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Do tamanho da ponta de uma caneta, nova espécie de orquídea é encontrada no Peru

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Foto: Reprodução/PetroTal

Uma nova espécie de orquídea foi encontrada por pesquisadores peruanos no distrito de Puinahua, localizado na província de Requena, na selva da região de Loreto, no Peru. A descoberta foi relatada pelo Programa de Monitoramento da Biodiversidade PetroTal, que financia o estudo.

A nova espécie foi batizada de Specklinia bretaiiense por ter sido encontrada na capital Puinahua, na Bretanha, bem próxima às operações da empresa. A orquídea faz parte do gênero Specklinia e do subgênero Hymenodanthae da grande planície amazônica do Peru. É tão pequena que fizeram uma comparação inusitada: com a ponta de uma caneta.

Leia também: Falsa parasita: conheça as Cattleyas, orquídeas nativas da Amazônia

Foto: Reprodução/PetroTal

Esta descoberta está detalhada no estudo de orquídeas realizado na área do Lote 95, como parte do Plano de Monitoramento da Biodiversidade (PMB) da PetroTal, recentemente apresentado no III Congresso Peruano de Orquidologia.

O estudo representa a primeira análise específica de orquídeas em áreas de mata de várzea propensas a inundações, especificamente na área de influência do Local 2 do Lote 95.

A constatação foi avaliada por instituições nacionais – como o Instituto de Pesquisa para o Desenvolvimento Sustentável de Ceja de Selva, a Universidade Nacional Toribio Rodríguez de Mendoza do Amazonas, entre outras instituições internacionais, como a Universidade Nacional Autônoma do México.

Foto: Reprodução/PetroTal

O PMB, que faz parte da política de gestão ambiental da PetroTal, fornece informações científicas periódicas sobre o estado do ecossistema e detecta variações no comportamento da flora e da fauna.

O desenvolvimento do PMB possibilitou, em 2022, o primeiro avistamento no Peru do Thamnophilus praecox, popularmente conhecido como Batará de cocha, também próximo às operações da empresa.

Conheça a nova espécie:

Pesquisador do Museu Goeldi é um dos 10 cientistas com mais descobertas de aranhas no mundo

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Foto: Janine Valente

Desvendar a biodiversidade é um desafio para a pesquisa científica em todo o planeta. No campo da zoologia, milhares de espécies são descritas a cada ano, principalmente no grupo dos invertebrados que, segundo estimativas, representa cerca de 97% do total de espécies existentes. Entre elas está a ordem das aranhas, composta atualmente por mais de 52 mil espécies. É nesse mundo megadiverso que Alexandre Bragio Bonaldo, doutor em Zoologia e pesquisador do Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG), destacou-se ao descobrir e descrever 472 novas espécies de aranhas.

Somente no ano de 2023, Bonaldo identificou 50 novas aranhas para a ciência, além de um novo gênero, sendo classificado em décimo lugar no ranking mundial do World Spider Catalog (WSCA), plataforma de referência para os estudos em aracnologia mantida pelo Museu de História Natural de Berna (Suíça). No mesmo ranking aparece ainda Nithomas Feitosa, recém-doutor pelo Programa de Pós-Graduação em Zoologia (PPGZool), que foi orientado por Bonaldo.

Alexandre Bonaldo é natural do Rio Grande do Sul e foi lá que desenvolveu o interesse pela aracnologia. Ele conta que desde a infância era apaixonado por biologia e já pretendia seguir carreira na área. Durante a graduação, um estágio de iniciação científica na coleção de aranhas do Museu de Ciências Naturais do RS proporcionou o despertar para as possibilidades da pesquisa. “Percebi a grande diversidade de formas que elas apresentam, me entusiasmei pelo grupo e fiz do estudo destes bichos a minha profissão”, relata.

Método científico

Com 24 anos de trabalho dedicados ao Museu Goeldi, Alexandre Bonaldo é o primeiro aracnólogo da história da instituição e curador da coleção de aracnídeos constituída por mais de 40 mil lotes de animais preservados, abrangendo sobretudo a fauna da América do Sul e amazônica. O acervo da coleção serve de base para muitas das pesquisas, e o foco dos trabalhos é orientado mais pelo recorte taxonômico do que por critérios geográficos.

