Por Julio Sampaio de Andrade – juliosampaio@consultoriaresultado.com.br
O que você espera de 2025 quanto à sua saúde? O que a sua saúde espera de você em 2025?
O que você espera de 2025 quanto ao seu desenvolvimento e aprendizado? O que o seu desenvolvimento e aprendizado esperam de você em 2025?
O que você espera do seu companheiro ou companheira em 2025? O que seu companheiro ou companheira esperam de você em 2025?
O que você espera de seus amigos em 2025? O que os seus amigos esperam de você em 2025?
O que você espera de seus pais, de seus filhos ou de seus netos em 2025? O que seus pais, seus filhos ou seus netos esperam de você em 2025?
O que você espera de sua empresa, seu chefe, seus colegas e seus clientes em 2025? O que sua empresa, seu chefe, seus colegas e seus clientes esperam de você em 2025?
O que você espera de seus projetos e objetivos em 2025? O que seus projetos e objetivos esperam de você em 2025?
O que você espera de seus vizinhos, sua cidade e seu país em 2025? O que os seus vizinhos, sua cidade e seu país esperam de você em 2025?
O que você espera do mundo em 2025? O que o mundo espera de você em 2025?
O que você espera da vida em 2025? O que a vida espera de você em 2025?
O que você espera de 2025 quanto à felicidade? O que a felicidade espera de você em 2025?
O que você espera de Deus em 2025? O que Deus espera de você em 2025?
Que de 2025 você não espere muita coisa, mas que 2025 possa esperar muito de você!
Sobre o autor
Julio Sampaio (PCC,ICF) é idealizador do MCI – Mentoring Coaching Institute, diretor da Resultado Consultoria, Mentoring e Coaching e autor do livro Felicidade, Pessoas e Empresas (Editora Ponto Vital). Texto publicado no Portal Amazônia e no https://mcinstitute.com.br/blog/.
No último dia do ano, o Comando Conjunto Catrimani II desencadeou a Operação Interdição Majestade, na Terra Indígena Yanomami (TIY), em Roraima. A ação demonstra o permanente estado de prontidão dos militares brasileiros, prontos para o cumprimento das mais diversas missões em qualquer local e época do ano.
Foto:Divulgação / Comando Operacional Conjunto CATRIMANI II.
O escopo da operação foi desarticular as estruturas vinculadas ao garimpo ilegal, inutilizando a pista de pouso Majestade, aeródromo clandestino que tem sido um ponto estratégico para o transporte de materiais relacionados à extração ilegal de minérios. Durante a ação, um helicóptero H-60 “Black Hawk” da FAB infiltrou militares do EB, que fizeram uso de explosivos para concluir a tarefa.
A prontidão das Forças Armadas é um diferencial estratégico no combate aos ilícitos ambientais na TIY, pois a capacidade de atuar em qualquer tempo, independente de hora, dia ou local, colabora para dissolução das infraestruturas de mineração ilegal que ameaçam a região.
Foto:Divulgação / Comando Operacional Conjunto CATRIMANI II.
Mesmo em locais de difícil acesso, as Forças Armadas garantem presença constante, assegurando uma vigilância contínua e uma presença dissuasória. Essa atuação permanente dificulta a reorganização do garimpo ilegal, enfraquecendo essa atividade e protegendo a comunidades indígenas.
O professor Carlos Augusto Carneiro Costa, da Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará (Unifesspa), acaba de lançar o e-book “O difícil disfarce da dor: humor e memória do terror em Luis Fernando Verissimo”, publicado pela Editora Unimontes. A obra é uma versão adaptada de sua tese de doutorado, defendida entre 2015 e 2019 na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), sob orientação do Professor Dr. Elcio Loureiro Cornelsen, que também assina o prefácio.
A publicação, selecionada por edital e submetida a avaliação por parecer duplo-cego, será disponibilizada em breve na versão impressa. O e-book já pode ser acessado gratuitamente pelo site da Editora Unimontes (link para o livro).
