O estado do Amazonas ganha uma publicação inédita dedicada à valorização da sua biodiversidade: o ‘Guia de Mamíferos do Amazonas’, primeiro guia de bolso voltado exclusivamente para a mastofauna amazônica produzido para o estado. O projeto foi contemplado pelo Conselho Municipal de Cultura, por meio do Edital Macro de Chamamento Público Nº 002/2024 da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura – PNAB (Lei nº 14.399/2022).
Com linguagem acessível, a guia apresenta 56 das espécies de mamíferos mais carismáticas do Amazonas, destacando informações sobre status de conservação, tamanho e fotografias artísticas revelando as características mais marcantes de cada uma delas.
O guia possui textos bilíngues (português e inglês) e traz, para cada espécie apresentada, a respectiva nomenclatura científica, além dos nomes populares em português, inglês e em línguas do tronco tupi-guarani, valorizando a ancestralidade, os saberes tradicionais amazônicos e a riqueza cultural associada à biodiversidade da região.
Foto: Divulgação
Guia busca encantar o público
O Amazonas abriga pelo menos 355 espécies de mamíferos catalogadas — cerca de 45% de toda a mastofauna brasileira. Apesar dessa riqueza impressionante, ainda existem poucas publicações acessíveis ao grande público sobre a fauna amazônica, especialmente voltadas ao turismo de observação de vida silvestre, atividade que cresce em todo o mundo e possui enorme potencial econômico e cultural para a região.
Idealizado pelo casal de biólogos, escritores e fotógrafos de natureza Maurício Noronha e Dayse Campista, o projeto pretende não apenas documentar a biodiversidade amazônica, mas também aproximar brasileiros e estrangeiros da fauna local, fortalecendo a identidade socioambiental e incentivando a conservação da natureza.
“O Guia de Mamíferos do Amazonas nasce para revelar uma Amazônia ainda desconhecida por muitos brasileiros. Queremos despertar o encantamento pela nossa fauna e mostrar que conservar também passa por conhecer, valorizar e divulgar esse patrimônio natural e cultural”, destaca Maurício Noronha.
Além da publicação impressa, o projeto possui importantes ações de democratização cultural e educação ambiental. A obra foi distribuída gratuitamente para 500 alunos da rede pública de ensino, acompanhada de atividades educativas socioambientais e oficinas de incentivo à leitura e produção artesanal de livros sobre mamíferos amazônicos.
Outra frente importante está sendo a distribuição gratuita do guia para operadoras de ecoturismo, contribuindo para fortalecer o Amazonas como destino internacional de observação de vida silvestre.
Produzido em formato folder premium, com impressão de alta qualidade e acabamento sofisticado, o guia também conta com um mapa indicando alguns dos principais destinos para observação de fauna no Amazonas, tornando-se uma ferramenta prática para turistas, estudantes, pesquisadores e amantes da natureza.
Lançamento
O “Guia de Mamíferos do Amazonas”, segundo os autores, representa mais que uma publicação, trata-se de um convite para descobrir a riqueza natural, cultural e simbólica da Amazônia através de seus animais mais fascinantes.
Assim, o CRBio-06 convida profissionais, estudantes e o público interessado em biodiversidade para acompanhar o webinar de lançamento do guia na quarta-feira, 27 de maio, às 19h, com transmissão ao vivo pelo YouTube do CRBio-06. Inscrições AQUI.
A programação reunirá Dayse Campista, bióloga e mestre em Ecologia, e Maurício Noronha, diretor-presidente do Instituto Sauim-de-coleira. A mediação será conduzida por Rodrigo Hidalgo, Mestre em Zoologia e Conselheiro do CRBio-06. A atividade contará com certificado de participação de 2 horas e a participação é gratuita.
População ribeirinha recebeu atendimento médico a bordo do navio de Assistência Hospitalar (NAsH) ‘Doutor Montenegro’. Foto: Reprodução/Marinha do Brasil
Mais de 8 mil ribeirinhos das comunidades do Vale do Juruá e estados do Acre e Amazonas, receberam atendimentos em saúde durante a 26ª edição da Operação Acre XXVI, coordenada pela Marinha do Brasil. A missão, concluída no dia 19 de maio, realizou mais de 110 mil procedimentos de assistência médico-hospitalar e apoio humanitário para famílias residentes em regiões da Amazônia Ocidental.
A operação durou quatro meses e foi realizada por meio do Navio de Assistência Hospitalar (NAsH) ‘Doutor Montenegro’, que atendeu comunidades ribeirinhas e isoladas do Vale do Juruá. Para o Comandante do Navio, Capitão de Corveta Marcelo Camerino da Silva de Souza, a missão reafirma o papel estratégico e humanitário da Marinha na Amazônia.
“Essa missão mostrou mais uma vez que a presença da Marinha na Amazônia vai muito além da navegação. Em muitos lugares, o Navio representa o único acesso à saúde, ao atendimento médico e à esperança para famílias ribeirinhas. Cada atendimento, cada medicamento entregue, cada mamografia realizada, carrega dignidade, cuidado e presença do Estado onde muitas vezes ninguém consegue chegar”, destacou o Comandante.
