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Pará teve melhor desempenho com exportações do agronegócio na Região Norte, segundo análise

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Foto: Pedro Guerreiro/Agência Pará

O Pará é o Estado da região Norte com o melhor desempenho no ranking das exportações de produtos do agronegócio, segundo o levantamento feito pelo Núcleo de Planejamento e Estatísticas da Secretaria de Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca (Sedap). Até o mês de outubro deste ano, a exportação de produtos do agronegócio do estado acelerou em 4,27%, (considerando o valor exportado), em comparação ao mesmo período do ano anterior, com Valor de Exportação de US$ 3,19 bilhões (2,28% da exportação agro nacional e 16,93% do Valor Global Exportado do Estado do Pará).

A Sedap elaborou o estudo com base nas informações divulgadas pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), através do Portal AGROSTAT – Estatísticas de Comércio Exterior do Agronegócio Brasileiro e Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), através do sistema Comex Stat.

Segundo avaliou o estatístico João Ulisses Silva, responsável pelas análises locais, o Pará ocupa o décimo lugar no ranking das unidades federativas exportadoras de produtos do agronegócio do país no acumulado até outubro de 2024, com participação de 2,28% das exportações nacionais do agro.

“As maiores participações estão concentradas nos Estados do São Paulo (18,41%), Mato Grosso (16,94%) e Paraná (11,33%). O Pará aparece na frente na região Norte , concentrando 39% das exportações e também de estados de outras regiões, como por exemplo, o Espírito Santo”, detalhou o estatístico.

Foto: Pedro Guerreiro/Agência Pará

Produtos

A soja continua sendo o principal produto da pauta de exportação do estado, registrando até o momento (outubro/24), segundo informou a coordenadora de planejamento da Sedap, Maria de Lourdes Minssen, o valor de US$ 1,50 bilhões (47,09% do total Agro do Estado). Logo em seguida aparecem os grupos das carnes (US$ 630,37 milhões); animais vivos (exceto pescado) (US$ 399,85 milhões); produtos florestais (US$ 166,34 milhões) e os cereais, farinhas e preparações (US$ 154,13 milhões).

“Os cinco principais grupos de produtos citados correspondem aproximadamente 89,40% do valor de exportação agro paraense no acumulado do ano (janeiro a outubro de 2024)”, explicou a coordenadora.

O agronegócio paraense tem como principal destino, segundo informou, a China, onde os seus produtos totalizam US$ 1,15 bilhões (36,02% do valor total Agro paraense), seguido dos países como a Espanha (valor de US$ 196,33 milhões e 6,15%), Iraque (valor de US$ 195,72 milhões e 6,13%), Estados Unidos (valor de US$ 182,81 milhões e 5,73%), Egito (valor de US$ 121,93 milhões e 3,82%), Turquia (valor de US$ 12,59 milhões e 3,81%) e Holanda (Países Baixos) (valor de US$ 101,54 milhões e 3,18%).

*Com informações da Agência Pará

Técnicas ao combate de pragas tem aumentado a produção de fruticultura no Maranhão 

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Foto: Reprodução/ Youtube/ Amazon Sat

No Maranhão, assim como em boa parte da região Amazônica, a fruticultura tem se tornado uma atividade de importância tanto sob o ponto de vista nutricional, quanto econômico e social. Segundo a Embrapa, o Brasil é o terceiro maior produtor mundial de frutas, com cerca de 45 milhões de toneladas ao ano. A maior parte desta produção é voltada para o mercado consumidor interno somente 2,5% é exportada.

Conhecimento e práticas simples como a limpeza, análise do solo e adubação, são fatores que contribuem para a prevenção de maiores danos na produção. O produtor rural Joel Alves, de 73 anos, é referência no cultivo de caju e, através das orientações técnicas e gerenciais do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), tem aumentado a comercialização de seus produtos.

Foto: Reprodução/YouTube/ Amazon Sat

A equipe do Senar lista uma série de atividades que tem desenvolvido junto aos produtores assistidos pelas equipes técnicas do Maranhão no combate às pragas:

•Diagnóstico e monitoramento: Identificação precisa das pragas e avaliação do nível de infestação.

•Capacitação técnica: Treinamentos sobre práticas de manejo integrado de pragas (MIP), que envolvem métodos culturais, biológicos e químicos para controlar pragas de forma sustentável.

•Recomendações de produtos: Orientação sobre o uso correto e seguro de defensivos agrícolas, respeitando normas ambientais e de saúde.

•Acompanhamento contínuo: Visitas técnicas regulares para verificar a eficácia das medidas aplicadas e ajustar as estratégias conforme necessário.

A equipe técnica conta, ainda, quais os principais impactos positivos que um pequeno fruticultor tem ao ser assistido por uma equipe com esses conhecimentos.