O livro analisa contos e crônicas de Luis Fernando Verissimo publicados entre 1975 e 2010, abordando as relações entre humor e a violência da ditadura militar no Brasil. Questões como censura, repressão, tortura, memória e esquecimento são tratadas por meio de uma perspectiva que reflete as possibilidades do humor frente ao sofrimento e à dor.
Carlos Augusto destaca que o humor, amplamente presente na literatura, no cinema e nas charges do período, é uma estratégia representacional que permite retratar a violência do regime autoritário de maneira crítica e inovadora. O estudo parte do pressuposto de que a cultura brasileira frequentemente recorre ao riso para construir narrativas sobre temas complexos, como o trauma e a violência de Estado.
“O problema é que humor e violência são, via de regra, do ponto de vista ético, categorias aparentemente inconciliáveis. O riso produzido a partir de episódios de violência e seus impactos sobre a vítima, no plano individual ou coletivo, pode configurar inescrupulosa agressão e desrespeito à dor e ao sofrimento alheios”, destaca o autor.
*Com informações da Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará
A Fundação Nacional dos Povos Indígena (Funai) ampliou sua presença nas seis terras indígenas do Amapá e Norte do Pará em 2024. A autarquia indigenista realizou, por meio da Coordenação Regional (CR) Amapá e Norte do Pará, mais de sete ações itinerantes com emissão de documentos para levar cidadania aos territórios e garantir os direitos indígenas.
A Funai também apoiou ações voltadas à promoção da educação, como o Grupo de Trabalho sobre a Década Internacional das Línguas Indígenas, a consulta para a criação da Universidade Indígena e a realização de três consultorias para implementação de Territórios Etnoeducacionais.
A autarquia também trabalhou em conjunto com o Distrito Sanitário Especial Indígena do Amapá e Norte do Pará (DSEI-AMP) para ampliar a cobertura vacinal na região e com o governo do Amapá para o fornecimento de cestas de alimentos aos povos indígenas do município de Oiapoque (AP), que tiveram a produção de mandioca afetada por pragas.
A Funai priorizou ainda o fortalecimento da economia indígena na região. Entre as ações desenvolvidas estão o incentivo ao manejo sustentável do açaí no município de Pedra Branca do Amapari, no Amapá; o combate à crise fitossanitária que afeta a produção de mandioca em terras indígenas da região; o apoio à realização de 11 etapas da feira de produtos indígenas de Oiapoque; e a entrega de ferramentas para o trabalho nas roças.
Nas Terras Indígenas Uaçá, Galibi e Juminã, a Funai trabalhou na realização do manejo sustentável da fauna e de açaizais, além de prestar apoio no transporte e escoamento da produção de açaí, assim como na Terra Indígena Waiãpi, onde a Funai também atuou em expedições de vigilância do território.
A CR Amapá e Norte do Pará apoiou e participou de assembleias gerais, regionais e de mulheres indígenas reforçando o compromisso da Funai com o respeito à autonomia e à participação ativa dos povos indígenas nas decisões que impactam os territórios e modos de vida das comunidades.
Foto: Divulgação / TJ -AP
A autarquia indigenista reforça que os avanços só foram possíveis devido à ampliação das parcerias institucionais e à articulação de esforços com diversos órgãos e associações indígenas. Entre ele estão o DSEI-AMP; o Ministério da Educação (MEC); o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS); a Receita Federal; a Justiça Federal; o Exército Brasileiro; o Governo do Amapá; a Prefeitura de Oiapoque; o Tribunal de Justiça do Estado do Amapá (TJ-AP); o Tribunal Regional do Trabalho (TRT); Instituto de Pesquisa e Formação Indígena (Iepé); e o senador Randolfe Rodrigues.
Foto: Divulgação / TJ -AP
A coordenadora regional da CR Amapá e Norte do Pará, Priscila Karipuna, agradeceu aos parceiros e destacou a importância de uma atuação integrada para a promoção e proteção dos direitos dos povos indígenas.
“O ano de 2024 foi de desafios, mas também de muitas conquistas, todas construídas com união, diálogo e parceria. Reitero minha gratidão à equipe da Funai e a todos os que colaboraram para que estivéssemos mais próximos dos povos indígenas, fortalecendo sua autonomia, cultura e direitos”, afirmou a coordenadora.