O input da tecnologia

A descrição de espécies pode ser feita a partir de diferentes abordagens e aprimorada com a utilização de equipamentos e recursos tecnológicos. As pesquisas de Alexandre Bonaldo adotam procedimentos de análise morfológica, isto é, das estruturas dos corpos dos animais que são minuciosamente documentados em ilustrações feitas pelo próprio pesquisador, que adota a tecnologia como aliada do método tradicional.

“O desenho científico é interpretativo, ou seja, em um desenho, é possível destacar as estruturas mais importantes, a partir de observações que permitem realmente entender as complexidades dos detalhes morfológicos. Além disso, alguns bichos são, digamos, pouco fotogênicos, e só podem ser adequadamente documentados através de desenhos científicos”, argumenta o aracnólogo.

Os detalhes observados e documentados em desenhos e fotografias podem ser investigados com o uso do microscópio eletrônico de varredura, por exemplo. Atualmente, o Museu Goeldi conta ainda com o suporte de um micro-tomógrafo computadorizado que permite produzir reconstruções em 3D das estruturas, abrindo novas possibilidades para a documentação dos caracteres e facilitar a descrição de espécies.

Alerta

Porém, além da estruturação e atualização de laboratórios, Bonaldo defende que a ciência precisa de ampliação e regularidade de investimentos direcionados à formação e à fixação de mais profissionais qualificados nas instituições de pesquisa.

*Com informações do MPEG

Hospital Beneficente Português: 151 anos de história e excelência em saúde no Amazonas

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Foto: Divulgação/HPAM

Por Osíris M. Araújo da Silva – osirisasilva@gmail.com

O Hospital Beneficente Português do Amazonas, fundado em 1873 como instituição de caridade, associação civil sem fins lucrativos, celebra 151 anos de história neste 31 de outubro de 2024. Sob o lema “Oferecendo Saúde, Salvando Vidas”, tornou-se um marco nas ações de saúde do Amazonas no período áureo da borracha, final do século XIX, início do XX. Então, o látex oriundo da seringueira ganhava projeção internacional na fabricação da borracha e seus derivados, insumos de ampla aplicabilidade na indústria mundial. Manaus e Belém, nesse período, passaram por profundas transformações sociais e econômicas pressionadas pelo crescimento populacional. Consequentemente, assumem importância fundamental as instituições de saúde, representadas na cidade por hospitais, enfermarias, lazaretos, laboratórios e hospícios.

O Hospital nasceu do esforço de aproximadamente 70 pioneiros que se dedicaram a construir e manter uma instituição de saúde destinada a atender tanto a colônia portuguesa quanto aos necessitados. Em 1893, a sede atual foi inaugurada na Avenida Joaquim Nabuco, antiga Estrada Corrêa de Miranda. Paralelamente, funcionavam na capital amazonense, à época, o Hospital “São Vicente”, criado em 1852, com fins militares, e a Santa Casa de Misericórdia de Manaus, também conhecida na documentação como “Hospital da Caridade”, criada pela lei provincial n. 451, de 4 de abril de 1880.

Em 11 de fevereiro de 1909, o Hospital Beneficente Português recebeu o título de “Real” das mãos do Rei Dom Manoel II. Posteriormente, em 5 de outubro de 1933 foi agraciado pelo Governo Português com a Comenda da Ordem de Benemerência, adotando o nome Real e Benemérita Sociedade Portuguesa Beneficente do Amazonas, tendo sido reconhecido como de Utilidade Pública pelo governo amazonense em 1959 e pelo governo Federal em 1996. Ao longo dos anos, o Hospital acompanhou a evolução da medicina estadual em todos os seus níveis e complexidades, investindo em tecnologia e na qualificação de seu corpo clínico, formado por médicos renomados de Manaus; de enfermagem e auxiliares técnicos.

