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Festival Internacional de Música reúne artistas da Itália, Bolívia e Estônia em Boa Vista

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Boa Vista recebe 4° Festival Internacional Sesc de Música. Foto: Divulgação/Sesc RR

Professores de música da Itália, Bolívia e Estônia participam do 4º Festival Internacional Sesc de Música, realizado em Boa Vista (RR). O evento reúne artistas nacionais e internacionais em concertos e intervenções musicais em diferentes espaços da capital. A programação segue até o dia 24 de julho. 

O evento iniciou no dia 13 de julho e, ao longo dos 12 dias de programação, as apresentações ocorrerão no Teatro Jaber Xaud, na Paróquia Matriz Nossa Senhora do Carmo, na Praça Capitão Clóvis e na Catedral Cristo Redentor. Também haverá ações em hospitais, abrigos e instituições sociais, mas essas atividades serão fechadas ao público.

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Entre os professores convidados estão o violinista italiano Emmanuele Baldin e o contrabaixista venezuelano Jonas Morales. Além do violoncelista Eveline Uue, da Estônia, e o também violoncelista carioca Fabio Presgrave, formado pela renomada Escola Juilliard, de Nova York. 

Leia também: Estudo resgata história do ensino de música em Manaus

Nos concertos realizados no Teatro Municipal, será necessário retirar ingresso antecipadamente. A entrada será solidária, mediante a doação de 1 kg de alimento não perecível com prazo mínimo de validade de 90 dias.

festival música sesc roraima
Foto: Divulgação/Sesc RR

Programação da semana:

Segunda-feira (20)

Para acolhidos:

10h: Festival na Cidade – Abrigo Maria Lindalva Teixeira de Oliveira 

Aberto ao público:

19h30: Recital de alunos de Metais e Percussão 

Terça-feira (21)

Aberto ao público:

18h: Concerto Oquestra Sinfônica do IBVM – Centro Amazônico de Fronteiras da Universidade Federal de Roraima

19h30: Recital de alunos de Violoncelos – Teatro Jaber Xaud 

Quarta-feira (22)

Aberto ao público: 

10h: Festival Sesc na Cidade Grupo de Câmara Sesc Mato Grosso do Sul – Centro de Memória e Cultura do Poder Judiciário

19h30: Concerto da OrquestaJovem com a participação especial de Artistas Regionais – Teatro Municipal de Boa Vista 

Quinta-feira (23)

Aberto ao público:

16h: Festival Sesc na Cidade Voz e Violão – Empresa do Comércio 

19h30: Recital de Canto Coral e Canto Lírico – Paróquia São Matheus 

Sexta-feira (24)

Aberto ao público:

12h: Festival Sesc na Cidade Voz e Violão – Restaurante da Sede Administrativa do Sesc Roraima

19h30: Concerto de Encerramento Orquestra Sinfônica Acadêmica – Teatro Municipal de Boa Vista

Os ingressos para os eventos no Teatro serão distribuídos nos seguintes locais:

Unidade de Cultura do Sesc – Avenida Major Williams, 893, Centro. Atendimento das 8h às 12h e das 14h às 18h;

Academia Sesc – Avenida Venezuela, Mecejana. Atendimento das 8h às 20h;

Instituto Boa Vista de Música (IBVM) – Rua da Tangerineira, 411, Caçari. Atendimento das 8h às 12h.

Festival Internacional Sesc de Música

Realizado em Roraima desde 2023, o Festival Internacional Sesc de Música reúne músicos, professores e estudantes do Brasil e de outros países em uma programação voltada à formação artística e ao acesso à cultura. 

Na quarta edição no estado, o evento reúne participantes do Brasil, da América Latina e da Europa e busca fortalecer a circulação artística, o intercâmbio entre músicos e o cenário cultural de Boa Vista.

*Com informações da Rede Amazônica RR e Sesc RR

J. Carlos Antony, Gregório Thaumaturgo de Azevedo e a Beneficente Portuguesa: o clamor pelo hospital

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Prédio do hospital na Rua Corrêa de Miranda, hoje Avenida Joaquim Nabuco. Manaus, 1893. Foto: Abrahim Baze/Acervo do autor

Por Abrahim Baze – literatura@amazonsat.com.br

As dificuldades financeiras apesar de todas as campanhas através dos leilões, das quermesses e sobretudo do arrendamento do teatro, não permitiram a construção e a instalação do hospital Beneficente Portuguesa como esperava. Havia muitas desistências, omissões e deserções por falta de hospital, a aspiração suprema dos associados. O projeto do presidente Teixeira de Souza, com a planta de J. Carlos Antony, não foi levado a cabo. As reclamações pelo hospital eram constantes.

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O desencanto e a ansiedade do grupo pode ser muito bem retratado no pronunciamento do sócio José Joaquim Migueis, em sessão da Assembleia Geral do dia 31 de outubro de 1885, sob a presidência do Comendador José Cláudio de Mesquita, pronunciamento que, aliás, foi registrado com certa obscuridade do secretário:

“… Supondo que muitos, longe de calcular o verdadeiro estado desta Sociedade e as dificuldades com as quais luta, deixam de pagar, alegando não ter ela ainda um hospital, onde os associados necessitados possam ser tratados, propunha que se autorizasse a diretoria a nomear uma comissão para estudar com a Mesa da Santa Casa de Misericórdia a fim de obter desta uma enfermaria, que possa colocar seis ou oito camas para receber os sócios doentes que estivessem nos casos de receber os benefícios prescritos nos Estatutos desta sociedade”.

J. Carlos Antony, Gregório Thaumaturgo de Azevedo e a Beneficente Portuguesa: o clamor pelo hospital
Gregório Thaumaturgo de Azevedo e João Carlos Antony. Foto: Abrahim Baze/Acervo do autor

Tal proposta de recorrer à Santa Casa de Misericórdia vinha acompanhada da justificativa de que isto seria um incentivo para atrair a esta sociedade maior número de sócios contribuintes e fazê-la progredir, levando-a do abatimento em que se acha. Por esta manifestação, sente-se perfeitamente o descontentamento de que se encontravam possuídos os membros da sociedade pela falta de um hospital depois de doze anos de luta. Logo a seguir foi firmado o contrato com a Santa Casa de Misericórdia.