CR Amapá e Norte do Pará
A CR está localizada no município de Macapá (AP) e atua junto aos povos indígenas das etnias Galibi, Kali’na, Karipuna, Marworno, Tiriyó, Katxuyana, Waiana, Apalai, Palikur e Waiãpi. Criada em 1987, a unidade descentralizada da Funai é responsável por coordenar e monitorar a implementação de ações de proteção e promoção dos direitos de povos indígenas nos estados do Amapá e Pará.
Com informações do Ministério dos Povos Indígenas.
A chegada do período chuvoso em Porto Velho e outras regiões da Amazônia acende o sinal de alerta para o aumento de casos de arboviroses, como dengue, zika e chikungunya, doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti, mas que apresentam sintomas e formas de evolução diferentes. Por isso, a Secretaria Municipal de Saúde (Semusa) de Porto Velho reforça orientação sobre as medidas para evitar o adoecimento.
Em Porto Velho, o resultado do último Levantamento de Índice Rápido para Aedes aegypti (LIRAa) de 2024 apontou um Índice de Infestação Predial (IIP) de 2,5% para o mosquito, que representa médio risco para a proliferação. Mesmo assim, é necessário ações individuais para que a situação permaneça favorável para a saúde da população.
Principais diferenças entre dengue, zika e chikungunya
O médico Marcos Verçosa, do Departamento de Vigilância em Saúde (DVS) da Semusa, ressalta que embora compartilhem sintomas semelhantes, cada uma dessas doenças possui características próprias e exige cuidados específicos.
Dengue: febre alta e dores intensas
A dengue é a mais comum dessas doenças, principalmente nos meses de chuva, quando há mais focos de água parada, ambiente ideal para a proliferação do mosquito.
Os principais sintomas incluem febre alta (acima de 38°C), fortes dores de cabeça, nos olhos e no corpo, além de manchas vermelhas, vômito e diarreia. Em casos graves, a dengue pode causar hemorragias e queda das plaquetas, necessitando de atendimento médico imediato.
Uma pessoa pode contrair dengue até quatro vezes, pois há quatro sorotipos do vírus circulando.
Chikungunya: dor nas articulações e possível cronicidade
A chikungunya, identificada no Brasil em 2014, tem como principal sintoma a dor intensa nas articulações, que pode ser tão forte a ponto de limitar os movimentos.
“A chikungunya causa inchaço e dor nas juntas, o que pode ser bastante debilitante para o paciente. Esses sintomas não são tão comuns na dengue, que tende a causar mais dores musculares”, explica Verçosa.
A febre alta também é um sintoma comum, e a vermelhidão no corpo pode estar presente. Porém, ao contrário da dengue, não há complicações hemorrágicas.
Foto: Divulgação
Zika: risco para gestantes e sintomas leves
O zika vírus, que ganhou destaque em 2015 devido à sua associação com casos de microcefalia em bebês, geralmente apresenta sintomas mais leves, como febre baixa, vermelhidão nos olhos (sem secreção) e manchas vermelhas no corpo, acompanhadas de coceira.
“Na zika, a vermelhidão nos olhos, semelhante a uma conjuntivite sem secreção, é um sintoma típico, enquanto na dengue esse sintoma não ocorre”, destaca o especialista.
A doença pode passar despercebida em muitos casos, mas gestantes devem ter atenção redobrada, já que a infecção pelo vírus durante a gravidez pode levar a malformações no feto.
Grupos de risco
Gestantes, idosos e pessoas com doenças crônicas estão mais vulneráveis a desenvolver formas graves dessas doenças. Gestantes, em especial, devem ter atenção redobrada em relação à zika, devido ao risco de complicações no feto.
Tratamento e diagnóstico
Não há tratamento específico para nenhuma dessas doenças. O cuidado se baseia em hidratação adequada e uso de analgésicos, como dipirona ou paracetamol, sempre evitando anti-inflamatórios como ibuprofeno ou aspirina, que podem agravar os sintomas.