Navio de Assistência Hospitalar ‘Doutor Montenegro’ atendeu comunidades ribeirinhas do Vale do Juruá e estados do Acre e Amazonas. Foto: Reprodução/Marinha do Brasil
Camerino ressaltou ainda que a continuidade da missão é fundamental para assegurar assistência às populações amazônicas mais isoladas. “Para nós, militares, fica a certeza de que poucas missões têm impacto humano tão grande quanto essa Operação Acre”, concluiu o comandante, que foi recepcionado em Manaus por amigos e familiares na chegada da tripulação, na última terça.
Números da operação
Foram realizados mais de 110 mil procedimentos de saúde, incluindo atendimentos médicos, odontológicos, de enfermagem e laboratoriais. Os números refletem a atuação integrada da equipe multidisciplinar embarcada e a capacidade operativa do navio, que percorreu localidades de difícil acesso para garantir assistência básica e especializada às populações locais.
Missão atendeu comunitários ribeirinhos do Vale do Juruá. Foto: Juan Diaz
Outro dado importante foi a distribuição de 453.075 medicamentos, assegurando continuidade a tratamentos, além da aplicação de 57 vacinas, fortalecendo medidas preventivas e ampliando o acesso aos cuidados básicos de saúde em áreas afastadas dos grandes centros urbanos.
A Operação “Acre XXVI” também marcou a realização de 1.022 mamografias, em parceria com a ONG Américas Amigas. A iniciativa contribuiu para a prevenção e o diagnóstico precoce do câncer de mama em regiões de difícil acesso, ampliando o cuidado com a saúde da mulher.
Uso excessivo de inseticidas é fator de risco para Parkinson. Foto: Divulgação/Acervo dos pesquisadores
Um estudo epidemiológico sobre a doença de Parkinson em Belém (PA) revelou um dado preocupante para além da prevalência entre moradores de quatro ilhas da região metropolitana da capital paraense, todos com idade acima de 60 anos: o frequente uso de inseticidas.
A pesquisa de campo, realizada nas ilhas de Cotijuba, Combu, Outeiro (comunidade do Fama) e Mosqueiro (comunidades do Sucurijuquara e Furo das Marinhas) iniciou em 2022 e encerrou em 2025, tendo entrevistado 1.163 idosos em seus domicílios. Após a análise dos dados, os pesquisadores se dedicam à produção de um relatório final.
A pesquisa faz parte de um estudo internacional, financiado pela Michael J. Fox Foundation for Parkinson Research, que se destina a estudar a doença de Parkinson em populações vulneráveis nas regiões periféricas do mundo. No Brasil, o estudo recebeu o nome de Estudo epidemiológico da doença de Parkinson prodrômica e estabelecida no Brasil, (PROBE-PD, sigla em inglês) e foi realizado em quatro regiões: ilhas de Belém (Pará), Veranópolis (Rio Grande do Sul), Jacobina (Bahia) e Candangolândia (Distrito Federal).
O objetivo é identificar a prevalência da doença de Parkinson, ou seja, a proporção de casos em face à população total de cada região. Participam do estudo pesquisadores da UFPA, UFRGS, UFBA e UnB.
No Pará, o estudo é coordenado pelos doutores Bruno Lopes Santos Lobato e Lane Viana Krejcova, ambos professores da UFPA. Bruno é mestre e doutor pela Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, professor da Faculdade de Medicina da UFPA, coordenador do Laboratório de Neuropatologia Experimental do Hospital Universitário João de Barros Barreto e médico do Hospital Ophir Loyola, a referência para doença de Parkinson no estado. Lane é educadora física e professora da Escola de Dança da UFPA, sendo mestra e doutora na área de neurodegeneração, com atuação no estudo de doenças resultantes de efeitos de exercícios físicos.
Também integra a equipe, a professora de Educação Física Juliana Duarte, mestra em Biologia Celular e doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Oncologia e Ciências Médicas da UFPA, orientanda do professor Bruno Lopes.
O risco do uso excessivo de inseticida
A literatura médica tem mostrado há décadas que existe uma associação entre a exposição a pesticidas e o surgimento da doença de Parkinson. Os riscos são maiores para quem mora próximo a plantações nas quais são empregados usualmente agrotóxicos ou pesticidas agrícolas.
O uso permanente de agrotóxicos pode contaminar mananciais e causar problemas à saúde não somente para quem manipula esses produtos, mas também para quem consome a água desses mananciais. Contudo, estudos prévios do grupo do professor Bruno já haviam mostrado que, além dos pesticidas agrícolas, a exposição aos pesticidas domésticos, como inseticidas, também está associada a um maior risco de surgimento da doença de Parkinson.
No contexto do estudo PROBE-PD, os professores participaram da estruturação do projeto de um estudo básico para levantar a prevalência da doença de Parkinson e fatores de risco, como, por exemplo, a associação da doença ao ambiente. A equipe de pesquisadores da UFPA, a partir das visitas e entrevistas realizadas, concluiu que a população de regiões mais necessitadas, como a de áreas rurais das ilhas de Belém, está mais exposta ao uso excessivo de inseticidas.