Foto: Reprodução/ Youtube/ Amazon Sat

O acompanhamento técnico traz benefícios como:

•Aumento da produtividade: Aplicação de técnicas modernas de manejo que otimizam o desenvolvimento das frutas.

•Melhoria na qualidade dos frutos: Orientações sobre nutrição, irrigação e controle de pragas resultam em produtos mais atrativos e saudáveis.

•Redução de custos: Uso eficiente de insumos e recursos, evitando desperdícios.

•Sustentabilidade: Implementação de práticas agrícolas que conservam o solo e os recursos naturais.

Já na área administrativa e no manejo delicado das frutas como o caju, que é uma das frutas cultivadas por Joel Alves, as principais orientações passadas ao fruticultor vão do planejamento de safra até a logística e comercialização:

•Planejamento de safra: Organização das etapas do cultivo, desde o plantio até a colheita, para otimizar o uso dos recursos.

•Gestão financeira: Controle de custos de produção, análise de rentabilidade e formação de preços.

•Logística e comercialização: Estratégias para armazenamento, transporte e negociação com compradores, garantindo a preservação da qualidade das frutas.

•Capacitação em boas práticas agrícolas: Treinamentos sobre o manejo adequado de culturas delicadas como o caju, incluindo poda, colheita e armazenamento, para evitar perdas.

•Registro e controle: Uso de ferramentas simples, como planilhas, para acompanhar a produção e identificar pontos de melhoria.

Vídeo: Youtube/Amazon Sat

Livrarias físicas de Manaus resistem a era digital

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Apesar do crescimento do comércio eletrônico, livrarias ainda resistem à modernidade. Foto: Reprodução/Rede Amazônica AM

Comprar um livro hoje é mais fácil do que nunca: do conforto do sofá, você pode fazer a encomenda com alguns cliques e, em poucos dias, o exemplar chega em sua casa. No entanto, ainda há quem prefira a experiência de ir até uma livraria física.

Segundo um estudo divulgado em 2023 pela Associação Nacional de Livrarias, existem quase 3 mil livrarias no Brasil, resistindo à crescente popularização do comércio eletrônico.

A produtora de eventos Loren Lunière, por exemplo, destaca a importância do contato com o livro físico:

Apesar da sua singularidade, as livrarias de rua enfrentam grandes desafios. Além dos custos operacionais elevados, elas precisam competir com a facilidade e a conveniência das compras online.

Fundada em 1975, uma livraria localizada no Centro de Manaus (AM) é um verdadeiro marco literário da cidade. Com um acervo de 60 mil livros, o espaço sempre foi referência na busca por obras raras e no contato direto com pesquisadores e estudantes. Mesmo com o cenário desafiador, ela continua a se afirmar como um espaço de resistência cultural.

“A livraria, nos anos 80 e 90, era um centro de referência, um local onde os intelectuais gostavam de estar, então vinham pra bater papo, reencontrar amigos. A partir dos anos 2000, nós tivemos o início dessa inversão de público, com a criação da internet e a facilidade de comunicação, além do acervo de livros que já começava a ser disponibilizado em PDF nas redes sociais”, explicou José Maria Mendes, proprietário da livraria.

Em um movimento contrário ao avanço do mercado digital, outra livraria, também localizada no centro da capital, inaugurou suas portas há dois meses. Com foco em um ambiente acolhedor e na venda de obras clássicas, o espaço busca criar uma conexão especial com o universo literário.

“A gente viu o quanto a cidade tem buscado a livraria, o quanto essa questão do pegar no livro, embora tenhamos todas as tecnologias, é diferente. Então, pensamos em um espaço que transmitisse isso, com interação e um layout bonito. Acho que hoje, ao pensar em livro, é pensar também em como atrair essas pessoas para esse consumo”, afirmou João Fernandes, dono da livraria.

Os negócios, que resistem às mudanças do mercado, continuam a lutar para garantir seu “final feliz”, criando espaços que vão além da simples venda de livros, mas que também cultivam a cultura e o prazer da leitura em um mundo cada vez mais digital.

*Por Ciana Lobato, da Rede Amazônica AM

Urucum e abelha jataí estão entre espécies-chave para restauração da Amazônia, propõe estudo

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Entre as plantas selecionadas para a nova metodologia de restauração, estão o estão o urucum (Bixa orellana). Foto: Mauricio Mercadante/Flickr

Uma pesquisa brasileira identificou dez espécies de abelhas e dez espécies de plantas capazes de formar redes de interação ecológica que promovem a restauração inicial de áreas degradadas na Amazônia Oriental. Publicado na revista “Restoration Ecology” nesta quarta (20), o estudo foi conduzido pelo Instituto Tecnológico Vale (ITV), o Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG) e as universidades federais do Pará (UFPA) e de Minas Gerais (UFMG), e propõe uma abordagem inovadora para integrar plantas e polinizadores nos esforços de restauração ambiental.