“A hidratação vigorosa é a principal medida que pode evitar a evolução para casos graves e até óbitos, principalmente no caso da dengue”, afirma Verçosa. O diagnóstico é feito por exames laboratoriais, disponíveis nas unidades de saúde de Porto Velho.
Prevenção: a melhor arma contra o Aedes aegypti
A melhor forma de prevenção é a eliminação de criadouros do mosquito. Medidas simples, como evitar o acúmulo de água em recipientes e usar repelentes, podem reduzir significativamente o risco de infecção.
A Secretaria Municipal de Saúde (Semusa) também reforça a importância de cada pessoa inspecionar regularmente suas casas e quintais, eliminando focos de água parada. Além da proteção individual com uso de repelentes, algumas ações podem ser feitas pela população para evitar a proliferação do mosquito. Entre elas estão:
•Colocar areia nos pratinhos de plantas •Manter caixas d’água bem tampadas •Lavar com frequência os bebedouros de animais •Limpar calhas e bandejas de degelo
A vacinação contra a dengue, disponível em alguns casos, ainda não protege contra zika e chikungunya, reforçando a importância das medidas de controle ambiental e prevenção individual.
Saiba como proceder ao detectar os sintomas
Caso apresente sintomas de qualquer uma das arboviroses, a orientação é procurar uma unidade de saúde para diagnóstico e tratamento adequado. Os exames laboratoriais para confirmação das doenças estão disponíveis nas unidades de saúde de Porto Velho, e a equipe médica está preparada para orientar sobre os cuidados necessários.
O Museu da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré é uma atração que combina diversão e aprendizado, oferecendo uma rica experiência cultural e de lazer para crianças e jovens durante as férias escolares. A partir de agora, o os moradores de Porto Velho terão entrada gratuita no complexo turístico, ou seja, não precisarão pagar a taxa de R$ 30 para acessar o local.
A gratuidade contempla munícipes, mediante comprovação de residência, além de estudantes das escolas municipais e estaduais que moram na capital.
No museu, os visitantes têm acesso a um acervo diversificado que narra a história da construção da famosa ferrovia Madeira-Mamoré, além de destacar o surgimento de Rondônia e seus personagens históricos. Entre os itens expostos estão ferramentas usadas na construção e manutenção da ferrovia, documentos históricos, fotografias, móveis, acessórios como bússolas e abajures, além da locomotiva pioneira trazida para a região em 1878.
Visitação gratuita e agendada
A entrada no museu é gratuita, mas as visitas devem ser agendadas pelo site Sympla. Os visitantes podem optar por uma visita guiada, acompanhados por um guia que detalha o contexto histórico das peças, ou por uma visita não guiada.
Normas de Visitação
Para garantir a preservação do acervo e a segurança dos visitantes, algumas normas devem ser seguidas:
Trajes: É proibido circular descalço, sem camisa ou usando capacetes.
Objetos Pessoais: Bolsas e sacolas devem ser guardadas no guarda-volumes, sem custo adicional.
Proibições: Não é permitido portar armas, consumir alimentos ou bebidas dentro do museu.
Fotografias e Vídeos: Permitidos, desde que sem flash ou bastões de selfie.
Pets: A entrada é restrita a cães-guia.
Horários de Funcionamento
Complexo: Terça a domingo, das 10h às 22h.
Museu: Quarta a domingo, das 10h às 18h.
As visitas guiadas são priorizadas para instituições de ensino às quartas e quintas-feiras, com visitas livres entre 12h e 14h. Às sextas, sábados e domingos, as visitas guiadas ocorrem das 10h às 12h e das 16h às 18h, enquanto as visitas não guiadas são realizadas das 12h às 16h.
Cada grupo de visitação tem um limite de 25 pessoas, e há intervalos de 30 minutos entre as visitas não guiadas.
Agendamento para Instituições
Escolas e faculdades podem agendar visitas gratuitas pelo e-mail: museuefmm@portovelho.ro.gov.br. Mais informações estão disponíveis pelo telefone: (69) 98473-6948.