Estudo aponta uso excessivo de inseticidas como fator de risco para Parkinson. Foto: Divulgação/Acervo dos pesquisadores
A pesquisa mostrou que 60% da população acima de 60 anos nas ilhas de Belém faz uso de algum tipo de inseticida, pelo menos uma vez por semana, conforme revelaram nas entrevistas. Muitos desses inseticidas de uso doméstico, usados para combater pernilongos, são vendidos sem qualquer controle, e alguns sem registro da Anvisa. Há produtos que não identificam seus princípios ativos, mas frequentemente contêm compostos químicos da classe dos piretroides, de ação tóxica. O uso excessivo e constante destes produtos, principalmente em ambientes fechados (a prática de fechar o quarto e borrifar o inseticida), pode afetar a saúde do usuário a longo prazo.
Os pesquisadores fazem, porém, uma distinção importante para não causar alarme injustificado. A professora Lane Krejcova, especialista em neurodegeneração, observa que os inseticidas de uso doméstico vendidos regularmente em supermercados, devidamente registrados, contêm piretroides em baixas concentrações e, quando usados com parcimônia, são rapidamente degradados no ambiente, apresentando menor toxicidade. “O problema está no uso excessivo, condição que não permite a metabolização pelo ambiente”, adverte a pesquisadora.
Situação distinta, e mais preocupante, é o emprego, como inseticida doméstico, de um carrapaticida de uso veterinário à base de cipermetrina, formulado para o controle de carrapatos e moscas em bovinos. Trata-se de um concentrado emulsionável, normalmente vendido em frascos pequenos em casas de produtos agropecuários, que deve ser diluído em água conforme as instruções da bula. Por desconhecimento dos riscos para o ser humano, esse tipo de produto vem sendo desviado de sua finalidade original e empregado pela população para combater pernilongos – inclusive os mosquitos transmissores da dengue, zika e chikungunya -, além de baratas, formigas e cupins.
“É muito frequente as pessoas usarem esse carrapaticida bovino dissolvido em água para matar formigas ou cupins. Elas jogam o produto no entorno de suas casas, o veneno se infiltra no lençol freático, contaminando águas de poços e de rios. Estamos falando de populações ribeirinhas, cujas casas estão próximas de rios e geralmente possuem poços nos quintais. O risco de contraírem doenças, entre as quais o Parkinson, é enorme”, afirma a doutoranda Juliana Duarte.
Segundo Bruno Lobato, esses carrapaticidas contêm piretroides de uso veterinário, empregados em animais de grande porte como bovinos, mas conforme orientações específicas de manuseio prescritas na bula. “Há toda uma recomendação sobre a manipulação do produto para evitar a infiltração no lençol freático, porque ele é diluído em água e não pode ser descartado de qualquer forma. Muitas pessoas, porém, não sabem disso e o usam em quintais ou nas paredes internas e externas de suas casas como inseticida de uso doméstico. Fazem isso por desconhecer os riscos. É um problema grave”, afirma.
Para ele, a solução mais eficiente e barata passa pela educação da população. Os órgãos de saúde pública devem basicamente explicar aos moradores os riscos aos quais estão sujeitos ao manipular carrapaticidas bovinos como inseticida comum. Recomendações sanitárias preventivas que evitem a proliferação de mosquitos também são bem-vindas. Entre elas, não deixar água acumulada em recipientes como vasos e calhas, que acabam se tornando habitats para insetos vetores de doenças como dengue, zika, chikungunya e febre amarela.
A prevalência do Parkinson nas ilhas de Belém
A realização do estudo PROBE-PD para quantificar os números básicos sobre a doença de Parkinson era uma preocupação expressa por Bruno Lopes há bastante tempo, desde quando começou a lidar com a doença. Os pesquisadores do estudo sentiam a necessidade de atualizar os números do único estudo até então realizado, na década de 2000, na cidade de Bambuí, próximo a Belo Horizonte, Minas Gerais.
A oportunidade de realizar um estudo mais abrangente, envolvendo não uma única cidade, mas quatro regiões brasileiras distintas, veio com o edital financiado pela Michael J. Fox Foundation for Parkinson Research. Quatro instituições federais de ensino e pesquisa se habilitaram ao novo estudo, entre as quais a UFPA.
Os pesquisadores elegeram as pessoas acima de 60 anos como público-alvo da pesquisa por ser este grupo o de maior risco de desenvolver a doença de Parkinson. Além do interesse na prevalência, os pesquisadores estavam interessados em estudar mais sobre os fatores de risco que podem causar a doença, entre os quais o impacto do ambiente.
Estudo aponta uso excessivo de inseticidas como fator de risco para Parkinson. Foto: Equipe de pesquisadores da UFPA
“A gente sabe os fatores de risco, mas não exatamente como eles impactam as pessoas porque, no Brasil, esses números são muito pouco claros”, informa o neurologista Bruno Lopes.