Entre as plantas selecionadas estão o urucum (Bixa orellana), o muricí-da-praia (Byrsonima stipulacea) e o fedegoso-gigante (Senna alata). Para as abelhas, destacam-se a uruçu boca de renda (Melipona seminigra), a abelha-borá (Tetragona clavipes) e a jataí (Tetragonisca angustula).

O estudo analisou interações entre polinizadores e espécies vegetais em diferentes estágios de recuperação ambiental na Floresta Nacional de Carajás, no Pará. A área também abriga um dos maiores projetos de extração mineral do mundo, com destaque para a mineração de minério de ferro e areia. A equipe de pesquisadores coletou visitantes florais de plantas – os polinizadores – no sub-bosque em áreas de restauração de minas de areia e de depósitos de resíduos de ferro, além de áreas de floresta primária para comparação. A amostragem foi realizada três vezes em cada local, entre abril de 2018 e outubro de 2019.

No total, os pesquisadores identificaram 118 espécies de plantas, 137 espécies de abelhas (1.090 indivíduos) e 51 espécies de vespas (170 indivíduos), mas observaram que apenas cinco espécies de abelhas e doze espécies de plantas respondiam por mais da metade das interações registradas. Na seleção final, consideraram as espécies com maior potencial de utilização nos estágios iniciais da restauração, priorizando os polinizadores mais generalistas, ou seja, que interagem com mais parceiros.

Segundo Rafael Cabral Borges, pesquisador do ITV e autor principal do estudo, o trabalho oferece uma nova abordagem para restauração de ecossistemas, que vai além do simples plantio de árvores. “Em geral, os projetos de restauração são muito focados em introduzir plantas em uma área específica. Mas integrar polinizadores — que apoiam a reprodução das plantas — é fundamental para garantir interações duradouras e a estabilidade de longo prazo dos ecossistemas restaurados”, avalia.

Além de considerar as redes de interação entre plantas e polinizadores, a escolha dos especialistas ponderou características das espécies que podem facilitar o processo de restauração, oferecendo uma base para tomadas de decisão e alocação de recursos. “Por exemplo, plantas que se reproduzem por sementes e abelhas que nidificam em cavidades simplificam o manejo”, cita Borges.

O pesquisador enfatiza, ainda, que o trabalho tem como objetivo fornecer subsídios para projetos de várias escalas. “Essa lista pode ser útil tanto para pequenos agricultores, que enfrentam déficits de polinização, quanto para grandes empreendimentos, como mineradoras, ajudando os tomadores de decisão a embasar suas ações em conhecimento científico”, finaliza Borges.

DOI: https://onlinelibrary.wiley.com/doi/full/10.1111/rec.14334

*Com informações da Agência Bori

Balsa de saúde de Atalaia do Norte, no Amazonas, vence a 19ª Mostra ‘Brasil, aqui tem SUS’

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Foto: Divulgação/PMATN

O projeto Balsa de Saúde de Atalaia do Norte, no Amazonas, venceu a 19ª Mostra ‘Brasil, aqui tem SUS’ no dia 14 de novembro. A mostra é uma iniciativa do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems). A unidade de saúde, que promove equidade com atendimentos a ribeirinhos e indígenas do Vale do Javari, foi idealizada pela Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) da Prefeitura de Atalaia do Norte.

Em abril, o projeto passou pela etapa estadual e foi um dos sete colocados entre 191 projetos de todo o Amazonas e mais de 300 em toda a região Norte. Agora, na etapa nacional, concorrendo com iniciativas de todo o Brasil, Atalaia do Norte sagrou-se campeã na categoria de maior nota para municípios até 20 mil habitantes, sendo um dos melhores do país.

“Uma estratégia inovadora de assistência em saúde”, frisou o idealizador do projeto e secretário da Semsa à época, enfermeiro James Guedes.

A estrutura da unidade dispõe de uma equipe fixa composta por médicos, enfermeiros, técnicos em enfermagem, tradutores indígenas, além de uma parceria firmada com a Secretaria Municipal de Assistência Social (Semas) para atendimentos sobre programas sociais e outros serviços.

Além disso, acompanhamento pré-natal, exames e coletas de lâminas para testagem de malária, busca-ativa em embarcações, dentre outros serviços também são realizados diariamente pelas equipes da balsa.

O projeto premiado da balsa de saúde, a partir de agora, pode se tornar referência de política pública a ser implementado em municípios brasileiros com as mesmas características de Atalaia do Norte, tudo com o foco de promover equidade e igualdade a quem mais precisa, com respeito e garantindo os direitos de todos os cidadãos.