Foto: David Martins/Secretaria de Cultura e Economia Criativa
A Casa das Artes abriu suas portas para receber a exposição “Olho Mágico”, um projeto pioneiro que une arte e educação. A mostra, que faz parte das comemorações pelos 128 anos do Teatro Amazonas, em Manaus (AM), comemorados no dia 31/12, apresenta obras de estudantes que participaram de um projeto-piloto entre os meses de outubro e dezembro, com imersões e oficinas realizadas no espaço do teatro e aulas no Palacete Provincial.
A exposição, que ficará até o dia 2 de fevereiro, está aberta das 15h às 19h, e nos demais dias, de quarta a domingo, das 15h às 20h. O público terá a oportunidade de conferir o talento dos jovens artistas, ao mesmo tempo em que explora a conexão entre a arte e o maior símbolo cultural do Amazonas.
Patrimônio da Humanidade
De acordo com a diretora do Teatro Amazonas, Elizabeth Cantanhede, a exposição também marca um passo importante na preparação para o reconhecimento do teatro como Patrimônio da Humanidade pela Unesco. “Essa exposição celebra os 128 anos do Teatro Amazonas e é parte de um processo maior, que busca o reconhecimento dos teatros da Amazônia, como o Teatro Amazonas e o Teatro da Paz, como patrimônios da humanidade”, explicou a diretora.
“Esse processo exige etapas importantes, e a principal delas é que a população se aproprie do teatro, vendo-o como um espaço seu, como sua casa, onde pode assistir a espetáculos, conhecer sua história e celebrar momentos marcantes”, pontuouCantanhede.
Foto: David Martins/Secretaria de Cultura e Economia Criativa
A visão do idealizador
O idealizador do projeto, Jorge Kennedy, destacou que o “Olho Mágico” nasceu da observação do desejo da comunidade em se conectar com o Teatro Amazonas.
“Percebi a curiosidade enorme das pessoas em conhecer o teatro de perto, mas muitas não tinham a oportunidade de entrar ou vivenciar o espaço”, destacou. “Decidimos começar pelas escolas, para que os alunos tivessem uma relação mais imersiva com o teatro. A ideia é ampliar o projeto para que mais escolas e estudantes participem no futuro”, afirmou Kennedy.
Bastidores
A experiência foi transformadora para os jovens participantes. Sofia Mafra, do Colégio Estadual Farias Brito, contou que foi uma oportunidade única. “Foi incrível! Eu nunca imaginei participar de algo assim. Era uma mistura de alegria e ansiedade porque tudo era novo. O desafio maior foi conciliar os estudos com os desenhos, mas no final, valeu muito a pena”, relatou.
Para Quinn dos Santos, do Colégio Amazonense Dom Pedro II, os momentos de imersão no teatro revelaram detalhes surpreendentes.
“Descobrir que o Teatro Amazonas foi construído como uma grande maquete, com peças trazidas de várias partes do mundo e montado igual um lego, foi fascinante. E eu também não sabia que o Brasil já teve um período em que falávamos francês por influência cultural. Isso foi muito impactante”, destacou o estudante.
Foto: David Martins/Secretaria de Cultura e Economia Criativa
E Nicolas Seraphim, também do Colégio Amazonense Dom Pedro II, enfatizou a intensidade do projeto. “Foi uma experiência bem intensa, porque exige muito foco e dedicação. Mas, ao final, percebi o quanto aprendi e cresci com essa oportunidade”, comemorou.
Os estudantes também falaram sobre o impacto do projeto em suas perspectivas artísticas. “Pretendo fazer faculdade de artes visuais na UEA e tentar viver disso. Se não der certo, a arte será meu hobby para a vida”, afirmou Sofia. “A arte é mais um hobby por enquanto, mas quem sabe o que o futuro reserva?”, comentou Quinn.
A exposição “Olho Mágico” é uma oportunidade imperdível para quem deseja explorar o talento dos jovens artistas e compreender a importância cultural e histórica do Teatro Amazonas. A mostra pode ser visitada na Casa das Artes até o dia 2 de fevereiro, de quarta a domingo, das 15h às 20h.
Cinco novos projetos de assentamento com capacidade para até cinco mil famílias foram criados no Acre em 2024, segundo um balanço divulgado pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).