Atualmente, a instituição conta com 22 leitos em apartamentos, 36 em enfermarias, 20 em UTIs, 7 salas de centro cirúrgico, 4 leitos de recuperação pós-anestésica, 10 em salas de observação e uma sala de reanimação. Além disso, o hospital segue com planos de expansão para aumentar sua capacidade de atendimento. Além disso, oferece serviços de imagem avançados e procedimentos de hemodinâmica, como cateterismo, drenagem, TAVI e angioplastia; e conta também com um serviço de diálise humanizado, uma equipe multidisciplinar especializada em nefrologia e uma estrutura moderna voltada ao tratamento de doenças renais agudas e crônicas.

Nas instalações do Beneficente, funciona ainda o Instituto de Oncologia do Amazonas (IOAM), uma referência em tratamento oncológico em Manaus. Equipado com tecnologia de ponta e os mais modernos recursos médicos, o IOAM se destaca pela segurança e excelência no cuidado aos pacientes, consolidando sua posição como um dos principais centros de oncologia da região. No geral, dispõe de abrangente e ampla gama de especialidades, dentre elas: Bariátrica, Buco Maxilo, Cabeça e Pescoço, Cirurgião Geral, Clínica Médica Geral, Clínico Cirurgião Oncológico, Cardiologia, Cardiovascular, Cirurgia torácica, Dermatologia, Endocrinologia, Ginecologia, Mastologia, Medicina de Família e Comunidade, Neurocirurgião, Nutrição, Obstetrícia, Oftalmologia, Ortopedia, Otorrinolaringologia, Pediatria, Proctologia, Psicologia e Urologia.

A instituição igualmente mantém diversificada cobertura de convênios, incluindo Aeronáutica, AFFEAM Saúde, Allianz, Amil, Blue, Bradesco, Capesaúde, Casembrapa, Casf Saúde, Cassi, Mondial Assistance, Central Nacional Unimed, Conab, Congregação das Missionárias, E-Vida, Foto Nascimento, Fundação Assefaz, Fusex, Geap Saúde, Golden Cross, Inter Assist, Life Empresarial Saúde, ManausMed, Marinha do Brasil, Mediservice, Omint, Plan Assiste, Postal Saúde, Pró-Social, Saúde Caixa, Saúde Petrobras, TRE Amazonas e Waimiri Atroari. Além disso, dispõe de pronto atendimento 24 horas, com atendimento a partir dos 15 anos.

A atual diretoria do Hospital Beneficente Português, referência em relação à estrutura hospitalar do Amazonas, está assim constituída: Presidente da Diretoria Executiva, médico Leopoldo Cavalcanti Krichanã da Silva; Presidente da Assembleia Geral, António Augusto Rocha de Souza Leite; Presidente do Conselho Fiscal, José Alcides de Queiroz Lima; Controller, Paulo Cezar Fortes do Couto e Administrador Geral, Juan Souza.

Sobre o autor

Osíris M. Araújo da Silva é economista, escritor, membro do Instituto Geográfico e Histórico do Amazonas (IGHA) e da Associação Comercial do Amazonas (ACA).

*O conteúdo é de responsabilidade do colunista

Futuro centro de saúde na reserva indígena Yanomami recebe instalação de energia solar

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Foto: Reprodução/Casa Civil

Especialistas do Ministério de Minas e Energia (MME) e do Ministério da Saúde (MS) realizaram uma visita técnica ao Polo Base do Surucucu, localizado no território indígena Yanomami, em Roraima. A ação, que faz parte da ampliação do programa ‘Luz para Todos’ e tem como objetivo atender à solicitação de apoio da Secretaria Especial de Saúde Indígena (SESAI) para o fornecimento de energia elétrica ao novo Centro de Referência de Surucucu.

A futura unidade de saúde básica está sendo construída conforme a Portaria GM/MS nº 28/2023, que declara a Emergência em Saúde Pública de Importância Nacional (ESPIN) devido à falta de assistência de saúde na Terra Indígena Yanomami, atenderá uma população estimada de 10 mil indígenas de 60 comunidades, em algumas das regiões mais remotas do Brasil, com serviços ambulatoriais e emergenciais.