Em Belém, os pesquisadores elegeram a região insular de Belém como locus da pesquisa por ser uma região periférica onde mora uma população vulnerável. Nas ilhas reside uma população de aproximadamente 62 mil pessoas. A partir de dados fornecidos pela Prefeitura de Belém e pela Secretaria Municipal de Saúde, os pesquisadores quantificaram o número de idosos acima de 60 anos e estabeleceram uma amostra possível de ser visitada diretamente em suas casas.
A decisão de fazer visita direta, de porta em porta, é explicada pela professora Lane Krejcova: “não queríamos fazer uma pesquisa a partir de relato de pessoas que nos procurassem, cabendo a nós apenas computar os números finais. Além disso, por conta das características da região, onde o acesso à internet nem sempre é possível, a opção pela visita física aos idosos se mostrou necessária, afinal também queríamos saber sobre os fatores que predispõe à doença”.
A equipe de 30 pessoas, quase toda formada por pessoal da área de saúde, incluindo os bolsistas, enfrentou as asperezas de se deslocar por lugares algumas vezes de difícil acesso. O resultado das entrevistas apontou a prevalência de 1.63%. Ou seja, para cada grupo de 100 pessoas acima de 60 anos em Belém, quase duas desenvolverão a doença de Parkinson. Para os coordenadores da pesquisa, a prevalência evidencia que a doença de Parkinson não é rara, principalmente se for considerado o tamanho da população de idosos em Belém.
A prevalência registrada em Belém segue a taxa nacional e os números preocupam porque, segundo o último censo, são quase 33 milhões de idosos no Brasil. Mas, identificar fatores que predispõem à doença de Parkinson, como fizeram os pesquisadores da UFPA no caso do uso excessivo de inseticida, é um grande avanço para reduzir casos novos da doença.
Durante o programa ‘Entrevistas‘, do canal Amazon Sat, Aldo Rebelo foi enfático em afirmar que o país só irá se desenvolver se a Amazônia foi “desinterditada”. A fala do pré-candidato a presidência da República pelo Democracia Cristã (DC) vem diante de críticas ao modelo do Governo Federal sobre como os recursos naturais são tratados.
Segundo Aldo Rebelo, a região recebe intervenção direta de governos do exterior através de Organizações Não Governamentais (ONG’s) e o país precisa “desinterditar” o espaço para o desenvolvimento do país.
“Portanto, o que eu posso dizer, é que meu diagnóstico sobre Amazônia é que é uma região rica e interditada. E o meu diagnóstico já traz a solução. Precisamos desinterditar a Amazônia e fazer com que a população da Amazônia possa usufruir das riquezas, com responsabilidade ambiental, social. Mas essa Amazônia rica, no solo e no subsolo, mas pobre na sua população, foi uma escolha lamentável que o Estado, que a política no Brasil, terminaram por fazer”, destacou. Assista:
O programa Entrevistas, do Amazon Sat, nasce com a proposta de aproximar os amazônidas das decisões tomadas em Brasília que impactam diretamente a região. Produzido pela sucursal do Grupo Rede Amazônica na capital federal, o programa aborda temas ligados à política, justiça, economia e meio ambiente, ouvindo representantes dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, além de especialistas e formadores de opinião.
Apresentado pelo jornalista Welliton Lopes, que há mais de duas décadas acompanha pautas da Amazônia em Brasília, o programa pretende aprofundar debates e revelar os bastidores das decisões que influenciam a vida de mais de 30 milhões de pessoas na região amazônica. A atração também busca transformar assuntos técnicos e complexos em informações acessíveis ao público.
‘Entrevistas’ tem sempre um episódio inédito às terças-feiras, às 19h30, e conta com reexibições:
quartas, às 9h; quintas, às 13h30; sextas, às 17h30; sábados, às 9h30; domingos, às 15h45; e segundas, às 19h30.
Todos os horários seguem o fuso de Manaus/AM (GMT -4).
Balsa com carretas navegando na travessia Belém-Manaus, 21 de novembro de 2009. Foto: Reprodução/Revista Carga Pesada
A Fundação Memória do Transporte (FuMTran) realizará, no dia 27 de maio, durante a 3ª edição da TranspoAmazônia, o pré-lançamento do livro “A História do Transporte da Amazônia”. A obra escrita por Etelvina Garcia, reúne um amplo levantamento histórico sobre a evolução dos transportes na região amazônica, destacando o papel estratégico dos diferentes modais na integração territorial, na circulação de mercadorias e no desenvolvimento econômico da região Norte ao longo das últimas décadas.
A publicação apresenta um estudo aprofundado sobre o processo de desenvolvimento amazônico desde o período colonial português. Compreendida como uma região de dinâmica logística própria, a Amazônia é retratada como um território marcado por desafios operacionais, longas distâncias e condições geográficas que exigiram soluções específicas de mobilidade e abastecimento ao longo do tempo.
Nesse contexto, o transporte surge como um dos principais vetores de estruturação regional, influenciando a formação de rotas comerciais, a conexão entre comunidades e a expansão das atividades econômicas. O modal fluvial ganha protagonismo na obra, com os rios assumindo função central na organização da circulação e no funcionamento logístico da região amazônica.