Outro fato interessante ocorreu no dia 8 de novembro de 1885, quando o Comendador José Cláudio de Mesquita recebeu a visita do médico Dr. João Machado de Aguiar Melo oferecendo gratuitamente os seus serviços médicos, logo que o Hospital dispunha de uma enfermaria que pretenda estabelecer e receber seus doentes, este ato humanitário foi aceito imediatamente. De certo modo não foi justificado o por quê do projeto de J. Carlos Antony na presidência do Comendador Teixeira de Souza, tenha sido relegado a segundo plano.

A Sociedade recebeu gratuitamente os serviços do Comendador e sócio honorário Gregório Thaumaturgo de Azevedo que confeccionou a planta do hospital gratuitamente, tendo recebido, portanto, a homenagem de sócio honorário na presidência de Bernardo Antônio de Oliveira Braga. As obras da enfermaria seguiram em ritmo acelerado, de modo que em 19 de novembro de 1887, o empreiteiro José Hermida, deu por concluída as obras e entregou as chaves da enfermaria.

A cozinha do hospital. Manaus, 1900. Foto: Abrahim Baze/Acervo do autor

“… O engenheiro João Carlos Antony, natural do Amazonas, umas das figuras mais representativas da ilustre família dos Antony, nasceu em Manaus a 19 de março de 1833, falecendo na mesma cidade a 2 de novembro de 1918.

Foram seus pais o negociante Henrique Antony, nascido em Ajácio Ilha de Córcega na Itália, e de dona Leocádia, amazonense filha de Antônio José Brandão, português irmão do celebre Arcebispo de Braga e de Lisboa Dom Frei Caetano Brandão. João Carlos Antony foi colega de Ramalho Ortigão e Arthur Napoleão, no mesmo colégio. Continuando seus estudos, seguiu para Florença, onde se diplomou em 1876. Na ocasião em que transitava, rumo aos Estados Unidos, o Imperador Dom Pedro II, integrou a Comissão Receptora de Festejos à Sua Majestade”.

“… O General Gregório Thaumaturgo de Azevedo, uma das figuras mais destacadas do nosso Exército, nasceu no Piauí, a 17 de novembro de 1851, filho de Manuel de Azevedo Moreira de Carvalho. Jovem de invejável inteligência, bacharelou-se em Ciências Físicas e Matemática, pela Escola Militar de Realengo no Rio de Janeiro e, depois em Ciências Sociais e Jurídicas pela Faculdade de Recife, foi um homem de vida dinâmica, tanto no Exército quanto fora dele. Por mais de meio século, seu nome encheu de vibração os faustos das atividades militares, cíveis e políticas. Sobretudo do estado a que ele quase sempre esteve ligado”.

Fonte

Dados Biográficos Compilados do Dicionário Amazonense de Biografias de Agnello Bittencourt.

Leia também: História da Medicina no Amazonas: as vidas mutiladas pela hanseníase, momentos de dor e tristeza

Sobre o autor

Abrahim Baze é jornalista, graduado em História, especialista em ensino à distância pelo Centro Universitário UniSEB Interativo COC em Ribeirão Preto (SP). Cursou Atualização em Introdução à Museologia e Museugrafia pela Escola Brasileira de Administração Pública da Fundação Getúlio Vargas e recebeu o título de Notório Saber em História, conferido pelo Centro Universitário de Ensino Superior do Amazonas (CIESA). É âncora dos programas Literatura em Foco e Documentos da Amazônia, no canal Amazon Sat, e colunista na CBN Amazônia. É membro da Academia Amazonense de Letras e do Instituto Geográfico e Histórico do Amazonas (IGHA), com 40 livros publicados, sendo três na Europa.

*O conteúdo é de responsabilidade do colunista

Amazon On reúne especialistas para debater futuro sustentável da Amazônia

Amazon On 2026 leva a Manaus referências mundiais em tecnologia, energia e conectividade. Foto: Reprodução/Rede Amazônica AM

A terceira edição do Amazon On será realizada nos dias 5 e 6 de agosto, no Centro de Convenções Vasco Vasques, em Manaus. O evento vai reunir especialistas de tecnologia, telecomunicações, energia e inovação para discutir soluções de desenvolvimento sustentável na Amazônia. As inscrições estão abertas no site. 

A programação inclui debates sobre conectividade, transição energética, bioeconomia, infraestrutura digital e preservação ambiental, com participação de especialistas brasileiros e estrangeiros. 

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Durante os dois dias, os painéis vão abordar temas como tecnologia aplicada à floresta, expansão da conectividade digital e infraestrutura de telecomunicações. Os especialistas vão compartilhar experiências para impulsionar o desenvolvimento sustentável da região.

Entre os palestrantes confirmados estão executivos de empresas como Huawei, HMN Technologies, Qualcomm, Azion, Âmbar Energia, NEC Brasil e Energisa. Também participam representantes do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), Banco Mundial e União Internacional de Telecomunicações (UIT).

Leia também: Inovação impulsiona sustentabilidade e eficiência na indústria amazônica

COP 30 é tema de debate no Amazon On
Amazon On chega à terceira edição. Foto: Diego Oliveira/Acervo Portal Amazônia

Amazon On reúne representantes de diversos países

Autoridades brasileiras e internacionais também estarão presentes, incluindo representantes da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), Ministério das Comunicações, Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), Banco de Desenvolvimento da América Latina e Caribe (CAF) e órgãos reguladores da Colômbia e da República Dominicana. Ministros da Guiana e do Suriname também participam.

Representando a academia e a produção científica da região, participam os professores Nilton Pereira da Silva, da Universidade Federal do Amazonas (Ufam); Rodrigo Augusto Ferreira de Souza, da Universidade do Estado do Amazonas (UEA); a pesquisadora em bioeconomia Maria Angélica de Almeida Correa; e o especialista em desenvolvimento territorial Jader Gama. Os painéis serão mediados por nomes como Willamy Moreira Frota, diretor da Aneel; Edson Holanda; Paulo Luciano; e Márcio Lino, CEO da COLIN Consultoria e senior advisor da EllaLink Subsea Cables. 