A equipe, liderada pelo diretor do Programa Luz Para Todos do Ministério de Minas e Energia (MME), André Dias, e pelo diretor do Departamento de Projetos e Determinantes Ambientais da Saúde Indígena, Bruno Cantarella, acompanhou de perto a instalação das obras do sistema de energia solar, baseado em placas fotovoltaicas.

A tecnologia, além de promover o acesso à energia limpa e renovável, contribui para a melhoria da qualidade de vida das comunidades indígenas, impactando diretamente na saúde, educação e desenvolvimento social.

A iniciativa demonstra o compromisso do Governo Federal em garantir o acesso à energia e à saúde para as comunidades indígenas, especialmente em áreas remotas. O Polo Base do Surucucu representa um passo crucial para a melhoria da qualidade de vida e o desenvolvimento social da região.

*Com informações da Casa Civil do Governo Federal

Projeto de manejo do pirarucu fortalece preservação ambiental e gera renda em Rondônia

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Foto: Reprodução/Sedam RO

Com o intuito de sanar um problema ambiental e gerar renda extra às comunidades tradicionais quilombolas e extrativistas, o governo de Rondônia desenvolve desde o 2022, o Projeto de Manejo de controle do Pirarucu (Arapaima gigas) em Unidades de Conservação no Estado.

A iniciativa da Secretaria do Estado de Desenvolvimento Ambiental (Sedam), por meio da atuação de biólogos e especialistas, têm atuado para mitigar os impactos da proliferação da espécie fora de sua área natural. Embora seja uma espécie ameaçada de extinção em suas áreas de origem, a presença e proliferação da espécie fora da sua área natural tem gerado desequilíbrio ambiental.

Ao longo dos três anos de execução, o projeto já extraiu e comercializou 637 pirarucus, totalizando aproximadamente 35kg retirados do rio Cautário, sendo 24kg apenas em 2024. A pesca já  gerou mais de R$302 mil ao longo de três anos, dos quais, R$220 mil foram contabilizados somente em 2024, gerando renda aos comunitários.

Para o governador de Rondônia, Marcos Rocha, o manejo sustentável do Pirarucu é uma iniciativa que vai além da preservação ambiental.

Segundo o  secretário da Sedam, Marco Antonio Lagos, o trabalho desenvolvido em Rondônia tem ganhado visibilidade em eventos nacionais e internacionais, sendo recentemente destacado em uma importante revista especializada em meio ambiente.

“A experiência do estado em enfrentar essa questão ecológica se tornou um exemplo para outras regiões do Brasil e do mundo, que também lidam com problemas relacionados à introdução de espécies não nativas e seus impactos nos ecossistemas locais,” ressaltou.

O biólogo e pesquisador da Sedam, Leonardo Silva Pereira, explica que os efeitos da proliferação do Pirarucu são notáveis, principalmente entre os pescadores profissionais e extrativistas.

“A presença do Pirarucu invasor tem causado uma drástica redução nas capturas de peixes nativos como Tambaqui e Tucunaré, fundamentais à subsistência das comunidades locais”.

O desafio, segundo o biólogo, não é apenas ecológico, mas também econômico.

*Com informações da Sedam RO

Estudo verifica pela primeira vez 5 espécies de plantas parentes das quaresmeiras no Pará

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Tibouchina aspera é uma das cinco espécies achadas no Parque pela primeira vez. Foto: Ana Catarina Furtado/Acervo pesquisadores

Uma pesquisa encontrou pela primeira vez no Parque Estadual do Utinga, em Belém, no Pará, cinco espécies de plantas da família Melastomataceae, a mesma da quaresmeira – árvore de flores coloridas comum em jardins brasileiros. Os dados estão em artigo publicado nesta terça (29) no periódico “Paubrasilia” por pesquisadores de instituições como Instituto Nacional da Mata Atlântica (INMA), Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG), Universidade do Estado do Pará (UEPA) e Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro (JBRJ).

As espécies verificadas são Leandra micropetala, Miconia affinis, Miconia argyrophylla, Miconia punctata e Pterolepis glomerata. Esta última é também um novo registro para o estado do Pará. A família Melastomataceae inclui plantas que se destacam em jardins e paisagismo no Brasil. No entanto, também compreende espécies de ervas, arbustos, árvores e lianas (plantas trepadeiras), adaptadas a diferentes condições ambientais.