O livro também aborda a evolução da aviação regional, das conexões rodoviárias e da integração logística construída ao longo das décadas para aproximar comunidades muitas vezes isoladas e viabilizar atividades econômicas em uma das regiões mais complexas do planeta do ponto de vista operacional.
Outro ponto central da obra é o reconhecimento das populações amazônicas, trabalhadores, empresários, operadores logísticos e pioneiros que contribuíram para a construção dos sistemas de transporte e abastecimento da região. Ao longo do conteúdo, a publicação reforça que compreender a história da logística amazônica também significa compreender parte importante da formação econômica e territorial brasileira.
Livro será lançado durante a TranspoAmazônia. Imagem: Divulgação
Livro preserva memórias
Para o presidente da FuMTran, Antonio Luiz Leite, “o livro contribui para preservar não apenas a trajetória dos meios de transporte na região, mas também uma parte essencial da própria formação histórica, econômica e social do Brasil. Registrar essa memória permite compreender como o transporte influenciou a ocupação do território, o desenvolvimento do comércio, os ciclos econômicos e a integração nacional”.
Segundo o dirigente, o livro também busca ampliar a reflexão sobre os desafios logísticos atuais da Amazônia a partir de experiências históricas desenvolvidas na própria região.
“A Amazônia sempre exigiu soluções adaptadas às suas características geográficas, ambientais e sociais. O resgate dessas memórias mostra que muitos desafios atuais já demandaram respostas criativas no passado e que essas experiências continuam relevantes para pensar sistemas logísticos mais eficientes, integrados e adequados à realidade amazônica”, afirma.
A publicação ainda contextualiza a importância histórica da Amazônia para o Brasil desde os primeiros registros de exploração territorial, destacando a presença de povos originários altamente organizados, com amplo conhecimento sobre agricultura, produção têxtil e utilização de ervas medicinais. A obra evidencia como esses saberes e a própria dinâmica de circulação regional influenciaram a construção das rotas logísticas amazônicas ao longo dos séculos.
Para Antonio Luiz Leite, preservar essa memória representa também um compromisso com o futuro do transporte brasileiro. “Refletir sobre o transporte na Amazônia é um exercício de responsabilidade histórica. O livro nasce com o propósito de registrar, analisar e projetar os caminhos logísticos da região, reconhecendo o papel estratégico que a Amazônia ocupa no Brasil e no mundo”, ressalta.
A escolha da TranspoAmazônia para o pré-lançamento da obra também possui significado simbólico. O evento permitirá que a população da região Norte tenha acesso ao conteúdo antes do restante do país, valorizando o protagonismo amazônico na construção da logística nacional. Ao longo dos próximos meses, a entidade também realizará um lançamento oficial em São Paulo.
“Realizar esse pré-lançamento na TranspoAmazônia possui um significado muito importante para a FuMTran, porque estamos apresentando essa obra justamente na região onde essa história foi construída. É uma forma de reconhecer o protagonismo da Amazônia na formação logística do país e valorizar as pessoas que contribuíram para integrar esse território ao desenvolvimento nacional. Nos próximos meses, também teremos um lançamento oficial em São Paulo, acompanhado de um seminário para aprofundar os debates trazidos pelo livro e ampliar a discussão sobre os desafios e a importância estratégica do transporte amazônico para o Brasil”, conclui Antonio Luiz Leite.
Corante alcança diferentes tons de vermelho e garante mais estabilidade. Foto: Igor Alisson/Inova Unicamp
Para melhorar a aparência dos alimentos, que influencia diretamente na decisão de compra do consumidor, a indústria alimentícia recorre frequentemente aos corantes, que ajudam a tornar seus produtos mais atraentes. No entanto, diante do recente interesse da população pela composição dos alimentos e pela procedência dos ingredientes daquilo que consome, a preferência por insumos de origem natural se tornou uma tendência.
Nesse contexto, pesquisadores do Centro Pluridisciplinar de Pesquisas Químicas, Biológicas e Agrícolas (CPQBA) da Unicamp desenvolveram um corante alimentício obtido a partir do crajiru, planta arbustiva comumente encontrada na floresta amazônica, em combinação com o açaí e a beterraba.
A investigação para a produção do corante teve início em uma conversa entre a equipe coordenada pelo pesquisador Rodney Ferreira Rodrigues, do CPQBA, e o inventor independente Marcos Félix, que trabalhava em parceria com pesquisadores da Unicamp no desenvolvimento complementar de uma tecnologia voltada para a obtenção de extrato clarificado de jambu.
Daquele encontro inicial surgiu o desafio de desenvolver corantes naturais estáveis de coloração vermelha, laranja, rosa ou arroxeada, com potencial de rápida adoção pelo mercado. O crajiru, já conhecido pelos pesquisadores a partir de trabalhos anteriores, foi uma das espécies levantadas.
“A pesquisa teve início com a sugestão de uso da Fridericia chica [nome científico do crajiru], espécie já conhecida pela equipe, apoiada pela divisão de Agrotecnologia, que forneceu material vegetal de qualidade. A ideia foi desenvolvida de forma colaborativa, com a incorporação de outros extratos e a atuação conjunta dos pesquisadores nas etapas de controle analítico e microbiológico, por exemplo, garantindo a qualidade da tecnologia para aplicações alimentícias, cosméticas e têxteis”, diz Rodrigues.