A academia também estará representada por professores da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), além de pesquisadores em bioeconomia e desenvolvimento territorial. Os painéis terão mediação de especialistas do setor público e privado.

*Com informações da assessoria

Esporte bretão? Documentário reacende debate sobre origem do futebol e envolvimento do Amazonas

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Capa do documentário ‘Amazonas: O jogo da bola’ que fala sobre uma possível origem do futebol no Amazonas. Foto: Reprodução/Amazonas: O jogo da bola

Em toda Copa do Mundo de Futebol o esporte passa a ser o centro das atenções. Conhecido como o “esporte bretão” por ter suas regras modernas oficializadas na Inglaterra, em 1863, o futebol também inspira uma reflexão apresentada no documentário amazonense ‘Amazonas: O Jogo da Bola’: será que a história desse esporte começou apenas na Grã-Bretanha?

Dirigido pelo cineasta amazonense Chicão Fill, nome artístico de Francisco Filho, o longa-metragem reúne cerca de dez anos de pesquisas e apresenta documentos, relatos históricos e entrevistas que buscam mostrar a relação da Amazônia com uma das práticas esportivas mais populares do planeta.

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A produção parte de um registro feito em 1744, na então Vila de Ega — atual município de Tefé, no Amazonas —, onde o cientista e explorador francês Charles-Marie de La Condamine descreveu indígenas do povo Kambeba praticando um jogo com uma bola produzida a partir do látex extraído da seringueira.

O documentário explica que esse é um dos registros mais antigos conhecidos de um jogo semelhante ao futebol em território brasileiro. Segundo a narrativa da obra, a bola confeccionada com borracha natural chamava a atenção dos europeus pela capacidade de quicar, característica incomum para a época. O relato passou a integrar estudos sobre a história dos jogos com bola e serve como ponto de partida para discutir a participação da Amazônia na trajetória desse esporte.

Embora a história oficial reconheça a Inglaterra como berço do futebol moderno, devido à criação das regras pela Football Association em 1863, o filme não pretende contestar esse marco histórico. A proposta é ampliar o debate sobre práticas semelhantes ao futebol existentes muito antes da codificação do esporte e mostrar que registros históricos encontrados na Amazônia fazem parte dessa discussão.

Leia também: Primeira partida de futebol do Brasil aconteceu na Amazônia; descubra onde

Da floresta à Revolução Industrial

Além dos aspectos históricos, ‘Amazonas: O Jogo da Bola’ estabelece uma conexão entre a floresta amazônica, a borracha e o desenvolvimento do futebol moderno. O filme destaca que o látex extraído da seringueira, utilizado pelos povos indígenas para fabricar bolas elásticas, tornou-se um dos produtos mais importantes do mundo durante a Revolução Industrial.

Com o desenvolvimento do processo de vulcanização, patenteado por Charles Goodyear em 1844, a borracha ganhou resistência e elasticidade, permitindo sua utilização em larga escala pela indústria. Entre os diversos produtos fabricados com esse material estavam as bolas utilizadas em modalidades esportivas, incluindo o futebol.

Dessa forma, o documentário demonstra como a matéria-prima produzida na Amazônia contribuiu para a evolução dos equipamentos esportivos e para a consolidação da modalidade praticada atualmente.

A produção também apresenta a importância histórica de Tefé, município localizado na região do Médio Solimões. Conhecida no período colonial como Vila de Ega, a cidade foi ponto de passagem de naturalistas, exploradores e cientistas europeus interessados em estudar a biodiversidade amazônica e os conhecimentos dos povos indígenas.

Foi nesse cenário que La Condamine registrou, em 1744, o jogo praticado pelos Kambeba com uma bola feita de látex, episódio que se tornou o eixo central do documentário.

Conheça: 5 dicas do que fazer em Tefé, o “coração da Amazônia”

Imagem em Preto e Branco mostra Vila de Eva onde jogo parecido com futebol foi registrado
Foto: Reprodução/Amazonas – O Jogo da Bola

O futebol no Amazonas

Para reconstruir essa trajetória, Chicão Fill reuniu especialistas de diferentes áreas. Entre os entrevistados estão o escritor, jornalista e dramaturgo Márcio Souza; o historiador Gaspar Vieira Neto, autor do livro “Memórias do Esporte Bretão Caboclo”; o jornalista e pesquisador Mário Adolfo; o escritor Tenório Telles; o cronista esportivo Carlos Zamith; além de pesquisadores, professores, ex-jogadores e dirigentes esportivos que contextualizam a formação do futebol no Amazonas e sua relação com a história da região.

Relembre: Pesquisa sobre origem do futebol do Amazonas será publicada em livro

Com aproximadamente 80 minutos de duração, o documentário percorre desde os relatos de La Condamine até a consolidação do futebol amazonense, abordando o surgimento dos clubes locais, a evolução da modalidade no estado e a construção da Arena da Amazônia para a Copa do Mundo de 2014. A obra também foi reconhecida internacionalmente ao conquistar o prêmio de Melhor Documentário no Festival Internacional Art & Tur, em Portugal.

Confira:

Experiência de saúde bucal com indígenas do Acre é premiada em congresso de saúde pública nacional

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Trabalho premiado foi desenvolvido pela cirurgiã-dentista Tahine Viana para atender a comunidade do povo Kulina/Madjá, em Manoel Urbano, no Acre. Foto: Tahine Viana/Acervo pessoal

Uma experiência desenvolvida no Acre para promover a saúde bucal entre povos indígenas do Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) Alto Rio Purus recebeu um dos prêmios de destaque no Congresso Nacional do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), considerado o maior congresso de saúde pública do mundo.