Os números foram apresentados na última segunda-feira (30) pelo presidente do órgão, Márcio Alécio. Na ocasião foram apresentados ainda projetos para os próximos anos no estado.
“[Para 2025] nós temos programado de oito a 10 [novos assentamentos] e até 2026 são 20 projetos de assentamento programados a serem criados. Nós arrecadamos mais de 100 mil hectares [de terra], que serão destinadas prioritariamente para regularização fundiária e para criação de novos projetos de assentamento”, anunciou ele.
Em abril deste ano, o ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira, esteve no Acre e anunciou o lançamento de R$ 30 milhões em créditos do Incra para 2024 e a criação de novos assentamentos que deveriam instalar 1,2 mil famílias no interior do estado.
Os assentamentos criados em 2024 foram, segundo Alécio, viabilizados através desses recursos.
Foto: Júnior Andrade/Rede Amazônica AC
O presidente do Incra ressaltou que os contemplados com os projetos além de ter a sua documentação regularizada, poderão ter acesso a várias políticas públicas, o que deve ajudar no desenvolvimento de suas áreas.
“Esse é o nosso compromisso, continuar trabalhando muito para o fortalecimento da agricultura familiar, para a gestão das terras, para regularização. Iniciamos processos de georreferenciamento muito importantes, isso vai permitir a titulação definitiva de famílias a partir do ano que vem e até 2026, e temos trabalhado muito”, afirmou.
Presente na reunião, o presidente da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), Jorge Viana, declarou que os projetos de assentamentos criados em 2024 são uma grande conquista, já que há anos não eram feitos no estado.
“O que me preocupava muito é que há 8 anos não se criava projeto de assentamento no Acre. E o número de famílias precisando de uma terra para plantar, para pôr comida na mesa de quem vive nas cidades, nunca para de crescer, porque tem os filhos que agora vem e essa paralisia foi muito ruim”, afirmou ele.
De acordo com Alécio, foi feito um planejamento participativo, da equipe técnica do órgão, junto com os movimentos sociais, para que seja atendida as demanda da comunidade agrícola do Acre.
“Estamos muito esperançosos e otimistas. A partir do momento que a reforma agrária, que a agricultura familiar, ela se estabelece, se fortalece, o nosso estado se desenvolve. A nossa meta até 2026 é contemplar cerca de cinco mil famílias no Acre”, anunciou ele.
O presidente da Apex afirmou que o Incra estava em um momento complicado em anos anteriores e comemorou o que ele classificou como retomada dos investimentos no órgão.
“O Incra está dando dinheiro para as pessoas fazerem sua casa, que é o crédito de instalação. A gente tem áreas sendo demarcadas, áreas sendo arrendadas e projetos novos começando. E isso são as políticas públicas que trazem. O Acre vive uma situação muito crítica do ponto de vista econômico, e com a chegada do presidente Lula a gente está vendo as estradas sendo recuperadas”, finalizou.
Foto: Júnior Andrade/Rede Amazônica AC
Cheia
Jorge Viana comentou sobre a questão climática do estado que em poucos meses viveu secas severas e enchentes devastadoras no último ano, que são objeto de preocupação dos produtores rurais.
“Com a crise climática, agora a gente vive a ameaça dos eventos climáticos extremos o ano inteiro. É seca, é cheia. Antigamente, quando estava um mundo mais equilibrado, mais sustentável, a cada 10 anos, 15 anos tinha uma cheia. Agora os governantes têm que estar preparados todo ano e os planos de contingência, os projetos de apoio às famílias têm que ser também elaborados todo ano”, expôs ele.
O presidente da Apex expressou preocupação com o período de cheia já que o Rio Acre continua subindo e citou que o eventos extremos são uma consequência do modelo econômico insustentável de produção e consumo que o mundo está experimentando.
Foto: Júnior Andrade/Rede Amazônica AC
“O que é lamentável é que pararam de construir casas e tirar pessoas de áreas de risco. Mas eu diria que nós vamos ter que nos preparar para sermos solidários e termos propostas para o agricultor, ribeirinho e para quem vive na cidade, porque os eventos climáticos não são só aqui no Acre ou no Brasil, é no mundo inteiro. O desafio é lutar para ver se a gente mitiga ou diminui os efeitos do clima”.
