo do açaí ou no trançado da malva, não é apenas trabalho, é uma espinha dorsal de comunidades que resistem e seguem um fluxo que desafia a lógica de quem não vive aquela realidade. 

Ali, a cooperação é sobrevivência. Onde o concreto não chega, a solidariedade constrói pontes. O filme capta a sutileza dessas relações, mostrando que a verdadeira infraestrutura dessas regiões é feita de gente.

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Foto: Divulgação /Marinha do Brasil

Produção do documentário com os povos ribeirinhos

Entre o balanço do rio e a imensidão da floresta, o sagrado encontra morada. ‘O Rio que Somos’ navega também pela dimensão espiritual das comunidades, tratando a fé e os saberes ancestrais com a reverência que merecem. Seja nas rezas que pedem proteção contra as tempestades ou nas lendas que ensinam o respeito à natureza, o documentário mostra que a cultura não é um adorno, mas uma ferramenta de resiliência. É a crença e a tradição que ajudam a atravessar as crises e a manter a identidade firme, como uma âncora em dia de ventania.

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A fé e os saberes ancestrais atuam como pilares de resiliência e união social nas comunidades ribeirinhas. Foto: Divulgação / Marinha do Brasil

Para o ribeirinho Marinaldo Pacheco Vieira, a vida na comunidade oferece uma dignidade que muitas vezes falta nos centros urbanos.

“O nosso lugar é abençoado. O trabalho é pesado, mas como temos nosso terreno, a gente planta e pesca. Na cidade, se não tiver emprego ou estudo, a pessoa passa necessidade. Aqui não. Mesmo sem estudo, temos o nosso dia a dia de trabalho na roça, no açaí e na pesca. A gente gostaria de ter mais oportunidades, mas aqui temos o nosso sustento”, reflete. 

Por trás das lentes

‘O Rio que Somos’ tem produção da MB e direção autoral de Rafael Miranda. A equipe de filmagem foi composta por militares de produção audiovisual do Centro de Comunicação Estratégica da Marinha, com fotografia de Tawana Yung. Para captar essas histórias, o grupo viajou a bordo dos Navios de Assistência Hospitalar “Tenente Maximiano” e “Soares de Meirelles”, e do Navio-Auxiliar “Pará”.

Esses meios são responsáveis por levar médicos e dentistas a localidades do Norte e do Centro-Oeste do País.A partir dessas vivências, o diretor do filme define o tom da produção. “O público pode esperar um filme de escuta. ‘O Rio que Somos’ não pretende explicar a vida ribeirinha, mas acompanhar o seu ritmo, que, simbolicamente, segue o fluxo do rio.

É um documentário que observa o cotidiano com atenção e respeito, revelando a força, os saberes e os desafios de comunidades moldadas pelo rio”, ressaltou Rafael Miranda. A ideia do projeto surgiu há quase uma década, quando o diretor do filme teve seu primeiro contato com a realidade amazônica. Rafael Miranda relata como essa vivência pessoal e a sintonia com a equipe moldaram a sensibilidade necessária para a obra:

“Eu tive meu primeiro contato com comunidades ribeirinhas em 2015, durante uma ação de assistência hospitalar promovida pela Marinha em Manacupuru (AM). Desde então, fui nutrindo a vontade de retratar essas populações, exaltando sua força e resiliência. No meio desse percurso, descobri que o Fábio Rosa, que assina o roteiro e a produção do filme, também tinha esse desejo e resolvemos unir forças ao lado de uma equipe incrível. Estar nesses territórios exige desacelerar, ouvir mais do que falar e aceitar que o tempo ali obedece a outras lógicas”, afirma Rafael.

Nossa convivência durante as semanas de gravação transformou o olhar da equipe e do filme: passamos a sair mais do navio e a entrar nas casas dos ribeirinhos, respeitando silêncios, gestos e modos de vida que só se revelam quando há confiança. Com isso, nossa abordagem foi se transformando, como o próprio rio. Passamos a entender que, mais do que lutar contra os desafios de uma realidade cheia de obstáculos, existe felicidade, gratidão e pertencimento na vida ribeirinha”, destaca ele.

*Com informações da Agência Marinha do Brasil



Comunidades ribeirinhas do Amazonas recebem capacitação sobre energia solar

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Iniciativa desenvolvida pela BYD Indústria de Baterias LTDA irá capacitar 320 ribeirinhos em energia solar no estado. Foto: Divulgação

Um programa educacional especializado em energia solar, desenvolvido pela BYD Indústria de Baterias LTDA, está levando capacitação técnica a comunidades ribeirinhas fora da região metropolitana de Manaus (AM). A iniciativa integra os investimentos da empresa em Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I) voltados à região Norte e soma mais de R$ 1,1 milhão destinados ao fortalecimento da qualificação profissional e ao avanço tecnológico local.