O reconhecimento foi concedido ao trabalho “Promoção da Saúde Bucal de Povos Indígenas do DSEI Alto Rio Purus”, apresentado durante o evento realizado nesta semana, em Porto Alegre (RS), que reúne milhares de gestores, profissionais, pesquisadores e representantes de instituições de saúde de todo o país para compartilhar experiências exitosas desenvolvidas no Sistema Único de Saúde (SUS).

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A iniciativa foi desenvolvida pela cirurgiã-dentista Tahine Viana, integrante da Equipe Multidisciplinar de Saúde Indígena (EMSI) do Polo Base de Manoel Urbano, no interior do Acre, responsável pelo atendimento ao povo indígena Kulina/Madjá.

O projeto destaca estratégias de promoção da saúde bucal construídas de forma culturalmente sensível, respeitando os costumes, os conhecimentos tradicionais e o modo de vida das comunidades indígenas atendidas.

As ações envolvem prevenção, educação em saúde e fortalecimento do cuidado integral, buscando ampliar o acesso à informação e melhorar a qualidade de vida da população.

Para a profissional, o reconhecimento reforça a importância de desenvolver pesquisas voltadas às especificidades da saúde indígena e de conciliar inovação com respeito às tradições dos povos originários

“Esse trabalho representa a importância de desenvolver pesquisas voltadas para a realidade da saúde indígena, sempre respeitando a cultura, os saberes tradicionais e as particularidades de cada povo. Acredito que a tecnologia, quando utilizada de forma ética e responsável, pode ser uma grande aliada na promoção da saúde e na ampliação do acesso à informação”, afirmou.

Leia também: Região Norte lidera a busca por procedimentos estéticos bucais, aponta pesquisa

Experiência de saúde bucal com indígenas do Acre é premiada em congresso de saúde pública nacional
Foto: Tahine Viana/Acervo pessoal

Troca de experiências do Acre

Além de reconhecer a experiência acreana, a premiação destacou o trabalho realizado pelas equipes de saúde indígena que atuam em regiões de difícil acesso, enfrentando desafios logísticos para garantir atendimento às comunidades.

A cirurgiã-dentista também destacou a oportunidade de apresentar a realidade vivida pelas equipes que atuam em territórios indígenas durante o congresso.

“Participar desse congresso foi uma experiência muito enriquecedora, pela oportunidade de compartilhar conhecimentos e aprender com profissionais de diferentes regiões do país e mostrar um pouco da nossa realidade vivenciada no nosso território. Espero que esse trabalho incentive novas iniciativas e fortaleça ainda mais as ações de promoção da saúde voltadas às comunidades indígenas”, completou.

*Por Renato Menezes, da Rede Amazônica AC

Verão amazônico aumenta risco de acne solar, alerta dermatologista

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Verão amazônico aumenta riscos para a saúde da pele. O uso diário de protetor solar é essencial, alerta especialista. Foto: Jesiel Braga/PMM

Com a chegada do verão amazônico, o Amapá enfrenta mais riscos para a saúde da pele. Especialistas reforçam a importância da hidratação e da proteção contra o sol. O uso diário de protetor solar é essencial. Ele ajuda a evitar queimaduras e reduz o risco de doenças graves, como o câncer de pele.

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A dermatologista Simone Sá alerta que o sol forte exige atenção. As altas temperaturas favorecem o surgimento de problemas de pele. Entre os problemas mais comuns está a acne solar. O tratamento é prescrito por um profissional e deve começar logo nos primeiros sinais para evitar complicações.

“A acne pode ser classificada em quatro graus. O primeiro aparece como pequenas bolinhas, geralmente na região T do rosto (testa, nariz e queixo). O segundo grau são bolinhas vermelhas com um pouco de líquido branco dentro. O terceiro corresponde às chamadas espinhas carnais, que são lesões maiores, doloridas e nodulares. Já o quarto grau reúne essas espinhas carnais em lesões confluentes na pele do paciente”, explica Simone.

A principal causa da acne solar é a exposição prolongada ao sol, que aumenta a produção de sebo e inflamação. Fatores genéticos e hormonais também influenciam.

“O clima do Amapá favorece o aparecimento da acne. Em ambientes úmidos e quentes, como os nossos, o calor faz com que as glândulas sebáceas produzam mais sebo. Isso aumenta a oleosidade da pele e facilita o surgimento das lesões”, afirma a dermatologista.

Dicas de prevenção:

  1. Use protetor solar todos os dias, mesmo com tempo nublado. Reaplique a cada duas horas ou após nadar e suar. Prefira produtos oil-free.
  2. Evite o sol direto entre 10h e 16h. Procure sombra e use chapéu, roupas leves e óculos escuros.
  3. Mantenha a pele limpa. Lave o rosto duas vezes ao dia com sabonete suave. Não esfregue com força.
  4. Evite cosméticos e hidratantes com óleo, que podem obstruir os poros.

Leia também: Verão amazônico: 11 dicas para fugir do calor da Amazônia

Cuidados na rede pública de saúde

O Centro de Referência em Doenças Tropicais (CRDT) passou a oferecer, há dois meses, pequenas cirurgias para remover lesões de câncer de pele. O objetivo é acelerar o diagnóstico e encaminhar os pacientes para atendimento especializado.

Os procedimentos retiram sinais ou feridas em fase inicial, que podem evoluir para casos mais graves. As cirurgias são realizadas por um dermatologista do CRDT, após encaminhamento feito por clínico geral da Unidade Básica de Saúde (UBS).

A orientação é que a população fique atenta a sinais como feridas que não cicatrizam ou lesões que sangram com facilidade.

Verão amazônico aumenta risco de acne solar, alerta dermatologista
Foto: Rodrigo Abreu/Sesa

Como realizar o agendamento

Para agendar, o paciente deve passar por consulta na UBS e solicitar encaminhamento. Depois, deve ir a uma unidade do Super Fácil para marcar a consulta.

O agendamento é feito pela rede Super Fácil, que informa ao paciente o dia do atendimento no CRDT.

O CRDT atende de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h, na Rua Professor Tostes, nº 2212, em Macapá. As triagens dermatológicas acontecem de segunda a quinta-feira.