Além dessas cinco espécies, os pesquisadores identificaram outras 22 da família Melastomataceae, totalizando 27 espécies distribuídas em 13 gêneros no Parque Estadual do Utinga. No estudo, que teve início em 2017, a equipe utilizou técnicas de coleta e herborização de material botânico, análise de amostras, registros fotográficos e ilustrações científicas para identificar com precisão as espécies presentes, comparando-as com exemplares em coleções de herbários.

O Parque Estadual do Utinga é uma área de interesse para preservação e educação ambiental, constituindo um dos maiores fragmentos florestais urbanos no norte do Brasil. Além de receber milhares de visitantes todos os anos, o parque fornece diversos serviços ecossistêmicos, como a regulação do clima e o abastecimento de água para quase 2 milhões de habitantes da capital paraense, com os dois lagos reservatórios de água que abriga.

Júlia Meirelles, pesquisadora do INMA e autora do artigo, explica que os estudos de flora são essenciais para documentar a biodiversidade dos biomas brasileiros. Segundo ela, os levantamentos na Amazônia ainda são mais escassos do que em relação à Mata Atlântica, cujas espécies são mais bem documentadas.

O trabalho indica que muitas espécies de Melastomataceae são pioneiras em áreas perturbadas e podem ajudar na recuperação de regiões degradadas, além de contribuir para a formação de novos pesquisadores que participaram do levantamento.

As próximas etapas da pesquisa consistem em realizar novas expedições para obter mais dados sobre a floração, frutificação e distribuição dessas espécies, além de estudos genéticos para entender melhor a evolução dessas plantas.

*O conteúdo foi originalmente publicado pela Agência Bori

Paratleta acreano, Wendell Barbosa é campeão mundial de Jiu-Jitsu em competição na Grécia

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Foto: Wendell Barbosa/Acervo pessoal

O acreano Wendell Barbosa conquistou o título de campeão mundial de jiu-jítsu no Jiu-Jitsu World Championship, no dia 27 de outubro na cidade de Heraklion, na Grécia. O paratleta disputou duas lutas e venceu ambas, consagrando-se campeão em um evento de grande relevância para a modalidade.

Emocionado com a conquista, o atleta agradeceu o apoio recebido para viabilizar sua participação nas competições internacionais, que incluem o próximo desafio: o World Profissional Jiu-Jitsu Championship, em Abu Dhabi, onde ele lutará no dia 7 de novembro.

Foto: Wendell Barbosa/Acervo pessoal

O secretário de Esportes, Ney Amorim, também celebrou a conquista do atleta:

Foto: Wendell Barbosa/Acervo pessoal

A conquista fortalece o reconhecimento de Barbosa no cenário esportivo internacional e ele agora segue em busca do bicampeonato mundial em Abu Dhabi, onde já é o atual campeão.

*Com informações da Agência Acre

Sociedade de Portos e Hidrovias de Rondônia faz reconhecimento de pontos críticos no Rio Madeira

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Foto: Josi Gonçalves/Secom RO

Com o objetivo de fazer o reconhecimento visual de pontos críticos do Rio Madeira, a diretoria da Sociedade de Portos e Hidrovias do Estado de Rondônia (Soph) sobrevoou um trecho do rio até a região do Chuelo, em um helicóptero da Polícia Militar do Estado de Rondônia (PMRO), no dia 23 d eoutubro. Os chamados “pontos críticos”, como bancos de areia e pedrais, se multiplicaram com a crise hídrica e muitas embarcações encalharam ou pararam, impossibilitadas de passar.

Durante os últimos três meses, o Rio Madeira atingiu as menores cotas desde o início do monitoramento em 1967, atingindo a marca de 19 cm em seu momento mais crítico. Desse modo, as rotas de escoamento de Porto Velho – Itacoatiara, Porto Velho – Manaus e Porto Velho – Santarém, foram amplamente afetadas, e diversas empresas diminuíram ou paralisaram suas atividades devido à dificuldade da travessia.