*Com informações da Prefeitura de Atalaia do Norte (PMATN)

Porto de Chancay no Peru: empresários acreditam que Acre passará a ser “porta de entrada para o Brasil”

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Porto de Chancay, no Peru. Foto: Marcos Vicentti/Secom AC

Autoridades e empresários do Acre participaram da inauguração, no dia 14 de novembro, do megaporto de Chancay, no Peru, localizado a 80 quilômetros de Lima, capital do país vizinho, que contou com a presença do presidente chinês, Xi Jinping.

Entre as muitas expectativas comerciais, uma delas é que o Acre se torne um importante ponto logístico da Rota Interoceânica.

Ainda segundo ele, o Acre vem trabalhando com diversas instituições “para poder aumentar a atividade econômica por esse corredor e esse porto representa exatamente o incremento o que o estado precisa para fortalecer essa nossa rota”.

Nova rota da seda

Iniciada há oito anos, a obra tem importância estratégica para as relações comerciais da China com toda a América do Sul. Nesse contexto está o Acre, que integra a mais importante rota rodoviária entre o Brasil e o Peru pela Rodovia Transoceânica.

O megaporto de Chancay foi concebido como parte da nova ‘rota da seda’, iniciativa estratégica que há anos vem sendo implementada para aumentar o comércio da China com a região.

Ao mesmo tempo em que a obra proporciona uma grande capacidade de desembarque de mercadorias chinesas na América do Sul, também possibilita o transporte dos produtos da região para o mercado asiático. Principalmente minérios, como lítio e cobre, e produtos agrícolas, como a soja.

A estimativa é que o porto possa diminuir em até 15 dias a viagem entre os continentes. Um investimento de aproximadamente R$ 20 bilhões, liderado pelo governo chinês. Além da vantagem em termos geográficos, a profundidade da baía de Chancay permite ao porto capacidade para receber os maiores navios cargueiros do mundo, que podem transportar até 24 mil contêineres.

O presidente da Associação Comercial do Acre (Acisa), Marcelo Moura, elogiou a grandiosidade da infraestrutura e afirmou que um novo tempo nas relações comerciais entre a América Latina e a Ásia começam agora.

O presidente da Assembleia Legislativa do Acre, Luiz Gonzaga, participou de reuniões com o presidente do congresso peruano, para discutir a criação de um centro aduaneiro integrado e melhorias no transporte de cargas e voos comerciais.

“Nós estamos aqui vivendo um momento histórico. A inauguração de um porto que se Deus quiser vai mudar em muito o nosso estado do Acre. Vai desenvolver, crescer, porque a partir de agora nós teremos oportunidade de exportar os nossos produtos para o maior continente do mundo. Mais de 50% da população mundial está na Ásia”, finalizou.

*Por Andryo Amaral, da Rede Amazônica AC

Comunidades quilombolas no Pará contribuem na preservação ambiental e segurança alimentar

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Foto: Divulgação/DDF/IDEFLOR-Bio

O Projeto Sistemas Agroflorestais (PROSAF), conduzido pelo Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade do Pará (Ideflor-Bio), tem promovido impactos significativos em comunidades quilombolas, unindo preservação ambiental e desenvolvimento socioeconômico. Entre elas estão os quilombos Moju Miri, em Moju, e Menino Jesus, no Acará, que já colhem os frutos dos investimentos no projeto.

Em Moju Miri, na região nordeste paraense, foi instalado um viveiro comunitário com estrutura de ferro galvanizado, medindo 12×18 metros, que atualmente produz mais de 6 mil mudas de espécies nativas e frutíferas. A produção inclui 3.398 mudas de açaí, 689 de açaí branco, 1.325 de cacau, além de espécies como cupuaçu, bacaba e paricá. Segundo o Ideflor-Bio, essas mudas serão destinadas a plantios que começarão em 2025, em nove áreas já georreferenciadas.

Já no quilombo Menino Jesus, no município do Acará, foi construído um viveiro semi-rústico, com capacidade para armazenar aproximadamente 4.940 mudas. A estrutura, erguida em parceria com a associação de moradores locais, abriga espécies como cupuaçu, muruci, graviola e cacau. O investimento incluiu cobertura, sistema de irrigação, insumos e uma caixa d’água para garantir a sustentabilidade da produção.

Incentivo

A gerente de Produção e Apoio aos Arranjos Produtivos Florestais, Laura Dias, destaca a importância do projeto para as comunidades quilombolas.