*Por Mariana Ferreira e Crystofher Andrade, da Rede Amazônica AP

O que fazer no Parque Anauá, em Boa Vista?

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Parque Anauá. Foto: Gildo Júnior/ Bora de Trip

Os finais de semana em Boa Vista tem um local pronto para a diversão em família e amigos, que desejam realizar um simples piquenique a até aulas de parapente. Neste final de semana convidamos você, família e amigos para participar de um momento de diversão num dos maiores parques públicos de lazer, o nosso Parque Anauá.

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Nossa linda Capital Boa Vista, com belas praças, vários locais para visitar, passear, passar uma tarde com amigos e família.

Praça das Águas, praça da Bandeira, praça do São Francisco, praça Germano Augusto Sampaio, Orla Taumanã, Centro Histórico, praça do Ayrton Senna, praça Fábio Paracaty, entre muitos outros pontos de Boa Vista, escolhemos um dos que mais tem sido visitado nos finais de semana, o Parque Anauá, o maior parque de lazer da região norte.

imagem colorida mostra por do sol no Parque Anauá
Foto: Gildo Júnior/ Bora de Trip

A cada final de semana o parque tem recebido um grande número de visitantes, famílias, amigos, colegas de trabalho, membros de igrejas, seja para uma simples confraternização ou para comemorar um aniversário, há também aqueles que levam suas redes para descansar sobre a sobra das árvores e os que vão apenas para curtir o local.

Algumas das atividades que tem sido o ponto alto do parque são os patins e o longboard, que podem ser alugados ali mesmo, tem também o skate, o sleakline, treino de rúgbi, aulas de parapente, brincadeiras com pipas, corridas, pedaladas de bike e bicicross.

Adolescentes em longboards, modalidade de skate, no Parque Anauá. Foto: Gildo Júnior/ Bora de Trip

Além dessas atividades, vemos reuniões, passeios em família, vôlei, piquenique, passeio com animais, cultos ao ar livre, alguns que banham no lago, outros que amam fotografar e vão para aproveitar as belezas e o movimento que tem tido o parque.

Leia também: #Série – Atividades ao ar livre: 5 lugares para fazer atividade física em Boa Vista

O Parque Anauá tem em suas dependências um museu, uma galeria de artes, um anfiteatro, uma pista de kart, o forródromo, o lago dos Americanos, um parque aquático, uma pista de aeromodelismo, pista de speedway, o estádio poliesportivo Totozão, uma praça com fontes, escola de música, restaurantes, lanchonetes, o píer sobre o lago dos Americanos, horto municipal, e toda sua área verde ao redor do lago usado pelos visitantes para se confraternizar e brincar.

Ah, vale ressaltar que algumas destas áreas precisam ser consultadas antes sobre seu funcionamento.

O que fazer no Parque Anauá

Pedidos de Casamento

Imagem colorida mostra pedido de casamento no Parque Anauá
O professor Rony Mesquita pediu Camila em casamento no Parque Anauá. Foto: Cedida pelo Casal a Gildo Júnior

Isso mesmo, o parque Anauá já foi palco inúmeras vezes de pedidos de casamentos e casamentos, aí está a prova de um, do qual eu fui padrinho. Alex, pedindo a sua amada Camila em casamento, dentro da área do Parque. Os padrinhos bolaram a ideia, o noivo topou e a noiva caiu direitinho. Pela cena já dá pra ver a reação

Ensaios fotográficos

O Parque Anauá é um dos points dentro de Boa Vista, mais utilizados para ensaios fotográficos, por ter vários ambientes para serem utilizados pela fotografia, que vai desde a áreas cobertas com bambuzais, área com um tapete enorme de grama, a cercas, prainhas. 

Imagem em preto e branco e colorida mostra ensaio de casal em gravidez no Parque Anauá
Foto: AG Fotografia cedida a Gildo Júnior

Ah, há também um corredor de árvores que levam a um anfiteatro, alguns bancos bem posicionados, uma fonte linda, um lindo pier e um pôr do sol de encantar o olhar, entre muitas outras áreas a serem exploradas dentro do parque.

Imagem colorida mostra jornalista pousando pra foto em casa de madeira no Parque Anauá
Ensaio com a jornalista Sheneville Araújo. Foto: Gildo Júnior/ Bora de Trip

Piquenique

Sabe quando a turma quer se encontrar, colocar o papo em dia, curtir um ambiente agradável e amplo, celebrar aniversários e/ou até mesmo, só passear, pois é, ali é o lugar. Como tem uma área gigante com grama basta levar a toalha quadriculada, ou de qualquer outra cor, jogar no chão, colocar os comes e bebes, sentar ao redor e curtir.

Foto: Gildo Júnior/ Bora de Trip

Pipa ou Papagaio?

Por ser uma área grande, aberta, que venta muito, e livre de trânsito veloz, o Parque tem também uma grande aceitação dos empinadores de pipa/papagaio, que, além de irem empinar todos os finais de semana, anualmente participam do Festival de Pipas, que já virou tradição em nosso Estado. Eae, você já empinou pipa também pelo parque Anauá?

Foto: Gildo Júnior/ Bora de Trip

Esporte e Diversão

Se você é apaixonado por esportes e/diversão, ali é o lugar. Tem pistas de skate, área para correr, para a prática de corrida de orientação, tem pista de cart e de patins, para andar de bike ou até mesmo de MTB, longboard e de parapente, aeromodelismo, motocross, speedway, entre outras atividades.

Foto: Gildo Júnior/ Bora de Trip

O que levar?

Boné, roupas leves, sandália ou tênis, água para se reidratar, frutas, e não esqueça de levar seu celular ou câmera fotográfica para registrar os momentos com sua turma.

E você, já foi no Parque Anauá?

Eae, você já foi no Parque Anauá? Se sim, deixa aí nos comentários como foi a sua visita, e se eu esqueci de colocar algo, manda nos comentários também que já aproveito para acrescentar! Ah, se fez foto, ou pediu alguém em casamento, e até mesmo fez algum registro de foto ou vídeo lá, manda nos comentários para nossa turma curtir seu material também!