Mediante as circunstâncias, a situação começa a apresentar sinais de melhora, com medições entre 80cm e 1 metro. Nas próximas semanas, a expectativa é que as condições de navegação retornem gradualmente à normalidade.

Segundo prognóstico do Boletim de Monitoramento Hidrológico da Bacia do Rio Madeira, cujos dados são provenientes da Rede Hidrometeorológica Nacional de responsabilidade da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA). Há um início de recuperação do nível do Rio Madeira, mas a tendência é que, em Porto Velho, a cota se mantenha abaixo de 3 metros até a primeira quinzena de novembro.

Ao passo que os impactos no setor portuário se evidenciaram, a Soph se articulou com outros órgãos e entidades privadas para possibilitar a troca de informações e criar soluções de curto a longo prazo. Desde o ano passado, representantes da Soph participam do comitê de crise hídrica, instituído pelo governo de Rondônia.

Ações de cooperação

Recentemente, o diretor-presidente visitou os portos da região para criar um panorama das necessidades urgentes dos operadores. Com base nas informações coletadas, um relatório foi produzido e repassado ao governo do Estado.

Em paralelo, a Sociedade de Portos e Hidrovias do Estado de Rondônia criou, também, o Grupo de Trabalho Navega Rondônia, em colaboração com o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), Marinha do Brasil, Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) e a Federação Nacional das Empresas de Navegação (Fenavega). O grupo tem como objetivo coordenar ações contínuas, integrando informações e esforços não apenas em situações de seca, mas também em questões de segurança e operação portuária.

*Com informações do Soph-RO

Pesquisador recebe título de Doutor Honoris Causa da UERR por contribuição com ciência na Amazônia

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Foto: Divulgação/UERR

O pesquisador e professor Reinaldo Imbrozio Barbosa, de 64 anos, recebeu na noite do dia 25 de outubro, o título de Doutor Honoris Causa da Universidade Estadual de Roraima (UERR). A honraria é a maior concedida por instituições de ensino superior no país.

Reinaldo Imbrozio, que é pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), foi o primeiro professor da comunidade externa a receber a honraria pela UERR.

Com 36 anos de atuação somente no Inpa, Reinaldo Imbrozio foi reconhecido pela contribuição com o avanço da ciência na Amazônia. Além disso, ele também é professor de mestrado e doutorado na Universidade Federal de Roraima (UFRR).

O currículo do pesquisador é extenso. Imbrozio é autor de 125 artigos completos publicados em periódicos de ciência, 10 livros ou capítulos de livros publicados ou organizados, além da orientação de 65 estudantes, da graduação ao pós-doutorado.

Ao receber o título, o pesquisador destacou que se ciência não se faz sozinho e agradeceu às contribuições que recebeu ao longo da carreira.

Foto: Divulgação/UERR

No início de 2024, quando Roraima enfrentou umas das piores secas da história e registrou o pior índice de queimadas no país, Imbrozio atuou no monitoramento da qualidade do ar que chegou a atingir níveis mundiais de poluição atmosférica.

O reitor da UERR, professor Claudio Travassos Delicato, destacou o legado de Imbrozio para o desenvolvimento de Roraima. 

A concessão do título ao pesquisador ocorreu em junho deste ano, por meio da aprovação de uma resolução do Conselho Universitário, órgão máximo da UERR. 

O texto do documento citou a “brilhante trajetória acadêmica e científica, relevantes pesquisas e trabalhos acadêmicos em prol da Ciência” de Imbrozio.

A entrega oficial do título de Doutor Honoris Causa faz parte da programação da 18ª Semana Nacional da Ciência e Tecnologia, e ocorreu na UERR, com a presença da comunidade acadêmica e de convidados como o reitor da Universidade Federal de Roraima (UFRR), professor Geraldo Ticianelli.

Imbrozio participou ainda do lançamento do livro “Cannabis no Vale do Rio Branco: rotas e difusão histórica no norte da Amazônia”, do qual é um dos autores. A obra está disponível gratuitamente no site da UERR Edições.