* Por Hellen Monteiro e Júnior Andrade, da Rede Amazônica AC
Há um tema em ascensão nas pesquisas relacionadas à economia, a política monetária verde. A busca por publicações relacionadas ao assunto rendeu à pesquisadora Kelly Cristina Leal de Almeida Carvalho, do Programa de Pós-Graduação em Economia, com o trabalho “Política monetária verde: uma análise do papel do Green Central Banking na transição para uma economia de baixo carbono” o segundo lugar na Competição 3MT® Teses e Dissertações UFMT – Versão Temas ODS 2024, entregue no IV Seminário de Sustentabilidade na Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT).
A pesquisadora explicou que o trabalho empreende uma revisão de toda a literatura global em torno da política monetária verde.
“É um tema emergente, então a literatura sobre essas políticas, ela vem muito de 2016 para a atualidade e todas de outros países. Quase não temos publicações aqui da América Latina mesmo, não só do Brasil. Então, nós conseguimos criar um quadro que dá publicidade para essas políticas”, relata sobre o conjunto de pesquisas em desenvolvimento na atualidade que estão relacionadas à construção da política monetária verde.
A proposta da pesquisa é de divulgar, mostrar o conjunto de propostas em política monetária verde, de políticas macro prudenciais aí que podem ser utilizadas pelos bancos centrais em todo o mundo.
“Trouxemos um pouco de como que cada uma dessas políticas funcionam, mas assim o resultado final do nosso trabalho ele converge então para essa relação entre como essas políticas podem ser aplicadas a depender da característica do país”, pontua a pesquisadora Kelly Cristina Leal de Almeida Carvalho.
O olhar sobre as diferenças entre os países apontam também para diferentes caminhos nas concepções em torno da política monetária verde.
“Economias emergentes, países desenvolvidos, tem características diferentes, economias diferentes e também vão precisar de políticas adequadas para aquele contexto. O Brasil entra na parte das economias emergentes, então existem mais políticas, o que a gente conseguiu identificar é que existem mais políticas que são compatíveis com economias emergentes como o Brasil”, pontua a pesquisadora.
A respeito da política monetária verde, a pesquisadora ressalta que o país tem diferentes ações na área e que estão presentes no estudo.
“O Brasil tem um destaque sim, ele tem várias iniciativas que constam no nosso trabalho até por conta do agronegócio e de muitas iniciativas. Por exemplo, a energia solar, outras fontes de energia renovável, energia limpa situam o Brasil, nesse papel bem singular diante dos outros países em desenvolvimento”, finaliza.
Tendo em vista a realização da COP 30 na cidade de Belém, em 2025, as Pró-Reitorias de Ensino, de Pesquisa, Pós-graduação e Inovação e de Extensão do Instituto Federal do Pará (IFPA), publicaram um chamamento interno para a captação de vídeos de projetos de ensino, pesquisa, inovação e/ou extensão onde haja o tema “Combate de mudanças climáticas” e em que um ou mais dos 18 Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) sejam o foco das ações ou façam parte dos mesmos.
Os vídeos selecionados farão parte de uma série de vídeos institucionais que serão circulados nas redes sociais em preparação à COP-30. A iniciativa busca promover a publicização de projetos de ensino, pesquisa, inovação e/ou extensão desenvolvidos no IFPA, além de valorizar as ações educacionais que trazem em seu cerne o desenvolvimento regional sustentável.
Podem submeter vídeos os servidores do IFPA que sejam coordenadores de projetos de ensino, pesquisa, inovação e/ou extensão já finalizados e que possuam os temas de mudanças climáticas e um ou mais dos 18 ODS.
A submissão da proposta deve ser feita por meio do envio do formulário de inscrição, devidamente preenchido, juntamente com o envio de um vídeo, de no máximo 2 minutos, mostrando como o projeto alcançou o tema. O período de envio é de 02 de janeiro a 20 de fevereiro, com data a depender da ODS do projeto.