Leia também: De paraquedas na Amazônia: “um passeio panorâmico incrível”

Sobre o autor

Gildo Júnior é fotógrafo, videomaker, aventureiro e colecionador de roteiros no Bora de Trip e colunista no Portal Amazônia. Para o servidor público federal, “o mundo é imenso, repleto de lugares para conhecer, de coisas para fazer, de culturas para admirar, comidas para provar e pessoas para conhecer”.

*O conteúdo é de responsabilidade do colunista

Homens pardos, de baixa escolaridade e em áreas rurais são as principais vítimas de acidentes com cobras no Brasil

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Homens são as maiores vítimas de acidentes com cobras em áreas rurais. Foto: Reprodução/Instituto Butantan

Homens concentram mais de 77% dos acidentes com jararacas, cascavéis, corais e surucucus registrados no Brasil entre 2010 e 2022. O perfil de maior risco também inclui adultos, pardos, moradores de áreas rurais e pessoas com menor escolaridade. É o que mostra um estudo realizado em parceria entre o Ministério da Saúde, a Secretaria da Saúde do Estado de São Paulo (SES-SP), a Universidade de São Paulo (USP), a Universidade Estadual Paulista (Unesp) e o Instituto Butantan e publicado no dia 17 de julho na Revista do SUS (RESS). As conclusões podem orientar ações de prevenção, educação e a alocação de recursos em saúde.

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A equipe examinou mais de 329 mil registros feitos ao longo de 13 anos no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN), plataforma do Sistema Único de Saúde (SUS) que reúne informações sobre doenças de notificação compulsória.

Homens são maioria das vítimas

A partir desse conjunto, compilou e analisou dados sobre as vítimas – como idade, raça e escolaridade -, sobre as espécies envolvidas, a distribuição geográfica dos casos e fatores relacionados ao atendimento e aos desfechos, incluindo óbitos.

A maioria dos acidentes ocorreu com homens (77,8%), pardos (58,4%), entre 20 e 59 anos (76,3%), com menor escolaridade (48,0%) e residentes de áreas rurais (63,9%). “O perfil das vítimas sugere que os acidentes com cobras estão associados à exposição ocupacional e a desigualdades sociais”, afirma Gisele Dias de Freitas, pesquisadora da SES-SP e autora do estudo.

Além dos homens serem os mais atingidos, investigação também evidenciou desigualdades regionais, com maior concentração de casos e maior mortalidade no Norte e no Centro-Oeste. Além disso, os registros variaram ao longo do ano, com aumento nos meses mais chuvosos.

Os acidentes com jararacas, cascavéis, corais e surucucus resultaram em 1.514 óbitos, sendo a maioria (74,2%) associada às jararacas e a maior taxa de letalidade anual, às cascavéis (0,1%). Para Freitas, o atraso no atendimento está entre os principais fatores por trás dessas mortes.

“Em regiões remotas, as grandes distâncias, a dependência de transporte fluvial ou terrestre e a limitada disponibilidade de serviços especializados dificultam o acesso rápido à soroterapia”, afirma.

Leia também: Serpentes lideram acidentes com animais peçonhentos no Amazonas em 2025; saiba como prevenir

homens e mulheres ribeirinhos
Homens também sofrem com os acidentes principalmente pela falta de acesso rápido à hospitais. Foto: Alexandre de Moraes

A autora ressalta ainda a influência de fatores culturais e comportamentais, como a busca inicial por tratamentos caseiros ou tradicionais e, em alguns casos, a subestimação da gravidade do acidente.

Mais de 65% das vítimas picadas por jararacas, cascavéis e corais receberam atendimento em até três horas – dentro do intervalo recomendado de até seis horas para reduzir o risco de complicações.

Nos casos envolvendo surucucus, o percentual foi menor: apenas 44,1% foram atendidas no tempo ideal, enquanto 35,4% receberam assistência entre três e 12 horas. “Coincidentemente, esses acidentes ocorrem em regiões mais remotas e de difícil acesso aos serviços de saúde”, ressalta a pesquisadora.

O Brasil ocupa o terceiro lugar mundial em número de acidentes com cobras, ao lado do Vietnã e atrás apenas da Índia e do Sri Lanka. Desde 2019, quando a Organização Mundial da Saúde (OMS) aprovou a estratégia global contra o ofidismo, o país segue em busca do objetivo estabelecido pela entidade de reduzir em 50% as mortes e incapacidades causadas por eles até 2030.

Segundo Freitas, é possível avançar significativamente nesse objetivo, sobretudo por conta da rede de vigilância consolidada, do sistema público com soros antivenenos gratuitos e do sistema de notificações que cobre o território nacional. Ainda assim, os desafios permanecem.

“O principal é garantir que o paciente receba atendimento e soroterapia adequados no menor tempo possível, especialmente em áreas rurais e remotas”, afirma.

A autora argumenta que, para isso, o investimento em acesso, educação e pesquisas deve ser contínuo, reforçando que a equipe segue avançando na produção de conhecimentos sobre o tema.

“O objetivo é produzir evidências que apoiem a tomada de decisão dos gestores e contribuam para políticas públicas mais eficientes, especialmente para as populações mais vulneráveis e expostas ao risco”, conclui.

*O conteúdo foi originalmente publicado pela Agência Bori

Decreto atualiza benefícios fiscais para empresas do Polo Industrial de Manaus; créditos chegam a 100%

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Decreto atualiza benefícios fiscais para empresas do Polo Industrial de Manaus (PIM). Foto: Divulgação

O Governo do Amazonas atualizou incentivos fiscais relacionados ao Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) para empresas instaladas no Polo Industrial de Manaus (PIM). As medidas foram publicadas no Diário Oficial do Estado (DOE) de 10 de julho e envolvem benefícios com percentuais que variam de 55% a 100%.

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Segundo a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação (Sedecti), a publicação não representa a criação de novos incentivos, mas a adequação de benefícios já existentes às regras da legislação estadual atualmente em vigor. Os atos alcançam empresas dos setores de bebidas, eletroeletrônicos, climatização, construção civil, embalagens, iluminação, alimentos e transformação de plásticos.