*Com informações da Rede Amazônica RR

Festival Amazônia Mapping reúne atrações internacionais em Belém; confira a programação

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Foto: Divulgação

O Festival Amazônia Mapping 2024 chega com atrações internacionais e espetáculos com feats inéditos para contagiar o centro histórico de Belém (PA) com arte e tecnologia. Celebrando 11 anos de trajetória, a programação traz obras de dezenas de artistas de toda a Pan Amazônia e é gratuita. O evento ocorre nos dias 1° e 2 de novembro, a partir de 19h, no Museu do Estado do Pará, na Cidade Velha.

O line-up do Festival Amazônia Mapping traz espetáculos de música e imagem. A programação traz pela primeira vez ao Pará:

  • o Ciclope Studio, projeto de artes visuais da Bolívia;
  • as experimentações imagéticas e sonoras de Luiza Lian, em apresentação do melhor show de 2023, premiado nacionalmente;
  • o feat entre Tambores do Pacoval e Mestra Bigica, conectando o carimbó de Soure e Marapanim, com projeções das obras de Ronaldo Guedes, ceramista central do Marajó;
  • o encontro entre a artista e ativista indígena Djuena Tikuna e Aíla, cantora e compositora de Belém, com visuais criados por Roberta Carvalho, em uma conexão Amazonas-Pará.

Outra novidade é que este ano o Festival traz apresentações artísticas em locais diferentes do usual, e, para além do palco, ocupa novos espaços da fachada do Museu do Estado e faz intervenções artísticas no jardim interno e na Capela do MEP.

Foto: Divulgação

Ao longo de seus 11 anos de existência, o Festival Amazônia Mapping tem fomentado encontros inéditos entre arte e público, recebendo cerca de 200 artistas e atraindo um público de mais de 50 mil pessoas. Nas edições de 2013, 2016 e 2017, movimentou Belém e Santarém com arte e tecnologia no espaço urbano. Em 2020, realizou uma edição 100% online e ganhou a categoria “Inovação: Música e Tecnologia”, um importante prêmio da Semana Internacional de Música de São Paulo (SIM SP), a maior feira do mercado de música da América Latina.

Ao colocar a tecnologia e a arte digital em diálogo com as realidades locais, o Festival amplia as formas de representar a Amazônia.

“Ao longo de mais de uma década, o Festival Amazônia Mapping tem desempenhado um papel fundamental na construção de uma nova compreensão sobre a Amazônia contemporânea, indo muito além dos clichês que frequentemente a reduzem a estereótipos exóticos. O festival permite que os próprios artistas amazônidas sejam os narradores de suas histórias, utilizando linguagens contemporâneas, como o videomapping e as novas mídias, para expressar as complexidades e potências da região, mostrando que ela é um território dinâmico, com inovação, cultura pulsante e grande diversidade de perspectivas”, aponta Roberta Carvalho, artista visual paraense idealizadora do Amazônia Mapping.

Em 2024, o Amazônia Mapping volta às ruas e se expande como nunca ao trazer para as projeções mapeadas obras de toda a Pan-Amazônia, combinando artes visuais, tecnologia, música e realidades mistas, fazendo da Amazônia protagonista da cena de artes digitais e novas mídias no mundo.

Programação

1 de Novembro:

Palco Principal: Luiza Lian + Bianca Turner
Palco Principal: Tambores do Pacoval convida Mestra Bigica + Ronaldo Guedes
Palco Jardim MEP: DJ Pedrita
Palco Jardim MEP: Will Love

2 de Novembro:

Palco Principal: Djuena Tikuna convida Aíla + Roberta Carvalho
Palco Principal: DJ Méury + PV Dias
Palco Jardim MEP: Maderito
Palco Jardim MEP: Nat Esquema

O Festival Amazônia Mapping também conta o apoio da Fundação Cultural de Belém e Prefeitura de Belém. Idealização e produção da “11:11 ARTE”, com realização do Ministério da Cultura e do Governo Federal. O patrocínio master do Instituto Cultural Vale, via Lei de Incentivo à Cultura.

*Com informações da Agência Pará