Leia também: Energia solar fortalece empreendedorismo sustentável em comunidades no Amazonas

O projeto é realizado em parceria com o Senai, com apoio do Centro Internacional de Tecnologia de Software (CITS) e da Suframa, e tem como foco a inclusão produtiva e o desenvolvimento socioeconômico de comunidades que enfrentam limitações de acesso à energia elétrica.

Capacitação sobre energia solar

Ao todo, 320 alunos serão capacitados em 16 turmas, a bordo da embarcação Samaúma, barco-escola do Senai. A formação abrange sistemas fotovoltaicos, inversores de frequência, fundamentos da Indústria 4.0, eletricidade, tecnologia da informação, saúde e segurança, sustentabilidade e aplicações práticas da energia solar, preparando os alunos para atuar em um mercado em expansão e considerado estratégico para o país.

“A energia solar é mais do que uma solução tecnológica. Em regiões isoladas, ela se torna essencial para garantir autonomia, desenvolvimento e oportunidades reais”, afirmou Tyler Li, presidente da BYD no Brasil.

Leia mais: Energia solar fortalece empreendedorismo sustentável em comunidades no Amazonas

Para o diretor regional do Senai no Amazonas, Rogério Azevedo, a iniciativa moderniza e fortalece a atuação histórica da instituição na região.

“Com mais de 45 anos de experiência com os barcos-escola, poder ampliar esse trabalho com foco em novas tecnologias reforça nosso compromisso com a formação profissional e o desenvolvimento da Amazônia”, destacou.

Painéis de energia solar Foto Rede Amazônica am
Painéis de energia solar. Foto: Reprodução/Rede Amazônica AM

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Além da qualificação, o programa também avalia soluções de energia off-grid com baterias de lítio, capazes de oferecer fornecimento energético independente da rede convencional, tecnologia considerada adequada à realidade ribeirinha, que enfrenta desafios de infraestrutura elétrica.

*Com informações da Rede Amazônica AM

Região de Matopiba ganha secretaria extraordinária da Prefeitura de Palmas

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Considerada uma promissora região agrícola, Matopiba compreende áreas dos estados de Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia. Foto: Divulgação/Prefeitura de Palmas

Considerada uma nova fronteira agrícola brasileira, a região de Matopiba, composta por áreas dos estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, ganhou uma secretaria na Prefeitura de Palmas. Por meio do Decreto nº 2.821/2025, a Secretaria Municipal Extraordinária do Matopiba, foi criada com a proposta de posicionar a Capital tocantinense como polo de articulação política, econômica e logística da região, que possui forte expansão na produção de grãos.

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Vinculada diretamente ao Gabinete do Prefeito, a secretaria tem caráter estratégico e tem como missão central promover a centralidade de Palmas no contexto do Matopiba, uma das principais fronteiras agrícolas em expansão no país.

Prefeitura de Palmas
Nova secretaria será vinculada ao gabinete do prefeito de Palmas. Foto: Lia Mara/Prefeitura de Palmas

O decreto está publicado no Diário Oficial do Município (DOM) desta quarta-feira (17).

Posicionamento estratégico

A nova pasta será comandada pelo vereador Carlos Amastha, que será responsável por coordenar ações voltadas à consolidação de Palmas como centro de serviços, tecnologia e inteligência de mercado ligados ao agronegócio. A iniciativa considera a posição geopolítica de Palmas e busca fortalecer a atração de investimentos, fomentar a industrialização da produção primária e ampliar a comunicação com o Governo Federal e o setor produtivo.

Leia mais: RAD 2023: Matopiba passa Amazônia e assume liderança do desmatamento no Brasil

Sede em Brasília

A estrutura da nova secretaria prevê sede em Brasília (DF), utilizando da estrutura da Secretaria Municipal Extraordinária de Representação. Ao comentar a criação da nova secretaria, o prefeito Eduardo Siqueira Campos destacou a importância da iniciativa para ampliar a atuação de Palmas na região e fortalecer o desenvolvimento econômico local. O prefeito citou ainda a importância da articulação com o governo federal para buscar a implantação de uma Companhia de Desenvolvimento do Matopiba, região que envolve partes do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia.

“Ao criar esta secretaria, posicionamos Palmas como o hub definitivo de inovação e logística do Matopiba, transformando nossa localização privilegiada em desenvolvimento real e atração de novos investimentos. Estamos deixando de ser apenas um centro administrativo para liderar, com tecnologia e inteligência, a fronteira agrícola mais dinâmica do mundo no coração do Brasil”, declarou o prefeito de Palmas.