Os incentivos foram atualizados por meio de decretos assinados pelo governador Roberto Cidade (União Brasil) e têm validade até 31 de dezembro de 2032. De acordo com a Sedecti, os produtos incentivados precisaram migrar para o Decreto nº 47.727, de 5 de julho de 2023, que regulamenta a Política de Incentivos Fiscais e Extrafiscais do Amazonas.

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Decreto atualiza benefícios fiscais para empresas do Polo Industrial de Manaus
Decreto atualiza benefícios fiscais para empresas do Polo Industrial de Manaus. Foto: Josney Benevuto/Rede Amazônica

A secretaria informou que o Decreto nº 54.652, publicado em 10 de julho, atualizou o enquadramento de diversos produtos que ainda não haviam sido adequados às regras da legislação vigente, garantindo a manutenção da validade dos benefícios.

Segundo a pasta, o trabalho de revisão continua sendo realizado para identificar e corrigir eventuais desatualizações nos incentivos concedidos pelo estado. As empresas beneficiadas deverão cumprir os projetos técnicos aprovados pelo Conselho de Desenvolvimento do Estado do Amazonas (Codam) e obter laudo técnico emitido pela Sedecti para usufruir dos benefícios.

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O que é o ICMS

O ICMS é um imposto estadual cobrado sobre a circulação de mercadorias e a prestação de serviços de transporte interestadual e intermunicipal e de comunicação. Ele incide sobre a maior parte dos produtos comercializados no país e representa uma das principais fontes de arrecadação dos estados.

No Amazonas, a política de incentivos fiscais é utilizada para estimular a instalação e a expansão de indústrias no Polo Industrial de Manaus. Na prática, o crédito-estímulo reduz o valor do imposto devido pelas empresas, diminuindo custos de produção e aumentando a competitividade dos produtos fabricados no estado.

Decreto atualiza benefícios fiscais para empresas do Polo Industrial de Manaus. Foto: Suframa/Divulgação

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Os decretos publicados pelo governo estadual atualizam enquadramentos fiscais de empresas de diferentes segmentos industriais instaladas no Polo Industrial de Manaus. Os percentuais de crédito-estímulo variam de 55% a 100%, conforme o tipo de produto e as regras previstas na legislação estadual.

Confira abaixo as empresas contempladas, os produtos enquadrados e os respectivos percentuais de incentivo:

Empresas e percentuais concedidos

EmpresaProdutoCrédito de ICMS
Comercial Pra Café LtdaComposto de resina de polietileno ou polipropileno90,25%
MK BR S.ACaixa acústica para reprodução de áudio digital sem fio55%
Samsung Eletrônica da AmazôniaUnidade condensadora para ar-condicionado split100%
Ball Beverage Can South AmericaResíduos metálicos recicláveis não ferrosos90,25%
Ball Beverage Can South AmericaTampa básica para embalagens90,25%
J Toledo da AmazôniaMotocicletas de 100 cm³ a 450 cm³55%
A Alves de Sousa Indústria e Comércio de MotosMassa plástica55%
Cal-CompSwitch (distribuidor de conexões para rede)100%
Pinheiro & RodriguesGelo em escama75%
Pinheiro & RodriguesPicadinho de peixe congelado100%
Pinheiro & RodriguesHambúrguer de peixe100%
Pinheiro & RodriguesFilé de peixe100%
Pinheiro & RodriguesPeixe eviscerado100%
W da Amazônia Indústria e Comércio de Papéis e FilmesFita plástica para impressão de dados de identificação90,25%
TodaytecPapel para impressão e processos gráficos55%
Norpolim Nordeste PolímerosTampa plástica para embalagem55%
Norpolim Nordeste PolímerosArtigos plásticos para transporte e embalagem55%
Elgin Industrial da AmazôniaUnidade evaporadora para ar-condicionado split100%
Synergy Indústria de Áudio da AmazôniaCaixa acústica55%
Fonte: Diário oficial do Governo do Amazonas

Decretos também atualizaram benefícios de outras empresas

Além do Decreto nº 54.652, que atualizou o enquadramento de 19 produtos, o governo estadual publicou decretos específicos relacionados a outras indústrias instaladas no Amazonas, adequando os benefícios às regras da legislação vigente.

Entre elas está a Ambev S.A., que teve atualizado o enquadramento com crédito-estímulo de 55% para a fabricação de refrigerantes à base de guaraná e de outros sabores. A IE Legacy Partners Brasil Indústria e Comércio foi contemplada com incentivo de 55% para a produção de luminárias com fonte de luz em estado sólido.

Decreto atualiza benefícios fiscais para empresas do Polo Industrial de Manaus. Foto: Divulgação

A KTZ Modular teve atualizado o enquadramento para a fabricação de contêineres e módulos habitacionais, com crédito-estímulo de 55%. Já a KTZ Construções e Estruturas foi contemplada com crédito de 55% para estruturas metálicas e artefatos de cimento destinados à construção civil, percentual que pode chegar a 75% quando os produtos forem comercializados diretamente para empresas do setor.

Outro destaque é a Amazon Green Indústria Comércio e Embalagens de Madeira, que recebeu enquadramento com crédito-estímulo de 90,25% para a fabricação de pallets de madeira. A empresa também obteve diferimento do ICMS, mecanismo que adia o recolhimento do imposto em determinadas operações.

Os atos publicados ainda contemplam a Mystic da Amazônia Indústria de Eletroeletrônicos, com benefício voltado à fabricação de fogões por indução.

*Com informações da Rede Amazônica AM

Projetos buscam fortalecimento de Programa Nacional de Alimentação Escolar no Mato Grosso

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Projetos propõem mudanças. Foto: Reprodução/ICV

Na alimentação da Escola Estadual Leonardo Crixi Apiaká, na Terra Indígena Apiaká Kayabi, em Mato Grosso, um dos pratos preferidos pelos alunos é o peixe fresco ensopado. Na região, há fartura e diversidade de peixes, mas para que esse produto da cultura alimentar indígena chegasse à escola, foi necessária uma longa negociação.