Foto: Divulgação/DDF/IDEFLOR-Bio

Os plantios realizados com as mudas produzidas nos viveiros deverão trazer impactos a longo prazo, tanto para a biodiversidade local quanto para a economia das comunidades. O cacau, o açaí e outras espécies nativas são vistas como potenciais vetores de desenvolvimento, conciliando conservação ambiental e geração de riqueza.

O diretor de Desenvolvimento da Cadeia Florestal do Ideflor-Bio, Vicente Neto, ressalta o impacto social do projeto. “Essas ações mostram que é possível aliar a sustentabilidade ambiental ao desenvolvimento econômico, proporcionando autonomia e melhorias nas condições de vida das comunidades quilombolas”, enfatiza o dirigente.

Além dos benefícios diretos, o projeto PROSAF contribui para a preservação do legado histórico e cultural dos quilombolas. Ao fortalecer as bases econômicas e ecológicas dessas comunidades, o Estado do Pará se coloca como referência em ações de desenvolvimento sustentável voltadas à inclusão social e à valorização de suas raízes.

Para o presidente em exercício do Ideflor-Bio, Ellivelton Carvalho, os resultados são motivo de orgulho, especialmente em uma data tão simbólica. “Neste Dia da Consciência Negra, reafirmamos nosso compromisso com a valorização das comunidades quilombolas e com a construção de um modelo de desenvolvimento inclusivo e sustentável”, enfatizou.

*Com informações do IDEFLOR-Bio

Brasil queimou área do tamanho do Tocantins de janeiro a outubro de 2024

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Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Entre janeiro e outubro de 2024, o Brasil queimou um Tocantins inteiro. Foram 27,6 milhões de hectares, uma área 119% maior do que o total queimado no mesmo período do ano passado. Foram 15 milhões de hectares a mais, na comparação com 2023 – mais que todo o Ceará. Os dados são do Monitor do Fogo, do MapBiomas, e apontam que este foi o pior ano da série histórica, que teve início em 2019.

O principal foco do fogo foi a vegetação nativa, que respondeu por três em cada quatro hectares queimados (74%) de janeiro a outubro. Formações florestais concentraram um quarto (25%) do total. Mais da metade (55%) de tudo que foi queimado no período foi na Amazônia: 15,1 milhões de hectares. O Cerrado vem em seguida, com 9,4 milhões de hectares, sendo que 85% (ou 8 milhões de hectares) ocorreram em áreas de vegetação nativa. Trata-se de um aumento de 97% em comparação com o mesmo período de 2023.

No Pantanal, a área queimada entre janeiro e outubro de 2024 aumentou 1.017%. Foram 1,8 milhão de hectares – ou 1,6 milhão a mais que o mesmo período do ano passado. Já no caso do Pampa, os 3,2 mil hectares queimados nos dez primeiros meses do ano representam o menor valor observado nos últimos três anos, para esse mesmo período, o que decorre do maior volume de chuvas em 2024. Também houve queda na área queimada na Caatinga: foram 233 mil hectares, ou uma redução de 49% em relação ao mesmo período de 2023, embora 81% da área queimada tenha ocorrido em formações savânicas . No caso da Mata Atlântica, foram 993 mil hectares nesse período, 71% dos quais em áreas agropecuárias.

Mato Grosso respondeu por um quarto (24%) da área queimada em todo o Brasil (6,7 milhões de hectares), seguido por Pará e Tocantins, com 6,1 milhões e 2,7 milhões de hectares, respectivamente. Juntos, esses três estados totalizaram 56% da área queimada no período. Os municípios de São Félix do Xingu (PA) e Corumbá (MS) registraram as maiores áreas queimadas entre janeiro e outubro de 2024, com 1,4 milhão de hectares e 795 mil hectares, respectivamente.

As pastagens foram as áreas de uso antrópico que mais queimaram no período, representando 21% de toda a área queimada no país. Foram 5,7 milhões de hectares de pastagens queimados entre janeiro e outubro de 2024 – um aumento de 58% em relação ao mesmo período de 2023. A Amazônia foi o bioma com a maior área de pastagens queimadas nos dez primeiros meses deste ano: 4,91 milhões de hectares.

As pastagens recém-plantadas foram as que mais queimaram, correspondendo a 39% do total, e na Amazônia essa proporção foi ainda maior: alcançando 86%. Com o objetivo de apresentar um panorama sobre a ocorrência de fogo em pastagens no Brasil, as equipes do MapBiomas elaboraram uma nota técnica detalhando a relação entre o fogo e as pastagens, tanto historicamente quanto em 2024.

A incidência do fogo variou de acordo com a qualidade da pastagem. No período analisado, as pastagens de alto vigor foram as mais afetadas, representando 56% do total dos pastos afetados pelo fogo, seguidas pelas de médio vigor (31%) e as de baixo vigor (13%). A predominância do fogo em pastagens de alto vigor concentrou-se principalmente na Amazônia, onde fatores como a alta disponibilidade de chuva e a fertilidade do solo favorecem o rápido acúmulo de biomassa.