O que é Matopiba?

Região Matopiba
Região da Matopiba. Foto: Reprodução/Governo de Tocantins

A região representa uma das mais recentes e promissoras fronteiras agrícolas do Brasil, sendo formada pelos estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia. Esse nome surgiu como um acrônimo que combina as iniciais desses estados, todos localizados no Nordeste brasileiro, em uma área estratégica para o agronegócio nacional.

Leia também: Limite máximo de temperatura do Acordo de Paris é atingido na Amazônia e superado no Pantanal

O Matopiba engloba uma grande área de terras cultiváveis, caracterizadas por solos e clima altamente favoráveis para o desenvolvimento de culturas extensivas. A soja, milho, algodão, arroz e milho são exemplos de culturas produzidas na região e que têm crescido de forma acelerada e ganhado relevância nos mercados interno e externo.

A região possui grandes diferenciais, fatores que favorecem o plantio em larga escala:

  • Extensão territorial;
  • Altitude;
  • Clima ideais para o cultivo;
  • Acessibilidade a recursos hídricos.

*Com informações da Prefeitura de Palmas

Fim de Ano Amazônico celebra solidariedade, cultura e economia circular no Amapá

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A Fundação Rede Amazônica (FRAM) realiza, entre os dias 20 e 31 de dezembro, no estado do Amapá, o projeto Fim de Ano Amazônico, uma iniciativa que marca o encerramento do Ano Amazônico com uma ampla programação de ações voltadas à solidariedade, à conscientização social e ambiental, ao fortalecimento da economia circular e à valorização da cultura regional.

Mais do que uma campanha comemorativa, o Fim de Ano Amazônico se consolida como um movimento de integração social, promovendo esperança, empatia e cidadania, com o Amapá como ponto de partida para ações que dialogam com toda a Amazônia.

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Campanha “Doe Alegria, Escreva Amor”

Um dos destaques do projeto é a campanha “Doe Alegria, Escreva Amor”, que incentiva a arrecadação de brinquedos e cartinhas de Natal para crianças em situação de vulnerabilidade social. A ação acontece entre os dias 23 e 28 de dezembro, com dois pontos de coleta:

  • Supermercado Fortaleza JK – Rod. Josmar Chaves Pinto, 1000 – Jardim Marco Zero, Macapá (AP)
  • Supermercado Fortaleza Santana – Rua General Ubaldo Figueira, 623 – Bairro Central, Santana (AP), CEP 68.925-186

Além da doação dos brinquedos, o público é convidado a escrever cartinhas, fortalecendo gestos de afeto, empatia e proximidade entre quem doa e quem recebe.

Campanha educativa e economia circular

A campanha educativa de fim de ano tem como foco a economia circular, destacando iniciativas que movimentam o estado do Amapá, geram renda, fortalecem cadeias produtivas locais e incentivam práticas sustentáveis. Os conteúdos serão veiculados na televisão, no rádio e nas plataformas digitais, reforçando a importância do consumo consciente e da valorização da economia regional.

Para Matheus Aquino, coordenador de projetos da Fundação Rede Amazônica, o projeto representa um convite à reflexão e à ação coletiva:

“O Fim de Ano Amazônico nasce para lembrar que pequenas atitudes geram grandes transformações. Ao estimular a solidariedade, a economia circular e o cuidado com o meio ambiente, mostramos que é possível celebrar o fim de ano de forma mais consciente e humana”.

Macapá. Foto: Divulgação

Ação ambiental e coleta seletiva

Como parte do compromisso ambiental da iniciativa, o projeto também realiza uma ação ambiental de coleta seletiva, incentivando o descarte correto de resíduos durante o período das festas de fim de ano.

A proposta é conscientizar a população sobre a importância da responsabilidade ambiental, especialmente em momentos de grande circulação de pessoas, reforçando práticas sustentáveis e o cuidado com os espaços públicos e naturais do Amapá.

Cobertura jornalística especial

O Grupo Rede Amazônica acompanha todas as ações do projeto com ampla cobertura jornalística, por meio de flashes ao vivo, reportagens, matérias especiais e conteúdos de serviço, exibidos na televisão, no rádio, nos portais de notícia e nas redes digitais do grupo.

A cobertura destaca as iniciativas que movimentam o estado durante o período natalino e de Réveillon, aproximando a população das ações sociais, culturais e ambientais promovidas pelo Fim de Ano Amazônico.