O diretor da escola, Edilson Crixi Morimá, conta que uma das exigências feitas pelo poder público era que a escola aceitasse apenas uma variedade de peixe e, ainda, que o produto fosse entregue como filé. Após muita conversa para promover o reconhecimento da diversidade e da cultura local, o alimento passou a ser aceito nos pratos dos alunos tal e qual já era consumido na comunidade: de várias espécies e formas de consumo.

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Esse é apenas um exemplo das barreiras que os alimentos tradicionais enfrentam para chegar às escolas, evidenciando a necessidade de adequação das políticas públicas de aquisição de alimentos – como o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) – à realidade dos territórios.

A superação de barreiras de acesso ao PNAE foi debatida em reunião da Comissão de Alimentos Tradicionais dos Povos (Catrapovos) de Mato Grosso, em Cuiabá (MT), nos dias 29 e 30/6. No encontro, estavam presentes lideranças indígenas, quilombolas, retireiros, ribeirinhos, extrativistas, organizações da sociedade civil e entes públicos.

De acordo com Paulo César Júnior, analista socioambiental do ICV, os espaços de escuta ativa, como os promovidos pela reunião em Cuiabá, são essenciais para promover a visão sobre alimentação tradicional nos territórios.

“A escuta ativa realizada na Catrapovos alimenta diretamente nossos eixos de atuação, em especial o fortalecimento da governança e controle social. É a partir dessa realidade relatada pelas comunidades que o Terra Nutre direcionará suas ações”, explica.

Ele complementa que a compreensão aprofundada da execução do PNAE no Mato Grosso também contribui para as ações do Terra Nutre, que abrange 16 municípios e diversas realidades de produtores e escolas.

Avanços e entraves

No encontro, a Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso (Seduc-MT) apresentou um avanço institucional expressivo – saltando de 7 para 22 projetos de chamadas públicas do PNAE específicas para os povos e comunidades tradicionais. Mas o acesso ainda precisa ser ampliado para comunidades indígenas, quilombolas, pantaneiras e de Reservas Extrativistas (Resex).

Um dos principais entraves debatidos foi a emissão de notas fiscais. Atualmente, a ausência de códigos específicos na Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz-MT) para produtos da sociobiodiversidade – como a castanha de pequi, o mangarito e o mingau de perereba – faz com que os produtores enquadrarem seus alimentos de maneira uniformizada, o que acaba invisibilizando a diversidade das roças tradicionais.

Sisan 20 anos: cerca de 3,6 milhões de pessoas saíram da situação de fome na Região Norte entre 2022 e 2024 - projetos
Foto: Cláudio Veríssimo/MDS

A burocracia acaba gerando distorções nas escolas: há relatos de instituições de ensino nos territórios que recebem itens ultraprocessados e congelados vindos das cidades, como macarrão com salsicha e suco de caixinha, enquanto os estudantes demandam a comida de sua própria cultura, como peixe local, farinha de mandioca, frango caipira, açaí e cará.

Conforme a antropóloga do ISA Luisa Tui, a complexidade das normas ainda dificulta que a produção local chegue à mesa dos estudantes. “Nosso papel como integrantes da comissão é estruturar planos de trabalho e oficinas, apoiando o poder público e as escolas da região na superação desses desafios”, disse.

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Para enfrentar o nó tributário, os integrantes da Catrapovos deliberaram pela manutenção do Grupo de Trabalho (GT) sobre nota fiscal e aprovou a realização de uma reunião entre as secretarias de Fazenda de Mato Grosso e do Amazonas, mediada pelo MPF. O objetivo é replicar em Mato Grosso o modelo pioneiro do Amazonas, que criou uma aba específica em seu sistema fiscal para produtos tradicionais.

Além disso, o encontro encaminhou que um novo projeto piloto do PNAE será desenvolvido na Resex Guariba-Roosevelt, aproveitando o potencial da cadeia da castanha. Estão em planejamento oficinas de capacitação sobre regras de emissão de notas fiscais e inscrição estadual para as organizações comunitárias no segundo semestre. Com essas medidas, a expectativa é de mais diversidade, cultura e saúde nos pratos dos alunos.

Presente na reunião em Cuiabá, o diretor Edilson Crixi Morimá relatou que, após muita mobilização, a Escola Estadual Leonardo Crixi Apiaká conta hoje com uma alimentação escolar composta 90% por produtos da própria comunidade. O objetivo, conforme ele, é que esse índice chegue a 100%. No cardápio estão mandioca, farinhas, açaí, patauá e uma grande variedade de peixes!

Também estiveram na reunião representantes da Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (Conaq), Instituto Comida e Cultura (ICC), Centro de Tecnologia Alternativa (CTA), Associação Indígena Tapayuna (AIT), Conexus, Instituto Krehawa, Associação Indígena Khisêtjê (AIK), Conselho Indigenista Missionário (Cimi), Associação dos Retireiros do Araguaia, Acorquirim Quilombola, Associação Terra Indígena Xingu (Atix), Fase, Xaraiés e as associações dos moradores agroextrativistas da Resex Guariba-Roosevelt (AMORARR e AMARR).

Resolução do FNDE

Membro da Catrapovos Brasil e assessor do Observatório das Economias da Sociobiodiversiade (ÓSocioBio), Márcio Menezes participou do encontro e compartilhou informações sobre a resolução nº 11/2026 do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), publicada em 24/6, que orienta a realização de chamada pública específica para povos indígenas, quilombolas e povos e comunidades tradicionais em todos os municípios do país.

Com a resolução, a participação dos povos tradicionais no PNAE ganha novo impulso, ampliando as possibilidades de inclusão de alimentos produzidos, coletados, beneficiados e conservados de acordo com os sistemas alimentares tradicionais. Na prática, isso significa mais alimentos locais, mais diversidade no cardápio escolar e maior valorização dos saberes, culturas e modos de vida dos PCTs. “Pela primeira vez, o FNDE regulamenta nacionalmente uma experiência que já vinha sendo construída nos territórios por PCTs”, informou.

*Com informações do ICV