No Cerrado, Caatinga e Pantanal, mais de 47% da área de pastagem queimada em 2024 ocorreu em pastagens estabelecidas entre 30 e 39 anos atrás. Na Mata Atlântica, 89% das áreas de pastagem afetadas pelo fogo em 2024 foram estabelecidas antes de 1994.

Outubro responde por quase um quinto da área queimada este ano no Brasil

A área queimada em outubro foi de 5,2 milhões de hectares, ou 18,8% do total registrado este ano. É como se todo o estado do Rio Grande do Norte tivesse queimado em um mês. Em comparação com 2023, houve um aumento de 42%, ou 1,5 milhão de hectares a mais. Três quartos (75%) da área queimada em outubro ocorreram em vegetação nativa, principalmente formações florestais, que responderam por 39% do total queimado no mês. Mais uma vez, as pastagens se destacam entre as áreas de uso agropecuário queimadas em outubro, com 21% do total do período.

Quase três em cada quatro hectares queimados em outubro (73%) ocorreram na Amazônia, onde 3,8 milhões de hectares foram queimados no mês passado – um aumento de 59% em relação a 2023. Nesse bioma, a formação florestal foi o tipo de vegetação nativa mais impactado, representando quase metade (49%) da área queimada na Amazônia em outubro (1,9 milhões de hectares). Além disso, mais de um quarto (26%) do total queimado na Amazônia foi de pastagem, que foi a classe de uso antrópico mais afetada, com 1 milhão de hectares queimados.

Pela primeira vez desde o início do monitoramento do fogo em 2019, no período de janeiro a outubro, a área de formação florestal queimada no bioma Amazônia superou a área de pastagens atingidas, revelando um avanço preocupante da destruição em regiões naturalmente preservadas.

O Cerrado é o segundo bioma com maior área queimada em outubro, com 934 mil de hectares queimados. A maioria das áreas queimadas foram em vegetação nativa (86% ou 806 mil hectares), sendo que mais da metade (52%) foram de formações savânicas (481 mil de hectares).

No Pantanal, 261 mil hectares queimaram em outubro, ou 14% do total dos primeiros dez meses deste ano. A quase totalidade (97%) do que foi queimado no mês passado foi em vegetação nativa, sendo 36% em campo alagado e área pantanosa e 32% em formação campestre.

Na Mata Atlântica, foram queimados 96 mil hectares em outubro – um aumento de 375% em relação à média anterior. A classe antrópica mais impactada foi a cana-de-açúcar, com 30 mil hectares queimados no mês passado.

Amazônia e Cerrado concentram 92% da área queimada de pastagens no Brasil desde 1985

Com base em dados históricos detalhados na nota técnica, observa-se que o fogo afetou quase metade (44%) das pastagens plantadas no Brasil pelo menos uma vez entre 1985 e 2023, ou 72,6 milhões de hectares. Nesse período, as pastagens plantadas foram a segunda classe de cobertura e uso da terra mais queimada no Brasil, atrás somente da classe de formação savânica. A maior parte desse total (68%, ou 49,3 milhões de hectares) ocorreu na Amazônia, onde 83% dos 59 milhões de hectares ocupados por pastagens no bioma queimaram pelo menos uma vez nos últimos 39 anos. Em seguida vem o Cerrado, com 24%, ou 17,3 milhões de hectares. Embora correspondam a 67% de toda a área ocupada por pastagens plantadas no Brasil, esses biomas respondem pela quase totalidade (92%) da área de pastagem queimada no Brasil pelo menos uma vez nos últimos 39 anos.

No caso das áreas queimadas mais de uma vez, o percentual total no Brasil é de 67%. Na Amazônia, essa recorrência foi ainda maior, com 76% das pastagens queimando duas ou mais vezes; destas, 41% queimaram entre duas e três vezes, e 34% mais de quatro vezes. No Cerrado, 20% das áreas queimadas registraram fogo duas vezes, e 32% mais de três vezes ao longo do período de análise.

Embora representem 18%, 14% e 2% da área total de pastagens plantadas do país, a Mata Atlântica e a Caatinga responderam por 3% cada, e o Pantanal por 2% da área queimada em pastagens plantadas. A menor ocorrência de fogo nesses biomas pode estar associada tanto às suas menores extensões de pastagens plantadas quando comparadas a Amazônia e ao Cerrado, quanto às práticas agropecuárias mais consolidadas, mais capitalizadas e menos intensivas em uso do fogo, como no caso da Mata Atlântica.