Félix contribuiu com seu conhecimento sobre extratos e corantes obtidos a partir de outras fontes. “Eu já possuía experiência com extratos para outras finalidades e corantes de beterraba e açaí, ambos caracterizados pela coloração vermelha. No entanto, esses extratos isolados não apresentavam o desempenho necessário e demandavam sinergia com outros componentes para se transformarem em corantes viáveis e estáveis”, explica o inventor.
Surgiu, então, a oportunidade de unir esses três extratos em uma composição única, para alcançar um corante com maior desempenho e estabilidade.
Inventor independente Marcos Félix. Foto: Reprodução/Jornal da Unicamp
Atualmente, o mercado conta com dois tipos de corante vermelho: derivados do inseto cochonilha e óxidos (como óxido de ferro), que podem apresentar toxicidade. A partir dessa limitação, o grupo passou a investigar uma alternativa baseada exclusivamente em extratos vegetais.
O estudo adotou a copigmentação como estratégia de estabilização. Como os três extratos – obtidos nos estudos com o crajiru, o açaí e a beterraba – apresentam colorações distintas, sua combinação permite obter diferentes tonalidades de corante, dentro das possibilidades que cada opção oferece.
“Quando alteramos a proporção de beterraba, por exemplo, modificamos o tom final, de forma semelhante a um sistema Pantone [padrão universal de cores utilizado pela indústria]”, esclarece Félix. Na prática, isso permite alcançar tonalidades mais alaranjadas ou avermelhadas, por exemplo.
No processo, os pesquisadores analisaram os compostos orgânicos responsáveis pela coloração para verificar se, ao serem combinados, apresentariam um comportamento diferente quanto à degradação de antocianinas (substâncias que dão a cor). Os resultados indicaram que, quando associados, os compostos mantêm a coloração por mais tempo do que quando utilizados de forma isolada.
O efeito da copigmentação funciona como uma proteção mútua entre as moléculas. “É como uma armadura invisível para o pigmento. Geralmente sem cor, o copigmento se dobra ao redor das moléculas que dão cor, dificultando o acesso dos agentes degradadores e preservando a coloração original”, compara José Cláudio Monteiro Filho, ex-aluno da Unicamp que concluiu o doutorado no CPQBA e participou da invenção da tecnologia.
“Trata-se de um produto natural e disruptivo. Não há atualmente no mercado outro corante totalmente natural com esse espectro de coloração”, afirma.
A concentração necessária para alcançar o efeito desejado é outro aspecto relevante da invenção. Em geral, são exigidas de 100 a 200 vezes mais extratos naturais para se obter a mesma intensidade de um corante sintético. No caso da tecnologia desenvolvida, o poder corante corresponde a cerca de um quarto do sintético. Embora estes sejam mais potentes, a Fridericia chica apresenta alta capacidade de coloração, permitindo resultados expressivos com quantidades relativamente pequenas de extrato.
Os inventores destacam ainda que o crajiru é uma planta brasileira com uso medicinal consolidado. O CPQBA mantém uma coleção de variedades oriundas de diferentes regiões do país, a Coleção de Plantas Medicinais e Aromáticas (CPMA), o que possibilita a seleção de genótipos mais adequados ao cultivo e à produção. A coleta do material vegetal ocorre de forma não destrutiva, sem eliminar ou danificar significativamente o espécime, e segue princípios de sustentabilidade ambiental, contribuindo para a valorização da biodiversidade nacional.
Aplicações diversas do corante
Com potencial de aplicação tanto na indústria alimentícia quanto nos setores cosmético e têxtil, a tecnologia se destaca pela versatilidade do corante natural, cuja tonalidade pode ser ajustada sem comprometer suas propriedades funcionais. Na indústria cosmética, além da preocupação com tonalidade e aparência, cresce o debate sobre o uso de matérias-primas naturais e a adoção de práticas que dispensem testes em animais.
Um dos principais desafios é a obtenção de corantes com boa estabilidade frente a variações de pH, temperatura e incidência de luz, obstáculos que a tecnologia desenvolvida busca superar. Outro diferencial é a atividade antimicrobiana dos extratos, que permite seu uso como conservante natural, em substituição a compostos sintéticos.
Rodney Igor, pesquisador do CPQBA e coordenador do projeto
Além de auxiliar no controle de microrganismos, o ingrediente contribui para a conservação dos produtos, ampliando sua segurança e estabilidade para aplicações industriais.
“Isso é relevante diante do uso indiscriminado de conservantes sintéticos pelas indústrias, prática que pode levar à resistência microbiana. Portanto, a tecnologia também tem esse apelo de saúde pública e sustentabilidade ambiental”, explica Maria Cristina Teixeira Duarte, pesquisadora do CPQBA que participou do desenvolvimento da invenção.