Programação especial de Réveillon

Encerrando o projeto, no dia 31 de dezembro, a Fundação Rede Amazônica promove uma transmissão especial da virada de ano, levando informação, atrações culturais e a tradicional queima de fogos em Macapá para toda a Amazônia.

O programa será exibido pelo Amazon Sat, Portal Amazônia e G1 Amapá, conectando diferentes estados da região em uma celebração marcada pela diversidade cultural e pelo sentimento de pertencimento amazônico.

Segundo Mariane Cavalcante, diretora executiva da Fundação Rede Amazônica, a iniciativa reforça o compromisso institucional da FRAM com a região: “O Fim de Ano Amazônico traduz a missão da Fundação Rede Amazônica de comunicar, educar e transformar. É um projeto que une solidariedade, cultura, informação e sustentabilidade, valorizando as pessoas e os territórios da Amazônia”.

Fim de Ano Amazônico

O Fim de Ano Amazônico integra ações sociais, educativas, ambientais e comunicacionais, reafirmando o papel da Fundação Rede Amazônica como agente de transformação social e de valorização da identidade amazônica, com impacto que vai além do período festivo.

O Projeto Fim de Ano Amazônico tem o apoio de Instituto Cultural Educacional Formar (ICEF), Supermercados Fortaleza, Tratalyx, Governo do Amapá e realização da Fundação Rede Amazônica (FRAM).

E-book infantil ‘Contos do Tariano’ reúne histórias do imaginário amazônico

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Foto: Divulgação

O escritor e mestre de cultura indígena Ismael Tariano lançou na noite do dia 19 de dezembro o e-book infantil ‘Contos do Tariano’, uma obra inspirada na tradição oral do povo Tariano, que reúne histórias transmitidas de geração em geração e agora ganham forma de leitura digital, acessível e contemporânea. O projeto valoriza a oralidade indígena amazônica e propõe um encontro entre memória ancestral, educação e literatura infantil.

Com linguagem simples e sensível ao universo das crianças, o e-book apresenta contos protagonizados por animais da floresta, personagens do imaginário amazônico e figuras simbólicas da cultura indígena, abordando temas como convivência, respeito à natureza, identidade cultural e sabedoria dos povos originários.

E-book infantil 'Contos do Tariano' reúne histórias do imaginário amazônico
Imagem: Reprodução/E-book ‘Contos do Tariano’

Segundo o autor, ‘Contos do Tariano’ transforma narrativas tradicionais em leitura viva, destinada a crianças, famílias, educadores e escolas, fortalecendo o vínculo entre cultura, infância e território.

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Para Ismael Tariano, a obra nasce do compromisso com a preservação da memória e da transmissão de saberes às novas gerações.

“Produzir o ‘Contos do Tariano’ é uma forma de manter viva a palavra dos nossos ancestrais. Essas histórias sempre foram contadas de forma oral, em família, na comunidade. Ao transformar esses contos em um e-book infantil, eu busco garantir que as crianças de hoje — indígenas e não indígenas — tenham acesso a esses ensinamentos, respeitando nossa cultura, nossa identidade e nossa relação com a natureza”, destaca o autor.

Além dos textos, a publicação conta com ilustrações do próprio Ismael Tariano, reforçando o caráter autoral e afetivo do projeto, onde palavra e imagem caminham juntas como extensão da tradição oral. O e-book também se apresenta como uma importante ferramenta pedagógica, contribuindo para o uso da literatura indígena em contextos educativos e culturais.

Leia também: Histórias e saberes regionais: e-book traz conteúdo que valoriza diversidade amazônica

Produção do e-book

As pesquisas, textos e ilustrações são Ismael Tariano, com produção e Keylla Gomes e Anderson Mendes. A revisão é de Francy Junior. Capa e projeto gráfico de Anderson Mendes.

‘Contos do Tariano’ foi contemplado pela Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, por meio do Conselho Estadual de Cultura – CONCULTURA, Manauscult, Prefeitura de Manaus, Ministério da Cultura e Governo Federal, reafirmando o compromisso com a valorização da diversidade cultural, da produção literária indígena e do acesso democrático à cultura.

O e-book está disponível gratuitamente para download, ampliando o acesso à cultura e à literatura infantil indígena. Baixe AQUI.

Parceria entre 30 instituições consolida base de dados única sobre abelhas brasileiras

Foto: Moisés Bandeira

A Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat) faz parte de uma vasta pesquisa colaborativa, envolvendo 30 instituições nacionais e pesquisadores de diversas universidades. Um marco para a ecologia e a taxonomia no Brasil, a pesquisa lançou o Banco de Dados de Caracteres Morfológicos de Abelhas Brasileiras (BBTD, do inglês Brazilian Bee Trait Database).