O Pantanal apresentou a menor área de pastagens plantadas dentre os biomas analisados, mas com uma alta proporção afetada pelo fogo: 1,4 milhões de hectares foram queimados, correspondendo a mais da metade dos 2,5 milhões de hectares de pastagens plantadas existentes no bioma. Ele apresenta um padrão de recorrência intermediário: 40% das áreas de pastagens queimadas foram afetadas uma única vez, 40% registraram entre duas e três queimadas, e 20% queimaram mais de quatro vezes durante os 39 anos analisados.

A área de pastagens queimadas variou ao longo dos anos, com uma média anual de 4,6 milhões de hectares queimados, ou um quarto da área queimada anualmente (18 milhões ha/ano). Essa variação reflete os contextos econômicos e políticos que impulsionam as mudanças de uso da terra e as flutuações climáticas. Fenômenos como o El Niño causaram secas extremas e episódicas, impactando diretamente a extensão das áreas queimadas, especialmente em anos críticos como, por exemplo, 1987/1988, 1998/1999, 2005, 2007 e 2010, entre outros. Nesses períodos registra-se uma área queimada maior, caracterizada por picos na série temporal devido a condições de estiagem prolongada, o que aumenta a inflamabilidade da vegetação e favorece a propagação do fogo, incluindo em áreas de pastagem.

Em 2023 o Brasil possuía 164,5 milhões de hectares de pastagens plantadas, ou 19% do território nacional. Elas respondem por 59% da área destinada à agropecuária no país. Desde 1985, as pastagens aumentaram em 82%, com Amazônia (59 milhões de hectares) e Cerrado (51 milhões de hectares) concentrando a maior parte dessa expansão.

*Com informações do MapBiomas

Encontro dos Tambores, a celebração da cultura afro-amapaense

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Foto: Jorge Júnior/Agência Amapá

O Encontro dos Tambores celebra tradição e cultura afro-amapaense, fortalecendo as raízes e a cultura ancestral das comunidades negras no Amapá. O evento é realizado pela União dos Negros do estado (UNA), com apoio da Fundação Estadual de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Fundação Marabaixo) e da Secretaria de Estado da Cultura (Secult).

Para celebrar o Mês da Consciência Negra, a programação tem como objetivo promover a reflexão e o debate sobre temas como racismo e luta pela igualdade racial com shows, workshops e outras ações durante o período.

O Encontro é realizado desde 1995, sendo uma tradição e Patrimônio Cultural e Imaterial do Estado. Todos os anos as comunidades negras e indígenas se reúnem para a celebração da cultura, como uma forma de dar continuidade aos costumes ancestrais.

O evento é um dos mais tradicionais do estado, reunindo comunidades que têm como principal expressão cultural a dança do Marabaixo, o Batuque, a Zimba, o Tambor de Crioula e o Sairé. A capoeira é outra manifestação cultural negra que faz parte dos festejos do Marabaixo.

O Marabaixo é um símbolo de resistência das comunidades afro-amapaenses. A história da manifestação cultural remonta ao período de escravidão no Brasil, quando o Amapá ainda era parte do atual estado do Pará.

Leia também: Conheça história do Marabaixo, manifestação cultural ancestral do Amapá

Foto: Gabriel Penha/Arquivo/GEA

O Marabaixo é uma manifestação folclórica, que consiste em homenagear o Divino Espírito Santo e a Santíssima Trindade em duas partes: a sagrada (missas, novenas, ladainhas) e a profana (dança do Marabaixo, bailes). A origem do nome é incerta: alguns afirmam que vem do árabe marabut (louvar); outros afirmam que vem do fato dos escravos serem trazidos mar abaixo nos navios negreiros (ou seja, da África para o Brasil).

Registros do jornal ‘O Liberal’, de 1872, relatam pessoas negras escravizadas recolhendo galhos de murta (uma planta encontrada nas matas do Curiaú) para enfeitar o mastro em homenagem à Santíssima Trindade. Um ritual que se mantém nos dias atuais.

O batuque é tradicional na comunidade quilombola do Curiaú – área quilombola de Macapá – representando a luta pela liberdade dos antepassados do moradores da região e um momento de agradecer aos santos, principalmente ao padroeiro, São Joaquim.

Inicialmente o festival foi realizado na comunidade do Curiaú e, com a inauguração do Centro de Cultura Negra, em 1998, passou a ser realizado no bairro do Laguinho, durante as comemorações da Semana da Consciência Negra.

Além dos itens que fazem parte da programação anual, a partir de 2015 a organização acrescentou exposições de fotografias de pioneiros do Marabaixo e artefatos do candomblé e da umbanda.