Para chegar ao mercado, a tecnologia precisa ser licenciada por empresas ou instituições interessadas em aplicar processos ambientalmente sustentáveis em suas operações. Quem viabiliza a conexão entre pesquisa e mercado na Universidade é a Agência de Inovação Inova Unicamp, que operacionaliza o processo de transferência de tecnologia.
Reportagem produzida pela equipe de comunicação da Agência de Inovação Inova Unicamp no âmbito de parceria com a Secretaria Executiva de Comunicação
*O conteúdo foi originalmente publicado pelo Jornal da Unicamp, escrito por Isabele Scavassa
Galo-da-serra-andino, uma das espécies consideradas no estudo. Foto: Divulgação/Agência Andina
O Peru possui o território com a maior concentração de corredores naturais que poderiam permitir que milhares de espécies amazônicas se adaptassem aos efeitos das mudanças climáticas, deslocando-se em direção aos Andes, revela um estudo científico. O trabalho foi publicado na revista científica Global Ecology and Conservation e conclui que o território peruano é fundamental para a resiliência climática de várias espécies amazônicas, tendo se tornado um dos ecossistemas com maior biodiversidade do planeta.
Nesse sentido – de acordo com o estudo desenvolvido por cientistas da Amazon Conservation (ACCA), Andes Amazon Fund, Osa Conservation, Climate Corridors, Wake Forest University e Icesi University – a Cordilheira dos Andes se torna o espaço ideal para a subsistência de espécies migratórias da Amazônia.
“O Peru representa a maior oportunidade para conservar os corredores climáticos que são fundamentais para o futuro da Amazônia”, explicou Corine Vriesendorp, diretora da ACCA.
Foto: Reprodução/Agência Andina
O documento alerta que muitas dessas paisagens amazônicas enfrentam ameaças como o desmatamento e a mineração ilegal, entre outras. Apesar disso, ainda existe a oportunidade de protegê-las, expandi-las e restaurá-las antes que percam sua capacidade de conectar ecossistemas e permitir que as espécies se adaptem às mudanças climáticas.
Detalhes do estudo
Esta pesquisa é considerada a primeira análise regional sobre conectividade ecológica e adaptação climática realizada em toda a Bacia Amazônica.
Mais de 6,7 milhões de quilômetros quadrados da floresta amazônica foram analisados para identificar as rotas que permitiriam às espécies se deslocarem para refúgios climáticos nas terras altas, diante da crescente crise climática.
Foto: Reprodução/Agência Andina
Os resultados mostram que a Amazônia ocidental (que inclui o leste do Peru) concentra as rotas mais importantes para a adaptação dessas espécies devido à sua proximidade com a Cordilheira dos Andes e aos seus acentuados gradientes altitudinais.
Nesse contexto, os pesquisadores identificaram mais de 2.200 rotas potenciais de conectividade ecológica entre áreas protegidas da Amazônia e refúgios de altitude, além de 10 corredores prioritários ainda não protegidos, a maioria deles localizados no Peru.
Corine Vriesendorp observou que a ACCA administra as estações biológicas de Wayqecha, Manu e Los Amigos, localizadas ao longo de um gradiente altitudinal dentro de um dos corredores climáticos do sudeste do Peru.
“No sudeste do Peru, temos um laboratório extraordinário para estudos. A montanha nevada mais próxima fica a apenas 100 quilômetros de distância, e temos todo um gradiente altitudinal para entender o que realmente está acontecendo e como as espécies estão se deslocando”, explicou Vriesendorp sobre a estação biológica Los Amigos, em Madre de Dios.
Em resposta aos questionamento do jornalista Welliton Lopes no programa ‘Entrevistas‘, do canal Amazon Sat, sobre quais são as propostas do pré-candidato Aldo Rebelo a presidência da República, pelo Democracia Cristã (DC), em relação a Amazônia Legal, o político afirmou que há uma lacuna entre riqueza e pobreza quando se trata do potencial da região para a economia do Brasil.
Para Aldo Rebelo, a solução para acabar com a pobreza das pessoas da região está justamente na atitude de permitir que a própria população explore algumas riquezas que existem em seu território.
“Se você for examinar onde está a riqueza do Brasil, ela está principalmente na Amazônia. Quando o mundo precisa de segurança alimentar, a Amazônia tem a maior fronteira para a agropecuária do mundo. Quando o mundo precisa de segurança mineral, minério estratégico e terras raras, a Amazônia é a maior fronteira mineral do mundo. Se você perguntar onde está o Potássio do Brasil, está na Amazônia. Onde está o cobre? Na Amazônia. […] O ouro? O ferro brasileiro? Ou seja, como essa região tão rica tem os maiores índices de pobreza?”, questionou Aldo Rebelo.
“Não se pode aceitar uma situação dessa na região”, diz Aldo Rebelo
Para o pré-candidato à presidência, não se pode aceitar a situação em que, afirma ele, a Amazônia se encontra atualmente.