O estudo, publicado na prestigiada revista alemã Oecologia, não apenas preenche uma lacuna histórica de conhecimento, mas também revela que as características funcionais das abelhas brasileiras diferem drasticamente dos padrões observados em regiões temperadas, como China, Europa e Estados Unidos.

Leia também: Treme-treme: você sabia que as abelhas sem ferrão “dançam” para se comunicar?

Na Unemat, a pesquisa foi coordenada pelo professor e pesquisador Evandson José dos Anjos, coordenador do Programa de Pós-Graduação em Rede em Biodiversidade e Biotecnologia da Amazônia Legal (Bionorte) em Mato Grosso.

O principal achado do estudo é que a fauna neotropical inverte ou subverte regras ecológicas tidas como globais, tornando ineficazes as estratégias de conservação baseadas em dados externos.

Entre os contrastes mais notáveis, o estudo de 2.066 espécies de abelhas brasileiras verificou:

Ninhos aéreos ameaçados: Em contraste com a Europa, a China e a América do Norte, onde a maioria das abelhas fazem ninhos no solo, no Brasil, o número de espécies que constroem ninhos acima do solo (em árvores ocas ou cavidades naturais) é de quase 48%, equiparando-se às que criam ninhos em cavidades subterrâneas. Isso implica uma maior vulnerabilidade ao desmatamento  e à perda de grandes árvores.

Inversão no tamanho social: As abelhas eussociais (que vivem em colônia, como as abelhas sem ferrão) são, no Brasil, significativamente menores do que as espécies solitárias. Em outras regiões, a tendência é a oposta. Esta inversão no tamanho corporal é um desafio a modelos estabelecidos e exige estudos específicos sobre as pressões evolutivas no clima tropical.

Domínio da socialidade: A proporção de abelhas eussociais no Brasil é quatro vezes maior que na Europa, um reflexo da estabilidade climática tropical, que favorece o desenvolvimento de colônias perenes.

A força da ciência em rede

A complexidade e a extensão do trabalho, que compilou dados de décadas de coleções científicas, foram possíveis graças ao inédito esforço de cooperação nacional, tema central da discussão dos autores.

“É imperativo dizer que não fazemos ciência sozinhos”, ressalta o professor Evandson Anjos. “Este trabalho é uma reunião de pesquisadores de 30 instituições no Brasil, demonstrando o quanto podemos potencializar a pesquisa quando atuamos em rede”, afirma o pesquisador. “Este é um exemplo de como valorizar o trabalho colaborativo, que consolida dados de muitas décadas que, de outra forma, ficariam inacessíveis nas coleções”, declara Evandson.

Parceria entre 30 instituições consolida base de dados única sobre abelhas brasileiras
Na Unemat, a pesquisa com as abelhas foi coordenada pelo professor e pesquisador Evandson José dos Anjos, coordenador do Programa Bionorte em Mato Grosso. Foto: Moisés Bandeira

O BBTD já está disponível ao público e será continuamente atualizado com novas descobertas e espécies, transformando-se em uma ferramenta fundamental para pesquisadores, gestores ambientais e formuladores de políticas públicas.

Próximos passos

Os resultados do estudo reforçam a urgência de estratégias de conservação e manejo agrícola geograficamente adaptadas. Para a Unemat e as instituições parceiras, o próximo passo é utilizar o BBTD para direcionar futuras pesquisas de campo, focando nas espécies com maior lacuna de dados e nos impactos específicos de mudanças climáticas sobre os polinizadores nos biomas mato-grossenses.

O trabalho evidencia a capacidade da pesquisa brasileira em produzir conhecimento de alto impacto, indispensável para a conservação da biodiversidade global. Integram a pesquisa as universidades da Região de Joinville, de Brasília, de São Paulo, Estadual de Feira de Santana, as federais da Bahia, de Goiás, de Minas Gerais, de Uberlândia, do Pará, do Paraná, do Rio de Janeiro e Rural do Rio de Janeiro, bem como a estadunidense Universidade do Norte do Texas e a britânica Universidade de Oxford.

Além das universidades, o trabalho também integrou os institutos de Pesquisa Ambiental da Amazônia, Federal de Goiás, Nacional de Pesquisas da Amazônia e Tecnológico Vale, a Amplo Engenharia e Gestão de Projetos, a Unidade Amazônia Oriental da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), a Fundação Oswaldo Cruz, o Jardim Botânico do Rio de Janeiro, o Museu Paraense Emílio Goeldi, a empresa pública britânica Natural England, o holandês Centro e Biodiversidade Naturalis e a Secretaria de Estado de Saúde Pública do Distrito Federal.

*Com informações da Unemat