Em 2024, o festival se apresenta com o tema ‘No Meio do Mundo com os Tambores de Todo o Mundo’, no Centro de Cultura Negra do Amapá Raimunda Ramos em Macapá.

*Com informações da Agência Amapá

Caroço Amazonas: método socioemocional aplicado em Harvard certifica escolas de Iranduba

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Foto: Divulgação

Identificar, nomear e lidar com a raiva, a tristeza, a frustração, o medo e o luto podem ser movimentos difíceis para a maioria das pessoas, o que dirá para crianças e adolescentes e, ainda, inseridas na realidade desafiadora de viver e crescer na Amazônia. Com o objetivo de responder às necessidades específicas das crianças e jovens dessa região, identificando suas habilidades sociais e emocionais prioritárias, pesquisadoras do EASEL Lab, da Faculdade de Educação de Harvard, nos EUA, desenvolvem desde 2022 o ‘Projeto Caroço‘ em parceria com educadores da cidade de Iranduba, no Amazonas, que tem como base a metodologia SEL Kernels (do inglês Social-Emotional Learning).

Neste mês de novembro de 2024, os participantes celebram o fim deste ciclo com resultados promissores reportados pelos 130 professores de 14 escolas urbanas, rurais, ribeirinhas e indígenas do município, que serão certificados pela equipe do EASEL Lab durante um evento presencial de encerramento.

Segundo ela, o projeto junto à Harvard – que é destinado às crianças – deu tão certo que as escolas resolveram trabalhar as estratégias de autoconhecimento e de inteligência emocional com os alunos do Ensino Fundamental, e estenderam aos pais das crianças e dos jovens, fortalecendo-os com conteúdos para que possam apoiar o desenvolvimento das habilidades socioemocionais dos filhos em casa. Silvia diz que várias outras escolas das 57 que formam a rede municipal solicitaram a formação e o Caroço será estendido para elas também.

A metodologia

Os SEL Kernels são atividades e rotinas simples, projetadas para promover o desenvolvimento social e emocional de crianças no ambiente escolar, a partir da prática diária do professor . A abordagem acessível permite que os SEL Kernels sejam adaptados a diferentes contextos educacionais em países ao redor do mundo. Em 2024, além do Brasil (Paraty, Rio de Janeiro e Amazonas), eles foram implementados na Austrália, Canadá, Chile, Estônia, Líbano, Níger, Nigéria, Serra Leoa, Uganda, Ucrânia e Estados Unidos. Em Iranduba, a escolha do nome do projeto – Caroço – foi feita junto aos educadores participantes e simboliza a semente que é plantada, germina e cresce, além de ser uma palavra que conversa com a cultura local.

Ana Luiza Colagrossi, doutora em Ciências com ênfase em desenvolvimento infantil e aprendizagem socioemocional, coordenadora e pesquisadora da equipe de adaptação e cocriação do Projeto Caroço no Brasil, explica que a metodologia nomeia cinco dimensões socioemocionais como “cinco poderes”, para mostrar às crianças que elas já têm essas habilidades dentro de si, e que é só desenvolver, praticar:

  • Poder da Atitude,
  • Poder do Cérebro,
  • Poder da Cidadania,
  • Poder da Amizade,
  • e Poder do Sentimento.

Esses poderes englobam 31 “caroços” que são as estratégias de intervenção que os professores têm à disposição para usar várias vezes ao longo do dia, mesclando às atividades didáticas de rotina.

“Adaptamos a letra da música ‘cabeça, ombro, joelho e pé’, usada na Educação Infantil, para ‘cabeça, ombro, coração, barriga’, promovendo o contato da criança com as partes do corpo em que as emoções se manifestam. Outro exemplo é a ‘régua do sentimento’, com os nomes das emoções e as intensidades delas – raiva, muita raiva, feliz, muito feliz -, que ajuda a criança a construir esse repertório dentro de si, também entendendo como os sentimentos se manifestam. Com essa informação, o professor pode abordar o tema na rodinha que faz com as crianças todos os dias”, diz a pesquisadora.

Foto: Divulgação

Resultados

As escolas que receberão o certificado neste mês de novembro participaram de todas as formações do Caroço, das trocas cotidianas com envio de relatos e evidências fotográficas, e responderam a um questionário de pesquisa no início e no final do projeto, com a avaliação das crianças antes e depois da implementação dos SEL Kernels.

“É um panorama bem amplo e robusto do desenvolvimento dessas crianças e que ilustra como é possível fazer transformações significativas na vida delas e das comunidades nos contextos em que estão inseridos”, destaca Ana Luiza.

O projeto conta com o apoio da Lemann/Brazil Research Fund e da Fundação de Apoio ao Ensino, Pesquisa, Extensão e Interiorização do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Amazonas (FAEPI-IFAM).