“Os piores indicadores sociais de mortalidade infantil estão na Amazônia. Onde estão os maiores índices de analfabetismo? Na Amazônia. Maiores índices de doenças infecciosas? Na Amazônia. De saneamento básico, de falta de luz elétrica, de água tratada por domicílio, onde está? Na Amazônia. Então não se pode aceitar uma situação dessa na região que é a mais rica do país, que tem a maior fronteira de biodiversidade do mundo”, alega. Confira:
O programa Entrevistas, do Amazon Sat, nasce com a proposta de aproximar os amazônidas das decisões tomadas em Brasília que impactam diretamente a região. Produzido pela sucursal do Grupo Rede Amazônica na capital federal, o programa aborda temas ligados à política, justiça, economia e meio ambiente, ouvindo representantes dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, além de especialistas e formadores de opinião.
Apresentado pelo jornalista Welliton Lopes, que há mais de duas décadas acompanha pautas da Amazônia em Brasília, o programa pretende aprofundar debates e revelar os bastidores das decisões que influenciam a vida de mais de 30 milhões de pessoas na região amazônica. A atração também busca transformar assuntos técnicos e complexos em informações acessíveis ao público.
‘Entrevistas’ tem sempre um episódio inédito às terças-feiras, às 19h30, e conta com reexibições:
quartas, às 9h; quintas, às 13h30; sextas, às 17h30; sábados, às 9h30; domingos, às 15h45; e segundas, às 19h30.
Todos os horários seguem o fuso de Manaus/AM (GMT -4).
A terceira edição do Amazon On será realizada nos dias 5 e 6 de agosto no Centro de Convenções Vasco Vasques, em Manaus (AM). O evento reunirá autoridades federais, órgãos reguladores, especialistas internacionais e representantes dos setores elétrico e de tecnologia para discutir infraestrutura, inclusão digital e soluções sustentáveis para a região.
A programação técnica deste ano terá como foco quatro painéis principais:
“O binômio energia e conectividade é a chave para o desenvolvimento da Amazônia” debaterá sobre a expansão integrada da infraestrutura energética e digital como vetor de oportunidades econômicas.
“Desenvolvendo subsídios eficazes para a expansão da conectividade do lado da demanda: percepções e ações” terá como foco a construção de mecanismos de incentivo e políticas públicas para reduzir a desigualdade digital em áreas remotas.
“Estratégia para expansão da conectividade digital na Amazônia Legal Brasileira” terá discussões voltadas para a ampliação da infraestrutura de rede e o fortalecimento da cooperação internacional com outros países amazônicos.
“Transição energética na Amazônia: descarbonização, projeto Energias da Floresta e outros cases”, haverá a apresentação de projetos voltados à modernização da matriz energética regional e à redução de emissões de carbono.
O evento contará com espaço voltado para o relacionamento entre empresas e investidores. As inscrições para o fórum estão abertas, são gratuitas e podem ser realizadas por meio do site oficial do evento: amazonon.com.br.
O pré-candidato a presidência da República pelo Democracia Cristã (DC), Aldo Rebelo, criticou a forma como o Governo Federal trata os recursos naturais presentes na Amazônia Legal. A crítica foi durante conversa no programa ‘Entrevistas‘, do canal Amazon Sat, quando Rebelo foi questionado pelo jornalista Welliton Lopes sobre como poderia gerenciar esses recursos, caso eleito.
Aldo Rebelo também destacou que a Amazônia precisar ter sua soberania garantida pelo Governo Federal, já que, na sua opinião, a região é intocável por influências e interesses de países exteriores.
“A Amazônica é uma região rica e interditada. Rica e bloqueada de se desenvolver. Nós fizemos a independência do Brasil e, portanto, da Amazônia, em 1822, mas o Brasil, e principalmente a Amazônia, permanece como uma área ocupada por interesses internacionais, representado por organizações não governamentais”, opinou o político.
Foto: Reprodução/Amazon Sat
Amazônia precisa ser desinterditada, segundo Aldo Rebelo
Para Aldo Rebelo, o Governo Federal precisar agir contra essas interdições e fazer com que a própria população da Amazônia possa gerar riquezas com os recursos naturais.
“Precisamos desinterditar a Amazônia, fazer com que a população da Amazônia possa usufruir das riquezas”, defendeu Aldo Rebelo. Assista:
O programa Entrevistas, do Amazon Sat, nasce com a proposta de aproximar os amazônidas das decisões tomadas em Brasília que impactam diretamente a região. Produzido pela sucursal do Grupo Rede Amazônica na capital federal, o programa aborda temas ligados à política, justiça, economia e meio ambiente, ouvindo representantes dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, além de especialistas e formadores de opinião.
Apresentado pelo jornalista Welliton Lopes, que há mais de duas décadas acompanha pautas da Amazônia em Brasília, o programa pretende aprofundar debates e revelar os bastidores das decisões que influenciam a vida de mais de 30 milhões de pessoas na região amazônica. A atração também busca transformar assuntos técnicos e complexos em informações acessíveis ao público.
‘Entrevistas’ tem sempre um episódio inédito às terças-feiras, às 19h30, e conta com reexibições:
quartas, às 9h; quintas, às 13h30; sextas, às 17h30; sábados, às 9h30; domingos, às 15h45; e segundas, às 19h30.
Todos os horários seguem o fuso de Manaus/AM (GMT -4).